Top PDF Geografia e Direito ambiental: uma relação fundamental para a preservação do meio ambiente

Geografia e Direito ambiental: uma relação fundamental para a preservação do meio ambiente

Geografia e Direito ambiental: uma relação fundamental para a preservação do meio ambiente

Devido ao uso desenfreado dos recursos naturais e a constante degradação do meio ambiente pela sociedade capitalista, é crescente a preocupação da humanidade pelo futuro de nosso planeta. O Direito Ambiental surge como um meio de grande eficácia na proteção do meio natural. Partindo deste ponto, este trabalho consiste numa abordagem acerca da importância do Direito Ambiental em conjunto com a Geografia nas ações de preservação do meio ambiente. Em um primeiro momento focaliza-se a relação entre as duas áreas e os pontos em comum das mesmas, no intuito de mostrar a relevância do tema na visão de diversos autores. Posteriormente busca-se fazer um estudo da importância do Direito Ambiental na formação do profissional da Geografia, a partir de uma pesquisa prática no Curso de Geografia da UEPB-Campus III. Foram aplicados 24 questionários às seis turmas a partir do terceiro ano de curso, do período 2010.1, questionando a importância do Direito Ambiental em sua formação. Identificou-se a importância da presença do Direito Ambiental na formação do profissional da Geografia, os quais apresentam enorme interesse e enfoque a essa importância, destacando-se a capacidade proporcionada do exercício de acesso à justiça em matéria ambiental. Porém 100% dos entrevistados consideram que as disciplinas que deveriam abordar o tema ainda o tratam de forma muito incipiente, não permitindo um conhecimento mais aprofundado. Das 29 disciplinas que fazem a carga horária do curso em análise, apenas oito disciplinas abordam o tema, e mesmo assim, muito superficialmente. Conclui-se que o estudo do Direito Ambiental no curso pesquisado deve ter um maior aprofundamento, visto que é crescente a preocupação com tais questões, consequentemente vê-se a necessidade de formar cidadãos com a capacidade de lidar com os conflitos de natureza sócio-ambiental.
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O meio ambiente natural e a proteção integral das crianças: a educação ambiental como de fundamental dos pais para a preservação das presentes e futuras gerações

O meio ambiente natural e a proteção integral das crianças: a educação ambiental como de fundamental dos pais para a preservação das presentes e futuras gerações

O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas, em um meio ambi- ente de qualidade tal que lhe permite levar uma vida digna, gozar de bem-estar e é portador solene de obrigação de proteger e me- lhorar o meio ambiente, para as gerações presentes e futuras. A esse respeito, as políticas que promovem ou perpetuam o ‘apartheid’, a segregação racial, a discriminação, a opressão colo- nial e outras formas de opressão e de dominação estrangeira per- manecem condenadas e devem ser eliminadas. Os recursos natu- rais da Terra, incluídos o ar, a água, o solo, a flora e a fauna e, especialmente, parcelas representativas dos ecossistemas natu- rais, devem ser preservados em benefício das gerações atuais e futuras, mediante um cuidadoso planejamento ou administração adequados. Deve ser mantida e, sempre que possível, restaurada ou melhorada a capacidade da Terra de produzir recursos reno- váveis vitais. O homem tem a responsabilidade especial de pre- servar e administrar judiciosamente o patrimônio representado pela fauna e flora silvestres, bem assim o seu habitat, que se en- contram atualmente em grave perigo, por uma combinação de fatores adversos. Em conseqüência, ao planificar o desenvolvi- mento econômico, dever ser atribuída importância à conservação da natureza, incluídas a flora e a fauna silvestres 12 .
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Tutela jurisdicional civil ambiental e a garantia do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

Tutela jurisdicional civil ambiental e a garantia do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

Mesmo antes da expressa constitucionalização da proteção ao meio ambiente, a inexistência de previsão legal não inibiu o legislador de promulgar leis e regulamentos, os quais resguardavam os processos ecológicos, muito devido a ação dos movimentos conservacionistas internacionais aliados às pressões externas pela preservação do patrimônio natural, surgidas principalmente entre as décadas de 1970 e 1980. O país passou a adotar políticas ambientais de proteção e conservação de forma mais efetiva, utilizando-se de diversos mecanismos legais, destacando-se como marco norteador fundamental a Lei nº 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), traduzida numa série de princípios, objetivos e instrumentos como o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e, posteriormente, a criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
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O direito tributário como instrumento de regulação do hiperconsumo para preservação do meio ambiente

O direito tributário como instrumento de regulação do hiperconsumo para preservação do meio ambiente

Neste trabalho abordar-se o Direito Tributário Ambiental, como forma de controlar o consumo desmedido da sociedade moderna, que sofreu um processo de radicalização durante seu período tardio passando a ser denominada hipermodernidade; devido à sua própria lógica exploratória dos recursos naturais, criou riscos aos quais toda a humanidade está exposta, dentre eles a crise ambiental. Em virtude dos riscos criados, é afirmada a necessidade de controle da sociedade do hiperconsumo, por meio da intervenção do Estado na economia, com a função de controlar o consumo excessivo, para modificar a relação exploratória do homem com o meio ambiente, em função do consumo. Para tanto, tem-se à disposição vários mecanismos de atuação do Poder Público, dentre eles o direito tributário ambiental. O direito tributário ambiental pode ter sua aplicação vinculada a fatores ambientais, por meio da aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável, do poluidor-pagador, da extrafiscalidade e da seletividade. Para tanto, podem ser utilizados o IPI, o ICMS e a Cide, não apenas para a concretização de uma política social, mas igualmente para induzir o consumo socioambientalmente orientado. Ainda outra possibilidade é a instituição de uma contribuição com caráter ambiental (Cide-Consumo), com a vantagem de estar vinculada sua arrecadação a funções ambientais. Nesse contexto, o direito tributário ambiental mostra-se um excelente instrumento de intervenção do Estado na economia, a fim de induzir os agentes econômicos ao consumo socioambientalmente correto ou de “produtos s.
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O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E O DIREITO AMBIENTAL: a exploração da atividade turística e a preservação do meio ambiente
							| Anais do Congresso Acadêmico de Direito Constitucional - ISSN 2594-7710

O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E O DIREITO AMBIENTAL: a exploração da atividade turística e a preservação do meio ambiente | Anais do Congresso Acadêmico de Direito Constitucional - ISSN 2594-7710

Na esfera turística, torna-se fundamental a inserção de um programa voltado para a educação ambiental dos operadores dessa atividade, visto que estes são os “guias” dos visitantes e uma das principais figuras quando se fala em turismo sustentável, pois por meio deles os turistas vão receber as instruções de como se portar diante de determinada situação ou lugar, em meio ao ambiente ecológico, sendo um “espelho” para o visitante que deseja estar em contato com a natureza, perfazendo-se essencial o seu conhecimento, para que possa repassá-lo aos visitantes e fazer com que a cultura da preservação ambiental se dissemine. A conscientização da população dos locais explorados também é imprescindível, uma vez que estes são os maiores prejudicados com a degradação, sendo fundamental a sua atuação no combate aos impactos ambientais negativos ocasionados pelo uso inadequado dos recursos naturais.
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As representações sociais de alunos do ensino fundamental sobre meio ambiente e a questão ambiental nos livros didáticos de geografia

As representações sociais de alunos do ensino fundamental sobre meio ambiente e a questão ambiental nos livros didáticos de geografia

De fato, para a maior parte da humanidade a globalização está se impondo como fábrica de perversidades. O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e desabrigo se generalizam em todos os continentes. Novas enfermidades como a SIDA se instalam e velhas doenças, supostamente extirpadas, fazem seu retorno triunfal. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos, a corrupção. A perversidade sistêmica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização (SANTOS, 2008, p. 19 e 20).
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PENSAR A RELAÇÃO DO HOMEM COM O MEIO AMBIENTE: CONTRIBUIÇÕES GEOGRÁFICAS PARA A REGULAMENTAÇÃO PROPOSTA PELO DIREITO AMBIENTAL

PENSAR A RELAÇÃO DO HOMEM COM O MEIO AMBIENTE: CONTRIBUIÇÕES GEOGRÁFICAS PARA A REGULAMENTAÇÃO PROPOSTA PELO DIREITO AMBIENTAL

Este artigo, portanto, tem o escopo de contribuir com a aludida aproximação discutindo a relação do homem com o meio ambiente à luz da geografia, nomeadamente, a partir do conceito de ecúmeno teorizado por Augustin Berque. Iniciando com uma breve recuperação das teorias que interpretavam a relação do homem com o meio, destaca-se posteriormente no trabalho a inseparabilidade entre homem e natureza, o aspecto da totalidade e da particularidade dentro da qual se desenvolve a relação, seu caráter histórico com a permanência de configurações pretéritas, e seu conteúdo técnico que condiciona a percepção e uso do meio.
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O direito humano fundamental ao meio ambiente sadio: congência da proteção ambiental nos âmbitos nacional e internacional

O direito humano fundamental ao meio ambiente sadio: congência da proteção ambiental nos âmbitos nacional e internacional

A proteção das espécies migratórias tem que ser feita de modo conjunto pelos Estados por onde passam os animais. A proteção em um só Estado não é capaz de garantir a sobrevivência das espécies, que podem vir a ser depredadas quando de sua movimentação para outros territórios. Em relação à proteção internacional das espécies, e reconhecendo a necessidade de proteção cooperativa, os Estados regularam a questão por meio de diferentes convenções internacionais. Entre elas se destacam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias Pertencentes à Fauna Selvagem (também conhecida como a Convenção de Bonn) que reconhece que a fauna selvagem, nas suas inúmeras formas, constitui um elemento insubstituível dos sistemas naturais da Terra de forma que deve ser conservado para o bem da humanidade; a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e Fauna Selvagem (CITES); a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que visa conscientizar os Estados sobre a perda de biodiversidade e do patrimônio genético mundial; a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que pretende controlar as distintas fontes de contaminação causadas pelas atividades humanas em espaços marítimos, os quais compreendem suas águas e recursos naturais; a Convenção sobre as Zonas úmidas de Importância Internacional (Convenção de Ramsar), especialmente enquanto habitat de aves aquáticas.
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Tributação ambiental:  Implementação do direito fundamental ao meio ambiente saudável e equilibrado através de política fiscal

Tributação ambiental: Implementação do direito fundamental ao meio ambiente saudável e equilibrado através de política fiscal

O caráter transindividual dos direitos essencialmente coletivos não é a pedra de toque que nos permite distinguir os difusos do coletivo propriamente ditos, já que nenhum deles pertence ao indivíduo egoisticamente falando, segundo o legislador. No caso dos coletivos, pertencem ao sujeito enquanto partícipe de um grupo, categoria ou classe de pessoas bem definida por uma relação jurídica base. Já para o caso dos difusos, também definidos como transindividuais pelo legislador, tais ‘interesses não encontram apoio em uma relação-base bem definida, reduzindo-se o vínculo entre as pessoas a fatores conjunturais ou extremamente genéricos, a dados de fato freqüentemente acidentais e mutáveis: habitar a mesma região, consumir o mesmo produto, viver sob determinadas condições sócio-econômicas, sujeitar-se a determinados empreendimentos, etc ( RODRIGRUES, 2002, p.40).
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Cooperação internacional para a preservação do meio ambiente: o direito brasileiro e a convenção de Aarhus.

Cooperação internacional para a preservação do meio ambiente: o direito brasileiro e a convenção de Aarhus.

17 A proteção do meio ambiente, ou em sua abordagem restritiva, dos recursos naturais, representa, antes de tudo, um problema de natureza global, relacionado a efeitos transfronteiriços e cuja solução demanda o reconhecimento de uma relação indissociável entre as decisões sobre o meio ambiente e as decisões sobre o desenvolvimento, razão pela qual a cooperação constitui dever indissociável dos Estados na sociedade internacional. Conforme explica Sands, a obrigação geral de cooperar está relacionada, basicamente, à implementação dos objetivos dos tratados e convenções, além de outros objetivos mais específicos, como assegurar o acesso à informação e a participação nos processos de tomada de decisão. Estão compreendidas nessa abordagem normas que prevejam estudos de impacto ambiental, assegurando que Estados vizinhos recebam informações suficientes, compreendendo deveres de troca de informação, consultas e notificação, implementação conjunta de padrões de proteção, acesso à informação emergencial, entre outras (cf. Sands, 2003, p. 250).
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Direito fundamental ao meio ambiente equilibrado: (algumas reflexões sobre a responsabilidade civil ambiental)

Direito fundamental ao meio ambiente equilibrado: (algumas reflexões sobre a responsabilidade civil ambiental)

Ainda, com relação à responsabilidade ambiental, defende-se ainda a responsabilidade do investidor imobiliário estrangeiro, que muitas vezes vê o país apenas como uma fonte de riqueza que deve ser explorada ilimitadamente. Neste ponto, cabe frisar que a Constituição Federal de 1988 estabelece que a soberania nacional é um fundamento da República Federativa do Brasil, norma que impede a exploração desenfreada e inconsequente do território brasileiro. Observa-se que o objetivo não é impedir o investimento estrangeiro no país, mas, tão somente, deseja-se um atuar responsável, que preserve o meio ambiente para as gerações futuras. O que se pretende vedar é a busca do lucro como fim único. O estrangeiro, como qualquer outra pessoa, também está sujeito às normas de preservação ambiental, devendo haver uma eficiente e ágil fiscalização por parte dos entes públicos no controle desses investimentos, os quais, muitas vezes, degradam enormes áreas de paisagem natural para explorarem a agricultura ou construírem empreendimentos turísticos, visando apenas a obtenção de lucro.
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DIREITO FUNDAMENTAL AO MEIO AMBIENTE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA DEMOCRACIA

DIREITO FUNDAMENTAL AO MEIO AMBIENTE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA DEMOCRACIA

Acontece que essa influência direta, próxima e imediata que o meio ambiente exerce sobre a vida das pessoas é apenas uma parte da aná- lise de como tal direto limita as possibilidades democráticas. Numa análise mais ampla e de médio prazo, pode-se apontar que o meio ambiente trans- cende a perspectiva imediata para estender-se, tanto em relação ao espaço quanto em relação ao tempo. Efetivamente, a questão ambiental se expande muito além do espaço imediato no qual cada pessoa vive a sua vida, visto ser impossível separar o mundo em meio ambientes individuais, o que faz com que as pessoas acabem por ser afetadas por ações estranhas a si mes- mas e praticadas em lugares distantes. Tal fato ganha ainda mais relevância quando se percebe que o meio ambiente também exige uma preocupação estendida em relação ao tempo, pois qualquer violação ao meio ambiente tem efeitos duradouros. É assim que a vida das pessoas passa a ser afetada por questões como a poluição do ar ou a destruição da camada de ozônio, que não são resultado de ações imediatas, mas podem ter consequências limitantes (como a proliferação de doenças respiratórias ou de pele).
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O conflito entre o direito de propriedade e o meio ambiente e a questão da indenização das áreas de preservação florestal

O conflito entre o direito de propriedade e o meio ambiente e a questão da indenização das áreas de preservação florestal

a preservação da qualidade ambiental na propriedade rural, conforme a Constituição, é pressuposto da existência do direito de propriedade, conferido pelo Constituinte. Logo, a definição de espaços territoriais protegidos, impostos em caráter geral a todos os proprietários, não constitui restrição ou intervenção no direito de propriedade, mas sim condição para o reconhecimento jurídico deste último. 324 É importante notar, no trecho citado, que o autor não faz qualquer referência à limitação administrativa, como geralmente o faz a doutrina em geral. 325 Limitações administrativas à propriedade são medidas de caráter geral, igualmente gratuitas e que geram obrigações para os proprietários, mas impostas com fundamento no poder de polícia do Estado, que o faz para condicionar o exercício do direito de propriedade. 326 Já a preservação ambiental nos imóveis rurais, quando tem origem constitucional que repousa na própria idéia de função social da propriedade, caracteriza os limites internos à propriedade, que são os limites que antecedem o próprio direito de propriedade, de que são indissociáveis, verdadeiros elementos de um todo. Daí a afirmação que o direito de propriedade, em relação à propriedade imobiliária rural, é o direito de propriedade com certas características peculiares relativas à proteção do meio ambiente. É, portanto, o Direito de Propriedade com Reserva Florestal Legal e Área de Preservação Permanente, quando for o caso. A partir daí é que podem advir as chamadas limitações administrativas, externas ao direito.
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A Busca pela efetividade do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

A Busca pela efetividade do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

Dizer que o Direito Ambiental situa-se mais como um princípio informativo e que lhe faltam princípios jurídicos e métodos próprios, não o descaracteriza como um direito especializado. Informativos todos os outros ramos jurídicos também o são. O Direito Ambiental é um Direito novo, 139 moderno, de terceira geração, com extraordinário crescimento nos últimos tempos e já consolidado. Na nova Constituição de 1988 consagrou-se dois princípios fundamentais, suas linhas mestras, o da proteção ambiental (art.225), que assegura a todos o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado; e o da função social da propriedade art. 186, que exige para o exercício desse direito. o aproveitamento racional e adequado dos recurso. naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Isto demonstra que o direito de propriedade. modernamente, está fortemente limitado por imposições de arde econômica, social e ecológica. Em atenção a esse forte princípio, a propriedade s cumpre sua função social quando apresenta requisitos que aprendam esses parâmetros. Eis por que a utilização inadequada dos recursos naturais descaracteriza a propriedade moderna, tornando-a anti-social. Fere um princípio de Direito Ambiental. Afora esses dois grandes princípios inseridos na Constituição, o professor Toshio Mukai detecta outros contidos na legislação ordinária, semelhantes aos mais consagrados nos países mais adiantados. São eles: o da prevenção, o do poluidor-pagador ou da responsabilização e o da cooperação. Eis ai princípios jurídicos de Direito Ambiental que foram adotados em nossa legislação. Portanto, aqueles que afirmam que o nosso Direito Ambiental não tem princípios jurídicos negam a própria realidade.
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Tutela jurisdicional preventiva e efetividade do direito fundamental do meio ambiente

Tutela jurisdicional preventiva e efetividade do direito fundamental do meio ambiente

Técnico de fls. 859/881", concluindo que "a legislação ambiental é posterior à implantação da fábrica da Requerida e que pela interveniência posterior dos órgãos ambientais, a SEICOM apresentou o Plano de Controle Ambiental - PCA, o Relatório de Controle Ambiental - RCA e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas"; j) "confirma que a Gruta Lapa Vermelha não mais existe e que sua destruição foi iniciada no início da década de 70, revestindo-se de caráter irreversível e irrecuperável"; l) "embora a prova judicial, de um lado, tenha demonstrado a relevância histórica, cultural, paisagística, paleontológica, especiológica e arqueológica da cavidade em consideração, de outro, comprovou que, além de não haver qualquer interesse dos órgãos públicos na preservação da área, a Requerida estava devidamente autorizada a explorar a lavra pelo DNPM, cumprindo todas as determinações legais pertinentes"; m) "se à época do início dos trabalhos de lavra pela Requerida não havia legislação ambiental a regular a matéria, tampouco uma consciência ambiental ou cultural que impedisse de explorar a Lapa Vermelha, mesmo porque a exploração sempre ocorreu com a devida autorização, como condenar apenas a Requerida ao pagamento de indenização pela destruição da gruta, sem condenar os órgãos governamentais que com ela consentiram?" 3. Tivesse ocorrido um pouco mais tarde o fato que é objeto desta ação popular, seria apanhado pelo novo sistema normativo-ambiental instituído no País a partir da Lei n. 6.938/81, que reflete o princípio da responsabilidade objetiva integral pelo dano ecológico, especificamente: "a) irrelevância da intenção danosa (basta um simples prejuízo); b) irrelevância da mensuração do subjetivismo (o importante é que, no nexo de causalidade, além tenha participado, e, tendo participado, de alguma sorte, deve ser apanhado nas tramas da responsabilidade objetiva; c) inversão do ônus da prova; d) irrelevância da licitude da atividade; e) atenuação do relevo do nexo causal - basta que potencialmente a atividade do agente possa acarretar prejuízo ecológico para que se inverta imediatamente o ônus da prova, para que imediatamente se produza a presunção da responsabilidade, reservando, portanto, para o eventual acionado o ônus de procurar excluir sua imputação" (Sérgio Ferraz, citado por José Afonso da Silva). 4. "Não libera o responsável nem mesmo a prova de que a atividade foi licenciada de acordo com o respectivo processo legal, já que as autorizações e licenças são outorgadas com a inerente ressalva de direitos de terceiros; nem que exerce a atividade poluidora dentro dos padrões fixados, pois isso não exonera o agente de verificar, por si mesmo, se sua atividade é ou não prejudicial, está ou não causando o dano" (José Afonso da Silva).
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A EXTRAFISCALIDADE AMBIENTAL COMO MECANISMO PARA INCENTIVAR O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

A EXTRAFISCALIDADE AMBIENTAL COMO MECANISMO PARA INCENTIVAR O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

O meio ambiente equilibrado é considerado, no ordenamento jurídico pátrio, como um direito fundamental, conforme dispõe o Princípio da Solidariedade Intergeracional. Pretendeu o legislador constituinte, preservar o meio ambiente não somente para a presente geração, indo mais além ao prever que tal proteção deve também se estender para as futuras gerações, sendo dever de todos, utilizar os recursos naturais em consonância com a sustentabilidade e de forma consciente. Tal previsão encontra o seu respaldo no artigo 225 da Constituição Federal de 1988, a qual determina que 6 :
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A Proteção do meio ambiente como de fundamental

A Proteção do meio ambiente como de fundamental

ecologicamente equilibrado e o dever de o defender. 2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão; b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem; c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico; d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações; e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas; f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial; g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente; h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida.
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Tributação ambiental e a construção de uma nova sociabilidade:efetivando o direito fundamental ao meio ambiente  equilibrado

Tributação ambiental e a construção de uma nova sociabilidade:efetivando o direito fundamental ao meio ambiente equilibrado

A partir de uma pesquisa exploratória, elabora um panorama da crise ambiental como reflexo do esgotamento do corrente modelo de desenvolvimento. Contextualiza a questão ambiental a partir da teoria de Gaia e dos paradigmas de sociedade de risco e sociedade da decepção, em Beck e Lipovetsky. Discorre sobre os fundamentos da problemática ambiental: escassez de recursos naturais; demanda cada vez maior de bens ambientais; modelo de desenvolvimento que não distribui renda; comprometimento da capacidade de a natureza prover gerações futuras. Relaciona desenvolvimento sustentável e a consequente necessidade de mudança de paradigmas na relação homem-meio ambiente. Estabelece o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado dentro da teoria dos direitos e deveres fundamentais. Vincula meio ambiente e dignidade da pessoa humana. Estuda as normas que prescrevem na legislação o direito fundamental ao meio ambiente. Informa sobre a responsabilidade socioambiental prescrita pela Constituição Federal. Relaciona tributação, indução fiscal, externalidades e extrafiscalidade. Esclarece sobre conceitos, princípios e possibilidades da tributação ambiental. Analisa, a partir de modelos práticos, como a tributação ambiental pode promover valores e efetivar o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e, com isso, auxiliar a implementação do desenvolvimento sustentável. Avalia críticas à tributação ambiental: sua viabilidade como política pública, a possível transferência de ônus no trato dos problemas ambientais, a filiação à Economia Neoclássica, sua relação com o intervencionismo estatal e com a solidarização da economia. Pondera o discurso norteador da tributação verde. Conclui pela viabilidade da tributação ambiental como meio de efetivar o direito fundamental ao meio ambiente hígido, vinculada à evolução a um Estado de Direito Ambiental e à solidarização econômica.
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Direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado no estado de direito ambiental brasileiro

Direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado no estado de direito ambiental brasileiro

O presente trabalho trata o tema do meio ambiente como um direito difuso que faz parte da categoria dos direitos fundamentais, fazendo também uma análise do seu enfoque constitucional. Enseja-se, dessa forma, demonstrar a importância do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, compreendendo-o como uma extensão do direito à sadia qualidade de vida. Esse aumento incessante da preocupação com a devida proteção do meio ambiente culminou com a elevação do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado ao status de Direito Fundamental do homem, inserindo-o na terceira geração da evolução de direitos. Seguindo essa necessidade mundial, o Brasil, inovando o tratamento da questão ambiental, inseriu a temática na Constituição Federal de 1988. Com o artigo 225 da CF/88, principal artigo constitucional dedicado ao tema do meio ambiente, aparece uma figura jurídica nova: o bem ambiental. Estabeleceu, ainda, o legislador constitucional, como dever de todos, de cada indivíduo e do Poder Público, a função de guarda e preservação do meio ambiente. Ainda que necessitem de regulamentação infraconstitucional, essas normas de Direito Ambiental, inseridas no texto constitucional, definem os fundamentos, a base para uma proteção eficiente, uma vez que compreendem desde as espécies menores até os enormes ecossistemas. Manter um ambiente ecologicamente equilibrado é condição fundamental e imprescindível para que todos os sujeitos que integram a sociedade possam gozar de uma vida com os mínimos requisitos de dignidade, consolidando-se, dessa forma, para a maioria dos doutrinadores do Direito, como um autêntico direito fundamental.
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MEIO AMBIENTE: UM DIREITO FUNDAMENTAL DE SEGUNDA CATEGORIA

MEIO AMBIENTE: UM DIREITO FUNDAMENTAL DE SEGUNDA CATEGORIA

O reconhecimento de que o legislador poderia alterar a extensão das áreas de proteção permanente sequer atentara para o significado de tais áreas. Reduzir sua dimensão em 10 ou 50% causaria algum impacto nos fluxos gênicos ou migratórios? Promoveria maior ou menor assoreamento de rios e lagos? Por que motivo se alterou o marco para a medição da área de preservação ambiental ao longo de rios e cursos d’água, passando a ser o leito regular respectivo, e não mais seu nível mais alto? Que critério técnico se teria valido para admitir o cômputo das APPS no percentual da reserva legal? Aliás, qual a função ecológica da reserva legal que pudes- se autorizar a lei a dispensar sua existência na exploração de potencial de energia hidráulica e construção ou ampliação de rodovias e ferrovias? Não bastaria estabelecer um juízo de aplicação formal de interesses con- trapostos mais soberanos como a propriedade ou a prestação de serviços de energia elétrica, de atendimento do direito ao transporte e de integração das regiões do país.
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