Top PDF Gênero, Participação Política e Novas Sociabilidades da Juventude

Gênero, Participação Política e Novas Sociabilidades da Juventude

Gênero, Participação Política e Novas Sociabilidades da Juventude

Como muito bem se sabe, o androcentrismo ainda predomina em nossa sociedade de modo que a superiori- dade é designada ao homem em detrimento da mulher. E esse pensamento não é algo recente, muito pelo contrário, é um ideário histórico que estigmatiza a mulher desde muitos séculos atrás. Entretanto, como muitas falas descritas nesse texto apontam, houve uma mudança no sentido da partici- pação da mulher na vida social. Tais discursos descreveram a inserção de mulheres em espaços antigamente destinados exclusivamente aos homens; lembra, ainda, da participação político-partidária das mulheres, o que denota o entendi- mento de que há mudanças visíveis na concepção de mulher. Interessante apontarmos que a própria política possibi- lita aos cidadãos e cidadãs fascinação ou rejeição. A rejeição pode ter várias explicações e dentre elas a ideia de que polí- ticos são todos iguais e corruptos, que discutir política é um assunto desinteressante, que os cidadãos comuns também não fazem nada, etc. Porém, nos discursos dos/as jovens entrevistados/as foi possível perceber significados abrangen- tes das práticas políticas quando falaram da participação política, principalmente, das mulheres, desvinculando-as da política meramente partidária.
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Gênero e participação política partidária: a percepção de jovens mulheres dos setores de juventude e/ou de mulheres dos partidos políticos de João Pessoa e Campina Grande-PB

Gênero e participação política partidária: a percepção de jovens mulheres dos setores de juventude e/ou de mulheres dos partidos políticos de João Pessoa e Campina Grande-PB

A presença das mulheres nos espaços de participação político-partidária é um elemento que desperta interesse para o estudo sobre a representação nesses espaços, os quais vêm sendo historicamente ocupados majoritariamente por homens. Com base nisto nos inclinamos a analisar como mulheres jovens, entre 15 e 29 anos, integrantes dos setores de juventude e de mulheres de partidos políticos da Paraíba, percebem a participação político-partidária de homens e mulheres na sociedade brasileira. O trabalho apresenta parte dos resultados finais do projeto de pesquisa “Gênero, Participação Política e Mulheres Jovens”, financiado pelo CNPq/PIBIC cota 2011/2012. Trata-se de pesquisa documental e analítica descritiva, com amostra constituída pelas mulheres jovens inseridas nos setores de mulheres e/ou juventude dos partidos políticos que possuíam representação parlamentar na câmara de vereadores e dos partidos do campo da esquerda sem representação na citada casa legislativa. O recorte temporal da pesquisa foi de 08 de fevereiro de 2012 a 13 de julho do mesmo ano, tendo como campo empírico os municípios de Campina Grande e João Pessoa. A coleta de dados se processou em dois momentos: 1º) aplicação de formulários junto aos/às dirigentes dos partidos e coordenadores/as dos setores de juventude e/ou de mulheres; 2º) realização de entrevistas semi-estruturadas com mulheres jovens participantes de tais setores. Foram pesquisados vinte e oito partidos nos dois municípios, nos quais encontramos onze mulheres jovens. Procedemos à análise de dados através da estatística descritiva e da análise de conteúdo. Os resultados apontaram, de acordo com a percepção das jovens, a baixa participação e inserção das mulheres nos partidos políticos enquanto a dos homens como algo ainda de maior representatividade.
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Juventude e participação política: analisando a práxis dos movimentos sociais de juventude

Juventude e participação política: analisando a práxis dos movimentos sociais de juventude

Outro ponto que merece esclarecimento se refere à ideia de que o Estado Moderno é capitalista. Nesse sentido, o Estado é capitalista porque sua gênese tem imbricações diretas não só com o desenvolvimento do capitalismo, mas principalmente, a sua existência e atuação são condições para a própria reprodução do capital. Como salienta Mascaro (1976), existe uma ligação intrínseca entre ambos e não necessariamente porque o aparelho estatal foi capturado pela burguesia, mas sim – muito mais – por razões que são estruturais. Mais uma vez, ressaltamos que a legitimidade do poder do Estado é tensionada, o tempo todo, pela luta dos diferentes interesses que existem na sociedade cindida em classes. Nesse sentido, como aponta Mascaro (1976): “a luta de classes é tanto o seio no qual brota a forma política quanto o alvo da própria institucionalização estatal” (p. 60), ou seja, o Estado é o exemplo emblemático da luta de classes, na medida em que reconstitui e é reconstituído por esta. Quando dizemos que existe um tensionamento entre as classes que repercute no Estado, também estamos chamando a atenção para o fato de que o mesmo tem que ser visto como uma (super)estrutura complexa, que não se limita a aspectos instrumentais, pelo contrário, ele é perpassado e perpassa todas as relações sociais. Por isso, o Estado está inserido em redes diversas, como quando pensamos em sistemas culturais incorporados ou que fazem parte do próprio desenvolvimento das sociedades, como o machismo, racismo, etc. Vamos citar dois exemplos para que as ligações possam ser visualizadas: Mascaro (1976) vai apontar que ao criminalizar o racismo que é explícito, o Estado legitima o preconceito implícito, da mesma forma, ao conceber a manutenção de papéis sociais direcionados à mulheres e homens – cabendo a primeira a tarefa de protetora do núcleo familiar e responsável pela reprodução do companheiro – o Estado capitalista reforça a lógica patriarcal das relações de gênero.
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Juventude e Participação: Perfil e Debate

Juventude e Participação: Perfil e Debate

De fato o tema participação política quando referido a juventudes mescla o racional/instrumental com o racional/emocional, questionando fronteiras formais e pedindo perspectiva dialética que decole da condição, da materialidade de vida e de culturas juvenis, em que pese a simplificação desses termos, já que em particular em paises estruturados por desigualdades de classes sociais e de múltiplos sistemas modelados por subalternidades, como de gênero, raça e geração, entre outros, há que mais qualificar a relação entre universais do ser jovem e a produção de uma juventude pelo mercado, pelos meios de comunicação e pelo Estado. Há que também ter presente que estes são tempos
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Um enfoque de gênero na política urbana - experiências de participação feminina no Recife

Um enfoque de gênero na política urbana - experiências de participação feminina no Recife

[...] Projeto vai mudar a cara de duas favelas- Sítio Grande e Dancing Days. O vigilante José Aluísio mora há mais de um ano com a esposa, Maria José e três filhos, em Sítio Grande, em situação bastante precária. Quando a maré está cheia, eles mal conseguem sair de casa. Não há esgotamento sanitário, poucas ruas são asfaltadas, e o lixo se acumula em torno do mangue. O programa previsto para ser concluído em 2 anos, vai custar R$ 8,8 milhões e deve beneficiar três mil famílias. O projeto prevê também a construção de um núcleo de educação profissionalizante, uma cooperativa de serviços automotivos, uma creche e uma unidade de triagem e coleta seletiva de lixo. “Tudo foi pensado a partir do que os moradores sugeriram”, diz o presidente da Emhape. O projeto recebeu o Selo de Mérito 2000, concedido pela Associação Brasileira de Cohabs. Ao todo, serão construídas 631 novas casas, cada uma com 30 metros quadrados. Outras 307 terão novos banheiros, pois foi constatado que 42% das habitações não possuem sanitário individual, e 37% delas não têm ligação domiciliar de água. “As casas serão construídas por meio do Banco de Materiais de Construção, desenvolvido pela Emhape. O projeto prevê, ainda, a regularização da posse da terra para os moradores.
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Juventude e Gênero nos Movimentos Socias do Brasil e Portugal

Juventude e Gênero nos Movimentos Socias do Brasil e Portugal

Ao perguntar sobre o significado político e social de sua participação, as respostas por diversos caminhos apresentam um discurso sobre a potência do coletivo que converge para um mesmo desejo – construir uma nova sociedade. A participação no movimento social tem sido uma grande oportunidade formação política e pessoal. Isso porque ela muda consideravelmente nosso modo de ver o mundo e de nos vermos também, de nos posicionarmos quanto às questões sociais que nos cercam. O sentimento de coletividade desperta sem que percebamos (Entrevistado da Parada Gay, BR). Enquanto jovem mulher, ser parte, e direção do movimento sindical tem um significado político e social profundo. Essa transformação não será dada apenas por ações individuais, e sim com muita luta e organização das mulheres. É por isso que atuamos enquanto coletivo, enquanto movimento de mulheres (Entrevistada da CUT).
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Novas sociabilidades e protagonismo juvenis : a escola vista no ciberespaço

Novas sociabilidades e protagonismo juvenis : a escola vista no ciberespaço

Banaji e Buckingham (2012) ao abordarem uma possível apatia política em relação à participação política e o exercício da cidadania de jovens europeus, entre 15 e 25 anos, assinalam que para esse público a atuação cívica ocorre por outros canais de comunicação, meios alternativos e nem sempre tradicionais, com especial destaque para a Internet, devido ao seu alcance e receptividade entre eles. Porém, os autores destacam que não se pode inferir que uma vez conectado o jovem fatalmente será mais engajado. Na verdade, a reflexão que se deve exercitar é como a Internet pode se envolver com outros movimentos dentro da sociedade ou como esses movimentos poderiam fazer uso desse canal para promover as mudanças que acreditam ser necessárias. Assim, torna-se evidente que não é pertinente pensar a tecnologia como elemento determinante, mas sim como parte de uma teia de processos sociais e culturais em constante revisão.
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Juventude urbana e redes sociais em Moçambique: a participação política dos conectados desamparados

Juventude urbana e redes sociais em Moçambique: a participação política dos conectados desamparados

Enquanto isso, Mabi e Theviot (2014, p. 5), afirmam que “a multiplicação de dispo- sitivos participativos mobilizando ferramentas digitais atraiu rapidamente o interesse de pesquisadores, produzindo uma importante literatura sobre a relação entre a internet e a política, particularmente em termos de participação cívica”. Esta afirmação pode sugerir que os novos media reduzem a distância entre os líderes políticos e os seus eleitores, e é por essa razão que em Moçambique, regista-se uma tendência de adoptar novas tecnologias para se comunicar com os cidadãos. Ao nível mais alto da política moçam- bicana, um exemplo notável foi a decisão de Julho de 2017 do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, em abrir um espaço na sua página do Facebook para inte- ragir com os usuários com o formato de perguntas e respostas, um exercício visto como forma de captar as sensibilidades da juventude naquele espaço.
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Participação política e juventude: do mal-estar à responsabilização frente ao destino comum.

Participação política e juventude: do mal-estar à responsabilização frente ao destino comum.

desse todo maior apóia-se na construção dos la- ços sociais, derivados não da semelhança entre iguais, nem tampouco das afinidades de parentes- co ou afetivas, mas da identificação com objeti- vos considerados coletivamente como importan- tes. Para o jovem, “sair de casa”, no sentido de assumir-se como integrante da polis ou da nação, significa entender-se como “tendo a ver” com o estado de coisas ao seu redor e interpelado a res- ponsabilizar-se por elas. Pertencimento e responsabilização imbricam-se e constituem as- pectos subjetivos primordiais no processo de as- sumir-se como membro de uma sociedade, seja ela qual for. Nesse processo, uma dupla passa- gem é necessária: uma que se dá por meio de no- vas identificações com objetivos coletivamente ge- rados (MOUFFE, 1993), outra que se realiza por meio do engajamento concreto do indivíduo em ações e movimentos com os outros, propiciando novas determinações e fluxos dentro da sociedade. O artigo analisa a relação entre juventude e política no contemporâneo, tendo como foco de discussão o processo de subjetivação política, que implica a construção do pertencimento à coletividade e a responsabilização pela vida em comum. As possibilidades de ação engajada e seu sentido político são discutidos frente às aparentes inércia e apatia dos jovens de hoje em relação à política. Um estudo empírico qualitativo com cerca de 25 jovens é apresentado, baseado em entrevistas realizadas tanto com jovens militantes de organizações estudantis e partidos políticos como com aqueles que se engajam no trabalho social voluntário. Na análise, evidenciam-se convergências e divergências entre os dois grupos nos sentidos e objetivos da ação engajada e das formas convencionais de militância. Discutem-se as relações entre as trajetórias desses jovens e o abraçamento de determinadas “causas” que os mobilizam para a ação e a participação na sociedade. Os dois grupos relatam impasses e dificuldades inerentes às escolhas de seus modos de agir e participar: seja por força de buscarem uma eficácia da ação e evitar seus percalços ao submetê-la ao enquadramento da política institucionalizada; seja por força das concessões que se vêem fazendo aos princípios e ideais partidários, distanciando a ação de seu fundamento. Tais dificuldades remetem à distinção entre a política e o político, tendo em vista que a forma institucionalizada de fazer política hoje parece não dar mais conta das demandas da vida em comum; por outro lado, as novas formas de participação política podem insular-se nas ações pontuais. Conclui-se que, para os jovens entrevistados, as formas de participação e de engajamento social enveredam por caminhos diversos, sejam os da política institucional, sejam os da ação militante no trabalho social voluntário; embora o sentido político das ações nem sempre seja explicitamente admitido, as formas convencionais da ação política permanecem em tensão com outras escolhas de engajamento e de participação na sociedade.
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Juventude em pauta : o processo de construção da política  pública de juventude em Sergipe

Juventude em pauta : o processo de construção da política pública de juventude em Sergipe

É necessário apontarmos os fatores que motivaram à construção desta pesquisa: primeiro, os estudos realizados, anteriormente, como a elaboração do Trabalho de conclusão de Curso intitulado “Um olhar sobre as políticas de Juventude em Sergipe: PROJOVEM –Aracaju (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) e a experiência do estágio curricular que foi sintetizada no Relatório Geral “ Juventude Alicerce do Futuro” ambos em 2006 possibilitou os primeiros contatos com a temática e a descobertas de novas problemáticas como a escassez de literatura em Sergipe acerca do assunto, a construção incipiente da Política Nacional de Juventude sobre a perspectiva da participação dos jovens; segundo, a participação na I Conferência Estadual e Nacional de juventude, na qual foi possível observar a inovação da metodologia que permitiu descentralizar e ampliar a participação de diversos segmentos juvenis, tanto em Sergipe, como no Brasil; Terceiro, a grande adesão dos jovens durante o processo dessa Conferência, o que despertou a curiosidade de procurarmos compreender como vem se dando a construção da política pública de juventude em Sergipe.
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A dimensão política do coco e a participação da juventude no portão gelo e Guadalupe

A dimensão política do coco e a participação da juventude no portão gelo e Guadalupe

Como afirmam Munanga e Gomes (2006, p. 153) “por meio [...] das intervenções estéticas no corpo e, sobretudo, nos cabelos, os negros recriaram tradições, inventaram novos símbolos, guardaram a memória ancestral e as ensinaram às novas gerações”. Este elemento se destaca por se referir à relação entre essa juventude inserida em grupos de coco e a questão da estética, visto que eles chamam a atenção pelo vestuário, que é composto por cabelos trançados de estilo black power ou rastafári, pela utilização de roupas com estampas floridas e coloridas, colares de contas e/ou de santo, itens de artesanato, chinelos de couro. Nesse sentido, esses elementos chamam atenção por construírem uma estética que ao mesmo tempo demarca uma forma de posicionamento.
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IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA PARTICIPAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA DA JUVENTUDE URBANA DE SÃO PAULO DOUTORADO EM PSICOLOGIA SOCIAL

IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA PARTICIPAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA DA JUVENTUDE URBANA DE SÃO PAULO DOUTORADO EM PSICOLOGIA SOCIAL

Apoiada pela Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES), a pesquisadora obteve uma bolsa e reuniu-se por três meses com a equipe sueca, tendo como co-orientador o Prof. Dr. Erik Amna. Durante a ocasião, participou ainda de oficina sobre métodos de investigação sobre Participação Política, intitulado The Development of Political Interest and Political Participation, em dezembro de 2014, com a presença de especialistas e referências do estudo ora apresentado, os professores doutores Constance Flanagan e Michael Xenos, da Universidade de Wisconsin-Madison; Markus Prior, da Universidade de Princeton; Erik Amna, Joakim Ekman, Hakan Stattin e Mats Ekstrom da equipe do YeS. Por conta da aproximação com o estudo e pesquisadores suecos, as análises de resultados da presente pesquisa fazem referência aos resultados alcançados no estudo sueco. 2
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JUVENTUDE, CONTEXTOS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

JUVENTUDE, CONTEXTOS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

- Não tem uma regularidade... agora também Ana Lúcia, tem outra coisa também que tem que observar que é o seguinte: que além dessas condições urbanas e também outra condição é que no caso da nossa mobilização na época, 70... a fundação da AMDA foi fundada majoritariamente por pessoas que eram militantes do movimento estudantil contra a ditadura militar. Quer dizer eram jovens que já tinham passado político e buscavam uma nova opção de continuar atuando. E nós éramos militantes contra a ditadura, porque foi uma época muito especial no país... a ditadura foi uma coisa que tocou muito com a emoção das pessoas, muito com emoção da gente... hoje isso não acontece mais no país um ato de caminhada porque tem um regime democrático. Então é o seguinte: não há uma causa precedente que já toca a emoção das pessoas... a causa ambiental toca mas não é suficiente ainda para motivar essas pessoas a se engajarem pra valer porque o urbano sente muito pouco os problemas ambientais... então isso tudo... e também um outro fator: a mudança dessas condições ela demandaria uma ação mais objetiva, mais forte, mais planejada, das entidades no sentido de angariar essa pessoas. E do lado das entidades ambientalistas também essa iniciativa ainda é frágil... é frágil até para a própria fragilidade dessa cidade por questões financeiras. Por exemplo: hoje para você plantar uma manifestação você teria que pagar transporte teria mobilizar, teria que fazer reuniões prévias, teria que ir lá no campus da universidade... e eu acredito até sinceramente que se a gente tivesse no caso da AMDA e outras entidades uma pessoa mais pró-ativa que nós até pensamos em ter, a gente conseguiria mobilizar e talvez buscar, descobrir lideres mais jovens. Mas eu acho que nessa circunstância realmente é difícil e eu mantenho aquilo que eu te falei no início. Eu acho que é muito frágil nesse momento, o surgimento de novos líderes novas pessoas engajadas realmente...
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Sociabilidades respeitadas : A Participação dos idosos na implementação da política nacional do idoso no município de São Carlos -SP

Sociabilidades respeitadas : A Participação dos idosos na implementação da política nacional do idoso no município de São Carlos -SP

O aumento acentuado do número de idosos na população mundial requer um conhecimento mais aprofundado quanto às questões do envelhecimento e das condições sócio-políticas e culturais em que esses idosos estão inseridos. Veras (1996) afirma que é essencial conhecer a situação da pessoa idosa para uma prestação de serviços eficazes em termos de custos e para o planejamento de estratégias visando o planejamento e a intervenção. Diz ainda que o crescimento demográfico brasileiro tem características particulares que precisam ser apreendidas por meio de estudos e pesquisas que dêem conta dessa especificidade e subsidiem a implantação de programas adequados a cada realidade específica. Cabe ao setor público desenvolver políticas que respondam às necessidades dessa população, possibilitar os canais de participação, melhorar as condições de vida e desenvolver novas formas de trabalho e de inserção social, viabilizando a construção e o fortalecimento de seus direitos. A longevidade vem acompanhada de preocupação e inquietude em face do despreparo, da falta de estrutura e de ações, da carência de equipamentos modernos, bem como de profissionais especializados nos serviços públicos para atender à demanda dos idosos.
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Juventude, participação política e movimentos sociais: reflexões críticas

Juventude, participação política e movimentos sociais: reflexões críticas

Consoante os ângulos analíticos com que se considere a juventude, poderá será mais vantajoso optar pela corrente geracional ou classista. Não é nossa intenção aban- donar os critérios e recursos da sociologia geracional, ao abordar-se a juventude como um todo, numa perspetiva de horizontalidade, em que “a valorização da problemática da juventude justifica-se em função dos signos de continuidade e descontinuidade inter- -geracionais” (Machado Pais, 1990: 154). No entanto, a sociologia da estratificação e das classes sociais continua a ser mais completa na explicação dos comportamentos socio- -políticos e dos movimentos sociais (Eder, 1993 e 2001), com duas condições a serem estudadas: o mundo simbólico (Bourdieu) e o mundo normativo (Honneth) nos quais se pode interpretar as diferenças categoriais que existem numa sociedade. Estes elemen- tos são historicamente variáveis, razão pela qual a ideia de classes determinadas “eco- nomicamente” é uma interpretação culturalmente e historicamente específica das dife- renças categóricas entre as pessoas. Os novos movimentos sociais não são certamente movimentos de classes no sentido tradicional do século XIX. Todavia, eles podem ser vistos como uma manifestação de um novo tipo de relação de classe nos quais ocorre a “constituição da classe média” nas sociedades modernas avançadas (Eder, 2001: 19). Os novos movimentos sociais preocupados com a realização de uma existência “identitária” continuam a alimentar a construção de novas relações de classe. Nesse sentido a classe tem importância nos novos movimentos sociais. Considerando a pluralidade das formas de expressão e associação entre indivíduos na sociedade (pós) moderna, pretendemos ao longo do nosso trabalho refletir sobre o papel da juventude na ação coletiva, principal- mente, nos movimentos sociais mais recentes.
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Um ensaio sobre a participação política da juventude brasileira

Um ensaio sobre a participação política da juventude brasileira

“[...] o PSB ta despertando agora para essa frente de atuação, essa bandeira nacional de políticas públicas. O fato é que tudo isso aí é muito novo, é muito recente no Brasil, então não é só o PSB, os partidos políticos, agora que eles tão despertando, é uma nova realidade, são novas formas de lutas que os partidos políticos não estão acostumados a exercitar. O partido político ele tá acostumado a exercitar uma luta mais ligada aos sindicalistas, ao parlamento. Os partidos políticos tem sua cultura política própria, essa participação partidária hoje nas políticas públicas, ela está sendo uma provocação da juventude partidária e nós da juventude socialista fomos os precursores disso desde o primeiro momento que essa discussão foi aberta pelo Governo Federal, pelo Banco Mundial, pela UNESCO, pelos Organismos Internacional e Multilaterais de cooperação, e agora ela ta chegando ao nível de partidos políticos porque é fundamental que os partidos políticos participem. Primeiro eles tem que entender porque, qual foi, de onde foi que surgiu a necessidade dessa luta, dessa nova forma de luta, que nós temos toda uma leitura que, tem a ver inclusive com o modelo neoliberal no Brasil que acabou impulsionando novas formas de luta através do terceiro setor, através da sociedade civil organizada. Não foram lutas que vieram oriundas dos partidos ou do próprio parlamento brasileiro, essas novas formas de lutas com essas bandeiras de inclusão social, através de políticas públicas de juventude, elas vieram da sociedade civil impulsionadas pelo resultado que gerou o neoliberalismo em desobrigar o Estado brasileiro a implementar políticas estruturantes que antes eram obrigação do Estado. [...] Então houve esse fenômeno, são bandeiras que deveriam ser do Estado como a questão da educação, que não é uma bandeira, ela é uma política estruturante, o emprego é uma política estruturante, a segurança é uma política estruturante. Só que a sociedade civil teve que se mobilizar, teve que se organizar e a juventude teve uma participação fenomenal. No Brasil são 47 milhões de jovens entre 15 e 29 anos e isso chegou até a juventude dos partidos, e a juventude dos partidos levou essa discussão ao interior dos partidos, a maioria do campo progressista, o PSB, o PC do B, o próprio PT, o PDT, são partidos que não atuaram em favor do neoliberalismo, que se posicionaram contrários a política neoliberal, que acabou, que destruiu o patrimônio nacional e que nos distanciou mais ainda do processo de distribuição de renda no Brasil. Então nós tratamos internamente no partido, desse ponto de vista e ai o partido tem toda uma disposição [...]”
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Participação política da juventude no cyber espaço

Participação política da juventude no cyber espaço

Não são poucas as assertivas que atestam uma revitalização da democracia com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação. Como mesmo assegura o estudante manifestante Lion Castro, as iniciativas virtuais de publicização e interação da ocupação da reitoria, tomadas pela comissão de comunicação, se deram principalmente pelos insucessos que esta mesma teve com a imprensa oficial, ou seja, decisivamente, com a Internet o caráter de oligopólio que marca a comunicação massiva contemporânea só tem à enfraquecer. Em outros termos, os benefícios da Internet para o exercício da democracia são inegáveis; torna-se forçoso verificar que a relação de poder político, nesse contexto de ocupação da reitoria e paralização das aulas, transforma-se não somente na relação entre militantes e mídia oficial, mas, sim também entre militantes e militantes. A partir do momento em que isoladamente os manifestantes criam e publicam vídeos, fotos e mensagens na web, viabilizam um arsenal de experiências e conteúdos, que trazem aos cidadãos interessados a possibilidade de possuir certa influência nos rumos da esfera pública política.
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Novas linguagens e sociabilidades: como uma juventude vê novas tecnologias

Novas linguagens e sociabilidades: como uma juventude vê novas tecnologias

O trabalho apresenta as visões de jovens universitários sobre as novas tecnologias, especialmente a Internet, e sua relação com o desenvolvimento de uma sociedade democrática. Os dados da pesquisa foram coletados a partir de postagens em um fórum virtual, com a participação de 38 jovens do curso de Ciência da Informação, na modalidade de ensino presencial, de uma instituição de educação superior privada do Distrito Federal do Brasil, no ano de 2008. A leitura das postagens nos permitiu constatar que para esses jovens as novas tecnologias, especialmente a Internet, são uma realidade irreversível na vida contemporânea, não obstante apresentarem aspectos contraditórios para a construção de relações sociais justas e igualitárias em vista da democracia. Os dados mostram um posicionamento que vê na sociabilidade virtual e suas linguagens formas de interações passageiras, frágeis e descartáveis e novas formas de exclusão e preconceitos, em suma, geralmente negativas; por outro lado, os dados patenteiam uma visão otimista, de possibilidade de personalização, ampliação dos contatos com o Outro, e o destaque à sua dimensão utilitária, prática, ágil e de acesso direto. Tais visões têm notórias implicações na vida social juvenil contemporânea, com a criação de novas linguagens, sociabilidades e interesses, explicitando o fato de que, historicamente, o conhecimento e a tecnologia têm sido um trampolim para o acesso ao poder e ao seu exercício, democrático ou não.
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Juventude ciborgue e a transgressão das fronteiras de gênero.

Juventude ciborgue e a transgressão das fronteiras de gênero.

Resumo: Pessoas e máquinas estão cada vez mais conectadas por meio de um processo de intensa simbiose. As/os jovens são o alvo primordial desse processo, constituindo a subjetividade ciborgue. Este artigo analisa o processo de ciborguização da juventude na interface entre currículo escolar e currículo do Orkut (site de relacionamentos). A pesquisa que subsidia este artigo investigou a interface entre o currículo de uma escola pública de ensino médio e as comunidades e os perfis no Orkut das/os alunas/os dessa escola. O referencial teórico é constituído pelos estudos de gênero e de currículo, em uma perspectiva pós-crítica. O argumento desenvolvido é o de que as estratégias utilizadas em um currículo podem ser traduzidas no outro, por meio da interface entre eles, tendo como efeito ora a transgressão, ora o fortalecimento das fronteiras de gênero.
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JUVENTUDE E ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: ACREDITAÇÕES E CONTRADIÇÕES DA PARTICIPAÇÃO E ENGAJAMENTO DA JUVENTUDE HIPERCONECTADA NAS DECISÕES POLÍTICAS.

JUVENTUDE E ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: ACREDITAÇÕES E CONTRADIÇÕES DA PARTICIPAÇÃO E ENGAJAMENTO DA JUVENTUDE HIPERCONECTADA NAS DECISÕES POLÍTICAS.

O presente trabalho teve como objetivo verificar e analisar a participação da população jovem em relação ao orçamento participativo por meio da conexão à internet e a utilização das redes sociais. A participação popular é um direito dos cidadãos garantidos pela Constituição de 1988, sendo que o orçamento participativo é uma das formas da população participar localmente das decisões que envolvem o planejamento de ações coletivas e o gasto público. Foram sujeitos da pesquisa pessoas com idade entre 15 e 29 anos considerados jovens pelo Estatuto da Juventude. Para a coleta dos dados foi elaborado um questionário com perguntas simples e fechadas criado no dispositivo google forms e divulgado estritamente em redes sociais. Os dados foram disponibilizados por um período de 45 dias sendo replicado semanalmente nas redes sociais como uma das formas de possibilitar maior participação e envolvimento do público alvo. A coleta dos dados ao final do prazo estipulado mostrou que a internet sozinha não foi capaz de provocar o engajamento da juventude como sujeito multiplicador e protagonista do tema exposto, que o conhecimento destes sobre o orçamento participativo e como participar é bastante limitado, entretanto consideram que a participação popular e principalmente do jovem é capaz de transformar realidades.
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