Top PDF Gênero música: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

Gênero música: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

Gênero música: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

Encontrar alguém no mundo que não aprecie uma canção, um estilo musical, a melodia ou a letra de uma música é algo bastante raro. A música inspira, transforma e tem diversos efeitos em quem ouve e aprecia. A partir dessa premissa, a presente pesquisa propõe comprovar que a utilização do gênero textual música pode ser uma alternativa capaz de potencializar as aulas de língua portuguesa, a fim de torná-las muito mais interessantes e produtivas, como também estimular nos educandos o interesse e a motivação para o estudo da língua materna. Nesse contexto, utilizar o gênero música como recurso didático vem a ser de grande valia, uma vez que seu caráter lúdico e humanizador desperta nos educandos o estímulo para o estudo e a participação nas aulas. Para que fosse desenvolvido este trabalho, realizamos uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo e interpretativista, com base nos estudos de Marcuschi (2008), Bahktin (1997-2006) entre outros, os quais discutem sobre os conceitos de gêneros textuais e defendem a importância do uso deles para o ensino de língua, além de Ferreira (2010), que defende a utilização da música e aponta formas de como utilizá-la em sala de aula. Realizamos também uma proposta intervencionista a partir de uma sequência de atividades, aplicada na turma do 9° ano de uma escola da rede estadual de Alagoa Grande-PB. As análises feitas com base na sequência de atividades aplicadas puderam comprovar, o quão eficaz vem a ser a utilização de um gênero tão presente no nosso dia a dia, tornando as aulas de língua portuguesa muito mais produtivas.
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O gênero histórias em quadrinhos: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

O gênero histórias em quadrinhos: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

O ensino de língua portuguesa é caracterizado, pela tradição escolar, como um ensino que se volta para o trabalho com a normatividade da língua. Mas, esse trabalho não pode ser unívoco, por isso, novas práticas metodológicas são necessárias para que esse ensino seja concebido e aceito por parte dos docentes e discentes sem barreiras e preconceito. Com isso, essa pesquisa vem fazer uma abordagem do gênero textual Histórias em Quadrinhos e as suas implicações na leitura e produção textual, levando em consideração o quanto esse gênero pode dispor de subsídios cabíveis ao ensino de língua materna. Indagamos, então, partindo de quesitos a serem avaliados como: o ensino de língua necessita buscar um trabalho baseado nas novas práticas discursivas da linguagem; é preciso operar de acordo com o contexto em que estão inseridos os discentes; o trabalho desenvolvido com as histórias em quadrinhos dá possibilidades aos educandos de ler e produzir novos exemplares do gênero. Desse modo, tomou-se como fundamentação teórica, autores como, Bakhtin (2003), Marcuschi (2011), Dolz e Schneuwly (2004), Calazans (2004), entre outros, que serviram de aportes para a conceituação do gênero em questão e suas implicações no ensino de língua. A partir daí, foi desenvolvida uma pesquisa conceitual dos gêneros textuais e seus aspectos mais característicos, uma apresentação breve do histórico dos quadrinhos, em seguida, discutiu-se a relação do referido gênero com o ensino de língua portuguesa, finalizando com a análise de uma proposta didática aplicada em uma sala de aula do 7º ano do ensino fundamental. Dessa maneira, evidenciou-se que a aplicação do gênero história em quadrinhos pode ser um forte instrumento pedagógico para o ensino de língua, realizando assim um despertar favorável à prática da leitura e da produção textual em sala de aula.
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GÊNERO NOTÍCIA E ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA: PROPOSTAS NO ENSINO MÉDIO

GÊNERO NOTÍCIA E ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA: PROPOSTAS NO ENSINO MÉDIO

Resumo: O presente artigo visa refletir e discutir o uso dos gêneros textuais como ferramenta fundamental no ensino de Língua Portuguesa, especificamente o trabalho com o gênero notícia como instrumento facilitador durante as aulas, com uma visão relevante no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Aspirando alcançar tal objetivo, será realizado um estudo à cerca do gênero textual notícia, tendo como pressuposto o aprimoramento e a compreensão desse gênero como possibilidades de diferentes usos da linguagem, influenciando na compreensão do mundo e na formação do aluno para o exercício de sua cidadania. A pesquisa é de cunho bibliográfico e qualitativo, baseada em autores como MARCUSCHI (2010) e (2008), DOLZ e SCHNEUWLY (2004), BRONCKART (2009), KOCH (2014), MIRANDA E SILVA (2019), TRAVAGLIA (2009), PCNs (1998), dentre outros. Para tanto, a notícia é um gênero textual que tem como princípios básicos o ensino, das numerosas formas de expressão dos pensamentos e emoções por meio de mecanismos simbólicos, podendo aprimorar a prática pedagógica do professor de Língua Portuguesa, através da sequência didática, assim como encontrar nela uma ótima alternativa para tornar o processo de ensino mais crítico e reflexivo no Ensino Médio.
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O ensino do gênero canção em aulas de língua portuguesa: um estudo de educação linguística

O ensino do gênero canção em aulas de língua portuguesa: um estudo de educação linguística

A música foi para mim, e continua sendo, uma ferramenta de transformação social de grande importância. Quando levamos nossa música para outros países, promovemos um intercâmbio com a cultura local. Isso possibilita o encontro de diferentes formas de cultura. A difusão da música é a prova real de que a dedicação e o estudo, em qualquer área da cultura, formam uma dupla de sucesso e geram resultados concretos. Não creio que seja uma estratégia utilizada na maioria das salas de aula. Como professor (em sala de aula), sempre utilizei da música em minhas salas de aula. Ela me ajudou muito com letras, para leitura e análise linguística e com orquestração, para produção de texto. “O que será” de Chico Buarque, e a trilha sonora de Fernão Capelo Gaivota já eram utilizadas por mim nos anos 70. Como autor (em livros), trabalho há muitos anos com letras de Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil etc. Minhas palavras são de admiração por aqueles que fazem da Literatura e da Música uma grande arte. A literatura e a música são artes como quaisquer outras, como a pintura, a escultura, o teatro. Entretanto, o ensino de ambas nas escolas não pode se restringir à história da arte, mas, antes, procurar incentivar a criatividade dos alunos por meio da elaboração de trabalhos. 6
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REFERENCIAÇÃO E RETEXTUALIZAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Mestrado em Língua Portuguesa

REFERENCIAÇÃO E RETEXTUALIZAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Mestrado em Língua Portuguesa

em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais. D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.
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Letramento digital no ensino médio: um estudo do gênero fanfiction nas aulas de Língua Portuguesa

Letramento digital no ensino médio: um estudo do gênero fanfiction nas aulas de Língua Portuguesa

No atual contexto de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, a capacidade de “aprender a conhecer” destaca-se entre um dos quatro pilares educacionais mais relevantes propostos para este século, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Nesse contexto, saber ler e escrever são ações, fundamentalmente, essenciais para a inserção plena do sujeito na sociedade. Para tanto, torna-se necessário o desenvolvimento de práticas pedagógicas letradas, que visem à ampliação das habilidades e competências de leitura e escrita dos alunos no período de escolarização. Essas práticas, por sua vez, se inserem no que se denomina de letramento, ou seja, se trata do “estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva as práticas sociais que usam a escrita” (SOARES, 2012, p. 47).
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Análise dos movimentos retóricos no gênero tira: contribuições para o ensino de língua materna/portuguesa

Análise dos movimentos retóricos no gênero tira: contribuições para o ensino de língua materna/portuguesa

Para a realização de cada movimento há estratégias retóricas diversas, mecanismos linguísticos que o escritor pode escolher para realizar o propósito comunicativo do movimento dentro do texto como um todo. Esses mecanismos de realização do movi- mento foram nomeados por Swales (1990, 2004) de steps. Alguns pesquisadores atuais têm ampliando a aplicação desse modelo para análise de gêneros não acadêmicos, como por exemplo, Catto e Hendges (2010) que fazem a análise dos movimentos retóri- cos existente na organização de exemplares do gênero tira; o trabalho de Lovato (2009) que fez um estudo de Movimentos e passos retóricos canônicos em notícias de popula- rização da ciência da revista Ciência Hoje online. Mesmo ainda limitados somente a análise da estrutura e não para o ensino, esses trabalhos mostram a potencialidade de trabalhar com a abordagem sociorretóri- ca e com movimentos retóricos para análise e para a produção de gêneros diversos.
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Linguagem, enunciação e gênero discursivo: aproximações entre Bakhtin e Leontiev e o ensino de língua portuguesa

Linguagem, enunciação e gênero discursivo: aproximações entre Bakhtin e Leontiev e o ensino de língua portuguesa

lação pedagógica, que tem por objetivo o estudo da língua. Portanto, estão a serviço de uma ação intencional, dirigida pelo professor, para que o aluno se aproprie da linguagem escrita de modo a fazer uso adequado do gênero em questão. O texto, uma vez inserido na relação pedagógica, necessariamente será marcado pela situação de enunciação que se estabelece entre o professor e o aluno em um contexto de ensino. Tentar desconsiderar esse fenômeno e fazer das situações de leitura e produção de textos na escola uma simula- ção da prática social pode acabar levando a um esvaziamento da própria função da escola e da especificidade do trabalho educativo, que, de acordo com Saviani (2013, p.13), consiste em “ produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. ”
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O multiletramento no ensino de Língua Portuguesa: o gênero HQ como possibilidade no ciclo interdisciplinar

O multiletramento no ensino de Língua Portuguesa: o gênero HQ como possibilidade no ciclo interdisciplinar

Partindo da proposta de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e à luz do conceito de multiletramento Rojo (2008, 2013) organizaremos uma sequência didática em torno do gênero HQ, justificada pelo fato de esse ser um gênero que empreenderá um confronto do que o aluno sabe e “práticas de linguagem historicamente construídas, os gêneros” (Dolz, Noverraz e Schneuwly, 2004, p.51). O trabalho com sequências didáticas possibilita que os alunos produzam e descontruam sentidos com o gênero em estudo, e, por conseguinte, apropriem-se dele, reconstruam-no, para, posteriormente criarem seu próprio material, utilizando-se desse para que os alunos construam suas próprias versões com ferramentas digitais. Nesse enfoque, o gênero deixa de ser apenas um (dos vários) instrumentos de comunicação e interação, e passa a ser um objeto de ensino e aprendizagem.
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O GÊNERO DO DISCURSO CARTA COMO FERRAMENTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

O GÊNERO DO DISCURSO CARTA COMO FERRAMENTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

(I) determina-se os lugares de fala (lugares sociais) que são o resultado da maneira pela qual uma sociedade estrutura, institucionalmente, suas práticas sociais a partir de grandes setores da atividade: o político, o religioso, o jurídico, o científico, o educativo etc; (II) determina-se as grandes funções de base da atividade linguageira de acordo com a direção em que o ato de comunicação é orientado; (III) fundamenta-se na natureza comunicacional da troca verbal ; (IV) apoia-se no aparelho formal da enunciação; (V) tenta-se definir tipos de atividade linguageira com um valor mais ou menos prototípico: narrativo, argumentativo, explicativo e descritivo; (VI) descreve- se características formais de um texto e reúne-se as marcas mais recorrentes para concluir a determinação de um gênero textual; (VII) busca-se determinar um domínio de produção do discurso de acordo com textos fundadores cuja finalidade é determinar os valores de um certo domínio de produção discursiva como discurso filosófico, científico, religioso etc. A diversidade de critérios apontada por Charaudeau prova a complexidade, especialmente na sociedade atual, em se categorizar os gêneros do discurso, razão porque, pareceu-nos mais viável selecionar aquilo que está contido nas obras produzidas por Maingueneau.
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ENSINO DE GÊNERO DISCURSIVO: OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DE AULAS DE ESTÁGIO DE LÍNGUA PORTUGUESA

ENSINO DE GÊNERO DISCURSIVO: OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DE AULAS DE ESTÁGIO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Tal como podemos constatar, a SD aplicada nas aulas compreendeu o gênero textual artigo de opinião e envolveu o desenvolvimento de atividades de leitura, escrita e análise linguística. Na elaboração da sequência didática, a professora em formação, explicou na entrevista, que procurou conhecer o gênero em questão, buscando informações em blogs, em pesquisas prévias e, ao mesmo tempo criando um banco de textos que possibilitou conhecer melhor as características do artigo de opinião que, posteriormente, serviu para explorar nas atividades da sequência didática. A avaliação da produção textual embasada em formas de intervenção possibilita ir além dos problemas micro textuais, uma das maneiras de fazer isso é adotando a lista de constatações como parâmetro para a produção/correção do texto.
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Uma abordagem do gênero notícia no livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental II

Uma abordagem do gênero notícia no livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental II

Na visão tradicional, o texto era entendido apenas como um conjunto acabado de enunciados escritos ou de frases que juntas formavam um todo e esse todo se apresenta visualmente estruturado num suporte tipográfico. Logo, o texto era visto como uma unidade pertencente apenas à modalidade escrita da língua. Com o surgimento das correntes linguísticas modernas, o texto deixou de ser associado apenas a escrita e passou a referir-se a uma unidade de uso linguístico. Desta forma, ele é tudo o que é produzido durante a comunicação, podendo ser falado ou escrito. De acordo com Koch (1989, p.11), “um texto não é simplesmente uma sequência de frases isoladas, mas uma unidade linguística, com propriedades estruturais e especificas”. Em consonância com o pensamento de Koch, é possível afirmar que o texto pode ser constituído por uma palavra apenas, uma frase ou de várias, tendo em vista que o mais importante não é sua extensão, mas a harmonia de significados apropriados ao seu contexto, já que seu objeto é essencialmente a comunicação.
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Se bem me lembro...: o gênero memória e as perspectivas das olimpíadas de língua portuguesa no ensino de literatura

Se bem me lembro...: o gênero memória e as perspectivas das olimpíadas de língua portuguesa no ensino de literatura

Resumo: O presente artigo tem como finalidade a análise da proposta das Olimpíadas de Língua Portuguesa (OLP) para alunos de 7º e 8º ano, ou seja, a produção textual do gênero memória - obras selecionadas e autores conhecidos, tal como as oficinas realizadas em sala de aula. Esta perspectiva traz à tona questões sobre o uso da Literatura na escola, com base em material que foge ao padrão de ensino literário tradicional, ao ter como foco o trabalho diferenciado oferecido pelo concurso promovido pelo MEC e como este atinge seu público alvo - alunos de escola pública, com intuito de promover o processo de interpretação, recriação e diálogo com a Literatura. Sendo assim, será analisado o processo de leitura das obras da coleção proposta pelas Olimpíadas, bem como as oficinas criadas para as discussões em sala, dando a devida importância ao processo de recepção por parte do leitor/aluno como alvo final. Desta forma, será valorizada a interpretação de si como parte mundo em que vive, realizada a partir do conceito de recepção em diálogo com o conceito de memória literária, enquanto elemento essencial na formação da identidade do indivíduo.
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ENSINO DO GÊNERO: UMA PROPOSTA DE SEQÜÊNCIA DIDÁTICA PARA O CONTO DE HUMOR DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

ENSINO DO GÊNERO: UMA PROPOSTA DE SEQÜÊNCIA DIDÁTICA PARA O CONTO DE HUMOR DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Nossa experiência no Ensino Fundamental nos mostra que a produção de textos não é tarefa simples, sendo um processo lento e gradual no âmbito da aprendizagem. Para nos certificarmos do domínio dos principais gêneros nesse contexto, propomos-nos à iniciação precoce com objetivos que se adaptem às primeiras etapas. Também retomamos os mesmos gêneros em etapas anteriores, evitarmos a repetição e propormos níveis diferentes de complexidade, pois cada gênero poderá ser abordado em diferentes níveis, sendo trabalhados em diferentes etapas do ensino fundamental, com objetivos graduados do ponto de vista da organização e da construção de personagens típicas. Depois de um certo espaço de tempo e sob nova perspectiva poderão e deverão ser retomados os objetivos já trabalhados para que a aprendizagem seja assegurada.
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A didatização do gênero carta de leitor com foco na interação: uma proposta de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa

A didatização do gênero carta de leitor com foco na interação: uma proposta de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa

Assim, averiguando o objetivo geral de nossa pesquisa – investigar o texto produzido pelo aluno no gênero carta de leitor –, a partir dos conhecimentos usados nas categorias de análise, concluímos que atingimos a meta esperada, pois observamos que os estudantes/participantes da pesquisa aprenderam o que é o gênero e os demais conhecimentos inerentes ao texto (definição, função, estrutura, organização, etc.), tornando-se capazes de escrevê-lo, além da importância de inserir nas suas produções saberes linguísticos, enciclopédicos, textuais e interacionais. Tal resultado foi constatado na investigação feita nas suas produções com base nos objetivos específicos. No primeiro objetivo específico – Identificar as características composicionais nos textos dos alunos –, observamos que eles compreenderam a formatação da carta de leitor nas duas versões que se configura o texto (versão do leitor e versão da redação do meio de comunicação que a publica). Assim, na versão do leitor, os alunos destacaram as marcas esperadas para o texto, escrevendo o local e a data e expressão de saudação, além de retomarem o texto lido, citando o número da revista, mês e ano, título e informações gerais do texto lido, expressão de despedida, assinatura fictícia com nomes de escritores (devido ao texto ser usado na presente pesquisa) e endereço. Na versão da redação, não foi diferente. Os estudantes/participantes ao lerem, perceberam que as cartas de leitor publicadas em revistas, a exemplo da Ciência Hoje das Crianças (CHC), configuram no seu texto, as seguintes características: o título e destacando, após o texto, a identificação com assinatura fictícia e informando o endereço, diferenciando-se, desse modo, da carta de leitor escrita na versão do leitor.
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ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS

ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS

Atualmente, é comum a idéia de que os gêneros textuais são fenô- menos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social (Marcuschi, 2002). Nessa perspectiva, entendem-se os gêneros como um produto coletivo dos diversos usos da linguagem, que não se apresentam em forma rigorosamente definida, como pretendiam os estudiosos do passado, mas sim, realizam-se de diversos modos, de acordo com as necessidades comunicativas do dia-a-dia da comuni- dade. Assim sendo, a cada evolução tecnológica que surge e traz consigo uma maneira nova de se comunicar, um novo gênero apare- ce. Entendidos desse modo, os gêneros são práticas sociais, como, por exemplo: bilhetes, convites, telegramas, sedex, fichas de cadas- tro, e-mails, chats, debates, cheques, cartões diversos (postal, agrade- cimento, apresentação, natal, aniversário, outros), cartas, receitas culinárias, bula de remédio, artigos de jornal e revista, entrevistas, verbetes de dicionários e de enciclopédias, charges, propagandas, publicidades, quadrinhos, músicas, poemas, resumos, resenhas, en- saios científicos, crônicas, contos, livros em geral etc.
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A INCORPORAÇÃO DO CONCEITO DE GÊNERO NO DISCURSO DE ESTUDANTES DE LETRAS SOBRE O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

A INCORPORAÇÃO DO CONCEITO DE GÊNERO NO DISCURSO DE ESTUDANTES DE LETRAS SOBRE O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

Diante dos pressupostos apresentados nesta introdução, entendemos que os lugares do discurso ocupados pelo estudante de Letras e pelo professor de línguas são distintos, nos parecendo haver certa incomunicabilidade em seus discursos sobre o trabalho com os gêneros. Aqui nos interessam particularmente as formas de se falar sobre as mudanças trazidas por esse novo paradigma e seus reflexos nas práticas de sala de aula. Se, por um lado, temos um aluno de Letras que se encontra atrelado à teoria sociointeracionista e aos teóricos que dão ênfase à sua abordagem a partir do conceito de gênero em sala de aula, por outro lado temos um professor que se mostra também nessa produção escrita, um profissional que demonstra em seu discurso as dificuldades de implementação de novas teorias ou metodologias no ensino de língua materna. Em suma: partindo da premissa de um sujeito dividido entre as teorias a que adere e a sua transposição para a prática de ensino, encontramos um estudante que demonstra dificuldade em manter-se coerente. A partir dos estudos da AD, procuramos mostrar essa contradição, cujo efeito prático é a sensação de que os professores abandonam as posições manifestas em sua formação ao desocuparem o lugar de estudante de graduação e passarem a ocupar o de professor formado. Esta hipótese também justifica a análise da escrita universitária enquanto discurso, já que supomos que a relação entre posição teórica e ação de ensino não se dá diretamente, mas é mediada por diversos fatores materiais que condicionam o discurso e que se modificam quando o sujeito passa à posição de professor em exercício. Dentre esses condicionantes, interessam-nos o ethos, as formações imaginárias e as formações discursivas.
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A língua portuguesa no ensino médio

A língua portuguesa no ensino médio

Em todo esse processo, os alunos deverão ir percebendo, aos poucos, quanto a prática significativa da escrita (isto é, a escrita como uma atividade sociointeracional) é desafiadora e cativante: envolve, entre outras ações, adequar-se ao gênero, planejar o texto, organizar sua seqüência, articular suas partes, selecionar a variedade lingüística (mais ou menos formal), dialogar com os discursos que circulam socialmente. Além, é claro, de transitar pelos imensos recursos expressivos acumulados ao longo do incessante fazer histórico com a linguagem, realizando aí escolhas em vista das intenções, dos interlocutores e da construção de um modo personalizado de dizer (isto é, da construção de seu estilo) como parte do próprio processo de desenvolvimento da identidade.
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As relações de gênero nas experiências das professoras de Língua Portuguesa.

As relações de gênero nas experiências das professoras de Língua Portuguesa.

No entanto, no início da carreira, geralmente, não nos sentimos capazes de adotar uma postura que lide com a diversidade de situações, posto que “[...] o professor iniciante vivencia a complexidade e a imprevisibilidade da realidade de sala de aula [...] (LEONE; LEITE, 2011, p.280)”. Realmente, essa primeira vivência como professora de Letras foi bastante intensa e desafiadora, pois não bastava apenas ter um plano de aula, era preciso saber interagir com a turma, com os outros colegas de profissão, com os responsáveis pelos estudantes, ter a capacidade de improvisar quando algo não saía como o planejado, elaborar e corrigir provas, aprender a utilizar o livro didático, organizar pareceres sobre as avaliações para os conselhos de classe, entre tantas outras situações que foram difíceis, porém, extremamente significativas e produtivas para minha formação inicial. E em função de todas essas questões citadas, que ainda eram novas para mim, é que não ousei abordar em minhas aulas as relações de gênero. Essa fase inicial da carreira apresenta tantas e tantas situações novas, que logo no meu primeiro ano como professora de Ensino Médio não me senti apta o suficiente para levar tal discussão adiante, principalmente, porque eu ainda estava na fase de compreensão e reflexão sobre as interferências das relações de gênero na minha vida e na sociedade como um todo. Contudo, almejo, sinceramente, que na minha próxima oportunidade como docente, eu já esteja me sentindo confiante e com conhecimentos suficientes para abordar a temática das relações de gênero com meus futuros alunos e alunas.
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Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), na década de 90, os gêneros textuais se tornaram tema de debates no âmbito educacional e, a partir de então, começaram a ser considerados como ferramentas do Ensino da Língua Portuguesa. Diante desse contexto, os professores passaram a indagar sobre a natureza e aplicação desse novo conceito e, para atender algumas dessas indagações, neste artigo, apresentamos uma discussão sobre os gêneros textuais, com base nos estudos realizados por Bakhtin (1997), Marcuschi (2007, 2008), Bazerman (2005), entre outros. Enfatizando a sua relação com as atividades humanas, distinguindo gêneros e tipos textuais, analisamos também as considerações dos PCN em relação ao Ensino de Língua Portuguesa. Também apresentamos uma reflexão acerca do trabalho com gêneros jornalísticos, especificamente o artigo de opinião, o qual foi escolhido em razão da preocupação em relação às dificuldades enfrentadas pelos alunos no ensino Fundamental e Médio, em interpretar e produzir textos. Tendo em vista essa preocupação, procuramos investigar a importância da inserção na sala de aula, de gêneros textuais, propondo a utilização dos mesmos para melhorar o Ensino da Língua Portuguesa. Por fim, apresentamos, nesta pesquisa, propostas para que o trabalho com os gêneros textuais, entre eles, com o artigo de opinião, instigue e desenvolva, além da leitura e da escrita, a participação crítica do alunado.
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