Top PDF O gênero discursivo tirinhas da Mafalda em livros didáticos: em questão a abordagem da leitura

O gênero discursivo tirinhas da Mafalda em livros didáticos: em questão a abordagem da leitura

O gênero discursivo tirinhas da Mafalda em livros didáticos: em questão a abordagem da leitura

Este trabalho traz como objeto de análise a proposta de leitura de tirinhas selecionadas em Livros Didáticos (LD) de Língua Portuguesa e destaca os modos de utilização desse gênero discursivo, enquanto texto para leituras de alunos do ensino fundamental matriculados na modalidade EJA e no Ensino Médio da modalidade regular. Para isso, tem como questão-problema: De que modo as Tiras em Quadrinho da Mafalda caracterizam-se como referência para a prática de leitura, considerando o lugar do “eu” e do “outro” e o(s) sentido(s) situados e sócio-ideologicamente marcados, na construção da leitura para a formação do aluno leitor na escola? Orientados por essa questão, analisa- se, primeiramente, a abordagem do livro didático e, como consequência, sugerem-se outros modos de ler, fundamentados na teoria da Enunciação de Bakhtin. Resultados da análise apontam a predominância de uma abordagem de leitura nos LDs ainda pautadas na centralização do estudo do texto e/ou gramatical, o que motivou a sugestão de uma ressignificação desses modos de ler, tendo em vista a formação do aluno leitor.
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O desenvolvimento da leitura crítica na escola: análise do uso das tirinhas em livros didáticos de português

O desenvolvimento da leitura crítica na escola: análise do uso das tirinhas em livros didáticos de português

Na tira acima, trabalhada no LDLP2, apresentada na parte em que se propõe a refletir sobre as palavras e o seu contexto, encontramos mais uma vez o uso desse gênero textual na seção direcionada aos exercícios, o que nos leva a perceber que a maior recorrência das tirinhas nesta seção pode estar associada ao fato de poder promover um aprendizado mais rico não só em termos gramaticais, da classe dos verbos, etc., mas também relacionado à questão da interpretação. Através das narrativas, exploradas por meio dos diversos personagens, é possível identificar que cada personagem possui suas particularidades, com histórias, posições e características específicas. Durante o desenvolvimento das narrativas, o aluno pode então interpretar os fatores inerentes aos gêneros textuais, articulando- os, ao mesmo tempo, com outros aspectos do aprendizado da linguagem, como por exemplo, a produção de sentidos, as formas e variações linguísticas utilizadas, intencionalidades, etc. No quesito interpretação, cabe um trabalho mais apurado, pois é comum encontrarmos nas tirinhas o uso do humor e da ironia, aspectos que podem promover redirecionamentos e releituras. Na tirinha 5, percebemos um avanço no que se refere a sua proposta de estudo através dos exercícios, pois explora a leitura e os múltiplos sentidos que podem ser construídos nos/pelos textos, fator que não foi identificado quando da utilização das tirinhas pelo LDLP1.
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Uma análise do sujeito discursivo nas tirinhas de Hagar: a questão da ideologia discursiva

Uma análise do sujeito discursivo nas tirinhas de Hagar: a questão da ideologia discursiva

O presente trabalho monográfico sob o título - Uma Análise do Sujeito Discursivo nas Tirinhas de Hagar: a questão da ideologia discursiva, tem como Objetivo Geral: relacionar a leitura verbal e não verbal e figuras de linguagem no gênero tirinhas. E como Objetivos Específicos: Proporcionar ao leitor uma maior apreensão do conteúdo proposto em meio às diversas faces da lingüística no Sujeito Discursivo (SD) e na Análise do Discurso (AD); Resgatar a história das HQs; Apresentar as tirinhas de Hagar sob o ponto de vista do sujeito discursivo na análise discursiva. Com uma abordagem dos pontos específicos tais como os efeitos do sentido de sujeito no gênero do discurso mediante uma abordagem inicialmente histórica, analisando coerentemente o interdiscurso produzido no sujeito discursivo desta modalidade textual. Justificado pela relevância do uso da variedade textual do estudo lingüístico, especialmente, em relação ao gênero ora pesquisado; Tendo por objetivo uma melhor viabilidade do uso das tirinhas como elementos discursivos deste gênero por meio de uma linguagem mais acessível. Destacando a relação de gênero nas tirinhas, identificando as relações de gênero discursivo para por fim possibilitar análise do discurso nas tirinhas. Diante da temática evocada na monografia, trabalhamos na perspectiva da pesquisa bibliográfica, haja vista, nosso trabalho está fundamentado diretamente direcionado ao estudo lingüístico, uma vez que a problemática por nos abordada toma por base a viabilidade do uso das tirinhas como elemento discursivo, para tanto se fez uma revisão da literatura sobre o tema além de se delimitar nas tirinhas de Hagar. A pesquisa é de caráter qualitativo e como técnica foi utilizada a análise do discurso.
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Representações de gênero social em livros didáticos de língua portuguesa.

Representações de gênero social em livros didáticos de língua portuguesa.

Como representações das identidades estão intrinsecamente relacionadas a questões ideológicas e de poder, algumas delas ganham mais visibilidade e status do que outras. Isso porque os grupos dominantes têm mais acesso aos meios de comunicação e maior chance de reprodução de suas identidades, acrescido do fato de que tais representações são tidas como “melhores”, “desejáveis”, ou seja, o padrão a ser seguido, enquanto aquelas que fogem a esse padrão estão fora da “normalidade”. Nos estudos sobre identidade com base na noção de diferença, em geral a questão da diversidade é reconhecida e se considera que deve ser respeitada, mas não há uma reflexão mais crítica sobre isso. Faz-se necessário realizar uma maior problematização, na medida em que a representação das identidades se constitui num espaço de conflito e negociação que precisa ser enfrentado a partir de uma perspectiva mais democrática. Um exemplo desse tipo de debate envolveria os diferentes significados que as identidades assumem no contexto social (SILVA, 2012), bem como os privilégios, preconceitos e as implicações políticas a elas associados.
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A representação do gênero feminino em livros  Didáticos de língua inglesa

A representação do gênero feminino em livros Didáticos de língua inglesa

RESUMO: O livro didático é o material de utilização predominante na maioria das salas de aula de ensino regular. Muitas das vezes o tratamento dado a esse ma- terial despreza possibilidades de discutir o papel que desempenha na vida social dos/as alunos/as, pois o foco são questões relativas à gramática. Considerando que as imagens têm o ofício de ilustrar o livro retratando a sociedade em determi- nado tempo histórico, este artigo faz uma análise iconográfica, tendo como supor- te a teoria feminista e seus/as estudiosos/as (LOURO, 2003; AUAD, 2003). A jus- tificativa para tal escolha se baseia na possibilidade de discussões entre professo- res/as e alunos/as a respeito do direito da mulher exercer diferentes funções no mercado de trabalho. Com essas discussões, é possível criar novos modos de olhar as representações iconográficas femininas e refletir acerca dos discursos propagados por materiais didáticos. A metodologia de análise será análise docu- mental, pois consideramos o livro como um documento, e utilizamos como supor- te teórico a análise crítica do discurso (FAIRCLOUGH, 2005; WODAK, 2004; VAN DIJK, 1993). Ancoradas nesses/as teóricos/as, as análises permitiram demonstrar que a representação de estereótipos de homens e mulheres no campo profissio- nal ainda ocupa um espaço significativo nos livros didáticos.
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O gênero canção nos livros didáticos de literatura e língua portuguesa

O gênero canção nos livros didáticos de literatura e língua portuguesa

Esse box traz uma sugestão para que o estudante procure o site onde pode encontrar as cantigas e suas adaptações; assim, essa estratégia, embora provocativa, parece-nos arriscada, pelo fato de possibilitar que a canção seja mero pretexto para um momento de entretenimento – além de não ser mediado pelo contato com o docente. Por outro lado, podemos perceber a escolha interessante do título do box, “Navegar é preciso”, considerando a potencialidade intertextual que nele está, dialogando com os famosos versos de Fernando Pessoa, apesar de não haver, de fato, esse estímulo à “navegação”, no sentido de descoberta. É por esse tipo de estratégia, com pouco estímulo à “navegação”, à pesquisa, que temos defendido, neste trabalho, ser preciso considerar a integridade do gênero para que ele chegue aos ambientes de ensino com a potencialidade semiótica que lhe é constitutiva e fundamental, a fim de que não se corra o risco para o qual Nelson Barros da Costa nos alerta: a transformação da canção em “espaço de lazer, mais do que um espaço de aprendizado” (COSTA, 2010, p. 131).
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O gênero notícia de jornal em livros didáticos de língua portuguesa

O gênero notícia de jornal em livros didáticos de língua portuguesa

Como pode ser observado no exemplo citado, solicita-se, nessa sexta pergunta, que os alunos escrevam em seus cadernos um adjetivo presente na notícia lida que explicite a opinião do jornalista. De modo semelhante às demais questões, focaliza-se um dos aspectos linguísticos da notícia, nesse caso, a presença de palavras ou expressões que denotam opinião(ões) do jornalista – item 17 : Escolhas lexicais que sinalizam a(s) posição(ões) do jornalista. Salientamos que esse aspecto linguístico está colado no funcionamento discursivo do gênero, na tentativa da notícia de se firmar como neutra, daí considerarmos relevante essa questão. Ademais, acreditamos que ela possa instigar um debate em torno da pretensa imparcialidade da notícia, em torno da chamada teoria do espelho, segundo a qual a notícia é o retrato da realidade, já que os alunos podem questionar: se a notícia não traz a opinião do jornalista, por que nessa é possível percebê-la? Todavia, fica evidente que, no manual didático analisado, deixa-se escapar a possibilidade de direcionar a atenção dos alunos para as muitas outras palavras e expressões verificadas na notícia lida que explicitam a opinião do jornalista, bem como para as escolhas linguísticas que ajudam o leitor a quase reviver o desespero da vítima envolvida no fato e acreditarem no “milagre” relatado: “inacreditável”, “custaram a acreditar”, “ileso”, “incrédula”, “pânico”, etc.
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Identidades de gênero nos livros didáticos de biológia para o ensino médio

Identidades de gênero nos livros didáticos de biológia para o ensino médio

Certamente, essa realidade mudou ao longo do século XX. Alterou-se profundamente a ordem de gênero, alteraram-se igualmente as divisões claras (se é que algum dia o foram) entre público e privado, tal como tinham sido delineadas a partir do século XVIII com a emergência da modernidade. Estamos hoje longe da colagem linear entre homens e espaço público, mulheres e espaço privado. No mundo ocidental, o sistema patriarcal, que o ideal de família burguesa tão bem reproduzia, não tem cessado de sofrer reveses, à medida que mulheres e homens derrubam fronteiras e alcançam conquistas em espaços que antes, pelo menos idealmente, lhes pareciam vedados. A ordem de gênero tradicional encontra-se profundamente alterada nesta primeira década do século XXI. Progressivamente, foram legitimados os direitos sociais das mulheres na esfera pública, decaindo também a imagem social do homem como provedor e figura de autoridade. Ao mesmo tempo, como frequentemente se argumenta, descerrava-se uma vida privada menos regulada por instâncias exteriores e vista como mais centrada no bem-estar individual e nos afetos do que na reprodução da família.
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DO GÊNERO À RELIGIÃO: IDENTIDADES E MEMÓRIA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA

DO GÊNERO À RELIGIÃO: IDENTIDADES E MEMÓRIA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA

A pesquisa aborda vinte e seis manuais de história, publicados entre 1997 e 2015, na unidade em que abordam a Idade Média, buscando identificar se ao tratarem das condições dos femininos, nesse período, acabam acionando as diferenças entre as relações de gênero vivenciadas no ocidente cristão e no oriente muçulmano como fatores marcadores na produção das identidades religiosas e/ou étnicas. Trata-se do livro didático e das tensões em torno dos discursos nele presentes, de sua interferência na construção de suportes de memória e nos processos de constituição das identidades. Abordam-se os discursos como o imbricamento dos ditos e não-ditos, considerando-se que os silenciamentos e esquecimentos também constituem sentidos. Diferentes procedimentos identificados nos manuais de história apontaram para uma considerável diferença na abordagem das relações de gênero associadas às mulheres muçulmanas em relação às mulheres do medievo cristão. Os mesmos, simultaneamente, fazem a marcação das diferenças de gênero, religião e etnia, e estabelecem uma intersecção entre estas, possibilitando que refluam, umas sobre as outras, reforçando-se mutuamente.
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Protocolo: um gênero discursivo na pedagogia de leitura e escrita do teatro

Protocolo: um gênero discursivo na pedagogia de leitura e escrita do teatro

[...] Iniciamos o encontro com a leitura dos protocolos. A instrução foi de que poderíamos iniciar lendo um protocolo, um fragmento e logo alguém poderia tomar a leitura, sempre tendo na escuta o mote para a troca de leitores. Mas, talvez por serem os primeiros protocolos, todos os leitores conduziram seu texto do início ao fim. Isso me pareceu muito importante para um segundo encontro, onde ainda estamos nos conhecendo. E conhecer os outros via protocolo foi uma rica oportunidade. Alguns mais poéticos outros mais descritivos, outros mais bem humorados… Incrível como cada um processa o mesmo evento de forma totalmente diferente, aqui no caso o evento foi a aula. De maneira geral e a partir do relato de cada protocolo, percebemos que os jogos teatrais foram os protagonistas da aula e Brecht foi se infiltrando aqui e ali. O que faltou mencionar, segundo Ingrid, foi que o tom ‘professoral’ que no início se fez presente, quando do trabalho com o texto de Brecht, foi, pouco a pouco, se desarmando; e os jogos teatrais foram essenciais para esta transformação. [...]”
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A abordagem de jogos educacionais nos livros didáticos de matemática

A abordagem de jogos educacionais nos livros didáticos de matemática

Também apresentamos, neste artigo, o grupo ‘Curiosidades’ que retrata o jogo nos livros didáticos como incentivo, uma novidade, uma história e/ou desafios, porém não é explicito a necessidade de ser realizado naquele momento, desta forma, não tem destaque. Da análise das tabelas contendo todos os exemplos encontrados, foi estudado cada caso, classificando-os, como já detalhado na fundamentação teórica, em objeto, que se subdivide em conhecimento e estratégia e lugar/momento que se divide em pré-instrucional, coinstrucional e pós-instrucional. Foi realizada a quantificação, construindo-se uma tabela com os valores em cada tópico. Em seguida, a elaboração de gráficos, relacionando as informações encontradas de cada categoria e para cada ano do Ensino Fundamental II.
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Abordagem de variação linguística nos livros didáticos de PLE

Abordagem de variação linguística nos livros didáticos de PLE

RESUMO: Este trabalho apresenta uma análise do aspecto de variação linguística em três livros didáticos de Português para Estrangeiros. Entendendo que a língua é um complexo sistema de variedades regionais, sociais, entre outras e que para tornar-se proficiente, o aprendiz precisa estar a par acerca de tais variedades, é necessário traçar um paralelo entre a norma padrão e as demais norma em diferentes contextos para que este saiba como articular-se adequadamente em cada situação que se deparar. Considerando também que os estudos sobre Variação Linguística do Português Brasileiro são relativamente recentes - seu início se deu na década de 70 - bem como a criação de materiais didáticos voltado para o ensino de Português para Estrangeiros fui incitada a buscar como os livros didáticos de Português como Segunda Língua permeiam sobre este fenômeno. A análise holística contemplará se essas variedades estão presentes nesses livros e se e como elas estão relacionadas à variedade da norma padrão. A metodologia é a analise de base qualitativa interpretativista. Como resultado, pretendo deixar claro se as Variações são contempladas nos livros escolhidos e se encontrados, investigar sob que abordagem ou abordagens estes três livros didáticos manejam a Variação Linguística.
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AS CONCEPÇÕES DE LÍNGUA SUBJACENTES ÀS ATIVIDADES DE LEITURA EM LIVROS DIDÁTICOS

AS CONCEPÇÕES DE LÍNGUA SUBJACENTES ÀS ATIVIDADES DE LEITURA EM LIVROS DIDÁTICOS

Resumo: A leitura no ambiente escolar é tema de interesse de professores e pesquisadores na área de educação. Muito se tem avançado na discussão das metodologias de ensino da leitura. Este trabalho é o resultado de uma análise de material didático investigando concepções de linguagem em atividades de leitura propostas pelos mesmos. O objetivo foi caracterizar as atividades em questão em três subgrupos: aquelas que visam a compreensão das ideias do autor; aquelas que são apenas pretexto para o estudo (muitas vezes descontextualizado) da língua como estrutura, sem relação com seu uso; e aquelas que estão de acordo com uma visão interacionista de linguagem, como proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o trabalho com Linguagem e Línguas. Esses três subgrupos caracterizam as concepções de linguagem como expressão do pensamento, como instrumento e como processo de interação, respectivamente. Após análise de atividades de uma série de livros disponibilizada pelo Programa Nacional do Livro Didático para escolas públicas, verificou-se que as atividades estão em consonância com os objetivos presentes nos PCNs e com a visão Bakhtiniana (interacionista) de linguagem, com raras exceções. Palavras-chave: Língua. Leitura. Livro didático.
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Construção de sentidos em livros didáticos: uma abordagem dialógico-textual

Construção de sentidos em livros didáticos: uma abordagem dialógico-textual

Esta dissertação analisou questões de construção de sentidos apresentadas em três Livros Didáticos (LD) do ensino médio aprovados pelo Ministério da Educação (MEC). De caráter qualitativo, a presente pesquisa observou também as conjunturas políticas e pedagógicas que envolvem a produção desses materiais didáticos como: os critérios de avalição do LD elaborados pelo MEC e o Manual do Professor (aporte teórico-metodológico exposto pelos autores do LD destinados aos docentes). As questões de compreensão textual selecionadas nos LD fazem parte de um corpus de 15 exemplos, analisados à luz da Linguística Textual (LT), mais especificamente no sociocognitivo-interacional, nos estudos bakhtiniano que reconhecem os aspectos sócio-histórico-ideológicos presentes no texto. Para tanto, utilizou-se dos pressupostos da fase sociocognitivo-interacional apresentada por Koch (2008, 2009, 2010, 2011), e da fase bakhtiniana proposta por Heine (2008, 2010, 2011, 2012). Foram acrescentadas reflexões com foco nas relações exotópicas na construção de sentido, tendo como base teórica as concepções de texto e sua correlação com os sujeitos. Na análise dos critérios de aprovação do LD, elaborados pelo MEC, os quais direcionam o trabalho dos autores desse material didático, observou-se uma tendência à teoria sociocognitivo- interacional ao propor “estratégias cognitivas”, “interação entre leitor-autor-texto”, ignorando qualquer outra possibilidade de interação com o texto para a construção de sentidos. Os resultados obtidos revelam que embora os critérios tendam à teoria sociocognitivo- interacional, os LD pouco apresentam atividades de construção de sentidos dentro dos parâmetros dessa teoria, muitos deles ainda se apresentam presos às primeiras fases da LT concebendo o texto como produto pronto a ser apreendido
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A abordagem CTS na termoquímica em livros didáticos brasileiros de química

A abordagem CTS na termoquímica em livros didáticos brasileiros de química

No contexto brasileiro, o livro didático é uma das principais fontes de informação e conhecimento para alunos e professores. Diante disso, o governo brasileiro, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), tem investido na aquisição e distribuição de obras didáticas a alunos de escolas públicas da Educação Básica. Este trabalho tem o objetivo de investigar como a abordagem Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS) está presente nas quatro coleções de livros didáticos de Química aprovados pelo PNLD para o triênio 2015-2018. Esse interesse deve-se ao fato de ser o livro didático o recurso que mais direciona o processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. A análise, de natureza quanti-qualitativa, baseou-se na construção de indicadores, de acordo com os principais pressupostos da Educação CTS, na perspectiva de formação para o exercício da cidadania. Para uma análise mais aprofundada, foi escolhido o conteúdo da Termoquímica, por ser esse um conteúdo básico com grande potencial para trabalhar as relações CTS. Os resultados apontaram que a abordagem CTS apresenta-se de forma muito fraca em dois dos quatro livros didáticos, não contemplando adequadamente aspectos essenciais para uma formação mais ampla dos alunos.
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ANÁLISE DA ABORDAGEM DE FÍSICA NUCLEAR NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

ANÁLISE DA ABORDAGEM DE FÍSICA NUCLEAR NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

Apresentam-se, neste trabalho, os resultados de uma análise efetuada nas obras indicadas pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) – 2015 para a disciplina de Física, com o objetivo de identificar como o tema Física Nuclear tem sido contemplado e estruturado nesses materiais. Compuseram o corpus desta pesquisa as dez obras utilizadas pelas instituições públicas de Ensino Médio da região de Passo Fundo/RS. Como critério de análise, adotaram-se as categorias elaboradas por Souza e Germano (2009) para a área, que procuram evidenciar se os textos apresentam os conceitos de forma clara e coerente, com exemplos de aplicações, com característica social dos conteúdos e dos aspectos epistemológicos da construção da ciência, além de enfoque na interdisciplinaridade, despertando o estímulo para o prazer em conhecer. Os resultados indicam que, embora exista uma disparidade entre os livros analisados, essas obras podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos conceitos relacionados ao tópico investigado. Palavras-chave: Física Nuclear. Livro didático. Ensino de Física.
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Uma abordagem sobre o ensino de inteiros no âmbito de livros didáticos

Uma abordagem sobre o ensino de inteiros no âmbito de livros didáticos

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) afirmam que os resultados em relação à aprendizagem dos números inteiros têm sido bastante insatisfatórios. Todavia, historicamente observamos que a dificuldade dos matemáticos conceberem esse assunto foi conflituosa, ou seja, diversos matemáticos também tiveram dificuldades em compreender as relações dos sinais. Entretanto, a abordagem de números inteiros é de suma importância seja por uma justificativa do ponto de vista social, política, pedagógica ou mesmo pela importância interna, considerando a estrutura lógica da Matemática. Diante dessa perspectiva objetivamos no presente trabalho refletir como autores de livros didáticos tem abordado a construção das regras de operação com números inteiros, tendo como parâmetro a reta numérica e em mais particular, a operação de multiplicação. Portanto, realizamos uma pesquisa bibliográfica, por se tratar de livros didáticos e outra de campo para verificar se alunos do 7º ano estão sabendo aplicar as regras de operações com números inteiros. Assim, tratamos o presente trabalho: No primeiro capítulo fazemos uma introdução do trabalho, motivação, justificativa e objetivos. No segundo falamos sobre o desenvolvimento histórico sobre os números negativos, destacamos os obstáculos epistemológicos com números inteiros, e por útimo destacamos a importância dos números inteiros para os PCN’s. No quarto fazemos uma análise de alguns livros didáticos focando sobre a forma como alguns autores abordam os números inteiros, e por último fazemos uma pesquisa de campo. Como resultado verificamos que entre os autores abordados só um utiliza adequadamente a reta numérica para trabalhar a construção das regras de operações com números inteiros. Por outro lado, através do instrumento aplicado, constatamos aquilo que já esperávamos, ou seja, os alunos pesquisados demonstraram uma grande dificuldade em operar com números inteiros, como também na resolução dos problemas solicitados.
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ENEM e os livros didáticos de física: uma abordagem de energia e suas transformações

ENEM e os livros didáticos de física: uma abordagem de energia e suas transformações

Livros Didáticos de Física (LDF), aprovados pelo Plano Nacional de Livros Didáticos (PNLD/2012), diante das relações do objeto de conhecimento Energia e suas transformações no conjunto de competências contidas nas Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+). Para compreender essas relações, partiu-se da análise documental, que forneceu, assim, a fundamentação teórica desta pesquisa através dos documentos oficiais que estruturam a reforma do Ensino Médio no Brasil, na área de Ciências/Física e no ENEM, além de autores da área que tratam do tema. Na realização deste trabalho buscamos entender como a Energia e suas transformações estão sendo contextualizadas nas provas do ENEM, nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) e nos PCN+, mediante as habilidades requisitadas pelo exame e o conjunto de competências de Física. Com isso, foram categorizadas as questões que enfatizam a temática de Energia e suas transformações em todas as provas do ENEM, comentando-as e relacionando suas habilidades. E, após a contextualização de Energia e suas transformações, realizadas de acordo com o conjunto de competências de Física do PCN+, analisar as contribuições dos LDF frente à proposta do ENEM. Contudo, os resultados obtidos neste trabalho mostram 40% dos LDF com uma FRACA aproximação com o ENEM, indicando que há necessidade de reformulação nas abordagens dos objetos de conhecimento contidos nos LDF para atender ao ENEM e uma adoção, por parte do PNLD, de critérios de avaliação desses livros com maior aproximação ao exame.
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A ECOLOGIA E SUA ABORDAGEM EM LIVROS DIDÁTICOS DE NÍVEL FUNDAMENTAL E MÉDIO

A ECOLOGIA E SUA ABORDAGEM EM LIVROS DIDÁTICOS DE NÍVEL FUNDAMENTAL E MÉDIO

No Brasil, a preocupação com o uso do livro didático se deu em 1929 com a criação do Instituto Nacional do Livro (INL) e em 1938 foi criado o Decreto- Lei nº 1006, que estabelece a primeira política de legislação e controle de produção e circulação do livro didático (ROMANATTO, 2008). NUÑEZ (2006) considera que nesse período o livro foi considerado uma ferramenta da educação política e ideológica, ficando o Estado responsável por direcionar o uso desse material didático. Coube à Comissão Nacional do Livro Didático criada em 1966 para examinar os livro s didáticos que lhe forem apresentados, estimular a produção, promover a organização de exposições nacionais dos livros didáticos cujo uso tenha sido autorizado, entre outras atribuições (GUIA DO LIVRO DIDÁTICO, 2017)
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Livros didáticos de ciências do 7º ano e a questão da educação ambiental

Livros didáticos de ciências do 7º ano e a questão da educação ambiental

“A educação científica deverá assim contribuir para preparar o cidadão a tomar decisões com consciência do seu papel na sociedade, como indivíduo capaz de provocar mudanças sociais na busca de melhor qualidade de vida para todos” (SANTOS; SCHNETZLER, 2003, p.56). Com essa intenção, o LD5 traz uma ideia da influência do homem no nosso planeta causando um desequilíbrio no habitat, “[…] quando fatores naturais ou artificiais de ação humana alteram o ambiente, interferindo de modo significativo no número dos seres vivos que deles fazem parte” (PEREIRA; SANTANA; WALDHELM., 2015, p. 23). É fato que o professor como mediador em sala de aula precisa levar a problemática em questão, pois o futuro do nosso planeta está em nossas mãos e cabe principalmente a escola propiciar ao aluno situações de reflexão crítica e também de responsabilidade social.
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