Top PDF Gestão da saúde mental e intersetorialidade: contribuições para o debate

Gestão da saúde mental e intersetorialidade: contribuições para o debate

Gestão da saúde mental e intersetorialidade: contribuições para o debate

O objetivo deste trabalho foi analisar a Reforma Psiquiátrica no Brasil, buscando identificar os desafios e possibilidades no desenvolvimento de ações intersetoriais. O modelo hospitalocêntrico que historicamente prevaleceu no Brasil, gerou um quadro de exclusão social das pessoas com transtornos mentais que só foi questionado no país a partir dos anos 1970, pela forte atuação dos movimentos sociais, na luta por um novo modelo que priorizasse os serviços substitutivos, baseado na experiência italiana, que tem como precursor Franco Basaglia. O cenário favoreceu a criação de um conjunto de leis e regulamentações para assegurar as bases de promoção à saúde mental, bem como uma rede assistencial composta por diferentes serviços, como é o caso do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), na perspectiva dos direitos sociais e da cidadania. O CAPS cumpre papel estratégico nesse processo. Este estudo foi desenvolvido à luz da pesquisa bibliográfica e documental, sendo a abordagem qualitativa considerada a mais adequada a ser utilizada. A intersetorialidade, apesar de estar presente deste a Constituição Federal de 1988, ainda se estabelece como um processo desafiante a ser exercido, pois implica, necessariamente, em efetivar articulações entre as diferentes políticas, abordando os problemas na sua complexidade. Por isso, a relevância de estudos teóricos e de experiências práticas intersetoriais que provoquem novas formas de agir e pensar no âmbito da política de saúde mental.
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Saúde mental, intersetorialidade e questão social: um estudo na ótica dos sujeitos.

Saúde mental, intersetorialidade e questão social: um estudo na ótica dos sujeitos.

no nosso campo da saúde mental, se salienta a importância histórica e da contínua ação política de nossos dois movimentos sociais mais importantes: o movimento antimanicomial, com base maior na sociedade civil, em trabalhadores e princi‑ palmente usuários e familiares, e o movimento de reforma psiquiátrica, mais amplo, e com articulações mais institucionais, no campo universitário, dos traba‑ lhadores e principalmente na gestão estatal. Quando diminui o espaço político neste campo institucional e no Estado, o movimento antimanicomial ganha ainda mais importância, porque tem mais autonomia para mobilizar forças na socieda‑ de para pressionar de fora o Estado. [...]. Entretanto, a atual conjuntura ainda nos requer avaliar melhor outras de suas facetas e paradoxos, particularmente no to‑ cante à sua avaliação e à estratégia teórico‑política que sustenta a ação no proces‑ so de levar a reforma psiquiátrica avante em um contexto mais global como este. (Vasconcelos, 2010, p. 23‑24)
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Potencialidades e desafios da intersetorialidade: interfaces entre equipamentos especializados da Saúde Mental e da Assistência Social em Contagem-MG

Potencialidades e desafios da intersetorialidade: interfaces entre equipamentos especializados da Saúde Mental e da Assistência Social em Contagem-MG

Nesta perspectiva, avaliando as redes estudadas, podemos considerar que um dos principais desafios a serem enfrentados concentra-se na efetivação do planejamento e avaliação participativos e com base regional. Esta é uma tarefa difícil de alcançar e necessita de intenso investimento político para que ocorra. Podemos assim considerar também que, para além deste desafio, existem muitos outros avanços a se fazer no que diz respeito às melhorias e ampliação da rede de atenção, entretanto, embora Contagem não tenha avançado em alguns dos aspectos apontados por Inojosa (2009) no que se refere a alcançar a construção de redes e práticas transetoriais, algumas potencialidades merecem ser mencionadas. Em relação ao projeto político transformador, há muito a avançar considerando que ainda se contratam profissionais utilizando-se o critério do favorecimento político, precarizando a assistência aos usuários e desconsiderando muitas vezes os trabalhos já consolidados, simplesmente pela troca da gestão político-partidária, contudo, duas gestões seguidas do PT no município pouco avançaram na ampliação e consolidação da rede, principalmente no que diz respeito à rede de Saúde Mental. No que se refere à atual gestão pública municipal, administrada pelo PCdoB (2013-2016), foi possível notar a redução à zero do número de internações em hospitais psiquiátricos em Belo Horizonte, fato este que potencializa não só a rede de atenção à Saúde Mental no município como também fortalece o movimento de luta antimanicomial, o que certamente traz benefícios, mas não soluciona o problema da não efetivação das práticas intersetoriais, no âmbito da rede de Saúde Mental do próprio município.
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Saúde mental e o campo sociojurídico: o "estado da arte do debate" com a reforma psiquiátrica.

Saúde mental e o campo sociojurídico: o "estado da arte do debate" com a reforma psiquiátrica.

Se no Brasil, reformas na legislação contribuíam com modificações sociais, Basaglia (1924-1980), como diretor do manicômio Gorizia (cidade italia- na), já em 1961 realiza mudanças significativas no ambiente, através da criação de uma comunidade terapêutica e da reinserção de vários pacientes in- ternados na sociedade. Para ele, em alguns casos, a loucura, a letargia e falta de ânimo dos pacientes na realidade era consequência do ambiente do hospício. Ou seja, era imprescindível trazer a comunidade para o hospital, garantindo a convivência dos pa- cientes com outras pessoas. Contudo, não foi ele que elaborou o termo antipsiquiatria, o qual foi criado por David Cooper que, juntamente com Ronald Laing – ambos psiquiatras – firmou em Londres as bases da antipsiquiatria. A ideia principal é a da aproxi- mação do terapeuta com o paciente doente mental, tornando mais humano o tratamento e acelerando o processo de cura. Eles aproximaram-se de teorias sistêmicas, priorizando o tratamento pelo conscien- te. Mas, as contribuições do pensamento de Franco Basaglia, psiquiatra italiano, responsável por pro- mover uma importante reforma no tratamento dos doentes mentais italianos, foram fonte histórica e política para o movimento de reforma psiquiátrica no Brasil. Ele pretendia realizar uma transformação institucional no campo da psiquiatria, buscando um rompimento com a psiquiatria enquanto ideologia. Sua ideia pode ser dividida em quatro premissas fundamentais, quais sejam, (i) o desmonte da forma tradicional dos manicômios, do aparato manicomial, isto é, lutando contra a institucionalização; (ii) o movimento a favor da incorporação de saberes científicos capazes de gerar novas ideologias e no- vas intervenções manicomiais; (iii) a substituição da tutela por um “contrato social”; e (iv) realização dessas transformações através de mudanças no campo político e social (Amarante, 1994).
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Contribuição da Psicodinâmica do Trabalho para o debate: "o mundo contemporâneo do trabalho e a saúde mental do trabalhador".

Contribuição da Psicodinâmica do Trabalho para o debate: "o mundo contemporâneo do trabalho e a saúde mental do trabalhador".

Na produção de serviços da atualidade, pautada pelas modernas tecnologias da informação aplicadas na gestão e no maior controle do trabalho (GALVÃO; SILVA; COCCO, 2003) – num cenário próprio ao que estes autores chamam de “capitalismo cognitivo” – a situação é bem grave do ponto de vista da saú- de mental. Quer estejamos falando de um serviço de vendas, cujos resultados e indicadores das vendas de um trabalhador são transformados em símbolos mani- pulados por um programa de computador; ou de um serviço de ensino, no qual notas, frequências, desem- penhos, etc. são controlados por intermédio de um sistema informacional; ou ainda de um serviço de te- leatendimento, no qual as tecnologias da informação permitem monitorar e controlar os tempos de atendi- mento, a qualidade do mesmo, a linguagem, o número de atendimentos realizados por unidade de tempo etc. – percebemos que há algo em comum entre diferentes produções de diferentes tipos de serviços, que impac- ta, significativamente, em todos eles, a relação saúde- trabalho, segundo a Psicodinâmica do Trabalho: maior controle do trabalho e menor autonomia para a livre elaboração dos modos operatórios e das estratégias de ação. Já é bem conhecida, desde a Psicopatologia do Trabalho até à Psicodinâmica do Trabalho, a sensível relação entre dois termos: funcionamento psíquico e rigidez do controle pela organização do trabalho. Onde se exacerba o segundo termo, restringindo a margem de manobra para as mudanças nas formas de trabalhar, compromete-se o primeiro, como já bem co- nhecido desde os estudos e as críticas sobre o modo taylorista de organização do trabalho e seus impactos sobre o funcionamento psíquico dos indivíduos (DE- JOURS, 1992). Diferentes tipos de serviços, com seus modernos sistemas automatizados de monitoramento e controle do trabalho, têm trilhado este caminho já bem conhecido, de uma retaylorização de cadências, gestos, tempos, movimentos etc. do trabalho.
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POLÍTICAS SOCIAIS E O DEBATE EMERGENTE SOBRE A INTERSETORIALIDADE

POLÍTICAS SOCIAIS E O DEBATE EMERGENTE SOBRE A INTERSETORIALIDADE

Deste estudo depreende-se que os problemas sociais por sua magnitude e complexidade estão a requerer cada vez mais integração, cooperação e uma vasta teia de interconexões entre as políticas públicas. É recorrente o pensamento de que as mudanças processadas pelas reformas setoriais na saúde, educação, assistência social, política urbana, etc. postas em prática a partir da década de 1990 não foram capazes, até o momento, de dar conta das profundas iniquidades sociais que marcam a realidade a brasileira. Tal quadro vem sendo agravado em face das características do modelo de desenvolvimento capitalista contemporâneo, trazendo, além dos antigos desafios não superados, novos desafios ao sistema de proteção social. E, neste cenário, a intersetorialidade surge como uma estratégia alternativa de gestão social, muito embora sua implementação exija a superação de enormes desafios, como foi discutido ao longo deste artigo.
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A práxis da Saúde Mental no âmbito da Estratégia Saúde da Família: contribuições para a construção de um cuidado integrado.

A práxis da Saúde Mental no âmbito da Estratégia Saúde da Família: contribuições para a construção de um cuidado integrado.

This paper, originated in a quali-quantitative study, attempted to analyze the practices of Mental Health in Family Health Strategy teams from Brazlândia, Federal District, Brazil, concerning their potential and limits for delivering integral care to people with mental distresses in primary care. Interviews were conducted with the professionals who were trained in Mental Health. The analysis employed the method of the Discourse of the Collective Subject. The results showed that the population has limited access to mental health care, due to the lack of structured support network. There was also low capacity to solve mental health problems in the context of FHS, since the actions developed emphasize outpatient appointments and referrals to medical admissions in hospitals, what shows both the still hegemonic biomedical conception in the practices, as the dismantling of a network to ensure integral care. These results lead to the debate of qualifications of the FHS teams in mental health, in order to recognize and enjoy the potential of the bond established between teams and users/families.
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O DEBATE CONCEITUAL SOBRE SAÚDE E DOENÇA: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA

O DEBATE CONCEITUAL SOBRE SAÚDE E DOENÇA: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA

Uma questão introdutória é central ao ar- gumento do trabalho. Berlinguer pondera que em relação às civilizações chamadas de ‘primitivas’ seria menos problemático pensar o adoecimento como ausência ou supressão de algum princípio vital. Contudo, no mundo moderno isso se mostra por demais conflitante, segundo ele. Nesse sen- tido, utiliza o exemplo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que em 1964 buscou legitimar politicamente uma ‘definição abrangente’ para saúde, trazendo à público a ideia de “completo bem-estar físico, mental e social”. Entretanto, ao retratar saúde de tal modo, por extensão, susci- tou também a existência de um nexo implícito en- tre ‘mal-estar mental e social’ e ‘doenças’. Além disso, a definição da OMS ampliou exponencial e compulsoriamente o rol de atribuições do setor saúde e o potencial de medicalização da socieda- de (isso é, aumentaram as chances de se transfor- mar qualquer sinal menor de conflito corriqueiro da vida cotidiana e de alteração nas relações en- tre os seres humanos, em ocasião e pretexto para tratamento médico-farmacológico) – tema, aliás, nevrálgico, aprofundado por outros intelectuais de referência do campo (ILLICH, 1982; CONRAD, 2007).
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A saúde mental brasileira sob o olhar decolonial: contribuições para o debate da saúde mental global a partir de uma experiência de cooperação internacional com a Itália

A saúde mental brasileira sob o olhar decolonial: contribuições para o debate da saúde mental global a partir de uma experiência de cooperação internacional com a Itália

Em relação às particularidades brasileiras, destaco o desafio de superar uma lógica de cuidado ainda marcada pela violência institucional e pelo cuidado encarcerado, cuja presença do hospital psiquiátrico é o maior expoente; a potência da Economia Solidária em fomentar relações horizontais e práticas emancipadoras no âmbito do cuidado e do trabalho; o papel da universidade pública em dar suporte aos serviços de saúde e à comunidade; o caráter coletivo da nossa Atenção Básica, cujos serviços contam com uma figura importante de articulação com o território, o Agente Comunitário de Saúde; as iniciativas de matriciamento em saúde mental como forma de articular a atenção especializada e a Atenção Básica; a instituição das práticas integrativas e complementares de saúde no SUS; e a permeabilidade entre as questões de saúde mental e de espiritualidade/religiosidade (como por exemplo as religiões espíritas e de matrizes africanas e indígenas, que consideram o fato de uma pessoa ouvir vozes não necessariamente como sintoma de doença mental, mas como percepção do mundo espiritual). Neste capítulo os resultados são apresentados em interação com algumas contribuições da literatura, avançando na discussão de algumas questões pontuais e possibilitando seu aprofundamento.
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O conceito “Intersetorialidade”: contribuições ao debate a partir do Programa Lazer e Saúde da Prefeitura de Santo André/SP.

O conceito “Intersetorialidade”: contribuições ao debate a partir do Programa Lazer e Saúde da Prefeitura de Santo André/SP.

Com base em pesquisa desenvolvida a partir do Programa Lazer e Saúde, planejado e implementado pelas Secretarias de Saúde e Esporte e Lazer da Pre- feitura de Santo André entre 2007 e 2009, problema- tizamos o conceito “intersetorialidade”. Entendemos que o recorte sobre este tema é determinante na discussão e qualificação das iniciativas voltadas, neste caso, para as práticas corporais, haja vista a literatura apresentar, a cada dia, novos elementos para o debate visando garantir estratégias que efe- tivamente respondam às necessidades de saúde da população. Entrevistas com gestores do Lazer e da Saúde foram realizadas com intuito de subsidiar a discussão. Os temas discutidos neste artigo apon- tam para a fragilidade da ação intersetorial no Pro- grama e evidenciam que as dificuldades são também objeto de discussão e enfrentamento ressaltados na literatura acadêmica. Nesse sentido, o estudo chama a atenção para cinco dificuldades da ação interse- torial que devem ser levadas em consideração na elaboração de projetos e programas intersetoriais: complementaridade entre setorialidade e interseto- rialidade; necessidade de caracterizar o contexto; pactuação e alinhamento em relação a conceitos, objetivos, diretrizes, metas e avaliação dos proje- tos, programas e políticas; constituição de redes de trabalho e comunicação entre os diversos atores. Palavras-chave: Intersetorialidade; Políticas pú- blicas de saúde; Práticas corporais; Saúde e lazer. Marcos Warschauer
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A integralidade das ações em saúde e a intersetorialidade municipal

A integralidade das ações em saúde e a intersetorialidade municipal

Observaram-se limitações na incorporação dos conceitos básicos da legislação brasileira, fundamentais para a implementação do SUS e o planejamento da gestão na esfera municipal. A concepção do conceito de saúde ampliado/positivo, de acordo com o levantamento de dados, provém de leituras, contatos, vivências e práticas adquiridas ao longo do tempo, porém, para garantir o direito à saúde e a implementação de ações integrais de forma intersetorial, é necessário esclarecer os gestores municipais sobre esse contexto que exige o trabalho no âmbito da gestão municipal, numa nova organização, que possibilite um arranjo entre a atuação do gestor, o comportamento do indivíduo, o envolvimento da família e o relacionamento com a comunidade, através da regularidade de ações.
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A promoção da saúde como responsabilidade compartilhada: intersetorialidade

A promoção da saúde como responsabilidade compartilhada: intersetorialidade

Outro trabalho em parceria com o Ministério da Saúde é o sistema de imunização para algumas doenças, como rubéola e tétano. No entanto, o sistema CNC-SENAC-SESC adquire, em laboratórios privados, imunopreveníveis necessários aos trabalhadores, como a vacina de combate à influenza. Há de se convir que a oferta de vacinas poderia ser ampliada se o con- vênio com o setor público incluísse todos os imunopreveníveis de rotina, bem como os emergenciais. O entrosamento entre esses dois setores contribui para o aumento da cobertura vacinal de um maior número de trabalhadores que não acessam a rede pública de postos de saúde por incompatibilidade de horário no funcionamento da unidade e pela restrição imposta a algumas faixas etárias.
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FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS EM SAÚDE MENTAL QUE ATUAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS

FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS EM SAÚDE MENTAL QUE ATUAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS

Em relação à formação dos enfermeiros, o estudo apontou três fatos: (a) durante esse período, prevalece o esforço individual de cada enfermeiro para a capacitação em serviço; (b) a formação do enfermeiro é marcada por um processo de socialização biomédico; e (c) a procura por formação continuada é uma constante entre os profissionais. Existe uma busca incessante, por parte dos enfermeiros, em rever e aprimorar sua prática, considerando seu serviço e área de atuação, além do fato de que as pesquisas desenvolvidas por eles são focadas na promoção da saúde e na prevenção de doenças 20 .
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Intersetorialidade, determinantes socioambientais e promoção da saúde.

Intersetorialidade, determinantes socioambientais e promoção da saúde.

Resumo O presente estudo objetiva analisar a intersetorialidade na perspectiva socioambiental de promoção da saúde. Pesquisa qualitativa reali- zado em seis municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Os dados foram obtidos do mapeamento de experiências de promoção da saúde consideradas exitosas por gestores municipais; entrevistas com coordena- dores, profissionais e participantes das práticas; observações participantes das práticas. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática. A intersetorialidade foi revelada como premissa na definição política da maior parte das práticas. No plano programático normativo, o setor de as- sistência social demostrou maior potencial para desenvolver práticas intersetoriais e centralida- de na rede de articulação face à sua implicação com os determinantes socioambientais. Existe um distanciamento entre a intenção de praticar a intersetorialidade, evidenciada nas determina- ções políticas dos municípios, e a sua efetivação no cotidiano. Conclui-se que há potencialidade para intervenções intersetoriais sobre os determinantes socioambientais a favor da promoção da saúde, mas a inconsistência entre o operacional pratica- do e os aspectos políticos explicitam um desafio a ser superado.
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Avaliação de quarta geração: contribuições metodológicas para avaliação de serviços de saúde mental.

Avaliação de quarta geração: contribuições metodológicas para avaliação de serviços de saúde mental.

financeiramente pelo MCT-CNPq e Ministério da Saúde por meio do Edital MCT-CNPq 07/2005. Os CAPS, serviços estratégicos, integram a rede de serviços substitutivos implementados a partir da transformação da assistência em saúde mental no Brasil. Essas transformações tiveram maior visibilidade a partir da década de 1980, tendo como ator principal o denominado Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, que, no cenário de um país em processo de democratização e de reformulação no sistema de saúde, questionava os saberes e práticas psiquiátricas e o espaço do hospital psiquiátrico como o lócus do tratamento. Esse movimento foi protagonizado por diferentes atores, e o tema, até então discutido por experts, sobretudo na sua dimensão teórico-técnica, passou a introduzir questões da esfera político-ideológica, entre as quais cidadania, direitos e ética.
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Psicose, desinserção e laço social: um debate entre a psicanálise e o campo da saúde mental

Psicose, desinserção e laço social: um debate entre a psicanálise e o campo da saúde mental

Considerando essas discussões, retomamos o caso clínico a fim de analisar, sob a ótica da psicanálise, as demandas e as ofertas feitas por variados dispositivos das políticas públicas frente ao problema social gerado pela situação de Abraão, bem como a possível solução por ele encontrada. Uma rede de equipamentos públicos foi colocada à disposição para resolver o caso, cada um com sua tecnologia: a vigilância sanitária e seu protocolo de risco para a saúde da população; a limpeza urbana para fazer a retirada do lixo; a assistência social para ofertar benefícios sociais (LOAS 12 , documentos etc.); a atenção básica de saúde para tratar dos problemas físicos; e a saúde mental para fazer com que Abraão aceitasse todas essas intervenções protocolares, numa expectativa de retirá-lo de casa e medicá-lo, não considerando a possibilidade de ele responder por suas escolhas, mesmo que “forçadas”. As tentativas de inclusão via ofertas feitas pela vigilância sanitária (determinação de limpeza do local), assim como as intervenções de cunho sociopolítico (oferta de trabalho em cooperativas de recicláveis, fazer documentos) não surtiram efeito, pois Abraão resistia a permitir que mexessem em sua casa, alegando que queriam roubá-lo. Constituía-se, assim, uma “rede neutra ” 13 (Garcia, 2002), sem a presença do sujeito em questão, que visava a realizar o que estava prescrito.
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Gestão da atenção à saúde mental no Sistema Único de Saúde.

Gestão da atenção à saúde mental no Sistema Único de Saúde.

En este arículo se realiza una contextuali- zación y evaluación críica del proceso his- tórico y políico de la Reforma Psiquiátrica Brasileña. El objeivo es hacer una breve retrospeciva y análisis de los mecanismos de gesión que han posibilitado el avance de la Reforma Psiquiátrica. Este proceso histórico está dividido en tres períodos: la implementación de estrategias de Desins- itucionalización; la expansión de la red de atención psicosocial y la consolidación de la hegemonía reformista. Se veriica que la Reforma Psiquiátrica Brasileña avanza en la medida en son creados mecanismos de gesión para ampliar la red de servicios. No obstante, existen aún desaíos para conso- lidar la red de atención territorial y aumen- tar recursos del presupuesto anual del Sis- tema Único de Salud para la Salud Mental.
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Do amor à amizade na psicose: contribuições da psicanálise ao campo da saúde mental.

Do amor à amizade na psicose: contribuições da psicanálise ao campo da saúde mental.

A prática de cuidado com a psicose no campo da saúde mental requer o desafio cotidiano de construir estratégias e in- tervenções que auxiliem os sujeitos a encontrar um enlace par- ticular com o social. Trata-se, a cada caso, de inventar uma modalidade única de resposta a ser oferecida como produto de um encontro. Para que se possa realizar um manejo individua- lizado das soluções sintomáticas é necessário extrair a lógica que rege o seu funcionamento. Por mais disruptivos ou origi- nais que sejam, os sintomas devem ser considerados como res- postas que visam lidar com o mal estar. Uma prática normativa ou universal é assim descartada, exigindo disposição para in- ventar cotidianamente estratégias de cuidado individualizadas.
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Análise da Intersetorialidade no Programa Saúde na Escola.

Análise da Intersetorialidade no Programa Saúde na Escola.

Percebe-se neste estudo que a sustentabilidade na reali- zação de práticas intersetoriais é ainda um desafio a ser con- quistado, mas é uma prática possível, principalmente quando amparada e estimulada por uma boa gestão local. O conceito e a prática da intersetorialidade precisam ser inseridos na rotina de gestores e profissionais de saúde e educação para que ações de promoção de saúde não se tornem a repetição de modelos conhecidos e reconhecidamente pouco impactantes na melho- ria de condições de saúde da população. A responsabilidade sobre essa nova forma de olhar e cuidar não deve ser atribuí- da exclusivamente a esses atores, mas em políticas voltadas a facilitar a articulação dos setores governamentais e não gover- namentais, controle e responsabilização social, estimulando a educação continuada de profissionais de saúde e educação no protagonismo dessas ações.
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Experiências brasileiras em saúde mental e arte: contribuições singulares em um campo de pluralidade

Experiências brasileiras em saúde mental e arte: contribuições singulares em um campo de pluralidade

Revista de Psicologia da UNESP 12(1), 2013. 104 em todos os estados brasileiros, e nos dão uma amostra da variedade de experiências existentes no país, no capítulo dois, identificando mais de 400 experiências artístico- culturais, que expõe uma lacuna entre a efusão da prática em detrimento do número de trabalhos publicados. Em seguida, Elizabeth Araújo Lima traça um histórico da relação entre arte, saúde mental e subjetividade mostrando alguns personagens importantes desse traçado, e ilustra a arte como possibilidade de construção de si, às “artes menores”, ligadas à potência de vida. No capítulo seguinte, Yasui e Dionísio dão um panorama de algumas oficinas ocorridas no primeiro Centro de Atenção Psicossocial do Brasil, o CAPS “Luis da Rocha Cerqueira”, para qualificar teórica e esteticamente a dimensão das práticas artísticas nos serviços Saúde Mental no que toca ao cuidado, expressão e invenção, contando um pouco da história dessas atividades pioneiras.
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