Top PDF Gestão sustentável dos recursos naturais uma abordagem participativa

Gestão sustentável dos recursos naturais uma abordagem participativa

Gestão sustentável dos recursos naturais uma abordagem participativa

hídricos, em função da diminuição da disponibilidade de água limpa em todo o planeta. Segundo a World Health Organization (2001), temos um quadro assustador de deficiências: 15 milhões de crianças morrem todo ano por falta de água potável; 80% das doenças e 30% dos óbitos que ocorrem no mundo estão relacionados a água contami- nada. Ressalta a Organização das Nações Unidas (2006), 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Nestes países, para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos, 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável, e esta situação ainda tende a se agravar como mostram os dados do International Water Management Institute (2006), que projeta para o ano de 2025 um total de 1,8 bilhão de pessoas de diversos países vivendo em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Para reverter esta situação preocupante, tem sido criados métodos de tratamento de água, legislação específica, comitês de bacias hidrográficas, entre outras medidas. No entanto, o processo de mudança do uso da água desenca- deado por essas iniciativas é extremamente lento e gradual. Portanto, é necessário criar instrumentos de gestão e politicas que venham pre- servar os recurso hídricos de forma mais efetiva e com maior agilidade, no sentido de prevenir um colapso maior quanto a falta da água em um futuro mais próximo.
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Agroecologia e Planejamento: gestão sustentável dos recursos naturais

Agroecologia e Planejamento: gestão sustentável dos recursos naturais

O melhor aproveitamento dos recursos naturais de cada zona ecológica deve estar relacionado à satisfação das necessidades básicas de seus habitantes, garantindo inclusive a longo prazo, através da gestão sustentável desses recursos, o direito de sua utilização pelas gerações futuras. Atualmente, muitos proprietários de terra desenvolvem atividades agropecuárias sem planejamento em suas fazendas ou sítios no estado da Paraíba, geralmente, eles desempenham práticas agrícolas danosas ao meio ambiente. Nesse contexto, esta pesquisa tem o objetivo de discutir possibilidades de planejamento territorial baseados em sistemas agroecológicos de pequenas propriedades rurais, tendo em vista o uso sustentável dos recursos naturais. A metodologia adotada consistiu em um estudo de caso de uma propriedade rural realizado com ferramentas simples de geoprocessamento e entrevistas com o proprietário. Os resultados demonstraram, através dos mapas realizados, que a distribuição espacial da propriedade possui algumas características de produção baseada na agricultura familiar, que não há uma preocupação com a conservação dos recursos naturais e o proprietário não desenvolve as atividades agrícolas voltadas para sistemas agroecologicos. A partir desses resultados foi proposta um manejo para algumas áreas na propriedade e também práticas agroecologicas que possam aumentar o rendimento econômico e a retomada na recuperação dos ecossistemas.
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Gestão sustentável de recursos naturais: interesses privados e públicos

Gestão sustentável de recursos naturais: interesses privados e públicos

Uma pergunta pertinente que se pode colocar é a seguinte. Por que razão o mercado não corrige esta situação impedindo que os recursos naturais se esgotem? A esta pergunta podemos responder: porque quem utiliza os recursos naturais não paga o seu custo social. O preço pago pelo consumidor representa apenas uma parte, em certos casos muito pequena, do real valor social do recurso. Isto acontece porque nem sempre os interesses individuais coincidem com os da sociedade.

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A gestão sustentável dos recursos hídricos no Brasil: um direito humano fundamental?

A gestão sustentável dos recursos hídricos no Brasil: um direito humano fundamental?

“Não é preciso muito esforço para demonstrar que os problemas relativos à degradação ambiental estão estreitamente vinculados ao acelerado processo de acumulação de capital registrado nos últimos 50 anos. Conforme mostra Altvater (1995), acerca do que chama de pilhagem ambiental, o moderno sistema industrial capitalista depende de recursos naturais, em uma dimensão desconhecida a qualquer outro sistema social da história da humanidade, liberando emissões tóxicas no ar, nas águas, nos solos e, de maneira geral, na biosfera. Com efeito, tal sistema necessita tanto de recursos naturais, como fontes de energia e matérias-prima, quanto de 'recipientes', ou seja, locais de despejo, onde os rejeitos gasosos, líquidos e sólidos possam ser absorvidos e depositados. Nestes termos, à medida que esse sistema se expande aceleradamente, o meio ambiente passa a ser visto como um fator restritivo, uma vez que a capacidade de absorção dos ecossistemas globais é pequena. O avanço da indústria capitalista coincide com sua tentativa de enquadrar os efeitos ambientais decorrentes como 'falhas de mercado', revelando -se como forma de mascarar os processos reais que estão por trás da pilhagem ambiental, ou seja, aqueles vinculados à produção de valores excedentes”. 136
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PROPOSTA METODOLÓGICA DE UMA GESTÃO INTEGRADA E PARTICIPATIVA DOS RECURSOS NATURAIS DE USO COMUM: A CONTRIBUIÇÃO DA ANÁLISE TRADE-OFF

PROPOSTA METODOLÓGICA DE UMA GESTÃO INTEGRADA E PARTICIPATIVA DOS RECURSOS NATURAIS DE USO COMUM: A CONTRIBUIÇÃO DA ANÁLISE TRADE-OFF

o sistema ecológico, geralmente examinadas separadamente. Contudo, pelo fracasso dos sistemas convencionais de gestão, começou-se a “investigar a dinâmica desses sistemas de forma integrada, a fim de contribuir para a gestão sustentável dos recursos naturais” (SEIXAS; BERKES, 2005, p.113; KALIKOSKI; LAVKULICH, 2003). E, para que o uso de um determinado recurso comum seja considerado sustentável, deveria haver um feedback informando a instituição de gestão sobre o estado do recurso, e, da mesma forma, seria necessário dispor de um feedback entre o regime de gestão e o usuário do recurso (BERKES, 2005). Portanto, seriam as instituições as responsáveis por mediar as relações entre as dimensões social e ecológica (KALIKOSKI; LAVKULICH, 2003) – instituições são aqui compreendidas como o corpo de regras, regulações e processos que orientam a gestão (KALIKOSLI; LAVIKULICH, 2003; BROWN et al., 2002), ou seja, são códigos de conduta socialmente construídos que definem práticas, atribuem papéis e norteiam as interações sociais (VIEIRA, 2008). Brown et al. (2002) defendem que as instituições são feitas de implicações formais (regras, leis e constituições) e implicações informais (normas de comportamento, convenções e códigos de conduta auto-impostos). De acordo com Feeny (1994), há três categorias básicas de instituições: ordem constitucional, arranjos institucionais e códigos de comportamento normativo. A primeira categoria diz respeito às regras fundamentais sobre como as sociedades são organizadas; a segunda refere-se a arranjos criados dentro das regras especificadas pela ordem constitucional, incluindo leis, regulações, associações, contratos e direitos de propriedade; por sua vez, a terceira categoria trata de valores culturais que legitimam os arranjos e obrigam os comportamentos, abrangendo também o conhecimento tradicional da sociedade sobre como as coisas funcionam.
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“Gestão sustentável dos recursos”: uma sequência didática em ambiente CTS

“Gestão sustentável dos recursos”: uma sequência didática em ambiente CTS

O fluxograma da imagem 1 pretende ilustrar a articulação das experiências educativas constantes da sequência didática ao longo das dez aulas previstas. Da análise da figura é possível depreender que o tema dos recursos naturais foi genericamente abordado na atividade 1, tendo-se depois enfatizado o recurso biológico madeira (celulose), o que permitiu a conexão com as atividades realizadas no Museu do Papel Terras de Santa Maria. Desta forma pretendeu-se criar uma articulação harmoniosa e complementar entre as atividades que decorreram em ambiente formal e não formal.
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A construção participativa dos caminhos das águas em Alfredo Wagner - SC: uma contribuição à gestão dos recursos hídricos e à promoção do turismo sustentável

A construção participativa dos caminhos das águas em Alfredo Wagner - SC: uma contribuição à gestão dos recursos hídricos e à promoção do turismo sustentável

Infelizmente, eis o grande gargalo, afinal, como não envolver todos os que “têm parte” na situação quando está se buscando falar em participação? Talvez não se deva prender aos preconceitos e aos medos e apostar no inegável peso que a participação e o envolvimento das forças políticas e representativas locais exercem na conquista da autonomia da população. Em se tratando de diálogos, reflexões e acordos sobre temas complexos como meio ambiente e turismo (que sugerem múltiplas relações), isto significa ir à fonte de uma política do setor público, aliada à sensibilização da comunidade frente à construção de relações de parcerias. Sem entrar a fundo no mérito da questão, talvez a mudança neste tipo de relação esteja pautada na postura do “ver para crer” de que não se trata de transferir poder simplesmente, mas, sim, de tornar sustentável o crescimento e desenvolvimento local e global.
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A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

A gestão participativa dos recursos hídricos no setor mineral brasileiro.

Na era da pedra lascada, os homens eram nômades e viviam juntos em busca da sobrevivência, não havendo leis que determinassem seus direitos e deveres. Naquela época os instrumentos de pedra eram fabricados com técnicas rudimentares, sem utilização de muitos recursos naturais. Posteriormente, com o desenvolvimento da sociedade, passando por várias eras; cujos nomes refletem a importância dos recursos minerais chegou-se às eras dos metais. A partir daí, o homem conseguiu mudar seus hábitos alimentares, desenvolver a agricultura, passou a explorar a natureza e com isso iniciaram-se os conflitos ambientais. Posteriormente e durante centenas de anos a humanidade viveu em disputa pela água e a explorar os recursos naturais mas, ainda, sem nenhuma preocupação de como administrar estes recursos e conflitos.
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Geografia política e gestão internacional dos recursos naturais.

Geografia política e gestão internacional dos recursos naturais.

A sustentabilidade é mais discutida que a segurança ambiental. Ela refere-se à polêmica em torno do conceito de desenvolvimento sustentável, tema abordado por Ignacy Sachs ( 1993 , 2002 , 2007 ), entre tantos outros autores, como o mexi- cano Enrique Leff ( 1994 , 2000 , 2001 b), e os espanhóis Jose Naredo ( 1996 , 1998 ) e Joan Martínez Alier ( 1992 , 2007 ), e que foi amplamente difundido no relatório Nosso futuro comum ( CMMAD , 1987 ), produzido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Esse conceito é aplicado para a gestão das ci- dades, daí a expressão cidades saudáveis e sustentáveis, para a produção industrial, por meio de leis que regulam a atividade, para a produção agrícola, em que os resultados são satisfatórios com a retomada de técnicas simples e para a avaliação dos impactos ambientais gerados pelo uso intensivo do solo e pelo emprego de defensivos agrícolas. Mas sua maior relevância consiste em apontar a necessidade de manter o planeta em condições de habitabilidade aos que estão por vir. O desenvolvimento sustentável permite vislumbrar novas perspectivas que levam a um repensar das práticas atuais, reformulando um complexo sistema de valores sociais, econômicos, políticos e ambientais.
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Gestão ambiental participativa: um desafio para os gestores do Instituto de Ciências Exatas e Naturais

Gestão ambiental participativa: um desafio para os gestores do Instituto de Ciências Exatas e Naturais

A crise socioambiental enfrentada pela sociedade moderna aponta para a necessidade permanente de se pensar alternativas para o desenvolvimento da vida em sociedade. A gestão participativa tem se apresentado como alternativa na área da administração pública, na qual participação dos servidores na produção do bem comum é uma prerrogativa dos processos de participação deliberativa. A pesquisa busca compreender a concepção de gestão participativa no contexto universitário, a fim de investigar a real participação dos servidores técnicos administrativos e gestores na tomada das decisões no ambiente educacional, além de abordar a aplicabilidade do processo de educação ambiental e a gestão participativa dentro do Instituto de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Federal do Pará. A discussão problematizou a educação ambiental em novas bases teórico-metodológicas, como instrumento de mediação de conflitos no processo participativo, tendo as unidades administrativas e acadêmicas como espaços para tal mediação. Foi elaborado um questionário com 28 questões abertas e fechadas, com base a Instrução Normativa 10/2012. Responderam a pesquisa os servidores técnicos administrativos em educação e os docentes gestores, todos exercendo suas atividades no Instituto de Ciência Exatas e Naturais da Universidade Federal do Pará. Utilizou-se o questionário como instrumento de coleta e os dados foram submetidos à análise de conteúdo. Os resultados serviram para traçar um perfil metodológico e a divulgação das estratégias e atividades de educação ambiental no processo de gestão ambiental participativa adotada no ICEN/UFPA. A análise dos dados indicou que a ideia de usar a educação ambiental como uma ferramenta de interdisciplinaridade aliada à prática participativa operacionalizou a priori aspectos da abordagem teórica da gestão de recursos humanos no ICEN/UFPA.
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A gestão participativa do desenvolvimento rural sustentável: o PRONAF na Subzona de Touros/ RN

A gestão participativa do desenvolvimento rural sustentável: o PRONAF na Subzona de Touros/ RN

No entanto, os conselheiros representantes da sociedade civil e do governo dos CMDRS da Subzona de Touros não têm conhecimento do conjunto das atribuições dos CMDRS. Para 100% dos entrevistados, os CMDRS foram criados para atender uma formalidade de elaboração de um Plano Municipal de Desenvolvimento Rural para acessar recursos públicos, da ordem de R$ 150.000,00 (Cento e cinqüenta mil reais) por ano, proveniente do Pronaf Infra-Estrutura e Serviços, caracterizando o que Favareto e Demarco (2002) chama de “falha original”, ou seja, os CMDRS deixam seu papel fundamental de indutores do desenvolvimento, sensibilizadores e articuladores das forças sociais de uma mesma localidade e já são criados vinculados às exigências oficiais para acesso aos recursos do Pronaf, o que acaba reforçando uma situação de dependência das administrações locais que detêm maior preparo técnico e político quando comparados as representações da sociedade civil, provocando uma participação meramente formal. Isso pode ser constatado nas falas dos entrevistados, a seguir:
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Uma abordagem integrada de pesquisa sobre o manejo dos recursos naturais na Amazônia

Uma abordagem integrada de pesquisa sobre o manejo dos recursos naturais na Amazônia

das pela exploração madeireira. Esses cipós podem formar uma grossa co- bertura no dossel, fazendo um denso sombreamento no sub-bosque, so- brecarregando as árvores jovens e, ainda, causando deformidades no seu tron- co. O fogo é também um impedimento para a recuperação de florestas ex- ploradas. Estas áreas são ambientes ricos em combustível (galhos quebrados e danificados). A abertura do dossel e o aumento da quantidade de radiação que atinge o chão da floresta podem fazer este material secar, deixando-o pronto para ignição durante os períodos de seca (Uhl e Kauffman, 1990). O resultado final é um ecossistema altamente degradado que perdeu suas carac- terísticas. De fato, a exploração madeireira na Amazônia Oriental, da manei- ra em que se apresenta atualmente, é um passo em direção ao desmatamento. Não é de se surpreender que falte uma abordagem cuidadosa para ex- plorar madeira na Amazônia Oriental. A própria abundância de recursos madeireiros significa que a madeira é subvalorizada e, portanto, utilizada sem cuidados. O manejo florestal requer que os usuários da terra adotem uma perspectiva de longo prazo e que manejem suas propriedades para atingir um “fluxo de caixa” sustentável de abastecimento de madeira. No entanto, nas fronteiras econômicas onde ocorrem ciclos marcantes de desenvolvimento e crise, freqüentemente, há uma mentalidade de que o recurso florestal é gra- tuito para todos. Essa mentalidade impede que os ocupantes dessas áreas resistam à tentação de liquidar rapidamente seus recursos florestais.
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Tese de Mestrado em Gestão do Território Ambiente Recursos Naturais

Tese de Mestrado em Gestão do Território Ambiente Recursos Naturais

13 Após a introdução da agricultura moderna um pouco por todos os continentes, surgiram pesquisadores e correntes de pensamento que aboliam a prática de químicos e de máquinas na produção agrícola, preconizando não só o equilíbrio ambiental como também o bem-estar dos seres vivos. Assim, podemos afirmar que, independentemente do nome que lhes foi dado ou do local de pesquisa, todas as correntes da agricultura, referidas no quadro 1, são amigas do ambiente e procuram preservar os ecossistemas através de um sistema de produção sustentável no tempo e no espaço, mediante o manuseamento e a proteção dos recursos naturais, sem a utilização de produtos químicos agressivos à saúde humana e ao meio ambiente, fomentando a fertilidade e a vida dos solos, a biodiversidade e o respeito pela integridade cultural dos agricultores.
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Amazônia sustentável: uma abordagem transdisciplinar da institucionalidade da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para a governança participativa

Amazônia sustentável: uma abordagem transdisciplinar da institucionalidade da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para a governança participativa

Esta dissertação trata da análise da institucionalidade da Organização do Tratado de Cooperação Amazônico (OTCA), a partir dos documentos oficiais da instituição, com foco no desenvolvimento sustentável. A OTCA surgiu com o intuito de fortalecer as relações entre os países- membros, para cooperação em matéria de desenvolvimento regional na bacia amazônica e trabalha na perspectiva de ampliação dos mecanismos políticos e institucionais para a sustentabilidade na região. Os objetivos específicos consistem em (a) analisar o estado da arte do conceito de desenvolvimento sustentável; (b) elaborar uma matriz de temas cruciais, a partir da análise dos documentos oficiais da OTCA e (c) introduzir o Modelo de Governança da Água e do Território para Sustentabilidade –(GATS), como uma ferramenta alternativa para ampliar a participação da sociedade civil na tomada de decisão referente ao desenvolvimento sustentável regional. Para alcançar tais objetivos, é essencial uma abordagem plurimetodológica, essencialmente qualitativa, com uso extensivo do método histórico e do método de análise transdisciplinar. Espera-se como resultado a identificação dos espaços institucionais de governança participativa na OTCA. A expectativa dessa dissertação é contribuir na contextualização histórica e teórica, acerca do desenvolvimento sustentável na região amazônica, com a participação da OTCA e contribuir com a melhoria dos mecanismos de gestão dos bens comuns e participação social.
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Desafios e oportunidades na utilização sustentável dos recursos naturais no distrito de Massinga, Província de Inhambane-Moçambique

Desafios e oportunidades na utilização sustentável dos recursos naturais no distrito de Massinga, Província de Inhambane-Moçambique

A extracção dos recursos minerais é uma actividade economicamente impor- tante no nosso País e em particular nas comunidades rurais porque oferece materi- ais de aplicação para os diferentes fins. A extracção de recursos naturais faz parte da história humana. Contudo, muito tem se discutido sobre como conciliar a crescen- te necessidade humana de obter recursos, com a possibilidade de os mesmos virem a esgotar. O aproveitamento económico dos recursos naturais traz consigo o au- mento da renda familiar para além de produzir consequências ambientais que exi- gem soluções integradas em vários campos do conhecimento, ou seja, a gestão ambiental integrada
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COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS E A GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DE MATO GROSSO

COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS E A GESTÃO PARTICIPATIVA DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DE MATO GROSSO

Caminhos de Geografia Uberlândia - MG v. 21, n. 73 Mar/2020 p. 332–346 Página 341 Outra característica que evidencia o Estado de Mato Grosso quanto a gestão dos recursos hídricos é a elevada taxa decrescimento econômico e aumento de áreas urbanas, impulsionados pela produtividade agropecuária e expansão das indústrias ligadas ao agronegócio. Ao tratar sobre o consumo de água destinada à agricultura, é importante mencionar que os sistemas produtivos agrícolas demandam cerca de 70% da água coletada no mundo, sendo a atividade produtiva que mais consome água no planeta. A tendência de uso da água para as atividades agrícolas é evolutiva, considerando-se o avanço das áreas de fronteiras do agronegócio, o aumento da produtividade diante das inovações nas alternativas tecnológicas para agricultura de precisão e também da incorporação da irrigação aos novos territórios de produção. Com relação às atividades agrícolas e o consumo de água para as suas atividades ANA (2016) mencionam que a irrigação brasileira tem crescido a taxas médias anuais entre 4,4% e 7,3% desde a década de 1960, sendo Mato Grosso o segundo Estado brasileiro em produção agrícola, com 24% de tudo o que o Brasil produz de grãos (CONAB, 2014). Os polos de pivôs centrais localizam-se nas UPG’s Alto Rio das Mortes com 234 equipamentos instalados, Alto Teles Pires com 178 equipamentos e Arinos com 50 equipamentos, somando 56.000 hectares irrigados por pivôs centrais nestas regiões para o ano de 2014 (Figura 3). Como consequência deste crescimento econômico pautado em atividades utilizadoras de recursos naturais, sobretudo para atividades caracterizadas pelas elevadas taxas de utilização da água em seu processo produtivo, as bacias hidrográficas ficam propensas aos problemas ambientais de ordem hídrica. Estudos realizados por Possavatz et al. (2014), Hunke et al. (2015) e Rocha (2015) apontam para a possibilidade de assoreamento do leito dos rios ou a diminuição da disponibilidade hídrica em quantidade e qualidade para diversos usos, a supressão da vegetação nativa e a redução da qualidade ambiental que afeta diretamente a qualidade de vida da população em Mato Grosso.
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Gestão territorial e dos recursos naturais na praia do Cambury, Ubatuba, SP

Gestão territorial e dos recursos naturais na praia do Cambury, Ubatuba, SP

A condição encontrada hoje nos conflitos analisados no território do Cambury é o reflexo das estruturas de poder e as suas influências na sociedade brasileira. A BR-101, entre as cidades do Rio de Janeiro e de Santos, tornou-se uma estrada eminentemente turística, uma obra monumental do governo militar, que na ausência de planejamento governamental para o desenvolvimento sustentável em uma área até então inóspita, colaborou com os interesses de turistas e especuladores. A BR-101, instrumento através do qual deveria ser viabilizado o potencial turístico, econômico e elitista, identificado no projeto Turis, contraditoriamente, causou em degradação do potencial turístico local. A construção desta estrada foi objeto de muitas críticas, dados os impactos ambientais e paisagísticos provocados por uma obra realizada sem planejamento técnico detalhado (Scifoni, 2005) e sem considerar as realidades das comunidades tradicionais situadas ao longo de quase toda sua extensão. Assim, a Modernização invadiu o modo de produção desse litoral “intocado” impactando o sistema social, muitas vezes de forma negativa. As modificações que, para Milton Santos, estão surgindo cada vez mais rapidamente, mais especificamente no caso das áreas protegidas do litoral de São Paulo, geraram muitos conflitos com o modo de vida tipicamente tradicional. Populações tradicionais passaram a ter seu modo de vida ameaçado pela modernidade, pois a terra, por eles vista como um meio de trabalho passou ter valor de compra-e-venda; algo que não fazia parte de sua realidade. Com o turismo, veio a especulação imobiliária e a expulsão de muitos moradores para os “sertões”, longe do mar, em virtude da construção de bares, campings e até grilagem de terras por parte de pessoas externas à comunidade.
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Gestão sustentável dos recursos: CTS em contextos formais/não formais

Gestão sustentável dos recursos: CTS em contextos formais/não formais

Tendo como base o tema ácido-base, foram desenvolvidos dois estudos com alunos do 8ºano, com caraterísticas diferentes. Paixão (2003) apresenta-nos uma sequência de ensino cujo ponto de partida é uma notícia de jornal relativa à importância económica das cerejas e que permite a exploração do papel da Química na agricultura. Dessa análise, surge a necessidade da introdução de conceitos como pH, acidez e basicidade e medição de valores de pH. Retoma-se o tema da agricultura com a questão «Se quiser produzir cerejas será o solo do meu quintal adequado?» e implementam-se atividades experimentais e de campo para dar resposta à questão-problema. Numa abordagem interdisciplinar as autoras Martins, Abelha, Almeida, Pinto e Costa (2008) propõem-nos um trabalho que teve por base a planificação, implementação e avaliação de uma aula em regime de co-docência com enfoque CTS. Desta parceria, resultaram um protocolo experimental, uma apresentação em PowerPoint e uma ficha de trabalho, aplicados numa aula de 90 minutos, envolvendo as disciplinas de ciências naturais e ciências físico-químicas. O PowerPoint permitiu a introdução de questões relacionadas com o quotidiano dos alunos, a que se seguiu a atividade laboratorial de simulação de chuvas ácidas. Para finalizar a aula, sistematizaram-se os conhecimentos através do preenchimento de uma ficha de trabalho sobre a atividade realizada.
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como ferramenta para uma gestão pesqueira participativa e sustentável dis lmsaraújo

como ferramenta para uma gestão pesqueira participativa e sustentável dis lmsaraújo

Sobre o exposto consideramos que a ação antrópica vem acelerando o processo de extinção das espécies e contribuindo para o declínio da pesca. Essa ação não diz respeito somente à captura de espécies propriamente dita, mas também a destruição dos ecossistemas costeiros, devido à especulação imobiliária, à instalação de fazendas de camarão, parques eólicos, aumento da temperatura global e dos oceanos devido às poluições e outros fatores. A Instrução Normativa MMA nº 05, de 21 de maio de 2004 reconhece, em duas listas, as espécies de invertebrados aquáticos e peixes ameaçadas de extinção e sobreexplotadas ou ameaçadas de sobreexplotação e em seu artigo 4º recomendou a adoção de planos de recuperação sob a coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovaveis - IBAMA e participação de órgãos estaduais, comunidade científica e sociedade civil organizada.
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CONTRIBUIÇÕES ÀS PESQUISAS SOBRE O USO SUSTENTÁVEL DE RECURSOS NATURAIS NO RIO GRANDE DO NORTE

CONTRIBUIÇÕES ÀS PESQUISAS SOBRE O USO SUSTENTÁVEL DE RECURSOS NATURAIS NO RIO GRANDE DO NORTE

Os trabalhos aqui apresentados foram produzidos por docentes e egressos do PPgUSRN. Os trabalhos estão alinhados com as linhas de pesquisa do programa, abordando temáticas como avaliação da qualidade de efluentes para reuso, avaliação da qualidade da água para fins de balneabilidade, gestão de resíduos urbanos, geoprocessamento, diagnóstico ambiental de comunidade rural e práticas de gestão ambiental em atividades produtivas, conforme detalhes a seguir:

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