Top PDF O gênero artigo de opinião no contexto do ensino sociointeracionista de língua materna: uma proposta didática

O gênero artigo de opinião no contexto do ensino sociointeracionista de língua materna: uma proposta  didática

O gênero artigo de opinião no contexto do ensino sociointeracionista de língua materna: uma proposta didática

O presente trabalho almeja em termos gerais desenvolver a prática da leitura e da escrita em sala de aula, haja vista que não é difícil reconhecermos a relevância que estas duas modalidades de ensino-aprendizagem assumem perante nossas vidas, pois é a partir da prática da leitura que se pode haver uma maior familiaridade com a escrita. Nesse sentido, preocupados com o modo como as concepções de leitura e escrita vêm sendo tratadas em sala de aula, especificamente com relação à leitura e à produção escrita do gênero artigo de opinião, surgiu o presente trabalho. Partindo destas inquietações, levantamos o seguinte questionamento: Como abordar o artigo de opinião em sala de aula de maneira a contribuir com o ensino de língua materna mais aproximado de uma concepção sociointeracionista? Diante desta problemática, este trabalho tem como finalidade propor uma sequência didática para turmas do ensino médio com ênfase em um estudo discursivo do gênero textual artigo de opinião, fazendo uma abordagem a respeito da temática bullying no contexto escolar, com o objetivo principal de apresentar subsídios de trabalho em sala de aula eficazes para a prática da leitura e possível meio de argumentação das ideias no processo de escrita dos alunos. Logo, propomos uma sequência didática a respeito da temática bullying inserida no gênero textual artigo de opinião em turmas do ensino médio. Justificamos nossa proposta da sequência didática por esta ser vista, de acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), como um conjunto de ações de suma importância em que o professor assume uma postura crítica no processo de ensino-aprendizagem; Já a escolha do gênero textual artigo de opinião se dá pelo fato de ser um importante instrumento de argumentação e escolhemos a temática
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Proposta didática para o ensino da (não) assunção da responsabilidade enunciativa no gênero de discurso artigo de opinião

Proposta didática para o ensino da (não) assunção da responsabilidade enunciativa no gênero de discurso artigo de opinião

Dessa maneira, como o artigo de opinião é um gênero que proporciona ao aluno refletir, expor suas ideias e convencer o outro sobre um determinado tema, serve de instrumento para formação do cidadão. Bräkling (2000, p.222) afirma que o contato do aluno com o artigo de opinião possibilita “vivenciar situações nas quais possa apropriar-se desse modo de olhar para o real, para organizar a sua ação para nele atuar, quer na direção de sua transformação ou não”, além de, contribuir no processo de formação do adolescente, principalmente, na (re)construção de sua identidade, pois provoca uma “re-significação de relações que as pessoas passam a estabelecer com o outro, com o mundo e consigo próprio”. Nessa direção, Rodrigues (2001, p. 218) afirma que “o artigo de opinião organiza-se com base no discurso argumentativo e possui grande relevância social, devendo, por isso, ser tomado como objeto de ensino e aprendizagem nas aulas de Língua Portuguesa”.
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A escrita do gênero artigo de opinião por alunos do ensino fundamental como denúncia contra violência doméstica

A escrita do gênero artigo de opinião por alunos do ensino fundamental como denúncia contra violência doméstica

Em razão de subsidiar, no contexto educacional de Língua Portuguesa, o desenvolvimento de um gênero a partir da função social e porque investiu em uma versão adaptada da sequência didática para minimizar dificuldades na competência escrita, principalmente no tocante ao gênero artigo de opinião, inferimos que os resultados foram produtivos pelos seguintes quesitos: pertinentes, ao inserir uma produção intermediária que dá mais tempo ao aluno para aprimorar seus conhecimentos e tempo ao professor para observar e planejar intervenções; desafiadores quando partiu do ação social, sem gênero pré- determinado, construindo um ambiente propício para a escrita que faz sentido; estimuladores quando deu voz e vez aos alunos para expor suas opiniões, sentimentos, argumentos e anseios a respeito do problema social da violência doméstica; mediadores, ao não definir em que esfera o gênero circularia, mas contribuindo para que o protagonismo dos jovens aflorasse e por consequência fosse valorizado dentro da escola e da comunidade.
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Open Produção do gênero artigo de opinião no ensino fundamental através de sequências didáticas

Open Produção do gênero artigo de opinião no ensino fundamental através de sequências didáticas

Esta dissertação trata de uma investigação, de caráter intervencionista e aplicada, que objetivou instrumentalizar alunos do 9º ano do ensino fundamental de uma escola pública do município de João Pessoa-PB, a fim de contribuir para que se tornem autores competentes e críticos de seus próprios textos, através de uma proposta de ensino de produção do gênero artigo de opinião, pautada pela abordagem das sequências didáticas A implementação desse procedimento levou em conta o contexto de produção e de recepção do referido gênero e enfocou, prioritariamente, suas características linguístico-discursivas, a partir de uma concepção processual da atividade de escrita. Nessa perspectiva, para realizarmos a nossa investigação, recorremos, principalmente, a Bakhtin (1986 [1977], 2011 [1992]) no tocante ao entendimento da natureza sociointeracionsita da linguagem e ao conceito de gênero textual/discursivo bem como a Dolz, Noverraz, (2004), no que diz respeito à proposta de sequência didática. Além de nos apropriarmos das contribuições de Antunes (2003,2006, 2009) e Passarelli (2004, 2012), voltadas para uma reflexão sobre o processo de ensino e aprendizagem da escrita no ambiente escolar. A análise realizada teve como base a própria produção textual dos alunos envolvidos na investigação. Nesse sentido, o corpus de análise foi constituído por 10 (dez) artigos de opinião produzidos pelos alunos, em duas versões: na sua primeira versão e na última, totalizando 20 textos. Na análise da produção inicial, detectamos problemas relacionados à estrutura do gênero em estudo, à informatividade e ao padrão culto da língua, os quais foram trabalhados, nos módulos/oficinas, etapa prevista na proposta de sequência didática. Após essa intervenção, seguiu-se a reescrita do texto inicial, cujas dificuldades foram, em grande parte, superadas. Os resultados obtidos permitem-nos afirmar que o procedimento didático-pedagógico que adotamos contribui para desenvolver a competência linguístico-discursiva dos alunos.
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Elementos articuladores em artigo de opinião: uma experiência com sequência didática no ensino médio

Elementos articuladores em artigo de opinião: uma experiência com sequência didática no ensino médio

Neste trabalho, analisamos os resultados da aplicação de uma sequência didática com artigo de opinião, proposta pela Olimpíada de Língua Portuguesa 2008, em uma turma de 3º ano do Ensino Médio, de uma escola da rede pública estadual de Minas Gerais. Procuramos responder à seguinte pergunta: até que ponto a utilização de uma sequência, com atividades sistematizadas de leitura e escrita, tendo por base as características de um gênero textual, pode contribuir para o desenvolvimento de capacidades do aluno como produtor de textos? Especificamente observamos as mudanças no uso de elementos articuladores em textos de opinião produzidos por alunos submetidos a uma sequência didática sobre o gênero artigo de opinião. A questão foi motivada por nossa experiência no magistério e pela observação de dados oficiais, segundo os quais grande parte dos alunos da rede pública que concluem o ensino médio não domina um conjunto de conhecimentos, habilidades e competências relacionados às atividades de leitura e escrita, compatíveis com seu período de escolaridade. A investigação orientou-se pelos estudos da Linguística Textual sobre texto e articulação textual, bem como pelas atuais tendências teórico-metodológicas, contempladas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1998) e nos Conteúdos Básicos Comuns (CBC 2005/2008) de Língua Portuguesa. Como metodologia, comparamos os textos produzidos pelo grupo A - grupo de controle (alunos que não participaram da Olimpíada de Língua Portuguesa-) com os textos inicias e finais do grupo B (alunos que participaram de uma sequência didática proposta como atividade da Olimpíada). Todos os textos foram submetidos a análises quantitativas e qualitativas, em que se examinaram os usos de elementos articuladores e os aspectos próprios do artigo de opinião. O cruzamento dos dados obtidos
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Open Produção textual: o gênero artigo de opinião através de sequências didáticas no ensino fundamental

Open Produção textual: o gênero artigo de opinião através de sequências didáticas no ensino fundamental

Esta pesquisa-ação surgiu da observação do rendimento cada vez menos satisfatório nas produções escritas dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, estadual, localizada no município de Pedras de Fogo – PB. Neste sentido, buscamos meios para amenizar tais problemas presentes em nosso contexto escolar. Alguns estudos têm mostrado novas formas e métodos para um ensino-aprendizagem mais eficaz da produção textual. Dessa maneira, o nosso objetivo é tornar os alunos produtores competentes de textos, a partir de uma proposta de ensino do gênero discursivo artigo de opinião através de sequências didáticas e temos ainda como objetivos específicos: produzir o gênero artigo de opinião considerando as características sociodiscursivas; desenvolver a capacidade ou a habilidade de argumentar dos alunos; trabalhar, junto aos alunos, os problemas verificados na correção dos seus textos. Assim, desenvolvemos esta pesquisa, tendo como fundamentação teórica as contribuições trazidas por Bakhtin (2003) sobre a concepção de gêneros, bem como as contribuições de outros pesquisadores, tais como: Cavalcante (2013), Geraldi (1996), Koch e Elias (2015) sobre a temática, e nossa proposta de intervenção baseou-se no esquema de sequência didática proposto por Dolz; Noverraz; Schneuwly (2004). O corpus da pesquisa foi composto pelas produções textuais iniciais e finais dos alunos, no caso seis (6) iniciais com mais seis (6) finais, totalizando doze (12) produções do gênero artigo de opinião. Com as produções iniciais, pudemos detectar algumas inadequações dos alunos no que concerne à estrutura, ao grau de informatividade e à adequação à norma culta da Língua Portuguesa, relacionadas à produção desse gênero discursivo e que foram trabalhadas durante a intervenção com a sequência didática. Após essa etapa, os alunos tiveram a oportunidade de reescrever os seus textos seguindo as orientações dadas pela professora, com o intuito de adequar os textos à estrutura de artigo de opinião descrita pelos autores supracitados. Por fim, ficou evidente a eficácia da implementação da sequência didática, que contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento de competências comunicativas dos alunos, mais especificamente no que se refere à produção escrita do gênero artigo de opinião.
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O gênero artigo de opinião no ensino fundamental: produção textual e atuação cidadã

O gênero artigo de opinião no ensino fundamental: produção textual e atuação cidadã

Em nossa experiência docente, temos observado dificuldades dos alunos de diferentes níveis no que diz respeito à reflexão e ao pensamento crítico frente a temas controversos de nossa sociedade. Nesse contexto, julgamos pertinente desenvolver um trabalho direcionado à argumentação no ensino básico. O objetivo geral dessa dissertação é contribuir para o desenvolvimento da competência argumentativa de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais, por meio de uma proposta de intervenção didática que desafie e motive os discentes a apresentarem, consistentemente, posicionamentos na escrita. Nesse sentido, analisamos produções textuais a partir de uma proposta do gênero artigo de opinião, no contexto de uma sequência didática desenvolvida em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais de uma escola estadual de Natal (RN). Para tanto, apoiamo- nos teoricamente na abordagem sociointerativa sobre as concepções de linguagem, de Geraldi et al. (2012); em discussões sobre produção de texto e ensino, de Bunzen e Mendonça (2006), Antunes (2003); na abordagem textual de Koch (2011) e textual-discursiva de Adam (2008), sobre argumentação e sequências argumentativas; em fundamentos sobre gêneros textuais/discursivos de Bakhtin (2011), Marcuschi (2002) e Schneuwly (2004); bem como em pressupostos sobre artigo de opinião de Brakling (2000), Rocha (2015) e nos modelos de sequência didática desenvolvida por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004). Trata-se de uma pesquisa nos moldes de uma pesquisa-ação de natureza qualitativa, que se desenvolveu com base na concepção de ensino-aprendizagem da escrita pautado em atividades de reescrita. Na análise, comparamos a versão inicial (VI) com a versão final (VF) dos textos produzidos. Os resultados apontam que o conhecimento em relação à organização do artigo de opinião como um gênero argumentativo, especificamente sobre estratégias e sequências argumentativas, foi significativo para a apropriação da situação de produção do gênero por parte dos alunos, os quais apresentaram posicionamentos mais claramente na versão final do artigo de opinião. Nesse contexto, vale destacar que os alunos envolvidos na pesquisa foram motivados a exercer um papel social de cidadãos através do trabalho de escrita do gênero artigo de opinião.
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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PARA O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA: ANÁLISE LINGUÍSTICA DE ASPECTOS VERBAIS EM ARTIGO ASSINADO

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PARA O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA: ANÁLISE LINGUÍSTICA DE ASPECTOS VERBAIS EM ARTIGO ASSINADO

Resumo: A articulação entre as práticas de linguagem no ensino de língua tem se mostrado um desafio no trabalho de elaboração didática dos conteúdos na disciplina de Língua Portuguesa. O estudo aqui apresentado é uma proposta de intervenção no ensino de língua materna, em turma de alunos do Ensino Fundamental II, com enfoque no gênero artigo assinado, incluindo análise linguística sobre aspectos verbais durante pelo menos um mês de trabalho em aulas regulares. Destacamos a importância da sistematização dos conteúdos, além do estudo das características discursivas e estruturais do gênero em questão. A proposta consiste em leitura/escuta de textos no gênero artigo assinado, encontrados em jornais e também em textos produzidos por alunos de mesmo nível escolar, seguida de análise linguística do fenômeno gramatical aspectos verbais e produção textual com posterior divulgação. Para tanto, buscamos fundamentação teórica em Antunes (2003), Menegassi (2003), Bortoni-Ricardo (2005), Mendonça (2005), Geraldi (2012), Bezerra & Reinaldo (2013), Castilho (2014), dentre outros. Esse artigo é um desdobramento do projeto de intervenção que constitui uma das produções realizadas na disciplina Estratégias do Trabalho Pedagógico com a Leitura e a Escrita, parte da grade curricular do Programa de Mestrado Profissional em Letras - Profletras.
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Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Por fim, o professor deve ter cuidado para que as aulas não se tornem apenas mais uma aula de redação, não se esquecendo de despertar no aluno o senso crítico e, dependendo do assunto presente no artigo, ele também pode ser utilizado em outras disciplinas. Outra consequência interessante é que o aluno ainda poderá se sentir incentivado à leitura de jornais, revistas e a analisar os textos discorridos em qualquer veículo de comunicação. E, assim, despertado o senso crítico dos estudantes, eles poderão perceber o poder da imprensa como formadora de opinião na sociedade.
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PRODUÇÃO ESCRITA NO ENSINO MÉDIO: A APROPRIAÇÃO DAS CAPACIDADES DE LINGUAGEM NO TRABALHO COM O GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO

PRODUÇÃO ESCRITA NO ENSINO MÉDIO: A APROPRIAÇÃO DAS CAPACIDADES DE LINGUAGEM NO TRABALHO COM O GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO

Este trabalho objetiva investigar as capacidades de linguagem do gênero textual, artigo de opinião, trabalhadas durante o desenvolvimento de atividades com alunos do Ensino Médio para compreender se e como os alunos se apropriam, ou não, das capacidades enunciativas, discursivas e linguístico-discursivas no trabalho como esse gênero. Sua fundamentação teórica encontra-se nos conceitos que circulam na Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural (VYGOTSKY, 1934; LEONTIEV, 1977; ENGESTRÖM, 1999; LIBERALI, 2009) que leva em consideração os contextos em que os sujeitos estão inseridos e suas implicações no processo de ensino- aprendizagem e desenvolvimento; nos conceitos de linguagem e de gêneros (BAKHTIN/VOLOSHINOV, 1929/2006) e de ensino de gêneros textuais (DOLZ, NOVERRAZ E SCHNEUWLY, 2004), com um foco no ensino do gênero artigo de opinião. A metodologia se enquadra na Pesquisa Crítica de Colaboração (MAGALHÃES, 2007), porque se organiza para proporcionar uma transformação crítica aos envolvidos na pesquisa. Está inserida na Linguística Aplicada crítica por buscar romper barreiras de conceitos estanques de ensino-aprendizagem, como discutido por Pennycook (2006) e Moita Lopes (2006). A produção e coleta dos dados teve lugar numa escola particular da Zona Norte de São Paulo, durante as aulas de Laboratório de Produção de Texto, no 2º ano do Ensino Médio. Levando em consideração as interações em sala de aula e a produção de 2 alunos focais no desenrolar das atividades para produção de um artigo de opinião, a pesquisa descreve e discute como as capacidades enunciativas, discursivas e linguístico-discursivas aparecem nas atividades de sala de aula e como são explicitadas nas produções dos alunos focais. Para tal, a análise dos dados será baseada no quadro de conceitos enunciativos, linguísticos, e linguístico-discursivo como pontuados por Dolz e Schneuwly (2004) e pela articulação discursiva discutida por Liberali (2013). Focará tanto nas produções dos alunos focais, como no discurso de sala de aula. A análise interpretação dos dados aponta que as capacidades de linguagem não foram contempladas por completo nas discussões em sala de aula, mas aparecem nas discussões em grupos, apesar de não serem exploradas, porém, na correção entre os alunos as capacidades são contempladas e revistas nas novas produções.
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O gênero discursivo artigo de opinião em práticas de letramento escolar

O gênero discursivo artigo de opinião em práticas de letramento escolar

Iniciamos a descrição dos perfis reais feitos a partir da adesão dos discentes voluntários, embora os nomes sejam irreais. O motivo de traçar esses perfis é para que o leitor possa ter ideia da heterogeneidade presente na sala de aula de uma escola regular, espaço este onde não há seleção para o alunado, qualquer pessoa pode ter acesso. Alexandre é um rapaz esforçado, porém gosta muito de conversar e por vezes é chamado a atenção pela docente, no entanto, participa das aulas, responde a algumas perguntas oralmente, partilhando seu conhecimento. Discute muitas vezes com os colegas e a docente precisa intervir. Betina é tímida, não lê em voz alta, é esforçada e sempre faz suas tarefas. Às vezes, deixa-se influenciar negativamente pelas colegas. Catarina falta de vez em quando a aula, no entanto costuma fazer seus deveres. Lê pouco e não escreve de acordo com a norma culta, demonstra muitas dificuldades em se expressar oralmente e na escrita em um nível que esse espera de uma aluna de nono ano. Davi se destaca entre os colegas por ser muito sério e comprometido com os estudos, porém é muito tímido, pouco fala na sala, mas corresponde bem quando solicitado oralmente a expressar uma opinião ou resposta para alguma pergunta.
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ADRIANA SANTOS DE OLIVEIRA O TRATAMENTO (DIDÁTICO) DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO EM DIFERENTES LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

ADRIANA SANTOS DE OLIVEIRA O TRATAMENTO (DIDÁTICO) DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO EM DIFERENTES LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

O assunto norteador da proposta didática, novamente virá à tona, nesse módulo, pois, semanalmente, a turma discutirá um texto, não necessariamente do gênero em estudo na proposta didática, que aborde questões relacionadas ao assunto racismo. Além de fomentar novas discussões relacionadas à questão polêmica - O Brasil é um país racista?, as atividades virtuais oportunizarão a produção de “tarefas simplificadas de produção de textos” (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004, p. 89). Essas tarefas são assim denominadas porque permitem que os alunos se concentrem num determinado aspecto da produção textual; no caso específico das atividades do Módulo 3, na produção de sequências linguísticas argumentativas simples. Explicando melhor, as atividades propostas, no Módulo 3, objetivam a produção, pelos alunos, de comentários opinativos acerca de textos publicados semanalmente no blog. Como os textos opinativos eventualmente serão lidos e comentados por visitantes em geral, membros ou não da comunidade escolar, a turma lidará com posições diversas, e até mesmo contrárias, às publicadas, que serão oportunas na medida em que os alunos poderão, não só sustentar suas posições, mas também refutar as dos eventuais interlocutores, desenvolvendo, assim, estratégias contra-argumentativas. À medida que os textos opinativos forem postados, tanto da turma quanto dos visitantes, o professor, por meio do recurso de gerenciamento dos comentários (moderação) no blog, poderá trabalhar com os alunos, se necessário, questões relacionadas à discursividade argumentativa e microestrutura textual, antes de ser liberada a publicação deles na página.
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O trabalho do professor na aquisição da escrita do artigo de opinião: o caso da sequência didática

O trabalho do professor na aquisição da escrita do artigo de opinião: o caso da sequência didática

Com a primeira entrevista, antes da primeira fase do trabalho em sala de aula, visamos, por um lado, caracterizar os professores-colaboradores, através da obtenção de determinados dados pessoais e profissionais, e, por outro, ouvi-los a respeito da organização do seu trabalho didático em termos do ensino da produção escrita (ano letivo de 2005/2006), bem como, ainda, conhecer como decorre, habitualmente, se fosse esse o caso, o ensino da produção da escrita do artigo de opinião (concernente, também, ao ano letivo de 2005/2006) e a planificação didática a levar a cabo na primeira fase da pesquisa empírica e a respetiva justificação. Por seu turno, a terceira entrevista, que correspondeu à entrevista antes da segunda fase de trabalho em sala de aula, tinha como objetivos não somente de aceder à reação dos professores-colaboradores em relação ao procedimento, em si mesmo, da sequência didática e aos materiais propriamente ditos que lhes haviam sido entregues pela investigadora, como também conhecer a planificação construída por cada professor para o ensino da produção da escrita do artigo de opinião com/a partir da sequência didática facultada. Em relação à segunda e à quarta entrevistas, realizadas após cada uma das duas fases de trabalho em sala de aula, cumpre referir que, com elas, se almejou conhecer a reação dos professores-colaboradores a cada uma das fases, efetuando-se um primeiro balanço. Sublinhe-se que a entrevista que incluía o visionamento de excertos fílmicos previamente selecionados pela investigadora visava, grosso modo, conhecer a reação dos professores à observação dos próprios segmentos fílmicos escolhidos.
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Proposta didática para o ensino da responsabilidade enunciativa no gênero discursivo crônica

Proposta didática para o ensino da responsabilidade enunciativa no gênero discursivo crônica

assunção (ou não) pelo dizer por parte do locutor do texto, conforme destacam Adam (2011) e Gomes (2014). O texto, então, passa a ser explorado, a partir de sua materialidade discursiva, considerando-se o estudo de determinados níveis ou planos de análise propostos por Adam (2011). Nesta pesquisa, detemo-nos no nível sete da enunciação de Adam (2011), o qual se propõe a estudar o fenômeno da responsabilidade enunciativa no gênero discursivo crônica. Assim, foi nosso objetivo verificar como se manifesta o referido fenômeno no gênero discursivo crônica, tomando como objeto de análise quatro crônicas escolhidas da coleção “Para gostar de Ler”, do ano de 2003. Do ponto de vista teórico, amparamo-nos em autores como Adam (2011), Gomes (2014), Lourenço (2015), Marcuschi (2008), Koch (2014), Fávero e Koch (2012), Koch e Travaglia (2015), Mussalim e Bentes (2010), Rodrigues, Passeggi e Silva Neto (2010), entre outros. No enfoque metodológico, nossa investigação apresenta dois momentos: o primeiro, refere-se à análise do fenômeno da responsabilidade enunciativa no gênero discursivo escolhido; o segundo, à elaboração de uma sequência didática, considerando os pressupostos básicos da responsabilidade enunciativa na construção do propósito argumentativo do produtor do gênero crônica. Em relação ao primeiro momento, percebemos que o produtor do texto assume (ou não) a responsabilidade enunciativa pelo dizer com vistas à realização de seu propósito argumentativo. Nesse sentido, considerando que há uma grande heterogeneidade de PDV no gênero discursivo em estudo, encontramos nas 4 crônicas analisadas, 93 ocorrências de marcas de (não) responsabilidade enunciativa. Assim, em “Carta ao Prefeito”, de Rubem Braga, primeira crônica analisada, o PDV do locutor pode ser percebido nas marcas
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O gênero crônica no livro didático: quais as implicações no ensino de língua materna?

O gênero crônica no livro didático: quais as implicações no ensino de língua materna?

Muito se tem falado sobre os gêneros textuais e discursivos, sobretudo, defendendo a utilização deles em sala de aula, de modo a priorizar o trabalho com o texto. Nesse sentido, o conteúdo abordado no presente artigo, visa estabelecer conceitos acerca dos gêneros textuais e sua funcionalidade, para que seja possível analisar se eles estão sendo trabalhado na prática do ensino de maneira eficaz, cumprindo seu papel de formador de cidadãos. Utilizamos como base para melhor atender aos objetivos dessa pesquisa, o tratamento oferecido ao gênero crônica no livro didático de língua portuguesa, verificando se as atividades propostas condizem com as orientações teórico-metodológicas atuais. Para tanto, baseamo-nos nos seguintes aportes teóricos: Fiorin (2008), Marcuschi (2003), Bakhtin (2000), Barbosa (2000), Travaglia (2005), Schneuwly e Dolz (2004), entre outros, os quais desenvolvem suas pesquisas tendo o gênero textual como objeto de ensino, evidenciando a maneira mais adequada de utilizá-lo em sala de aula. A partir de tais contribuições, analisamos o espaço e o tratamento oferecidos pelo livro didático de língua portuguesa, destinado ao oitavo ano do ensino fundamental, ao gênero textual crônica, a fim de constatarmos se o mesmo está de acordo com as propostas indicadas pelos pesquisadores supracitados, para posteriormente podermos questionar e fazer algumas considerações acerca das orientações oferecidas pelo material didático disponibilizado aos docentes e discentes. Verificamos, ao fim, que as principais implicações no ensino de língua materna estão voltadas para a formação de cidadãos capazes de se comunicar e produzir conhecimento, nas diversas instâncias de sua vida. Por isso o ensino a partir dos gêneros se torna tão interessante, todavia, percebemos que ainda há certa deficiência na prática docente e também nas atividades propostas pelo livro didático, quando essa temática passa a ser abordada.
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Concepção dialógica de língua(gem) e multiletramentos: uma proposta didática com o gênero infográfico hipermidiático

Concepção dialógica de língua(gem) e multiletramentos: uma proposta didática com o gênero infográfico hipermidiático

Rafael Vitória Alves * Neiva Maria Jung ** Neil Franco *** Resumo: Considerando os preceitos da recente Base Nacional Comum Curricular, que orienta o reconhecimento e a utilização das práticas e dos gêneros oriundos do meio digital nos ambientes escolares, este artigo visou ao desenvolvimento de uma proposta didática para o Ensino Médio, estruturada metodologicamente pela perspectiva dos multiletramentos, analisando como essa pode estar ancorada na concepção dialógica de língua(gem) elaborada pelo Círculo de Bakhtin. Nesse sentido, tomamos como objeto um exemplar do gênero discursivo infográfico hipermidiático intitulado “Reforma da Previdência”, considerando seus elementos constituintes e suas manifestações no campo da atividade humana do (web)jornalismo, para servir de base para uma proposta que é organizada pelos movimentos didático-pedagógicos provenientes dos multiletramentos: experienciação, conceitualização, análise e aplicação. A pesquisa se inscreve nas Ciências Humanas e nos contornos da Linguística Aplicada. Como resultados, apresentamos que a proposta possibilitou o reconhecimento das características do gênero, também, das vozes sociais, valorações e ideologias presentes do enunciado, gerando atitudes responsivas em relação ao tema, o que poderá contribuir com o olhar crítico dos estudantes para as questões sociais. Tendo isso em vista, intencionamos fornecer aporte teórico-metodológico a professores, a fim de auxiliar suas práticas pedagógicas, contribuindo, dessa maneira, com a entrada dos gêneros discursivos digitais/hipermidiáticos em sala de aula.
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O valor argumentativo da oração relativa no discurso : uma proposta para o ensino de língua materna

O valor argumentativo da oração relativa no discurso : uma proposta para o ensino de língua materna

Entendemos a mudança proposta pelos PCNs ao ensino de língua sob dois enfoques: um positivo e outro negativo. Quanto ao primeiro, a flexibilidade na escolha do conteúdo (do saber) e do modo de abordá-lo pode ser positiva, pois dá liberdade para que o professor adeqúe o ensino de língua conforme as necessidades e os interesses apresentados pelo aluno, dando ênfase a questões que considera primordiais (leitura, produção, debate, interpretação, metalinguagem...). Essa opção resolve o antigo problema de que havia muito conteúdo gramatical no programa, restando pouco tempo à prática de leitura e de produção textual. Por outro lado, tal liberdade aumenta a responsabilidade do professor, já que é ele, juntamente com sua equipe escolar, que organizará o que e como estudar. Então nos perguntamos, estão os professores de EF e EM preparados para essa postura? Possuem domínio das teorias lingüísticas, pedagógicas e psicológicas necessárias a esse empreendimento? Além disso, os livros didáticos são produzidos sob essa nova concepção de língua e de linguagem abordada pelos PCNs? E as universidades estão preparando os futuros professores de língua para lidar com esse modo de ver e de trabalhar a língua materna? Questões que serão abordadas ao longo de nosso estudo, principalmente nos capítulos 3 e 4, quando abordamos aspectos referentes à gramática e à TD.
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Análise dos movimentos retóricos no gênero tira: contribuições para o ensino de língua materna/portuguesa

Análise dos movimentos retóricos no gênero tira: contribuições para o ensino de língua materna/portuguesa

Este artigo é fruto de alguns resultados iniciais do Projeto de Pesquisa e de Inicia- ção Científica (IC): Produção textual de gê- neros discursivos no ensino fundamental por meio do modelo didático de consciência crítica de gêneros 1 , com o qual desenvol- vemos um estudo acerca do ensino de gê- neros em uma turma de 9º ano de uma es- cola pública da rede estadual da cidade de Macapá-AP. Embasando-nos em pressupos- tos teóricos e metodológicos do trabalho com ensino de gêneros na abordagem so- ciorretórica e na concepção de gênero com ação social ou fatos sociais (MILLER, 1984; BAZERMAN, 1994, 2005; SWALES, 1990), buscamos discutir de que modo essas con- cepções podem contribuir no trabalho com ensino de língua portuguesa que considere não apenas aspectos linguístico-textuais dos gêneros, mas que também permita ao aluno o reconhecimento de que os gêneros são eventos comunicativos em que ocorre a utilização da língua, numa determinada si- tuação de discurso, envolvendo uma série de fatores sociais (BAZERMAN, 2005).
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Manual do professor : constituição do gênero, recepção e reflexos no ensino e aprendizado de língua materna

Manual do professor : constituição do gênero, recepção e reflexos no ensino e aprendizado de língua materna

12 Recentemente, flagramo-nos, mais uma vez, a experimentar o doce sabor do entusiasmo, oportunizado pelo conhecimento de perto da atuação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 1 , que intervém, contundentemente, na produção, avaliação e distribuição de livros didáticos. Acreditamos que o PNLD desempenha um importante trabalho no sentido de imprimir qualidade às obras que contribuem, na atualidade, para a formação de nossos estudantes do Ensino Fundamental. Como a escola tem respondido a isso? Uma vez que as propostas de mudanças iniciaram-se pelo ensino fundamental, nosso interesse em realizar a pesquisa sobre esse nível de escolarização justifica-se pelo fato de acreditarmos que, ao focalizarmos a análise nas séries iniciais de formação, temos mais oportunidade de entrever possíveis efeitos de transformações. Pensamos que, conquanto não possamos dar conta por completo de questionamento dessa magnitude, nos é possível, ao menos, abarcar uma pequena parte dele. A nossa participação relativamente longa em variados espaços vinculados ao ensino e aprendizado da língua materna e a nossa constante problematização de aspectos pertinentes tanto ao componente curricular Língua Portuguesa, quanto às ações políticas e pedagógicas voltadas para esse ensino e aprendizado, acabaram por constituir o objeto do trabalho que ora apresentamos. Desse modo, a nossa reflexão volta-se tanto para a observância da manutenção de aspectos do modelo anterior, como para mudanças (no sentido de ampliação e desenvolvimento) por que passou e vem passando o manual do professor de Língua Portuguesa (nome atribuído na atualidade ao antigo “livro do professor”, o qual se compõe do livro do aluno, ou livro didático, mais um encarte ou apêndice dirigido ao professor), bem como a recepção desse material por parte de professoras de uma escola pública, buscando entrever como tal mudança e recepção contribuem para o ensino e aprendizado do português, em turmas de primeiro ao quinto ano, ou primeiro segmento, do Ensino Fundamental, na escola junto a qual desenvolvemos a pesquisa.
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									O ENSINO DE FRAÇÃO POR MEIO DO TANGRAM: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

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Diante da grande dificuldade dos alunos aprenderem este conteúdo e dos professores em ensiná-lo, esperamos que a sequência didática com o auxílio do Tangram como material concreto manipulável auxilie tanto alunos quanto professores no ensino e aprendizado de frações, pois este MD permite que os alunos entendam o conceito de maneira concreta e palpável, corroborando com Lorenzato (2006) ao afirmar que para que o aluno entenda os conteúdos abstratos temos que partir do concreto. Além do mais, a utilização deste MD é viável devido a sua facilidade de produção em sala de aula, visto que é preciso apenas de folha de papel A4, tesoura e lápis colorido para sua construção.
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