Top PDF Geografia e música: uma possibilidade de leitura do cotidiano na escola

Geografia e música: uma possibilidade de leitura do cotidiano na escola

Geografia e música: uma possibilidade de leitura do cotidiano na escola

O ensino de Geografia há muito vem sendo repensado em busca de atingir seus objetivos e os da função social da escola, especialmente na chamada “sociedade do conhecimento”, e por isso anseia por uma nova escola e por um novo jeito de ensinar e aprender, assim o uso de novas e mais diversas linguagens e recursos devem ser difundidos, discutidos e experimentados. Apoiados em discussões teóricas, nas propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino básico e na análise de algumas músicas pretende-se discutir e analisar o uso da música como recurso didático nas aulas de Geografia; identificando em suas letras, conteúdos geográficos voltados às temática dos Problemas Sociais Urbanos e relacioná-los com a organização do espaço e da paisagem urbana brasileira. Diante disso, o presente trabalho consiste em uma pesquisa qualitativa, uma vez que, consta de análise de ideias e de práticas de ensino baseado em resultados obtidos na aplicação de questionários com professores do ensino básico da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor José Borges de Carvalho, no município de Alagoa Nova – PB, bem como de análise da letra de algumas músicas em torno da temática de problemas sociais urbanos. Assim, percebeu-se que toda proposta que favoreça as práticas pedagógicas no sentido de tornar o processo de ensino- aprendizagem mais significativo devem ser expostas. A música se estabelece como recurso dinâmico e repleto de significados que encurtam distancias entre ciência e cotidiano, uma vez que valoriza e aproveita-se do universo dos alunos.
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Geografia e Música: diálogos

Geografia e Música: diálogos

religioso, pois por meio dela encontra elementos que expliquem a experiência do próprio fenômeno, constituindo-se em um discurso identitário. Segundo Cassirer (1965), para estar seguro da fé que o anima, o crente sente necessidade de comunicar aos outros sua fé, e infundir-lhes sua paixão e sua unção religiosa, o que só é possível por meio de imagens religiosas, as quais começam como símbolos para converterem-se em dogmas. A comunicação a respeito da religião e das coisas a ela ligadas é importante para o ser religioso, pois por meio dela o discurso religioso é construído também com base no que é compreendido por aqueles a quem é comunicado, visto que a comunicação se estabelece ao passo que o outro encontra subsídios compreensíveis acerca da mensagem que é transmitida. O discurso religioso, que para Gil Filho (2008, p. 85) “é parte indissociável do sagrado” , necessita da experiência religiosa para que se torne verdadeiro, pois depende de que os indivíduos que compõem um grupo encontrem similitudes nas explicações a respeito do sagrado e, portanto, a respeito da vida e do mundo. Isso faz das experiências religiosas – da experiência humana com o sagrado – o elemento essencial da identidade e das práticas religiosas, que podem se dar de maneira direta no espaço religioso, mas que também participam dos demais espaços do cotidiano do ser religioso. Desse modo, torna-se necessária uma leitura da paisagem sonora religiosa que destaque seus elementos, de modo a evidenciá-los nos espaços de ação dos indivíduos.
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As mídias e um ritual cotidiano de leitura

As mídias e um ritual cotidiano de leitura

A sala analisada está alocada em uma escola pública de ensino elementar que possui 265 alunos, segundo regis- tro no site do Ministério da Educação (h p://www.educa on.gouv.fr). É uma escola rela vamente grande e oferece boa estrutura sica para o desenvolvi- mento de variadas prá cas pedagógicas. A biblioteca é bastante dinâmica e ofere- ce aos estudantes diferentes a vidades para cada dia da semana. A sala de in- formá ca é equipada com 19 computa- dores, um projetor e um quadro branco. Os professores, mediante agendamento, podem levar os alunos para a realização de uma dada a vidade planejada. Não há técnico ou professor com a missão específi ca de cuidar do espaço perma- nentemente e assessorar os usuários quanto ao uso das ferramentas digitais, tal como existe em muitas escolas bra- sileiras. Cada professor deve agendar a data desejada para sua u lização, e ele mesmo deve gerir a a vidade planejada. A escola dispõe de uma sala equipada com materiais que favorecem o ensino da arte como música, escultura, pintura, cinema. Nela existem materiais específi - cos, alguns de uso permanente como os instrumentos musicais, entre eles piano, teclado, pandeiro; outros classifi cados como materiais de consumo, como n- tas, lápis coloridos, giz de cera. Possui ainda espaços abertos e fechados para educação sica, restaurante que atende a funcionários e alunos.
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Literatura de cordel na educação infantil: uma possibilidade de leitura

Literatura de cordel na educação infantil: uma possibilidade de leitura

Outra questão que a realização deste trabalho levanta diz respeito ao modo como essa Literatura deve ser encarada e abordada no contexto da escola, devendo ser vista a partir de sua força de expressão e, portanto, como manifestação literária. Desse modo, sua abordagem precisa valorizar suas peculiaridades: seus ritmos e sonoridades, seu caráter fantasioso e humorístico, enfim, suas diferentes percepções de mundo, favorecendo, assim, desde a realização de sua leitura oral, o debate, o jogo dramático, a ilustração, sua relação com a canção, dentre tantas outras possibilidades que nós professores poderemos planejar se passarmos a ler com mais cuidado a Literatura de cordel que povoa o nosso cotidiano.
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A Música e a Geografia: uma aprendizagem em comum

A Música e a Geografia: uma aprendizagem em comum

“A metodologia explicita o conjunto de procedimentos a desenvolver, no sentido de conseguir uma atuação coerente e sistemática, ajudando-nos assim, na procura da realidade” (Cardoso, 2013). Com este propósito, durante todo o ano letivo, foram elaboradas diversas estratégias, a fim de obter resposta às perguntas de partida evidenciadas na introdução. Para tal, foi necessário traçar um caminho que permitisse avançar com este projeto. Antes de um planeamento detalhado, procedeu-se à leitura de alguns artigos e documentos sobre o tema, o que possibilitou obter uma visão holística do Estado da Arte. Posteriormente, procedeu-se à caracterização do meio envolvente e da amostra, estudando motivos que poderão justificar potenciais resultados obtidos. Para tal foi necessário, caracterizar o concelho de Paredes e ambas as escolas (Escola Secundária de Paredes e Conservatório de Música de Paredes), para compreender o tipo de ambiente em que os alunos estão inseridos. Posto isto, era fulcral começar a delinear formas e estratégias para abordar o problema.
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A rádio na escola: possibilidade interativa

A rádio na escola: possibilidade interativa

Letícia Oliveira Tenório/UFG/lethbio@gmail.com Marilda Shuvartz/UFG/marildas27@gmail.com RESUMO O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás possui em seu Projeto Pedagógico a disciplina de Estágio Supervisionado I que se caracteriza pela construção de um Projeto de Intervenção Pedagógica que visa inserir o graduando em situações de investigação do cotidiano escolar. Esta por sua vez, possibilita ao estagiário desenvolver habilidades e atitudes importantes na prática docente, promovendo um constante diálogo entre os estagiários e a escola como um todo. O presente trabalho relata os estudos realizados no processo de construção e execução do projeto de intervenção desenvolvido em uma escola pública da rede estadual de ensino. O fato de a escola possuir uma rádio, vislumbramos a reativação da mesma como um espaço de comunicação entre as pessoas na e da escola, além de funcionar como uma ferramenta pedagógica, de entretenimento, produção cultural e informação. Das atividades desenvolvidas, destacamos a revisão dos equipamentos, a realização de três oficinas de capacitação para alunos e professores para a produção dos programas de rádio e o manuseio da aparelhagem, ministrada por estudantes de jornalismo. Desta forma, podemos concluir que este projeto colocou os estagiários enquanto mediadores de solução a um problema da escola, gerando a participação de gestores, alunos, professores e estagiários. A rádio volta a ser um espaço de socialização dos alunos com a discussão de temas, conhecimento cotidiano, a alegria da música que ampliam o espaço de convivência no intervalo. Não é mais possível ver a educação sem a comunicação, sem as novas tecnologias capazes de auxiliar neste processo de construção de conhecimento e cidadania.
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A RODA DE HISTÓRIAS DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA UFSC: UMA POSSIBILIDADE DE FRUIÇÃO ESTÉTICA E LITERÁRIA NO COTIDIANO DA ESCOLA

A RODA DE HISTÓRIAS DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA UFSC: UMA POSSIBILIDADE DE FRUIÇÃO ESTÉTICA E LITERÁRIA NO COTIDIANO DA ESCOLA

O presente artigo tem por objetivo dar visibilidade ao percurso desenvolvido pela vivência da Roda de Histórias, inicialmente como uma atividade de ensino inserida no currículo de algumas turmas dos Anos Iniciais do Colégio de Aplicação e seus primeiros passos no universo da pesquisa. A partir de um relato pontual de como se constituiu a organização dos tempos e espaços necessários, bem como da inserção gradual das turmas, percebe-se que as atividades que hoje se apresentam formalizadas, com objetivos e metodologias demarcadas, nasceram no bojo da sala de aula com o objetivo de garantir às crianças a possibilidade da fruição estética e literária, por meio da narração oral de histórias e de vivenciar um encontro no qual a urgência dos conteúdos escolares cede lugar à imaginação, à poesia, ao sonho, à música, à brincadeira.
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Histórias em quadrinhos (HQ): uma possibilidade de leitura e diversão

Histórias em quadrinhos (HQ): uma possibilidade de leitura e diversão

Falta à escola a coragem de incorporar as histórias em quadrinhos ao conjunto dos vários instrumentos de leitura com que já trabalha na sala de aula; considerando-as como gênero tão sério (embora nem sempre sisudos) e consistente para fazer pedagógico quanto os demais, já presentes no cotidiano nas salas de aulas. Além disso, reconhecer e utilizar o recurso da quadrinização como ferramenta pedagógica parece impor-se como necessidade, numa época em que imagem e a palavra, cada vez mais se associam para a produção de sentido nos diversos contextos comunicativos.
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LEITURA NA ESCOLA

LEITURA NA ESCOLA

ser essencial que a criança possa viver a fantasia, magia, encantamento, desfrutando de todos os seus direitos, dentre eles o de escutar e viver histórias. Ouvir histórias infantis possibilita à criança sentimento de prazer e emoção e ainda aprende a lidar com seus conflitos a partir do mundo que lhe é apresentado pelas histórias, “esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a resolução delas [...].” (ABRAMOVICH, 1993, p.17). Cabe salientar ainda, que Ler histórias para a criança, como diz Abramovich (1993), é sempre importante e gostoso; em um momento de aconchego, durante o dia em um passeio ou antes de dormir, é sempre uma alegria; é sorrir, é viver as aventuras com os personagens, possibilitar que a imaginação se solte e torne esse momento de ouvir histórias divertido; é desenvolver a vontade de escutar mais. A proposta veio ao encontro destas ideias, atingindo os objetivos propostos e ainda, contribuindo para a articulação entre teoria e prática, fundamentais à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica através da inserção dos licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, oportunizando de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes. Embora o incentivo à leitura fique somente no contexto escolar, uma vez que culturalmente as famílias se eximem, a leitura precisa ser entendida como uma fonte de prazer, como um ato agradável e cheio de significados, que oportunize a interpretação do mundo. Assim, a literatura infantil se constitui como uma excelente estratégia, além de contribuir para o processo de escrita da criança, função primordial da educação institucionalizada.
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Registro e representação do cotidiano: a música popular na aula de história.

Registro e representação do cotidiano: a música popular na aula de história.

À primeira vista, o que se tem é uma declaração de amor do autor a uma tecelã e o pano de fundo é o processo de industrialização. No Brasil, o período posterior à Primeira Guerra foi marcado pela expansão industri- al e, nos anos 1930, as fábricas apareciam como contraponto do mundo rural, como a principal característica do mundo urbano. A oposição entre o urbano e o rural no século XX se expressaria por meio de diferentes ele- mentos, dos quais um dos mais significativos se encontra já no próprio tí- tulo da música: o apito da fábrica, que disciplina o tempo do trabalho, relacionando-o ao relógio e não ao tempo da natureza. As fábricas de teci- do foram um dos primeiros tipos de indústrias a se estabelecerem nas ci- dades brasileiras. Nestas fábricas, o operariado era predominantemente fe- minino. Não causa estranheza, portanto, que ele se dirija a uma moça que “faz pano”.
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A música como recurso didático no ensino de geografia e sua aplicabilidade

A música como recurso didático no ensino de geografia e sua aplicabilidade

Dentro as praticas pedagógicas do ensino de geografia existem métodos que permite uma proximidade maior com a disciplina como os seminários, as viagens pedagógicas chamadas de aula in loco, mesas redondas onde os alunos através de debates podem expressas suas opiniões e anseios sobre temas específicos. A consequência da utilização dos métodos descritos é uma relação mais intima entre o educando e o educador que resultará em um aproveitamento e aceitação maior da disciplina aqui em questão, pois o aluno não será apenas um aluno passivo, mas um aluno atuante criando um ambiente favorável e passível de aprendizagem. Porém é necessário que essas metodologias devem apresentar objetivos, e estarem atreladas ao conteúdo, ou seja, devem fazer sentido, visto que tais práticas por si só não alcançam o objetivo.
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A Brinquedoteca como possibilidade para desvelar o cotidiano da criança com câncer em tratamento ambulatorial.

A Brinquedoteca como possibilidade para desvelar o cotidiano da criança com câncer em tratamento ambulatorial.

É a angústia que permite que se mantenha aberta a ameaça absoluta e contínua de si-mesmo que emerge do ser mais próprio e singular da pre-sença. O ser-para-a-morte é, essencialmente, angústia. Como fonte de toda angústia, a morte como finitude, como ameaça de não-ser, pertence à própria existência e não pode ser suprimida. Assim, a morte apresenta-se como um fenômeno existencial e sin- gular que a pre-sença é chamada a assumir sozinha. Ela bloqueia a realização de qualquer projeto já idealizado, pois é a possibilidade última, suprema, pessoal e absoluta, que vem de fora, mas já sempre se encontra presente na vida do homem que já nasce com idade suficiente para morrer. A criança angustia-se com a possibilidade de não mais ser-no-mundo, de ser-para-o-fim. Diante de uma liberdade infinita, ela sente o mundo desaparecer sob seus pés - é a perda do sentido de ser, representado pelo morrer. O dis- curso abaixo revela que a criança com câncer vivencia a angústia diante de sua morte iminente:
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O lugar da música na escola: diálogos entre o espaço e o ensino de música

O lugar da música na escola: diálogos entre o espaço e o ensino de música

Esta pesquisa tem como proposta examinar as relações entre o ensino de música e o espaço escolar. Para a reflexão teórica do tema, foram abordados pesquisadores que se debruçam sobre a educação musical no Brasil, como Sousa (2015), Penna (2009), Matos (2015), Fonterrada (2008), entre outros. Teóricos da Educação também contribuem para a argumentação, na perspectiva de debater a educação musical e o currículo das escolas. Para a aproximação do ensino de música com o espaço escolar, a pesquisa recorre a estudos de pesquisadores que escrevem sobre história da educação, arquitetura e espaço escolar. Serão abordados escritos de Frago (2001), Escolano (2001), Bencosta (2005), Kowaltowski (2011) e Sousa (1998). O estudo foi desenvolvido entre agosto de 2014 e julho de 2016. O período de coleta de dados ocorreu de julho a dezembro de 2015 em uma escola na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Este estudo tem como metodologia o estudo de caso etnográfico. Autores como Andre (1995), Macedo (2010) e Severino (2007) fazem o aporte teórico que caracteriza a pesquisa como um estudo de caso etnográfico. Foram usados como recursos metodológicos para esta pesquisa: diário de campo, fotos, documentos e entrevistas realizadas com o núcleo gestor, professores e estudantes. A análise dos dados é feita no primeiro momento a partir de uma análise da estória da escola e da construção dos seus espaços, em seguida são observadas as respostas dos questionários e as contribuições escrita no diário de campo. Por ultimo é apresentas as conclusões do autor sobre as descobertas de sua pesquisa.
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As relações de gênero no cotidiano da escola

As relações de gênero no cotidiano da escola

Por fim, cheguei a 4ª série, e chegar a esta etapa significava muito para mim, isto porque era o meu último ano nesta escola, o que implica em várias mudanças na minha vida. Neste último ano eu também procurei desfrutar ao máximo da companhia dos meus colegas de sala, já que eu sabia que depois daquele ano, talvez eu ficasse sem ver muito deles. Também estava me preparando para chegar a 5ª série, onde eu sabia que lá as coisas seriam mais difíceis. E a minha maior ansiedade para chegar a 5ª série era saber como as coisas funcionavam nesta etapa, isto porque eu já sabia que aquele ano era o meu último ano com um único professor, e que depois eu teria vários professores, um para cada disciplina. Mas, antes que mudasse de colégio, ainda tive tempo para me divertir bastante com os meus colegas e procurei participar de todas as atividades que a escola me proporcionava, tais como passeios, excursões, apresentações diversas e festas comemorativas. Com o fim do ano, chegou o alívio por ter passado de mais um ano sem nenhum problema, mas também chegou o receio de não saber o que me esperava no próximo ano.
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Possibilidade para a Sustentabilidade na Zona Costeira Paulista MESTRADO EM GEOGRAFIA

Possibilidade para a Sustentabilidade na Zona Costeira Paulista MESTRADO EM GEOGRAFIA

As características ambientais naturais deste ambiente demonstram a fragilidade do ecossistema de restinga, onde qualquer alteração (mesmo que natural) pode colocar em risco a flora e a fauna ali existente. Portanto, é de se esperar que qualquer intervenção que se faça nesses ambientes deve ser precedida de um atento e detalhado diagnóstico ambiental, e que as intervenções a serem ali realizadas, acompanhadas de um minucioso processo de monitoramento. Tendo como base as informações levantadas nos estudos ambientais, o planejamento das ações de desenvolvimento da Fazenda foi realizado resultando em um conjunto diversificado: segundo Antonio Carlos Robert de Moraes “a possibilidade de planejar a ocupação emerge como uma riqueza e vantagem comparativa”(2007:19).
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Interdisciplinaridade nos anos iniciais: a possibilidade de articulação entre matemática e geografia

Interdisciplinaridade nos anos iniciais: a possibilidade de articulação entre matemática e geografia

Nesta mesma direção, Lorenzato (2006) enfatiza que quem convive com uma criança com pouca idade, pode perceber que é muito natural que ela desenvolva a noção espacial e também o conhecimento geométrico. Isso vem se construindo ao longo da história do ser humano. Pelas necessidades de sobrevivência, tiveram que desenvolver diversas habilidades para se orientar e se deslocar de um lugar para outro. Exemplo: reconstruir os limites ou as fronteiras entre terras, construir instrumentos, moradias e navegação. Desse modo o autor destaca que, as crianças no processo de aprendizagem matemática, necessitam do concreto para explorarem o mundo, pois os objetos que são manipulados estão na dimensão espacial e posteriormente, serão trabalhados na escola sob a perspectiva da geometria.
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O binômio responsabilidade-cidadania como possibilidade para um diálogo entre a geografia e a filosofia

O binômio responsabilidade-cidadania como possibilidade para um diálogo entre a geografia e a filosofia

Neste diálogo entre o pensar-agir, pensamos concomitantemente, a condição primeira do filosofar: o diálogo, este, enquanto construto de questionamento(s). Questionamentos estes, a partir dos quais a própria interdisciplinaridade concursa com a abertura do leque de possibilidades para se re/pensar a cidadania numa trama reflexiva onde a busca pela sua instituição deve ser perene. Algumas questões permeiam a introdução da nossa investigação do princípio responsabilidade: há entre o “temor” e “responsabilidade” que relações de consubstanciação recíproca? E entre razão e sensibilidade? Como construir uma base sob a qual assente uma nova forma de pensar e agir para com o outro, o meio e a natureza? Os sistemas de ações que nos propõe Milton Santos (2006) passam pela análise valorativas, por tanto axiológica. Como um princípio ontológico pode ter validade no espaço concreto geográfico quando tratado sob a ótica da dialética materialista? Devemos observar que: “[...] Mesmo no período da universalidade empírica, a técnica não é um manto homogêneo a cobrir a superfície terrestre; sua realização histórica é sempre diversa em virtude das existências, nos lugares, que deformam os vetores do novo.” 58 . Para que possamos avançar nestas questões, faz-se necessário que compreendamos o cenário geo-histórico do formulador do Princípio Responsabilidade, Hans Jonas, este com o qual, procuramos tecer um diálogo com o conceito de cidadania instituído por Milton Santos. Nesse ínterim procuramos contribuir para a coadunação das duas categorias centrais do diálogo entre a Geografia e a Filosofia que aqui se procura instituir, notadamente evidenciado no binômio responsabilidade-cidadania.
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O ambiental nos livros didáticos de geografia: uma leitura nos conteúdos de geografia do Brasil

O ambiental nos livros didáticos de geografia: uma leitura nos conteúdos de geografia do Brasil

Os autores Santos e Gomes ao definirem o espaço geográfico como objeto da geografia, vão através de suas teorizações, nos conduzindo ao pensar as relações, entendidas ou como sistemas de objetos e ações ou como a ordem ou a lógica da dispersão espacial desses objetos e ações. No entanto, os PCNs apresentam como objeto de estudo da geografia, “as interações entre sociedade e natureza”. Essa definição de objeto de estudo concebida sob as relações sociedade e natureza, é discutida por Gomes (1997), que a apresenta como uma ilusão, já que esse entendimento está atrelado á um conhecimento geográfico definido pela síntese entre duas principais vertentes, geografia humana e física. Pensando-se deste modo, essas duas vertentes só teriam sentido relacionadas, o que não é verdadeiro. Nesse sentido Gomes (1997, p. 27) coloca “[...] se o que nos interessa é a relação entre esses dois núcleos, então podemos distinguir com clareza e isolar a sociedade da natureza e vice- versa. Natureza é, neste sentido, algo externo ao homem, mas completa e subjetivamente acessível ao seu conhecimento”.
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Multiletramentos e leitura de mapas no ensino de Geografia

Multiletramentos e leitura de mapas no ensino de Geografia

Ao caracterizar ações cotidianas, tem-se a incorporação das tecnologias associadas à leitura e produção de textos. De fato, ao entrar no ônibus, táxi, ou em outros meios de locomoção, torna-se perceptível a linguagem cartográfica representada em mapas (GPS e catálogo de rodovias e ruas) relevantes para diversos elementos geográficos, como a localidade, referencial, orientação, paisagem, representação e lugar para motoristas e passageiros (CASTROGIOVANNI, 2001). Tais compreensões sobre o manuseio e interação aos recursos digitais, são originadas do conhecimento adquirido de cada sujeito. Sendo assim, destaca-se a necessidade da valorização da linguagem cartográfica fora do ambiente escolar, e principalmente, nas aulas de geografia.
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GEOGRAFIA E LEITURA DO ESPAÇO: APORTES INTRODUTÓRIOS

GEOGRAFIA E LEITURA DO ESPAÇO: APORTES INTRODUTÓRIOS

O presente artigo discute o conceito de formação socioespacial, buscando entender a importância do mesmo para compreensão do espaço geográfico. Partimos do pressuposto de que território usado corresponde ao espaço banal definido como um sistema de objetos indissociáveis de sistema de ações. Portanto, é a Geografia uma ci- ência da ação, pois compreende e explica o presente. Cada ação embute o político e cada objeto é visualmente uma ação, ambos car- regados de intencionalidades, gerando evento. O espaço é objeto da Geografia, não podendo ser visto de forma linear ou estanque em si mesmo, com limites preestabelecidos; é instância social, resultado- condição da sociedade, dinâmico e complexo, com materialidades e ações humanas. Quando falamos desse espaço como indissociável, sistema de objetos e sistema de ações, estamos nos referindo a cada lugar e ao mundo, pois em cada lugar coexistem frações desses sis- temas, cuja totalidade é o mundo.
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