Top PDF Geografia e política: eleições em cidades pequenas – exercício de cidadania ou instrumentalização?

Geografia e política: eleições em cidades pequenas – exercício de cidadania ou instrumentalização?

Geografia e política: eleições em cidades pequenas – exercício de cidadania ou instrumentalização?

O presente artigo baseia-se na fundamentação teórica relacionada à política e o fenômeno do voto no Brasil. Tomando como alicerce a linha de pesquisa Geografia política, amparando-se na Geografia humana. Este trabalho aborda o problema de como se dar a dinâmica do voto em cidades pequenas do interior do nordeste com o objetivo de entender estes fenômenos e tentar propor um melhor exercício do voto não só nas cidades de interior como também em todo o Brasil, pois existem práticas que são vergonhosas e enfraquecem o processo democrático em nosso país, e que, acima de tudo, desvincula a característica de cidadania e o respeito total ao voto, que é um direito conquistado através de grandes lutas, ao longo da história da humanidade. Os procedimentos adotados na presente pesquisa foi uma intensa pesquisa de gabinete, onde foram levantadas bibliografias sobre o tema abordado com a finalidade de desenvolver o trabalho de forma mais séria possível, a pesquisa bibliográfica foi desenvolvida junto a biblioteca do campus III da UEPB, a biblioteca central de Guarabira, da biblioteca do município de Itapororoca e pesquisas retiradas da internet e outros meios de acessos possíveis por fim em gabinete realizou-se a seleção do material bibliográfico disponível sobre o tema, ressaltando a importância para o desenvolvimento do estudo sobre os eleitores das cidades pequenas do Brasil. A partir do entendimento do fenômeno estudado e observando as práticas desenvolvidas nesse sistema político pode-se entender que a vida necessitada das pessoas muitas vezes sacrifica o valor do voto construído ao longo de imensas lutas pois se tornam alvos fáceis de manipulação. Assim a sociedade deve buscar meios de se libertar de práticas políticas que ferem profundamente os princípios democráticos e o verdadeiro sentido do voto, além de prejudicar o desenvolvimento social e econômico do nosso país.
Mostrar mais

27 Ler mais

EMPODERAMENTO FEMININO: TERRITÓRIOS DA CIDADANIA NAS ELEIÇÕES DE 2008 E 2012

EMPODERAMENTO FEMININO: TERRITÓRIOS DA CIDADANIA NAS ELEIÇÕES DE 2008 E 2012

A questão central da tese que gira em torno de entender como ocorre o efeito das políticas de Empoderamento das Mulheres promovidas no programa federal Territórios da Cidadania na representação feminina nas eleições de 2008 e 2012, implica escolhas conceituais que permitem construir a inteligibilidade do fenômeno, bem como colaborar para a transformação do campo da Geografia brasileira. Neste contexto, este capítulo aborda a tradição epistemológica da Geografia Política brasileira em torno do voto e propõe que o resultado das urnas só podem ser compreendidos com análises que superem o resultado das eleições, mas acima de tudo, traga os elementos determinantes da captação de recursos capazes de conquistar o voto. Além disso, o capítulo explora o viés feminista da Geografia Política colocando em destaque a contribuição inovadora desta corrente epistemológica que questiona a hierarquização social, política e econômica com a categorização dos seres humanos a partir das diferenças de gênero, classe e raça. As políticas públicas instituídas pelo programa federal Territórios da Cidadania visa promover áreas com fortes características de exclusão, porém estes são espaços que permitem a reflexão em torno de como o financiamento eleitoral promove a conquista de relações entre atores, que podem ampliar ou não a participação das mulheres na política brasileira.
Mostrar mais

208 Ler mais

O contributo do ensino da Geografia para o processo de alfabetização em Moçambique e para o exercício da cidadania

O contributo do ensino da Geografia para o processo de alfabetização em Moçambique e para o exercício da cidadania

Nos anos que se seguiram às eleições de 1994, o Governo Moçambicano fez enormes progressos com vista a alcançar e a consolidar a meta da paz, estabilidade e unidade nacional; as instituições e as práticas democráticas, a nível nacional, vêm sendo progressivamente estabelecidas e a participação popular em atividades políticas têm vindo a aumentar (exercício da cidadania política). As eleições locais já realizadas levaram ao estabelecimento, em muitas áreas do país, de Governos locais legítimos e com capacidade de resposta e que, por sua vez, reforçarão a capacidade institucional para a descentralização (Ministério da Educação de Moçambique, 1998:13) e para o exercício da cidadania local (por parte dos moçambicanos) de uma forma mais consciente, devido à especificidade dos problemas locais. Os cidadãos e outros grupos de interesse intensificam as suas exigências e expectativas face à expansão e melhoria dos serviços públicos e as comunidades locais e outros agentes (por exemplo, ONGs, confissões religiosas) já têm demonstrado uma capacidade e vontade crescentes de aceitar uma maior parte da responsabilidade administrativa e financeira pelas instituições locais, incluindo as Escolas. Estes desenvolvimentos criam uma base sólida para o estabelecimento de parcerias entre o Ministério da Educação e uma série de grupos de interesse e representantes da sociedade civil, no esforço de expansão do acesso e de melhoria da qualidade do sistema educativo (Ministério da Educação de Moçambique, 1998:13). São necessárias fortes alianças entre os grupos de interesse nacionais para que a estratégia do Governo tenha sucesso. O Ministério de Educação Moçambicano já deu passos no sentido da criação destas parcerias. Este trajeto abarca o estabelecimento de Conselhos de Escola que incluam os pais e outros grupos de interesse locais, para participarem na gestão de cada uma Escolas assim como da expansão das iniciativas do setor privado a todos níveis do sistema educativo (Ministério da Educação de Moçambique, 1998:13). Por conseguinte, foram dados passos no sentido da participação democrática na gestão escolar e no exercício da cidadania escolar e da descentralização política.
Mostrar mais

31 Ler mais

Democracia, Eleições e Responsabilidade Política.

Democracia, Eleições e Responsabilidade Política.

Nesse sentido, eles votaram no partido com o fim de eleger um determinado chefe de governo e obtiveram como primeiro-ministro alguém em quem não tinham pretendido votar. Ademais, o primeiro-ministro escolhido pelo parlamento não precisa necessariamente pertencer ao mesmo partido do ministro deposto ou, a bem dizer, não precisa pertencer a partido algum. O exemplo mais extremado é o da Itália, onde, como observa Pasquino (1994, p. 25), "partidos governantes expropriaram a influência política dos eleitores ao fazer e desfazer, em todos os níveis, governos que mantinham pouca relação com os resultados eleitorais". O fato, então, é que em 17 % do tempo — um ano em cada seis — as democracias parlamentaristas são comandadas por governantes que não foram eleitos para chefiar os seus governos.
Mostrar mais

16 Ler mais

Eleições e participação política no Brasil

Eleições e participação política no Brasil

Espíritos iluminados que hoje brilham no infinito dos ceús... Princípios de derecho publico y constitucional.[r]

280 Ler mais

DEMOCRACIA SEMIDIRETA E EXERCÍCIO DA CIDADANIA

DEMOCRACIA SEMIDIRETA E EXERCÍCIO DA CIDADANIA

Os representantes do Povo Francês, constituídos em Assembléia Nacional, considerando que a ignorância, o descuido ou o desprezo dos direitos humanos são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção dos governos, resolveram expor, numa Declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem, a fim de que essa Declaração, constantemente presente a todos os membros do corpo social, possa lembrar-lhes se cessar seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do poder legislativo e os do poder executivo, podendo ser a todo instante comparados com a finalidade de toda instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reclamações dos cidadãos, fundadas Doravante em princípios simples e incontestáveis, redundem sempre na manutenção da Constituição e na felicidade de todos. (Preâmbulo da Declaração) (COMPARATO, 2008, p. 158).
Mostrar mais

21 Ler mais

Eleições, partidos e política orçamentária no Brasil: explorando os efeitos das eleições locais na política nacional

Eleições, partidos e política orçamentária no Brasil: explorando os efeitos das eleições locais na política nacional

Uma das vantagens do desenho de pesquisa proposto é que a identificação do efeito da vitória no município em uma variável resposta que possa ser medida por partido no município e entre duas eleições municipais continua tendo validade para subconjuntos de observações. O que acontece se a capacidade de articulação dos partidos tiver aumentado ao longo do tempo? Ou se alguns partidos forem mais ar- ticulados do que outros? É possível estimar os efeitos para eleições municipais es- pecíficas, por exemplo, apenas para o ano de 2008. Ou ainda, é possível estimar os efeitos para um partido ou um conjunto determinado de partidos (maiores partidos, partidos de esquerda, partidos da coalizão federal, etc), para uma área geográfica específica do país (por região) ou conjunto de municípios (por faixa de população ou por municípios com alto grau de dependência de transferências federais e estaduais, por exemplo). A hipótese testada não se altera, apenas se delimita o conjuntos que definidos por t, m e p. Assim, em diversos momentos neste capítulo exploro efeitos heterogênos da vitória nas eleições para prefeito variando tais conjuntos. O único re- quisito fundamental é que a probabilidade de unidades próximas à fronteira serem tratadas continue semelhante à probabilidade de não serem tratadas.
Mostrar mais

178 Ler mais

Cidadania e o exercício do poder de polícia

Cidadania e o exercício do poder de polícia

Ora, não é a polícia, a nosso ver, senão, igualmente, um afeiçoamento da realidade, embora de grau superior, à economia própria da coletividade social e do Estado. Ela se equipara à construção de estradas, à abertura de portos, às obras de guerra, à fundação de cidades. Da mesma sorte, entretanto, por que um salto se interpõe da só constatação das realidades pelo Estado à ação do Estado sobre as realidades, assim, também, desta última à polícia vai um salto. Rasgando estradas e portos, erguendo praças de guerra, fundando cidades, o Estado atua sobre realidades inanimadas. Fazendo polícia o Estado atua sobre realidades humanas. Limita atividades e propriedades privadas; disciplina, em aparência, meramente fatos e bens, na ordem material. Mas, em verdade, não desconhece, por detrás dos fatos e bens que diretamente visa, a existência da vontade humana, que, a uns e outros, os governa e dirige. Daquela equiparação, portanto, não se deverá concluir que a polícia é essencialmente a ação material do Estado. Pelo contrário, embora se proponha atingir fatos e bens na ordem material, é principalmente sobre a vontade humana que a polícia atua, — sobre as vontades que regem, no espaço e no tempo, os fatos do homem e as cousas postas a seu serviço. Não é a polícia, destarte, apenas uma exteriorização da força; antes, se se quiser diferenciá-la das funções congêneres do Estado, deverá assinalar-se que a polícia se distingue delas, exatamente porque nem sempre precisa empregar a força para a realização de seus fins. Ela o faz, algumas vêzes, certo (...); mas isso não constitui regra 203 .
Mostrar mais

125 Ler mais

A geografia do voto nas eleições paulistas: medidas e aplicações

A geografia do voto nas eleições paulistas: medidas e aplicações

Mainwaring se utiliza de uma literatura originariamente voltada para a análise do sistema político norte-americano . Embora este último seja regido por regras eleitorais distintas, a importância do papel individual desempenhado pelos políticos nas eleições seria similar. 1 Segundo Mainwaring, o sistema eleitoral brasileiro – proporcional de lista aberta – associado a distritos de grande magnitude estimularia a disputa intra-partidária e incentivaria a ação individual dos candidatos a deputado. Assim, temas vinculados à “conexão eleitoral” (Mayhew, 1974), tais como as estratégias para desenvolver o “voto pessoal” (Cain, Ferejohn e Fiorina, 1987), a existência de vantagens para os deputados que tentam se reeleger frente aos outros candidatos, ou as condições em que é possível reclamar crédito por benefícios aos eleitores, tornam-se temas comuns no debate brasileiro.
Mostrar mais

29 Ler mais

A CIDADE E A CIDADANIA NO ENSINO DE GEOGRAFIA

A CIDADE E A CIDADANIA NO ENSINO DE GEOGRAFIA

No que concerne aos recursos humanos, a escola possui um total de 32 professores. Des- tes, 28 possuem o nível superior completo e quatro ainda estão para concluir. Vale ressaltar que dos seis professores que atuam no ensino de Geografia desta escola, apenas uma professora tem formação específica nesta área, sendo licenciada em Ciências Humanas, habilitada em Geografia e Sociologia pelo programa Magister. É certo que na mesma escola existem dois professores que estão concluindo o curso de Geografia. No entanto, estes estão atuando em outras áreas.

10 Ler mais

Geografia e cidadania: uma visão humanista

Geografia e cidadania: uma visão humanista

Segundo Duerr, Spajic e Martins (2000), a educação para a cidadania é composta por três dimensões. A primeira dimensão diz respeito à dimensão cognitiva, que engloba a aquisição de ideias, de conceitos e de sistemas. A segunda dimensão é uma dimensão social, que visa não só potenciar a capacidade de praticar a democracia de diferentes formas, mas também ter em conta sistemas de ensino. Por fim, a terceira dimensão diz respeito à dimensão afetiva, sendo que esta assenta no reconhecimento, na compreensão e na aquisição de valores de cidadania. Também a Agência Europeia Eurydice (2005) cataloga a educação para a cidadania em três dimensões distintas consoante os objetivos que se pretendem atingir. Assim, o primeiro objetivo visa a literacia política dos alunos, relacionando-a com a aquisição formal de conhecimentos teóricos. O segundo objetivo visa o desenvolvimento de atitudes e valores necessários para que um indivíduo se torne num cidadão responsável (este é o objetivo que requer um maior envolvimento dos alunos em termos de opiniões e atitudes). Por fim, o terceiro objetivo visa a estimulação da participação ativa dos alunos, potenciando as suas aptidões, principalmente no que diz respeito a questões sociais, de forma a que estes adquiriram as competências necessárias para contribuírem e terem uma visão crítica. A principal finalidade é fornecer aos jovens uma informação estruturada que os ajude a compreender e a melhorar a capacidade de participação, tornando-os cidadãos ativos e responsáveis através “valores e atitudes que adquiriram e sirvam de quadro de referência para um envolvimento responsável baseado nos direitos e responsabilidades cívicas” (Eurydice, 2005, p. 24).
Mostrar mais

111 Ler mais

Cidadania e política

Cidadania e política

aos republicanos - caso exemplar é o de Minas Gerais, onde o Partido Republicano Mineiro será capturado pelas antigas lideranças monar- quistas; com o movimento político-militar de 1930[r]

23 Ler mais

O desinteresse do cidadão no exercício da sua cidadania

O desinteresse do cidadão no exercício da sua cidadania

Observa-se que atualmente a grande maioria da população acredita que exercer a cidadania, principalmente no que fere às politicas publicas governamentais, resume-se nas eleições, “o dia de votar”, com isso vê-se um completo descaso do cidadão e principalmente falta de interesse nos atos públicos que diariamente são efetivados e aprovados durante os mandatos eletivos de seus governantes. Pode-se afirmar que quando se visita uma casa de leis em dia de plenárias, não existem cidadãos presentes, ninguém mais participa deste evento público, não atendem e também não entendem as politicas governamentais à quais estão submetidos.
Mostrar mais

47 Ler mais

Eleições legislativas e geografia do voto em contexto de preponderância do Executivo.

Eleições legislativas e geografia do voto em contexto de preponderância do Executivo.

Este artigo tem por objetivo avançar no entendimento destas questões, enfatizando os impactos da preponderância do Poder Executivo na arena legis- lativa sobre a geografia do voto das eleições para a Câmara dos Deputados. A hipótese central é que a definição dos padrões territoriais de votação de depu- tados e partidos deve acompanhar a clivagem entre governo e oposição nas esferas estadual e federal. Mais especificamente, espera-se que a participação simultânea de um dado partido nas coalizões governativas federal e estadual tenha um efeito cumulativo e positivo sobre a capacidade de os candidatos expandirem a sua base de votação territorial e de dominar municípios-chave. Analogamente, é de se esperar que candidatos de partidos de oposição aos governos federal e estadual, por não contarem com os recursos necessários para dominar seus municípios-chave, prefiram concentrar seus votos em municípios socialmente heterogêneos e de alta competitividade eleitoral. Disso resulta que o tipo de votação fragmentado-dominante tenda a ser mais frequente entre candidatos de partidos de situação no plano federal e estadual.
Mostrar mais

28 Ler mais

Eleições legislativas e geografia do voto em contexto de preponderância do executivo

Eleições legislativas e geografia do voto em contexto de preponderância do executivo

Uma possível fonte de endogenia dos modelos encontra-se no fato de que partidos grandes têm maior probabilidade de eleger governadores e integrar gabinetes presidenciais do que partidos pequenos. Assim, parte do efeito das medidas de participação nos governos estadual e federal pode ser atribuído às vantagens competitivas dos partidos grandes em termos de acesso a recursos de campanha, fundo partidário, tempo de TV etc. Uma vez que a construção e manutenção de distritos informais de tipo fragmentado e dominante exige investimento expressivo de recursos de campanha, é de se imaginar que candi- datos filiados a partidos maiores tenham maiores chances de sucesso nessa empreitada. Assim, criamos duas dummies de controle para partidos grandes (votação nacional superior a 10% nas eleições para deputado federal) e partidos médios (votação entre 4% e 9,99%). Os percentuais foram classificados consi- derando a média das duas eleições realizadas antes do primeiro ano da série (1990 e 1994), uma vez que o tamanho dos partidos a partir de 1998 também tende a estar relacionado às variáveis explicativas, como participação na coa- lizão federal.
Mostrar mais

29 Ler mais

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

Em 1249, a conquista dos últimos bastiões do poder muçulmano no Algarve marcou simbolicamente o encerramento do processo de Reconquista no reino português e o início do aprofundamento das estratégias levadas a cabo pela Coroa a fim de reorganizar o território do reino e, por conseguinte, fortalecer o exercício da sua autoridade, na qual as vilas, sobretudo as portuárias e as suas receitas fiscais desempenham um papel fundamental. O presente estudo pretende contribuir para esclarecer a estratégia desenvolvida pela Coroa para enquadrar e reforçar o seu poder no Algarve através da fundação de uma rede urbana portuária, composta por vilas de pequena e média dimensão. Nesse sentido, procuraremos apresentar as primeiras impressões de investigação sobre a correlação entre os aspetos geográficos que as condicionavam e as estratégias dos poderes em presença e o papel que tal teve no seu desenvolvimento e articulação.
Mostrar mais

40 Ler mais

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

Este texto inicia-se com uma abordagem à relativa limitada bibliografia sobre as pequenas cidades publicada desde 2000 (isto apesar do interesse nesta temática despoletado nas décadas de 80 e 90 do século XX), seguido da análise da importância das pequenas cidades na Europa na Idade Média e inícios do período moderno. Aborda-se igualmente algumas das razões porque as pequenas cidades receberam por parte dos investigadores menos atenção do que merecem, concluindo com uma análise mais detalhada sobre os problemas que levantam as imagens pré-modernas – pinturas e desenhos – produzidos, principalmente, em Inglaterra no século XVIII, quando a maioria das imagens de pequenas cidades sugeriam cenas bucólicas e ruralizadas, enquanto na realidade estas cidades eram, maioritariamente centros urbanos e económico em crescimento. São assim exploradas as razões para essas representações ilusórias. No artigo, seguimos uma perspetiva amplamente ocidental ou da Europa do Norte, abordando a História desde a época medieval até ao século XVIII. Quais são as principais descobertas? Em primeiro lugar, as pequenas cidades são uma parte essencial da paisagem urbana de toda a Europa, são conjuntos vitais do sistema urbano. Em segundo lugar, o estudo comparativo das pequenas cidades oferece importantes dividendos para a compreensão da variação regional entre os países europeus e entre a Europa e o resto do mundo. Em terceiro lugar, a análise de imagens urbanas indica que devemos ter cuidado em estereotipar as pequenas cidades nas nossas fontes, o que pode distorcer a análise que delas fazemos. Muitas vezes, a escassez de fontes para cidades pequenas significa que dependemos demasiado de uma ou duas fontes, o que pode nos levar a essas visões estereotipada. Finalmente, é evidente que é necessária mais investigação sobre as pequenas cidades num contexto europeu, de fato global.
Mostrar mais

594 Ler mais

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

Para o estudo da propriedade urbana da Ordem Militar de Santiago, adoptou- se como principal fonte documental o conjunto de actas de visitações realizadas pela instituição entre 1478 e [r]

36 Ler mais

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

O PAPEL DAS PEQUENAS CIDADES NA CONSTRUÇÃO DA EUROPA MEDIEVAL

No obstante, compartimos también la opinión de este autor con respecto a la diferencia cronológica entre las fortalezas de Amergo y Tāsgimūt, puesto que consideramos que la primera de [r]

28 Ler mais

O domínio dos conhecimentos de filosofia necessários ao exercício da cidadania: um exemplo a partir da ética e filosofia política

O domínio dos conhecimentos de filosofia necessários ao exercício da cidadania: um exemplo a partir da ética e filosofia política

O pleno desenvolvimento da pessoa pode ser considerado ínsito à própria educação. Tal ideia poderia mesmo ser veicula à maiêutica socrática, ou seja, trazer para fora o que se poderia considerar o melhor da pessoa. A qualificação para o trabalho, por seu turno, mostra a ligação da educação com o mercado e com a economia. Trata-se da ligação com a esfera das necessidades. Pretende-se, contudo, tratar do preparo para o exercício da cidadania. Tal objetivo da educação tem que ser corretamente entendido porque a cidadania trata de um valor propriamente político, cujo conteúdo e determinação precisa ser compreendido de forma adequada.
Mostrar mais

10 Ler mais

Show all 10000 documents...