Top PDF A geopolítica do petróleo: as relações entre os Estados Unidos e o Golfo Pérsico de 1945 ao presente

A geopolítica do petróleo: as relações entre os Estados Unidos e o Golfo Pérsico de 1945 ao presente

A geopolítica do petróleo: as relações entre os Estados Unidos e o Golfo Pérsico de 1945 ao presente

É significativa a literatura que associa a instabilidade política do Oriente Médio ao ativo engajamento político e militar dos EUA no Golfo Pérsico. Aos olhos dos estadunidenses, as enormes reservas de petróleo disponíveis na região são consideradas elementos estratégicos para os interesses políticos e econômicos do país. Estimulado por esse cenário, o presente trabalho se propõe a analisar a relação entre o petróleo, a política externa estadunidense e a configuração geopolítica do Golfo Pérsico, de 1945 até o presente, procurando identificar como a influência do petróleo na política externa estadunidense tem afetado na configuração geopolítica do Golfo Pérsico. O caminho utilizado para alcançar esse objetivo, é a investigação da relação dos EUA com os três principais produtores de petróleo do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Irã e Iraque. Ao enfatizar a narrativa histórica, o estudo foca em momentos chave nos quais a política externa estadunidense influenciou na configuração geopolítica do Oriente Médio. Os momentos analisados são: a) Choque do Petróleo (1973), b) A Revolução Iraniana (1979) e as c) Guerras do Golfo (1991, 2003). Por fim, o desenvolvimento de uma nova tecnologia de extração de petróleo a partir de rochas de xisto, o tight oil, tem potencializado a produção interna dos EUA. Segundo estimativas da IEA, até 2030 os EUA poderão se tornar autossuficientes em petróleo. Diante deste fenômeno, este trabalho lança também algumas considerações, ainda que breves, acerca das mudanças que a nova realidade energética poderá trazer à política externa estadunidense e à configuração geopolítica do Golf Pérsico.
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Passado e presente nas relações Colômbia-Estados Unidos: a estratégia de internacionalização do conflito armado colombiano e as diretrizes da política externa norte-americana.

Passado e presente nas relações Colômbia-Estados Unidos: a estratégia de internacionalização do conflito armado colombiano e as diretrizes da política externa norte-americana.

Do lado dos EUA, historicamente, sua política externa na América Latina foi movida por preocupações relacionadas à sua segurança nacional, às suas políticas domésticas e aos interesses de suas grandes empresas, configurando uma história de mudanças periódicas cíclicas, com continuidades e modificações, dependendo de variáveis como o volume de negócios, o grau de adesão das elites latino-americanas, a resistência de vários segmentos sociais latino-americanos, a importância de um determinado país no sistema de segurança hemisférica, etc. Por essas razões que a diplomacia norte-americana nem sempre tratou as distintas regiões da América Latina de forma homogênea. Em relação à Colômbia – depois de patrocinar a fragmentação do seu território no episódio do canal do Panamá, nos marcos do Big Stick, e, na década de 1930, no horizonte da Política de Boa Vizinhança, de Franklin D. Roosevelt (1933-1945), utilizar o país como um dos grandes fornecedores de matérias-primas (platina e petróleo) fundamentais à sua corrida armamentista – a atenção dos EUA para esse país foi retomada no contexto da Guerra Fria, assumindo a Colômbia como “nação amiga” na sua luta contra as influências de origem soviética no hemisfério. Nessa perspectiva, as Forças Armadas colombianas foram enquadradas na Doutrina de Segurança Nacional norte-americana, com os EUA fornecendo apoio financeiro, militar, técnico e logístico aos militares colombianos para a luta contra grupos sociais e movimentos guerrilheiros de esquerda. Além disso, o país foi palco de programas de cooperação econômica e social, nos marcos da Aliança Para o Progresso, de John F. Kennedy (1961-1963), e de expansões das corporações norte-americanas.
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Os Estados Unidos: A Geopolítica e a Geoeconomia da Energia: The United States: the Geopolitics and Geoeconomy of Energy

Os Estados Unidos: A Geopolítica e a Geoeconomia da Energia: The United States: the Geopolitics and Geoeconomy of Energy

No ano de 2017, uma nova crise energética passou a sinalizar no horizonte do país desde os acontecimentos da Primavera Árabe entre 2011 e 2013. O aumento de cerca de 30% nos preços do petróleo americano no último ano, medidos pelo índice West Texas Intermediate (WTI), tem causado preocupação à gestão Trump. Em 20 de abril de 2018 o presidente postou em sua rede social: “Looks like OPEC is at it again. With record amounts of Oil all over the place, including the fully loaded ships at sea, Oil prices are artificially Very High! No good and will not be accepted” (CNBC, 2018a). A situação se concretizou em maio de 2018 com a retirada dos EUA do acordo nuclear multinacional com o Irã, que havia sido assinado pelo então presidente Obama em 2015. O acordo tinha como finalidade a retirada de diversas sanções contra o Irã em troca de o país encolher significativamente o escopo de suas capacidades nucleares e conceder acesso a suas instalações (CNBC, 2018b). Com a saída dos americanos do acordo, volta-se a impor fortes sanções 20 contra o país do Golfo Pérsico, o que impactou duramente no mercado internacional de petróleo devido à enorme retirada da disponibilidade da oferta do petróleo iraniano. Com as sanções em prática, 2,2 milhões de barris por dia são retirados de um mercado global de pouco menos de 100 milhões de barris diários, e com uma demanda que cresce 1,7% ao ano. Essa conjuntura se soma à perda de 700 mil barris de petróleo por dia da Líbia e da Venezuela devido às suas crises internas (CNBC, 2018e).
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Geopolítica do petróleo: uma análise da geopolítica do petróleo como causa não contada da guerra

Geopolítica do petróleo: uma análise da geopolítica do petróleo como causa não contada da guerra

A presente monografia apresenta a importância da geopolítica como estratégias adotadas pelos Estados para administrar e expandir seu território e poder. As teorias geopolíticas clássicas pensavam o Estado como um organismo territorial, sendo esta uma comparação elaborada pelo geógrafo Friedrich Ratzel. O neologismo, por sua vez, foi cunhado por Rudolph Kjellen. Seguidos pelo britânico Halford Mackinder, o alemão Karl Haushofer e o francês Paul Vidal de La Blache a geopolítica tratava principalmente das relações entre poder e ambiente, Estado e território, guerra, estratégia e geografia. A evolução dos estudos geopolíticos passaram a abordar assuntos além dos Estados nacionais, como o meio ambiente, disputas econômicas e controle de recursos naturais, por exemplo. Os recursos naturais sempre tiveram um papel estratégico para o crescimento das nações, mas o petróleo transformou-se na fonte de energia primária mais importante, o combustível do capitalismo. O acesso e controle das principais reservas de petróleo do mundo envolvem uma questão que transcende a importância puramente econômica do petróleo como commodity e fonte de energia, ela implica a disputa pelo poder em escala internacional. A geopolítica do petróleo é vista então como objetivo das nações de controlar tanto seus meios de produção quanto dos outros países, no intuito de agregar poder e riqueza. Dada sua importância, o petróleo é um grande influenciador para conflitos, foi pivô de disputas pesadas, como a montagem e derrubada de governos, guerras, invasões de países e regiões, formação de conglomerados econômicos com poder quase ilimitado, constituição de cartéis e alianças entre países, articulações diplomáticas, intrigas, traições, impactos ambientais, etc.. São abordados por essa monografia a Guerra Irã-Iraque, Guerra do Golfo, e a Guerra das Malvinas.
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O Irão, os EUA e a geopolítica do Golfo Pérsico

O Irão, os EUA e a geopolítica do Golfo Pérsico

A geopolítica da energia no Golfo Pérsico tem sofrido alterações significativas. Por um lado, a dinâmica da oferta e da procura está a ser alterada pela emergência de novas potências; por outro, a relação privilegiada Arábia Saudita-EUA foi abalada pela tentativa ameri- cana de romper o modelo da OPEP no Iraque. Mas, mais importante, a transferência parcial do consumo do petróleo para o gás natural como hidrocarboneto mais procurado pelas economias desenvolvidas, está a criar uma mudança no grau de importância dos países produtores: a Rússia, o Irão e o Qatar, ricos em gás natural, tendem no longo prazo a so- brepor-se à Arábia Saudita. Este artigo analisa as consequências de todas estas alterações no panorama de Médio Oriente, concluindo que o futuro da região em muito dependerá das opções estratégicas da potência ainda domi- nante na região, os Estados Unidos.
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O Brasil e a política estratégica dos Estados Unidos: o fim da Guerra Fria : hemisfério Ocidental, América Latina e as Relações Brasil-Estados Unidos

O Brasil e a política estratégica dos Estados Unidos: o fim da Guerra Fria : hemisfério Ocidental, América Latina e as Relações Brasil-Estados Unidos

doutros ilícitos, e da manutenção da ordem interna, até a reorientação da política externa para a região em função da adesão de Cuba (cuja revolução castrista dera-se ainda no governo Eisenhower); reorientação que incluía desde maior ênfase na cooperação econômica para garantir a estabilidade na região até a já mencionada simpatia pelo uso das forças armadas da região para o combate à insurgência. Essa reorientação cooperativa incluiu também o endurecimento com Cuba, com autorizações para ações secretas de desestabilização contra seu governo, bem como sua exclusão da Junta Interamericana de Defesa – JID – e a suspensão de seu direito de voz e voto na Organização dos Estados Americanos). Ainda no capítulo das implicações da revolução cubana, tivemos também a Crise dos Mísseis, tida com ponto culminante da Guerra Fria. Isso sem mencionar a simpatia do governo Johnson pelo movimento que culminou na deposição de João Goulart no Brasil, em 1964, bem como os impactos que foram gerados pela revolução cubana nas relações dos Estados Unidos com todos os países latino-americanos: o endurecimento contra os grupos esquerdistas na região (como demonstrado pelo apoio e observação ansiosa do governo Johnson dos eventos que terminaram, no Brasil, no regime de 1964). Note-se que o embaixador do governo Castelo Branco em Washington, Juraci Magalhães, chegou a afirmar que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” 6 . Essa frase que, fora de contexto, parece apontar numa tendência de alinhamento automático, acaba por se tornar emblemática acerca da percepção de um alinhamento estratégico do Brasil frente a Washington que marcou a política externa do governo Castelo Branco no Brasil.
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Os impactos da geopolítica do petróleo na América Latina

Os impactos da geopolítica do petróleo na América Latina

Várias iniciativas adotadas internacionalmente podem ser extremamente úteis para que o país contorne essas questões e obtenha sucesso. Um fundo soberano, como a Autoridade de Investimentos de Abu Dhabi ou o fundo de petróleo da Noruega, tem a capaci- dade de estabilizar o orçamento do governo contra a volatilidade do preço do petróleo e ainda economizar para as gerações futuras. Outra opção é a criação de uma empresa estatal de petróleo (NOC) que, se bem administrada, pode ajudar a desenvolver habilidades e fortalecer a gestão do setor. Por fim, a criação de um órgão regulador do setor petrolífero permitiria isenção e garantia dos interesses da população em detrimento das empresas. Em todo caso, como o país não detém qualquer expertise nos processos, espe- ra-se que a ajuda internacional e a boa vontade do governo e da população assegurem que o petróleo seja um bônus não apenas para a economia mundial, mas também para o povo guianês.
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A INSERÇÃO INTERNACIONAL BRASILEIRA NA GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO

A INSERÇÃO INTERNACIONAL BRASILEIRA NA GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO

Não é por acaso que a esquadra estadunidense para a América Latina recebeu o apelido de “Frota Chávez”. A Venezuela, sob o governo popular-nacionalista de Hugo Chávez, tornou-se o maior inimigo do imperialismo estadunidense na região, e talvez até no mundo inteiro. Chávez se propõe a varrer a influência dos EUA nas antigas colônias ibéricas do continente americano. Em outras palavras: arquivar a Doutrina Monroe. O seu “bolivarianismo”, nesse sentido, é muito mais que um artifício retórico. De Bolívar, Chávez reivindica, e é muito enfático nesse ponto, a ideia de que a verdadeira independência dos povos latino- americanos só será possível mantendo à distância os EUA. O governo venezuelano possui disposição e, graças ao petróleo, recursos para liderar uma coligação antiestadunidense na América do Sul, com a participação de governos e movimentos sociais. Talvez não seja um exagero dizer que a Venezuela constitui, hoje, um inimigo muito mais perigoso para os EUA do que Cuba em qualquer época. (FUSER, 2009, p. 23)
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As relações filogenéticas entre os crioulos do Golfo da Guiné

As relações filogenéticas entre os crioulos do Golfo da Guiné

Tendo em conta que, para este trabalho, nos iremos focar nas questões sintáticas destes crioulos, de forma a reunir o maior conjunto de traços possível, procederemos, por um lado, à extração de todos os traços sintáticos do APiCS, e, por outro lado, recolheremos e analisaremos um conjunto de novos traços sintáticos. Para além do APiCS, uma boa parte dos dados recolhidos para esta dissertação, tanto a nível lexical como sintático, foram retirados dos corpora dos quatro crioulos do Golfo da Guiné disponíveis em linha em http://alfclul.clul.ul.pt/CQPweb/, os quais abarcam um grande conjunto de dados orais e escritos relativos aos quatro CGG. Estes corpora foram recolhidos no âmbito do projeto “As origens e o desenvolvimento das sociedades crioulas do Golfo da Guiné: um estudo interdisciplinar (PTDC/CLE-LIN/111494/2009)”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Após a recolha e tratamento dos dados mencionados anteriormente, iremos introduzi-los num programa de redes filogenéticas.
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O sonho americano: a troca de bolseiros e estagiários entre Portugal e os Estados Unidos da América, 1945 - 1952

O sonho americano: a troca de bolseiros e estagiários entre Portugal e os Estados Unidos da América, 1945 - 1952

Porém, este complemento e reforço dos laços económicos e dos negócios entre os Estados Unidos da América e a América Latina através da recém-criada divisão das relações culturais teve uma razão de ser subjacente. Dois anos antes, os Estados Unidos haviam feito várias intervenções na América Latina que levantaram suspeitas sobre as intenções dos norte- americanos naquele continente. A situação em que o governo norte-americano propôs a realização de uma Conferência de Fomento das Relações Culturais Interamericanas ao abrigo da Conferência Pan-Americana para a Manutenção da Paz a realizar-se em Buenos Aires no ano de 1936 é exemplo disso. Também o facto de, durante a Segunda Guerra Mundial grupos de italianos, alemães a japoneses – na altura inimigos dos EUA não apenas ao nível ideológico mas também ao nível do verdadeiro campo de batalha na Europa e na Ásia –, terem ido viver para a América do Sul. Devido a estes dois acontecimentos, a democracia, o Governo e as empresas norte-americanas começaram a ser vistas com desdém pelos seus vizinhos do Sul. Neste contexto, a resposta dos norte-americanos foi a criação do Departamento de Relações Culturais, departamento esse que, com o intuito de “contrariar a propaganda alemã (…), (enviou) americanos das áreas da arte e da escrita (…) para sul para partilharem os seus talentos e (também criou) as primeiras bibliotecas americanas contendo obras sobre a cultura, sociedade, política e economia americana estabelecidas em Buenos Aires, Cidade do México e Santiago.” 77
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ESTUDO DAS INTER-RELAÇÕES ENTRE OS MERCADOS ACIONÁRIOS DO BRICS E DOS ESTADOS UNIDOS

ESTUDO DAS INTER-RELAÇÕES ENTRE OS MERCADOS ACIONÁRIOS DO BRICS E DOS ESTADOS UNIDOS

A menor correlação obtida, de 0.06, entre o índice norte-americano S&P 500 e o chinês SSE, indica que ambos os mercados são praticamente independentes entre si. Uma explicação para as baixas correlações está na variação dos fusos horários entre os países estudados ( Markwat, Kole, & Van Dijk, 2009 ) – o dia de atividades das bolsas começa na Ásia, move-se pela Europa e termina nos Estados Unidos e Brasil, de maneira que estes dois mercados não podem afetar os asiáticos em um mesmo dia. Por outro lado, a alta correlação entre os mercados do Brasil e EUA pode ser explicada pela proximidade entre os dois países, indicando a influência dos EUA na América Latina. Apesar desta questão geográfica, Melo, Coutinho e Salvato (2016) observam que os mercados americano e brasileiro não se apresentam totalmente integrados, permitindo, inclusive a realização de arbitragem.
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Políticas de Ação Afirmativa e Relações Raciais no Brasil e nos Estados Unidos

Políticas de Ação Afirmativa e Relações Raciais no Brasil e nos Estados Unidos

Nesse sentido, o autor entende que a ideologia da democracia racial não tinha qualquer utilidade em uma sociedade escravista. Assim, ela só poderia se desenvolver em um contexto em que as relações entre brancos e negros fossem estabelecidas em bases jurídicas de igualdade, ainda que formal, como ocorreu a partir da República. Desse modo, o mito da democracia racial foi sustentado “pelas realidades sociais do período republicano inicial — a falta de discriminação legal, a presença de alguns não-brancos dentro da elite e a ausência de conflito racial declarado.” Assim, os princípios fundamentais que sustentam a ideolo- gia da democracia racial são: “a ausência de preconceito e discriminação racial no Brasil e, conseqüentemente, a existência de oportunidades eco- nômicas e sociais iguais para brancos e negros” (p. 242).
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Deus abençoe a América: religião, política e relações internacionais dos Estados Unidos

Deus abençoe a América: religião, política e relações internacionais dos Estados Unidos

Thomas entende por “mito político da modernidade” a concepção de religião, e seu respectivo papel sociopolítico, que vai se consolidando na Europa a partir do século XVII. Esta concepção foi construída a partir das imagens remanescentes das guerras religiosas, como a própria Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) – o último conflito desta natureza e que selou, com o Tratado de Vestfália, o nascimento do sistema internacional de Estados. O espectro destes conflitos religiosamente motivados lembrar-nos-ia que, quando a religião é trazida do espaço privado para o espaço público, ou seja, quando a religião é politizada, ela inerentemente conduz à guerra, à intolerância, à agitação polític a ou até mesmo ao colapso da ordem internacional. Então, “a mitologia política do liberalismo é o mito do estado moderno secular como nosso salvador dos horrores das modernas guerras religiosas e do choque de civilizações.” (THOMAS, 2005, p.22-23)
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Os Estados Unidos e os Açores

Os Estados Unidos e os Açores

quais a estratégia seguida nos últimos sessenta e cinco anos, dois terços dos quais num contexto de bipolaridade, foi a de um «envolvimento profundo» ou deep engagement, em que os Estados Unidos têm assumido a responsabilidade crucial de manutenção da ordem internacional liberal, muito graças à capacidade de projeção de poder concedida pelo seu sistema global de bases militares. Para estes autores, não só os defensores do retraimento sobrestimaram os custos da estratégia seguida até aqui, como também subestimam os seus benefícios, mas, mais que isso, propõem uma aventura no desco- nhecido – um mundo sem uns Estados Unidos comprometidos, isto é, sem uma potên- cia líder liberal. De facto, uma redução da presença militar através das reduções no sistema de bases, defendem, teria um impacto orçamental bastante limitado, e ainda está por provar que o envolvimento americano cause políticas de contrabalanceamento por outras potências, esteja condenado à sobre-extensão, ou conduza a um arrastamento para guerras desnecessárias. Já os seus benefícios permanecem claros. A presença americana reduz a competição regional, funcionando como dissuasora de potenciais rivais, ajuda a manter uma economia aberta, o que dá a Washington vantagens óbvias em negociações económicas, e facilita a capacidade dos Estados Unidos em assegura- rem cooperação no combate às ameaças globais. Em resumo, o retraimento, ou uma estratégia de retirada mais ou menos permanente da posição de liderança global, dei- xaria o país menos seguro, próspero e influente.
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Os percalços ao diálogo estratégico: as relações entre o Brasil e os Estados Unidos desde 2003

Os percalços ao diálogo estratégico: as relações entre o Brasil e os Estados Unidos desde 2003

Paulo Batista Jr. (2008) considera que houve uma notória perda da influência e de prestígio estadunidenses em relação ao Brasil e aos demais países da América do Sul. A situação atual é diferente daquela que prevaleceu na década de 1990, quando a maioria dos países latino-americanos era governada por políticos alinhados à doutrina estaduni- dense em maior ou menor intensidade. Na virada do milênio, esse quadro inverte-se, já que forças políticas de centro-esquerda obtêm vitórias eleitorais consistentes. O caso bra- sileiro, na transição para o governo Lula, não é diferente, e, nesse sentido, as estratégias de política econômica e política externa foram alteradas, influenciando a relação bilateral. Nos últimos anos, tanto no campo comercial como no financeiro, o Brasil redu- ziu consideravelmente a sua vulnerabilidade internacional, bem como sua dependência econômica em relação aos Estados Unidos. Dessa forma, o Brasil pôde desempenhar um papel central na integração gradual dos países sul-americanos, além de alterar os rumos das negociações da ALCA e de painéis da OMC. A estratégia para a América Latina, man- tida pelo governo Bush teve participação decisiva nesses acontecimentos:
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As Relações Brasil-Estados Unidos no pensamento político do Barão do Rio Branco

As Relações Brasil-Estados Unidos no pensamento político do Barão do Rio Branco

A pesquisa procurou apresentar e analisar o pensamento político do Barão do Rio Branco no período de 1902 a 1912 no que concerne às relações entre Brasil e Estados Unidos. Os objetivos específicos definidos foram, ainda, identificar quais eram as ideias norteadoras da política externa brasileira desenvolvida por Rio Branco e como se formaram; reconstituir o debate da época e as diferentes posições acerca do tema das relações Brasil – Estados Unidos, através da seleção de autores-chave do período e análise de sua correspondência com Rio Branco; apontar posicionamentos do Brasil em situações específicas em alguns dos principais eventos envolvendo os dois países, como a implantação da Embaixada brasileira em Washington em 1905, a III Conferência Internacional Americana no Rio de Janeiro em 1906 e a Conferência de Haia em 1907. Como parte da preocupação de promover um estudo das ideias políticas de maneira historicamente orientada e com uma abordagem contextual, buscou - se estudar as ideias de Rio Branco em seu contexto histórico e sociológico. Para dar conta dos objetivos arrolados foi feito uso de pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica contou principalmente com a coleta de dados secundários. A pesquisa documental foi realizada no Arquivo Histórico do Itamaraty, onde foi analisada a correspondência de Rio Branco com autores-chave para o tema da americanização das relações exteriores do Brasil. Como parte do esforço de contextualização do pensamento político do Barão do Rio Branco foi dada especial atenção a charges e caricaturas publicadas em revistas da época, por desempenharem função social e política, mais além de mera representação gráfica, as charges foram consideradas uma fonte histórica importante. Conclui-se que apesar de sua formação europeia, o Barão do Rio Branco como ministro tomou atitudes na condução da política externa brasileira que demonstram que sua visão pragmática do mundo e das relações internacionais foi mais forte do que suas simpatias pessoais. Assim, ele foi capaz de reconhecer a mudança que estava ocorrendo no sistema de poder internacional e deslocou o eixo diplomático do Brasil para a direção de Washington, sem que isso, no entanto, significasse total alinhamento com os Estados Unidos.
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Abertura de conta bancária nos Estados Unidos. Remessa de Divisas Brasil - Estados Unidos. Declaração de Imposto de Renda nos Estados Unidos

Abertura de conta bancária nos Estados Unidos. Remessa de Divisas Brasil - Estados Unidos. Declaração de Imposto de Renda nos Estados Unidos

Recomendamos aos nossos clientes a remeterem o montante da compra de imóveis via Banco Central, sempre como destino final a conta pessoal previamente aberta.. O código da operação será[r]

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Estados Unidos de América

Estados Unidos de América

Falta todavía mucho para obtener resultados terminantes en el tratamiento de los portadores de difteria, aunque parece probable que ya pueden colocarse sobre una [r]

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Estados Unidos da América

Estados Unidos da América

Os portugueses estão concentrados num reduzido número de regiões dos EUA. Como já foi dito anteriormente, a chegada dos primeiros emigrantes portugueses aos EUA, desde finais do século XVIII, deve-se à procura de mão-de-obra para sectores de atividade muito específicos e espacialmente localizados. Analisando os dados do Bureau of Census americano sobre as pessoas que declararam ser de ascendência portuguesa (na resposta à questão “what is your ancestry or ethnic origin?”), conclui-se que quase 60% dessas pessoas vivem em apenas dois estados: 29% na Califórnia (cerca de 350 mil pessoas) e 26% em Massachusetts (cerca de 310 mil). No entanto, se 4.7% dos residentes no Massachusetts são de ascendência portuguesa, na Califórnia apenas o são 0.9%. De notar ainda que, embora só 4.3% das pessoas com
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Revisionismos de relações com os Estados Unidos e suas variáveis nos governos progressistas da América do Sul.

Revisionismos de relações com os Estados Unidos e suas variáveis nos governos progressistas da América do Sul.

As políticas do subcontinente para a grande potência nem sempre caminharam em bloco, apesar de muitas vezes condicionantes sistêmicas (como o neoliberalismo pós Guerra-Fria dos anos 1990) terem empurrado praticamente toda a região para comportamentos muito semelhantes. Após os anos 2000, a tendência do movimento conjunto do período anterior se repetiu, só que na direção contrária. O fracasso do modelo econômico liberalizante, as eleições de governos progressistas em quase todos os países da região, a política externa do governo norte-americano de George W. Bush pós 11 de setembro e o decorrente distanciamento norte- americano da América Latina resultaram em processos de revisão de relações com os Estados Unidos em quase todos os Estados sul-americanos. Movimentos, no entanto, não raro apontados como se fossem um só, quase sempre classificado como de forte tom oposicionista. Trata-se, contudo, de um reducionismo diante de uma onda semelhante em seus aspectos gerais, mas com políticas que se comportavam em diferentes gradações e com distintas finalidades específicas.
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