Top PDF Funcionalismo e Abordagem Construcional da Gramática.

Funcionalismo e Abordagem Construcional da Gramática.

Funcionalismo e Abordagem Construcional da Gramática.

Na fase inicial dos estudos funcionalistas voltados mais especificamente para mu- dança categorial no nível da gramática, que remontam à concepção da gramaticalização como trajetória de categorias lexicais a gramaticais, como se encontra em Meillet (1958), ou de categorias menos para mais gramaticais, de acordo com Kurylowicz (1975), é marcante o privilégio da pesquisa de itens isolados, do foco nos aspectos funcionais ou na trajetória específica destes itens. Durante esse primeiro período, basicamente a partir das décadas de 60 e 70 do século XX, o Funcionalismo se dedica à investigação da correlação função > forma no uso linguístico, na defesa ou no resgate das marcas icônicas deste uso. Ganham destaque no conjunto das pesquisas funcionalistas os estudos sobre gramaticalização, que se dedicam à detecção de trajetórias históricas de categorias em perspectiva mais atômica, preocupados especificamente com propriedades de forma ou de sentido caracterizadoras das referidas categorias. Na mudança por gramaticalização, o foco reside no levantamento de marcas redutoras, seja em termos funcionais, como os fenômenos de abstratização e polissemia que caracterizam a derivação categorial, seja em termos formais, na pesquisa da erosão, da perda de estrutura resultante do desgaste pelo uso.
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<b>Algumas contribuições do funcionalismo e da lingüística textual para o ensino de gramática na escola</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v27i1.1161

<b>Algumas contribuições do funcionalismo e da lingüística textual para o ensino de gramática na escola</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v27i1.1161

comunicação. Para os funcionalistas, a língua é “um instrumento de interação social entre seres humanos, utilizado com a intenção de estabelecer relações comunicativas” (Dik, 1989, p. 3). Essa interação social que se dá pela língua é uma atividade: (i) estruturada, por ser governada por regras, normas convenções; e (ii) cooperativa, por envolver pelo menos dois participantes. O Funcionalismo leva em conta dois tipos de regras: as de ordem fonológica, morfológica, sintática e semântica, que constituem as expressões lingüísticas mediadoras das interações verbais, e as de ordem pragmática, que governam os padrões de interação verbal em que as expressões são usadas. Desta forma, pode-se dizer que uma gramática funcional trata de forma integrada os componentes tratados isoladamente por outras teorias (Neves, 1994, 1997). Segundo essa orientação, um tratamento funcional da sintaxe e da semântica só pode ser realizado de forma adequada integrando a pragmática a esses outros componentes, e não a considerando um componente externo.
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GRAMÁTICA E(M) MUDANÇA: EVIDÊNCIAS DA INTERFACE LINGUÍSTICA HISTÓRICA/FUNCIONALISMO

GRAMÁTICA E(M) MUDANÇA: EVIDÊNCIAS DA INTERFACE LINGUÍSTICA HISTÓRICA/FUNCIONALISMO

A preponderância da abordagem diacrônica, nos estudos de Gramaticalização, justifica-se até mesmo pela sua abordagem sincrônica, que, ao buscar descrever a fluidez de padrões discursivo-pragmáticos de uma forma gramatical, delineia um continuum de mudanças que pode ser verificado diacronicamente. Com isso, permeia a concepção de Gramaticalização sincrônica um dos métodos inerentes à Linguística Histórica, qual seja, analisar o presente para entrever o passado. Essa via metodológica, conforme aponta Faraco (2007, p. 122), baseia-se no princípio do uniformitarismo, que estabelece que fenômenos verificados em uma dada sincronia estão sob efeito dos mesmos condicionantes que estiveram presentes em sincronias pretéritas, o que significa dizer que
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Funcionalismo e ensino de gramática

Funcionalismo e ensino de gramática

O paradigma de gramaticalização, que prevê a mudança de um item lexical em um elemento gramatical ou de uma es- tratégia discursiva em uma estrutura sintática, decorre da com- preensão funcionalista de gramática como mecanismo mutável e instável, moldado pelo uso, pois sujeito a pressões comunica- tivas e cognitivas. Sob rótulos variados, tem sido utilizado por estudiosos de diferentes épocas e origens para explicar mudanças lingüísticas que se dão com itens que passam do léxico para a gra- mática ou que se especializam dentro da própria gramática. Muito embora os lingüistas tenham sempre se questionado a respeito da origem e do desenvolvimento das categorias gramaticais, a gra- maticalização, tal como concebida aqui, pode ser vista como um paradigma retomado e desenvolvido no quadro da lingüística fun- cional norte-americana, associado aos fenômenos de variação e mudança lingüística. Com o avanço dessa nova linha de pesquisa, a gramaticalização não é mais vista simplesmente como a “rea- nálise de material léxico em material gramatical”, mas também como a reanálise de padrões discursivos em padrões gramaticais e de funções ao nível do discurso em funções semânticas, ao nível da oração (cf. GIVÓN, 1979; HOPPER, 1979).
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ABORDAGEM CONSTRUCIONAL DA MUDANÇA LINGUÍSTICA

ABORDAGEM CONSTRUCIONAL DA MUDANÇA LINGUÍSTICA

De acordo com Hilpert (2014), o modelo de dicionário e gramática é compartilhado tanto entre leigos quanto entre linguistas. Segundo esse modelo, o conhecimento do vocabulário de uma língua é ordenadamente separado do conhecimento das regras gramaticais. Essa ideia vai de encontro à concepção da gramática de construções, que afirma que todo o conhecimento do falante a respeito da língua, ou seja, tudo o que ele sabe sobre palavras, padrões sintáticos, prefixos e sufixos, idiomatismos etc., deve ser reformulado como conhecimento de construções. Nesse sentido, as construções que o falante conhece estão em associação direta com suas propriedades fonológicas, morfológicas, sintáticas, bem como com seus significados convencionalizados, suas variantes possíveis e os contextos sociais em que são provavelmente usadas e ouvidas. Em suma, o conhecimento de uma construção corresponde à soma total da experiência do falante com essa construção. Essa posição converge com a de Langacker (2008), para quem a língua deve ser interpretada como um inventário estruturado de unidades convencionalizadas e organizadas em redes.
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A rede construcional do esquema focalizador [que só] no português brasileiro

A rede construcional do esquema focalizador [que só] no português brasileiro

Os sentidos da linguagem são constituídos subjetivamente nas práticas de comunicação, no âmbito de domínios semânticos e pragmáticos. Nesta perspectiva, a gramática pode ser caracterizada como uma rede de construções em constante transformação, cujas análises levam ao extremo a indissociável relação entre forma e sentido constituída no uso da língua. Por sua vez, a mudança linguística é inerente ao funcionamento da língua, ocorrendo de forma gradiente, radial e indissociável dos contextos de uso. Dessa maneira, neste artigo, tendo por base uma abordagem construcional, fundamentada nas proposições da Gramática de Construções, representada especialmente por Langacker (2009), Goldberg (1995; 2006), Bybee (2006; 2010; 2015), Traugott e Dasher (2005), Traugott (2008), Traugott e Trousdale (2010; 2013), Diessel (2015), Oliveira e Rosário (2015), dentre outros, analisamos o esquema construcional focalizador [que só] no português brasileiro contemporâneo. A focalização é uma construção, uma entidade abstrata constituída por pareamentos de forma e sentido e pressupõe os domínios da ênfase, do contraste e da intensificação de conhecimentos de mundo compartilhados pelos falantes. As construções [que só] exercem função pragmática de foco, e sua constituição decorre da junção de duas estruturas focalizadoras recorrentes na língua portuguesa. Definimos os subesquemas e os contextos de uso das microconstruções derivadas do esquema [que só] nos níveis semântico, sintático e discursivo-pragmático. São descritos, também, os graus de abstratização dos usos das focalizadoras. Os resultados demonstram superposição dos domínios da comparação e da intensificação, revelando uma espécie de superesquema focalizador no português brasileiro contemporâneo.
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A CONSTRUÇÃO [[PAGAR]INFINIT+SN] NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

A CONSTRUÇÃO [[PAGAR]INFINIT+SN] NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Com base no modelo de estrutura simbólica da construção, é possível compreender a língua(gem) a partir da articulação existente entre propriedades sintáticas e semânticas. Assim, baseando-se na proposta da abordagem construcional, consideram-se essenciais: (i) a visão da língua como resultado da experiência; (ii) a construção como unidade básica de análise; (iii) os processos cognitivos de domínio geral, e (iv) a organização da gramática em rede. Baseando- se nos pressupostos sugeridos pela abordagem construcional, é possível compreender que toda a arquitetura da linguagem é organizada em redes de construções consolidadas por elos de forma e significado.
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A ABORDAGEM CONSTRUCIONAL NOS ESTUDOS DA MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS: O MODELO BOOIJIANO EM TERRAS BRASÍLICAS

A ABORDAGEM CONSTRUCIONAL NOS ESTUDOS DA MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS: O MODELO BOOIJIANO EM TERRAS BRASÍLICAS

Apesar de, no modelo conhecido como Gramática das Construções, admitir-se que a palavra também pode ser entendida como uma construção, essa ideia não foi muito além da assunção teórica e poucos foram os trabalhos em morfologia nessa linha. A Morfologia Construcional, então, assume papel importante dentro da ciência linguística por ser um modelo teórico construcional não formalista com enfoque no nível da palavra ─ sua constituição interna, suas relações com outras palavras e com padrões de formação produtivos numa dada língua.
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FUNCIONALISMO E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM: UMA RELAÇÃO POSSÍVEL

FUNCIONALISMO E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM: UMA RELAÇÃO POSSÍVEL

Segundo o esquema da GFD (Gramática Funcional do Discurso), proposto por Hengeveld (2003), o componente conceitual, de natureza cognitiva, desencadeia o processo de formulação e está ligado aos níveis interacional e representacional. Assim, se pode pensar que a capacidade de manifestação da intenção comunicativa por meio das expressões lingüísticas depende do nível de desenvolvimento cognitivo do falante. No caso da criança, esse fato aponta para seu o grau de desenvolvimento sócio-interativo, que se revela a partir da natureza, mais ou menos concreta, dos conceitos que ela gradativamente exprime.
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Gramática de uso e suas contribuições para o letramento

Gramática de uso e suas contribuições para o letramento

A base teórica do funcionalismo linguístico no Brasil, preocupa-se em enunciar como proposta para o ensino de língua materna, a gramática de uso, como forma de abordagem do estudo gramatical em textos, sob a perspectiva de que a função das formas linguísticas desempenha o papel predominante (NEVES, 1997) e não as formas em si, e de que no uso linguístico tudo são escolhas (NEVES, 2012) e a escolha das formas fica sob a função, em vista do sentido pretendido. Assim, a gramática de uso como abordagem, é a prática da análise assentada em textos nos seus diversos gêneros, sem utilizá- los para a prática de descontextualizar frases e ensinar nomenclaturas e classificações. Fundamentada nessa prática, há a Gramática de Usos do Português de Maria Helena de Moura Neves, publicada em 2000, composta por uma grande quantidade de análises, que podem servir de apoio para as atividades a serem realizadas em sala de aula.
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Construções nominais de referência genérica: uma abordagem experimental em gramática cognitiva

Construções nominais de referência genérica: uma abordagem experimental em gramática cognitiva

A pesquisa, naturalmente, não se encerra aqui. No que tange à empreitada (evidentemente coletiva) que poderá um dia culminar em uma descrição construcional do PB, o inventário de construções de referência genérica ainda inclui, pelo menos, dois padrões com nome no plural (ilustrados por sentenças como “Os gatos são voluntariosos” e “Gatos são voluntariosos”). Além disso, se o problema da não sinonímia já parecia suficientemente espinhoso no cotejo entre os padrões com nome no singular, a adição das construções com plural só torna o quadro mais desafiador (e fascinante). Por fim, do ponto de vista teórico, a GCog ainda tem, evidentemente, um longo caminho a percorrer até que a totalidade das suas ferramentas analíticas seja reconhecida como psicologicamente real.
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A rede construcional dos verbos de movimento transitivos diretos

A rede construcional dos verbos de movimento transitivos diretos

Investigamos, nesta dissertação, a construção com verbos de movimento seguidos de objeto direto (VMTD). Nossa análise buscou revelar as diferenças de sentido desses verbos, propondo uma classificação sintático-semântica que toma por base as relações entre o verbo e seus argumentos. Utilizamos, como fonte de dados, o Corpus Discurso & Gramática: a língua falada e escrita na cidade do Natal (FURTADO DA CUNHA, 1998), que nos permitiu flagrar o objeto de estudo tal como ele se manifesta nas interações sociocomunicativas. O quadro teórico conjuga os princípios da Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU) e da Linguística Cognitiva, em especial da Gramática de Construções. A análise mostrou que os VMTD podem ter enquadres semânticos diferentes, se levarmos em consideração o(s) participante(s) que se move(m) ou o tipo de afetamento que pode(m) sofrer como consequência da ação verbal. Os resultados obtidos indicaram que esses enquadres fazem parte de dois esquemas básicos, movimento e deslocamento, que licenciam três tipos de subesquemas, manipulação, trajeto e transporte, que, por sua vez, licenciam microconstruções, definidas com base nos papéis semânticos desempenhados por seus argumentos. Esta dissertação apresenta uma proposta de classificação dos verbos de movimento transitivos diretos, dispostos em uma rede construcional que organiza hierarquicamente os esquemas cognitivos relativamente distintos que esses verbos conceitualizam.
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FUNCIONALISMO ALEMÃO E TRADUÇÃO DE LITERATURA IMIGRATÓRIA

FUNCIONALISMO ALEMÃO E TRADUÇÃO DE LITERATURA IMIGRATÓRIA

Neste artigo, pretendemos refletir sobre o processo tradutório, não focando apenas nas dificuldades de tradução, mas discutindo as dimensões que tomam a tradução de um livro e as intersecções culturais e disciplinares que o envolvem. Estas reflexões são frutos da deliberação entre tradutora e revisora. Portanto, objetivamos através do livro e da tradução de Die Frau des Auswanderers: Erlebnisse einer Kolonistenfrau in Südbrasilien (A mulher do imigrante: vivências da esposa de um colono no sul do Brasil) (1921), de Emilie Heinrichs, pesquisar os entornos do texto e lançar um olhar para as entrelinhas, fundamentadas na abordagem funcionalista de Christiane Nord. Pretendemos, assim, discutir a aplicabilidade do modelo Nord de análise de texto, já que a tradução não foi pensada aqui como uma mera transposição de signos lingüísticos ou uma adaptação plena à cultura de chegada. Para isto, apresentamos rapidamente as contribuições de Reiß e Vermeer, as quais compõem as bases do funcionalismo alemão.
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Escolas de governo e profissionalização do funcionalismo público

Escolas de governo e profissionalização do funcionalismo público

VARIÁVEIS DE ANÁLISE INAP ESPANHA INAP MÉXICO INAP ARGENTINA ■ EGRESSO □ Perfil □ Alocação □ Servidor Público de Alio Nível, destinado a fazer parte do Cuerpo Superior[r]

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VIOLÊNCIA INTERPESSOAL ABORDAGEM, DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – Normas de Orientação Clínica

VIOLÊNCIA INTERPESSOAL ABORDAGEM, DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – Normas de Orientação Clínica

A ligação existente entre os diversos tipos de violência, assim como a interação que se estabelece entre os fatores individuais e os contextos sociais, culturais e econ[r]

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Formas da gramática renascentista: percepção e abordagem da diversidade linguística em Fernão de Oliveira.

Formas da gramática renascentista: percepção e abordagem da diversidade linguística em Fernão de Oliveira.

Esse posicionamento, diante da diversidade entre línguas, indicia elementos para que a historiografia possa traçar o percurso de formação e desenvolvimento, no período renascentista, de complexas relações que se desenvolveram entre diferentes tradições do pensamento gramatical, que colocariam muitas vezes em franca oposição visões de universalidade e par- ticularidade para explicações da estrutura e do funcionamento das línguas, numa retomada, de certa forma, de debates anteriores a respeito de regras gramaticais e exceções, colocando em foco uma das grandes questões do fazer gramatical de todas as épocas: a gramática deve privilegiar a busca por analogias ou por anomalias na descrição de uma língua?
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O Instituto da Readaptação Preconizado peta Lei N º3.780, de 12 de Julho de 1960

O Instituto da Readaptação Preconizado peta Lei N º3.780, de 12 de Julho de 1960

Estou em que a readaptação, sem deixar de ser, em sua essência, do interêsse da administração, representa uma conquista a mais do funcionalismo, principalmente da[r]

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O sentido argumentativo do articulador mas no discurso oral

O sentido argumentativo do articulador mas no discurso oral

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
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A gramática e seus benefícios de uso no contexto social: uma análise da visão dos educadores de uma unidade de ensino no Município de João Alfredo-PE/ Grammar and its benefits of use in the social context: an analysis of the educators' view of a teaching

A gramática e seus benefícios de uso no contexto social: uma análise da visão dos educadores de uma unidade de ensino no Município de João Alfredo-PE/ Grammar and its benefits of use in the social context: an analysis of the educators' view of a teaching unit in João Alfredo-PE

A gramática é propagadora e estimuladora de conhecimento científico e seu domínio permite ao portador formas concretas de compreensão de seu universo e da ampliação de novas possibilidades. Um país de pessoas letradas é um país progressista que visa a expansão em todas as suas áreas. Os Parâmetros Curriculares Nacionais doravante (PCNs) salientam a importância do gênero como instrumento de ensino aprendizagem da língua possibilitando a compreensão da escrita não unicamente como apreensão do uso apenas gramatical. “O uso da gramática se faz válido como incentivo à renovação do conhecimento, uma vez que o mundo está em constante mudança para se englobar os mais variados assuntos da atualidade.” (OLIVEIRA, 2010, p.84),
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Os contextos de mudança de SNLoc atributiva: um estudo de construcionalização lexical no Português

Os contextos de mudança de SNLoc atributiva: um estudo de construcionalização lexical no Português

Baseados na Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), buscamos estudar a construção SNLoc atributiva no português contemporâneo, a qual resulta da forte integração de suas subpartes: SN e pronome adverbial locativo. Numa perspectiva pancrônica, tomamos como base o Corpus do Português, para a análise de sincronias passadas, e o Corpus Discurso & Gramática, para os usos do século XX. Por meio desses corpora, realizamos um estudo prioritariamente qualitativo, a fim de comprovar a hipótese de que SNLoc atributiva é um membro marginal da classe dos nomes do português, resultante de construcionalização lexical. A mudança linguística de que decorre tal esquema se inicia em contextos atípicos, nos usos dêiticos mais referenciais, como os dêiticos físicos (“quando eu tinha três anos... eu caí... aí tá até a cicatriz aqui...”) e os dêiticos catafóricos (“eu pretendo fazer um outro curso aí na universidade”). Por meio de usos dêiticos anafóricos (“tem uma passagem assim maneira da cozinha pra sala... com um balcãozinho... que a gente vai fazer um bar ali”) e dêiticos virtuais (“bota o óleo... aí vai... bota a galinha... aí deixa a galinha lá...”), que configuram contextos críticos, com ambiguidades de sentido e forma, chega-se à construção SNLoc atributiva, em um contexto de isolamento. São casos como: “daí começaram a correr ... a correr ... a correr e o homem atrás dele ... daí depois ... ele pegou uma moça lá toda doida ...”. Forma-se um novo esquema construcional da língua, no nível do léxico, assumindo um sentido de imprecisão e indefinição, distinto do original.
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