Top PDF O gênero Hantzschia Grunow (Nitzschiaceae, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

O gênero Hantzschia Grunow (Nitzschiaceae, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

O gênero Hantzschia Grunow (Nitzschiaceae, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO – (O gênero Hantzschia Grunow (Nitzschiaceae, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil). O estudo do gênero Hantzschia em amostragens realizadas em lagoas, banhados, canal e açudes na Planície Costeira do Rio Grande do Sul (30°40´-30°10´ S e 50°30´-51°30´ W), no outono e primavera de 2003, revelou a presença de um táxon específi co e seis infra-específi cos, a saber: Hantzschia amphioxys (Ehrenberg) Grunow, suas variedades (var. amphioxys e var. vivax Grunow) e forma (f. capitata O. Müller), H. elongata (Hatzsch) Grunow com duas variedades (var. elongata e var. linearis O. Müller), H. virgata (Roper) Grun. e Hantzschia sp. São apresentadas descrições, ilustrações, chave de identi- fi cação e comentários sobre as variações morfológicas e a distribuição dos táxons. Cabe ressaltar a presença de H. elongata var. linearis e Hantzschia sp. como novos registros para o Estado do Rio Grande do Sul.
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O gênero Strombomonas (Euglenophyceae pigmentadas) em ambientes lênticos na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

O gênero Strombomonas (Euglenophyceae pigmentadas) em ambientes lênticos na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO – (O gênero Strombomonas (Euglenophyceae pigmentadas) em ambientes lênticos na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil). São descritos 17 táxons específi cos e infra-específi cos do gênero Strombomonas Defl ., resultado do estudo realizado em ambientes lênticos da Lagoa do Casa- mento e ecossistemas associados (30°03’-30°34’ S e 50°25’-50°47’ W) e ambientes próximos ao Butiazal de Tapes (30º23’-30º38’ S e 51º16’-51°29’ W) na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, com clima subropical. As coletas abrangeram os períodos de outono (maio e junho) e primavera (outubro) de 2003. São novos registros para o estado do Rio Grande do Sul: Strombomonas conspersa (Pascher) Tell & Conf., S. girardiana (Playf.) Defl . var. triondulata Tell & Zaloc., S. maxima (Skortz.) Defl . var. oviformis Shi e S. tuberosa (Skv.) Defl . var. conspersa (Skv.) Defl ., sendo S. maxima var. oviformis e S. tuberosa var. conspersa novos registros para a América do Sul. Strombomonas scabra (Playf.) Tell var. ovata (Playf.) Tell & Conf. e S. verrucosa (Daday) Defl . se distinguiram por suportar ampla variação na temperatura e condutividade da água e S. scabra var. ovata f. minor Tell & Conf. e S. verrucosa (Daday) Defl . por serem os únicos táxons encontrados nas duas áreas. É fornecida a amplitude de pH, temperatura e condutividade elétrica da água em que cada táxon de Strombomonas foi registrado na Planície Costeira e comparação com os de outros ambientes aquáticos do Estado.
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Novos e raros registros de Euglenophyta incolores na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

Novos e raros registros de Euglenophyta incolores na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

Apesar da baixa riqueza, o registro destas algas se reveste de grande importância, visto que, quanto à distri- buição, todos os nove táxons de Euglenophyta incolores são novas citações para a Planície Costeira do Estado e cinco são primeiros registros para o Brasil: Cyclidiopsis acus, Entosiphon polyaulax, Gyropaigne kosmos, Menoidium tortuosum var. playfairii e Rhabdomonas mirabilis e ainda, Menoidium gracile, Menoidium obtusum e Menoidium pellucidum são novas citações para o Rio Grande do Sul. O estudo também amplia o conhecimento da distribuição das Euglenophyta incolores para a região subtropical do país. A Lagoa do Casamento e seus ecossistemas associados estão localizados próximos da bacia Hidrográfi ca do Lago Guaíba que abrange o maior contingente populacional e con- centração de atividade econômicas do Estado. A contribuição antrópica nesta área e a conectividade das lagoas pode ser a provável explicação para maior riqueza de Euglenophyta incolores nestes ecossistemas do que nos verifi cados na
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Composição florística das formações vegetais sobre uma turfeira topotrófica da planície costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

Composição florística das formações vegetais sobre uma turfeira topotrófica da planície costeira do Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO – (Composição florística das formações vegetais sobre uma turfeira topotrófica da planície costeira do Rio Grande do Sul, Brasil). Turfeiras topotróficas caracterizam-se como corpos de águas rasas, permanente ou periodicamente alagados por água do lençol freático, percolada através do solo inorgânico das terras altas adjacentes à depressão central da turfeira. Possuem solos orgânicos e a cobertura vegetal é dominanda por fanerógamas aquáticas emergentes. Este estudo visou o levantamento da diversidade específica e caracterização das principais formações vegetais ao longo de duas transecções de 200m em uma turfeira topotrófica na localidade de Domingos Petrolini (Rio Grande, RS). Em março/1998, o total de 48 espécies vegetais (30 famílias) foram encontradas nas 40 parcelas de 5m × 2m observadas nas duas transecções efetuadas. Cerca de 56% das espécies eram plantas aquáticas herbáceas (submersas, flutuantes ou emergentes) e apenas 10% arbustos ou árvores. Sete espécies dominaram a cobertura vegetal (Eupatorium tremulum, Eryngium pandanifolium, Blechnum brasiliense, Rhynchospora sp., Xyris jupicai, Utricularia gibba e Cladium jamaicense). Quatro formações vegetais tipicamente distribuídas em relação à topografia e à distância do lençol freático foram caracterizadas: (1) banhados do capim-navalha Cladium jamaicense, drenados apenas no verão, ocupam a depressão central da turfeira (DCT); (2) planos médios de Gravatás/Caraguatás (Eryngium pandanifolium) associados a samambaia Blechnum brasiliense (+0,5 a +1,5m da DCT); (3) bosques marginais de arbustos palustres (+1 a +3m da DCT) são dominados por Eupatorium tremulum; e (4) campos de turfa recobertos por ciperáceas de pequeno porte, gramas boiadeiras e botões-de-ouro (Xyris jupicai) ocupam a borda do afloramento da turfa (+3 a +4m da DCT).
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Euglenophyceae de ambientes lênticos na planície costeira do Rio Grande do Sul, Sul do Brasil: gêneros Euglena Ehr. e Lepocinclis Perty.

Euglenophyceae de ambientes lênticos na planície costeira do Rio Grande do Sul, Sul do Brasil: gêneros Euglena Ehr. e Lepocinclis Perty.

RESUMO – (Euglenophyceae de ambientes lênticos na planície costeira do Rio Grande do Sul, Sul do Brasil: gêneros Euglena Ehr. e Lepocinclis Perty). São apresentados 28 táxons específicos e infra-específicos dos gêneros Euglena Ehr. e Lepocinclis Perty como resultado do estudo do fitoplâncton e perifíton em ambientes lênticos (lagoas, açude e banhados) da Lagoa do Casamento e ecossistemas associados (30°03’- 30°34’S e 50°25’- 50°47’W) e ecossistemas próximos ao Butiazal de Tapes (30º23’- 30º38’S e 51º16’- 51°29’W) na planície costeira do Rio Grande do Sul. As coletas abrangeram as estações de outono e primavera de 2003. As áreas úmidas (banhados) associadas à Lagoa do Casamento na primavera de 2003 apresentaram maior riqueza específica destes dois gêneros. Lepocinclis salina Fritsch var. salina foi a espécie que se distinguiu quanto a distribuição por ter ocorrido em 41,2% do total de amostras analisadas. São novos registros para o estado do Rio Grande do Sul e país, L. playfairiana Defl. var. playfairiana e L. boseensis Xie, Qiu & Ling.
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O gênero Phacus (Euglenophyceae) em sistemas lênticos da Planície Costeira do Rio Grande do Sul, sul do Brasil.

O gênero Phacus (Euglenophyceae) em sistemas lênticos da Planície Costeira do Rio Grande do Sul, sul do Brasil.

RESUMO – (O gênero Phacus (Euglenophyceae) em sistemas lênticos da Planície Costeira do Rio Grande do Sul, sul do Brasil). O levantamento do gênero Phacus Duj. (Euglenophyceae pigmentadas) desenvolvido em duas áreas localizadas na porção norte da Laguna dos Patos: a Lagoa do Casamento e ambientes associados (30°03’- 30°34’S e 50°25’- 50°47’W) e ecossistemas próximos ao Butiazal de Tapes (30º23’- 30º38’S e 51º16’- 51°29’W), resultou na identificação de 37 táxons específicos e infra-espécificos deste gênero. O estudo visou diminuir a lacuna do conhecimento de Phacus na Planície Costeira do Rio Grande do Sul. O clima local é subtropical úmido. As coletas de rede foram realizadas no outono e inverno e primavera/2003 nas margens de lagoas, banhados, alagado e açude. Dentre os táxons identificados nove são novas citações para o Estado e ainda, Phacus agilis Skuja var. inversa Bour., Phacus asymetricus Sokoloff, Phacus elegans Pochm., Phacus orbicularis Hübner f. communis Pop. e Phacus rostafinskii Drez. são novos registros para o Brasil. Todos os táxons são acompanhados das amplitudes máximas e mínimas de temperatura do ar e da água, pH e condutividade elétrica em que cada táxon ocorreu na área de estudo.
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Eunotiaceae (Eunotiales, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Sul do Brasil.

Eunotiaceae (Eunotiales, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Sul do Brasil.

RESUMO – (Eunotiaceae (Eunotiales, Bacillariophyta) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Sul do Brasil). O estudo da família Eunotiaceae em diferentes ambientes (lagoas, banhados e açude) na Planície Costeira do Rio Grande do Sul foi realizado no outono e primavera de 2003. Foram identiicados 26 táxons especíicos e infra-especíicos, um pertencente ao gênero Actinella e 25 a Eunotia. A maior riqueza de espécies de Eunotia foi registrada nos banhados, onde a vegetação marginal foi mais abundante e as águas mais ácidas (pH 4,3 e 5,4). Eunotia bilunaris (Ehr.) Souza, E. tridentula Ehr. var. tridentula, E. vumbae Choln., E. yberai Freng. e E. zygodon Ehr. tratam-se de primeiras citações para a Planície Costeira do sul do Brasil. As espécies são descritas, comentadas e ilustradas em microscopio óptico (MO) e/ou em microscópio eletrônico de varredura (MEV).
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Pequenos mamíferos não-voadores (Didelphimorphia, Rodentia) em dois fragmentos de mata de restinga de Rio Grande, planície costeira do Rio Grande do Sul.

Pequenos mamíferos não-voadores (Didelphimorphia, Rodentia) em dois fragmentos de mata de restinga de Rio Grande, planície costeira do Rio Grande do Sul.

Estudos sobre comunidades de pequenos mamíferos não-voadores em formações florestais originais do Rio Grande do Sul são escassos, sendo conduzidos em fisionomias como Floresta de Araucária (Floresta Ombrófila Mista) (Cademartori et al. 2002, 2004, Dalmagro & Vieira 2005, Iob & Vieira 2008), ecótono Campo-Floresta de Araucária (Pedó 2005), Floresta Atlântica sensu strictu (Floresta Ombrófila Densa) (Horn 2005) e matas de restinga (Oliveira 1985, Langone 2007). Paralelamente a escassez de informações, observa-se a gradual perda e descaracterização dos ecossistemas florestais no Estado, uma vez que menos de 5% da cobertura original de Mata Atlântica permanecem como fragmentos florestais, enquanto que pouco é conhecido sobre os remanescentes de mata de restinga no Bioma Pampa (Conservation International do Brasil et al. 2000). Em relação às matas de restinga, os processos de restabelecimento da cobertura vegetação original após distúrbios são ainda dificultados devido a características abióticas extremas (escassez de nutrientes e água, excesso de luz, mobilidade das dunas) e a diversificação das comunidades vegetais (Scherer et al. 2007). Frente a isso, o presente trabalho apresenta a composição e riqueza de espécies de pequenos mamíferos não-voadores (Didelphimorphia, Rodentia) em dois fragmentos de mata de restinga (mata palustre e mata arenosa ciliar) na região sul da Planície Costeira do Estado do Rio Grande do Sul.
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Epífitos vasculares sobre espécimes de Ficus organensis isoladas no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul: padrões de abundância e distribuição.

Epífitos vasculares sobre espécimes de Ficus organensis isoladas no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul: padrões de abundância e distribuição.

conferindo-lhes a capacidade de colonizar rapidamente os forófitos jovens. Estas espécies mantêm-se como dominantes na comunidade mesmo nas árvores maiores. A ocorrência de poucas espécies com grandes valores de importância e de muitas com valores baixos espécies também foi registrada em outros levantamentos da flora epifítica vascular na região litorânea do sul do Brasil (Waechter 1992, 1998b; Kersten & Silva 2001). Em Microgramma vacciniifolia, o rizoma reptante estende-se sobre os fustes e ramos, permitindo a ocupação de extensas áreas das copas das árvores (Dislich & Mantovani 1998; Waechter 1998b; Kersten & Silva 2001). Tillandsia aeranthos e T. usneoides são espécies heliófilas e que apresentam uma intensa reprodução clonal, principalmente a última espécie (Reitz 1983). Rhipsalis teres é a única espécie pioneira com
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Aspectos florísticos e ecológicos de epífitos vasculares sobre figueiras isoladas no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul.

Aspectos florísticos e ecológicos de epífitos vasculares sobre figueiras isoladas no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul.

RESUMO – (Aspectos florísticos e ecológicos de epífitos vasculares sobre figueiras isoladas no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul). Estudos com epífitos vasculares no Brasil normalmente não consideram árvores isoladas em áreas antropizadas, as quais permitem o estabelecimento e preservação de uma porção representativa da flora epifítica original. Neste trabalho, enfoca-se a composição florística dos epífitos vasculares em espécimes isolados de Ficus organensis (Miq.) Miq. no norte da planície costeira do Rio Grande do Sul. A área de estudo fica situada no entorno da cidade de Terra de Areia (29°35’ S e 50°04’ W), com clima subtropical úmido (Cfa). Sessenta árvores foram inventariadas. Foram encontradas 77 espécies, 33 gêneros e 10 famílias. A família Orchidaceae e o gênero Tillandsia L. apresentaram os maiores números de espécies. A categoria ecológica mais diversificada foi a dos holoepífitos, com 69 espécies, a maioria delas apresentando a suculência como adaptação para o estresse hídrico. A proporção de espécies anemocóricas (51) foi praticamente o dobro das zoocóricas (26). A percentagem das espécies epifíticas, em relação à flora epifítica regional, foi de 30,8%. A proporção de Orchidaceae foi relativamente menor, provavelmente devido a maiores exigências em relação aos hábitats florestais originais. A família com maior importância fisionômica foi Bromeliaceae. O predomínio das espécies anemocóricas sobre as zoocóricas, nas árvores amostradas, é menor do que em áreas com florestas preservadas.
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Práticas em geociências: roteiro de campo para compreender a evolução costeira no Rio Grande do Sul, Brasil

Práticas em geociências: roteiro de campo para compreender a evolução costeira no Rio Grande do Sul, Brasil

Considerando o exposto acima, esta pesqui- sa tem a finalidade de contribuir e estimular os educadores a adotarem novos exercícios didáti- cos, empregando atividades práticas de campo na Planície Costeira do Rio Grande do Sul (PCRS). Este ambiente configura-se como um excelente local de aprendizado, sendo uma das poucas pla- nícies costeiras no mundo onde se podem visua- lizar os registros sedimentares das últimas quatro flutuações do nível do mar causadas por eventos glacio/eustáticos do Período Quaternário (1,8 Ma A.P. - antes do presente) (Tessler & Goya 2005). O Período Quaternário, o mais recente da história da terra, é também conhecido como idade do gelo, pela forte influência sobre o meio ambiente das diver- sas glaciações que teriam ocorrido nesse intervalo de tempo (Souza 2005). Durante este período, no entanto, os registros indicam pelo menos dezesseis glaciações, com duração media de 10.000 anos, intercalados com épocas quentes (interglaciais), com duração aproximada de 20.000 anos (Salgado- -Labouriau 1994, apud Neto & Nery 2005).
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Sinopse da família Cyperaceae em uma área do extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil.

Sinopse da família Cyperaceae em uma área do extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil.

Endêmica da planície costeira do Rio Grande do Sul (Trevisan & Boldrini 2008) caracteriza-se pelos escapos não septados, rizomas sublenhosos, espiguetas palhetes, com glumas de ápice emarginado, sendo a inferior estéril, cartilaginosa, ultrapassando, em comprimento, as demais, pelo aquênio trígono, palhete, e pela ausência de cerdas hipóginas. Ocorre em áreas ajardinadas, banhados, campos antropizados e naturais, dunas, lagos e monocultivos de exóticas arbóreas. Floração e frutificação de setembro a maio, com ápice de novembro a março. (Ilustração: Trevisan & Boldrini 2008).
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I - Complexos Regionais de Segurança e a América do Sul

I - Complexos Regionais de Segurança e a América do Sul

Quanto à diferenciação entre Cone Sul (regime de segurança) e Andes (‘formação de conflito’), regiões que chegam a ser tratados por Buzan & Wæver (2003:320-339) como dois sub-complexos de segurança claramente delimitados, o final do contencioso Equador-Peru após a guerra do Cenepa em 1995 deixa apenas a guerra civil da Colômbia para dar substância a esta diferenciação. Os indicadores sociais e a estabilidade política dificilmente poderiam autorizá-la, especialmente depois do colapso argentino em 2001 (ou da atual crise política no Brasil) e da dificuldade de classificação do Paraguai neste contexto. Mesmo o conflito colombiano, independentemente do sucesso ou fracasso das políticas de defesa e segurança de Uribe, hoje dificilmente corresponde à imagem tão corrente a poucos anos atrás, de um conflito de facto regionalizado por diversos mecanismos de spill-over.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM CIÊNCIA POLÍTICA DISSERTAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM CIÊNCIA POLÍTICA DISSERTAÇÃO

Quanto à distribuição da população, a América do Sul é um continente vastamente subpovoado. Observando-se a densidade demográfica da região constata-se que ela é significativa no litoral, tanto no Atlântico, quanto no Pacífico. Por outro lado, o mapa da região apresenta grandes vazios demográficos, o que torna imprescindível para seu desenvolvimento, uma grande obra de infra-estrutura. Comparando a densidade energética, densidade demográfica e energia por habitante, com alguns países europeus e com os Estado Unidos, mesmo com todas as ressalvas que devem ser observadas, como por exemplo, densidade populacional, tamanho do país, temperaturas médias, estrutura econômica e fontes de energia local, podem-se verificar o grau de dificuldade em que se situa a América do Sul (Tab. 7). A energia per capita na região se comparada com outras regiões é baixa, bem como a energia por quilômetro quadrado, e nesse caso, a situação é bem mais grave. Encontra-se uma diferença menor, em relação a esses países na Venezuela, muito em função da sua produção de petróleo. Isso significa que é preciso fazer muito nessa área, para estabelecer efetivamente um desenvolvimento da região. Quando comparada à evolução da intensidade energética 10 da América Latina e Caribe, observa-se que existe uma correlação forte desse índice com o crescimento econômico, ou seja, decisivamente o desenvolvimento da região depende muito da sua matriz energética.
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Nacionalização Boliviana e Desafios da América do Sul

Nacionalização Boliviana e Desafios da América do Sul

A reação no Brasil ao decreto boliviano de nacionalização dos hidrocarbonetos foi sintomática dos desafios atuais da integração na América do Sul. Grande parte da mídia, dos políticos da oposição e de comentaristas (tanto acadêmicos como diplomatas aposentados) exigiu uma reação dura e de defesa intransigente dos interesses comerciais e financeiros do “Brasil”. Alguns mais exaltados só faltaram pedir a invasão militar da Bolívia para iniciar de uma vez a excisão do “populismo”. Descontadas as hipocrisias e ignorâncias óbvias, algumas questões deixadas em aberto pelo episódio demandam um comentário mais detido. Em primeiro lugar, sobre o papel da Petrobras na política brasileira para a região. Em segundo lugar, sobre a própria política brasileira para a região, uma vez que o projeto de construção da Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA) enfrenta problemas políticos evidentes.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DO MAR CURSO DE OCEANOGRAFIA KARINA PINHEIRO GURGEL FREIRE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DO MAR CURSO DE OCEANOGRAFIA KARINA PINHEIRO GURGEL FREIRE

As unidades associadas às dunas móveis e fixas, se encontraram sobrepostas aos eolianitos verificando-se a atual tendência de fixação das dunas móveis. Segundo Claudino Sales (2002), no estado do Ceará as “dunas fixas’’ ocorrem ao longo de toda a extensão costeira, incluindo tanto paleodunas parabólicas, quanto depósitos de formas indefinidas estabilizados por vegetação costeira. Meireles et al. (2005) afirmam que a fixação dessas dunas está relacionada aos eventos transgressivos associados à elevação da umidade, que causam a inversão das condições climáticas presentes nos eventos regressivos, induzindo a fixação de dunas, seja pela edafização, seja pela formação de eolianitos.
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Secessão Boliviana: Um Estudo de Caso sobre Conflito Regional Fernando Dall' Onder Sebben

Secessão Boliviana: Um Estudo de Caso sobre Conflito Regional Fernando Dall' Onder Sebben

na Bolívia, embarcando em uma guerra sul-americana, resta ao Brasil e à Argentina a condição de árbitros do conflito boliviano. Existem razões para que colombianos e chilenos acreditem contar com apoio norte-americano: a retórica anti-americana de Evo e de Chávez, os processos de nacionalização e a proximidade de ambos com Cuba. Todavia, nunca uma gota de petróleo venezuelano deixou de seguir seu destino para a América em virtude da troca de palavras ásperas entre representantes desses países; tampouco ocorreu lesão à Constituição ou à ordem jurídica interna desses países; falta um pretexto visível para a opinião publica americana capaz de justificar uma ação militar, como havia na Bósnia ou no Kosovo. Ademais, o esquema estratégico americano está bastante esticado: já conta com dificuldades no Iraque e no Afeganistão, tendo ainda na agenda Irã e Paquistão. Parece, pois, de todo improvável que a secessão tenha o aval dos Estados Unidos. Afinal, o processo decisório para uma operação encoberta pode ficar estrito ao Executivo, mas enviar tropas ao exterior ainda demanda a autorização do Congresso, o que Bush dificilmente obteria nas atuais circunstâncias.
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A Guerra do Chaco

A Guerra do Chaco

afigurava, sem sequer uma saída para a Bacia do Prata. Em realidade, a Bolívia não tanto se beneficiara com o boom dos nitratos, quando entre 1866 e 1879 explorava juntamente com o Chile as jazidas de salitre, e os portos de Tocopilla, Antofagasta e Cobija, perdidos durante a Guerra do Pacífico, pouco lhe serviram, dado que ela não dispunha de grandes excedentes para exportação. Mas o fato foi que seu interesse no Chaco e em obter uma saída para o rio Paraguai recresceu, a partir de 1879, depois do laudo arbitral do Presidente Hayes e coincidentemente com a ocupação da costa do Pacífico pelo Chile. Naquele ano, o Presidente Narciso Campero, em carta ao Imperador Pedro II, pleiteou a devolução das margens do Alto Paraguai, cedidas ao Brasil por Melgarejo, sob o argumento de que o Tratado de 1867 contrariava os “claros desígnios de la Providencia”, ao impedir que a população da Bolívia acesso ao rio tivesse e a privar, assim, de “un órgano respiratorio que le ha concedido la voluntad del Supremo Hacedor” 69 . Ao mesmo
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O gênero Chaptalia (Asteraceae, Mutisieae) no Rio Grande do Sul, Brasil.

O gênero Chaptalia (Asteraceae, Mutisieae) no Rio Grande do Sul, Brasil.

Material adicional seleccionado: ARGENTINA. BUENOS AIRES: Part. General Pueyrredón, Sierra de los Padres, 18.II.1953, fl., Gautier 25 (LP). CÓRDOBA: Dep. Punilla. Sierra Grande, Copina, 29.XII.1935, fl., A. Burkart 7543 (SI). CORRIENTES: Dep. Monte Caseros, Monte Caseros, 20.VIII.1950, fr., E. Nicora 5379 (LP). ENTRE RÍOS: Dep.. Concordia, Pedernal, III.1934, fr., Friedman 364 (LP). SAN LUIS: Dep. Ayacucho, Sololosta, 24.I.1934, fr., Pastore 6652 (SI). BRASIL. PARANÁ: campo de Capinare, auf der Serra Geral, II.1891, fl., Ule 1820 (GH). SANTA CATARINA: Bom Retiro, 26.I.1957, fl., L. Smith & R. Reitz 10483 (LP). URUGUAY. CANELONES: Canelones, V.1926, fr., Herter 195A (LP). FLORES: Río Yí y arroyo Marincho, 13.IV.1937, fr., B. Rosengurtt B1503 (LP). MALDONADO: Cerro Pan de Azúcar, 18.V.1937, B. Rosengurtt B1836 (LP). SORIANO: Juan Jackson, estancia “Monzón-Heber”, IV.1943, fr., Gallinal et al. PE-4235 (LP).
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