Top PDF Governança dos recursos hídricos e eventos climáticos extremos : a crise hídrica de São Paulo

Governança dos recursos hídricos e eventos climáticos extremos : a crise hídrica de São Paulo

Governança dos recursos hídricos e eventos climáticos extremos : a crise hídrica de São Paulo

Nos anos 1980 e 1990 uma série de reformas foram desenvolvidas nos estados australianos rumo a uma mudança na gestão dos recursos hídricos. Em 2004, houve uma transição fundamental na gestão da água com a National Water Initiative (NWI), iniciativa que alterou o arcabouço regulatório e consolidou uma série de princípios rumo a uma precificação que refletisse o real custo da água e sua escassez. A Austrália vivenciou entre 1997 e 2012 a pior seca registrada no país, sendo denominada como “Seca do Milênio”. Turner et al (2016) elencam alguns aprendizados que a seca proporcionou à governança local. A seca afetou principalmente a região sudeste do país, levando as cidades a adotar medidas severas para a redução no consumo de água e alocação mais eficiente. Segundo os autores, o caso australiano demonstra que as respostas à seca devem envolver tanto ações relativas à oferta quando na demanda hídrica, devendo ser observadas as soluções com melhor custo-benefício e que estimulem a inovação. Do lado da oferta hídrica, a construção de infraestrutura para captação do volume morto dos reservatórios, a utilização de água subterrânea, a construção de plantas de dessalinização e produção de água de reuso foram as medidas mais utilizadas. Por outro lado, grande parte das soluções focaram no lado da demanda. Diversos programas para aumentar a eficiência do uso da água possibilitaram a redução na taxa de deplecionamento dos reservatórios, gerando desdobramentos econômicos ao estimular uma indústria multimilionária de eficiência hídrica. Obviamente que tais programas possuem custos, mas que, segundo Turner et al (2016), são relativamente mais baratos do que a construção de novos reservatórios.
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Governança democrática dos recursos hídricos na região metropolitana de São Paulo: propostas a partir da experiência da região metropolitana de Buenos Aires

Governança democrática dos recursos hídricos na região metropolitana de São Paulo: propostas a partir da experiência da região metropolitana de Buenos Aires

A Região Metropolitana de São Paulo está vivendo uma profunda crise de seus recursos hídricos, que expõe as fragilidades da atual governança, e nos convida a uma reflexão dos nós críticos que impedem um serviço mais eficiente. O presente trabalho aprofunda a governança, a gestão e a situação atual do saneamento, com base na experiência da Região Metropolitana de Buenos Aires, que vivenciou forte crise na cobertura de água e esgoto, além da contaminação das bacias. Em um processo de privatização que agravou a crise hídrica, a opção para a Grande Buenos Aires foi a reestatização e a busca por uma governança democrática, que envolve diversos entes federativos. O grande diferencial é a instituição de uma agência de planejamento, na qual o ente federal, provincial, Cidade de Buenos Aires e todos os municípios da região metropolitana, deliberam conjuntamente os projetos prioritários, vinculando a empresa prestadora do serviço. Ademais, a vivência da gestão da bacia Matanza Riachuelo apresenta governança colegiada pelos entes federativos e possui competência multidisciplinar, superando os entraves decorrentes dos arranjos governamentais e intergovernamentais para o enfrentamento da complexidade para gestão da bacia. Propõem-se, ao final, um plano de melhorias para a gestão dos recursos hídricos, com propostas de curto, médio e longo prazos. Como medida de curto prazo sugere-se a criação de uma Agência Metropolitana das Águas com o objetivo de planejar e implantar políticas públicas voltadas ao enfrentamento do problema hídrico, rompendo com o imobilismo dos entes federativos frente à crise hídrica, com órgão de deliberação colegiado, Municípios integrantes, Estado e sociedade civil na busca constante de soluções de interesse comum, cujas deliberações vinculariam a empresa fornecedora do serviço. Em médio prazo, recomenda-se discussão pública do modelo da empresa concessionária, além da revisão do planejamento e de ações de alocação de recursos feitos pela SABESP. Ao final, como medida de longo prazo, mister a elaboração de um Plano Diretor Metropolitano que cuide conjuntamente de medidas da captação, tratamento e cobertura de água e esgoto, e que promova a sustentabilidade socioambiental e integração dos municípios para melhor uso do espaço urbano. A adoção de uma governança democrática das águas na RMSP propiciará um cenário possível para as mudanças necessárias no âmbito da gestão dos recursos hídricos. A sociedade deve ser a grande responsável pelo destino da água, não devendo tão nobre missão ficar a cargo de quem tem interesse em transformá-la num bem de consumo privado.
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A ATUAÇÃO DA SOCIEDADE DIANTE DA FALHA DE GOVERNANÇA DO ESTADO NO CASO DA CRISE HÍDRICA DE SÃO PAULO (2013-2015)

A ATUAÇÃO DA SOCIEDADE DIANTE DA FALHA DE GOVERNANÇA DO ESTADO NO CASO DA CRISE HÍDRICA DE SÃO PAULO (2013-2015)

A PNRH demarca a sustentabilidade dos recursos hídricos por meio da dis- ponibilidade, utilização racional e integrada da água, a fim de que sejam garan- tidos os usos múltiplos de modo equitativo. Para isso, o art. 3º da Lei das Águas formula diretrizes a serem observadas em sua implementação, demonstrando que os recursos hídricos não podem ser geridos de maneira isolada em relação ao meio ambiente. Portanto, para que os gestores cumpram com a legislação em questão, deve haver um planejamento ambiental que compreenda a fauna (aquática e ter- restre), as florestas, o uso do solo e de agrotóxicos, a instalação de indústrias, a re- novação das antigas indústrias e o zoneamento ambiental das bacias hidrográficas Do mesmo modo, devem ser feitos os planos estaduais, os quais devem, ainda, absorver as prioridades apontadas nos Planos das bacias hidrográficas que cruzem seu território. No entanto, o controle desse patrimônio público não tem êxito se a sociedade civil não for capaz de acompanhar a elaboração do Plano de Recursos Hídricos e a utilização dos outros instrumentos da Política Nacional dos Recursos Hídricos.
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GOVERNANÇA DOS RECURSOS HÍDRICOS E OS COMITÊS DE BACIA NO ESTADO BRASILEIRO DE GOIÁS

GOVERNANÇA DOS RECURSOS HÍDRICOS E OS COMITÊS DE BACIA NO ESTADO BRASILEIRO DE GOIÁS

168 O direito de acesso à água potável é essencial para a vida humana digna e reconhecido como direito de todas as pessoas e vital para a realização dos direitos humanos. E para gestão desse recurso finito, a cooperação e a participação são elementos chave, e que nos remetem ao conceito de Governança. O termo pode ser compreendido como o modo pelos quais os indivíduos e as organizações, públicas e privadas, administram seus problemas comuns, dentre eles, o acesso à água. Trata-se de um processo contínuo através do qual é possível acomodar interesses conflitantes ou diferentes que devem ser ajustados em ações de cooperação. Assim, governança pode contribuir para desenvolver, implementar e fazer cumprir soluções sustentáveis para problemas de alocação e provisão dos recursos hídricos. O que pode incluir noções de resposta à demanda e antecipação, baseada no consenso, visando mitigar os efeitos dos eventos extremos. A água é o elo que liga todos os aspectos do desenvolvimento humano. A segurança hídrica é, portanto, vital para todos os setores sociais e econômicos, bem como base dos recursos naturais de que o mundo depende.
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Avaliação do impacto de eventos climáticos extremos nos oceanos pacífico e atlântico sobre a estação chuvosa no nordeste do Brasil.

Avaliação do impacto de eventos climáticos extremos nos oceanos pacífico e atlântico sobre a estação chuvosa no nordeste do Brasil.

Durante os 14 anos de eventos EN, a diferença GOGA- CPC apresentou em 79% dos eventos, a menor diferença em relação à AOGA-CPC (Figura 5). Observa-se que as maiores diferenças entre essas precipitações são encontradas nos anos de EN fortes (57/58, 72/73, 82/83, 90/91 e 91/92) o que era esperado, já que na simulação teste AOGA os eventos extremos são suprimidos. Desse modo, pode-se concluir que eventos EN com intensidade forte predominaram, contudo é bom sempre lembrar que, mesmo assim, outros fatores podem colaborar no impacto da precipitação na sub-região 1, como por exemplo, as condições da TSM sobre o oceano Atlântico. Nos anos de eventos moderados e fracos, ica bem claro que as diferenças tornam-se mais próximas, porém ainda pode ser veriicado que a diferença GOGA-CPC apresenta os menores valores. Apesar da diferença entre GOGA-CPC e AOGA-CPC ser pequena, pode-se veriicar a contribuição do AT em anos de EN, como por exemplo, nos anos de 1977 e 1978.
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Observação e projeção de Eventos Climáticos Extremos sobre o Brasil e identificação de possíveis vulnerabilidades sobre Minas Gerais.

Observação e projeção de Eventos Climáticos Extremos sobre o Brasil e identificação de possíveis vulnerabilidades sobre Minas Gerais.

Brasil, próximo à linha do Equador, que juntamente às Linhas de Instabilidade (LI) que adentram a costa leste do país, é responsável por uma parcela considerável da precipitação em parte da região Nordeste (em R1 e R2) e Norte (em R2 e R5); estas chuvas são mais intensificadas entre os meses de Fevereiro e Maio. A ZCIT também contribui com a precipitação ao norte de R1 (MOLION e BERNARDO, 2002; MARENGO, 2004, 2006). Vórtices Ciclônicos em Altos Níveis (VCANs) tropicais que contribuem para a formação de chuvas no Nordeste e extratropicais que se associam a formação de ciclones em superfície ao Sul do Brasil como se constatou em 2004. Neste ano a transição de ciclone extratropical para o furacão Catarina esteve associada a um bloqueio do tipo dipolo, o que criou uma circulação anômala com ventos de leste e propiciou o deslocamento do ciclone para oeste (MCTAGGART-COWAN et al., 2006) promovendo sérias consequências à população afetada. Sobre o Brasil também atua o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) que traz umidade e calor do Oceano Atlântico para o interior do continente, assim como os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) tropicais que podem se deslocar para o Sul do Brasil (R4) causando intensa precipitação. Sabe-se, também, que quando CCMs ocorrem ao Norte do Brasil (R1) contribuem para a formação de chuvas naquela região (GRIMM, FERRAZ e GOMES, 1998; GRIMM et al., 2000; BARROS et al., 2002). Outro sistema de grande importância e que atua, normalmente, sobre o centro-sul brasileiro é a ZCAS, a qual pode ser influenciada pela ASAS e pelo Jato de Baixos Níveis (JBN). A ZCAS participa do transporte de umidade oceânica que penetra o continente sobre a região amazônica provocando mais chuvas – que se relacionam a extremos que promovem enchentes ou deslizamentos – no verão principalmente na região Sudeste (R3) (ALVES et al., 2005; GAN et al., 2005; SANT’ANNA NETO, 2005) e que acaba inibindo, no mesmo período, as chuvas no Sul (R4), fenômeno de gangorra que alterna aumento e diminuição de chuvas entre o Sul e o Sudeste do Brasil em escala intrasazonal estudado por Muza et al. (2009). Além dos sistemas anteriores ocorre a influência de frentes frias que contribuem com o aumento da precipitação ao norte de R4 e sul de R3 na primavera e no verão, circulação de brisas de grande influência em regiões costeiras e zona de alta pressão da Bolívia (AB) capazes de influenciar o deslocamento das ZCAS segundo Jones e Horel (1990).
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Crise hídrica em São Paulo sob o ponto de vista dos desastres.

Crise hídrica em São Paulo sob o ponto de vista dos desastres.

Resumo: Desde 2014, a região Sudeste do Brasil, especialmente a região metropolitana de São Paulo, vem enfrentando problemas no abastecimento de água para a população. Buscamos neste artigo abordar a crise hídrica sob o ponto de vista da gestão integral de riscos de desastres, considerando que uma das características norteadoras é a quantidade de pessoas afetadas e os prejuízos associados. Na situação em análise, há pessoas afetadas diretamente, pela intermitência no abastecimento das residências, e, indiretamente, pelo aumento nos preços de insumos cuja produção ou fabricação depende da disponibilidade de água. Apresentamos este cenário para cada uma das etapas do ciclo de vida dos desastres: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. O risco de falta de água em São Paulo é apenas um aspecto dentro da longa discussão que envolve a eficiência dos processos de gestão e a necessidade de investimentos na área, principalmente na redução do desperdício na distribuição.
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A crise hídrica da região metropolitana de São Paulo e o jornal Folha de S. Paulo

A crise hídrica da região metropolitana de São Paulo e o jornal Folha de S. Paulo

A análise das notícias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre a crise hídrica que atingiu a região metropolitana de São Paulo nos anos de 2014 e 2015, se dá com o objetivo de identificar qual o discurso ambiental da Folha. Por meio de um levantamento das notícias publicadas entre 2013 e 2016, para observar também a cobertura da temática nos anós pré e pós crise, e utilizando como ferramentas metodológicas a Análise de Enquadramento e a Análise Crítica Do Discurso, coletando dados de quando, por quem e em qual caderno a notícia é classificada, foi possível identificar o viés trazido pelo discurso do jornal frente à temática. Observa-se que o jornal faz um discurso voltado ao utilitarismo dos recursos ambientais, colocando-o a disposição para ser utilizado pela sociedade humana, ao evidenciar como causas da crise hídrica a falta de chuvas e excessivo consumo humano domicilar, negligenciando outros aspectos como políticas públicas para ampliação da coleta de água e expansão dos reservatórios, conscientização da população, proteção das matas ciliares das bacias, entre outros fatores que contribuem para uma compreensão total da problemática ambiental. Essa abordagem culpabilizadora do consumo e dados pluviométricos, protege os gestores das bacias e agências de distribuição de água por não terem capacidade de prever o baixo índice de chuvas. Portanto, o jornal não faz uma cobertura que possibilite ao leitor compreender a complexidade do abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo para além de um serviço prestado pelo ambiente para a sociedade. É necessário que os meios de comunicação superem essa visão utilitarista do ambiente natural, debatendo-o como parte integrante, e essencial, da sociedade humana, para que a população também tenha a compreensão que o ambiente natural é importante para sua sobrevivência.
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Perspectivas de governança de recursos hídricos na Bacia do Rio Gramame, Paraíba

Perspectivas de governança de recursos hídricos na Bacia do Rio Gramame, Paraíba

É fato que podem existir muitos recursos humanos, materiais, financeiros, mas se não houver a gestão desses recursos em prol de uma coletividade, partindo dessa coletividade, não há empreendimento que se sustente. Da mesma forma ocorre com as nascentes da Bacia Hidrográfica do Gramame: mesmo que diversas ações de restauração, reflorestamento e outras sejam realizadas, se os usuários e a população em geral não participarem e se não se reconhecerem como agentes de transformação, gestores das nascentes da bacia, nenhuma ação será sustentável a longo prazo. Porém, se existe uma culpa pela situação atual esta não pode ser atribuída aos agricultores, mas ao sistema como um todo que produz desigualdades. O que está por trás dos agricultores é a indústria de agrotóxicos que, no Brasil, é muito forte. Portanto, longe de enxergar os agricultores como vítimas ou como culpados, é preciso enxergar o sistema no qual, historicamente eles estão envolvidos.
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Cenários para a Crise Hídrica da Grande São Paulo - 2020

Cenários para a Crise Hídrica da Grande São Paulo - 2020

Uma vez que a atual situação configura um claro exemplo da necessidade da antecipação estratégica no campo da gestão pública, o Grupo de Elaboração de Cenários Prospectivos, busca analisar a questão a partir de seu prisma metodológico, inicialmente identificando os atores e variáveis-chave para a compreensão do futuro da temática, no horizonte dos próximos cinco anos. O resultado dos estudos são quatro cenários acerca da crise hídrica para horizonte temporal de 2020. Os cenários não têm pretensões de se apresentarem como representações exatas do futuro, mas sim indicativos de espectro de formas que o mesmo pode tomar, organizados em ordem de favorabilidade, que possam guiar a tomada de decisão as ações que determinam o cenário mais favorável. Nesse sentido, a função da prospecção é m i n i m i z a r o s r i s c o s e m a x i m i z a r a s oportunidades.
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Análise de teorias e práticas relativas à governança ambiental de recursos hídricos

Análise de teorias e práticas relativas à governança ambiental de recursos hídricos

El trabajo presenta conceptos y discusión sobre la cuestión de la gobernanza ambiental orientada a los recursos hídricos. Se realizó una revisión bibliográfica sobre el tema identificando trabajos académicos publicados relacionados al tema. Los trabajos fueron analizados en base al título y resumen y clasificados de acuerdo con su contribución en relación a los tópicos del artículo. Se evidenció que dentro del tema gobierno ambiental de recursos hídricos y gestión de las aguas hay una serie de líneas de pensamiento y que algunos autores tratan más del asunto y por eso tuvieron sus nombres encontrados en más de un trabajo y se contactó también que hay mucho aún se estudia sobre el tema, considerando que cada día la cuestión de la escasez hídrica se vuelve más relevante.
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Política nacional de recursos hídricos: governança da água e cidadania ambiental.

Política nacional de recursos hídricos: governança da água e cidadania ambiental.

Os processos de transformação que ocorreram, não apenas no Bra- sil, mas em diversos países, e as reflexões em torno da governança da água apresentam diferentes elementos, não havendo na doutrina um único posicionamento diante de seu alcance e comprometimento ético-político. A governança pode estar pautada pela responsabilidade financeira admi- nistrativa, ou ainda, abranger em suas metas o fortalecimento da demo- cracia, a concretização dos direitos humanos e procedimentos que inclu- am a participação de diversos atores (multistakeholders). Assim a ideia de governança é ambivalente podendo estar direcionada tanto à participação da cidadania e à sustentabilidade dos recursos hídricos, quanto à preva- lência de decisões técnicas relacionadas à gestão de infraestruturas volta- das a atender à demanda. Predomina, no entanto, o consenso em relação ao novo paradigma que tem como premissas a visão ecossistêmica e a gestão intersetorial, bem como a gestão integrada dos recursos hídricos que se tornou o fundamento das mudanças que foram sendo consolidadas. A construção de uma agenda da “boa governança” dependeria, inicial- mente, de uma abordagem meramente técnica, para reformas políticos- -institucionais que possibilitassem, por um lado, o aporte financeiro e tec- nológico do setor privado e, por outro, a gestão integrada com a inclusão da participação e sustentabilidade ambiental, nas políticas nacionais de recursos hídricos.
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Eventos climáticos extremos e consequências sobre a saúde: o desastre de 2008 em Santa Catarina segundo diferentes fontes de informação.

Eventos climáticos extremos e consequências sobre a saúde: o desastre de 2008 em Santa Catarina segundo diferentes fontes de informação.

De acordo com a definição da Estratégia Internacional de Redução de Desastres (EIRD, 2012), os desastres apresentam duas características importantes. Primeiro é ne- cessário que ocorra um evento na natureza (uma chuva forte, um ciclone, um terremoto, entre outros), denominado de ameaça natural. Segundo, estes eventos por si só não são desastres. Para tal, é necessário que populações estejam expostas em condições de vul- nerabilidade, que compreendem tanto as capacidades de prevenção e respostas, como as relacionadas às condições de vida da população (trabalho, renda, saúde e educação, assim como aspectos ligados a infraestrutura, como habitações saudáveis e seguras, estradas, saneamento, uso e ocupação do solo, entre outros). É da combinação dos aspectos en- volvidos nas condições de vulnerabilidade que resultam os desastres e seus efeitos, com as perdas ou danos materiais e econômicos, assim como os impactos ambientais e à saúde das populações, através de doenças e óbitos imediatos e posteriores.
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ANÁLISE DA RESILIÊNCIA AOS EXTREMOS CLIMÁTICOS DE CHUVA: ESTUDO PRELIMINAR NA REGIÃO DE MAUÁ NO ABC PAULISTA – SÃO PAULO

ANÁLISE DA RESILIÊNCIA AOS EXTREMOS CLIMÁTICOS DE CHUVA: ESTUDO PRELIMINAR NA REGIÃO DE MAUÁ NO ABC PAULISTA – SÃO PAULO

Eventos climáticos extremos e localizados impactam, principalmente, populações mais suscetíveis socioeconomicamente, com maior grau de exposição e menor resiliência. A fim de avaliar a resiliência de moradores das ruas mais afetadas por eventos extremos de chuva, no bairro Jardim Zaíra, ABC Paulista, um questionário foi elaborado com base em padrões comportamentais e aplicado em uma amostra da população. Os resultados mostram o grau de fragilidade socioeconômica e demográfica dos moradores, devido ao grande adensamento populacional, à baixa renda familiar, às deficiências no saneamento básico, à baixa expectativa de vida e à carência em estudos. Os padrões e extremos de chuva na região apontam a diminuição no acumulado mensal de chuva e o aumento na concentração diária, favorecendo eventos extremos. A análise das entrevistas indica resiliência média na amostra, ou seja, capacidade razoável para enfrentar crises e adversidades, com algum distresse e moderado sucesso, tendo forte contribuição do padrão religioso para um maior grau de resiliência.
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Índice de sustentabilidade hídrica para avaliação do planejamento dos recursos hídricos no âmbito da gestão municipal

Índice de sustentabilidade hídrica para avaliação do planejamento dos recursos hídricos no âmbito da gestão municipal

Para desenvolver esta investigação científica, que trata da incorporação da sustentabilidade ambiental em planos urbanos, foi preciso realizar uma revisão crítica, contextualizando as dificuldades e barreiras que permeiam o processo de elaboração do plano diretor, com vistas a ampliar a eficácia e a eficiência deste como um instrumento capaz de enfrentar os conflitos socioambientais pré-existentes nos municípios brasileiros, e concomitantemente torná-lo um instrumento promotor de sustentabilidade ambiental para as cidades. Fundamentado por estes estudos teórico-conceituais, foram estabelecidos três grupos de análise. Posteriormente, cada grupo foi subdividido em temas específicos denominados como eixos temáticos, relacionados à questão dos recursos hídricos no âmbito da gestão municipal. Com base nestes temas específicos, selecionaram-se indicadores qualitativos de sustentabilidade hídrica do planejamento urbano, de modo a explicitar se aspectos ambientais pertinentes aos recursos hídricos foram considerados na elaboração de planos diretores de desenvolvimento urbano. A metodologia aqui proposta foi aplicada num cenário concreto, através de um estudo de caso. Após a aplicação da metodologia desenvolvida por esta pesquisa, o PDDU do município de São Carlos apresentou nível de sustentabilidade denominado “sustentabilidade comprometida”, alcançado pontuação “0,403” na escala adotada.
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GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS NO RIO GRANDE DO NORTE: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA HÍDRICA

GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS NO RIO GRANDE DO NORTE: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA HÍDRICA

O governo estadual, através do Decreto nº 9.100/1984, enquadrou cursos e reservatórios d'água do estado com base na classificação estabelecida na Portaria nº 13/1976, do antigo Ministério do Interior. Essa Portaria deu origem a Resolução CONAMA n° 20/1986, que "dispõe sobre a classificação das águas doces, salobras e salinas do território nacional" e, por conseguinte, a revoga tacitamente. Mais tarde, essa mesma Resolução é revogada expressamente pela Resolução CONAMA nº 357/2005, que "dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento [...]". Desse modo, conclui-se que o Decreto estadual também se encontra revogado e, portanto, o estado não dispõe de regulamentação própria para o enquadramento dos recursos hídricos.
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Eventos extremos e mudança climática no discurso dos jornais Folha de São Paulo e O Globo em 2016

Eventos extremos e mudança climática no discurso dos jornais Folha de São Paulo e O Globo em 2016

Ao voltar o olhar para as regularidades discursivas mais presentes no corpus, duas redes se sobressaem. A RP vulnerabilidade futura agrega 78 menções, indicando os sentidos principais de risco e emergência com maior incidência no tema mudança do clima. Nessa rede discursiva, que projeta futuros de risco ou perigo, muitas vezes se sobressaem aspectos alarmistas que, ao contrário de mobilizar, podem gerar um distanciamento em relação às ações necessárias de mitigação e adaptação climática. Um pouco dessa limitação na cobertura dos riscos, em função de sentimentos de perigo ou ameaça, ou de prevenção destes se dá em termos da lógica do funcionamento do jornalismo, que atua especialmente a partir de acontecimentos factuais (LOOSE; MORAES, 2018, p. 121). Quanto à segunda rede em destaque – RP Efeitos da mudança climática, a mesma está presente na maior parte dos textos (80 menções), porém de forma abrangente tanto da temática da mudança do clima, quanto de eventos externos, caracterizando-se um ponto positivo na explicitação dos problemas enfrentados, e das suas consequências, com os sentidos dos danos sofridos, de ordem ambiental, social e econômica.
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Sustentabilidade dos recursos hídricos no estado de São Paulo: o caso das resoluções

Sustentabilidade dos recursos hídricos no estado de São Paulo: o caso das resoluções

A correlação entre os impactos ambientais e a sustentabilidade em particular dos recursos hídricos existente nestes estudos científicos é bastante evidente: i) meios de vida poderão ser interrompidos por tempestades, inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor; ii) riscos de insegurança alimentar, de falta de água, de perda da produção agrícola e de meios de renda, particularmente dentre as populações de menor renda, e; iii) riscos de perda da biodiversidade de ecossistemas, dentre outras correlações podem ser direta ou indiretamente mencionados.
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Diretrizes para estruturação de plano de segurança de água para eventos extremos: secas e cheias. Estudo de caso da implantação da sala de situação da companhia de gestão dos recursos hídricos do Ceará

Diretrizes para estruturação de plano de segurança de água para eventos extremos: secas e cheias. Estudo de caso da implantação da sala de situação da companhia de gestão dos recursos hídricos do Ceará

Um Plano de Segurança de Água para Eventos Extremos – PSAEE, tem como objetivo a descrição de procedimentos em situações potencialmente criticas devido a ocorrência de eventos climáticos extremos (Secas e Cheias). Prevê o desenvolvendo de ações preventivas e plano de contingência como forma de mitigar os efeitos destes fenômenos. Será desenvolvido em etapas distintas e complementares, visando a antecipação, reconhecimento e avaliação de riscos, a identificação e monitoramento de regiões vulneráveis, a implementação de rede de alerta contra Cheias e Secas. O presente trabalho descreve diretrizes para estruturação de um Plano de Segurança de Água para Eventos Extremos, Cheias e Secas, estruturado em 05 (cinco) etapas; 1. Etapas Preliminares, 2. Diagnóstico do Sistema; 3. Monitoramento Operacional; 4. Planos de Gestão e 5. Validação e Verificação. Como estudo de caso, o trabalho analisou o processo de implantação da Sala de Situação da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará – COGERH, apresentando, também, sugestão de um Plano de Trabalho para a Sala de Situação, a qual servirá de Centro de Gestão de Eventos Extremos Hidrológicos para o Estado do Ceará, Brasil.
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Metodologias estatísticas aplicadas à relação entre eventos climáticos extremos, saúde e desigualdades socioeconómicas na Grande Área Metropolitana do Porto

Metodologias estatísticas aplicadas à relação entre eventos climáticos extremos, saúde e desigualdades socioeconómicas na Grande Área Metropolitana do Porto

A saúde humana é afetada pelos eventos climáticos extremos, como a temperatura chuvas e ventos. Estes acontecimentos têm-se registado por todo o mundo e tendencialmente têm aumentado devido às alterações climáticas. Eventos meteorológicos extremos que têm ocorrido nas últimas décadas, incluindo as ondas de calor de 1995 em Chicago, com centenas de mortes e as ondas de calor do verão de 2003 e 2006 na Europa com milhares de mortes (Skorton, 2011), têm sido responsáveis por um aumento significativo de mortes e doenças. McGlade & Bertollini (2005) falam do exemplo da onda de calor no verão de 2003, em França, que provocou uma health crisis com as autoridades de saúde desprevenidas, notando- se a falta de infra-estruturas e recursos humanos. As pessoas, também em geral, foram surpreendidas e não tinham, por exemplo, ar condicionado nas habitações. Esta crise foi agravada pelo facto de muitos idosos viverem sozinhos e não terem capacidade de se protegerem do tempo quente.
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