Top PDF Gestão de recursos hídricos: Percepção de usuários no curimataú Paraibano

Gestão de recursos hídricos: Percepção de usuários no curimataú Paraibano

Gestão de recursos hídricos: Percepção de usuários no curimataú Paraibano

Este trabalho tem como finalidade realizar uma análise acerca do entendimento da população sobre gestão de recursos hídricos, aspectos hidrográficos da região e o período de escassez hídrica pelo qual passou recentemente. A água sendo um recurso natural, limitado, escasso e dotado de valor econômico deve ser gerenciada de tal modo que venha a suprir as necessidades das populações, garantindo sua adequada quantidade e qualidade. A gestão de recursos hídricos em qualquer âmbito, seja ele internacional, nacional ou estadual busca um melhor aproveitamento do recurso e sua preservação através de legislações, tratados e acordos. No Brasil a Lei nº 9433/1997 instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos que é composta por princípios e instrumentos que aos poucos vem sendo implementados em todo o país. Dessa forma, visa-se mostrar como a população de Cacimba de Dentro tem reagido diante dos problemas com a falta de água, a importância dada ao recurso e o conhecimento que possuem sobre alguns instrumentos da Política Nacional. Espera- se que o trabalho venha a mostrar, a nível municipal, o conhecimento e percepção da população de uma pequena cidade sobre gestão hídrica.
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Sub-bacia do Alto Piranhas, sertão paraibano: percepção ambiental e perspectivas na gestão dos recursos hídricos.

Sub-bacia do Alto Piranhas, sertão paraibano: percepção ambiental e perspectivas na gestão dos recursos hídricos.

Armando Ribeiro Gonçalves no RN também construída pelo DNOCS, com capacidade de 2,4 milhões/m 3 (BRASIL, 2011b). Esse sistema hídrico formado pela calha do rio e seus reservatórios de perenização constitui o sistema Coremas-Açu, o qual foi regulamentado pela Resolução da ANA Nº687/04 através do Marco Regulatório 8 que estabelece as diretrizes, as quais orientarão o uso dos recursos hídricos do sistema. Este deverá ser implementado em 10 anos e para tanto estabelece as seguintes ações: 1) A divisão do sistema em 6 trechos (Ver Figura 05); 2) A quantidade de água disponível em cada trecho do sistema e, quanto de água cada um desses trechos irá utilizar em atividades como irrigação, piscicultura, abastecimento humano, industrial; 3) A quantidade de água que deve passar da Paraíba para o Rio Grande do Norte; 4) As condições para Outorga ou dispensa da mesma, visando à regularização dos usuários; 5) A realização de uma campanha de regularização de usuários do sistema; 6) A organização de uma rede de monitoramento qualitativo e quantitativo para dar suporte às ações de fiscalização (BRASIL, 2011b).
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Gestão compartilhada de recursos hídricos: uma análise da percepção da cobrança pelo uso da água na bacia do Rio Pirapama – PE

Gestão compartilhada de recursos hídricos: uma análise da percepção da cobrança pelo uso da água na bacia do Rio Pirapama – PE

Esta pesquisa analisa a percepção dos principais usuários do modelo de gestão compartilhada do uso da água no âmbito do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pirapama, em Pernambuco, quanto à cobrança pelo uso da água. Para isso, apóia-se no ferramental teórico a partir do conceito de externalidade negativa e dos métodos de valoração dos recursos hídricos. No propósito de trabalhar a percepção da cobrança pelo uso da água foi abordada a situação dos recursos hídricos no mundo e no Brasil, bem como as experiências de implementação do instrumento econômico da cobrança pelo uso da água. Como aparato metodológico para execução da pesquisa realizaram-se entrevistas semi-estruturadas, análise de material bibliográfico e documentos oficiais, que subsidiaram a análise dos dados para concretização da pesquisa. A análise dos dados concluiu que a proposta metodológica de cobrança pelo uso da água elaborada para a Bacia do Rio Pirapama em 2000 teve maior foco nos aspectos econômicos em detrimento à percepção dos membros do Comitê sobre a efetiva cobrança. Quanto ao objetivo central da pesquisa, observou-se que as percepções contrárias à cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Pirapama são marcadas pela falta de conhecimento sobre as motivações da introdução de uma cobrança, bem como inquietações quanto à operacionalização da cobrança e a efetiva destinação dos valores arrecadados. Essas dúvidas são compartilhadas pelos membros favoráveis à cobrança. Verificou-se que o debate sobre a cobrança pelo uso da água ultrapassa os limites da Bacia do Pirapama, alcançando o âmbito estadual de Pernambuco, através dos debates realizados pela Câmara Técnica de Cobrança do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Os primeiros resultados concretos desse debate foram a minuta de projeto de lei que regulamentaria a cobrança pelo uso dos recursos hídricos de domínio do Estado de Pernambuco. Em conclusão, verifica-se que, apesar da cobrança pelo uso da água ser um instrumento poderoso, ele não deve ser visto como um mero elemento de arrecadação, isolado dos demais instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, e que para sua implementação faz-se necessário um trabalho de sensibilização e conscientização sobre o papel da cobrança e os benefícios que poderão daí serem gerados para a sociedade.
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Percepção e educação ambiental na gestão pública de recursos hídricos

Percepção e educação ambiental na gestão pública de recursos hídricos

A mudança de perspectiva na Lei 9.433/1997 (também conhecida como Lei das Águas ou Política Nacional de Recursos Hídricos) envolve uma politização da gestão dos recursos hídricos. Com este uso do conceito de política nos referimos a uma política abrangente, envolvendo a sociedade civil em processos de consulta e decisórios na gestão da água. Esta orientação corresponde com uma tendência internacional estimulada pelos graves problemas na qualidade e quantidade da água disponível no planeta, ocasionados pela forma em que foram geridos os recursos hídricos durante, principalmente, o decorrer deste século. Esta Lei adota uma gestão participativa e integrada, como princípios norteadores, seguindo os modelos de gestão mais avançados, onde os usuários da água, fundamentalmente, terão que se organizar e participar ativamente dos comitês, defender seus interesses quanto aos preços a serem cobrados pelo uso da água, assim como sobre a aplicação dos recursos arrecadados e sobre a concessão justa das outorgas dos direitos de uso. Obviamente, estes acertos e soluções serão conseguidos a partir de complexos processos de negociações e resolução de conflitos diversos. Os principais instrumentos são os planos de recursos hídricos (elaborados por bacia hidrográfica), a outorga do direito do uso da água, a cobrança pela água, o enquadramento dos corpos d’água em classes de uso e o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos (GUIVANTE; JACOBI, 2003; JACOBI; BARBI, 2007).
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Plano de gestão de recursos hídricos em unidades de saúde

Plano de gestão de recursos hídricos em unidades de saúde

Tratando-se de um dos maiores consumidores dos recursos hídricos nas cidades, as unidades de saúde devem gerenciar seus recursos de forma mais sustentável, contribuindo para a qualidade ambiental e diminuição dos custos para a instituição. O consumo racional é um ato que contribui para esses objetivos, contudo, o maior vilão da questão hídrica tanto em instituições quanto nas cidades é o desperdício de água na rede, em nível urbano e edificação. Segundo Oliveira apud Lima (2009), desperdício é toda a água perdida no sistema antes de seu consumo para alguma atividade podendo ser pela perda da rede por vazamentos, por negligência dos usuários quanto o uso racional e a percepção quanto ao equipamento, ou pelo mau desempenho do sistema. Tratando-se de redes de distribuição nas edificações, estima-se que 40 a 55% de toda água é desperdiçada no percurso, um recurso limpo e tratado (CBIC, 2014). Esse desperdício gera gastos de um recurso com as características de produto final, portanto, segundo a Agenda Ambiental de Administração Pública (BRASIL, 2005), o primeiro passo para obter um plano de gestão é envolver todos os agentes que utilizam a edificação, de forma a serem os próprios fiscalizadores das atividades, além de realizar um diagnóstico no edifício, obtendo dados de monitoramento, como por exemplo de peças com defeitos que possam estar gerando o desperdício de água, assim como de qualquer outro recurso responsável pela manutenção da edificação.
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PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS NO SERTÃO PARAIBANO

PERCEPÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DA GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS: CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS NO SERTÃO PARAIBANO

RESUMO: A gestão participativa é um dos aspectos inovadores da Política Nacional dos Recursos Hídricos. O presente artigo objetivou principalmente investigar a percepção ambiental dos atores sociais em três comunidades inseridas na sub-bacia do Alto Piranhas, sertão paraibano, no que se refere ao gerenciamento hídrico. Pesquisou-se as concepções dos agentes sociais no tocante à gestão participativa, como os mesmos estão organizados para implantação da Política Estadual dos Recursos Hídricos e as ações que os órgãos gestores estão desenvolvendo junto a essas comunidades. Buscou-se também refletir sobre a importância do estudo da percepção ambiental, aliada às ações de educação ambiental dentro do processo de implementação dessa gestão participativa. Utilizou-se dos pressupostos teóricos-metodológicos da pesquisa qualitativa, bem como elementos da pesquisa fenomenológica. As técnicas de coletas de dados compreenderam: entrevistas semi-estruturadas e observação participante. Os atores sociais mostraram um total desconhecimento em relação ao termo gestão participativa dos recursos hídricos. A existência de Associações de Usuários de Água foi identificada em apenas uma, das três comunidades estudadas. Junto às mesmas, não há o desenvolvimento de ações de educação ambiental voltadas para gestão hídrica. Compreende-se que, a partir do entendimento que a mudança de pensamento e comportamento só ocorrerá através de um processo contínuo de educação é que poderemos pensar em uma gestão participativa dos recursos hídricos paraibanos.
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A importância dos Comitês de Bacia na gestão dos recursos hídricos

A importância dos Comitês de Bacia na gestão dos recursos hídricos

Diante de todos os problemas na qualidade da água, os comitês de bacia, aliados às prefeituras municipais das cidades participantes desta gestão compartilhada, estão viabilizando vários projetos na tentativa de recuperar os rios, principalmente, depois que se começou a execução do plano de cobrança pelo uso da água na região, visto que isto disponibilizou mais recursos financeiros na luta contra a poluição dos rios. Um exemplo foi o projeto “Beira-Rio”, bastante parecido com a técnica de “renaturalização” usada pela Alemanha (citada no capítulo 1). A idéia do Projeto surge da constatação da necessidade de um desenvolvimento da cidade em consonância com o rio. “O planejamento desta relação é fundamental para a construção de uma cidade sustentável, calcada na indissociabilidade entre evolução econômica, preservação dos recursos e inserção social”. Outro projeto é o Zooaquarium, que é um complexo educacional-ambiental com zoológico, aquário, borboletário e viveiro de mudas. O ensino associado ao lazer interativo se mesclam por meio de pequenas visitações. Seu caráter é principalmente o de criar uma nova postura de conservação ambiental, o que é reforçado por sua implantação em área limítrofe à foz do rio Corumbataí no Piracicaba. Este projeto é vinculado à Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (SEDEMA). (CHB-PCJ, 2006)
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Os consórcios públicos no contexto da gestão pública: a experiência do consórcio público intermunicipal de saúde do Curimataú e Seridó Paraibano

Os consórcios públicos no contexto da gestão pública: a experiência do consórcio público intermunicipal de saúde do Curimataú e Seridó Paraibano

O consórcio público está inserido como desafio na gestão pública, em razão de suas peculiaridades e por ser uma inovação no âmbito da Administração Pública brasileira. Por conseguinte, o envolvimento na governança pública e em rede é um diferencial na gestão pública dos novos tempos, sendo uma prerrogativa que essa atuação ocorra como alternativa na união de esforços de entes federados para ações conjuntas na concretude de políticas públicas. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo geral analisar o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Curimataú e Seridó Paraibano e sua utilidade social na gestão pública, e como objetivos específicos: compreender se a sua gestão contém os aspectos de governança, e, sobretudo, analisar o seu resultado, diante da presença de condições conceituais qualitativas e o alcance das propriedades do enfoque “sistêmico”. Quanto aos procedimentos metodológicos, utilizou-se pesquisa bibliográfica documental, por meio da qual se permite afirmar que os consórcios públicos caracterizam-se como um tema inovador no campo da gestão pública e deve ser explorado, principalmente no que tange à sua aplicabilidade em outras áreas da administração pública, sendo uma ideia de gestão associada que precisa ser disseminada como ferramenta na “boa” governança pública. No caso do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Curimataú e Seridó Paraibano, verificou-se sua utilidade social na gestão pública bem como os componentes de interação de mecanismos que por características próprias evidencia os pressupostos de eficiência e efetividade no controle da administração do consórcio. Para tanto, a atuação dos Consórcios Públicos é um tema inovador para a gestão pública e deve ser mais explorado, principalmente no que tange a sua aplicabilidade em outras áreas da administração pública.
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Gestão de recursos hídricos numa perspectiva de sustentabilidade: uma proposta

Gestão de recursos hídricos numa perspectiva de sustentabilidade: uma proposta

Esta tese é uma Proposta de Modelo de Gestão que traz na sua essência a parceria, um suporte técnico e uma fiscalização atuante. Tem como objetivo contribuir para que a gestão de recursos hídricos tenha a capacidade de solucionar os entraves por meios de seus instrumentos de gestão, educação ambiental, sistema de parcerias e participação de todos, tornando realidade em nosso país a sustentabilidade dos recursos hídricos. A investigação é direcionada à gestão e à implementação da Lei nº 9.433/97, que estabeleceu a Política e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. O enfoque da pesquisa foi a gestão dos Comitês de Bacias hidrográficas que, com os seus olhares e saberes, contribuiu com informações para que se construísse uma Proposta de Modelo de Gestão numa perspectiva de sustentabilidade. A proposta de modelo tem como objetivo dar subsídios para que se avance cada vez mais no alcance da sustentabilidade na gestão. A pesquisa foi do tipo qualitativa e usou como metodologia o Estudo Multicaso, em que a diversidade de Comitês de Bacia Hidrográficas e as informações geradas a partir deles constituíram o foco do estudo. Na pesquisa foi constatada a complexidade da gestão das águas no Brasil, na qual gravitam muitos entraves e desafios. A Bacia Hidrográfica é o universo da gestão, onde os Comitês desempenham o papel de gerenciá-la e preservá-la. Foram identificados como entraves: a) a dominialidade da água não está bem clara, existindo muitas Bacias com domínio federal e estadual, o que dificulta a gestão da Bacia; b) os conflitos sociais são freqüentes quanto ao uso da água no que tange à poluição das mineradoras e em outras situações; c) a população rural não está devidamente contemplada na gestão dos recursos hídricos, sendo necessário integrá-la para a preservação das nascentes que se encontram na maior parte nas áreas rurais; d) a falta de saneamento. Por fim, constatou-se que o Brasil possui as ferramentas para a evolução da Gestão dos Recursos Hídricos, que é a Lei das Águas, a qual respalda o compromisso assumido com a Agenda 21 e seus princípios. A construção do caminho para a sustentabilidade da gestão de recursos hídricos, em nosso país, já possui seus alicerces e a Educação Ambiental, inserida como instrumento de gestão, será um importante avanço para que se dê a conscientização e se caminhe rumo à sustentabilidade das águas no Brasil.
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Gestão dos recursos hídricos: a contribuição do Projeto Gestabacias

Gestão dos recursos hídricos: a contribuição do Projeto Gestabacias

de: sistema agrícola de derruba e queima, lavouras com irrigação e uso de agroquímicos, e pecuária bovina. Além disso, foi comprovada a importância das microbacias florestadas para a entrada dos nutrientes necessários para os seres vivos que habitam os igarapés estudados. Também foi verificada certa variação nas águas dos igarapés, em determinadas épocas do ano, e uma forte influência dos sistemas agropecuários, especialmente das pastagens, sobre as propriedades físico-químicas avaliadas, com redução da concentração de oxigênio dissolvido e aumento da temperatura, do pH (medida da acidez) e da condutividade elétrica (que indica a presença de sais compostos de elementos químicos), prejudicando a saúde dos peixes e de outros bichos. A partir desses resultados, deduzimos que a presença de mata ciliar é necessária para diminuir os impactos dos sistemas agrícolas sobre as águas, sendo uma ferramenta importante na gestão dessas mesobacias. Além disso, recomendamos a substituição de técnicas tradicionais que utilizam o fogo por técnicas mais sustentáveis de produção agropecuária, como o plantio direto na capoeira, ou seja, o plantio de uma nova lavoura sem que seja preciso retirar restos da vegetação anterior e revolver o solo.
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Sistema multi-usuário de gestão de recursos hídricos

Sistema multi-usuário de gestão de recursos hídricos

A regionalização hidrológica busca, através de metodologias específicas, otimizar as informações fluviométricas existentes, extrapolando-as por semelhanças das dinâmicas ambientais para os locais que possuem dados insuficientes ou inexistentes (RIBEIRO et al., 2005). Com esta finalidade, diversas metodologias estão disponíveis, destacando-se as descritas pela ELETROBRÁS (1985a), ELETROBRÁS (1985b) e por CHAVES et al. (2002). Além dessas metodologias, outras têm sido propostas, como a de NOVAES (2005), que desenvolveu um procedimento de ajuste das vazões mínimas e média ao longo da hidrografia da bacia do rio Paracatu, baseado no princípio de conservação de massas, visando otimizar o processo de gestão de recursos hídricos nesta bacia.
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Reuso de água na gestão integrada de recursos hídricos

Reuso de água na gestão integrada de recursos hídricos

Nesse contexto e considerando que a água será um bem estruturante do futuro, a adoção de tecnologias voltadas para o uso racional e, conseqüentemente, redução do desperdício, refletirá favoravelmente para a sua conservação. Assim sendo, o presente trabalho propôs-se a focalizar as perspectivas de reúso de água como instrumento de gestão integrada de recursos hídricos, inicialmente contextualizando o reúso no âmbito da gestão dos recursos hídricos, relatando experiências e suas respectivas repercussões, efetuando um levantamento dos meios que estão sendo utilizados para institucionalização do reúso no âmbito da Política Nacional de Recursos Hídricos e, finalmente, analisando uma proposta de reúso não potável em uma microbacia hidrográfica inserida no Parque Ecológico Norte, cujo plano diretor surgiu da oportunidade de estabelecer uma integração com o Projeto Urbanístico do Setor de Habitações Coletivas Noroeste, em Brasília (DF).
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Monopólio, conflito e participação na gestão dos recursos hídricos.

Monopólio, conflito e participação na gestão dos recursos hídricos.

Também podemos compreender que o processo capitalista de apropriação de recursos para a produção de energia elétrica por meio da competição econômica transformou a interação metabólica tradicional entre homem e natureza. O modo como os agentes disputaram e utilizaram os recursos naturais para produzir a energia de que necessitavam os alienou não somente com relação a si próprios, mas também com relação à natureza. Um fato menos reconhecido do processo de alienação do homem é a sua relação com a natureza, com seu ‘corpo inorgânico’, de que fala o jovem Marx, que também é negado pelo capitalismo. A natureza entra no processo frio de racionalização onde suas características estéticas e espirituais, que permitem a contemplação, a introspecção e a integração harmoniosa pelo trabalho, cedem lugar às funções de suprimento de matérias primas e depósito de resíduos. A natureza não é mais avaliada em si mesma, mas transforma-se em um meio para um fim. “O estranhamento dos seres humanos com relação à natureza, a seu ‘corpo inorgânico’, significa que eles tornaram-se insensíveis à natureza como um sistema ecológico e a suas relações a tal sistema” (DICKENS, 1997: 184). A opção pelas prioridades do capital do setor de energia definitivamente apartou os habitantes da cidade de São Paulo da rica convivência com seus rios e lagos. De fatores de interação social e cultural, através da pesca, dos esportes e do lazer, passaram à condição de fatores de afastamento e desintegração de atividades tradicionais (VICTORINO, 2002).
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Democracia e participação na gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Democracia e participação na gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Habermas (1984) aponta a esfera pública como ponto de encontro e local de disputa entre os princí- pios divergentes de organização da sociabilidade. Onde os movimentos sociais se constituiriam nos ato- res que reagem à reificação e burocratização dos domínios de ação estruturados comunicativamente, defendendo a restauração das formas de solidarie- dade postas em risco pela racionalização sistêmica. Os agentes sociais que se desenvolvem na socie- dade civil após 1970, à revelia do Estado, criaram no- vos espaços e formas de participação e relacionamento. Espaços que foram construídos pelos movimentos po- pulares e pelas diversas instituições da sociedade civil, articulando demandas, alianças de resistência popular e lutas pela conquista de direitos civis e sociais. Mui- tos movimentos apontam, a partir da reposição do co- letivo, para uma qualidade diferenciada de participa- ção na gestão pública, onde a representação não resu- me todo o esforço de organização. Os movimentos manifestam uma identidade que se concretiza a partir da construção coletiva de uma noção de direitos que, relacionada diretamente com a ampliação do espaço de cidadania, dá lugar ao reconhecimento público dos direitos (JACOBI, 2000, 2000a).
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Avaliação multidimensional da qualidade de vida em idosos: um estudo no Curimataú ocidental paraibano

Avaliação multidimensional da qualidade de vida em idosos: um estudo no Curimataú ocidental paraibano

O acelerado crescimento da população idosa é uma realidade mundial, configurando-se um dos maiores desafios para a saúde pública contemporânea. Considerando o envelhecimento um fenômeno multidimensional e a ampliação da expectativa de vida, põe-se em evidência a necessidade de investigar se o prolongamento da longevidade está acompanhado de níveis satisfatórios de Qualidade de Vida (QV). Objetivou-se neste estudo avaliar a QV de idosos da microrregião do Curimataú ocidental paraibano, explicada por suas condições de vida e saúde. Consta de um estudo observacional transversal com desenho quantitativo realizado com 444 idosos de cinco municípios: Barra de Santa Rosa, Cuité, Nova Floresta, Remígio e Sossego. Para obtenção das informações, foram utilizados os seguintes instrumentos: I) Questionário para coleta de dados pró-idoso, para as características sociodemográficas, clínicas e comportamentais; e II) Questionário WHOQOL-Old, para mensuração e avaliação da QV. Os dados foram processados no software IBM-SPSS Statistics 20.0 por meio dos testes ANOVA (one-way), t-Student, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e correlação de Pearson, sendo p- valores<0,05 aceitos como estatisticamente significativos. Os resultados apontam uma boa QV global (ETT=65,69%), com melhor avaliação por idosos do sexo masculino, com idade entre 60 e 74 anos, casados, morando com cônjuge e filhos, sem cuidador, praticantes de exercícios físicos, com até um problema de saúde diante de um aspecto de multimorbidade e com muito boa e/ou boa avaliação das necessidades básicas. O estresse autorreferido apresentou uma correlação significativa negativa diante da QV global, onde quanto maior a percepção do estresse, pior a avaliação da QV. Na avaliação facetada da QV, o Funcionamento Sensório apresentou o melhor desempenho (ETF=68,86%) e a Participação Social (PSO) o pior (ETF=60,37%). No modelo de regressão linear múltipla, a PSO isoladamente é responsável por 51,8% (R 2 =0,518) de explicação da QV global. Na intercorrelação entre as facetas do WHOQOL-Old, apenas Morte e Morrer não revelou significância. A harmonia evidenciada entre as facetas suscita a necessidade de assegurar uma atenção integral à saúde do idoso, em especial na compreensão da participação social como elemento intrínseco à QV e que demanda a rediscussão e reconstrução de ações individuais e coletivas, familiares e comunitárias, políticas e governamentais. Logo, garantir um envelhecimento ativo, saudável, participativo e com QV é o grande desafio.
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Conservação da água e do solo, e gestão integrada dos recursos hídricos

Conservação da água e do solo, e gestão integrada dos recursos hídricos

A Lei 9.433/97, chamada de Lei das Águas (BRASIL, 1997), é um dos dispositivos mais democráticos aprovados pelo Congresso Nacional, em todos os tempos. Ela, apesar de manter as responsabilidades dos níveis federais e estaduais no tocante a proporcionar meios que possibilitem a adequada gestão dos recursos hídricos, transfere para a comunidade, repre- sentada pelo seu Comitê de Bacia, a responsabilidade pela tomada de decisão sobre o que fazer e que meios serão empregados para a consecução dos objetivos. Ou seja, a decisão passa a ser tomada no nível local, onde se detém o maior conhecimento dos problemas.
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A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

Na era da pedra lascada, os homens eram nômades e viviam juntos em busca da sobrevivência, não havendo leis que determinassem seus direitos e deveres. Naquela época os instrumentos de pedra eram fabricados com técnicas rudimentares, sem utilização de muitos recursos naturais. Posteriormente, com o desenvolvimento da sociedade, passando por várias eras; cujos nomes refletem a importância dos recursos minerais chegou-se às eras dos metais. A partir daí, o homem conseguiu mudar seus hábitos alimentares, desenvolver a agricultura, passou a explorar a natureza e com isso iniciaram-se os conflitos ambientais. Posteriormente e durante centenas de anos a humanidade viveu em disputa pela água e a explorar os recursos naturais mas, ainda, sem nenhuma preocupação de como administrar estes recursos e conflitos.
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Fundamentos hidrogeológicos para a gestão integrada de recursos hídricos na região...

Fundamentos hidrogeológicos para a gestão integrada de recursos hídricos na região...

perfuração de poços com aproveitamento para fins de uso e aplicação e controle de qualidacre, desde que tenha licença especial a ser fornecida pela Secretaria dos Recur[r]

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Planejamento urbano e princípio da prevenção na gestão dos recursos hídricos

Planejamento urbano e princípio da prevenção na gestão dos recursos hídricos

José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007. p. 171. Apesar das similitudes entre os dois conceitos, pode-se diferenciá-los quando se aborda a gestão de riscos. Para o autor, “pode-se deduzir que a atuação preventiva é um mecanismo para a gestão dos riscos, voltado, especificamente, para inibir os riscos concretos ou potenciais, sendo esses visíveis e previsíveis pelo conhecimento humano. Por seu turno, o princípio da precaução opera no primeiro momento dessa função antecipatória, inibitória e cautelar, em face do risco abstrato, que pode ser considerado risco de dano, pois muitas vezes é de difícil visualização e previsão. (...) é possível afirmar que ambos os princípios atuam na gestão antecipatória, inibitória e cautelar dos riscos, sendo ambos similares no gênero. Contudo, a atuação preventiva é mais ampla e genérica; já a precaução, mais específica e conecta com o momento inicial do exame do risco.” BENJAMIN, Antônio Herman. Direito... op. cit., p. 171-172.
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Recursos hídricos

Recursos hídricos

Já quanto ao uso das águas, pode-se classificar de múltiplo, pois são várias as formas empregadas, como para abastecimento das cidades; a irrigação na agricultura; para imple- mentar a navegação fluvial normalmente mais barata do que o transporte rodoviário; para o desenvolvimento do eco-turismo ante ao grande número de rios e lagos em locais de grande beleza cênica; para a pesca esportiva já que muitos rios e lagos são ricos em diversi- dade da fauna; para o lazer etc. Todavia, o uso dos recursos hídricos deve observar sempre a preservação ambiental, sob pena de comprometer inclusive o próprio futuro das águas.
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