Top PDF O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil.

O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil.

O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil.

municipais da Bahia e está seccionado pelas rodovias BA 426 e BA 052 (Bahia 2003). Situa-se entre as coordenadas 10º40’-11º50’S e 40º50’- 41º20’W. O relevo é caracterizado por formas tabulares, dispostas em patamares, que se elevam de 480 a 1.200 m de altitudes. Os solos apresentam acidez e baixa fertilidade, e predomina o tipo climático Cwb (Köppen 1948), tropical de altitude de verão brando, com temperatura média do mês mais frio (julho) inferior a 18 ºC e temperatura média do mês mais quente (janeiro) inferior a 22 ºC (Rocha & Costa 1995). A temperatura média compensada equivale a 19,7 ºC e a precipitação média anual geralmente é reduzida, em torno de 800 mm (Rocha & Costa 1995). Apresenta várias formações vegetacionais como caatinga (predominante), campo rupestre, mata, “tabuleiro”, vegetação de dunas interiores e áreas de transições. Trabalho de campo e material herborizado – Foram realizadas 11 viagens de coletas, durante o período de agosto/2002 a maio/2003, sendo que, em cada coleta mensal eram visitadas pelo menos seis áreas correspondentes a tipos diferentes de vegetação. Além das visitas ao município de Morro do Chapéu, outros municípios da Chapada Diamantina foram também percorridos como Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Rio de Contas para observar as variações intra-específicas. O material coletado foi processado segundo técnicas usuais de herborização (Mori et al. 1989), e também conservado em álcool 70% e sílica gel. Todo o material, assim como o ambiente onde ocorrem, foram fotografados em filmes de papel ou diapositivo. As exsicatas estão depositadas no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS), com duplicatas distribuídas, principalmente para o Herbário Maria Eneyda P. Kauffmann Fidalgo (SP).
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A família Orchidaceae no município de Morro do Chapéu, Bahia, Brasil.

A família Orchidaceae no município de Morro do Chapéu, Bahia, Brasil.

O levantamento de Orchidaceae da Serra do Japi, da região central do estado de São Paulo e do estado do Paraná inteiro são maiores que a lista de Morro do Chapéu, embora este município possua uma área territorial bem maior. Os mencionados levantamentos foram realizados em áreas predominantemente de floresta e se considerarmos que mais da metade das espécies de orquídeas brasileiras ocorrem em áreas de floresta (Barros et al. 2010) é compreensível que todos os levantamentos que incluam esse tipo vegetacional apresentem elevada riqueza quando comparados com áreas como Morro do Chapéu, cuja cobertura vegetal é constituída por caatinga em grande parte da sua extensão. Quando são comparados levantamentos florísticos realizados no Brasil, áreas ecotonais entre a Mata Atlântica e o Cerrado, como a região central de São Paulo, tendem a ser mais diversas que regiões de Cerrado somente, perdendo só para regiões exclusivamente de Mata Atlântica (Ferreira & Pansarin 2010). Em geral, os ambientes úmidos, próximos ao mar e com relevo montanhoso costumam ser as áreas mais ricas em espécies de Orchidaceae (Pabst & Dungs 1975; Dressler 1993). A diversidade de Orchidaceae de Morro do Chapéu é também menor que a do Distrito Federal. O município tem uma área aproximadamente do mesmo tamanho do território do DF, no entanto, o número de espécies do DF é quase o quíntuplo do levantamento aqui apresentado. Isso se deve, em parte, ao maior esforço de coleta e amostragem no Distrito Federal (Batista & Bianchetti 2003), mas outro detalhe é que o DF é um centro de riqueza de alguns gêneros de cerrado, a exemplo de Habenaria, que sozinho apresenta 77 espécies no inventário de
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Dispersão de sementes de Melocactus glaucescens e M. paucispinus (Cactaceae), no Município de Morro do Chapéu, Chapada Diamantina - BA.

Dispersão de sementes de Melocactus glaucescens e M. paucispinus (Cactaceae), no Município de Morro do Chapéu, Chapada Diamantina - BA.

(Dispersão de sementes de Melocactus glaucescens e M. paucispinus (Cactaceae), no município de Morro do Chapéu, Chapada Diamantina - BA). Objetivou-se identifi car os dispersores de duas espécies de Melocactus, verifi car o padrão de liberação dos frutos, correlacionando-o com a remoção por frugívoros e variação térmica do cefálio, bem como caracterizar a distribuição espacial. Para tanto, foram realizadas observações focais, testes de germinação, registros da emergência, extrusão e remoção de frutos, da temperatura do cefálio, de interações formigas-diásporos e distribuição espacial. Lagartos (2 espécies) e formigas (3 espécies) foram os dispersores das espécies estudadas. A dormência das sementes não foi quebrada pela passagem pelo trato digestivo dos lagartos. As maiores taxas de remoção dos frutos pelos lagartos ocorreram nas horas centrais do dia, coincidindo ou sendo posterior aos picos de extrusão. As taxas de emergência e extrusão foram mais intensas pela manhã, o que aumentou as chances de remoção dos frutos no dia da liberação, evitando dissecação e predação. Não houve correlação entre a liberação dos frutos e a variação térmica do cefálio. O desenvolvimento do fruto gera tensão nas fi bras do cefálio que promove sua emergência ou expulsão. A expulsão de frutos emergidos pode ser auxiliada pela dilatação das fi bras em resposta ao aquecimento, tensão da união das fi bras na base e saída de outros frutos. A distribuição espacial dos indivíduos parece ser infl uenciada pelo comportamento dos dispersores.
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Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

RESUMO – (Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil). Syngonanthus mucugensis subsp. mucugensis e S. curralensis são conhecidas como sempre-vivas por possuírem capítulos que permanecem com a aparência de vivos durante anos. São plantas herbáceas com distribuição agrupada, folhas reunidas em roseta e inflorescências monóicas tipo capítulo, flores alvas e reduzidas. Este estudo apresenta os padrões fenológicos dessas espécies, relacionando-os com fatores abióticos e modo provável de dispersão. As observações foram realizadas mensalmente entre agosto/2002 e setembro/2004, em campo rupestre, nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, registrando-se presença/ausência das fenofases. A fase vegetativa constitui grande parte do ciclo fenológico, aproximadamente cinco meses, na estação chuvosa (novembro-março). Os escapos levam três a quatro meses do início do desenvolvimento até a presença de capítulos jovens. As flores estaminadas e pistiladas apresentam ântese no início da manhã; as flores estaminadas duram um dia, e o ciclo estaminado cerca de sete dias. As flores pistiladas duram três dias e o ciclo pistilado três a quatro dias. Não ocorre sobreposição temporal das fases estaminada e pistilada em um mesmo capítulo. As duas espécies apresentaram padrão de floração (junho-agosto) e frutificação (julho-novembro) anual, regular, com duração intermediária, na estação seca. A dispersão ocorre ca. 45 dias após a fecundação, estendendo- se por quatro meses, durante a estação seca e início das chuvas. O tipo de diásporo e a dispersão sazonal sugerem dispersão anemocórica e autocórica.
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Biologia reprodutiva de Melocactus glaucescens Buining & Brederoo e M. paucispinus G. Heimen & R. Paul (Cactaceae), na Chapada Diamantina, Nordeste do Brasil.

Biologia reprodutiva de Melocactus glaucescens Buining & Brederoo e M. paucispinus G. Heimen & R. Paul (Cactaceae), na Chapada Diamantina, Nordeste do Brasil.

Espécies e populações em estudo – Para M. glaucescens Buining & Brederoo, foram utilizadas duas populações em diferentes áreas de Morro do Chapéu. A primeira população (Área I) foi utilizada para o estudo de visitantes florais, e localiza-se no extremo-oeste do Município de Morro do Chapéu a 22 km da sede, ao lado da rodovia BA 052, no Parque Estadual de Morro do Chapéu, a 910 m de altitude (11°29’19” S e 41°10’43” W). Trata-se de uma área de tensão fitoecológica, onde a vegetação é um complexo de caatinga e cerrado com predominância de arbustos baixos (CPMR 1995, anexo XI); apresenta clima do tipo Cwa - tropical de altitude - (CPMR 1995, anexo IV), temperatura média anual de 22 ºC e índice pluviométrico de 700 mm (CPMR 1995, anexo V). Esta população possui cerca de 180 indivíduos, sendo cerca de 80 adultos, em uma área de cerca de 3.300 m 2 , com densidade
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Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Trata-se de uma espécie com ampla distribuição pelo continente americano, podendo ser encontrada desde a Flórida até o Rio Grande do Sul (Pabst & Dungs 1975, Pinheiro 2005, Toscano de Brito & Cribb 2005). No Brasil ocorre no Norte (AM, AP, PA, RR, TO), Nordeste (AL, BA, CE, PB, PE, SE), Centro-Oeste (DF, GO, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR, RS, SC) (Barros et al. 2016). Na Bahia já foi citada para Santa Terezinha (Queiroz et al. 1996), e na Chapada Diamantina para o Pico das Almas (Toscano de Brito 1995), Palmeiras (Toscano de Brito 1998), Mucugê (Azevedo & van den Berg 2007a), Morro do Chapéu (Bastos & van den Berg 2012a) e Lençóis (Toscano de Brito & Cribb 2005) e no Sul do estado para a Serra das Lontras (Leitman et al . 2014) e agora registrada para as áreas de Mata de Cipó e Mata Atlântica do PNBN.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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FATORES CONTRIBUTIVOS NO PROCESSO DE MELHORIA DOS RESULTADOS NAS AVALIAÇÕES DO SAERJ: o caso de uma escola no noroeste fluminense – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

FATORES CONTRIBUTIVOS NO PROCESSO DE MELHORIA DOS RESULTADOS NAS AVALIAÇÕES DO SAERJ: o caso de uma escola no noroeste fluminense – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Coletadas anualmente, as variáveis têm sua fonte de pesquisa determinada pelo tipo de informação a ser colhida. Assim, por exemplo, são aplicadas pesquisas junto aos alunos como nas variáveis, atratividade das aulas e prevenção de gravidez na adolescência. São realizadas pesquisas nos livros e documentos da escola como livros de atas, controles de frequência, diários de classe e o sistema Conexão Educação, que possibilitam coleta de informações sobre a frequência dos professores, frequência dos alunos, presença de pais e/ou responsáveis em reuniões de resultados, entre outras variáveis. São utilizados também sites oficiais para consulta dos resultados no caso das variáveis de desempenho na Prova Brasil, SAERJ e permanência na escola.
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QUESTÕES DE GÊNERO: PERCEPÇÃO DE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO-BA.

QUESTÕES DE GÊNERO: PERCEPÇÃO DE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO-BA.

“O homem trabalha fora de casa, mas a mulher também trabalha dentro de casa, será que não cansa não?” (Jasmim) “Mulher e homens são iguais” (Marta) “A virgindade da mulher não tem nada haver, basta um respeitar o outro” (Laura) Uma das dificuldades nas discussões de gênero é o entendimento dos papéis construídos socialmente para homens e mulheres, enquanto uma diferenciação não- natural, como uma elaboração cultural complexa que se expande para além das práticas relacionais, indo formatar as representações intersubjetivas de homens e mulheres. Se as diferenciações são questionadas e relativizadas, em algum momento das falas dos adolescentes, isto pode ser um indício de uma hegemonia masculina fragmentada.
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JEORDANE OLIVEIRA DE ANDRADE PRÁTICA DE GESTÃO: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES SOBRE O USO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SISTEMA DE ENSINO DO AMAZONAS

JEORDANE OLIVEIRA DE ANDRADE PRÁTICA DE GESTÃO: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES SOBRE O USO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SISTEMA DE ENSINO DO AMAZONAS

A presente dissertação do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP/CAEd/UFJF) tem por objeto central discutir a implantação do Planejamento Estratégico (PE) na rede educacional do Estado do Amazonas (Seduc-AM). Justifica-se tal estudo, pois, atualmente, as secretarias estaduais de educação e redes de ensino da educação básica, estão sendo, cada vez mais, desafiadas a adotar modelo de gestão eficiente, como forma de melhorar seu desempenho e na melhoria da qualidade do ensino. Para tanto, buscou-se responder a seguinte questão: qual a percepção dos gestores intermediários quanto ao planejamento estratégico da Seduc-AM, que se desdobrou no objetivo geral de conhecer a percepção dos gestores intermediários sobre o planejamento estratégico adotada pela Seduc-AM e nos objetivos específicos: (1) descrever a estrutura administrativa e as mudanças implementadas pelo planejamento estratégico; (2) analisar a percepção da ferramenta de planejamento estratégico pelos gestores e; (3) propor Plano de Ação Educacional (PAE). A pesquisa se caracteriza como um estudo de caso, descritivo com abordagem qualitativa. Para consecução da dissertação foi realizada uma pesquisa bibliográfica em Maximiano (2006), Feldhaus (2013), Melo (2013), Silva (2014), Fernandes e Gentilini (2014), Monteiro (2015), Moura e Bezerra (2015), Costa; Araújo (2013) bases para o estudo sobre Planejamento. O tema Planejamento Estratégico, por sua vez, foi fundamentado pelos autores Drucker (1984), Mintzberg (2004), Bataglia e Yu (2008), Oliveira (2011), Falqueto (2013), Melo (2013), Rigby & Bilodeau (2013), Alberti (2014), Brasil (2014), Silva (2014) e Zimermmann (2014). No estudo sobre estratégias, buscou-se embasamento teórico em autores como Porter (1986), Quinn (2006), Rezende (2011
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A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

O ENEM: como já estava previsto na LDB, o MEC criou o Enem como um instrumento de avaliação para ser aplicado aos alunos ao final da Educação Básica. A princípio, o Enem era um exame destinado apenas para certificação e auto-avaliação. Com o passar o tempo, ele foi sendo reformulado e hoje é o principal instrumento utilizado por muitas instituições de Ensino Superior como critério para seleção de candidatos. A prova está dividida em áreas temáticas (como previsto nos PCNEM) e avalia conhecimentos contextualizados, capacidades e habilidades para solucionar problemas, leitura e interpretação de textos, entre outros. A Matriz de Referência do exame está fundamentada em competências e habilidades (relacionadas aos conteúdos curriculares) que deverão ser desenvolvidas pelos estudantes ao longo de toda educação básica. Neste sentido, é possível dizer que o Enem estabeleceu, pela primeira vez no Brasil, um padrão de referência para o término da escolaridade básica. Ainda sobre a matriz de referência do exame, observa-se que a avaliação não está relacionada à cobrança exclusiva de conteúdos, mas foca sua atenção no desenvolvimento de habilidades e competências, ou seja, procura priorizar a resolução de problemas concretos que se apresentam a ele de forma contextualizada e interdisciplinar, em detrimento da simples memorização e repetição de conteúdos isolados.
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O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

87 Segundo a consultoria Fitch, o mercado de metais e mineração se tornou o mais proeminente para o Brasil. Empresas como Vale, CSN, Gerdau e Usiminas – além da Petrobrás que embolsa 38% do total de empréstimos feitos pelo BNDES – recebem elevado aporte do Banco para a manutenção de suas atividades. O BNDES também atua fortemente no setor de papel e celulose, em companhias como Fíbria e Suzano. No caso da primeira, suprindo cerca de 15% das necessidades de financiamento de dívida da empresa, detendo 30,45% de seu capital. Segundo os analistas financeiros, esta participação foi determinante para que a Votorantim Celulose e Papel adquirisse a Aracruz Celulose S.A. (que recebeu o nome de Fíbria). Assim, o BNDES compartilha o controle da Fíbria com a Votorantim. No caso da Suzano, o Banco detém cerca de 4,4% de seu capital, mas provê cerca de 35% de suas necessidades de financiamento de dívida. No âmbito da agropecuária, os analistas destacam o caso da JBS, maior produtora de carne bovina e de carneiro do mundo. No ano de 2009, a empresa adquiriu 64% da Pilgrim´s Pride, por cerca de US$ 2 bilhões e financiou a aquisição, por meio do BNDESPar. O Banco detém 17% da JBS, além de financiar cerca de R$ 700 milhões em linhas de capital de giro. No caso da Marfrig, o Banco detém 13,9% da companhia. Também destinou recursos para a aquisição da Keystone Foods LLC, que é fornecedora da McDonald´s Corporation, passando a ter direito a indicar um membro do conselho da corporação. (DJAML, BORMANN, et alli, 2011, p. 4-5).
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Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

A pesquisa, ainda incipiente, mostra a mobilização dos camponeses nessa época. As divisões entre as facções da classe dominante criaram fi ssuras na arquitetura do poder. No caso do campesinato, o PCB foi a primeira or- ganização política a incorporar o camponês como constituinte do partido. Na época da revolução de 1930, as Delegacias Estaduais de Ordem Política e Social (DEOPS), entidade policial criada em 1924, já estavam espalhadas pelo país. Em São Paulo, o DEOPS estava bem representado no interior do estado, e pesquisa realizada em seu arquivo mostra a presença do PCB nas fazendas e a adesão dos camponeses ao partido. Um só exemplo é a revista em quadrinhos, O Trabalhador Agrícola, publicada em dezembro de 1930. Uma página de imagens mostra um homem gordo, deitado em um sofá, fumando um charuto com a legenda, “Os senhores fazendeiros passam a vida de papo para o ar gozando... gozando...”. A imagem abaixo é de um camponês trabalhando de costas quebradas no sol quente e a legenda diz: “...de seus ‘servos’ e a elles pertencem as terras do Brasil...mas é precizo reagir!”. A terceira e última imagem na página é a de um camponês atirando com espingarda no fazendeiro gordo, correndo de medo com seus braços no ar. A legenda fi nal, em letras garrafais, diz: “CONFISCA AS TERRAS TRABALHADORES DO CAMPO”. O confi sco do documento pelo DEOPS e a presença da delegacia no campo demonstram, no mínimo, a preocupa- ção do Estado com a mobilização dos camponeses. A linguagem de Vargas demonstra, no mínimo, a decisão de desenvolver um projeto para controlar o processo da inclusão política dos camponeses.
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O MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Quando da independência do Brasil, as prisões serviam para punir os condenados, mas já tinham uma visão ressocializadora, com a apresentação em 1823, de um projeto de Código Penal por José Clemente Pereira e Bernardo Pereira de Vasconcelos. As normas sugeridas por Vasconcelos foram bastante alteradas, uma vez que instituíam a pena de morte. Foi nesse mesmo período que Dom Pedro I aprovou o Código Criminal do Império, tendo como base a justiça e a igualdade, com inspiração nos Códigos Criminais da Áustria (1803), França (1810), Baviera (1813), Nápoles (1819), Parma (1820) e da Espanha (1822). Dentre suas principais características, normatizava a redução das penas de morte e a não aplicação de penas cruéis nas penitenciárias, salvo os açoites aplicados aos escravos.
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EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

É interessante notar que durante os últimos 40 anos os focos de emissão de GEE ao longo do território brasileiro acompanharam a expansão agrícola nacional. Nos anos 70, por exemplo, 60% das emissões de GEE brasileiras estavam concentradas nos esta- dos do Sul e Sudeste, dominados pelas produções de carne e leite nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. À medida que o Brasil expandiu sua fronteira agrícola, aproximadamente 30% das emissões nacionais foram deslocadas para a re- gião Centro-Oeste, especialmente para o estado do Mato Grosso, como mostram os mapas da Figura 10. Atualmente, esse estado é uma das principais fronteiras agrícolas do mundo, concentrando o maior rebanho bovino e a maior produção de soja nacional, produtos que são exportados principalmente para a Europa e Ásia.
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

O segundo desdobramento foi ter bloqueado por quase dois anos o empréstimo que o BM faria ao governo federal para financiar o Banco da Terra em todo país. Em outras palavras, foi a pressão internacional sobre o Painel de Inspeção que tencionou a negociação do novo empréstimo do BM ao governo brasileiro, a qual encontrava-se em estágio avançado em dezembro de 1998 (BANCO MUNDIAL, 1999, p. 3). Criou-se uma situação de impasse, na medida em que a implantação em larga escala do MRAM no Brasil não encontrava o necessário respaldo político. Afora o setor patronal ⎯ sempre a favor ⎯, havia apoio político apenas em nível local, por parte de alguns sindicatos de trabalhadores rurais no Nordeste, do braço agrário da Força Sindical em São Paulo e, mais importante, das federações sindicais nos estados do Sul, cuja bandeira central nunca foi a luta por terra, mas sim a disputa por políticas agrícolas mais favoráveis aos pequenos agricultores. Existia, portanto, uma adesão concreta de entidades sindicais, em parte reflexo da adesão social a tais programas. Porém, o fato era que as principais organizações nacionais de representação de trabalhadores rurais ⎯ a CONTAG e o MST ⎯ posicionavam-se em bloco contra o novo modelo através do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo. Enquanto houvesse unidade política das entidades que compunham o Fórum
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SIMONE PINHEIRO MATOS CENSO ESCOLAR E O DESAFIO FRENTE ÀS INCONSISTÊNCIAS DE INFORMAÇÕES NO SISTEMA DO EDUCACENSO

SIMONE PINHEIRO MATOS CENSO ESCOLAR E O DESAFIO FRENTE ÀS INCONSISTÊNCIAS DE INFORMAÇÕES NO SISTEMA DO EDUCACENSO

Como pontuado nos objetivos, o curso, que tem como público-alvo a comunidade em geral, é oferecido gratuitamente pelo Tutor do Programa Formação pela Escola de cada CRE ou município. O curso é on-line, com carga horária de 60h e duração de 30 dias, período no qual acontecem dois encontros presenciais, realizados normalmente no início e no final do módulo. A plataforma é dividida seguindo as unidades da Cartilha do Caderno de Estudos do Censo Escolar. O curso é dividido em cinco seções: Unidade I – Censo: fonte indispensável para estabelecer políticas públicas; Unidade II Conhecendo o Censo Escolar; Unidade III – Informações coletadas pelo Censo Escolar; Unidade IV – Funcionalidades do Sistema Educacenso; Unidade V – Censo Escolar: Políticas Públicas e Controle Social. O cursista pode ir realizando as atividades na plataforma on-line, que é interativa, ou pode fazer conforme a sua disponibilidade de leitura off-line, fazendo o download da Cartilha. Ao final de cada seção, deve ser realizada uma atividade avaliativa on-line e, ao término do curso, deve ser entregue um plano de ação (Anexo II) das atividades para realização da inserção dos dados do Censo Escolar. Os tutores, que geralmente atuam nas Coordenadorias Regionais de Educação ou nas secretarias municipais, são, em sua maioria, professores ou supervisores escolares. Segundo o site do FNDE, nos programas de formação, os tutores devem atender aos seguintes requisitos:
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Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

A análise da utilização dos serviços de saúde no Brasil no período 1998-2008 sugere uma melhora, principalmente na área do cuidado primário. Essa melhora ocorreu tanto no aumento das taxas de utilização como na redução das desigualdades sociais especialmente para os indicadores de consulta médica e consulta odontológica. No Brasil, o IC relativo à utilização de consultas médicas reduziu de 0,07 para 0,04, um decréscimo de cerca de 50%. Ao padronizar por idade e sexo, observou-se uma diminuição da desigualdade favorável aos ricos. Esse resultado reflete a estrutura etária mais envelhecida dos grupos de maior renda. Por outro lado, a inclusão das medidas que controlam para o estado de saúde aumentou a desigualdade social, evidenciando as piores condições de saúde dos indivíduos mais pobres 30,31,32 .
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Toyotismo e o neocorporativismo no sindicalismo do século XX — Outubro Revista

Toyotismo e o neocorporativismo no sindicalismo do século XX — Outubro Revista

50 - outubro Só que, a partir de meados dos anos 80, com o desenvolvimento da mundialização do capital, da crise do Estado e de um novo padrão de acu- mulação capitalista – a acumulação flexível e seu “momento predominante” (o toyotismo), ocorreram importantes metamorfoses no “arranjo corporativo” social-democrata. A mundialização do capital – ou “globalização”, posta, antes de tudo, como o momento de transformação da produção e da política – surgiu como um processo sócio-histórico de amplo espectro, com profundos rebatimentos políticos e ideológicos. Impulsio- nou-se o neoliberalismo como a ideologia da “globalização”. Nos anos 80, a própria social-democracia foi obrigada a encontrar um novo ponto de equi- líbrio político e ideológico. Ela tendeu a convergir para um discurso cripto- liberal. O discurso (e a prática) social-democrata na Europa – e, mais tarde, no Brasil dos anos 90 – incorporou as novas percepções políticas (e ideoló- gicas) da reprodução sistêmica do capital mundial. É tal novo modelo da social-democracia, que passou a salientar não mais um “corporativismo societal”, mas, sim, um “corporativismo setorial”, que tendeu a deslocar a articulação corporativa para o nível “meso” e o nível “micro”. Na verdade, ocorreu um estreitamento da base de sustentação da articulação fordista clássica. É a nova orientação da social-democracia que constituiu o lastro político (e ideológico) do sindicalismo neocorporativo que passou a influen- ciar a estratégia da CUT dos anos 90. Como observa Costa: “enquanto a idéia de expansão do corporativismo societal implica a ampliação da partici- pação das associações que representam interesse de classe nas arenas decisórias relativas a esse interesse, o corporativismo setorial implica a limi- tação dessa participação aos setores de classe mais organizados.” 12
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