Top PDF Gênero, sexualidade e educação: caminhos e descaminhos

Gênero, sexualidade e educação: caminhos e descaminhos

Gênero, sexualidade e educação: caminhos e descaminhos

O tema gênero e sexualidade sempre foi objeto gerador de polêmicas em nossa tradição educacional. O contexto atual expressa abertamente a necessidade da inclusão da orientação sexual na escola, de modo que esta seja abordada de forma esclarecedora para que possa dirimir conflitos existentes. Para tanto, necessitamos de profissionais capacitados para atuarem nesse campo tão complexo e cheio de questionamentos. O presente trabalho surge de uma significativa inquietação, enquanto educadora, e da necessidade de conhecer mais profundamente a temática da orientação sexualproposta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e as questões de gênero na escola, com o intuito de entender qual o pensamento, o conhecimento e a postura dos professores do ensino fundamental diante da temática de gênero, sexualidade e educação. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa de abordagem empírica. Utilizou-se, como instrumento de coleta dedados,a observação e um questionário com questões abertas,que foi respondido pelos professores do Ensino Fundamental de uma escola municipal da cidade de Lagoa Seca- PB. Com base nas respostas dos professores às questões propostas e nas observações realizadas, pôde-se evidenciar o distanciamento entre a teoria e a prática, pois as respostas dadas pelos professoressão marcadas por contradições entre o que pensam, dizem, e o que fazem na prática escolar. Outro aspecto relevante é aresistência por parte dos professores para responderem ao questionário, alegando não possuírem formação específica para trabalhar as questões de gênero e sexualidade com seus alunos. O trabalho está embasado nos estudos desenvolvidos por Vidal (2008), Louro (2010), Santos (2010), dentre outros pesquisadores. A pesquisademonstrou que ainda existem muitos tabus e preconceitos a serem quebrados para que seja possível que a escola contribua para formação de sujeitos livres de preconceitos e adeptos a viverem numa sociedade diversificada.
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EDUCAÇÃO SEXUAL: CAMINHOS PEDAGÓGICOS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ENSINO MÉDIO

EDUCAÇÃO SEXUAL: CAMINHOS PEDAGÓGICOS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ENSINO MÉDIO

A escola é tida como espaço hegemônico, composta dos mais variados alunos e equipe de professores, todos com suas particularidades e experiências cotidianas da vida. Neste mesmo ambiente que se aprende desde as ciências humanas até as equações mais complicadas da matemática, encontram-se também muitas vezes o preconceito e o desconhecimento ao se falar sobre sexualidade, assunto tão importante de ser experimentado nos aprendizados e atividades da escola é tão pouco trabalhado no dia a dia da mesma através do processo de educação sexual. Buscando compreender o que é sexualidade, percebe-se muitas vezes que a mesma é concebida por muitos como algo que possuímos “naturalmente”. Aceitando essa ideia perde-se o sentido argumentar sobre suas dimensões sociais, política ou a respeito de seu caráter construído. (LOURO, 2000). Fazemos, a partir desse pressuposto, alusão a Michel Foucault quando afirma que a sexualidade é um dispositivo histórico, ou seja, “uma invenção social” criada por discursos, normas, instituições e relações sociais que se encontram em determinados espaços e tempos históricos. Sendo, portanto, afirmada como:
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Gênero, Sexualidade e Educação Infantil: Memorial de Formação

Gênero, Sexualidade e Educação Infantil: Memorial de Formação

Em tempos de grandes retrocessos nas conquistas que já se tinham e/ou acreditavam-se como garantidas em nosso país, ter a oportunidade de socializar o que se tem construído acerca de gênero e sexualidade na interação com a Educação Infantil, torna-se extremamente importante e necessário. Sendo assim, dar visibilidade ao memorial de formação da autora, trazendo a trajetória de trabalho com professoras é objetivo deste artigo, pois ele tratará dos caminhos e escolhas implicados nas diversas dimensões que nos formam e (con)formam. À luz do referencial teórico elisiano e da abordagem (auto)biográfica em suas interfaces com o campo educativo, pretende-se descrever e dialogar acerca das desigualdades socialmente construídas, buscando contribuir para o respeito à alteridade. Concluindo, ressalta-se, a partir dos trabalhos apresentados, a importância da realização de mais pesquisas relacionadas à temática em questão, bem como a necessidade de se prosseguir com estudos sobre gênero e sexualidade na formação docente, possibilitando ampliar discussões e debates nos diferentes contextos de educação, da comunidade e demais espaços sociais. Ou seja, entende-se como fundamental continuar a escrita da História da Educação, a partir de outros olhares, possibilitando outros fazeres.
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Diferença, Cultura e Educação: caminhos e descaminhos

Diferença, Cultura e Educação: caminhos e descaminhos

A análise da dinâmica da reprodução do poder em nossos dias volta-se para as relações de gênero, etnia, sexualidade, fornecendo, como nos diz Tomaz Tadeu da Silva (2010), “um mapa muito mais completo e complexo das relações sociais de dominação do que aquelas que as teorias críticas, com sua ênfase quase que exclusiva na classe social, nos tinha fornecido”. Essas relações sociais de dominação, no que diz respeito à diferença étnica e cultural, em uma perspectiva assimilacionista, seria um processo “natural”, uma vez que haveria uma suposta igualdade entre as culturas. Perspectivas radicalmente contrárias, essencialistas, defendem que as diferenças devem ser preservadas, mas muitas vezes chegam a inverter o racismo hegemônico, reproduzindo posturas racistas (GROSFOGUEL, 2007).
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Biblioteca escolar e EJA: caminhos e descaminhos

Biblioteca escolar e EJA: caminhos e descaminhos

Segundo MORIN (2006), a educação necessita estar atenta às cegueiras do conhecimento, de modo consciente da necessidade de se conhecer o funcionamento cerebral, para que possa aceitar as possibilidades de erro e ilusão; deve-se também ater ao princípio do conhecimento pertinente, buscando o ensino contextualizado e o pensamento complexo. O autor aponta ainda que é necessário se ensinar sobre a condição humana buscando tratar da identidade terrena, ensinar a enfrentar as incertezas, além de trabalhar para a compreensão e a ética do gênero humano. Através desses “novos” ensinamentos, ou seja, mudando o foco da forma tradicional de se ensinar, estaríamos buscando formar sujeitos aptos não apenas para viverem nesse mundo, mas também a atuarem nele.
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Gênero e Sexualidade: discursos e memórias na educação

Gênero e Sexualidade: discursos e memórias na educação

O tema sexualidade tornou-se ao longo dos séculos XIX e XX um objeto de pesquisa e estudo e análise das Ciências em geral, numa tentativa chegar-se a uma definição do que seja a sexualidade e de como ela é formada. Tanto na biologia quanto na psicanálise as suas definições foram intrínsecas para uma apropriação e reprodução destes discursos dentro de vários meios sociais, como por exemplo: na educação. Assim, esta comunicação tem por objetivo discutir a sexualidade e suas ligações com as questões de gênero aliadas às práticas pedagógicas. No sentido de compreender a relação destas práticas na reprodução ou alteração de um discurso em torno do gênero e da sexualidade e do trato/relação com o corpo dentro do ambiente escolar. Além da problematização destes discursos com as novas abordagens e temas que surgem em torno da discussão de gênero, na teoria queer, e de suas propostas para a educação.
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Relações de gênero e sexualidade na educação infantil

Relações de gênero e sexualidade na educação infantil

A criança precisa ser compreendida em sua totalidade, sendo ela um ser histórico e social, que constrói seu gênero e sua sexualidade dentro da sociedade a qual está inserida. A qual teve como principais objetivos: compreender o que a literatura apresenta sobre as manifestações da sexualidade das crianças da educação infantil; discutir sobre como os/as profissionais se comportam diante dessas manifestações na escola problematizando as relações de gênero no espaço da educação infantil; e, por fim, identificar como os brinquedos e as brincadeiras refletem as relações de gênero. Para atingir os objetivos propostos foram realizadas pesquisas bibliográficas juntamente a observações efetivadas durante os estágios realizados no curso de Pedagogia. Os autores que embasam esta pesquisa são: Guacira Lopes Louro (1997-2000), Jeffrey Weeks (2000), Richard Parker (2000), Angélica Silvana Pereira e Ericka Marcelle Barbosa de Oliveira (2016) e Mariana Ferreira da Silva. Este trabalho vem mostrar as diferenças entre gênero e sexualidade, um pouco de seu contexto histórico e como isso afetou e afeta diretamente os sujeitos que compõem a sociedade. Dentro do espaço ao qual todos fizeram ou fazem parte, a escola, como é hoje, reproduz e estimula espaços já definidos para meninos e meninas, verificando que as práticas pedagógicas desenvolvidas no espaço escolar podem reforçar estereótipos historicamente construídos nas relações sociais e trabalhando assim em favor da permanência de discriminações e preconceitos referentes a identidade de gênero e sexualidade. Contudo, defendo a ideia de que é possível educar para a transformação, se houver uma mudança de mentalidade que está além da reformulação de currículos em cursos de formação de professores.
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Caminhos e descaminhos do sonho : a fantasia no cotidiano do professor

Caminhos e descaminhos do sonho : a fantasia no cotidiano do professor

G. Foi uma escola de formação pra você ser professor. Você vai vendo, ah! eu usei tal metodologia em classe, e não deu certo por causa disso, daí o cara diz: por que você não faz isso, por que você não perguntou isso. Então era uma coisa que eu acho que nem quem faz pedagogia acaba tendo em educação. Era a pratica mesmo. Agora a PUC é assim, você tem uma carga horária muito grande e é um tipo de instituição que exige uma militância muito grande de você. Então é a luta pra você dar aula e você se envolve e a questão da pesquisa que fica prejudicada e ela é vista com um certo mal estar, um excesso de pretensão do professor. Quer dizer, você pegar o seu período pra pesquisar não é visto com muito bons olhos. Talvez agora já tenha mudado, mas naquela época, quer dizer, o pessoal já estava ali, 20 não digo, mas 10, 12 anos trabalhando e nunca escreveu um artigo, não tinha feito ainda tese de mestrado, então era ... tinha um certo mal estar com os moldes mais tradicionais da academia. Então agora eu me envolvi muito com a PUC e em 84 me convidaram pra dar um curso na Unicamp, então eu mantive a PUC e o curso, foi uma loucura porque eram dois lugares que eu estava trabalhando. Daí comecei a dar o curso na Unicamp, mas fiquei muito dividida, se continuava na PUC, né? Aquela coisa coletiva, trabalho conjunto, principalmente por causa do curso básico, que tinha, que eram 4.500 alunos, então era uma loucura, estudar Antropologia com 4.500 alunos, e por um certo tipo de convivência muito intensa que os professores tinham entre si, claro tinha muita briga, muita confusão, e isso também te mobilizava muito, então você tinha um grupo afetivo muito forte, e você tinha as brigas também muito proporcionais., T. Mas tudo acabava numa cervejinha? (risos)
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Interdisciplinaridade e adjudicação: caminhos e descaminhos da ciência no direito

Interdisciplinaridade e adjudicação: caminhos e descaminhos da ciência no direito

A demanda por normas gerais é importante para forçar a prestação de contas da parte do julgador quanto aos critérios que governam suas escolhas com relação à prova. Tais escolhas são inevitáveis dadas as restrições que o Direito coloca à investigação dos fatos e à busca da verdade ante o imperativo da decidibilidade dos conflitos jurídicos, e a sua explicitação e justificação é essencial para a garantia de princípios elementares do Estado de Direito. Tomando-se o termo de empréstimo da Teoria dos Sistemas Sociais de Niklas Luhmann, poder-se-ia aludir às opiniões e aos pareceres dos expertos usados nos procedimentos de adjudicação como mecanismos de “acoplamento estrutural” entre a Ciência e o Direito 10 . Por meio desses mecanismos seriam filtradas e simultaneamente intensificadas as “irritações” entre ambos, mas sem que os contatos assim possibilitados afetassem a autonomia das trajetórias das comunicações atualizadas, com cada parecer e opinião, no âmbito dos dois sistemas: no Direito, o que o experto afirma é uma hipótese com passado, futuro e condições de racionalidade distintos dos que lhe atribui a Ciência. “Verdadeiro” e “falso” seriam, logo, termos com significados indexados aos diferentes contextos sociais nos quais operariam segundo suas próprias normas. O que se percebe no Direito como verdadeiro ou falso não seria consequentemente algo determinado pela Ciência, nem flutuaria – ou poderia flutuar – no ritmo ditado pelas suas operações. Isto aplicar-se-ia sobretudo àquelas hipóteses juridicamente selecionadas como verdadeiras, i.e., aquelas que circulam, enquanto premissas empíricas ou teóricas, em inferências que sustentam normas ou proposições consideradas como juridicamente válidas ou corretas. Ainda que o Direito normalmente contemple meios de revisão de decisões baseadas em premissas determinadas, ex post, como falsas (inclusive após o seu trânsito em julgado), trata-se de situações excepcionais cuja ocorrência depende da verificação de condições processuais restritivas. Uma vez tocado pelo Direito, o saber científico irá adentrar um novo jogo com novas normas. Os seus caminhos serão, agora, delineados por poderes, direitos e deveres, convenções e presunções que não encontram paralelo no interior do sistema científico.
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Juventude no semiárido nordestino: caminhos e descaminhos da emigração

Juventude no semiárido nordestino: caminhos e descaminhos da emigração

Observa-se que os jovens que preferem continuar morando no município ficam com poucas oportunidades, tendo que se sujei- tar ao que é ofertado na cidade, seguindo muitas vezes uma profi[r]

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Gênero, sexualidade e políticas públicas de educação

Gênero, sexualidade e políticas públicas de educação

As temáticas em torno das sexualidades, homossexua- lidades, bissexualidades e demais identidades e expressões de gênero não são manifestações novas no espaço escolar, no cenário mundial. No entanto, no Brasil, só a partir da segunda metade dos anos 1980, estas começaram a ser discutidas mais abertamente, no interior de diversos espaços sociais – entre estes, a escola e a universidade (sobretudo nos programas de pós-graduação, a partir dos quais se constituíram núcleos de estudos e pesquisas sobre gênero e sobre a área de Estudos Gays e Lésbicos). Até então, nas escolas, quando os temas relativos à sexualidade apareciam no currículo, ficavam circunscritos às áreas de Ciências ou, eventualmente, à Educação Moral e Cívica, que era uma disciplina adotada pelo Decreto-Lei 869, de 12 de setembro de 1969, que vigorou de 1969 a 1986.
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Gênero, sexualidade e educação: notas para uma "Epistemologia".

Gênero, sexualidade e educação: notas para uma "Epistemologia".

O caráter “delicado” do tema advém da norma social produzida no interior do dispositivo da sexualidade, isto é, a norma da heterossexualidade ou, como a denominou Judith Butler, a heteronormatividade. Em uma palavra, a dificuldade ou o caráter “delicado” apontado pelo texto dos PCNs advém de uma confusão entre a ideia de gênero, definida não como categoria de análise das relações de poder entre os gêneros, como a pensou Joan Scott [...] mas sim, em virtude da percepção do gênero como “papéis” a serem desempenhados pelos dois “sexos biológicos” determinados. No âmbito daquela confusão conceitual, só há espaço para a correspondência entre corpo-sexo-desejo, isto é, corpo “masculino- pênis-desejo feminino” e “feminino-vagina-desejo masculino” de modo que as características atribuídas aos dois gêneros, isto é, meiguice, objetividade e agressividade, constituem uma resposta imediata a esse sistema normativo de sexo-gênero. Nessa perspectiva, trabalhar as relações de gênero significa apenas e tão somente demonstrar que meninos podem ser também meigos e sensíveis sem que isso possa “ferir” sua masculinidade, e que meninas podem ser agres- sivas e objetivas, além de gostarem de futebol, sem que essas características firam sua feminilidade.
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CAMINHOS E DESCAMINHOS DOS ESTUDOS DA  TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO NO BRASIL

CAMINHOS E DESCAMINHOS DOS ESTUDOS DA TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO NO BRASIL

O ideal é que todos conseguissem encontrar o caminho do meio, pois a hora é essa. A área está em crise: seriam os estertores da morte ou a agonia do renascimento? Para que a área cresça e se consolide, não é possível esquecer que é feita não somente de pesquisadores, mas também de discentes, docentes e profissionais — não só tradutores e intérpretes, mas também editores, livreiros e críticos, conforme lembra Lefevere (1992, 1992a, 1992b). Há uma certeza, porém, que é à própria academia que com- pete buscar caminhos para os Estudos da Tradução e Interpretação, pois somente a academia usufrui de um espaço privilegiado para fazê-lo. Não é só o GT de Tradução da ANPOLL que tem consciência disso, os organizadores do X Encontro Nacional de Tradutores e IV Encontro Internacional de Tradutores colocam com toda a veemência a questão, ao centralizá-la como tema e indagação do evento — “Nas trilhas da tradução: para onde vamos?” Só resta esperar que encontremos a resposta.
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ENFRENTAR AS INCERTEZAS: CAMINHOS E DESCAMINHOS PRÉ-HISTÓRICOS

ENFRENTAR AS INCERTEZAS: CAMINHOS E DESCAMINHOS PRÉ-HISTÓRICOS

Reconhece-se que somos diferentes se compararmos aos demais animais, mas isso não significa que se deve aceitar a afirmativa de que somos “mais perfeitos”. Ao contrário, somos animais pouco especializados (PILBEAN, 1973). Para Morin (2001) a história humana está permeada por incertezas: o ser humano, um ser bio-cultural, deixou de ser eminentemente biológico para desenvolver características que o diferencia em meio às demais espécies, desenvolveu um cérebro que permitiu a produção de algo novo: o desenvolvimento da cultura. E foi justamente a falta de especialização uma das grandes contribuições para o surgimento dessa característica própria. A partir disso, um aspecto comportamental destaca-se como grande diferencial, algo que nenhuma outra espécie é capaz de realizar de modo semelhante, nem por imitação: a capacidade de criar. Ou seja, essa falta de especialização diante do enfrentamento das incertezas produziu novas necessidades que levaram ao desenvolvimento de um cérebro que, por sua vez, possibilitou o desenvolvimento do intelecto e da cultura, tornando a espécie ancestral humana do gênero Homo, diferentemente das demais espécies, um ser que modifica o meio em que vive.
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O CINEMA E SUAS INTERFACES COM GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA

O CINEMA E SUAS INTERFACES COM GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA

Cesar, Gomes, Siqueira-Batista (2011) sublinham que a utilização de uma película é precedida de uma cuidadosa escolha; e mais: a abordagem pedagógica que orientará a discussão do tema em tela também deve ser minuciosamente planejada pelo/a professor/a, uma vez que precisa articular o assunto da obra aos conteúdos escolares , “de forma a manter a contextualização da atividade e sua consequente significação” ( p. 94). As escolhas criteriosas de filmes podem possibilitar à/ao professora/or que seja “capaz de mudar ou influenciar, até mesmo controlar, a resposta do espectador, produzindo um filme de uma forma particular. Ou você poderá ser capaz de ensinar os espectadores como resistir ou subverter quem um filme pensa que eles são ou quem um filme quer que eles sejam” (ELLSWORTH, 2001, p. 12). Partindo dessa premissa, escolhemos os filmes Tomboy (2011) e Assunto de meninas (2001) para discutir questões relativas a gênero e sexualidade em uma turma de estudantes do curso de Educação Física. Ambos os filmes foram exibidos em festivais alternativos, frequentemente voltados ao público que advoga noções sobre as relações de gênero e sexualidades pautadas na diversidade. Assim, se em determinadas cenas integrantes do grupo pesquisado não se identificavam com a intencionalidade do excerto, coube a nós, professoras e pesquisadoras, produzir modos de endereçamento em que integrantes do grupo, mesmo que por algum momento, e ainda que provisoriamente, tivessem pontos de apego para produzirem reflexões acerca da temática exposta. Dessas reflexões emergiam representações acerca das relações de gênero e sexualidades enunciadas pelos/as estudantes. Nesse sentido, Jaeger (2009, p.33) destaca que “a ideia de representação funciona como um sistema de significados produzidos na cultura através da linguagem e em meio às relações de poder”.
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Abordagens de gênero, sexualidade e saúde na educação em ciências

Abordagens de gênero, sexualidade e saúde na educação em ciências

O gênero e a sexualidade sofreram e ainda sofrem influências de religiões e religiosidades, que por anos perduraram na insistência de castigos, punições e condenações aos que ousassem manifestar seus gêneros e sexualidades como quisessem, uma vez que essas mesmas manifestações eram consideradas impuras, profanas ou erradas por não serem aquelas prescritas pela sociedade e aos olhos divinos (COUTINHO, 2014). Esse autor afirma que gênero e sexualidade são construções sociais permeadas por perspectivas biológicas, normativas, essencialistas e determinísticas, perpetuadas ao longo dos séculos por um modelo de sociedade machista, patriarcal e binária, que insiste em moldar um ideário comportamental do que deveria vir a ser um homem ou uma mulher. O destaque na discussão da sexualidade ultrapassa discursos morais e religiosos, sendo pautado nos direitos humanos em reivindicações de movimentos sociais, como o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e o movimento feminista, amparados por organizações não governamentais, fundações e agências de fomento nacionais e internacionais (CALAZANS, 2005).
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Caminhos cruzados: educação e gênero na produção acadêmica.

Caminhos cruzados: educação e gênero na produção acadêmica.

11. Nicole Mosconi (1998), na introdução do livro Égalité des sexes en éducation et formation, efetua um interessante balanço da produção francesa, mostrando o tardio envolvimento das Ciências da Educação francesas com temas e perspectivas de estudos feministas/da mulher: final dos anos 19 80. É do início dos anos 1990 que datam os estudos franceses de fôlego: Mosconi (1989), Baudelot e Establet (1992), Duru-Bellat (1990). Sua análise da Revue française de pédagogie (1982 a 1996) evidencia, também, uma pequena produção de artigos sobre o tema: 6%, ou uma média de um por ano! (Mosconi, 1998). Qu a dro 5. Pa la vras- chave e áre as de in te res se re la ti vos ao cam po de es tu dos mu lher/gê ne ro iden ti fi ca dos
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O ESPANHOL NO IF BAIANO: CAMINHOS E DESCAMINHOS DE UMA TRAJETÓRIA ÚNICA

O ESPANHOL NO IF BAIANO: CAMINHOS E DESCAMINHOS DE UMA TRAJETÓRIA ÚNICA

e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de geração e inovação tecnológica (BRASIL, s/p, 2008). Os Art. 6º e 7º são esclarecedores no que concernem às finalidades e objetivos dos IF. O inciso I do Art. 6º traz a abrangência das possibilidades de oferecimentos da oferta educativa dos IF, no que se refere a níveis e modalidades de ensino. Enfatiza, ainda, que a formação desse estudante deve estar voltada para uma qualificação cidadã, sem deixar de considerar a sua futura atuação profissional. Traz, também, a importância do desenvolvimento do espaço territorial no qual a instituição está inserida, que é reforçado no inciso II, quando aponta para a relevância do processo de pesquisa na educação profissional que busca, especialmente, responder às singularidades das demandas sociais da região.
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Na letra do Tempo. Caminhos e descaminhos de uma etnografia de práticas temporais

Na letra do Tempo. Caminhos e descaminhos de uma etnografia de práticas temporais

os usos e sentidos do tempo entre jovens de grupos populares da cidade do Recife (Nordeste do Brasil). Mais do que expor os resultados da referida pesquisa, busco aqui compartilhar com o leitor alguns dos caminhos trilhados na apreensão das temporalidades de um grupo social concreto. Para isso, começo o texto introduzindo brevemente os aspectos gerais da pesquisa realizada – o processo de definição do objeto, os objetivos do trabalho e o contexto do estudo. Em seguida, apresento os pressupostos teórico-metodológicos e os principais aspectos da construção da pesquisa e do texto etnográfico, acompanhados de exemplos práticos de como esses pressupostos foram postos em ação ao longo da pesquisa. Minha intenção é mostrar ao leitor de que maneira fui encontrando o tempo nas entrelinhas do trabalho de campo, e o modo como essa busca se traduziu numa narrativa de tipo etnográfico.
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LUCIANE SOUZA SOARES FORMAÇÃO CONTÍNUA: CAMINHOS E DESCAMINHOS

LUCIANE SOUZA SOARES FORMAÇÃO CONTÍNUA: CAMINHOS E DESCAMINHOS

Ao chegar ao final deste trabalho e examinar o processo de construção do mesmo, tenho clareza o bastante para perceber o que significou para mim e para a Júlia. Um ciclo expansivo de aprendizagem que me fortaleceu e que me impulsiona para seguir caminhos que apontam para outras direções e para uma certeza: os que trabalham na área de formação de professores não podem esperar mudanças em sua atuação junto a seus alunos, se não mudarem a sua forma de atuar junto ao próprio professor. Para que se possa ajudá-los na tarefa de construção de novos conhecimentos (incidir na sua “zona de desenvolvimento proximal” – ZDP) é preciso partir daquilo que ele sabe. Essa terá sido uma das importantes lições deste trabalho. Nesse sentido, entendo que o pensamento de Vygotsky, que tem inspirado tantas reflexões no que diz respeito às questões relativas ao desenvolvimento psicológico e à linguagem, as inspira também no que se refere à questão da formação dos professores. Para Júlia, as sessões reflexivas se transformaram em um momento de troca e negociação. Um espaço onde pôde se fortalecer como sujeito crítico, para poder expressar sua voz.
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