Top PDF Os gêneros orais na escola: Uma abordagem do seminário nas aulas de língua portuguesa

Os gêneros orais na escola: Uma abordagem do seminário nas aulas de língua portuguesa

Os gêneros orais na escola: Uma abordagem do seminário nas aulas de língua portuguesa

Esta pesquisa tem caráter didático, pois trata da necessidade de sistematizar as atividades com os gêneros orais formais públicos no espaço escolar. O nosso objetivo é mostrar que, com algumas intervenções didáticas, é possível lançar outro olhar sobre o trabalho com os gêneros orais. Apesar dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1997, 1998) recomendarem o ensino da modalidade oral da língua e de vários teóricos já terem discutido a importância de que esses gêneros recebam a mesma atenção dada aos gêneros escritos, devido à sua constante ocorrência nas práticas sociais dos alunos, notamos que eles ainda continuam sendo marginalizados. O nosso estudo, então, apresenta, em um primeiro momento, algumas dessas discussões sobre a maneira como os professores de Língua Portuguesa devem abordar os gêneros orais, transformando-os em objetos de ensino em suas aulas. Para tanto, apoiamo-nos na teoria bakhtiniana (2003) sobre os gêneros do discurso, em alguns pressupostos desenvolvidos por Marcuschi (2005, 2007, 2008) e Dionisio (2005), que discorrem sobre as relações entre a fala e a escrita e nas contribuições concernentes ao uso dos gêneros orais, desenvolvidas por Dolz & Schneuwly e outros colaboradores da Escola de Genebra (2004). Em um segundo momento, ainda partindo das reflexões realizadas pelos estudiosos de Genebra (2004) e aqui, no Brasil, por Goulart (2005) e Bueno (2008), nos deteremos ao gênero oral seminário, que é bastante utilizado como método avaliativo, mas pouco sistematizado. Dessa forma, por fim, constatamos que os gêneros orais formais públicos, como é o caso do seminário, são constituídos de vários elementos (linguísticos e não-linguísticos) que devem ser ensinados na escola, a fim de que o aluno domine efetivamente esses gêneros.
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O ENSINO DO PLEONASMO NA ESCOLA BÁSICA: por uma abordagem reflexiva e interacionista no tratamento da figura de linguagem e do vício de linguagem em aulas de Língua Portuguesa

O ENSINO DO PLEONASMO NA ESCOLA BÁSICA: por uma abordagem reflexiva e interacionista no tratamento da figura de linguagem e do vício de linguagem em aulas de Língua Portuguesa

para o „bom uso‟ da língua, como se esta fosse um jogo de regras e estratégias que se enquadram em um molde fechado e linear. Dentro desse paradigma, o ensino organiza-se em torno do método mnemônico, proposto pelos manuais, baseado apenas em exercícios de análise e classificação de termos e regras prontas, previstas pelo modelo da gramática normativa. Essa visão, no mínimo reducionista, inviabiliza possibilidades de enxergar os contextos reais de produção dos enunciados, os quais se configuram como lugares de uso concreto da língua e onde os sentidos do mundo são construídos e reconstruídos por meio da linguagem, valorizando-se, por exemplo, competências linguísticas da leitura e da oralidade.
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A vídeo-charge na escola: uma abordagem multimodal para aulas de língua portuguesa

A vídeo-charge na escola: uma abordagem multimodal para aulas de língua portuguesa

Com a análise do gênero digital, vídeo-charge, constatamos como verídica a questão- problema delimitada no início desse estudo, por conseguinte, verificamos que esse gênero multimodal, tende a auxilia de forma significativa no ensino de língua materna, uma vez que as suas construções multimodais, visam contribui para uma melhor acepção dos sentidos. Sendo assim, os aspectos como as imagens, o áudio, as expressões e gestos, aliados á linguagem verbal, são elementos imprescindíveis para se obter uma compreensão do sentido ampla, logo esses aspectos têm que serem levados em conta no momento da leitura, para isso o docente precisa estar familiarizado com a perspectiva multimodal. Ademais, foi possível perceber que esse gênero digital em sala de aula, auxiliará o aluno na sua construção ideológica, tendo em vista que ela possui uma argumentação com alto teor ideológico, próprio do gênero, capaz de “moldar” o pensamento dos alunos levando-os a refletir e se posicionar criticamente na e fora da escola, além de ser uma alternativa perspicaz para tornar as aulas de leitura e interpretação textual prazerosas, uma vez que atrai a atenção dos alunos por sua configuração animada, tornando as aulas empolgantes e atraentes.
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Língua portuguesa e integração: actas do seminário

Língua portuguesa e integração: actas do seminário

nos quais eles oferecem seus produtos. A sua análise da economia das trocas lingüísticas oferece instrumentos para se compreender fenômenos relativos à produção, distribuição e consumo da linguagem inscritos nas relações sociais, dentre elas, a escolar. A escola é um espaço privilegiado para o afastamento ou a aproximação de grupos sociais. Através do contato entre as crianças surgem os contatos entre os pais, entre as famílias, oportunidades especiais e imperdíveis para as aproximações lingüísticas, ou para seus afastamentos. Portanto, ao manifestarmo-nos como desejosos de integração social, que se faz, essencialmente e inicialmente, pelos contatos lingüísticos, haveremos de implementar nossas aulas de ensino/aprendizagem da nossa língua de modo a que a escola constitua-se, sempre, no espaço privilegiado dessa integração, pois, como sabemos, as ações didáticas são ações políticas. Como poderá um professor de Língua Portuguesa elaborar ações didáticas, de ensino da Língua Portuguesa, sem que o seu curso de Formação Profissional o alicerce para os conhecimentos sobre a Língua, a Cultura e a Sociedade onde insere- -se a sua prática pedagógica? De que elementos científicos disporá ele para, criteriosamente, optar por uma Concepção de Língua/Linguagem que promova a integração de seus alunos? Como poderá munir-se de instrumentos de sucesso de aprendizagem sem que seu curso lhe ofereça conhecimentos sistematizados sobre Concepções de Língua, Concepções de Linguagem, Análise do Discurso, Sociolingüística Educacional, Sociolingüística Qualitativa, Análise Lingüística, conhecimentos esses indispensáveis para a compreensão das Línguas e Linguagens expostas pelo contato entre os falantes na escola? Tais conhecimentos já seriam imprescindíveis se os alunos todos tivessem a Língua Portuguesa como Língua Materna; faz-se ainda muito mais necessário se desejamos a Língua Portuguesa como elemento integrador das diversas sociedades que circulam nas salas de aula, representadas por migrantes, imigrantes e nativos locais. Não será possível, ao professor, identificar pontos cruciais em tal interação se o seu Curso de Formação Profissional apenas o orienta para que continue ensinando a Língua Portuguesa com uma visão tradicionalmente castradora: a língua certa e a língua errada. Acreditamos e afirmamos que o professor tem que entender o porquê de cada procedimento em seu trabalho pedagógico de ensino da língua. A sua compreensão sobre este ‘porquê’ dá a Concepção de Língua que ele necessita para a organização de seus instrumentos de trabalho. Ao organizar tais instrumentos estará concretizando sua Política Didático-Pedagógica e esta será, então, a sua Política Didático-Lingüística adotada para as práticas pedagógicas da sua sala de aula.
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Gêneros orais e ensino de língua portuguesa: concepções e práticas

Gêneros orais e ensino de língua portuguesa: concepções e práticas

; os objetivos de ensino relacionados eles; os procedimentos metodológicos que o professor utiliza para atingir os respectivos objetivos. Posteriormente, realizamos observações das aulas referentes ao plano, focando os seguintes aspectos: as concepções de linguagem e oralidade implícitas nas abordagens; os procedimentos didáticos adotados e as metodologias empregadas em relação ao trabalho com os gêneros orais; as formas de abordagem das especificidades do oral e da variação linguística; a articulação do trabalho com os gêneros orais com as práticas de leitura, produção textual e análise linguística. Como base teórica acerca do ensino de língua e de oralidade, utilizamos os estudos dos seguintes autores, dentre outros: Antunes (2003), Bakhtin (2010; 2000), Braun (2003), Schneuwly e Dolz (2004), Fávero, Andrade, Aquino (1999; 2011), Geraldi (1997; 2006; 2009; 2010), Leal e Seal (2012), Marcuschi (2003; 2005; 2010), Milanez (1993), Possenti (1996), Suassuna (2009). A análise dos dados mostrou que as professoras participantes realizam um trabalho sistemático e de qualidade com a modalidade oral da língua, além de esse trabalho ser coerente com a concepção de linguagem e de oralidade que ambas assumem, a partir da perspectiva sociointeracionista. Ficou clara a influência, na prática de ambas, da formação inicial e continuada a que tiveram acesso. Isso demonstra a necessidade de um maior incentivo à formação continuada dos professores, tendo em vista o ensino por meio de gêneros textuais e com foco específico no trabalho com a modalidade oral. Além disso, a partir das práticas das professoras participantes, foi possível traçar um cenário que nos leva a perceber como o oral é trabalhado e concebido, o que abre novas possibilidades de trabalho com a língua materna. As aulas em que a modalidade oral foi trabalhada se mostraram como ricas oportunidades para que os alunos se colocassem por meio de suas falas, e, assim, se constituíssem como construtores dos próprios discursos.
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Os gêneros textuais e sua abordagem no livro didático de língua portuguesa

Os gêneros textuais e sua abordagem no livro didático de língua portuguesa

Conto de Fadas, fábula, romance, conto, crônica literária, adivinha, piada, relatos, diário íntimo, testemunho, autobiografia, curriculum vitae, noticia, reportagem, crônicas, biografia, textos de opinião, diálogo argumentativo, carta de leitor, debates, assembleia, resenha crítica, artigos de opinião ou assinados, editorial, seminário, conferência, palestra, entrevista, verbete, artigo enciclopédico, resenha, relatório científico, instruções de montagem, receita, regulamento, regras de jogo, textos prescritivos, telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais etc. (CLARE, 2002, p.04).
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Da língua portuguesa à língua espanhola: uma abordagem ao funcionamento da língua

Da língua portuguesa à língua espanhola: uma abordagem ao funcionamento da língua

Como a área geográfica da escola é muito abrangente, os transportes não estão ajustados ao horário de funcionamento da escola, razão pela qual muitos alunos chegam meia hora antes do início das aulas e aguardam quase uma hora pelo autocarro de regresso a casa. Por outro lado, o tempo gasto na viagem escola/casa e casa/escola chega a demorar, em muitos casos, uma hora, devido às muitas paragens do autocarro. Como consequência dessa demora, os alunos não têm tempo para efectuar o estudo individual e a realização de trabalhos de casa, o que prejudica a sua aprendizagem. Por outro lado, devido ao elevado desemprego na região, muitos dos encarregados de educação optam por emigrar, ficando dessa forma, os seus educandos ao cargo de avós ou de outros familiares. Este facto acarreta algumas consequências negativas para o desenvolvimento afectivo e social do aluno, o que se reflecte na sua aprendizagem.
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As histórias em quadrinhos como ferramenta para a abordagem da variação linguística nas aulas de língua portuguesa

As histórias em quadrinhos como ferramenta para a abordagem da variação linguística nas aulas de língua portuguesa

No que tange ao ensino do léxico, nosso foco neste capítulo, nos cumpre dizer que cabe à escola “a tarefa de ensinar o uso das variações da linguagem, sem condenar nenhuma, inclusive a gíria, porque todas cumprem algum papel na interação dos falantes nas muitas situações em que se envolvem.” (PRETI, 2006, p. 69). Tendo em vista a adoção de um paradigma de ensino que vise dar ao aluno condições de plena participação social, consideramos que não só as formas prestigiadas da língua devem ter espaço no ensino do léxico, mas também as gírias do grupo social no qual a comunidade escolar esteja inserida, para que o aluno possa variar a língua livremente, como queira e como o momento exigir, porque mesmo as variedades mais populares devem fazer parte do repertório linguístico de um falante proficiente em sua língua materna. (PRETI, 2006). Nesse sentido, por que não propor aos nossos alunos atividades em que eles analisem, por exemplo, qual é o processo de formação da gíria? Ou qual é o significado que a gíria tem em um determinado contexto de uso? Com tudo isso, o que queremos dizer é que não é preciso desvalorizar a norma popular para que se ensine a norma de prestígio, as normas são coexistentes na sociedade, portanto, devem ter espaço na sala de aula.
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“Eu quero aprender a falar”: o estudo dos gêneros orais na aula de língua portuguesa

“Eu quero aprender a falar”: o estudo dos gêneros orais na aula de língua portuguesa

RESUMO: Este estudo buscou compreender como tratar a oralidade como objeto de ensino nas aulas de Língua Portuguesa (LP) na escola. O projeto foi desenvolvido como uma pesquisa-ação durante o Estágio Curricular em LP, noprimeiro ano do ensino médio, em uma escola pública da cidade de Bagé (RS). De cunho qualitativo, a pesquisa se confi gura como pesquisa-ação (LATORRE, 2003) em Linguística Aplicada e utiliza suporte teórico-metodológico da Sociolinguística Interacional (RIBEIRO; GARCEZ, 1998) e da Microetnografi a Escolar (ERICKSON; SCHULTZ, 1998) para geração e análise de dados. Os instrumentos de pesquisa incluíram fi lmagem das aulas e produção de diário refl exivo. A partir das fi lmagens, foram gerados excertos que são problematizados para (i) analisar como se deu o processo de apropriação dos gêneros orais secundários (entrevista e seminário); (ii) investigar se um projeto de ensino pautado no estudo desses gêneros favorece a legitimação da oralidade como objeto de ensino. Os resultados obtidos na pesquisa demonstram como o estudo sistemático dos gêneros orais secundários contribuiu no processo de apropriação desses gêneros, especialmente acionando a refl exão dos alunos sobre elementos linguísticos e paralinguísticos. Mostram também a importância que um projeto de ensino pautado no estudo sistemático dos gêneros orais tem para favorecer a legitimar a oralidade como objeto de ensino na escola.
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A abordagem dos conhecimentos linguísticos no ensino de língua portuguesa: uma análise de aulas publicadas no Portal do Professor

A abordagem dos conhecimentos linguísticos no ensino de língua portuguesa: uma análise de aulas publicadas no Portal do Professor

Por trás da atitude excessivamente conservadora dessa elite letrada [...] estava seu desejo de viver num país branco e europeu, [...] se combatiam os fenômenos linguísticos identificados como “português de preto” ou “pretoguês”, essa “língua de negros boçais e de raças inferiores” (cf. discussão em Christino, 2001), que era entendida pela elite conservadora como sinônimo de corrupção, degeneração, desintegração. [...] O projeto da norma-padrão no Brasil teve, então, como objetivo fundamental [...] combater as variedades do português popular. (FARACO, 2008, p.79-80) Destarte, o histórico do estabelecimento da norma-padrão brasileira aliado à concepção de língua como expressão do pensamento, que fundamenta as noções da gramática normativa, foi basilar para posicionamentos equivocados e preconceituosos de desprestígio e até mesmo de escárnio frente a variantes populares. Apesar de até hoje influenciarem grandemente o processo de ensino- aprendizagem de língua portuguesa na escola, as concepções de língua e gramática sobre as quais nos debruçamos até aqui – cujas contribuições para o estudo das línguas e importância para o desenvolvimento da disciplina escolar de português são inegáveis, apesar dos problemas apontados, já que foram basilares para os estudos da língua que surgiram posteriormente (cf. FARACO, 2008) – não foram as únicas a orientar tal processo. Dentre as concepções de língua que também cumprem/cumpriram esse papel orientador das práticas docentes, podemos destacar também a concepção de língua como instrumento de comunicação.
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Abordagem do gênero seminário no livro didático de língua portuguesa

Abordagem do gênero seminário no livro didático de língua portuguesa

A presente pesquisa tem natureza didática, pois discorre sobre a necessidade de sistematizar atividades, no contexto escolar, acerca dos gêneros orais formais da esfera pública. Nosso enfoque é o seminário escolar, já que o estudo sistemático desse gênero pode mobilizar saberes importantes para que o aluno seja proficiente na adequação da fala ao contexto comunicativo. Diante disso, o objetivo geral deste trabalho é analisar o tratamento concedido ao gênero seminário em livro didático de Língua Portuguesa. Especificamente, objetiva-se avaliar uma proposta de produção do gênero seminário, do LD Livro didático de Língua Portuguesa, que compõe a coleção Português: trilhas e tramas, desenvolvida por Sette et. al., (2016). Para tanto, segue-se arcabouço teórico fundamentado em Bortoni-Ricardo (2014), Goulart (2005), Marcuschi (2010), Meira e Silva (2013) e Schneuwly e Dolz (2010). A metodologia empreendida se situa na área da Linguística Aplicada, com base em Moita Lopes (2006), ao ser desenvolvida em pesquisa qualitativa que se preocupa com as problematizações de uso linguístico e didático do gênero em cena. Nesse ínterim, foram sistematizadas as categorias de análise: (1) atividades de preparação para a produção do gênero; (2) realização do gênero; (3) avaliação e (4) socialização. Os resultados obtidos nos permitiram concluir que o Livro didático analisado apresenta proposta satisfatória para o ensino do seminário escolar. Observamos, ainda, que o modelo didático abordado coaduna com os pressupostos teóricos para a didatização do referido gênero, ao passo que também se alinha ao que preconiza os documentos oficiais, no que diz respeito ao tratamento que deve ser dirigido aos gêneros orais formais da esfera pública.
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Gêneros orais em didático de LP e aplicabilidade dos gêneros debatee seminário na sala de aula

Gêneros orais em didático de LP e aplicabilidade dos gêneros debatee seminário na sala de aula

Muitos livros didáticos, ainda hoje, apresentam um trabalho precário em relação à oralidade. Eles, geralmente priorizam atividades de leitura e oralização em detrimento de práticas orais que levem em consideração as diferentes práticas sociais que ocorrem por meio dessa modalidade, dentro e fora do ambiente de sala de aula, mas há alguns avanços nessa área. Alguns autores de LD de Língua Portuguesa tentam se inserir na discussão dos gêneros textuais e reavaliam seus textos, adequando-se às novas demandas didáticas. Partindo dessa hipótese essa monografia tem por objetivos analisar duas propostas de gêneros orais (o debate e o seminário) no livro didático Português Linguagens, e a aplicação dessas duas propostas na sala de aula – na Escola E.E.E.M. Severina Ramos de Oliveira, em Sobrado/PB, em uma turma do 2º ano do Ensino Médio. Realizada em duas etapas: leitura e análise das propostas do livro e aplicação destas propostas nas aulas de língua portuguesa, esta pesquisa ação encontrou respaldo em discussões atuais: as lições de Bezerra (2001), (1999), Dolz & Schneuwly (2004), Marcuschi (2005, 2008), Antunes (2003), as orientações dos PCN (1998), além da influência dos estudos de Bakhtin (2003), entre outros.
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Educação ambiental nas aulas de língua portuguesa : gêneros textuais em uma abordagem interdisciplinar

Educação ambiental nas aulas de língua portuguesa : gêneros textuais em uma abordagem interdisciplinar

Aliada a essa situação, havia as definições do calendário da escola, as festas, os eventos, a semana de provas, a semana de conselho, o torneio interclasses: tudo isso fazia com que o planejamento da pesquisa fosse sendo reelaborado de acordo com as necessidades, confirmando que, segundo Barbier (2007), a pesquisa-ação faz com que o pesquisador seja implicado na estrutura social na qual está inserido pelas interações entre sujeitos e objeto de pesquisa. Assim, confirmamos que o imprevisto está no centro da prática e que temos que aprender a lidar com ele, pois trabalhamos com os outros. Neste caso, a escuta sensível foi nossa companheira diuturna, exigindo muita comunicação com os interagentes: alunos, professores, direção, coordenação. A pesquisa não dependia só da pesquisadora, mas de um conjunto de sujeitos e situações, porque a aprendizagem e o trabalho pedagógico não acontecem em condições ideais, isoladamente. Em um planejamento temos que considerar a estrutura da escola; nossos pares, que são os professores; os alunos, com suas particularidades; o tempo da escola dividido e subdividido; a intenção particular de cada um nesse processo.
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O TRABALHO COM OS GÊNEROS ORAIS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

O TRABALHO COM OS GÊNEROS ORAIS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Na prática da expressão oral, o envolvimento lúdico e a informalidade parecem predominar nas atividades propostas na escola, particularmente por meio daquele que vem sendo o instrumento privilegiado de acompanhamento das aulas, o livro didático. Ordens como “converse com seu colega”, “exponha sua opinião” e “discuta em grupo”, tão vagas quanto pouco razoáveis, costumam suceder-se em atividades propostas, em geral, ao final das lições, sem qualquer sistematização ou justificativa.

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O ensino de gêneros orais nas aulas de língua portuguesa: reflexões sobre o trabalho docente

O ensino de gêneros orais nas aulas de língua portuguesa: reflexões sobre o trabalho docente

Com relação ao contexto de produção do texto, alguns aspectos influenciam na maneira como o texto é organizado. Assim, cabe destacar dois planos: primeiramente o mundo físico e, em segundo lugar, o mundo sociossubjetivo (MACHADO; BRONCKART, 2009). Sobre o mundo físico, convém ressaltar que todo e qualquer texto se realiza em um contexto físico, definido por quatro aspectos: lugar de produção (lugar físico em que o texto é produzido), momento da produção (extensão do tempo durante a produção do texto), o emissor (pessoa que produz o texto) e o receptor (pessoa que recebe o texto). Já no que diz respeito ao mundo sociossubjetivo, está relacionado com as normas, valores, regras sociais, assim como a imagem que o produtor de texto faz de si e de seu agir, isto é, as referências do seu mundo subjetivo. Segundo Gonçalves (2015), este contexto também é definido por quatro aspectos: lugar social (espaço onde o texto é produzido: escola, família, mídia...), a posição social do emissor (papel social exercido pelo produtor do texto que lhe confere o estatuto de enunciador: pai, professor, agricultor...), papel social do receptor (papel social concedido ao receptor que lhe confere o estatuto de destinatário: irmão, leitor, aluno...) e o objetivo da interação (ponto de vista do enunciador, relacionado ao efeito de sentido no destinatário).
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Um estudo sobre oralidade nas aulas de língua portuguesa

Um estudo sobre oralidade nas aulas de língua portuguesa

Não. Porque (++) só pra gente observar, essas terceiras séries, então, se eles não passam por esse processo (+) digamos no ensino fundamental I e II e nos dois anos de Ensino Médio, eles não vão desenvolver essa capacidade no último ano escolar a ponto de estarem preparados. Porque são coisas que eles vão está vendo para os anos finais de uma forma bem por cima. Porque quando deviam ter visto com mais intensidade era, muitas vezes, visto como pretexto, / na questão dos seminários, como eu vejo alguns professores usando isso como forma de se livrar das correções das provas. Mas eu não faço assim, porque o que eu foco no seminário é a preparação, porque eu vejo em mim. Quando eu saí da escola nunca tinha apresentado um trabalho. Então assim que a gente chegou à faculdade no curso de Letras foi um choque. E até convém falar que vários alunos desistiram na minha turma depois que o professor marcou o seminário e nunca mais apareceram. Eu ainda lembro disso (++) e os que ficaram se sentiram aterrorizados, teve uma lá que na hora passou muito mal. Então para os alunos de hoje já vemos essa mudança, porque vão sair daqui sabendo o que é um seminário. Até porque na minha época nem se falava em seminário no livro didático e hoje em algumas séries o livro já mostra. Mas ainda assim, não saem bem preparados porque eu vejo que seminário virou moda, ai o aluno apresenta do jeito que quer e não é reprovado a não ser que ele falte. Então é melhor para o aluno e para o professor.
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Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

Oralidade e ensino de língua portuguesa: o gênero seminário em sala de aula

A abordagem dos gêneros orais em sala de aula possibilita que os alunos desenvolvam habilidades que lhes serão úteis em eventos reais, em diferentes situações de interação. Assim sendo, essa abordagem exige planejamento e elaboração de atividades pedagógicas voltadas para os mais diferentes gêneros. Neste trabalho, objetivamos investigar como os alunos do 9º ano utilizam o gênero oral seminário, haja vista termos observado alguns problemas na realização do referido gênero em atividades de sala de aula. Como meio de proporcionar condições para que os discentes superassem suas dificuldades de aprendizagem da língua materna, especialmente na modalidade oral, propusemos uma intervenção pedagógica planejada e executada a partir de uma sequência didática. Nessa direção, fundamentamo-nos em estudos que seguem perspectivas sociointeracionais, com o foco nos gêneros orais e no ensino desses gêneros. Baseamo-nos, para tanto, nos estudos de Dolz, Schneuwly e Noverraz (2011), Marcuschi (2005, 2015, 2016), Melo e Cavalcante (2006), Travaglia (2007, 2013), entre outros. Seguimos uma abordagem de investigação qualitativa (BOGDAN e BIKLEN, 1994) e, com relação ao tipo, adotamos a pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011). Realizamos um trabalho, pedagogicamente orientado pela Sequência Didática (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY), a fim de acompanhar o desenvolvimento dos alunos no tocante à prática do gênero seminário. O corpus analisado constituído pelos seminários produzidos, possibilitou constatar que os alunos apresentaram avanços no uso do gênero em estudo, em diferentes aspectos, comparando-se as produções iniciais e finais. Consideramos, com esse resultado, que os problemas demonstrados inicialmente pelos alunos puderam ser minimizados pela adoção de uma abordagem de ensino sistemática, envolvendo o ensino do gênero oral formal em sala de aula.
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Os multiletramentos nas aulas de língua portuguesa no Ensino Médio

Os multiletramentos nas aulas de língua portuguesa no Ensino Médio

Considerando que as tecnologias de informação e comunicação são democráticas, podendo permitir a qualquer pessoa publicar suas manifestações culturais, acreditamos que essas são importantes ferramentas que podem ser aproveitadas pela escola para estudo dos multiletramentos, pois agregam facilmente semioses variadas e multiculturas. Sendo assim, a análise da multimodalidade, veiculada pelas TICs pode ser um momento único para o professor exercer sua função de agente de letramento durante o trabalho com os gêneros digitais como ferramentas para o ensino de Língua Portuguesa. Por essa razão, prosseguimos discutindo a relevância da multimodalidade para o ensino de leitura na escola, presente em alguns gêneros que sobrepõem diversas semioses e diferentes recursos (sonoros, visuais e verbais) para significar, como por exemplo o videoclipe e a canção. Para tanto, apresentamos a abordagem da multimodalidade nos gêneros discursivos (KRESS, 1996, 2003; KRESS; VAN LEEUWEN, 1996) e dos multiletramentos (ROJO, 2012; COPE; KALANTZIS, 2000) como uma forma de perceber as práticas sociais para significação de sentidos, relacionadas a uma cultura da escrita em contextos históricos e sociais situados.
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Estágio docente e suas implicações nas aulas de Língua Portuguesa

Estágio docente e suas implicações nas aulas de Língua Portuguesa

Nas aulas seguintes, o tema proposto foi linguagem denotativa e conotativa. Levei à aula alguns cartazes publicitários e manchetes de alguns portais de notícias para exemplificar os sentidos que palavras podem adquirir. Houve as primeiras impressões e abordagens ao tema com fontes teóricas para assimilação das relações entre as distintas formas de uso da língua. Apresentei um exercício e abriu-se um debate proveitoso. Posteriormente, os alunos trouxeram letras de músicas com exemplos de conotação e denotação. Foi realizada uma atividade que os alunos mudariam os sentidos das canções apresentadas. A atividade foi desenvolvida com ampla interação e o texto foi abordado como unidade de sentido, com uma reflexão gramatical integrado à leitura, tratando dimensões de fonética, sintaxe, semântica e estilística. Foi explorada ainda, a utilização da linguagem poética em letras de músicas. Serviram de suporte textos fotocopiados e aparelho de som que garantiram a analise da relação da letra da música com sua sonoridade e os agentes implícitos no contexto. No contexto, destacou-se a expansão da poesia e incentivou à apreciação da musicalidade, da linguagem utilizada e das emoções que o poeta inseriu na sua obra, a partir da sua forma de ver o mundo.
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A webquest: uma proposta para aulas de língua portuguesa

A webquest: uma proposta para aulas de língua portuguesa

De fato, existe a possibilidade de uma parcela dos alunos, já terem produzido alguns desses gêneros, mas o contexto de produção é o que irá fazer toda a diferença. E aí entra o papel do professor, que será o mediador responsável por fazer com que os docentes façam conexões com os eventos externos ao mundo da sala de aula, descobrindo assim, as ligações entre as situações por eles vividas e os conteúdos curriculares trazidos pelo professor. Fazer esta conexão é importante porque o aluno encontrará uma função, uma aplicabilidade àquilo que ele está aprendendo na escola.
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