Top PDF Gestão Escolar e dinâmicas de avaliação externa num agrupamento de escolas

Gestão Escolar e dinâmicas de avaliação externa num agrupamento de escolas

Gestão Escolar e dinâmicas de avaliação externa num agrupamento de escolas

Posteriormente, seria reunido o Grupo de trabalho, composto por todos os coordenadores de departamento, de modo a criar uma ficha de orientação para a criação do próprio plano, levando a que no final aquela reflectisse a participação e a opinião de todos. Após a elaboração dessa ficha, o grupo teria ainda que ‘lançar’ as bases do plano de melhoria’, pensando em estratégias, acções e metas a adotar para a sua elaboração. Este documento deveria depois ser revisto, alterado se necessário, e aprovado por outros intervenientes: o Observatório de Avaliação do Agrupamento e o Conselho Pedagógico. Deste modo é possível referirmos que na concepção do processo de criação do plano de melhoria do Agrupamento houve uma preocupação constante em incluir diferentes intervenientes ao longo do processo. É de evidenciar, que se conseguiu uma intervenção de quase todos os painéis nas respostas ao questionário (excepto autarquia), bem como uma transposição, para os professores e departamentos a responsabilidade das escolhas das acções de melhoria mais adequadas à unidade organizacional em que se encontram inseridos.
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Avaliação externa de escolas: o plano de melhoria

Avaliação externa de escolas: o plano de melhoria

143 O Agrupamento foi intervencionado no âmbito da AEE - 1.º ciclo em 2007, com a identificação de vários pontos fortes (integração social da população escolar; prevenção do abandono e do insucesso escolares, através da implementação de turmas de Percursos Curriculares Alternativos; desenvolvimento de projetos que visam a integração de alunos com percursos escolares alternativos; gestão das relações interpessoais que permite a existência de um clima favorável ao desenvolvimento pessoal e profissional; dinamismo da associação de pais e encarregados de educação; motivação e empenho do pessoal não docente; dinamização do espaço da biblioteca e captação de receitas próprias) e de algumas debilidades (inexistência de indicadores para a avaliação interna do sucesso académico dos alunos; ausência de mecanismos para o acompanhamento sistemático da prática letiva dos docentes; incipiente liderança pedagógica por parte das estruturas intermédias; falta de articulação interciclos e intradepartamental, ao nível do ensino e das aprendizagens e inexistência de estratégias claras e sustentáveis para atingir os objetivos delineados). De acordo com o modelo do programa, a avaliação incidiu sobre cinco domínios: i) Resultados (suficiente); ii) Prestação do serviço educativo (suficiente); iii) Organização e gestão escolar (bom); iv) Liderança (bom); e v) Capacidade de autorregulação e progresso do Agrupamento (suficiente) (IGE, 2007). Esta avaliação, em articulação com a autoavaliação do Agrupamento, teve como principal objetivo dotar a organização de informação pertinente, através de um olhar externo avalizado, com vista à promoção da melhoria da prestação do serviço educativo.
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Mudanças fomentadas pelo processo de avaliação externa no Agrupamento de Escolas M

Mudanças fomentadas pelo processo de avaliação externa no Agrupamento de Escolas M

O Despacho nº 370/2006, de 3 de Maio que aprovou a constituição de um grupo de trabalho com os objectivos de estudar e propor os modelos de auto-avaliação e de avaliação externa dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e de definir os procedimentos e condições necessários à sua generalização, motivou o ressurgir de uma nova oportunidade de reforço e aprofundamento da tão desejada autonomia com a finalidade da melhoria da qualidade da educação. O normativo, supra referido, abriu as portas à definição dos cinco domínios que foram utilizados no processo de avaliação externa: resultados, prestação de serviço educativo, organização e gestão escolar, liderança e capacidade de auto-regulação. No domínio dos resultados existem diversos indicadores que procuram dar resposta aos dados relativos, nomeadamente ao sucesso académico, à participação e desenvolvimento cívico dos alunos, ao comportamento e disciplina, em contexto formal e informal e à valorização e impacto nas aprendizagens pela comunidade escolar. No respeitante ao segundo domínio, prestação de serviço educativo, utilizam-se os indicadores relativos à articulação e sequencialidade, ao acompanhamento da prática lectiva em sala de aula, à diferenciação e apoios e à abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem. Relativamente ao domínio, organização e gestão escolar, procura- se encontrar evidências que permitam conhecer a concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade, a gestão dos recursos humanos, a gestão dos recursos materiais e financeiros, a participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa e a equidade e justiça. Quanto ao domínio, liderança, procura-se identificar a sua visão e estratégia, a motivação e empenho, a abertura à inovação e as parcerias, protocolos e projectos existentes na organização escolar. No domínio capacidade de auto-regulação e melhoria do agrupamento identificámos como indicadores a auto-avaliação e a sustentabilidade do progresso.
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Avaliação externa e sucesso escolar

Avaliação externa e sucesso escolar

A estratégia metodológica adotada assentou num conjunto diversificado de técnicas de análise e recolha de informação. O primeiro procedimento acionado consistiu na análise dos relatórios de avaliação externa das regiões e horizontes temporais acima explicitados, incidindo nos domínios “Resultados”, “Organização e gestão escolar” e “Liderança”. Os relatórios foram objeto de uma análise de conteúdo de cariz quantitativo e numa análise categorial com uma ênfase qualitativa. O segundo procedimento consistiu na análise de conteúdo da legislação educativa produzida em Portugal durante o período de 2005 a 2009. Para o período temporal entre 2007 e 2009 também foram analisados: comunicados de imprensa e materiais divulgados no sítio do Ministério da Educação, discursos da então Ministra da Educação em cerca de quinze intervenções públicas e dez entrevistas aos principais órgãos de comunicação social e notícias sobre políticas educativas publicadas no jornal Público. Um terceiro procedimento técnico-metodológico concretizou-se numa análise multivariada realizada com o objetivo de estruturar tipos de organizações escolares. O conjunto das variáveis identificadas permitiu a caracterização das escolas avaliadas ao nível das suas opções de gestão, da caracterização do contexto territorial onde estão inseridas, da sua dimensão, do nível de instrução que oferecem, das características da sua população e dos seus resultados escolares. Finalmente, e de forma a alcançar um conhecimento mais próximo das realidades escolares, foi selecionado um conjunto de escolas para a realização de duas entrevistas, a saber: o diretor da escola ou do agrupamento de escolas e o presidente do Conselho Geral. Esta seleção teve na sua base a tipologia de escolas construída (ver mais adiante neste texto), as regiões em que se enquadram e as taxas de sucesso/ insucesso escolares.
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Reflexos da avaliação externa na organização escolar : um estudo num Agrupamento de Escolas do Baixo Alentejo

Reflexos da avaliação externa na organização escolar : um estudo num Agrupamento de Escolas do Baixo Alentejo

A presente dissertação é o produto de uma investigação realizada num Agrupamento de Escolas do Baixo Alentejo. Focaliza-se nos processos de liderança praticados na organização-escola e na compreensão da relação existente entre o conhecimento dos resultados produzidos no âmbito do Programa da Avaliação Externa das Escolas e as mudanças operadas ao nível do funcionamento dessas lideranças. Centra-se em dois domínios fundamentais da organização escolaravaliação e liderança – e pretende ser um contributo para o desenvolvimento e melhoria da qualidade nas escolas ao incenti- var uma perspectiva reflexiva, necessária ao aperfeiçoamento contínuo. A sustentação teórica emergiu da explicitação de alguns conceitos considerados fundamentais, essen- ciais à caracterização dos domínios acima referenciados e eventuais relações entre ambos. À luz das experiências dos últimos anos, o processo de avaliação externa das escolas é hoje indicado como indispensável para a promoção de mecanismos de regu- lação que, muitas vezes associados a dinâmicas de auto-avaliação, conduzem à adop- ção de novas práticas e, consequentemente, à implementação de processos de melho- ria, com reflexos visíveis na tomada de decisão de quem governa actualmente as nos- sas escolas. Neste sentido, o enfoque deste estudo recaiu nas lideranças praticadas pelos actores educativos e nas lógicas de acção adoptadas em resposta aos resultados da avaliação externa, as quais impulsionaram a implementação de novas práticas de gestão.
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A avaliação externa da escola : contributo para a promoção da qualidade institucional : estudo num agrupamento de escolas

A avaliação externa da escola : contributo para a promoção da qualidade institucional : estudo num agrupamento de escolas

Em 2006 foi lançado o Programa de Avaliação Externa das Escolas da responsabilidade da Inspeção-Geral de Educação (IGE). A implementação deste modelo de avaliação ocorreu num primeiro ciclo de quatro anos, 2007-2011, e considerou cinco domínios: Resultados, Prestação do Serviço Educativo, Organização e Gestão Escolar, Liderança e Capacidade de Autorregulação e Melhoria, cada um deles integrando fatores. A equipa avaliativa elabora um relatório da avaliação externa. Este pretende constituir um instrumento de reflexão e de debate nas escolas. Identifica os pontos fortes e pontos fracos da instituição, as suas oportunidades e constrangimentos, proporcionando elementos para a construção ou aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere. A escola deverá sequencializar este processo apresentando, se for necessário (depende da classificação atribuída) um plano de melhoria, no qual deve constar a ação que a escola se compromete a realizar nas áreas identificadas na avaliação externa como prioritárias para alcançar a melhoria. Conforme afirma Clímaco 1 (s/d), “A complexidade dos processos de mudança e de melhoria, tantas vezes difíceis de compreender e conduzir, requer que se preste atenção ao uso que deve ser feito da informação de retorno ou de “feedback” (…)”
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Reflexos da avaliação externa na dinâmica interna do departamento curricular de expressões no agrupamento de escolas de Santo Onofre (estudo de caso)

Reflexos da avaliação externa na dinâmica interna do departamento curricular de expressões no agrupamento de escolas de Santo Onofre (estudo de caso)

C “É um pouco aquilo que já temos vindo a referir nesta entrevista, não é, portanto eu parece-me que... não tenho dúvidas que hoje em dia este modelo que está completamente esgotado, absolutamente esgotado, ele requer uma alteração profunda, eu sei que o sistema escolar mais farto está é de reformas, mas realmente tem sido tanta mudança, por cima umas das outras sem objetividade, sem critério, sem um rumo que neste momento podíamos quase dizer que o sistema, em termos organizacionais, está feito em pantanas, carece realmente...vai chegar uma altura, não sei quando, que este modelo terá forçosamente de ser alterado. Não implica nesta minha afirmação que defendo um regresso a um qualquer passado, não, uma construção de algo que seja...que vá de acordo aos pressupostos que estão definidos ou que foram definidos há cerca de dez, quinze anos, sobre as organizações escolares e que estes modelos afastaram completamente as organizações desses pressupostos que na altura muitos modelos que existiam estavam mais próximos. Portanto, o que se coloca à escola na sua globalidade, ou melhor, aquilo que nós aqui dissemos em relação aos departamentos aplica-se à escola na globalidade. A ineficiência, a dificuldade em mobilizar as pessoas...ainda hoje é frequente encontrarmos pessoas que fazem parte da direção e com as quais nunca nos sequer cruzámos, nunca os encontrámos na instituição, há pessoas que fazem parte da direção e há elementos administrativos e operacionais, nunca ouviram falar nem sabem que são as pessoas, não as conhecem. Portanto, há todo um distanciamento, há toda uma cultura de proximidade fundamental numa gestão escolar que se perdeu completamente”.
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Gestão escolar e cidadania criativa: a participação discente na direção de um agrupamento de escolas

Gestão escolar e cidadania criativa: a participação discente na direção de um agrupamento de escolas

Sendo que a intervenção no âmbito deste estágio tem enfoque no papel dos sujeitos, como participantes na construção de conhecimento, não é possível estruturar todo o desenho da intervenção, projetar os métodos e as técnicas a utilizar e procurar comprovar ou aplicar aquilo que foi lido enquanto teoria. Assume-se como fundamental na produção de conhecimento, a ideia de que é o objeto de estudo que define o método utilizado, no sentido em que, primeiro, é necessário conhecer o objeto de estudo, ler sobre o projeto educativo, o plano anual de atividades da escola; observar algumas dinâmicas internas à escola, para perceber como funcionam as dinâmicas dentro e fora das salas de aula; e como organizam e gerem os seus recursos, humanos e materiais. Ou seja, neste relatório de estágio descreve-se o percurso metodológico, consoante o que se percebeu como necessário neste contexto escolar particular e o que funcionou (ou não) com estes atores/autores.
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O impacto da avaliação externa de escolas na educação pré-escolar pública e seus efeitos na rede privada

O impacto da avaliação externa de escolas na educação pré-escolar pública e seus efeitos na rede privada

No que concerne ao domínio da Organização e gestão escolar, o fator Conceção, planeamento e desenvolvimento da atividade sublinha a abrangência do PCA como ―abrangente e estruturado, que define as competências a desenvolver nos alunos, desde a EPE até ao final do ensino básico‖ enquanto o fator Gestão dos recursos humanos chama a atenção para ―a falta de auxiliares de ação educativa, particularmente sentida nas EB1 e JI, o que dificulta o acompanhamento e vigilância dos alunos‖ (Ibidem, p.8). A Gestão dos recursos materiais e financeiros elogia a boa conservação e cuidado das instalações dos JI e EB1 apesar de defenderem espaços mais adequados para o desenvolvimento das Atividades de enriquecimento curricular e a existência de cantinas em todas as escolas e JI. No último fator deste domínio, a Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa, o relatório volta a ser bastante elogioso para com a EPE pois refere a elevada participação dos encarregados de educação nas reuniões onde são entregues as avaliações dos educandos e que esta vai diminuindo à medida que a escolaridade avança. As associações de pais das EB1 e JI são apontadas como muito ativas e geradoras de fundos aplicados na aquisição de equipamentos para as respetivas escolas participando ―em diversas atividades abertas à comunidade‖ (Ibidem, p.9). Os pais participam também formalmente nos órgãos em que têm assento mas consideram a sua participação pouco relevante na tomada de decisões. É ainda focada a excelente articulação entre o agrupamento e a Polícia de Segurança Pública (PSP) através da Escola Segura e a autarquia principalmente na promoção de diversas atividades culturais e socioeducativas para o 1º ciclo e EPE definidas no fator seguinte Equidade e justiça como sendo as Marchas populares, o Desfile de Carnaval e a decoração de rotundas na quadra natalícia onde são envolvidos alunos, pais e professores com elevado impacto na comunidade.
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Avaliação externa de um agrupamento de escolas : um estudo de caso acerca dos seus efeitos organizacionais

Avaliação externa de um agrupamento de escolas : um estudo de caso acerca dos seus efeitos organizacionais

Meyer e Rowan destacam a estrutura formal das organizações como mitos e cerimónias. Segundo eles (1991: 47), as organizações formais refletem a realidade socialmente construída, incorporando nas suas estruturas regras do meio em que se situam, procedimentos institucionais, moldando-as de modo a garantir conformidade com as instituições. Neste sentido, os elementos da estrutura formal tornam-se de tal forma institucionalizados que funcionam como mitos, rituais ou cerimónias, como é o caso dos programas, das políticas, das avaliações, das atividades letivas, sendo aceites como corretos no âmbito da organização escolar, independentemente da sua eficácia: “Institutionalized products, services, techniques, policies, and programs function as powerful myths, and many organizations adopt them ceremonially” (Meyer e Rowan, 1991: 41). Assim sendo, significa que estão em conformidade com as regras culturais do meio, o que permite assegurar não apenas a aceitação social, mas sobretudo a legitimidade e, consequentemente, a continuidade da organização (Meyer e Rowan, 1991: 49). Neste âmbito, também se identificam os documentos orientadores da escola - Projeto Educativo e o Plano Anual de Atividades - mesmo que não cumpram as funções pretendidas, dado que as atividades desenvolvidas no âmbito do segundo documento nem sempre correspondem às intenções expressas no primeiro, apenas sua existência cerimonial credibiliza a escola, está em conformidade com o que se considera o que deve ser. As escolas procederam à elaboração deste documento mais no sentido da sua legitimação externa. Assim, o Projeto Educativo constitui um “ritual legitimador” (Costa, 1997: 105). O Projeto Educativo assume um valor simbólico ao serviço da organização escolar que o integra na sua estrutura formal no sentido de corresponder às necessidades. Deste modo, os documentos orientadores da ação da escola, nomeadamente o Projeto Educativo, passam a representar mitos racionais que sustentam a identidade da organização escolar, legitimando-a, como defende Costa (1997: 105):
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A avaliação externa de escolas : um contributo para a mudança na organização escolar?

A avaliação externa de escolas : um contributo para a mudança na organização escolar?

A este propósito alguns autores (Alaíz, Góis e Gonçalves, 2003: 32-33), referem que a avaliação da escola tem como objectivo planear e implementar o seu próprio processo de melhoria, o qual pode ser concretizado a nível do desenvolvimento organizacional, do desenvolvimento profissional dos seus actores educativos ou da melhoria das aprendizagens dos alunos. Os mesmos autores salientam que numa perspectiva de desenvolvimento, a abordagem avaliativa mais adequada é a auto- avaliação. O processo de auto-avaliação envolve questões políticas, éticas e técnicas e deve ser implementado num clima de confiança e sustentado por um plano de realização avaliativa que passará por “decidir sobre as suas finalidades, sobre o que vai ser objecto de avaliação, definir indicadores e critérios de sucesso e seleccionar os procedimentos e instrumentos de recolha de informação (…) a auto-avaliação terá de ser uma acção de toda a escola, um processo transparente dado a conhecer a todos os actores educativos e que contemple os seus interesses” (idem, 2003: 74). A liderança tem um papel determinante no desenvolvimento de processos de auto-avaliação e de melhoria eficaz da escola, pois “são” os lideres que, mais do que ninguém, devem possuir uma visão estratégica da escola, capacidade de mobilização e gestão de recursos, conhecimento dos apoios e dos pontos de resistência, informação actualizada acerca das diferentes áreas da escola ou ligações ao exterior” (idem, 2003: 134).
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A importância do controlo interno na gestão de um agrupamento escolar

A importância do controlo interno na gestão de um agrupamento escolar

Pretendia-se, igualmente, criar unidades organizacionais que incluíssem vários estabelecimentos de ensino com um órgão de administração e gestão, que pudessem atender aos problemas específicos destes níveis de ensino, que conduzissem ao desenvolvimento de dinâmicas capazes de formar comunidades (de professores, alunos e pais) com relativa dimensão, e possibilitar a construção e o desenvolvimento de projetos específicos e atividades, tendo em conta as necessidades dum determinado território. Este Decreto veio dar início a um processo que alterou os aspetos administrativos e formais da gestão das escolas. Com a aprovação e entrada em vigor deste novo regime de autonomia, gestão e administração das escolas, toda a legislação anterior que contrarie os seus princípios é revogada, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 769-A/79 e o Decreto-Lei n.º 172/91, tal como todos os outros normativos a eles associados.
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Políticas de avaliação externa e seus desdobramentos para a gestão escolar

Políticas de avaliação externa e seus desdobramentos para a gestão escolar

RESUMO: trata-se de pesquisa em andamento que intenciona investigar as políticas de avaliação externa e seus desdobramentos para a gestão escolar. No contexto de formulação e implementação de políticas públicas de educação no Brasil recente, destaca-se a relevância em se problematizar aquilo que é prescrito e, portanto, institucionalizado, em relação ao que efetivamente ocorre na realidade concreta das escolas, ou seja, o efetivamente implementado. Para este trabalho em andamento, está sendo utilizada, especificamente, a avaliação do SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e os resultados do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) de cinco escolas do sistema público estadual de ensino de São Paulo, analisando de que maneira esses resultados são apropriados pelos gestores escolares. Instituídos pela política educacional como indicadores que aferem a qualidade do ensino e da aprendizagem, consequentemente, são colocados como intervenções da política de avaliação externa num contexto de reforma do Estado que tem privilegiado a ideia de publicização dos resultados da escola como garantia da accountability e pela responsabilização de gestores, professores e alunos pelos resultados alcançados, atrelando-se esses resultados a prêmios, bonificações e punições. Pretende-se com os resultados desta pesquisa problematizar a realidade educacional a partir dos pressupostos e contradições das políticas de avaliação educacional e da gestão escolar, sobretudo no que concerne aos resultados educacionais evidenciados por esses instrumentos implementados pela política paulista de educação.
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A avaliação externa das escolas como processo social

A avaliação externa das escolas como processo social

Em primeiro lugar, há um conjunto de estudos orientados para a análise dos processos de classificação social. Na esfera do trabalho, a avaliação tem constituído um mecanismo considerado eficaz para controlar o desempenho de pessoas, equipas, empresas, constituindo-se como uma nova forma de gestão (Balazs & Faguer, 1996) que se integra no quotidiano dos agentes. Porém, também se assume como um mecanismo de violência sobre os indivíduos, sendo discriminados, porque «incompetentes», quando não têm «capacidades» para responder aos objectivos definidos. Os processos sociais de classificação iniciam-se nos indivíduos e terminam nas estruturas que os enquadram. É um marco na análise dos processos de classificação o texto de Bourdieu (1978), em que o autor reflecte sobre estratégias de reprodução ou de reconversão das posições na estrutura social dos indivíduos e das famílias, com destaque para o papel desempenhado pelos títulos esco- lares. A concorrência entre classes pela detenção de determinados títulos escolares – e a respec- tiva correspondência com os postos (Bourdieu & Boltanski, 1975) e, logo, a não desvalorização, valorização, ou, mesmo, sobrevalorização de determinados diplomas – confere ao sistema educa- tivo uma posição central neste domínio, tornando-se o locus central da luta de determinadas clas- ses contra a desclassificação. Hoje, a democratização do acesso à educação tem vindo a ser substi- tuída pela eficácia do sistema de ensino e pelo desenvolvimento do mercado escolar (Ayed & Poupeau, 2009). No entanto, a escola como reprodutora de desigualdades mantém-se e a avalia- ção externa não deve dissociar-se desta realidade.
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Dinâmicas de construção de um ‘mega agrupamento’ de escolas. Uma abordagem sistémica Luhmanniana

Dinâmicas de construção de um ‘mega agrupamento’ de escolas. Uma abordagem sistémica Luhmanniana

A Resolução de Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de junho, viria tornar ainda mais premente esta nova configuração organizativa das escolas, visando “adaptar a rede escolar ao objetivo de uma escolaridade de 12 anos para todos os alunos”. Neste sentido, como é sustentado no respetivo preâmbulo, “torna-se necessário promover condições para a criação e consolidação de unidades de gestão que integrem todos os níveis de ensino e que permitam a um aluno completar a escolaridade obrigatória no mesmo agrupamento de escolas”. O Despacho n.º 12995/2010, de 11 de agosto, iria depois atribuir a competência para “proceder à nomeação de uma comissão administrativa provisória (CAP), em cada agrupamento constituído por processo de agregação” e definir as respetivas competências.
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A avaliação no Agrupamento de Escolas Coura e Minho

A avaliação no Agrupamento de Escolas Coura e Minho

Desenvolvendo, dezasseis anos depois, o regime previsto na LBSE, a Lei nº 31/2002, de 20 de dezembro, marca o início de um novo caminho na avaliação das escolas em Portugal ao constituir-se como o primeiro regulamento do sistema de avaliação extensivo aos estabelecimentos de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário da rede pública, privada, cooperativa e solidária, visando promover a melhoria, a eficiência e a eficácia do sistema educativo, a responsabilização e a prestação de contas, a participação ativa e a exigência, a informação qualificada de apoio à tomada de decisão e a cultura de melhoria continuada da qualidade, do funcionamento e dos resultados das escolas. Foi atribuída importância à escola como organização e, sobretudo, foi assumida a avaliação institucional em conjunto com a implementação do novo modelo de gestão nas escolas públicas, com a efetiva implementação da autoavaliação sustentável nas escolas. Nos termos do referido diploma (artigo 3.º), o sistema de avaliação, enquanto instrumento central de definição das políticas educativas, prossegue, de forma sistemática e permanente, entre outros, os seguintes objetivos: a melhoria da qualidade do sistema educativo, da organização da escola e dos seus níveis de eficiência e eficácia; o sucesso educativo baseado numa política de qualidade, exigência e responsabilidade; o desenvolvimento de ações e processos de melhoria da qualidade, do funcionamento e dos resultados da escola; a credibilidade do desempenho da escola.
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Modelos de avaliação externa das escolas

Modelos de avaliação externa das escolas

As questões relativas à autonomia das escolas públicas do ensino não superior estão na ordem do dia. Porém, até se chegar aqui foi percorrido um longo caminho desde a implementação da chamada “gestão democrática”. Esse modelo foi sofrendo ajustes e alterações ao longo do tempo, José Alberto Correia (2000) faz uma síntese daquilo que foram os “discursos educativos” nos últimos 25 anos. Aponta quatro ideologias, sendo que a primeira, a democratizante, com incidência em Portugal logo imediatamente ao 25 de Abril de 1974, propõe a construção de um sistema democrático com uma grande participação e a construção da democracia no interior do próprio espaço escolar. A segunda, a ideologia democrática, coincidente com o ministério de Sottomayor Cardia, (I e II governos constitucionais – 1976 a 1978), realça os aspetos formais da vida democrática. É a fase da construção da governabilidade do sistema educativo, pensada em termos de integrar a escola num espaço homogéneo com uma gestão uniformizante por parte do Estado. A terceira fase, nos anos oitenta, coincide com uma orientação para a modernização, associada a uma cultura da eficácia. Assiste-se nesta fase a um discurso de uma certa empresarialização da escola com uma certa importação de modelos industriais para o universo do sistema educativo.
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A avaliação externa das escolas no Alentejo

A avaliação externa das escolas no Alentejo

Em 2006, o Ministério da Educação deu início ao programa de Avaliação Externa das Escolas, tendo em vista a generalização de uma cultura e prática de avaliação a todos os estabelecimentos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Para o efeito foi nomeado um grupo de trabalho que teve por missão a conceptualização do modelo e instrumentos, a sua execução e avaliação numa fase piloto que abrangeu um grupo de 24 unidades de gestão. Em 2007, a Inspecção Geral de Educação (IGE) deu continuidade ao programa de Avaliação Externa das Escolas (AEE) operando com um quadro de referência que inclui cinco domínios: resultados, prestação do serviço educativo, organização e gestão escolar, liderança e capacidade de auto-regulação e progresso da escola. Procura, deste modo, avaliar os níveis de qualidade alcançados no planeamento e na organização, bem como na execução e seus efeitos nos resultados educativos, promovendo a credibilidade das organizações escolares e a confiança pública na educação.
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As dinâmicas da escola na promoção da inclusão : estudo de caso no agrupamento de escolas do Carregado

As dinâmicas da escola na promoção da inclusão : estudo de caso no agrupamento de escolas do Carregado

considera que a liderança é mais emocional, inovadora, criativa, inspiradora, visionária, relacional- pessoal, original, criativa, assente em valores, enquanto a gestão é mais racional, fria, calculista, eficiente, procedimental, imitadora e reativa, sendo que a liderança do AEC apresenta traços de liderança segundo (Bento A. , 2008), e alguns traços de gestão. A primeira vertida na visão sobre os problemas e necessidades da NEE e a segunda decorrente de uma visão pragmática de gestão diária dos recursos existentes. Tal vai de encontro ao descrito por Ferreira (Ferreira & Torres, 2012), de que o estilo de liderança em contexto escolar será tendencialmente uma combinação de vários estilos, que apesar de regulado exteriormente, é igualmente um processo que se constrói no seio da organização e, por outro lado, o estilo adotado será o resultado de diferentes variáveis socioculturais e organizacionais, que condicionam fortemente a ação do líder formal, levando-o a adotar um estilo “mestiço”, embora um deles possa estar mais marcadamente evidenciado.
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Avaliação externa, gestão e qualidade da educação escolar: concepções veiculadas e concepções vivenciadas no cotidiano escolar

Avaliação externa, gestão e qualidade da educação escolar: concepções veiculadas e concepções vivenciadas no cotidiano escolar

Participar da gestão da escola não se reduz a ser comunicado sobre aquilo que vai acontecer, sem poder decidir, opinar, questionar. Cabe mencionar ainda um dado interessante, na Escola A, nenhum dos entrevistados mencionou a palavra democrática quando questionado sobre a organização do trabalho, a gestão escolar ou o papel do diretor na escola. Por meio da observação e das entrevistas, é possível inferir que, das escolas investigadas, esta escola com maior IDESP é a que possui maior ênfase na estrutura hierárquica com funções bem definidas e claras e escalas de cobrança, na qual se nota uma centralização e individualização do poder na diretora da escola. Destaca-se, inclusive, que todos os entrevistados defenderam que a organização e função de todos na escola tem como objetivo a aprendizagem do aluno. Há uma fala comum entre os entrevistados, trata-se de um grupo bastante coeso, além de ser uma escola diferenciada das demais no sentido de ter uma organização própria em função das avaliações externas. Há uma cultura de avaliação nesta escola que prevê a realização de avaliações semanais, medição e tabulação das competências e habilidades adquiridas ou não para o replanejamento de ações.
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