Top PDF O gênero crônica no livro didático: quais as implicações no ensino de língua materna?

O gênero crônica no livro didático: quais as implicações no ensino de língua materna?

O gênero crônica no livro didático: quais as implicações no ensino de língua materna?

Muito se tem falado sobre os gêneros textuais e discursivos, sobretudo, defendendo a utilização deles em sala de aula, de modo a priorizar o trabalho com o texto. Nesse sentido, o conteúdo abordado no presente artigo, visa estabelecer conceitos acerca dos gêneros textuais e sua funcionalidade, para que seja possível analisar se eles estão sendo trabalhado na prática do ensino de maneira eficaz, cumprindo seu papel de formador de cidadãos. Utilizamos como base para melhor atender aos objetivos dessa pesquisa, o tratamento oferecido ao gênero crônica no livro didático de língua portuguesa, verificando se as atividades propostas condizem com as orientações teórico-metodológicas atuais. Para tanto, baseamo-nos nos seguintes aportes teóricos: Fiorin (2008), Marcuschi (2003), Bakhtin (2000), Barbosa (2000), Travaglia (2005), Schneuwly e Dolz (2004), entre outros, os quais desenvolvem suas pesquisas tendo o gênero textual como objeto de ensino, evidenciando a maneira mais adequada de utilizá-lo em sala de aula. A partir de tais contribuições, analisamos o espaço e o tratamento oferecidos pelo livro didático de língua portuguesa, destinado ao oitavo ano do ensino fundamental, ao gênero textual crônica, a fim de constatarmos se o mesmo está de acordo com as propostas indicadas pelos pesquisadores supracitados, para posteriormente podermos questionar e fazer algumas considerações acerca das orientações oferecidas pelo material didático disponibilizado aos docentes e discentes. Verificamos, ao fim, que as principais implicações no ensino de língua materna estão voltadas para a formação de cidadãos capazes de se comunicar e produzir conhecimento, nas diversas instâncias de sua vida. Por isso o ensino a partir dos gêneros se torna tão interessante, todavia, percebemos que ainda há certa deficiência na prática docente e também nas atividades propostas pelo livro didático, quando essa temática passa a ser abordada.
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O afro-brasileiro e sua representação no livro didático de língua materna.

O afro-brasileiro e sua representação no livro didático de língua materna.

Pires (2004), em seu artigo Representações de gênero em ilustrações de livros didáticos, objetiva identificar de que forma o feminino e o masculino são representados nos livros didáticos por meio de imagens, como se legitimam e reforçam identidades a partir disso e quais são as transformações e regularidades ocorridas nesse corpus, nas últimas duas décadas, tendo em vista as mudanças culturais e sociais observadas no campo do gênero. Para tanto, a autora fez uso de livros didáticos de Língua Portuguesa indicados para a 4ª série do Ensino Fundamental, utilizados tanto no início da década de 80 como em dias mais próximos - 1998/2002, tendo sido os primeiros (no total de nove livros) encontrados em bibliotecas de escolas da rede pública de Porto Alegre e os últimos (em número de oito), livros inscritos e avaliados no PNLD.
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Algumas implicações acerca das variações linguísticas para o ensino de língua materna

Algumas implicações acerca das variações linguísticas para o ensino de língua materna

O nosso país, por ser multicultural, apresenta um índice considerável e diversificado de vocábulos e dialetos, que de acordo com as situações de ordem social, geográfica, cultural, etc., vem a cada dia enriquecendo a nossa interação enquanto usuários da língua portuguesa. É bem verdade que, apesar de serem vários os motivos que nos proporcionam essas variedades, as quais nos fazem ter “certo” domínio sobre a língua que falamos, temos ainda algumas questões que desencadeiam preconceitos.

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A relação gramatical objeto direto : implicações para o ensino de língua materna

A relação gramatical objeto direto : implicações para o ensino de língua materna

Segundo Comrie (1989), o conceito de animacidade está muito perto de outras categorias tendenciosamente universais, sugerindo que ela é uma categoria conceptual universal, e existe independente de sua realização em línguas particulares. Os efeitos da animacidade podem ser vistos em diversas línguas, como na distribuição dos pronomes do latim, os quais tendem a ser masculino e feminino para entidades animadas, e neutro, para entidades inanimadas, na maioria dos casos. Outro exemplo é o caso do Yidiny 32 , ao distinguir entre o dativo e o locativo, sendo o primeiro usado com nomes de animacidade alta, enquanto o segundo é usado com nomes de baixa animacidade. No finlandês há uma diferença morfológica nos pronomes de terceira pessoa, a qual é condicionada à animacidade: hän (ele/ela) é usado para entidades humanas e se (ele/ela), para entidades não-humanas. O inglês distingue os pronomes interrogativos who para humanos e what para não-humanos, como também faz a distinção entre he/she para entidades animadas e it para entidades inanimadas, na mesma linha, o russo diferencia kto para entidades animadas daquelas inanimadas čto.
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Discursos de genética em livro didático: implicações para o ensino de biologia

Discursos de genética em livro didático: implicações para o ensino de biologia

Nessa perspectiva, ao pensar que os conteúdos de ensino não são (ou não deveriam ser) meros produtos finais da Ciência, cabe-nos perguntar: como são escolhidos os conteúdos presentes nos livros didáticos? Em uma primeira análise, observamos que não há nenhuma explicitação no texto do livro didático sobre como são feitas tais escolhas dos conteúdos (algo igualmente pouco usual em outras obras). Este fato também foi observado em outros trabalhos, como o de Giraldi (2005). Há um silenciamento dos motivos pelos quais determinados conteúdos são escolhidos. Nesse sentido, levando em consideração que ao se privilegiar determinados conteúdos comumente consolidados e tradicionais no Ensino de Ciências, e consequentemente silenciando outras perspectivas, o autor está adotando um posicionamento ideológico (GIRALDI, 2005), acreditamos que tais escolhas interfiram nas compreensões sobre as novas descobertas científicas e tecnológicas. Isso porque muitos temas relevantes para a sociedade contemporânea, e que são amplamente discutidos em várias esferas sociais (como é o caso de temas como os transgênicos, que influenciam direta ou indiretamente na vida das pessoas e estão frequentemente presentes nas mídias, notícias, debates políticos, etc.), poderiam ser abordados. Porém prefere- se optar pelo historicamente estabilizado. Dessa forma, a escolha pelos produtores dos livros didáticos daquilo que será incluído ou excluído de suas obras acaba por determinar os entendimentos sobre ciência que serão construídos em sala de aula (GIRALDI, 2005, p. 37). Conforme aponta Giraldi (2005) “ao não explicitar justificativa de escolha de conteúdos o autor pode estar silenciando tanto outros conhecimentos, que poderiam ser relevantes no contexto de ensino, quanto o processo pelo qual seleciona certas coisas que, segundo ele, devem ser trabalhadas na escola” (p. 51). Com isso, não há espaço para refletir sobre os motivos de um conteúdo estar presente, em detrimento de outros.
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Representações de gênero social no livro didático de língua portuguesa

Representações de gênero social no livro didático de língua portuguesa

áreas do conhecimento, tais como Sociologia, Antropologia, Psicologia e Linguística. As representações sociais consistem em maneiras de interpretar, classificar, compreender, significar e se familiarizar com experiências, identidades e eventos, que são compartilhadas pelos grupos sociais e (re)produzidas discursivamente (MOSCOVICI, 2003; VAN DIJK, 2005; JODELET, 2011; WOODWARD, 2012). Alguns ambientes, tais como o escolar, se constituem como lugares privilegiados de circulação de discursos que contribuem para moldar as representações, as quais têm o poder de influenciar a maneira como os estudantes classificam, convencionam e significam as coisas do mundo, as outras pessoas e a si mesmos, em processos complexos de constituição identitária (MOITA LOPES, 2002). No contexto escolar brasileiro, o livro didático figura como um dos materiais mais utilizados na estruturação das práticas desenvolvidas em sala de aula (COSTA VAL; MARCUSCHI, 2005; BEZERRA, 2005). Em sua composição, esses livros apresentam um conjunto de textos de diferentes épocas, através dos quais vários discursos são veiculados. Com vistas a analisar a qualidade dos livros didáticos, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), responsável pela distribuição de livros para as escolas da rede pública de ensino, realiza a avaliação sistemática desse material. Considerando os aspectos mencionados, a presente pesquisa objetiva investigar quais representações de gênero social são veiculadas em livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, comparando duas coleções publicadas em épocas distintas. O estudo se fundamenta na concepção de identidade social como artefato histórico- cultural e multifacetado, constituído através das interações sociais e permeado por questões de poder (SILVA, 2012; BUCHOLTZ; HALL, 2005; CASTELLS, 2001). Uma das dimensões
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ESTUDO DE UM PROJETO DIDÁTICO DE GÊNERO COMO DISPOSITIVO DE ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

ESTUDO DE UM PROJETO DIDÁTICO DE GÊNERO COMO DISPOSITIVO DE ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

Tendo em vista as características dos gêneros mencionadas, um importante recurso metodológico deve ser utilizado pelo professor de língua materna, no âmbito do ensino dos gêneros: o modelo didático de gêneros (MDG). Caracterizado como um procedimento analítico que visa a evidenciar o conhecimento implícito do gênero, conforme apontam Dolz e Schneuwly (2004), o MDG é um mapeamento das dimensões ensináveis do gênero, com base nas quais, juntamente com o diagnóstico realizado para apurar as capacidades de linguagem dos alunos e constatar as necessidades de intervenção a serem realizadas, o professor pode elaborar as sequências didáticas. Nesse contexto, o presente estudo pretende analisar até que ponto as oficinas elaboradas pelo docente contemplam os ''conteúdos ensináveis'' do gênero elencados pelo MDG, sob a perspectiva de um Projeto Didático de Gênero ''Carta de Reclamação''.
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Os gêneros textuais como objeto de ensino no livro didático de língua portuguesa

Os gêneros textuais como objeto de ensino no livro didático de língua portuguesa

Conforme Gulart (2010), tal perspectiva pode ser possível no âmbito das rela- ções sociais, em que a apropriação de determinado gênero ocorre pela convivência com as situações em que este é recorrente. Todavia, sendo a escola um ambiente de “didatização das situações de comunicação” (GULART, 2010, p. 35), os gêneros são adaptados para cumprirem, não somente, propósitos comunicativos, mas tam- bém aprendizagens diversas, o que requer um trabalho didático sistemático com cada gênero, explorando suas especificidades. Em outras palavras, a adoção dessa perspectiva de ensino implica a consideração de que os gêneros são, por natureza, objetos culturais, os quais não podem ser reproduzidos tais quais se apresentam nas situações de interação social.
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Uma abordagem do gênero notícia no livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental II

Uma abordagem do gênero notícia no livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental II

A teoria dos gêneros textuais está diretamente ligada à linguagem. Bakhtin (1997) confere a esta teoria um dialogismo através das relações existentes entre o falante e o ouvinte, linguagem e consciência, arte e vida. Pode-se entender, então, que, para Bakhtin, a língua é construída no contexto, no diálogo entre indivíduos. Logo, ela só faz sentido quando ocorre dentro do contexto da interação social, isto é, na relação dialógica. Essa interação permite que a sociedade passe sua cultura, ideologia e conhecimento às gerações futuras. Vale salientar que a concepção de linguagem Bakhtiniana serve como base teórico-metodológica para o ensino de Língua Portuguesa, tendo em vista que essa teoria propõe uma visão intimamente relacionada com a essência da linguagem no que diz respeito a seus aspectos ontológicos, o que colabora para a criação de abordagens metodológicas de ensino de língua materna voltada para a construção dos sentidos, uma vez que objetiva atingir o que de mais importante que há na linguagem que é a interação discursiva.
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GÊNERO DISCURSIVO, LEITURA E CIDADANIA: O PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO MÉDIO

GÊNERO DISCURSIVO, LEITURA E CIDADANIA: O PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO MÉDIO

Percebemos, de forma clara, nos dados obtidos em relação aos gêneros discursivos - referentes a cada uma das esferas de circulação quantificadas - a opção de escolha estabelecida pelos autores do gênero poema, praticamente 50% de ocorrências; em segundo lugar, o gênero romance com 15% de participação; em terceiro lugar ainda dentro da esfera literária - e com uma significativa diferença - aparece o gênero conto com apenas 4% de participação. Salientamos que os gêneros pertencentes à esfera literária, neste manual, perfazem mais de 70% de representações e, entretanto, há inexpressivas participações dos gêneros em prosa - romance, conto e crônica, por exemplo, representam apenas 21% do total dos gêneros contemplados em todo o manual. Em contrapartida, o gênero poema contribui com praticamente 50% dos gêneros formadores dessa coletânea. Mesmo outros gêneros da esfera literária (relato, sermão e peça teatral) perfazem apenas 6% do total de gêneros representados em todo o manual.
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Infográfico: a popularidade do gênero e sua abordagem escolar na perspectiva de um livro didático de língua portuguesa

Infográfico: a popularidade do gênero e sua abordagem escolar na perspectiva de um livro didático de língua portuguesa

RESUMO: O gênero infográfico tem ganhado status e espaço social entre os leitores. Percebe-se que a confluência das modalidades verbal e não verbal (imagética) é uma das razões para sua popularidade. Nosso intuito neste trabalho é determinar o interesse dos jovens em idade escolar por este gênero e em quais contextos eles o acessam; verificar as orientações didático-metodológicas para o tratamento deste gênero, enquanto texto multimodal, propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa e analisar como estas orientações são materializadas em um livro didático do Ensino Fundamental, recomendado pelo Plano Nacional do Livro Didático de 2014, no pertinente às estratégias de leitura utilizadas para favorecer o Letramento Visual. Concluímos que o material didático examinado não abrange estratégias de compreensão das relações visuais e sua análise crítica (MUFFOLETTO, 2001; CALLOW, 2005; KRESS; VAN LEEUWEN, 1996), sugerindo a revisão deste material, além da pesquisa e inclusão de estratégias de leitura que abordem a dimensão multimodal dos textos.
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O teatro na aula de língua materna: uma análise do livro didático de português

O teatro na aula de língua materna: uma análise do livro didático de português

Diante da importância de um agir docente que se volte para o ensino de Língua Portuguesa na Educação Básica, o presente estudo buscou compreender o modo como o teatro, mediante o trabalho com o gênero textual dramático e os jogos teatrais, vem sendo apresentado aos alunos do Ensino Fundamental, entendendo que a inserção do teatro na sala de aula possibilita um melhor aperfeiçoamento do aluno com os conteúdos de língua materna. Além de refletir para a forma como o professor de língua pode utilizar o gênero dramático e, consequentemente, os jogos teatrais como recurso ao ensino de Português. Entende-se que a inserção ampla dos gêneros textuais precisa estar presente nos Livros Didáticos, uma vez que promovem transformações significativas na aprendizagem do aluno. Para tanto, o estudo voltou-se ao exame de materiais didáticos de Português que são utilizados nas escolas públicas do estado da Paraíba. Nesse sentido, por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, de natureza qualitativa, foi selecionado um corpus composto por três Livros Didáticos e seus respectivos Manuais do Professor. A pesquisa apoiou-se nos estudos de Rangel (2006), Oliveira (2010), Antunes (2003), Ferrarezi Jr. (2008), Bentes (2010), Zumthor (2010), Rodrigues (2011), Rojo (2010), Boal (1982; 2015), Santos (2012), e nos documentos oficiais (BRASIL, 1997; 1998a; 1998b). Acredita-se que o teatro pode se tornar um recurso didático em sala de aula e nos materiais didáticos, entretanto, o estudo demonstrou que os Livros Didáticos ainda apresentam lacunas, no que diz respeito ao trabalho com o gênero dramático e, por conseguinte, isso tende a refletir na abordagem do professor, visto que muitos ainda apoiam-se completamente neste recurso didático para o desenvolvimento de suas práticas docentes. Durante a pesquisa foi possível perceber que alguns Livros Didáticos trazem boas contribuições no trabalho com o gênero dramático, mas ainda apontam para abordagens que tornam o contato do aluno com o texto teatral superficial. Esse problema ocorre quando o aluno é apresentado apenas a fragmentos de uma obra, em que a cena vira pretexto para o ensino de gramática.
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UMA ANÁLISE DO GÊNERO ORAL ENTREVISTA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

UMA ANÁLISE DO GÊNERO ORAL ENTREVISTA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

O presente artigo apresenta um estudo acerca da oralidade com foco na análise do gênero textual oral entrevista, presente em um livro didático de língua portuguesa. Considerando a necessidade de se estudar os gêneros orais no ensino fundamental e reconhecendo a importância do livro didático nessa tarefa, nosso estudo tem como objetivo analisar como o gênero entrevista é abordado na obra Se liga na língua: leitura, produção de texto e linguagem (2018), dos autores Wilton Ormundo e Cristiane Siniscalchi, voltada ao 7º ano do ensino fundamental. Através dessa pesquisa buscamos refletir sobre o conceito de gênero e gênero oral; bem como as suas aplicações práticas no ensino de língua materna, a partir das contribuições teóricas propostas por Bakhtin (1997), Marcuschi (2001, 2008), Costa (2010), Travaglia (2013) entre outros. Constatamos a presença do gênero entrevista como um dos gêneros orais presentes no material, e concluímos que há a presença de atividades que trabalham oralidade na obra.
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORALIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: O GÊNERO ORAL “DEBATE” NO LIVRO DIDÁTICO

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORALIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: O GÊNERO ORAL “DEBATE” NO LIVRO DIDÁTICO

Diante disso, nos limites deste artigo, elegemos como objetivos: investigar a(s) perspectiva(s) teórica(s) presente(s) na concepção de três capítulos de um livro didático de Língua Portuguesa, que possuem, como tema, o gênero oral debate. Além disso, também objetivamos avaliar a qualidade dos capítulos em xeque, tendo em vista a eficiência da aplicação do material em situações didática. Essa avaliação terá como parâmetro básico as concepções de Dolz e Schneuwly (2004), que defendem que o ensino de língua materna deve partir do conceito de gêneros textuais. Uma das maneiras possíveis de se trabalhar com gêneros, segundo os autores, consiste no que chamam de “viés espiralado”, a partir do qual o mesmo gênero é abordado mais de uma vez ao longo do ano letivo, explorando, de forma gradativa, uma determinada habilidade.
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O artigo de opinião no livro didático: um estudo das propostas do ensino do gênero a partir dos PCN de língua portuguesa

O artigo de opinião no livro didático: um estudo das propostas do ensino do gênero a partir dos PCN de língua portuguesa

Quanto à produção de textos escritos, no ensino fundamental, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1998), doravante PCNLP, é na escola que o indivíduo aperfeiçoa a sua capacidade de escrita de forma gradativa, tendo como base a interação entre o texto e o leitor. O ensino deve preparar para a produção proficiente não devem ser textos curtos e/ou desconectados de temas que reflitam a posição do indivíduo na sociedade ou que apenas sirvam de divertimento ou ainda que busque aproximar os alunos, pela simplificação e resumo (PCNLP, 1998). Deve-se, portanto, apresentar e orientar à produção de textos de qualidade, bem estruturados e que alcance a sua finalidade social em que a produção textual esteja diretamente ligada a reflexão e uso da língua. O PCNLP complementa: “o texto produzido pelo aluno, seja oral ou escrito, permite identificar os recursos linguísticos que ele já domina e os que precisa aprender a dominar, indicando quais conteúdos precisam ser tematizados, articulando-se às práticas de escrita e leitura e de análise linguística” (op. cit., p. 36).
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O ensino do gênero dissertativo – argumentativo no livro didático de língua portuguesa

O ensino do gênero dissertativo – argumentativo no livro didático de língua portuguesa

Historicamente, temos acompanhado o desenvolvimento de diferentes esferas de atividades humanas, as quais geram diferentes gêneros, que segundo Bakhtin (2003, p. 279), são relativamente estáveis de enunciados. Conforme o filósofo russo (2003, p. 279), “o enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua, mas também, sobretudo por sua construção composicional”. Tal fato corrobora com caráter social e dialógico dos gêneros, já que se efetivam a partir das especificidades das situações em que ocorrem e de uma finalidade comunicativa. Dessa forma, ao elaborar textos, consideramos alguns fatores que influenciam a sua construção, pois todo enunciado é produzido objetivando “uma compreensão ativamente responsiva do ouvido” (IDEM, p.272) e do lido.
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O complemento de lugar dos verbos de movimento: implicações para o ensino de língua materna

O complemento de lugar dos verbos de movimento: implicações para o ensino de língua materna

Este trabalho segue uma abordagem funcionalista da linguagem, inspirada nos trabalhos de Givón (1979, 1993), Hopper (1987) e Chafe (1979). O objetivo geral da presente dissertação é analisar o estatuto sintático-semântico dos complementos preposicionados dos verbos de ação que indicam movimento proposital da entidade representada pelo sujeito gramatical. Os dados foram retirados do Corpus Discurso & Gramática: a língua falada e escrita na cidade do Natal (FURTADO DA CUNHA, 1998). Esse banco de dados é constituído de cinco tipos textuais: narrativa de experiência pessoal, narrativa recontada, descrição de local, relato de procedimento e relato de opinião. Os dados foram extraídos de quarenta textos dos estudantes da oitava série do ensino fundamental, vinte da modalidade oral e vinte da modalidade escrita. Os dados foram analisados primeiramente de acordo com sua estrutura argumental. Então, essas SPrep foram agrupados de acordo com o papel semântico que desempenham na oração e, no caso dos complementos preposicionados, que tipo de correlação eles mantêm com o núcleo do Sintagma. Além disso, examinou-se as preposições regidas pelos verbos, relacionando esse exame às prescrições feitas por lexicógrafos e gramáticos. Por fim, observou-se o grau de integração do sujeito gramatical com o verbo de movimento e entre esse e o adjunto adverbial de lugar. Em seguida dedicou-se às questões relativas ao ensino da língua materna. Os resultados das análises demonstraram que a grande maioria dos verbos de movimento pede como complemento de lugar um Sintagma Preposicional com papel semântico direcional meta e, esse complemento é tão integrado ao verbo quanto o sujeito.
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SOCIABILIDADE E LIVRO DIDÁTICO: REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ENSINO BÁSICO

SOCIABILIDADE E LIVRO DIDÁTICO: REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ENSINO BÁSICO

A análise foi feita em livros de Ciências, Português e Biologia e escolhidos através do PNLD pela escola Effie Rolfs. Os demais livros não foram analisados por razão de limitações da pesquisa aqui empreitada, no caso, tempo e abrangência definida (as linhas dos editais das outras disciplinas só servem para demonstrar a estrutura do programa e seus preceitos, e apontar para novas análises e abordagens dos docentes na respectiva área). Busquei exemplos claros onde não só ilustrações, mas também os conteúdos contrariavam os preceitos éticos básicos dos documentos do PNLD e PNLEM analisados, articulando-os nas discussões de gênero e sexualidade expostas aqui, de forma a mostrar como o livro contribui para acirrar as discriminações já presentes em nossa sociedade, não somente valorizando seu caráter heterossexual, mas invisibilizando outras formas possíveis de ser/estar, ao mesmo tempo que enrijece seu próprio núcleo, centrando a heterossexualidade em padrões específicos que todos devem seguir se não quiserem ser ridicularizados e/ou cair no ostracismo. Mostrarei a seguir fragmentos textuais e uma imagem retirados dos livros e tentarei expor como elas se distanciam das recomendações inclusivas presentes no PCN – Temas Transversais, editais e catálogos do PNLD.
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Gênero e livro didático de língua estrangeira.

Gênero e livro didático de língua estrangeira.

No livro de LE, sobretudo naquele destinado a alunos iniciantes, percebe-se uma verdadeira proliferação de imagens, as quais, via de regra, entretêm alguma forma de relação com o verbal. Essa disseminação do icônico fez com que fossem explorados diversos modos de relação intercódica, nas várias espécies de textos do livro didático. Reconhecendo que não seria possível observar, no escopo deste artigo, a forma como as linguagens icônica e verbal compartilham os espaços físico, sêmio-semântico e enunciativo nessa grande variedade de textos, optamos por dirigir nossa atenção a dois textos que são não apenas diferentes entre si - porque representam dois modos distintos de funcionamento das duas linguagens - mas também bastante representativos do modo como o discurso do material didático atual incorpora as imagens. No primeiro texto analisado, a imagem desempenha a
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Ponto de exclamação como índice de autoria: análise dialógica de um livro didático universitário de língua materna

Ponto de exclamação como índice de autoria: análise dialógica de um livro didático universitário de língua materna

O LD analisado é uma produção conjunta de dois autores com ampla produção bibliográfica voltada para a obra de Mikhail Bakhtin e os membros do chamado Círculo de Bakhtin, Volochinov, Medviedev, entre outros. Além desse trabalho teórico, é considerável o valor das produções didáticas de Faraco e Tezza e literárias, especificamente desse último. Por essa razão, é possível entender a presença de dois sujeitos discursivos, dois tipos de autores que coexistem em campos do conhecimento variados, como os estudos teóricos produzidos a respeito de língua e linguagem. Matérias em que se percebe uma reflexão acerca desses conceitos, em estreita ligação com a prática de ensino de língua portuguesa e a literatura de ficção.
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