Top PDF Gramíneas do cerrado: carboidratos não-estruturais e aspectos ecofisiológicos.

Gramíneas do cerrado: carboidratos não-estruturais e aspectos ecofisiológicos.

Gramíneas do cerrado: carboidratos não-estruturais e aspectos ecofisiológicos.

RESUMO – (Gramíneas do cerrado: carboidratos não-estruturais e aspectos ecofisiológicos). As gramíneas reúnem características que as destacam como grupo evoluído e diversificado de plantas. Possuem desempenho fotossintético eficiente em diversas condições, são eficientes na produção e dispersão de diásporos, possuem sistema radicular fasciculado, além de produzirem estolhos e rizomas. O conjunto destes atributos faz com que gramíneas sejam apropriadas para a recomposição de áreas degradadas, atuando como pioneiras na sucessão ecológica. Se de um modo isto possibilita vantagem na ocupação de áreas em seu habitat original, por outro podem ser atributos que incrementam o grau de invasibilidade de uma espécie em outro ambiente. A composição de carboidratos não-estruturais e a alta produção de biomassa são discutidas visando fornecer subsídios para utilização das vantagens adaptativas das gramíneas em programas de manejo de reservas naturais.
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Acúmulo de biomassa aérea e concentração de nutrientes em Melinis minutiflora P. Beauv. e gramíneas nativas do cerrado.

Acúmulo de biomassa aérea e concentração de nutrientes em Melinis minutiflora P. Beauv. e gramíneas nativas do cerrado.

1996), maior produção de sementes e melhor capacidade de germinação em relação às nativas (Klink 1996). O capim-gordura vem merecendo uma atenção especial devido à sua alta agressividade (Filgueiras 1990), rápida colonização de áreas degradadas (Freitas 1999), e à sua ameaça aos locais destinados à preservação (Pivello et al. 1999). O sucesso desta espécie em invadir diversos ecossistemas, segundo autores como Baruch et al. (1989), deve-se à sua grande capacidade de dispersão. Baruch (1996), estudando os aspectos ecofisiológicos da invasão por gramíneas africanas e os seus impactos na biodiversidade de savanas venezuelanas, observou que, apesar do sucesso das gramíneas exóticas Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf e M. minutiflora frente às nativas, as suas concentrações foliares de nitrogênio e fósforo não diferiram da espécie nativa Trachypogon plumosus (Humb. & Bonpl. ex Willd.) Nees, tanto em savanas de terras altas (férteis), quanto em savanas de terras baixas (inférteis). Bilbao & Medina (1990), comparando a gramínea africana Andropogon gayanus Kunth. e a espécie nativa da Venezuela Paspalum platiculatum Michx, concluiram que a espécie africana foi capaz extrair mais nitrogênio do solo infértil do que a espécie nativa. O fósforo foi o elemento mais limitante em solos nativos. Saraiva et al. (1993) concluíram que potássio e cálcio são os nutrientes mais limitantes para o crescimento de M. minutiflora em latossolos de baixa fertilidade e a toxicidade do alumínio não restringe o seu crescimento.
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Aspectos ecofisiológicos de Sinningia aghensis Chautems em condições de campo.

Aspectos ecofisiológicos de Sinningia aghensis Chautems em condições de campo.

Além da precipitação, variações periódicas da temperatura e umidade da atmosfera podem impor uma forte sazonalidade em importantes funções da planta como o acúmulo e mobilização de carboidratos (Cruz & Moreno 2001, Rosa et al. 2004). No entanto, os valores de temperatura e da umidade relativa do ar da região estudada mostraram-se constantes em 2003, com ligeiro declínio no inverno (fi gura 1). Dessa maneira, estes fatores climáticos não poderiam influenciar signifi cativamente no conteúdo dos carboidratos de S. aghensis fi cando a variação sazonal dos açúcares de baixa massa molecular e do amido sob a infl uência direta das alterações da precipitação que apresentou maiores valores no outono, primavera e verão e, queda acentuada no inverno de 2004 na região da Grande Vitória. Algumas espécies revivescentes quando submetidas à restrição hídrica acumulam amido como parte da estratégia de sobrevivência (Stancato et al. 2001, Kamenetsky et al. 2005). Ao invés de amido, outras espécies tropicais da família Asteraceae (Carvalho & Dietrich 1993, Dias-Tagliacozzo et al. 2004) e Amaranthaceae (Vieira & Figueiredo-Ribeiro) do cerrado acumulam polissacarídeos do tipo frutanos no outono e inverno caracterizado pela restrição hídrica e baixa temperatura.
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Efeito da reidratação nos aspectos ecofisiológicos da Copaifera langsdorffii Desf

Efeito da reidratação nos aspectos ecofisiológicos da Copaifera langsdorffii Desf

A extensa área do Cerrado é ocupada por um complexo vegetacional que inclui diferentes fisionomias, determinadas pela distribuição dos tipos de solo, ação do fogo ou pela combinação de fatores como clima, disponibilidade de água e nutrientes, geomorfologia e topografia, latitudes, pastagem e também o impacto de atividades antrópicas (RIBEIRO; WALTER, 1998). As fisionomias do Cerrado diferem quanto à estrutura e composição florística (COUTINHO, 2002). Coutinho (1978) sugere que, do ponto de vista fisionômico, o Cerrado apresenta dois extremos: o cerradão, fisionomia na qual predomina o componente arbóreo-arbustivo, e o campo limpo, onde há predomínio do componente herbáceo- subarbustivo. As demais fisionomias encontradas - campo sujo, campo cerrado, cerrado (sensu stricto) - podem ser consideradas ecótonos entre o cerradão e o campo limpo. A classificação geral, com base na densidade de indivíduos lenhosos, reconhece então, cinco tipos estruturais de vegetação de cerrado: campo limpo, campo sujo, campo cerrado, cerrado sensu stricto e cerradão de acordo com Coutinho (1978). Já Batalha (2011) sugere alteração nesta nomenclatura anterior baseado na literatura internacional devendo usar o conceito de bioma acuradamente. Propõe que o cerrado sensu lato é formado por três biomas: o campo tropical (campo limpo), a savana (campo sujo, campo cerrado e cerrado sensu stricto) e a floresta estacional (cerradão). O autor ainda inclui os domínios dentro do Cerrado, além do cerrado como tipo vegetacional dominante, há outros tipos vegetacionais, como a floresta ripícola, campo rupícola, floresta estacional semidecídua, floresta estacional decídua, campo úmido, entre outros. Cada um desses tipos vegetacionais tem sua flora característica e daí a razão de distingui-los.
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Carboidratos não estruturais e aspectos anatômicos de plantas herbáceas de campos...

Carboidratos não estruturais e aspectos anatômicos de plantas herbáceas de campos...

Nas espécies vegetais, em geral, alguns de seus órgãos desempenham mais do que uma função em determinadas fases de seu ciclo de vida. Raízes, caules ou folhas passam a acumular substâncias de reserva, ocorrendo uma hipertrofia radial do órgão e, dependendo da sua origem, recebem designações diversas como tubérculo, cormo, pseudobulbo, bulbo, rizóforo, rizoma e raiz tuberosa (FIGUEIREDO-RIBEIRO; CHU; ALMEIDA, 2008). Os órgãos subterrâneos espessados, que são de ocorrência frequente em regiões de cerrado, caatinga e campos rupestres (MENEZES; MÜLLER; SAJO, 1979), apresentam uma complexa natureza estrutural, podendo ter origem de raízes, caules ou de ambos (VILHALVA; APPEZZATO-DA-GLÓRIA, 2006). Nestes ambientes, em determinadas espécies, as partes aéreas comumente parecem ser indivíduos independentes, que muitas vezes estão interligados subterraneamente e, ao se desconectarem da planta de origem, formam clones. A emissão de gemas e a formação de ramos aéreos ocorrem, em geral, devido a uma forte perturbação do ambiente que estimula a preferencialmente gemação radicular ao invés da reprodução por sementes. Fatores como secas prolongadas, queimadas consecutivas e herbivoria limitam o papel das sementes e favorecem a participação das raízes, que se encontram protegidas no interior do substrato e ligadas a um sistema axial profundo, capaz de nutri-las continuamente (RIZZINI; HERINGER, 1966).
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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SOLUÇÕES ESTRUTURAIS EM AÇO PARA TELHADOS COLONIAIS

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SOLUÇÕES ESTRUTURAIS EM AÇO PARA TELHADOS COLONIAIS

Neste trabalho foi realizado um estudo focado na avaliação do desempenho das soluções estruturais em aço visando à aplicação em telhados coloniais. As tipologias estruturais consistem em tesouras metálicas do tipo Howe, Howe simplificada, Pratt e Fink empregadas em coberturas coloniais de duas águas e direcionadas para a arquitetura de pequenos e médios vãos, constituídas por perfis formados a frio. A metodologia adotada levou-se em consideração a variação de características que influencia na resposta estrutural do objeto de estudo como os vãos livres de 06, 08, 10, 12 metros, espaçamentos entre tesouras de 1,50; 2,00 e 3,00 metros e pé direito da edificação de 3,00 metros, comprimento longitudinal da edificação de 12,00 e 18,00 metros. O estudo destas variações de características possibilitou desenvolver 48 modelos estruturais que foram analisados no programa computacional SAP 2000, versão 11. O dimensionamento dos elementos constituintes das tesouras foi realizado em planilhas elaboradas no programa computacional Microsoft Excel, versão 2007, de acordo com as prescrições da norma brasileira para o dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Para avaliar a eficiência do sistema estrutural utilizou-se como parâmetro de avaliação tanto a taxa de consumo de aço e a resposta estrutural quanto ao desempenho das tesouras.
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Composição química de genótipos de cana-de-açúcar em duas idades, para fins de nutrição animal.

Composição química de genótipos de cana-de-açúcar em duas idades, para fins de nutrição animal.

Foi desenvolvido, em 1999/2000, no Instituto de Zootecnia, em Nova Odessa (SP), um experimento para avaliar 60 genótipos de cana-de-açúcar (24 cultivares e 36 clones), para fins de alimentação animal. O experimento foi executado em delineamento de blocos ao acaso, com três repetições. Os genótipos foram amostrados aos 12 e 18 meses de idade. Para todas as características analisadas: porcentagem de matéria seca (%MS); de proteína bruta (%PB); de extrato etéreo (%EE); de matéria mineral (%MM); de carboidratos totais não estruturais (%CTN); de fibra insolúvel em detergente neutro (%FDN); de fibra insolúvel em detergente ácido (%FDA); de celulose (%CEL); de hemicelulose (%HEM); de lignina (%LIG), verificaram-se diferenças entre os genótipos e as idades de corte, com exceção para %EE, que não mostrou diferença entre as idades de corte. Para (%CTN, %NDF, %ADF, %CEL, %HEM e %LIG) foram observadas diferenças dos genótipos nas idades de corte.
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Efeito do fogo anual na mortalidade e no banco de sementes de Andropogon gayanus (Kunth) e Melinis minutiflora (Beauv) no Parque Nacional de Brasília

Efeito do fogo anual na mortalidade e no banco de sementes de Andropogon gayanus (Kunth) e Melinis minutiflora (Beauv) no Parque Nacional de Brasília

Melinis minutiflora e Andropogon gayanus foram introduzidas no território brasileiro acidentalmente, e/ou para fins comerciais de formação de pastagens, espalhando-se por grandes extensões de ecossistemas naturais deslocando espécies nativas, sendo consideradas problemas em Unidades de Conservação (Pivello et al. 1999a, 1999b; Martins et al. 2004; Martins 2006; Zanin 2009)., Filgueiras (1990) e D’Antonio & Vitousek (2002) descrevem a espécie africana M. minutiflora como agressiva (alta produção de biomassa, alta produção de sementes, alta percentagem de sementes viáveis e alto índice de germinação de sementes), o que favorece seu estabelecimento, colonização e expansão sobre o cerrado nativo. Adaptada a solos ácidos e de baixa fertilidade, M. minutiflora é conhecida popularmente como capim-gordura, capim-meloso, capim-catingueiro, capim-melado, capim-gordo e capim-de-frei- luiz (Lorenzi 1991). A propagação da espécie pode ser feita por sementes e de forma vegetativa através de estolões. É uma planta perene, C 4 , atingindo altura
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INDUÇÃO DO PROCESSO DE REGENERAÇÃO DA VEGETAÇÃO DE CERRADO EM ÁREA DE PASTAGEM, ASSIS, SP

INDUÇÃO DO PROCESSO DE REGENERAÇÃO DA VEGETAÇÃO DE CERRADO EM ÁREA DE PASTAGEM, ASSIS, SP

o melhor resultado foi obtido com a aplicação do herbicida de amplo espectro (ação total), que, controlando as gramíneas sem afetar as espécies do cerrado, resultou em densidade 20%[r]

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Caracterização de compostos nutricionais e antinutricionais em taiobas (Xanthosoma Schott)

Caracterização de compostos nutricionais e antinutricionais em taiobas (Xanthosoma Schott)

As culturas tuberosas são de extrema importância para a humanidade como fonte de alimento. As taiobas (Xanthosoma Scott), pertencentes à família Araceae, são utilizadas pelo homem como alimento desde os tempos Pré- Colombianos, e fazem parte da alimentação básica de vários países. Atualmente, os cormos destas espécies são utilizados na alimentação de vários países das Américas, oeste da África e China. No Brasil, o consumo dos cormos é pequeno, sendo a parte aérea da planta a mais apreciada. Foram realizadas análises nutricionais e antinutricionais básicas através de testes clássicos com cormos de algumas espécies de taioba, a fim de avaliar o potencial destas na alimentação humana. As espécies de taioba estudadas foram coletadas e processadas, a fim de obter uma fração aquosa para a detecção de biomoléculas solúveis. Os ensaios realizados visaram quantificar polissacarídeos solúveis, açúcares redutores, proteínas totais e aminoácidos livres, bem como detectar a presença de hematoaglutinantes, inibidores amilolíticos e inibidores proteolíticos. Em amostras de 100 gramas de cormos, os teores de açúcares redutores variaram entre 3,9-9,9 mg de acordo com a espécie; polissacarídeos solúveis oscilaram entre 13,9-45,9 mg; aminoácidos livres variaram entre 111,5-221,3 mg e proteínas totais entre 40-144 mg. Observou-se que nenhuma das amostras apresentou inibidores de amilases ou proteases. As espécies X. atrovirens, X. brasiliense e X. mafaffa apresentaram atividade aglutinante contra sangue do tipo B. Dentre as espécies analisadas, X. sagittifolium, X. violaceum, X. mafaffa e X. dealbatum se mostraram com maior potencial nutricional para consumo, apresentando maior concentração de nutrientes e excelente concentração protéica quando comparadas a outros tipos de culturas de tuberosas, como mandioca, batata, batata doce, cará e inhame, embora o teor de carboidratos seja em alguns casos mais baixo.
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Efeito da temperatura e do tempo no pré-tratamento hidrotérmico do bagaço de malte / Effect of temperature and time on hydrothermal pretreatment of malt bagasse

Efeito da temperatura e do tempo no pré-tratamento hidrotérmico do bagaço de malte / Effect of temperature and time on hydrothermal pretreatment of malt bagasse

A determinação da quantidade de carboidrato estrutural e de lignina solúvel e insolúvel foi feita pela análise dos produtos da hidrolise ácida, adaptado de Gouveia et al. (2009) em triplicata. Em tubos de pressão, foram colocados 0,3g de biomassa (in natura ou pré-tratada) e 3mL de ácido sulfúrico 72%. Os tubos foram colocados a 30°C durante 1 hora e agitados de 10 em 10 minutos. Posteriormente, foram adicionados 84 mL de água deionizada, e colocados em autoclave por 1 hora sob 1 atm de pressão. Retirados da autoclave, foram resfriados e filtrados em cadinhos Gooch. O liquido da filtração foi utilizado para análise em espectrofotômetro e CLAE (Cromatografia Liquida de Alta Eficiência) para quantificação dos carboidratos estruturais, onde se obtiveram as quantidades, em g/L, de glicose, celobiose, xilose, arabinose, ácido acético e hidroximetilfurfural, a partir das quais é possível calcular as porcentagens de celulose e hemicelulose (Equações 1 e 2).
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Beatriz Maria Soares Pontes Doutora em Geografia Humana pela USP (1983) Professora doutora do Departamento de Geografia da UFRN Endereço profissional: Base de Pesquisa Espaço e Poder, sala 404, campus universitário, Centro de Ciências Humanas Letras e Art

Beatriz Maria Soares Pontes Doutora em Geografia Humana pela USP (1983) Professora doutora do Departamento de Geografia da UFRN Endereço profissional: Base de Pesquisa Espaço e Poder, sala 404, campus universitário, Centro de Ciências Humanas Letras e Art

f) Uma análise de unidades de exploração agrícola, em pequena escala, da Suíça e das guberniyas de Vologda, Moscou, Jarkov, Novgorod e Tambov estabeleceu, sem dúvida alguma, que a forç[r]

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Fenologia, aspectos ecofisiológicos e seleção de linhagens em cultivos no mar de...

Fenologia, aspectos ecofisiológicos e seleção de linhagens em cultivos no mar de...

nordeste brasileiro. Devido a sua importância econômica, novos incentivos visando o manejo adequado das populações naturais e a seleção de linhagens mais produtivas para o cultivo em escala comercial dessa espécie são de extrema necessidade. Para atingir esses objetivos, o presente trabalho avaliou primeiramente a fenologia reprodutiva e o tamanho dos indivíduos de uma população natural de G. birdiae localizada na praia de Rio do Fogo, estado do Rio Grande do Norte, Brasil, durante 12 meses. Em seguida, foram investigados aspectos da diversidade intraespecífica de Gracilaria birdiae cultivadas no mar em três profundidades diferentes de cultivo (30, 50 e 80 cm) e
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Coccoloba cereifera Schwacke (Polygonaceae): aspectos ecofisiológicos e reprodutivos

Coccoloba cereifera Schwacke (Polygonaceae): aspectos ecofisiológicos e reprodutivos

Segundo LÜTTGE et al. (1998), em trabalhos com espécies de campo rupestre da Serra do Cipó e cerrado, foi considerado fotoinibição as folhas que apresentaram valores de Fv/Fm inferiores a 0,83 após adaptação ao escuro por 30 minutos. Considerando estes critérios, os dados apresentados por C. cereifera apontam para a presença de fotoinibição na segunda semana, para todos os tratamentos, com recuperação nas semanas seguintes. No tratamento do ES, aponta para outra fotoinibição na quarta semana com recuperação após a re-irrigação (Fig. 12). Os valores inferiores a 0,83 apresentados por C. cereifera na segunda semana podem estar relacionado ao ajuste da planta às condições de EM e ES. Esses resultados estão de acordo com as afirmações de LEMOS-FILHO (2000), que também observou valores de Fv/Fm inferiores a 0,83 para três espécies de cerrado (Annona crassifolia, Eugenia dysenterica e Campomanesia adamantium). Salientando que na estação
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Aspectos ecofisiológicos da germinação, sobrevivência e desenvolvimento inicial de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae)

Aspectos ecofisiológicos da germinação, sobrevivência e desenvolvimento inicial de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae)

Em Psidium guajava uma variação de apenas 5 °C na alternância de temperatura foi suficiente para induzir a germinação das sementes no escuro, mas para a obtenção da porcentagem máxima de germinação (Figliolia et al., 1993) foi necessária uma variação de alternância de 10 °C para escuro e 15 °C sob luz branca (Sugahara & Takaki, 2004). As mudanças na qualidade da luz e alternâncias de temperatura diárias que ocorrem em ambientes abertos como nos cerrados (Eiten, 1972) e em clareiras de florestas tropicais (Raich, 1990) provocam grandes mudanças de temperatura, em amplitudes acima de 10°C (Bazzaz & Pickett, 1980), nas camadas superficiais do solo entre o dia e a noite (Vázquez-Yanes & Orozco- Segovia, 1982). Essa variação provavelmente influencia a germinação de S. camporum sob condições naturais, pois as sementes que permanecem viáveis no solo experimentam essa condição no cerrado.
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Respostas morfogênicas e estruturais de gramíneas tropicais em regime de corte no Nordeste do Brasil

Respostas morfogênicas e estruturais de gramíneas tropicais em regime de corte no Nordeste do Brasil

O capim-buffel é uma forrageira que demonstra maior resistência ao déficit hídrico entre as gramíneas das regiões mais secas (VIEIRA et al., 2001). Possui um sistema radicular profundo e desenvolvido, podendo atingir até 1,5 metros, dependendo da cultivar, rizomas medianamente desenvolvidos, fazendo com que o processo de desidratação seja adiado junto com a manutenção do teor de água, devido a sua capacidade em explorar a água do solo. Possui rápida germinação e estabelecimento, precocidade na produção de sementes e grande capacidade de entrar em dormência no período seco (ARAÚJO FILHO E CARVALHO, 1998).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS CAMILA ÂNGELO JERÔNIMO DOMINGUES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS CAMILA ÂNGELO JERÔNIMO DOMINGUES

A maior resistência à seca, expressa como longevidade foliar, foi influenciada por traços ligados às reservas de água na folha e aos carboidratos não estruturais presentes no caule. Entretanto, os traços que diminuíram a longevidade foliar, ou seja, baixa resistência à seca, estão relacionados à eficiência das trocas gasosas. O investimento em raiz não prolongou a longevidade das folhas, ao contrário do exposto na literatura.

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Carboidratos não estruturais em tubérculos de dois genótipos de batata armazenados em duas temperaturas

Carboidratos não estruturais em tubérculos de dois genótipos de batata armazenados em duas temperaturas

Os teores de açúcares redutores nos tubérculos de plantio de primavera (Fi- gura 2), apresentaram variações simila- res aos dos carboidratos solúveis totais, destacando-se maior efeito da refrige- ração. Contudo, para a região periférica dos tubérculos da cv. Atlantic (Figura 2H), os teores de açúcares redutores apresentaram incrementos constantes de 0 até 30 dias de armazenamento, o mes- mo não aconteceu na região periférica (Figura 2G). Aos 40 dias, os teores de açúcares redutores dos tubérculos da cultivar Pérola (Figura 2E e F) foram maiores na região periférica sob refri- geração, tal fato se repetiu para a cv. Figura 2. Teor de açúcares redutores em tubérculos de batata das cvs Pérola e Atlantic,
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Aspectos estruturais da membrana eritrocitária

Aspectos estruturais da membrana eritrocitária

Casos de malformação congênita com proeminência frontal e alterações periféricas do Sistema Nervoso Central têm sido associados à deficiência de glicosilação do tipo Ig. Esta deficiência compromete a glicosilação da proteína ban- da 3 da superfície da hemácia. Trata-se de uma mutação do gene ALG12 que codifica a dolichol-P-manose do sistema retículo-endoplasmático, o que determina a hipoglicosilação da GPA e alterações estruturais da banda 3. Portanto, o estu- do eletroforético desta proteína em caso de malformação con- gênita pode levar ao diagnóstico. 16
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