Top PDF Fundamentos constitucionais da teoria da proporcionalidade: os limites à inadmissibilidade da prova ilícita

Fundamentos constitucionais da teoria da proporcionalidade: os limites à inadmissibilidade da prova ilícita

Fundamentos constitucionais da teoria da proporcionalidade: os limites à inadmissibilidade da prova ilícita

A inadmissibilidade das provas ilícitas encontra-se expressamente prevista pelo art.5º, inciso LVI, da Constituição Federal de 1988, cujo teor suscita discussões doutrinárias diversas no que tange à coordenação do princípio da proporcionalidade sobre o sistema de direitos e garantias fundamentais. Sob este prisma, o objetivo geral deste trabalho monográfico consiste, precipuamente, em compreender os mecanismos que legitimam a adoção da teoria da proporcionalidade, analisando-se acerca da possibilidade de sua adequação como método para solucionar os conflitos decorrentes da colisão entre princípios. Assegurado às partes o direito à instrução no processo, como consectário do princípio do contraditório e meio para atingir a verdade processual, a temática pertinente à produção probatória suscita uma análise multifacetada, porquanto muitas vezes permita uma minimização das demais garantias constitucionais, como é o caso das interceptações telefônicas, objeto da Lei nº. 9.296/96. Parte-se da premissa de que os princípios não são revestidos sob uma forma absoluta, sendo permissível a sua flexibilização quando colidente com um segundo, de forma que, inadmitidas no processo as provas produzidas sob a égide da ilicitude, serão analisadas de forma pragmática as exceções a este princípio, com base na valoração dos demais direitos individuais. A metodologia utilizada neste trabalho será efetivada com base no método dedutivo de abordagem, tendo como bases legais a Constituição Federal de 1988, o Código de Processo Penal e a Lei n.º 9.296/96. Como substrato bibliográfico, será efetivada a leitura de artigos científicos e dissertações correlatas dos principais autores que tratam acerca da temática abordada, assim como a análise documental, concretizada sobre o teor das decisões jurisprudenciais recentemente apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, e que permitirão chegar aos objetivos propostos. Ante os argumentos levantados no decorrer do trabalho, é possível concluir que o Processo Penal deve primar pela sua instrumentalidade, oferecendo uma proteção eficiente dos direitos do indivíduo, sem que seja desvirtuado o conteúdo dos outros princípios constitucionais que informam todo o sistema. À luz dos posicionamentos jurisprudenciais, é possível a ponderação de cada um destes princípios no caso concreto, de sorte que provas emprestadas ou mesmo produzidas em desacordo com a legislação infraconstitucional são passíveis de alcance pela teoria da proporcionalidade.
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OS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DAS LEIS QUE PROÍBEM O USO DE MÁSCARAS EM MANIFESTAÇÕES

OS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DAS LEIS QUE PROÍBEM O USO DE MÁSCARAS EM MANIFESTAÇÕES

No acórdão, a profusão de argumentos de caráter moral e técnico, que redundaram na aplicação inadequada da Teoria dos Direitos Fundamentais de Robert Alexy, mascara uma decisão de fundo deliberadamente proibicinista. O falso-modo de colocar a questão constitucional – como avaliação dos limites da medida restritiva de direito fundamental, pressupondo a constitucionalidade de sua restringibilidade – condicionou a adoção sistemática de uma Teoria dos Direitos Fundamentais à la carte (utilizando-se o critério da proporcionalidade em caso de simples antinomia entre regras), a interpretação seletiva da doutrina constitucional, ignorando as definições e matizes que poderiam enfraquecer a tese da constitucionalidade da restrição, e gerou uma decisão que, apesar de dogmaticamente infundada, mantém a aparência de fundada. A análise dos discursos jurídicos que compõem o acordão permitiu discernir nele uma decisão de caráter político (i.e., policial, em sentido rancièriano) neutralizada por meio de uma estratégia retórica ambivalente: ao mesmo tempo em que se denuncia como tal por força da interpretação moral não-normativa da questão constitucional, procurou mascarar-se pela adoção de argumentos técnicos e constitucionais ora seletivos, ora conceitualmente inadequados. No limite, o acórdão produziu em condições argumentativas de laboratório um hard case (colisão de direitos fundamentais) onde havia apenas um easy case, qualificado pela contradição simples entre a norma infraconstitucional estadual proibitiva de conduta (a Lei Brazão) e norma constitucional estadual de conduta que assegura e prevê o direito de reunião.
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Prova ilícita no processo civil

Prova ilícita no processo civil

Estuda a prova ilícita no processo civil brasileiro a partir da oposição entre o direito constitucional à prova, decorrente do direito de acesso à justiça, e o princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas, decorrente do devido processo legal. A prova ilícita é a resultante da transgressão de norma de direito material, em oposição à prova ilegítima, em que há violação de normas processuais. As consequências para cada uma delas é diferente: enquanto a Constituição comina inadmissibilidade para a primeira, para a segunda a lei estabelece como sanção a nulidade. A distinção, que é acolhida majoritariamente pela doutrina brasileira, tem ligação com a divisão feita pela Teoria do Direito entre normas de comportamento e normas de competência, de modo que os efeitos jurídicos da violação de cada tipo de normas diferem. A lei n.º 11.690/2008 regulamentou o inciso LVI do artigo 5º da Constituição Federal por meio da alteração do Código de Processo Penal. Essa regulamentação também se aplica ao Processo Civil, com as adaptações necessárias, em razão das diferenças que existem entre os dois ramos da ciência processual. Analisa o tema das provas derivadas das ilícitas e as consequências processuais do reconhecimento da ilicitude de uma prova no processo. Em seguida, apoiando-se novamente na teoria geral do direito, analisa o tema da ilicitude e da sanção, bem como das excludentes de ilicitude, para concluir que, quando a ilicitude de uma conduta a partir da qual se originou uma prova está excluída, a prova deve ser considerada lícita para todos os fins. O questionamento da aplicabilidade da excludente de ilicitude é a primeira análise da proporcionalidade que pode levar ao aproveitamento de uma prova acusada de ilícita. Se a ilicitude cometida não está abrigada por nenhuma excludente, ainda assim é possível que não se apliquem as sanções previstas para as provas ilícitas, uma vez que os institutos da preclusão e do saneamento, além dos princípios do prejuízo e do contraditório, ligados à teoria das nulidades também devem ser aplicados às provas ilícitas quando houver a identidade de razões. Por fim, também podem ser aproveitadas provas ilícitas em razão da aplicação da proporcionalidade, para impedir que um direito fundamental sofra uma violação mais grave do que a cometida para a obtenção da prova ilícita, uma vez que todos os direitos fundamentais devem ser implementados na maior medida possível. A aplicação da proporcionalidade, todavia, deve ser feita com critério, por meio da fundamentação nas características do caso concreto e seguindo o método preconizado pela doutrina de considerar sequencialmente os subprincípios da adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito.
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A PROVA ILÍCITA NO PROCESSO PENAL: CRÍTICA À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

A PROVA ILÍCITA NO PROCESSO PENAL: CRÍTICA À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

jurisprudência –, percebeu-se que a prova tornava-se írrita em razão da maneira como era encontrada ou construída e, portanto, obtida. Justo porque é ali que se dá a violação ao preceito legal, seja ele qual for, mesmo porque o preceito constitucional não faz qualquer diferença e não seria o intérprete aquele que poderia fazer, por sinal e como é primário, nem o legislador infraconstitucional, dado que o due process of law chega até tal ponto, o que é despiciendo discutir. Por isso, em se tratando de preceito que expressa um direito individual referente ao devido processo legal (pelo “são inadmissíveis, no processo) e limita a conduta de quem quer que seja, dos servidores públicos aos privados (pelo “as provas obtidas por meios ilícitos”), não pode receber, de forma alguma, interpretação restritiva, como insistentemente vêm alguns querendo fazer, sem esquecer que se tratam das provas obtidas e, por isso, todas! E assim, como se diz na prática, não se pode porque o texto não admite, ou melhor e para tentar ser mais preciso, porque as palavras do preceito não comportam uma redução que, vê-se logo, nele não está justo em razão de ser o que se não pretendia. De qualquer maneira, o próprio art. 5º, § 2º, da CR 32 (para quem precisa da autorização legal!),
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Fundamentos constitucionais da proteção social: continuidades e ruturas

Fundamentos constitucionais da proteção social: continuidades e ruturas

Por tudo isto, é possível perceber que prestações sociais contributivas, como o subsídio de desemprego, ou as pensões de reforma, de invalidez, de sobrevivência, têm, no nosso ordenament[r]

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Limites constitucionais ao poder diretivo do empregador

Limites constitucionais ao poder diretivo do empregador

Neste artigo abordaremos quais são os limites ao exercício do poder diretivo do empregador, especificadamente nos limites constitucionais, que são fundamentados nos direitos fundamentais assentados na Constituição Federal, pois, esse poder de direção do empregador em relação ao empregado, não pode ser exercido sem controle, devendo sempre respeitar os limites que a ele foram impostos, caso contrario o empregador estará ultrapassando o seu poder, Violando assim direitos previstos em nossa Constituição Federal,
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A educação em Portugal: princípios e fundamentos constitucionais

A educação em Portugal: princípios e fundamentos constitucionais

Segundo Leitão (2014), estes contratos só são legítimos caso as escolas abran- gidas cumpram escrupulosamente os princípios constitucionais, nomeadamente os relativos à igualdade de oportunidades e à ausência de diretrizes políticas, ideo- lógicas ou religiosas. Convirá aqui ressalvar um princípio de equivalência das con- dições laborais, aliás já consagrado na Constituição de 1933 enquanto requisito para que as escolas particulares auferissem de apoios estatais. Contudo, podemos ir mais longe e questionar se a constitucionalidade destes contratos de associação não se limita a soluções provisórias, até à construção de estabelecimentos públicos nesses territórios. Acresce que a melhoria das vias de comunicação e as próprias mudanças demográficas têm conduzido, em vários territórios, a que as vagas no sistema público deixem de escassear.
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Limites constitucionais às restrições legislativas da concorrência

Limites constitucionais às restrições legislativas da concorrência

Residem precisamente aí os dois outros grandes problemas desta concepção. Em primeiro lugar, ela ignora que a grande dificuldade referente ao conflitos de princípios ou valores constitucionais está nas peculiaridades concretas de cada caso, e não numa ponderação abstrata de prevalência de um sobre outro. Para dizer bem concretamente, a discussão que se põe diuturnamente não é a de se a livre iniciativa deve prevalecer sobre a defesa do consumidor, mas, por exemplo, quanto da livre iniciativa seria possível eliminar para conceder um benefício determinad ao consumidor. Em outras palavras, ainda que se admita a prevalência da defesa do consumidor sobre a livre iniciativa, não estaria claro porque, num exemplo extremo, seria desejável reduzir esta em um grau máximo com o fim de ampliar aquela em grau ínfimo. Isso significa que os conflitos de princípios não se resolvem no plano conceitual ou abstrato, mas no plano dos fatos e com referência às circunstâncias de cada caso concreto.
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Fundamentos constitucionais da arbitragem no setor público

Fundamentos constitucionais da arbitragem no setor público

A presente dissertação tem como problema central o questionamento os fundamentos constitucionais que possibilitam a utilização da arbitragem no setor público. Para afrontar esta problemática, são apresentados fundamentos da arbitragem no direito administrativo brasileiro e os fundamentos e limites constitucionais da arbitragem. Após, são apresentados os antecedentes históricos onde é demonstrado que a utilização da arbitragem no setor público é feita a muito tempo e necessita de uma regulamentação formal, é feito uma abordagem conceitual da arbitragem, e é demonstrada a natureza jurídica da arbitragem, na qual é feita uma exposição sistematizada das três correntes dominantes. Em seguida, parte-se da necessária compreensão do princípio do interesse público, onde é demonstrado que este princípio é um pressuposto lógico do convívio social. Consequentemente, faz-se uma análise entre a arbitragem e o princípio da indisponibilidade do interesse público, onde é exposta a impossibilidade do exercício administrativo público, afastado da estrita realização de determinado ou determinável interesse público previamente instituído pelo constitucional sistema jurídico brasileiro. Ficando demonstrado que cabe arbitragem toda vez que a matéria envolvida for do tipo que possa ser resolvida pelas próprias partes, independentemente de ingresso em juízo. É abordado de forma sistemática, o caráter patrimonial do direito em disputa, onde o interesse tem caráter patrimonial não apenas quando seu objeto diretamente se reveste a valor econômico, mas também se configura pela aptidão de o inadimplemento ser reparado, compensado ou neutralizado por medidas com conteúdo econômico. E por fim a comprovação da possibilidade da utilização da arbitragem na administração pública sem ferir os princípios basilares do direito administrativo brasileiro.
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A razoabilidade e a proporcionalidade como garantias constitucionais na dosimetria da penalidade disciplinar

A razoabilidade e a proporcionalidade como garantias constitucionais na dosimetria da penalidade disciplinar

Democrático de Direito, e constituem o ponto nuclear dos direitos fundamentais, que por sua vez giram em torno da dignidade da pessoa humana e do devido processo legal. Em função dessa força diretiva, cumprem a função de conferir estrutura e consistência aos demais princípios, indicando o modo como deve operar o Estado e a administração pública no exercício de sua função coativa, estabelecendo critérios objetivos para que a previsão geral e abstrata da norma se adeque ao caso concreto, uma vez que os tipos infracionais descritos nos estatutos disciplinares contêm em sua grande maioria conceitos abertos e indeterminados, exigindo do aplicador da norma uma atuação ponderada e balanceada na fixação da penalidade dos servidores públicos no processo administrativo disciplinar. Nesse sentido, critérios como o de dever de equidade, congruência e equivalência, que constituem a tripla função da razoabilidade; e a adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito, na clássica tripartição feita pelo Tribunal Constitucional alemão, são parâmetros de notável propriedade jurídica para resolver casos sob o comando da norma concebida em sua integralidade de regra e princípios. Nessa esteira, segue-se o exame em concreto dos tipos disciplinares descritos no artigo 132 da Lei n° 8.112/90, onde se verificará, em uma operação dedutiva, como estão sendo aplicados os princípios naqueles casos que suscitam ambiguidade da norma e casuísmo da situação peculiar em que são decididos pela administração pública, muitos dos quais, objeto de controle de legalidade pelo Poder Judiciário. Esse controle se revela importante em grande parte das infrações, mas sobressai o controle de constitucionalidade acerca da norma que permite a cassação da aposentadoria do servidor público por ilícitos que são apurados somente depois da inatividade. Como último tópico a ser tratado, surge em algumas administrações o procedimento de suspensão do processo mediante acordo em que se oportuniza a extinção do feito com o servidor que cumprir alguns requisitos. Trata-se de medida salutar, pois tem duplo efeito: pedagógica e de otimizar os gastos públicos para aqueles processos que são efetivamente necessários de serem instaurados.
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Prova ilícita por derivação no direito processual penal brasileiro

Prova ilícita por derivação no direito processual penal brasileiro

Constou das razões de veto que: ―O objetivo primordial da reforma processual penal consubstanciada, dentre outros, no presente projeto de lei, é imprimir celeridade e simplicidade ao desfecho do processo e assegurar a prestação jurisdicional em condições adequadas. O referido dispositivo vai de encontro a tal movimento, uma vez que pode causar transtornos razoáveis ao andamento processual ao obrigar que o juiz que fez toda a instrução processual deva ser, eventualmente substituído por um outro que nem sequer conhece o caso. Ademais, quando o processo não mais se encontra em primeira instância, a sua redistribuição não atende necessariamente ao que propõe o dispositivo, eis que mesmo que o Magistrado conhecedor da prova inadmissível seja afastado da relatoria da matéria, poderá ter que proferir seu voto em razão da obrigatoriedade da decisão coligada‖.
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A APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA PONDERAÇÃO PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

A APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA PONDERAÇÃO PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Os princípios constitucionais são aqueles que guardam os valores fundamentais da ordem jurídica. Isto só é possível na medida em que estes não objetivam regular situações específicas, mas sim desejam lançar a sua força sobre todo o mundo jurídico. Alcançam os princí- pios esta meta à proporção que perdem o seu caráter de precisão de conteúdo, isto é, conforme vão perdendo densidade semântica, eles ascendem a uma posição que lhes permite sobressair, pairando sobre uma área muito mais ampla do que uma norma estabelecedora de preceitos. Portanto, o que o princípio perde em carga normativa ganha como força valorativa a espraiar-se por cima de um sem-número de outras normas.
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2 Normas Constitucionais Inconstitucionais e os Limites das alterações Constitucionais

2 Normas Constitucionais Inconstitucionais e os Limites das alterações Constitucionais

Resumo: O presente artigo de revisão utiliza o método interpretativo sistemático e, a partir de pesquisa bibliográfica e documental, a análise da constitucionalidade da Emenda Constitucional n. 96, de 6 de julho de 2017, que excepcionou a norma constitucional proibindo a prática de atividades que submetam os animais à cruelda- de, sempre que a atividade for considerada uma manifestação cultural registrada como patrimô- nio cultural imaterial. O artigo demonstra que as emendas constitucionais, promulgadas pelo poder constituinte derivado, não podem exceder os limites materiais de reforma constitucional estabelecidos em cláusulas pétreas, dentre eles, a estabilidade dos direitos e garantias individuais (art. 60, § 4º, IV da CF). O artigo analisa, ainda, os argumentos apresentados pela Ação Declara- tória de Inconstitucionalidade n. 227.175/2017, concluindo pela inconstitucionalidade da referi- da Emenda, uma vez que a prática de atos cruéis contra os animais constitui uma ofensa direta ao direito fundamental individual desses animais a um meio ambiente sadio e equilibrado.
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Limites constitucionais da liberdade de trabalho

Limites constitucionais da liberdade de trabalho

A se admitir, por outro lado, que a atividade seria privativa ape­ nas do medico, com a exclusão dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, ter-se-ia, igualmente com ce[r]

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Fundamentos constitucionais do controle da regulação econômica

Fundamentos constitucionais do controle da regulação econômica

seguinte: "a diferença reside em que o serviço público compreende atividade econômica em que a realização dos valores fundamentais pressupõe afastar o postulado do lucro e da apropriação privada da riqueza. Há outras atividades em que a realização dos valores fundamentais envolve (ou não exclui) a busca do lucro. Quanto a estas últimas, o Estado pode deixá-las ao desempenho direto dos particulares, mas não do sacrifício dos demais valores constitucionais (dignidade da pessoa humana, igualdade entre capital e trabalho etc.)".(JUSTEN FILHO, Teoria..., p.49).
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A teoria da prova em Leibniz.

A teoria da prova em Leibniz.

Ao chamar “A = A” de “axioma”, Leibniz talvez quisesse evocar a teoria da ciên- cia de Aristóteles. Nos Segundos analíticos (Livro I, cap. 2), Aristóteles (1994) reserva o termo “axioma” para qualquer sentença ou regra suposta por todas as ciências. Por outro lado, ele chama de “teses” as suposições – definições ou hipóteses – específicas de cada ciência. Dentre os exemplos de axioma oferecidos por Aristóteles, encontra- mos os chamados princípios do terceiro excluído e de contradição. Tais princípios são duas suposições determinantes do silogismo, a forma básica de inferência científica, segundo sua teoria da ciência. De maneira análoga, os conceitos leibnizianos de de- monstração e de ciência demonstrativa são moldados por seu axioma de identidade. Leibniz argumenta que qualquer ciência demonstrativa pode ser transformada em um sistema, também de caráter dedutivo, cuja base consiste inteiramente de identidades, tanto de identidades explícitas (do tipo A = A), como de definições (identidades supos- tas ou “implícitas”). 1 Segundo seu conceito de demonstração, a verdade de uma tese
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Fundamentos da teoria das opções

Fundamentos da teoria das opções

A idéia básica por trás de se combinar opções é a de tentar, simultaneamente, controlar o tipo de risco e a alavancagem de uma carteira de investimentos face ao que se antecipa serão os[r]

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A prova pericial-evolução, regime actual e questões constitucionais

A prova pericial-evolução, regime actual e questões constitucionais

O local do crime, bem conservado e investigado, pode ser fundamental para a descoberta do criminoso. Como refere o Doutor António Lourenço Pimentel, citando um Professor de Medicina Forense da Universidade de Lyon, Edmon Locard “Não apenas as suas pegadas ou dedadas, mas o seu cabelo, as fibras das suas calças, os vidros que ele porventura parta, a marca da ferramenta que ele deixe, a tinta que ele arranhe, o sangue ou sémen que deixe. Tudo isto, e muito mais, vale como um testemunho contra ele. Esta prova não se esquece. É distinta da excitação do momento. Não é ausente como as testemunhas humanas são. Constituem, per se, uma evidencia factual. A evidência física não pode estar errada, não pode cometer perjúrio, por si própria, não se pode tornar ausente. Cabe aos humanos, procura-la, estudá-la e compreendê-la, apenas os humanos
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Fundamentos constitucionais do modelo processual cooperativo no direito brasileiro.

Fundamentos constitucionais do modelo processual cooperativo no direito brasileiro.

Paulatinamente, o direito inglês foi sofrendo alterações relevantes, que vão desde o declínio do júri civil, passando por um aumento de importância da prova escrita (que normalmente não era admitida para a prova dos fatos), até a concessão de poderes instrutórios ao juiz. Nessa seara, tem-se a possibilidade de o julgador limitar o número de testemunhas- perito (já que as questões técnicas eram elucidadas desse modo, uma vez que o juiz não poderia indicar um perito para resolvê-las). A partir de 1974, o depoimento de técnicos como testemunhas passou a depender de acordo entre as partes ou de anuência do juiz, neste último caso desde que a parte dê conhecimento prévio à outra do teor do que será dito pelo perito em audiência. Leis de 1986 e de 1988 conferiram ao juiz o poder de determinar que uma parte informe à outra, ainda, a substância do depoimento da testemunha que levará ao trial. Em 1989, os arrazoados esquemáticos tornaram-se obrigatórios, como regra, no julgamento de recursos (as partes expõem suas razões e os juízes podem ter acesso ao teor da decisão recorrida antes do trial) 145 . Essas reformas ruíram com a visão de que o juiz imparcial deve desconhecer previamente o conteúdo da demanda objeto do trial. O juiz desinformado cede espaço ao juiz conhecedor da causa.
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Sobre o neoconstitucionalismo e a teoria dos princípios constitucionais

Sobre o neoconstitucionalismo e a teoria dos princípios constitucionais

13 Discutindo acerca das bases de sua teoria, chamada de teoria liberal do Direito, DWORKIN delimita claramente o objeto de sua crítica, referindo-se a uma teoria que em geral se considera liberal, designada como teoria jurídica dominante e composta de duas partes independentes: “A primeira é uma teoria acerca do que é o Direito; dito informalmente, trata-se de uma teoria sobre as condições necessárias e suficientes para que uma proposição jurídica seja válida. Esta é a teoria do positivismo jurídico, que sustenta que a verdade das proposições jurídi- cas consiste em fatos que fazem referência às regras que têm sido adotadas por instituições sociais específicas, e nada mais. A segunda é uma teoria sobre o que deve ser o Direito e sobre como devem ser as instituições jurídicas conhecidas. Tal é a teoria do utilitarismo, que sustenta que o Direito e suas instituições deve servir ao bem-estar geral e nada mais. Ambas as partes da teoria dominante deri- vam da filosofia de Jeremy Bentham”. DWORKIN, Ronald. Los derechos en serio. Traducción de Marta Guastavino. 2. ed. Barcelona: Ariel Derecho, 1989, p. 31. 14 O estudo mais aprofundado acerca da relação de entrelaçamento e complemen-
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