Top PDF Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Gênero textual e o ensino de língua portuguesa: uma proposta didática a partir do artigo de opinião

Com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), na década de 90, os gêneros textuais se tornaram tema de debates no âmbito educacional e, a partir de então, começaram a ser considerados como ferramentas do Ensino da Língua Portuguesa. Diante desse contexto, os professores passaram a indagar sobre a natureza e aplicação desse novo conceito e, para atender algumas dessas indagações, neste artigo, apresentamos uma discussão sobre os gêneros textuais, com base nos estudos realizados por Bakhtin (1997), Marcuschi (2007, 2008), Bazerman (2005), entre outros. Enfatizando a sua relação com as atividades humanas, distinguindo gêneros e tipos textuais, analisamos também as considerações dos PCN em relação ao Ensino de Língua Portuguesa. Também apresentamos uma reflexão acerca do trabalho com gêneros jornalísticos, especificamente o artigo de opinião, o qual foi escolhido em razão da preocupação em relação às dificuldades enfrentadas pelos alunos no ensino Fundamental e Médio, em interpretar e produzir textos. Tendo em vista essa preocupação, procuramos investigar a importância da inserção na sala de aula, de gêneros textuais, propondo a utilização dos mesmos para melhorar o Ensino da Língua Portuguesa. Por fim, apresentamos, nesta pesquisa, propostas para que o trabalho com os gêneros textuais, entre eles, com o artigo de opinião, instigue e desenvolva, além da leitura e da escrita, a participação crítica do alunado.
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O artigo de opinião no livro didático: um estudo das propostas do ensino do gênero a partir dos PCN de língua portuguesa

O artigo de opinião no livro didático: um estudo das propostas do ensino do gênero a partir dos PCN de língua portuguesa

Nesta pesquisa abordamos o ensino de língua Portuguesa ancorado pelos gêneros textuais conforme orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Tomamos assim como foco o ensino do gênero artigo de opinião no 9º ano do ensino fundamental, por este ser o último ano antes do ensino médio, o qual deve preparar o aluno para novos desafios propostos nas séries posteriores. Na presente pesquisa, tivemos o objetivo de contribuir para os estudos sobre ensino-aprendizagem do gênero artigo de opinião, tendo o livro didático com plano de fundo, relacionando as propostas nos livros didáticos às orientações dos PCN de Língua Portuguesa. Analisamos assim, através de uma pesquisa de natureza qualitativa e de caráter bibliográfico e documental, o processo de escrita proposto pelos PCN de língua Portuguesa, que envolve etapas, as quais são: planejamento, escrita e reescrita, como é apresentado o processo no livro didático e se encaminha o aluno a uma produção proficiente. Para tanto utilizamos o referencial teórico; (2003); Coracini, (1999); Antunes, (2003); Marcusch (2010). Souza (1999); e por fim os documentos do Ministério da Educação e Cultura MEC- PCN de Língua Portuguesa (1998) e PNLD (2016). A partir deste referencial observamos a necessidade de direcionamento mais específico aos autores dos livros didáticos, pois apesar de haver as etapas de produção textual sugeridas, as propostas são dispares entre si, culminando assim num ensino diferenciado e em alguns casos, não suficiente para o desenvolvimento das habilidades produtivas do aluno.
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Elementos articuladores em artigo de opinião: uma experiência com sequência didática no ensino médio

Elementos articuladores em artigo de opinião: uma experiência com sequência didática no ensino médio

Neste trabalho, analisamos os resultados da aplicação de uma sequência didática com artigo de opinião, proposta pela Olimpíada de Língua Portuguesa 2008, em uma turma de 3º ano do Ensino Médio, de uma escola da rede pública estadual de Minas Gerais. Procuramos responder à seguinte pergunta: até que ponto a utilização de uma sequência, com atividades sistematizadas de leitura e escrita, tendo por base as características de um gênero textual, pode contribuir para o desenvolvimento de capacidades do aluno como produtor de textos? Especificamente observamos as mudanças no uso de elementos articuladores em textos de opinião produzidos por alunos submetidos a uma sequência didática sobre o gênero artigo de opinião. A questão foi motivada por nossa experiência no magistério e pela observação de dados oficiais, segundo os quais grande parte dos alunos da rede pública que concluem o ensino médio não domina um conjunto de conhecimentos, habilidades e competências relacionados às atividades de leitura e escrita, compatíveis com seu período de escolaridade. A investigação orientou-se pelos estudos da Linguística Textual sobre texto e articulação textual, bem como pelas atuais tendências teórico-metodológicas, contempladas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1998) e nos Conteúdos Básicos Comuns (CBC 2005/2008) de Língua Portuguesa. Como metodologia, comparamos os textos produzidos pelo grupo A - grupo de controle (alunos que não participaram da Olimpíada de Língua Portuguesa-) com os textos inicias e finais do grupo B (alunos que participaram de uma sequência didática proposta como atividade da Olimpíada). Todos os textos foram submetidos a análises quantitativas e qualitativas, em que se examinaram os usos de elementos articuladores e os aspectos próprios do artigo de opinião. O cruzamento dos dados obtidos
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O ARTIGO DE OPINIÃO NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ABORDAGEM ENUNCIATIVO–DISCURSIVA

O ARTIGO DE OPINIÃO NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ABORDAGEM ENUNCIATIVO–DISCURSIVA

A partir de 1998 os livros passaram a ser utilizados pelas escolas no período de três anos, dessa forma passou-se a realizar um único atendimento universal, ou seja, para o conjunto de alunos de um mesmo segmento a cada intervalo de vida útil dos livros. Atualmente, o PNLD já apresenta os livros didáticos conforme a nova nomen- clatura de organização por anos e não mais por séries, levando em consideração as orientações do MEC para o ensino fundamental, a qual diz no projeto lei nº 3.675/04, transformado na lei ordinária 11274/2006, que a classe de alfabetização (fase anteri- or a 1ª série), antes facultativa, passaria a ser obrigatória. Assim, as crianças passari- am a ser matriculadas aos seis anos de idade e cursariam um ciclo de nove anos até o término do ensino fundamental. Para o cumprimento da lei foi dado um prazo até 2010 para os estados e municípios se adaptarem às novas exigências curriculares.
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ADRIANA SANTOS DE OLIVEIRA O TRATAMENTO (DIDÁTICO) DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO EM DIFERENTES LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

ADRIANA SANTOS DE OLIVEIRA O TRATAMENTO (DIDÁTICO) DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO EM DIFERENTES LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Quando definimos que, em atendimento ao objetivo do PROFLETRAS, intentaríamos um estudo que, de alguma forma, viesse a contribuir para a ampliação da competência discursiva do aluno do 9.° ano do Ensino Fundamental, logo optamos pelo gênero artigo de opinião e LDLP como objetos de pesquisa. Assim, apresentamos algumas justificativas para a escolha desses objetos, mas duas, dentre todas, são, para nós, especialmente caras, pois surgiram no contexto da escola, a partir do olhar empírico sob nossa prática docente, tanto em regência de classe quanto em coordenação pedagógica da Área de Códigos e Linguagens. A primeira diz respeito à insuficiente atenção dispensada a gêneros da ordem do argumentar no Ensino Fundamental; e, a segunda, ao papel de destaque que, mesmo na contemporaneidade, o LDLP ainda ocupa na organização do trabalho pedagógico docente. Considerando isso, a análise do tratamento didático atribuído ao gênero artigo de opinião, nas práticas de linguagem apresentadas nos LDLP, não só ofertou relevantes informações acerca da possível organização do trabalho pedagógico, para o ensino do artigo de opinião em sala de aula, mas também oportunizou reflexões acerca da eficiência (ou não) desse tratamento para a ampliação da competência discursiva dos alunos. Sobre essas informações e reflexões, teceremos algumas considerações.
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Open Produção textual: o gênero artigo de opinião através de sequências didáticas no ensino fundamental

Open Produção textual: o gênero artigo de opinião através de sequências didáticas no ensino fundamental

Esta pesquisa-ação surgiu da observação do rendimento cada vez menos satisfatório nas produções escritas dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, estadual, localizada no município de Pedras de Fogo – PB. Neste sentido, buscamos meios para amenizar tais problemas presentes em nosso contexto escolar. Alguns estudos têm mostrado novas formas e métodos para um ensino-aprendizagem mais eficaz da produção textual. Dessa maneira, o nosso objetivo é tornar os alunos produtores competentes de textos, a partir de uma proposta de ensino do gênero discursivo artigo de opinião através de sequências didáticas e temos ainda como objetivos específicos: produzir o gênero artigo de opinião considerando as características sociodiscursivas; desenvolver a capacidade ou a habilidade de argumentar dos alunos; trabalhar, junto aos alunos, os problemas verificados na correção dos seus textos. Assim, desenvolvemos esta pesquisa, tendo como fundamentação teórica as contribuições trazidas por Bakhtin (2003) sobre a concepção de gêneros, bem como as contribuições de outros pesquisadores, tais como: Cavalcante (2013), Geraldi (1996), Koch e Elias (2015) sobre a temática, e nossa proposta de intervenção baseou-se no esquema de sequência didática proposto por Dolz; Noverraz; Schneuwly (2004). O corpus da pesquisa foi composto pelas produções textuais iniciais e finais dos alunos, no caso seis (6) iniciais com mais seis (6) finais, totalizando doze (12) produções do gênero artigo de opinião. Com as produções iniciais, pudemos detectar algumas inadequações dos alunos no que concerne à estrutura, ao grau de informatividade e à adequação à norma culta da Língua Portuguesa, relacionadas à produção desse gênero discursivo e que foram trabalhadas durante a intervenção com a sequência didática. Após essa etapa, os alunos tiveram a oportunidade de reescrever os seus textos seguindo as orientações dadas pela professora, com o intuito de adequar os textos à estrutura de artigo de opinião descrita pelos autores supracitados. Por fim, ficou evidente a eficácia da implementação da sequência didática, que contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento de competências comunicativas dos alunos, mais especificamente no que se refere à produção escrita do gênero artigo de opinião.
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Open Práticas de leitura e de produção textual: o artigo de opinião numa perspectiva de letramento em língua inglesa

Open Práticas de leitura e de produção textual: o artigo de opinião numa perspectiva de letramento em língua inglesa

Este trabalho tem como finalidade relatar uma pesquisa realizada com um grupo focal de 8 (oito) alunos, estudantes do 3º. Ano do Ensino Médio de uma escola particular de educação básica localizada na cidade de Barbalha, interior do Ceará. O objetivo principal da pesquisa foi o de propor estratégias de leitura, interpretação e de produção escrita em Língua Inglesa para alunos desse nível de ensino, usando como suporte o gênero textual Artigo de Opinião numa perspectiva de Letramento. O desenvolvimento de nosso trabalho partiu das inquietações e indagações advindas do convívio com profissionais docentes na busca por abordagens, métodos e técnicas mais eficientes para a consolidação do processo de ensino e aprendizagem do idioma Inglês tais como: Falta produção textual nas aulas de Língua Inglesa em turmas do Ensino Médio? Falta orientação adequada dos docentes para a condução de atividades mais precisas de exercícios de leitura/interpretação e produção textual em inglês? Para a concretização de nossa pesquisa partimos dos pressupostos de Língua como instrumento de interação sócio-discursiva de Bronckart (2012). As noções de gêneros textuais tiveram como aportes principais os teóricos Marcuschi (2012); Bazerman (2006); Dolz, Noverraz e Shneuwly (2004), entre outros. Os conceitos de leitura e interpretação textual foram ancorados em Munhoz (2002) e Souza (2005). Para o planejamento e produção do gênero textual artigo de Opinião nos valemos dos ensinamentos de Calkins (2012). A metodologia usada para a concretização da pesquisa partiu do planejamento das etapas de escrita de um texto segundo a autora acima citada com a confecção de um esboço inicial do texto, um rascunho em Língua Portuguesa seguido da 1ª. escrita em Inglês com discussões subsequentes em sala com os alunos, consolidando as etapas com a reescrita. Ao final, constatamos que alunos envolvidos no processo lograram êxito na produção de um gênero textual dissertativo argumentativo em Língua Inglesa, entendendo que esse processo de autoria escrita é essencial para o desenvolvimento da consciência, crítica e reflexiva dos seres humanos.
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Proposta didática para o ensino da (não) assunção da responsabilidade enunciativa no gênero de discurso artigo de opinião

Proposta didática para o ensino da (não) assunção da responsabilidade enunciativa no gênero de discurso artigo de opinião

Além dessas questões sobre os gêneros, existe uma grande confusão na mente das pessoas, por acreditarem que tipo de texto é a mesma coisa que gênero textual e, por essa razão, Marcuschi (2005) faz a distinção entre tipo de texto e gênero textual. Para ele, o primeiro conceito refere-se a uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos sintáticos, lexicais, tempos verbais, relações lógicas) e que possui um número limitado de categorias: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. Já os gêneros textuais são inúmeros, não podendo ser calculados e considerados como a materialização dos textos usados no nosso cotidiano com a presença de características sócio comunicativas, através de seu conteúdo, propriedades funcionais, estilo e forma. Como exemplos de gêneros textuais, podemos citar a carta, bula de remédio, e-mail, carta ao leitor, telefonema, receita, palestra, debate, seminário, entre outros.
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O ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL ARTIGO DE OPINIÃO: O RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

O ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL ARTIGO DE OPINIÃO: O RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

Buscando contribuir para que o aluno de final de ciclo, especificamente do Ensino Médio se prepare para a vida, qualificando-se como cidadão participativo da sociedade, elaboramos modelos didáticos (BRON- CKART, 2003) sobre o gênero artigo de opinião e a partir deles construímos seqüências didáticas (DOLZ, NOVERRAZ, SCHNEUWLY, 2004) que foram transpostas efetivamente para salas de aula de escolas da rede pública de ensino, através de um projeto de extensão universitária. O objetivo desta comunicação é apresentar uma síntese da efetiva prática, sobre a qual pudemos constatar que em seu conjunto pode ser caracterizada como um processo de ampliação de letramento crítico do professor..
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Proposta de leitura e produção textual a partir dos gêneros textuais: análise de um livro didático de língua portuguesa

Proposta de leitura e produção textual a partir dos gêneros textuais: análise de um livro didático de língua portuguesa

O presente artigo tem como objetivo analisar as propostas de letramento no livro didático de língua portuguesa (LD). Para tanto, realizamos uma análise descritiva de um LD do 4ª ano do ensino fundamental. A fundamentação teórica desta pesquisa tem como base os estudos de Soares e Batista (2005), Marcuschi (2008, 2010), Geraldi (2015), Travaglia (2011), Santos, Albuquerque e Mendonça (2005), Pinton (2013), Ota (2009), entre outros. Os resultados encontrados na análise revelam que as propostas de letramento para o componente curricular da Língua Portuguesa estão articuladas a partir de unidades temáticas, organizadas na perspectiva dos gêneros textuais. Em geral, as atividades de leitura visam à compreensão dos diversos textos, a partir da análise dos assuntos abordados e do estudo das características dos gêneros textuais. Tomando o estudo de um determinado gênero textual como referência para análise, os exercícios de produção textual são contextualizados e visam proporcionar situações de produção (escrita, oral, semiótica). Por outro lado, também identificamos que embora o estudo das características formais e composicionais dos textos sejam recorrentes, no LD a função social e os propósitos comunicativos são pouco explorados, especialmente nas atividades de leitura.
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O gênero artigo de opinião no contexto do ensino sociointeracionista de língua materna: uma proposta  didática

O gênero artigo de opinião no contexto do ensino sociointeracionista de língua materna: uma proposta didática

Em um primeiro momento, será realizada uma dinâmica bastante simples, em que o professor escreverá no quadro o termo BULLYING de maneira destacada e bastante legível, objetivando levantar o horizonte de expectativas dos alunos referentes à temática. Após este momento, o professor fará uma série de questionamentos aos alunos, perguntando o que eles entendem, sabem ou pensam sobre bullying e lhes proporcionando a oportunidade de falarem informalmente e de maneira espontânea sobre a temática. À medida que os alunos forem expondo suas opiniões a respeito da temática, o professor irá escrever no quadro todas as opiniões que forem surgindo dos alunos. Dando-se por encerrada as opiniões dos alunos, o professor conduzirá uma discussão a partir das opiniões expostas por eles no quadro, possibilitando um diálogo entre as opiniões e, ao mesmo tempo, questionando o porquê deles pensarem daquela maneira. Este momento caracteriza-se como de suma importância, pois o professor poderá usar o método da refutação nesta experiência inicial de abordar a temática.
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A intervenção didática no processo de produção textual de alunos participantes da olimpíada de língua portuguesa - OLP

A intervenção didática no processo de produção textual de alunos participantes da olimpíada de língua portuguesa - OLP

Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a intervenção didática no processo de produção textual de alunos de escolas públicas participantes da OLP - Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro/OLP, um concurso nacional de redação em que participam alunos dos 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio das redes públicas de ensino. Reflete sobre a funcionalidade das intervenções produzidas por duas professoras participantes da OLP com o intuito de tentar melhorar o texto dos seus alunos quando escrevem. Ao total, foram coletados 40 textos, sendo 35, de alunos da turma da professora P1 e 5 (cinco) textos da professora P2, sendo estes de uma mesma aluna. Todos os alunos são estudantes do Ensino Médio da Rede Pública Estadual de Maceió-AL. Para os fins deste trabalho, foram analisados 7 textos, sendo dois do gênero textual Memória Literária e cinco do gênero Artigo de Opinião. Para isto, delimitamos a base teórica sobre dialogismo e interação a partir dos estudos de Bakhtin (1926; 1986) e Serafini (1989); os questionamentos e discussões sobre interferência didática com Calil (2000), Dolz, Gagnon & Decândio (2010) e Ruiz (2010), entre outros. Nas análises iniciais do corpus, observou-se uma incidência sobre os aspectos normativos da língua; no entanto, com o caminhar das análises, identificou-se outros tipos de intervenções questões que, ao nosso ver, podem ser justificadas por conjunto de fatores que pode envolver a formação de cada docente da pesquisa.
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A importância da diversidade textual nas aulas de língua portuguesa no ensino médio

A importância da diversidade textual nas aulas de língua portuguesa no ensino médio

O domínio da leitura e da escrita são princípios básicos da educação. Dessa forma, formar leitores e produtores de textos é um desafio para os educadores. Assim, o objetivo desse estudo foi desenvolver uma proposta de trabalho para o ensino médio, ancorada nas teorias bakhtinianas do gênero textual e na concepção do letramento, para orientar os alunos no sentido de torná-los leitores e produtores de textos; estimular sua criatividade e originalidade e levá-los a adquirir o hábito da escrita, desfazendo, desta forma, a ideia adquirida na própria escola, por meio de práticas equivocadas, de que não sabem escrever. Para tanto, em um primeiro momento, fez-se uma revisão de literatura abordando o conceito de leitura, concepção de leitura, estratégias e etapas da leitura, fundamentada em autores que debatem a temática. Para desenvolvimento do trabalho, utilizou-se como metodologia a pesquisa ação, junto a dezessete alunos do primeiro ano do ensino médio de um colégio estadual do município de Paranavaí, Paraná. Os gêneros argumentativos trabalhados foram a Charge, o artigo de opinião e a carta argumentativa. Os resultados obtidos com as atividades desenvolvidas mostraram que os alunos, quando motivados, podem escrever criticamente um texto, utilizando os recursos da língua: a estrutura composicional, a sintaxe e a variedade padrão da língua. Outro fato observado é o de que, quando o aluno é motivado e sabe o que está fazendo, o processo de produção textual fica bem mais fácil.
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Uma proposta de listening para o ensino fundamental: sequência didática e gênero textual resenha

Uma proposta de listening para o ensino fundamental: sequência didática e gênero textual resenha

da compreensão oral. No entanto, deve-se destacar que em ambos processos, leitura e escuta, despontam-se fatores que se vinculam a três tipos processamentos: processamento de informações, processamentos cognitivos e processamentos sociais. Partindo-se desta concepção tem-se como resultado preliminar que a proposição de sequências didáticas nas aulas de língua inglesa possibilita o ensino da língua estrangeira a partir dos gêneros textuais também para o desenvolvimento compreensão oral dos estudantes. Possibilita ainda que o aluno vivencie uma proposta de listening que não se resume a uma atividade de mera decodificação sonora, mas passe por etapas que culminam com a formação de um sujeito crítico também quanto aos textos que escuta.
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A língua portuguesa na Educação Profissional e Tecnológica: uma proposta de ensino do gênero textual relatório de aula prática no PROEJA

A língua portuguesa na Educação Profissional e Tecnológica: uma proposta de ensino do gênero textual relatório de aula prática no PROEJA

Fica evidenciado que ao se propor algo para o PROEJA, se propõe também uma política de inclusão de diversos sujeitos que geralmente encontram-se à margem das políticas educacionais e das oportunidades de emprego formal, pois como muito bem nos lembra Moll (2010, p. 136), “Se não formos capazes de reparar neles, de ouvi-los, de admirá-los, de surpreender-nos com essas mulheres e homens, é possível que, mais uma vez, eles entrem e saiam de nossas escolas, como já fizeram outras vezes, sem “concluir” aprendizados e níveis de ensino.”. Coadunando com as teorias abordadas, para a execução deste artigo, optamos pela utilização do método de pesquisa qualitativo e exploratório quanto à sua abordagem. A pesquisa qualitativa de acordo com Minayo (1994, p. 21 a 22) “[…] se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, valores e atitudes, [...] que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”. Gunther (2006, p. 204) reitera o dito por Minayo (1994) ao concluir que “ao invés de utilizar instrumentos e procedimentos padronizados, a pesquisa qualitativa considera cada problema objeto de uma pesquisa específica para a qual são necessários instrumentos e procedimentos específicos”.
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O gênero textual reportagem impressa em sala de aula: uma proposta de trabalho a partir da elaboração de Modelo Didático de Gênero e de Sequência Didática

O gênero textual reportagem impressa em sala de aula: uma proposta de trabalho a partir da elaboração de Modelo Didático de Gênero e de Sequência Didática

Tendo em vista a perspectiva de que os gêneros textuais podem ser tomados como instrumento para mediar o processo ensino-aprendizagem da língua e das marcas discursivas que a constituem, torna-se importante encontrar caminhos para ensiná-los. Nesse sentido, propomos um trabalho pautado na proposta de trabalho da Sequência Didática (SD), conforme Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e adaptação de Costa-Hübes (2008), constituído a partir da elaboração de Modelo Didático do Gênero (MDG), segundo as orientações de Schneuwly e Dolz (2004) e Machado e Cristóvão (2006). O objetivo reside na tentativa de aclarar os propósitos do trabalho com o gênero na sala de aula, ampliando o conhecimento sobre sua função social, seu contexto de produção, sua organização composicional e suas marcas linguísticas.
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A didatização do gênero carta de leitor com foco na interação: uma proposta de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa

A didatização do gênero carta de leitor com foco na interação: uma proposta de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa

Sendo assim, observamos que no levantamento teórico feito por Paz (2010), a respeito do processo de escrita, há uma congruência entre seus postulados; certamente, por esses terem como inspiração os dizeres de Hayes e Flower (Idem), uma vez que eles, primeiramente, abordaram, no campo da linguística, a explanação do passo a passo ou etapas que constituem o processo de escrita na produção textual. Também percebemos nas considerações dos estudiosos Serafini (1992), White e Arndt (1995), Grabe e Kaplan (1996) e Wang e Wen (2002), citados por Paz (2010), que o processo da escrita é marcado pelo ato de planejar o texto, escolha do gênero, nível de linguagem, conteúdo e adequação ao propósito comunicativo que se almeja alcançar a partir do texto e interlocutor, além da fase da materialização das ideias no texto através da escrita e, por fim, a revisão e reelaboração do texto. Etapas estas, portanto, muitas das vezes, não são desenvolvidas pelos alunos, em sala de aula, na efetivação de propostas de redação, pois a eles, em muitos momentos, não lhes é dado o direito de planejar, com mais precisão, como o ato de escrever requer, tampouco de revisar ou alterar o seu texto. Esta última etapa ainda é de responsabilidade de alguém mais experiente que o aluno/escrevente, ou seja, o professor.
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Ensino de língua portuguesa e variação linguística: uma proposta de intervenção com o gênero cordel

Ensino de língua portuguesa e variação linguística: uma proposta de intervenção com o gênero cordel

A realização deste trabalho promoveu uma reflexão sobre o Ensino de Língua Portuguesa e se constituiu numa investigação acerca das variedades linguísticas no contexto escolar. Desse modo, o estudo apresenta uma proposta de intervenção pedagógica voltada para alunos 9º ano do Ensino fundamental II de uma escola pública estadual no município de Nova Floresta/PB, haja vista que o objetivo de ensino de Língua Portuguesa é desenvolver a competência linguística dos discentes, permitindo-lhes a convivência com a multiplicidade de variáveis da língua. Nesse sentido, após uma investigação inicial com alunos e professores, apontamos alguns caminhos para minimizar a problemática através de atividades sistematizadas em forma de Sequência Didática, utilizando como recursos didáticos os objetos de ensino da Língua Portuguesa (gêneros textuais diversos), tendo como foco o gênero cordel. Para tanto, traçamos como objetivo geral investigar o tratamento da variação linguística nas aulas de Língua Portuguesa e de forma mais específica identificar aspectos linguísticos no gênero cordel de modo a promover a valorização da diversidade linguística, além de analisar como os usos das múltiplas variações linguísticas podem auxiliar na ressignificação do preconceito linguístico. Para o alcance desta meta, apoiamo-nos nas orientações contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997,1998) além das contribuições de teóricos como Preti (1974); Bakhtin (1997, 2011), Bagno (1997, 1999, 2002, 2007); Mollica (2012) Bortoni-Ricardo (2004, 2005); Antunes (2012), Dolz; Noverraz; Schneuwly (2004), Cagliari (2001), dentre outros. A metodologia utilizada para o alcance dos objetivos propostos configurou-se como uma pesquisa ação e na abordagem qualitativa como a forma de análise dos dados coletados a partir de uma sequência didática realizada com gêneros diferenciados abordando a multiplicidade da linguagem com foco no cordel, destacando sua riqueza de conteúdo, originalidade, ludicidade. Os resultados alcançados revelaram que a proposta de intervenção foi uma experiência didática exitosa, haja vista que proporcionou aos alunos momentos de reflexão e aprendizagem significativa sobre os usos da Língua Materna, favorecendo mudanças na compreensão das variáveis linguísticas como forma de manifestação da diversidade da linguagem, além de ter oportunizado a ressignificação do preconceito linguístico.
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A PRODUÇÃO DE TEXTO DE OPINIÃO NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROPOSTA DE TRABALHO

A PRODUÇÃO DE TEXTO DE OPINIÃO NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROPOSTA DE TRABALHO

Com o objetivo de planejar, aplicar e discutir uma sequência de atividades que visa a contribuir para que o aluno do aluno de 9ª ano do Ensino Fundamental seja capaz de ler, entender e produzir textos de opinião. apresentamos uma proposta de produção escrita desse gênero a partir da perspectiva interacionista sociodiscursiva de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e das sequências didáticas. Adotamos também os pressupostos bakhtinianos, a partir dos quais é possível contemplar as três dimensões constitutivas do gênero (conteúdo temático, estrutura composicional e estilo). Para desenvolvermos a proposta, obedecemos às etapas previstas pela sequência didática. Assim, levamos os alunos ao conhecimento do objeto de trabalho, o texto de opinião, e propomos a primeira produção com intuito diagnóstico. A partir das dificuldades apresentadas pelos alunos na primeira produção, priorizamos, nos módulos, atividades que contemplassem os três elementos constituintes do gênero e, por fim, trabalhamos a produção final, que foi lida por outros alunos do mesmo ano escolar que os alunos participantes da pesquisa e, também, foram expostas no mural da escola. Os resultados apontaram que trabalhar com o texto de opinião em sala de aula, a partir da sequência didática, contribui para que grande parte dos alunos ampliem a competência escritora. Constatamos que no percurso da produção inicial à produção final, muitos alunos construíram aprendizado acerca dos três elementos constituintes do gênero texto de opinião, uma vez que muitos deles foram capazes de posicionar-se com relação à temática proposta para as produções que foi namoro sem compromisso – “ficar”e construir estratégias argumentativas que sustentassem suas opiniões. Além disso, eles trouxeram outras vozes para o texto construído na produção final e se apropriaram da linguagem especifica do gênero em estudo. Pontos negativos também foram percebidos, tanto durante a aplicação da pesquisa quanto durante a análise dos dados. Julgamos, por exemplo, o tempo previsto para a aplicação da proposta metodológica insuficiente para que um número maior de alunos pudesse alcançar resultados satisfatórios. De igual modo, o grande número de alunos que participou das atividades comprometeu a aplicação da pesquisa tal qual planejada.
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Gênero música: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

Gênero música: uma alternativa para o ensino de língua portuguesa

Encontrar alguém no mundo que não aprecie uma canção, um estilo musical, a melodia ou a letra de uma música é algo bastante raro. A música inspira, transforma e tem diversos efeitos em quem ouve e aprecia. A partir dessa premissa, a presente pesquisa propõe comprovar que a utilização do gênero textual música pode ser uma alternativa capaz de potencializar as aulas de língua portuguesa, a fim de torná-las muito mais interessantes e produtivas, como também estimular nos educandos o interesse e a motivação para o estudo da língua materna. Nesse contexto, utilizar o gênero música como recurso didático vem a ser de grande valia, uma vez que seu caráter lúdico e humanizador desperta nos educandos o estímulo para o estudo e a participação nas aulas. Para que fosse desenvolvido este trabalho, realizamos uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo e interpretativista, com base nos estudos de Marcuschi (2008), Bahktin (1997-2006) entre outros, os quais discutem sobre os conceitos de gêneros textuais e defendem a importância do uso deles para o ensino de língua, além de Ferreira (2010), que defende a utilização da música e aponta formas de como utilizá-la em sala de aula. Realizamos também uma proposta intervencionista a partir de uma sequência de atividades, aplicada na turma do 9° ano de uma escola da rede estadual de Alagoa Grande-PB. As análises feitas com base na sequência de atividades aplicadas puderam comprovar, o quão eficaz vem a ser a utilização de um gênero tão presente no nosso dia a dia, tornando as aulas de língua portuguesa muito mais produtivas.
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