Top PDF USO DE IMAGENS ESPORTIVAS NO ENSINO DE MECÂNICA: UMA ANÁLISE NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

USO DE IMAGENS ESPORTIVAS NO ENSINO DE MECÂNICA: UMA ANÁLISE NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

USO DE IMAGENS ESPORTIVAS NO ENSINO DE MECÂNICA: UMA ANÁLISE NOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

O livro didático continua sendo uma das ferramentas didáticas mais utilizadas no contexto escolar, por desempenhar diversas funções no processo de ensinar e aprender, como, por exemplo, apresentar os conceitos a serem estudados de forma organizada e estruturada. Nesse contexto, faz-se importante analisar as características das imagens apresentadas por essas obras, uma vez que elas podem atuar como facilitadoras e potencializadoras da aprendizagem, mas, ao mesmo tempo, como um obstáculo à compreensão dos conteúdos. Seu uso exagerado, ou, mesmo, a falta de clareza dessas imagens pode prejudicar a aprendizagem. O esporte, por sua vez, faz parte do cotidiano da maioria das pessoas, é considerado um elemento que desperta um fascínio incontestável (Santiago, 2009) e se apresenta com uma das formas de estabelecer a relação entre o que se estuda em sala de aula e o mundo vivencial dos estudantes. Assim, a inserção de imagens esportivas nos LD, desde que feitas com cautela, pode auxiliar na contextualização dos conteúdos de Mecânica abordados nas aulas de Física do ensino médio.
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Imagens em materiais didáticos impressos para o ensino de Física num curso de Licenciatura semipresencial

Imagens em materiais didáticos impressos para o ensino de Física num curso de Licenciatura semipresencial

Os que examinavam a imagem em livros didáticos destinados ao Ensino Superior somaram 4 artigos, dos quais 2 também se referiam ao seu uso no Ensino Médio. Três se situavam no campo de estudos da cognição e 1 no da didática. Um dos artigos (Aguilar; Maturano, 2007) utiliza imagens retiradas de livros didáticos para investigar concepções alternativas de estudantes dos cursos de Licenciatura em Astronomia e Geofísica acerca do movimento de projéteis próximos à superfície da Terra. Otero, Moreira e Greca (2002) analisaram como as imagens são usadas em 41 livros de Física (10 universitários) de acordo com categorias originadas do exame dos livros. Peduzzi (1999) apresenta um conjunto de imagens retiradas, a maioria, da Internet e empregadas na complementação de um texto de Mecânica, tendo em vista seu potencial para o aprendizado.
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AS RADIAÇÕES NA MEDICINA: O QUE DIZEM LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO?

AS RADIAÇÕES NA MEDICINA: O QUE DIZEM LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO?

Ao afirmarmos algo estamos dificultando e até mesmo interditando a possibilidade de produção de outros sentidos. Similarmente, a presença de determinada informação em um livro didático, estando ela correta ou não, tende a interditar a produção de sentidos incoerentes com essa informação. Dessa forma, a produção de sentidos que guardam coerência com aqueles que são aceitos pela ciência pode ser prejudicada caso haja informações incorretas nos livros – item que foi alvo de nossas análises. Paralelamente a isso, pautados na ideia de que os “não-ditos” acabam possibilitando sentidos que poderiam ser interditados (tentativamente) por meio do uso de palavras ou frases, a partir de indícios obtidos na materialidade dos livros, procuramos analisar de que forma certos espaços deixados pelo silêncio poderiam ser preenchidos a fim de tentar evitar a produção de sentidos que fugissem dos que guardam coerência com aqueles que são aceitos pela ciência no escopo do uso das radiações na Medicina. Em conjunto, os dois itens que acabamos de mencionar compõem o foco de análise que denominamos acurácia e detalhamento conceitual. De fato, segundo Martins (2006), juntamente com as avaliações dos livros realizadas de forma oficial, trabalhos desenvolvidos por pesquisadores do campo educacional, ao apontarem equívocos e/ou imprecisões conceituais, têm contribuído para o aperfeiçoamento desses materiais.
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O Ensino de Acústica nos livros didáticos de Física recomendados pelo PNLEM: análise das ligações entre a física e o mundo do som eda música

O Ensino de Acústica nos livros didáticos de Física recomendados pelo PNLEM: análise das ligações entre a física e o mundo do som eda música

No que diz respeito ao uso da história da ciência, há apenas dois „links‟. Tais inserções históricas, contudo, servem apenas como ilustrações, „links‟ factuais que buscam muito mais mos trar „curiosidades‟ que pouco contribuem para uma aprendizagem crítica. A primeira diz respeito à medição da velocidade do som realizada por cientistas do século XVII, na qual os autores afirmam que foi utilizado um canhão como fonte sonora e que este se encontrava a uma distância de 20 km de quem mediu o tempo em que o som do tiro do canhão percorreu a citada distância. Contudo, segundo Lindsay [14, p. 635], tal experimento com o canhão só foi realizado em 1738 (século XVIII e não XVII), provavelmente, sob a direção da academia de ciências de Paris, tendo encontrado o valor de 332 m/s para a velocidade do som naquelas condições atmosféricas. A segunda inserção aparece como um quadro à parte do texto principal que traz um breve comentário sobre Alexander Graham Bell, no qual os autores afirmam que era um cientista inglês, quando, na verdade, Bell nasceu em Edimburgo, Escócia 3 , a 3 de março de 1847. É interessante frisar que tal deslize está presente desde a edição de 1993.
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LIVROS DIDÁTICOS EM PUBLICAÇÕES NA ÁREA DE ENSINO: CONTRIBUIÇÕES PARA ANÁLISE E ESCOLHA

LIVROS DIDÁTICOS EM PUBLICAÇÕES NA ÁREA DE ENSINO: CONTRIBUIÇÕES PARA ANÁLISE E ESCOLHA

A partir da consolidação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) cabe aos professores escolher as obras didáticas que serão utilizadas nas escolas. No entanto, esse processo de escolha tem apresentado problemas e estudos apontam escolhas pouco criteriosas por parte dos professores. O presente trabalho busca analisar as publicações sobre Livros Didáticos (LD) em periódicos e eventos da área de Ensino de Ciências e de Física do país e caracterizar estes trabalhos com intuito de identificar subsídios que auxiliem professores na escolha do LD. Os resultados apontam uma predominância de trabalhos sobre aspectos conceituais e sobre diagnósticos da situação de análise, escolha e uso, enquanto são poucas as proposições e discussões sobre ações que possam contribuir efetivamente para aperfeiçoar esses processos.
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Objetos educacionais virtuais no ensino de Física: análise de uma coleção de livros didáticos

Objetos educacionais virtuais no ensino de Física: análise de uma coleção de livros didáticos

As inovações no ensino de Ciências destacaram-se principalmente a partir da década de 1950 com o desenvolvimento de vários projetos norte-americanos sediados em importantes universidades e institutos de pesquisa, dos quais alguns se estenderam ao Brasil, com foco na experimentação e utilização de materiais didáticos específicos. Com a estruturação da área de pesquisa em Educação em Ciências, ampliou-se a necessidade de novos estudos e reflexões para a melhoria da aprendizagem, surgindo várias vertentes como concepções alternativas, história e filosofia da ciência, uso dos modelos mentais, resolução de problemas, dentre outros. Atualmente, com advento tecnológico e da internet, os objetos educacionais virtuais (OEV) têm se constituído em foco de investigação de muitos grupos de pesquisa.
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O potencial das narrativas como recurso para o ensino de ciências: uma análise em livros didáticos de Física.

O potencial das narrativas como recurso para o ensino de ciências: uma análise em livros didáticos de Física.

Norris et al. (2005) descrevem a narrativa como importante ferramenta para a Educa- ção em Ciências, destacando seu potencial para organizar a apresentação dos conteúdos, faci- litar a memorização e a compreensão, e aumentar o interesse dos alunos. Doll Jr. (1997, p. 185), afirma que “o diálogo é a condição si ne qua non de todo o processo”. Mais adiante, completa: “O modo narrativo requer interpretação. Uma boa estória desafia o leitor a interpretar, a iniciar um diálogo com o texto. Numa boa estória existe exatamente a quantidade suficiente de inde- terminação para incitar o leitor ao diálogo”. Ao criticar a “ênfase excessiva no conteúdo que [...] limita o estudo de componentes tais como a natureza da ciência, o papel da evidência científica e as maneiras pelas quais os cientistas justificam seu conhecimento”, Millar e Osbor- ne (1998) defendem a idéia de que a educação científica deveria fazer uso muito maior de uma das mais potentes e penetrantes maneiras de se comunicar idéias: a forma narrativa. Além disso, afirmam que os currículos de Ciências deveriam ser estruturados tomando-se por base um conjunto de estórias que explicam e descrevem como o mundo funciona.
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ANÁLISE DE CONTEÚDOS DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE SÃO LUÍS-MA.

ANÁLISE DE CONTEÚDOS DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE SÃO LUÍS-MA.

AC não deve está voltada apenas para a compreensão da Ciência e Tecnologia, mas deveria proporcionar informações sobre os avanços científicos que atingem a sociedade negativamente, por exemplo, o buraco na camada de ozônio, o aquecimento global e a manipulação de código genético, além de levar os cidadãos a refletirem sobe o efeito das armas de destruição massiva, entre outros. Precisamos considerar que somos atores sociais e que constantemente somos afetados pelas possíveis consequências das implicações de determinadas tecnologias e que muitas vezes não podemos evitar seus impactos. Mas, é preciso protestar, assim como os próprios consumidores de produtos tecnológicos protestam pela regulação e pelo uso das tecnologias, bem como outros interessados conscientes que veem na tecnologia um risco a seus princípios ideológicos, como também os ecologistas e ONGs e outros estudiosos que avaliam os riscos das áreas que dominam. Ou seja, toda sociedade deve ser capaz de avaliar e tomar decisões (PINHEIRO; SILVEIRA; BAZZO, 2007). O que nos faz pensar acerca de como tem sido o papel do Ensino de Física no ensino médio, já que uma boa parte dos estudantes aprendem estes conhecimentos de forma descontextualizada do seu meio, utilizando o conhecimento científico apenas nas avaliações internas das escolas ou nos exames vestibulares como meio para adentrarem no ensino superior.
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ANÁLISE DOS CONTEÚDOS DE FÍSICA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL APROVADOS PELO PNLD 2017

ANÁLISE DOS CONTEÚDOS DE FÍSICA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL APROVADOS PELO PNLD 2017

Este trabalho teve como objetivo analisar e categorizar os 13 livros didáticos de Ciências do nono ano do Ensino Fundamental aprovados pelo PNLD 2017. Esta análise busca compreender como os estudantes são apresentados à Física no último ano do Ensino Fundamental e como os conteúdos da disciplina são distribuídos em um livro. As obras analisadas foram avaliadas com base em quatro categorias utilizadas na literatura e na legislação vigente no país. A análise e a categorização dos livros evidenciaram aspectos positivos, tais como o fato de que a quantidade dos conteúdos de Física é semelhante à quantidade de conteúdos de Química. Como aspectos negativos, alguns conteúdos de Física não são abordados ou sequer são menciona- dos, enquanto outros são discutidos exageradamente, em especial a Cinemática. Como é no Ensino Fundamental que a Física é apresentada e a relação do aluno com a disciplina pode ser forjada, acreditamos que é preciso adotar um cuidado especial na escolha de um livro didático. Além disso, observa-se que a quantidade de conteúdos de Física Mecânica nos anos finais do Ensino Fundamental é muito grande, e que todos os conteúdos da Física, incluindo a Física Moderna e Contemporânea, deveriam ser abordados.
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A QUÍMICA EM LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO IMAGÉTICO

A QUÍMICA EM LIVROS DIDÁTICOS PARA O ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO IMAGÉTICO

Portanto, adotamos o conceito de imagem como texto que constitui e constrói sentidos a partir de sua própria gramática (KRESS e VAN LEEUWEN, 2006), entendendo por multimodalidade a combinação de diversos códigos semióticos em interação para a realização de significados (KRESS; van LEEUWEN, 2006; OLIVEIRA, 2006; ALMEIDA, 2008), e que a imagem, como código visual “é linguagem constituindo diálogo com outras linguagens” (RAMOS e PANOZZO, 2004, p. 3). Gouvêa e Martins (2001) consideram que as imagens, além de curiosidade e motivação, têm um conjunto de funções nos LD, tais como formas de leituras, demonstrações, descrição de fenômenos, estabelecimento de padrões etc. Além disso, Vidal e Rezende Filho (2009) consideram o uso de imagens fundamental para as práticas educativas, no processo de ensino e aprendizagem e, por isso, têm-se constituído objetos de estudos de pesquisas em periódicos e eventos da área de ensino.
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Análise das imagens de história da vida em livros didáticos de biologia do ensino médio

Análise das imagens de história da vida em livros didáticos de biologia do ensino médio

O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas deve possibilitar aos licenciandos a compreensão de como a vida se organizou durante o tempo, implicando na compreensão dos mecanismos evolutivos como eixo integrador da formação inicial docente. Diante disso, a história mostra que desde que o homem começou a se questionar acerca da origem dos primeiros seres vivos, ideias de cunho mitológico, filosófico, religioso e científico foram esboçadas e ganharam enorme espaço nas discussões acerca da História da Vida (HV). Essas discussões estão presentes nas aulas de Biologia do Ensino Médio, muitas vezes reverberando em explicações miscigenadas que dificultam a apropriação do conhecimento biológico. Em nossa investigação, consideramos a HV como um tópico de ensino da Evolução Biológica (EB), por dizer respeito aos processos macroevolutivos responsáveis pelo surgimento dos grandes grupos de seres vivos. Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa é verificar o papel didático das imagens relacionadas à HV presentes nos LD de Biologia do Ensino Médio aprovados na edição de 2018 do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD- 2018). Nessa perspectiva optamos pelo uso de um instrumento analítico, construído a partir de referenciais de análise semiótica, para compreender os aspectos imagéticos acerca do assunto HV no material investigado. Dessa forma, verificamos que a maioria das imagens analisadas pode ser classificada como inoperante, ou seja, sem nenhuma funcionalidade além da pura observação. Nesse aspecto, pesa o fato de que as imagens têm sido cada vez mais utilizadas nos LD a fim de melhorar a compreensão dos conteúdos conceituais da Biologia. Assim, para que os conteúdos imagéticos consigam atender às demandas esperadas por eles no processo de ensino-aprendizagem, novas investigações neste âmbito precisam ser realizadas.
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Embriologia animal : uma análise dos livros didáticos de biologia do ensino médio

Embriologia animal : uma análise dos livros didáticos de biologia do ensino médio

A embriologia estuda as etapas e os mecanismos de formação de embriões, cujo significado, para os seres vivos, está atrelado à perpetuação (não garantida) da espécie. É relevante na formação global do aluno, por relacionar-se a temas amplamente discutidos na atualidade, entre os quais a gravidez na adolescência, o aborto, o uso de drogas e a biotecnologia (utilização de células-tronco e clonagem). O ensino da embriologia apresenta desafios: não se costuma apresentar a evolução dos estudos embriológicos; o conteúdo programático tem muitos desdobramentos e tópicos considerados irrelevantes; é constante, na embriologia, a rejeição, por parte dos alunos, ao excesso de termos para memorizar, além da falta de compreensão das inúmeras representações visuais encontradas no livro didático, recurso bastante usado nas salas de aula. O foco da presente dissertação é a análise das características das linguagens verbal (com base em bibliografia específica, necessária e suficiente para esta pesquisa, que não é de natureza lingüística) e visual referentes à embriologia animal, encontradas nos livros didáticos de Biologia (LDBio), na qualidade de limitadores ou promotores da aprendizagem. Dessa forma, foram analisados os textos, quanto ao uso das linguagens figurada, técnico-científica e implícita, e as imagens, quanto à tipologia, à morfologia e à funcionalidade. Após a coleta de dados em dez capítulos contidos em oito livros, extraídos de seis coleções de LDBio destinadas ao Ensino Médio, eles foram computados e sistematizados em tabelas para melhor visualização e comparação. Foram consideradas 1499 palavras ou expressões, que não têm o mesmo significado da linguagem comum (sentido figurado), ou não fazem parte da linguagem coloquial do aluno (terminologia técnico- científica), ou, ainda, contêm sentidos implícitos (implicitação), e 190 imagens, inseridas nas 123 páginas efetivamente analisadas. O percentual de opacidade semântica em relação ao total de termos analisados, em todas as obras, é de 55,5%. Em relação às imagens, 73,2% são de esquemas de cortes anatômicos e 97,4% das imagens possuem função explicativa. Na interface texto-imagem, ocorrem problemas variados, como a presença de imagens complementares, a não-remissão à imagem no texto, a falta de imagens explicativas e de textos com explanações que complementem a imagem, além da dificuldade em descrever, tanto por meio do texto quanto das imagens, os eventos dinâmicos e seqüenciais. Visando a contribuir para a atividade docente, esta pesquisa chegou a alguns parâmetros potencialmente eficazes para a análise de livros didáticos de Biologia.
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Química no ensino de ciências para as séries iniciais: uma análise de livros didáticos.

Química no ensino de ciências para as séries iniciais: uma análise de livros didáticos.

Este fragmento sugere, especificamente, uma possível “primeira noção” do ensino de química: o conceito de transformação química. Rosa e Schnetzler (1998, p. 31) argumentam que “epistemologicamente, para que o sujeito conheça a química, entender esse conceito se torna uma necessidade central”. Pelo princípio da diferenciação progressiva da teoria de Au- subel (conforme exposto pela dissertação de Rosa, citada acima), poderíamos propor que, de início, os educandos fossem convidados à observação de diversas transformações que ocor- rem com os materiais do ambiente. Com a progressão pelas séries, conceitos novos seriam propostos, por exemplo, os estados físicos da matéria. Neste processo, seria chamada a aten- ção das crianças para a comparação entre alguns tipos de transformação, donde se discutiriam possíveis diferenças entre transformações químicas e físicas. Seria introduzida uma terminolo- gia própria para o estudo dos fenômenos químicos, com menções explícitas a termos como reação, reação química, transformação química, reagente e produto. Zanon e Palharini (1995), em artigo tratando do ensino de Química na 4ª série do Ensino Fundamental, expressam o modo como uma proposta com estas características poderia ser desenvolvida, ressaltando que: embora as crianças se mostrem propensas à abstração, é imprescindível o uso de conhecimentos próxi- mos e de nível concreto operacional (de acordo com a terminologia piagetiana); elas partici- pam de atividades envolvendo transformações químicas com naturalidade e interesse; usam adequadamente as terminologias introduzidas; e estabelecem relações, localizando palavras- chave e ideias centrais, da forma esperada. Sobretudo, as autoras advertem que este ensino deve procurar desenvolver linguagens e conceitos básicos, sem uso de simbologias, modelos teóricos e formulações.
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ANÁLISE DO TEMA VIROLOGIA EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO.

ANÁLISE DO TEMA VIROLOGIA EM LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO.

Um ponto abordado por essa obra que não foi tratado pelos outros três autores já discutidos aqui, é a explanação acerca dos vírus vegetais dentro do capítulo. Neste tema, a obra dá ênfase à descrição do vírus do mosaico do tabaco (TMV) com esquemas e fotos do vírus, e fotos com sintomas da doença na planta. São destacados também os mecanismos de transmissão dos vírus vegetais por meio de vetores ou por meio da difusão mecânica, e propagação pelo pólen, sementes e reprodução vegetativa. Entretanto o autor não comenta, de forma explícita, a importância de se estudar os vírus de plantas de interesse econômico. Segundo Raven et al. (2001), há uma redução considerável na produtividade de muitos tipos de cultura devido a esses agentes infecciosos. Essas informações podem aumentar o interesse dos alunos pelo tema. Também não foi constatada nenhuma menção em relação aos vírus de importância veterinária, assim como nas outras obras.
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ANÁLISE DA AXIOMATIZAÇÃO DA GEOMETRIA ESPACIAL EM LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO

ANÁLISE DA AXIOMATIZAÇÃO DA GEOMETRIA ESPACIAL EM LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO

Salientando ainda que, no ato da escolha do livro didático, é disposto ao professor um tempo insuficiente e um ambiente desapropriado para que possa dedicar uma atenção necessária e criteriosa na escolha do material que será utilizado por um período de três anos. Enfim, em nossa opinião e experiência pessoal, a escolha dos livros didáticos é feita de forma incorreta e aleatória, muitas vezes alguns aspectos indispensáveis passam despercebi- dos e, só serão notados quando se está fazendo uso do livro escolhido.

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ANÁLISE DO CONTEÚDO DE FUNGOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO

ANÁLISE DO CONTEÚDO DE FUNGOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO

Sobre a classificação dos fungos, foram encontrados problemas referentes à classificações desatualizadas, além de informações incorretas. Com exceção aos filos Mucoromycota (incluindo os glomeromicetos), Zoopagomycota (SPATAFORA et al. 2016) e Blastocladiomycota (JAMES et al. 2006b) que foram descritos recentemente, e Cryptomycota (JONES et al., 2011), Entorrizomycota (BAUER et al. 2015), Microsporidia (HIRT et al. 1999), Monoblepharidomycota e Neocallimastigomycota (POWELL e LETCHER, 2014) cujo reconhecimento como filo ou a posição junto ao reino Fungi ainda é contraditória por certos autores no meio científico (BLACKWELL et al., 2006; JAMES et al., 2006a; HIBBETT et al., 2007; McLAUGHLIN e SPATAFORA, 2014), todos os demais filos ou grupos de organismos reconhecidos até a publicação dos títulos do PNLD 2012 (Quitridiomicetos – Chytridiomycota sensu lato , Zigomicetos – Zygomycota sensu lato , Ascomycota e Basidiomycota) podem ser facilmente incluídos nos sistemas de classificação abordados no ensino médio. Entretanto, o filo Chytridiomycota não foi abordado no livro 8 e, apesar dos demais livros o terem incluído na classificação do reino Fungi, apenas o livro 7 apresentou uma ilustração (fotografia) de um quitridiomiceto. O livro 5 mencionou a existência dos quitridiomicetos apenas em um quadro complementar ao final do capítulo, porém, como dito anteriormente, tratando-os como possíveis representantes do antigo “reino Protista” devido à presença de parede celular composta de celulose, o que, na verdade, é o componente da parede dos Oomycota, atualmente classificados no reino Chromista (ou Straminipila). Erros conceituais também foram verificados com relação ao habitat
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Mulheres e filosofia: uma análise dos livros didáticos de filosofia de ensino médio

Mulheres e filosofia: uma análise dos livros didáticos de filosofia de ensino médio

Embora a análise de Scott refira-se à história, na filosofia os caminhos percorridos foram semelhantes quando tratadas acerca da temática de gênero, das desigualdades ou das violências, segundo se constatou nas bibliografias consultadas 1 . Conforme observado por Tiburi (2016), a filosofia no decorrer de sua história foi escrita por homens e para homens. Afinal, o pensamento filosófico reproduz e justifica a naturalização da desigualdade de gênero em diferentes tempos, espaços e correntes de pensamento. Por outro lado, muitas mulheres reivindicaram a inclusão das mesmas nas teorias filosóficas e lutaram para que esta não tratasse apenas das necessidades masculinas, mas também fosse capaz de incluir as reivindicações feministas, iniciando, assim, uma busca por uma teoria capaz de contemplar em suas ideias os interesses das mulheres. Conforme Scott:
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Imagens de aprendizes de ALE em livros didáticos e o disciplinamento dos saberes

Imagens de aprendizes de ALE em livros didáticos e o disciplinamento dos saberes

A disposição dos temas e conteúdos nos sumários dos livros apresenta-se como técnica de disciplinamento de saberes e de poder que provocam efeitos para o acúmulo do que determinada comunidade passa a considerar como saber e, assim, passa a produzir efeitos de controle sobre o que “deve” ou que “não deve” ser ensinado e aprendido, eliminando-se ou desqualificando-se o que se poderia denominar de “pequenos” saberes “inúteis” e “irredutíveis”, “economicamente dispendiosos”, ou seja, ao colocar o foco sobre determinados temas e conteúdos, ao mesmo tempo se está “apagando” outros e outras possibilidades de construção. Oferece-se um desenho das situações nas quais se supõe que os aprendizes-falantes interagiriam, sendo essas situações irreais, artificializadas e inexistentes. Formula-se, portanto, imagens genéricas sobre a antecipação de situações: situações de lugar nenhum.
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A análise do conteúdo peixes em livros didáticos de ciências do Ensino Fundamental

A análise do conteúdo peixes em livros didáticos de ciências do Ensino Fundamental

A linguagem utilizada em geral é clara e objetiva, adequada à série e atualizada; com ressalvas para LD2 que apresentou exacerbação de termos técnicos em negritos, mas que não são claramente explicados, em especial no tópico circulação. Foram diagnosticadas imprecisões conceituais, distorções, uso de conceitos desatualizados e induções a preconceitos. A abordagem científica foi predominante e as contextualizações com as demais abordagens ficaram restritas aos textos complementares; as relações interdisciplinares e considerações às ideias prévias dos alunos são raras, bem como o incentivo à postura e o respeito ao ambiente.
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O uso de calculadora no ensino de matemática: uma análise na coleção de livros didáticos adotados na cidade de Jardim do Seridó – RN

O uso de calculadora no ensino de matemática: uma análise na coleção de livros didáticos adotados na cidade de Jardim do Seridó – RN

As investigações desenvolvidas por Selva e Borba (2010) apresentam contribuições quanto ao uso da calculadora na sala de aula. O trabalho foi desenvolvido em uma escola particular. As pesquisadoras realizaram seis observações na turma de 5º ano do Ensino Fundamental e quatro observações no 4º ano. Foram realizadas atividades com a calculadora de forma que essa tecnologia explorava os conceitos; conferia os resultados; contribuía na escolha de estratégias; aprofundava a existência de regras básicas, tais como: parênteses, colchetes e chaves; agilizava a resolução das contas; acompanhava e conferia os resultados obtidos através do cálculo mental.
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