Top PDF A gestão dos profissionais das equipes da estratégia saúde da família: algumas reflexões preliminares

A gestão dos profissionais das equipes da estratégia saúde da família: algumas reflexões preliminares

A gestão dos profissionais das equipes da estratégia saúde da família: algumas reflexões preliminares

O presente trabalho tem como tema central a gestão dos profissionais das equipes da Estratégia Saúde da Família. Visto que a temática é de grande relevância para a saúde pública brasileira, assim como, para os profissionais da área. No que tange o desenrolar deste estudo, propõe-se conhecer como se dar a atuação profissional nas ESF e identificar os fatores que favorecem e/ou dificultam esta prática. Sabendo que atuam nestas médicos, enfermeiros, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem, dentre outros. Por sua vez, esta pesquisa constitui-se num estudo descritivo, desenvolvido através de uma abordagem qualitativa e fundamentada num levantamento bibliográfico no qual aborda a trajetória da política de saúde no Brasil, a partir da década de 1930, perpassando pelo advento da constituição de 1988, onde ficou estabelecido que a “Saúde é Um Direito de Todos e Dever do Estado” aos dias atuais, enfatizando a criação e expansão da Estratégia Saúde da Família e as formas de gerenciamento dos recursos humanos vinculados a essa atividade. Finalizando a pesquisa acadêmica expõe que são muitas as dificuldades que circundam tal prática, sendo necessário melhorar as condições vigentes, para que o trabalhadores das ESF executem suas ações como preconiza o SUS.
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O fazer teórico-prático do nutricionista na estratégia saúde da família: representações sociais dos profissionais das equipes.

O fazer teórico-prático do nutricionista na estratégia saúde da família: representações sociais dos profissionais das equipes.

Deve-se considerar, também, que os resul- tados sugeriram uma concepção do fazer teórico- -prático do nutricionista embasada em um maior conhecimento sobre suas funções e atribuições, demonstrando um possível movimento de mu- dança nas representações sociais construídas pelos profissionais da ESF. A inserção da categoria no programa de residência multiprofissional muito provavelmente contribuiu para uma maior aproxi- mação da equipe com os profissionais de nutrição. Também foi possível inferir que experiências como as residências multiprofissionais são positivas, no sentido de proporcionar mudanças no comporta- mento dos profissionais da equipe mínima em relação às questões e condutas referentes à nutri- ção dos indivíduos e famílias atendidos pelo programa.
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Vínculo na estratégia saúde da família na perspectiva de usuários e profissionais de saúde

Vínculo na estratégia saúde da família na perspectiva de usuários e profissionais de saúde

A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. É desenvolvida por meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios definidos, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. Utiliza tecnologias de cuidado complexas e variadas que devem auxiliar no manejo das demandas e necessidades de saúde de maior frequência e relevância em seu território, observando critérios de risco, vulnerabilidade, resiliência e o imperativo ético de que toda demanda, necessidade de saúde ou sofrimento devem ser acolhidos (BRASIL, 2011, p.3).
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PROMOÇÃO DA SAÚDE: CONHECIMENTO PRODUZIDO PELAS EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

PROMOÇÃO DA SAÚDE: CONHECIMENTO PRODUZIDO PELAS EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

O estudo identifica que o enfermeiro, para atuar no Programa de Saúde da Família, deverá incorporar conceitos básicos, aplicáveis ao processo de trabalho no setor saúde, entendido como um conjunto de saberes, instrumentos e meios, empregados por profissionais organizados para produzirem serviços de assistência e promoção à saúde. Este trabalho discute a produção científica na área de Promoção da saúde, produzida por enfermeiros das estratégias de saúde da família, no Brasil, resultante das pesquisas desenvolvidas nos programas de Mestrado, Doutorado e publicações congêneres, publicadas no período de 2005 a 2010. A amostra do estudo constitui-se de 07 Teses de Doutorado e 31 de Livre – Docência, totalizando 38 produções. Trata-se de um estudo exploratório, bibliográfico, com abordagem quantitativa, cujos dados foram analisados de acordo com a linha de pesquisa da área de Promoção em Saúde. Os resultados permitiram visualizar a distribuição por temática, por linha de pesquisa, por ano de publicação e pelo banco de dados encontrado. Foi constatado que as temáticas “Enfermeiros na Promoção da Saúde na atenção à Gestante e à Puérpera” e “Enfermeiros na Promoção em Saúde na atenção junto à educação escolar” agregaram a maior quantidade de pesquisa desenvolvida. Foram poucas as pesquisas que enfocaram as outras vertentes da promoção em saúde, pois muitas vezes acabamos correlacionando erroneamente estas atividades com as de prevenção de doença, mostrando a necessidade do incentivo da pesquisa e do ensino nessa área, pelo grau de complexidade.
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Compreensão do planejamento por enfermeiros das equipes da estratégia saúde da família

Compreensão do planejamento por enfermeiros das equipes da estratégia saúde da família

Paralelamente à dificuldade de constituir a cultura de planejamento em sua estruturação, o SUS também possui outro grande desafio que é garantir o direito à saúde e o acesso aos serviços estabelecidos na Constituição Federal. Não é raro que, durante a vivência no SUS, os profissionais se deparem com situações nas quais o acesso ao sistema de saúde apresenta diversas dificuldades e fragilidades, por isto, a necessidade de ampliar o olhar para a raiz destas questões, que muitas das vezes está na inexistência de uma rede de atenção à saúde organizada, em que cada cidadão possa ser atendido nos serviços mais adequados a satisfazer suas necessidades, e que garanta a articulação de todas as ações/intervenções/serviços necessários para solucionar seus problemas de saúde, responsabilizando-se pelo “caminhar do paciente” ao longo de todo sistema, com referências bem estabelecidas e continuidade do cuidado (LOPES, 2008).
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Regulação em saúde : conhecimento dos profissionais da estratégia saúde da família

Regulação em saúde : conhecimento dos profissionais da estratégia saúde da família

Nesta categoria, pode-se constatar que a regulação em saúde é importante instrumento de gestão para o SUS. É um importante instrumento de gestão que procura viabilizar o acesso de todos de forma programada, identifica as deficiências de oferta em relação à demanda, orienta as reprogramações da PPI em relação aos parâmetros da Portaria 1101, vê a realidade local, serve de base para um melhor gerenciamento do recurso financeiro que normalmente é insuficiente. Em resumo, ela é um instrumento de gestão fundamental para se organizar o Sistema Único de Saúde. (M1). Acho essencial tê-la, fazendo necessário mais pactuações e organizando uma fila de espera com prioridades estabelecidas. Sem a regulação o serviço de atenção básica seria muito desorganizado, o que prejudicaria todo o sistema (M2). A regulação em saúde revela-se de fundamental importância para o seguimento do SUS no âmbito municipal, pois é através desta que é possível atingir alguns dos princípios do SUS, tais como integralidade, equidade, etc. Uma regulação em saúde eficaz requer uma boa gestão local (E6). A regulação é um instrumento facilitador que possibilita o atendimento de pacientes de acordo com suas necessidades, disponibilizando os serviços ofertados pelo SUS. Os pacientes utilizam desses serviços mesmo não sendo oferecidos em seus municípios de origem, sendo regulados pela central e realizados em outros municípios (E3).
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Promoção da saúde na percepção de profissionais da estratégia saúde da família

Promoção da saúde na percepção de profissionais da estratégia saúde da família

Objetivou-se conhecer a percepção de profissionais de saúde da família sobre promoção da saúde; identificar as práticas adotadas para promover saúde e as facilidades e dificuldades em realizar tais práticas. Pesquisa qualitativa, realizada em quatro Centros de Saúde da Família de Fortaleza-CE, Brasil. Foram sujeitos 11 profissionais das equipes. Os dados foram coletados mediante entrevistas e analisados através do Discurso do Sujeito Coletivo. Segundo os discursos coletados, a promoção da saúde configurava-se como repasse de conhecimento em sessões educativas, com vistas a prevenir e tratar doenças, melhorando a qualidade de vida. Das práticas utilizadas, tem-se o atendimento em programas preconizados pelo Ministério da Saúde. Das dificuldades, o desinteresse tanto da clientela quanto de profissionais.
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Concepções de profissionais da estratégia saúde da família sobre saúde mental.

Concepções de profissionais da estratégia saúde da família sobre saúde mental.

determinantes sociais relacionados a um maior so- frimento psíquico e, a partir daí, as equipes de ESF planejem atividades para promoção de saúde mental. Acredita-se ser de suma importância o desen- volvimento de projetos que estimulem as equipes a se articularem para oferecer atividades integradas às opções de lazer, esporte e cultura que os mu- nicípios já dispõem. Além disso, pensar ações que possam fortalecer o vínculo familiar, integrando a família ao cuidado, sendo esta uma das formas importantes de superação do modelo asilar.

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Avaliação da Estratégia Saúde da Família na Perspectiva dos Profissionais de Saúde

Avaliação da Estratégia Saúde da Família na Perspectiva dos Profissionais de Saúde

Objetivo: Avaliar a qualidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) através dos atributos da Atenção Primária na perspectiva dos profissionais de saúde e verificar associação entre esses atributos e as características sociodemográficas e profissionais da equipe. Métodos: Estudo seccional, realizado nas unidades de saúde da família do município de Serra, Espírito Santo. Para coleta de dados utilizou-se questionário denominado de Instrumento de Avaliação da Atenção Primária (PCATool). O instrumento foi aplicado a 205 profissionais atuantes nas equipes de saúde da família. Para verificar associações realizaram-se os testes Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson. Resultado: As dimensões melhor avaliadas foram: a orientação familiar e a longitudinalidade. A associação entre o atributo essencial e o nível de instrução e experiência anterior na ESF foi significativa. Conclusão: Os profissionais percebem a atenção ofertada de maneira positiva, contribuindo para o fortalecimento e humanização da atenção básica.
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Avaliação da Estratégia Saúde da Família na Perspectiva dos Profissionais de Saúde.

Avaliação da Estratégia Saúde da Família na Perspectiva dos Profissionais de Saúde.

Objetivo: Avaliar a qualidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) através dos atributos da Atenção Primária na perspectiva dos profissionais de saúde e verificar associação entre esses atributos e as características sociodemográficas e profissionais da equipe. Métodos: Estudo seccional, realizado nas unidades de saúde da família do município de Serra, Espírito Santo. Para coleta de dados utilizou-se questionário denominado de Instrumento de Avaliação da Atenção Primária (PCATool). O instrumento foi aplicado a 205 profissionais atuantes nas equipes de saúde da família. Para verificar associações realizaram-se os testes Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson. Resultado: As dimensões melhor avaliadas foram: a orientação familiar e a longitudinalidade. A associação entre o atributo essencial e o nível de instrução e experiência anterior na ESF foi significativa. Conclusão: Os profissionais percebem a atenção ofertada de maneira positiva, contribuindo para o fortalecimento e humanização da atenção básica.
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Sobre família e saúde mental: as representações de profissionais da estratégia saúde...

Sobre família e saúde mental: as representações de profissionais da estratégia saúde...

de cuidado e proteção; no entanto, há o reconhecimento da existência de diversas configurações familiares. Nesse contexto, as representações de famílias com necessidade de atenção em Saúde Mental são associadas a ideias de famílias difíceis, disfuncionais e, na maioria das vezes, comparadas ao ideal de normalidade. Ressalte-se que o contexto social foi incluído nas representações de família, porém o sofrimento mental não pôde ser reconhecido nas famílias que vivem em condições de extrema vulnerabilidade social, havendo, nesses casos, certa tendência de culpabilização das famílias. Há, ainda, limitações quanto ao manejo familiar, tendo em vista que a habilidade em propor intervenções grupais/familiares mostra-se fragilizada, especialmente em relação aos casos de Saúde Mental. Assim, o sentimento de impotência por parte da equipe está presente na falta de capacitação, embora isso seja minimizado pelas ações das equipes de apoio à ESF, como os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs).
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A preceptoria na estratégia saúde da família: o olhar dos profissionais de saúde

A preceptoria na estratégia saúde da família: o olhar dos profissionais de saúde

Produção x Formação: O preceptor no meio do fogo cruzado mostrou as dificuldades em fazer parte do ensino dos profissionais de saúde devido à maneira como os serviços estão organizados. O preceptor demonstra, através dessa classe, as fragilidades ainda existentes na rede de atenção: demanda reprimida, ações de saúde ainda muito voltadas para o atendimento individual, distanciamento da gestão e deficiência de recursos materiais necessários para ofertar orientação condizente com as propostas da formação. Tudo isso traz sentimentos em relação a preceptoria que envolvem complicações para conseguir, para dar atenção e para ficar mais tempo com o estudante devido às dificuldades em discutir, em explicar e em dizer a ele sobre as condutas seguidas, pressupostos indispensáveis para o preceptor. A prática torna- se, assim, algo mecânico, pois o aluno apenas observa o que o preceptor realiza, devido à falta de tempo e de espaço institucional e físico para exercício da preceptoria nos moldes defendidos pela própria Secretaria de Gestão de Pessoas e educação na saúde da Cidade de Recife.
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Sedentarismo entre profissionais de saúde da estratégia saúde da família no município de Fortaleza

Sedentarismo entre profissionais de saúde da estratégia saúde da família no município de Fortaleza

Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000, respeitando critérios de equidade para essa definição. Recomenda-se que o número de pessoas por equipe considere o grau de vulnerabilidade das famílias daquele território, sendo que, quanto maior o grau de vulnerabilidade, menor deverá ser a quantidade de pessoas por equipe (PNAB, 2012). A atuação das equipes ocorre, principalmente, nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade, caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; por ter território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aosquais a comunidade está exposta; por prestar assistência integral de qualidade; por realizar atividades de educação e promoção da saúde (BRASIL,2012). E, ainda, por estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde; por utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões; por atuar de forma intersetorial, por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais, de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade.
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O significado do trabalho para os profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família

O significado do trabalho para os profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família

Algumas coisas da Enfermagem me deixam entristeci- da como, por exemplo, o fato de a gente ficar de mãos atadas, a questão mesmo do próprio salário, não ter um vínculo empregatício ou planos de cargos e carrei- ras, essas coisas. Isso me entristece bastante (ENF2). A ACS1, a partir de seu relato, transpareceu insatis- fação profissional decorrente da falta de reconheci- mento da categoria. A visibilidade e o reconhecimen- to são elementos centrais da relação do ser humano com seu trabalho, tendo relação com os sentimen- tos de prazer ou sofrimento experimentados na ati- vidade laboral (Chanlat, 2011). Em toda instituição, há postos com diferentes graus de visibilidade, dos quais depende o reconhecimento. No caso da ESF, a categoria de ACS apresenta-se dessa forma. Os ACS, por ocuparem uma posição hierárquica inferior na equipe, porém colocados no front do conflituoso en- frentamento com as carências populares, experimen- tam uma sensação de falta de reconhecimento por parte da gestão, dos profissionais de nível superior e dos próprios usuários, convergente com o encon- trado no estudo desenvolvido por Lopes et al. (2018) também se evidenciaram relatos de insatisfação dos ACS pela falta de reconhecimento e pelos sentimen- tos de frustração e impotência diante da incapacida- de de resolver os problemas.
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Problemas e conflitos bioéticos no cotidiano do trabalho de profissionais de equipes de saúde da família

Problemas e conflitos bioéticos no cotidiano do trabalho de profissionais de equipes de saúde da família

O sucesso da Estratégia de Saúde da Família (ESF) deve-se, em parte, ao trabalho em equipe de seus profissionais. Este estudo qualitativo objetivou analisar os discursos acerca dos problemas e conflitos bioéticos, envolvidos no cotidiano de trabalho dos profissionais de duas equipes da ESF, de um município da região metropolitana de Salvador/ BA. Realizou-se entrevistas semiestruturadas e a observação em campo. Com base na análise de conteúdo proposta por Bardin, ancorados no principialismo e no pensamento complexo segundo Edgar Morin, emergiram quatro temáticas: problemas e conflitos bioéticos no cotidiano de trabalho da ESF; a atenção básica do SUS; a relação de trabalho na ESF; cogestão e humanização na atenção básica. Os resultados evidenciaram a falta de companheirismo e colaboração entre os membros da equipe, ações verticalizadas da gestão e as dificuldades em preservar a privacidade dos usuários e dos profissionais. Destaca-se também a disparidade de poder nas relações interprofissionais e o encontro ‘frio’ entre Nasf e equipe. Revelou uma ESF descaracterizada, com pouca credibilidade por parte dos profissionais, considerada como ambulatório e, por isso, escolheriam o hospital se pudessem. Conclui-se que os problemas e conflitos bioéticos ferem os princípios da Bioética, além de esgarçar o tecido social do trabalho na ESF, contribuindo na descaracterização da atenção básica. A equipe saúde da família não tem avançado na experimentação de trabalho em equipe interdisciplinar, com um fazer cotidiano distante dos princípios da humanização em saúde.
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Estresse ocupacional e qualidade de vida dos profissionais das Equipes de Saúde da Família

Estresse ocupacional e qualidade de vida dos profissionais das Equipes de Saúde da Família

O tipo de gestão escolhido também influencia a reestruturação do modelo assistencial. Em estudo realizado com profissionais de equipes de saúde da família, evidencia-se que o agir autoritário e inflexivo exercido pelos gestores pode provocar frustração, insatisfação e descontentamento dos profissionais de saúde. Outro fator que contribui é a centralização das ideias pelos gestores, diminuindo assim a autonomia e a participação da equipe na tomada de decisão. Foi observado que um ambiente mais democrático, que estimule a participação de todos nos diversos processos e ações, garante uma maior responsabilidade e melhor enfrentamento das dificuldades do cotidiano de trabalho, propiciando também maior dedicação e entusiasmo (MEDEIROS et al., 2010).
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Representações sociais sobre saúde e meio ambiente para equipes de Estratégia Saúde da Família

Representações sociais sobre saúde e meio ambiente para equipes de Estratégia Saúde da Família

No município onde se desenvolveu o estudo, a água é tratada como um recurso natural importante pelas equipes de ESF. De acordo com os registros, entre os anos de 2006 até 2012, os profissionais de saúde realizaram diversas atividades relacionadas com o tema água. Nesses registros, de forma geral, existia uma preocupação coletiva sobre o fornecimento de água para as populações do território. Além disso, é importante destacar que não só o abastecimento de água foi uma preocupação, mas a qualidade com que esse recurso natural chegava até a população. Ademais, as práticas desses profissionais transcenderam as equipes de ESF, pois foram realizadas ações intersetoriais com outros setores administrativos, como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), e o Setor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Municipal de Saúde.
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A supervisão como estratégia de acompanhamento e avaliação das práticas das equipes de saúde da família

A supervisão como estratégia de acompanhamento e avaliação das práticas das equipes de saúde da família

Trata-se de um estudo que teve como principal objetivo descrever o processo de supervisão desenvolvido pela Coordenação da Atenção Básica em relação ao processo de trabalho das ESF . Assim, analisa a supervisão da atenção básica na percepção dos supervisores e das Equipes de Saúde da Família (ESF) em um município do Nordeste brasileiro. Como metodologia optou-se por uma abordagem qualitativa, utilizando como estratégia de investigação o estudo de caso. A supervisão, no presente trabalho, é considerada como uma importante estratégia para acompanhamento, avaliação e reorientação das práticas de trabalho em saúde das ESF. Contribui para o aprimoramento do serviço prestado, para atender as principais necessidades de saúde da população e possibilita e favorece a substituição do modelo de atenção ou a constituição de novas práticas no âmbito da atenção básica municipal. Para o alcance dos objetivos, partimos do pressuposto de que a supervisão pode constituir-se como um dos dispositivos pedagógicos- gerenciais, que, através do monitoramento e apoio pedagógico à equipe, seja capaz de contribuir para a elaboração de práticas de saúde democráticas e adequadas para o atendimento às necessidades da população, com a melhoria da qualidade da assistência prestada. O procedimento utilizado para a coleta de dados foi desenvolvido em três etapas: a entrevista semi-estruturada, a técnica do grupo focal e a pesquisa documental. Foi utilizada a técnica da triangulação. Essa técnica permite a compreensão do objeto de estudo, possibilitando o cruzamento de múltiplos pontos de vista. Consideram-se a coleta de depoimentos e a promoção do debate acerca das situações monitoradas aspectos fundamentais para o pleno desenvolvimento do estudo, no qual as falas, dos supervisores e dos profissionais, são vitais para identificar a percepção destes em relação ao conceito, concepção e os elementos principais que compõem a supervisão e sua operacionalização. Os resultados demonstram que a compreensão dos atores sobre supervisão se aproxima do conceito de convisão. Verificou-se que os sujeitos consideram a supervisão importante ferramenta de gestão, mas que precisa de maior regularidade. Dentro das dificuldades da supervisão, a maioria foram relacionadas com problemas infra-estruturais ou político-gerenciais. Entretanto, foram identificados os fatores que facilitam como o planejamento, envolvimento, interação, e co-responsabilidade. Como recomendação sugere-se um acompanhamento contínuo, sistemático, dinâmico, analítico e pedagógico que facilite as mudanças, intervenções e planejamento do trabalho em saúde.
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SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CONHECENDO A ATUAÇÃO DAS EQUIPES EM SOBRAL‐CE

SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CONHECENDO A ATUAÇÃO DAS EQUIPES EM SOBRAL‐CE

Foi observado ainda que essa atuação estava se dando numa perspectiva mais coletiva e participativa, buscando‐se dentro do possível, ampliar o acesso da população aos serviços de saúde bucal. O fato de os CD participantes do estudo serem alunos do curso de especialização com caráter de residência em Saúde da Família, contribuiu sobremaneira no que se refere à aproximação da ESB com o seu campo de trabalho e no relacionamento multiprofissional. Foi observado que a relação com os demais membros da equipe de saúde foi considerada boa por 71,42% dos CD, sendo ressaltado apenas, o fato de ainda não haver uma completa percepção da ESB como parte integrante da ESF. É notório que todo esse processo passa pela quebra de paradigmas instituídos pela própria formação acadêmica dos profissionais da saúde e pelo grande desafio de gerar, nesses profissionais, a sensibilidade de abordarem uma realidade de maneira abrangente para que possam realmente atuar de forma interdisciplinar e intersetorial. Quando, no passado seria possível um cirurgião‐dentista participar da construção de fossas sépticas?
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Informações em saúde: o uso do SIAB pelos profissionais das Equipes de Saúde da Família.

Informações em saúde: o uso do SIAB pelos profissionais das Equipes de Saúde da Família.

A Estratégia Saúde da Família (ESF) foi ado- tada no Brasil, como um modelo de reorientação assistencial, operacionalizada mediante a implan- tação de equipes multiprofissionais em unidades bá- sicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famí- lias, localizadas em uma área geográfica delimita- da. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias aponta para a ESF e para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) a necessi- dade de ultrapassar os limites classicamente defi- nidos para a atenção primária em saúde no Brasil, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) (1) .
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