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Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

Este trabalho de projecto ultrapassa o seu sentido tecnicista original, adquirindo uma orientação construtivista e integrada que aponta para a capacidade de agir e reagir de forma pró-activa perante situações mais ou menos complexas, através da mobilização de conhecimentos, atitudes e procedimentos adquiridos no âmbito do Mestrado em Gestão das Organizações – Ramo Gestão das Unidades de Saúde (MGO – GUS) no sentido de dar resposta a um projecto institucional, designadamente no que se refere à Implementação da Reforma da Saúde no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), onde se premeia a formação de equipas em cuidados de saúde, como respostas mais efectivas aos problemas de saúde da comunidade. Pois, promove-se a abertura organizacional a novos modelos de cuidados, que incorporam novos paradigmas, orientados para uma intervenção multidisciplinar tendo como enfoque principal as pessoas em situação de dependência funcional, doença terminal, ou em processo de convalescença, com rede de suporte social, cuja situação não requer internamento. Todos os intervenientes neste sector do mercado percebem que a saúde e a sua protecção são um bem económico altamente dispendioso e não gratuito, ainda que frequentemente o seja no momento da utilização dos serviços. Estas premissas estão subjacentes ao objectivo preconizado para este trabalho: Implementação de uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados. Para a sua consecução está implícita a necessidade inadiável, na conjectura económica e financeira actual, periodizada através da adaptação às necessidades do cidadão, de forma a garantir o acesso aos cuidados necessários e adequados, no tempo e locais certos, visando assegurar a continuidade dos cuidados, mediante intervenções coordenadas e articuladas entre os diferentes sectores sociais, constituindo uma estratégia
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O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

O Doente terminal e o familiar cuidador na equipa de cuidados continuados integrados

No momento da admissão e ao longo da permanência do doente na ECCI, o familiar cuidador vai percecionando as intervenções da equipa multiprofissional e especialmente o papel enfermeiro que, de entre todos os elementos da equipa é o que apresenta mais tempo disponível para os acompanhar. Na conclusão de um estudo de Pazes (2009), do qual, um dos objetivos era - Conhecer a influência da conduta do enfermeiro, atribuída pelo cuidador principal sobre os Fatores que influenciam a vivência do processo terminal e de luto, cujos participantes do estudo (familiar/pessoa próxima do doente terminal), pertenciam a um Centro de Saúde na região do Baixo Alentejo, revelou que os enfermeiros estabeleciam uma boa comunicação e relação com doente e com a família, mostravam disponibilidade, apresentavam conhecimentos técnicos e instrumentais, conheciam a situação e suscitavam confiança. Por outro lado, num estudo de Carvalho (2011), realizado no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários do Alto-Minho, divulgou que o Centro de Saúde onde foi realizado o estudo, não possibilitava aos enfermeiros responder de forma adequada e completa perante as necessidades complexas e múltiplas em fim de vida. Perante a assimetria de cuidados ao doente terminal/família proporcionados pelos enfermeiros, em contexto domiciliário, parece-nos importante conhecer também, o papel do enfermeiro na interdisciplinaridade de uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados.
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A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

113 relações interpessoais e, que ao estabelecer a relação terapêutica, o enfermeiro distingue-se pela formação e experiência que lhe permite entender e respeitar o outro, procurando abster- se de juízos de valor face à pessoa a quem presta cuidados de enfermagem (Ordem dos Enfermeiros, 2005). A Ordem dos Enfermeiros (2011) realça o papel do enfermeiro nos cuidados de enfermagem ao afirmar que estes representam uma comunidade profissional e científica da maior relevância no funcionamento do sistema de saúde e na garantia do acesso da população a cuidados de saúde de qualidade, em especial aos cuidados de enfermagem. Portanto, o enfermeiro é o profissional que presta cuidados de enfermagem ao ser humano “são ou doente, ao longo do ciclo vital, e aos grupos sociais em que ele está integrado, de forma a que mantenham, melhorem e recuperem a saúde, ajudando-os a atingir a sua máxima capacidade funcional tão rapidamente quanto possível” (Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de setembro, art. 4.º). Tal como literatura demonstra, a profissão de enfermagem foi sofrendo alterações ao longo do tempo, e os cuidados de enfermagem também acompanharam essas mudanças. Hoje, “baseiam-se numa visão holística do ser humano, (…) na relação permanente com o outro, [e] essa relação com o outro passa pelo toque, comunicação e cuidado físico. Estes aspetos são fundamentais para a relação enfermeiro-utente pois com estes pequenos gestos consegue-se criar uma relação muito próxima” (Barbosa, 2010, p. 20). Na verdade, os gestos simples têm significado, ao mostrar um lado positivo à pessoa que naquele momento vivência um momento menos positivo.
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Construção e implementação de uma equipa intra hospitalar de suporte em cuidados paliativos

Construção e implementação de uma equipa intra hospitalar de suporte em cuidados paliativos

que realizei, cuidar da pessoa doente em fim de vida e sua família foi mobilizar essas competências, desenvolvendo um sentido de responsabilidade e de respeito para com as mesmas. A presença, a escuta, a confiança foram valores supremos que desenvolvi, uma vez que a pessoa doente não espera ser considerada como um corpo doente, mas como uma pessoa. Os estágios em Cuidados Paliativos permitiram-me desenvolver competências técnicas e relacionais, e colocar em prática a ideia de que “quando mais nada se pode fazer, ainda muito há a realizar”. A minha prestação de cuidados, foi assim cuidar como um todo cada caso único, quando foi minha preocupação: promover o controlo de sintomas, estabelecer uma comunicação eficaz, não ignorar a família como elo envolvente do processo de cuidar, e recorrer a uma equipa multidisciplinar para enfatizar a satisfação das necessidades sentidas. Outro aspeto peculiar da prática de Enfermagem em Cuidados Paliativos e que aprendi com os estágios desenvolvidos, foi o de que o cuidar a pessoa doente em fim de vida e a sua família não envolve apenas tarefas específicas, mas depende da qualidade e tipo de relação estabelecida, e como tal, inclui atender física, mental e emocionalmente as necessidades do outro, assumindo o compromisso de suporte, promoção, crescimento e reparação.
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Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em  equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

Dubar (1997) afirma que as profissões tendem a constituir-se em grupos de pares com códigos informais próprios, regras de seleção, interesses e linguagem comum, aos quais está associada uma “visão do mundo” que inclui pensamentos, valores e significações relacionadas com o trabalho (Cf. Dubar, 1997: 134-135). De facto, verificamos, tanto no discurso das Enfermeiras como no do Fisioterapeuta, que contam com a presença na equipa de profissionais do mesmo grupo profissional, que utilizam os termos “nós” e “eles” para se referirem aos profissionais da mesma área e aos de outra. Verificamos ainda que, por mais do que uma vez, estes profissionais, quando questionados sobre a equipa (interdisciplinar), interpretavam que a questão se referia ao seu grupo profissional. Percebemos assim como a identificação com os pares está tão presente no modo de pensar dos atores sociais. Abramson e Bronstein (2008) referem que a socialização profissional transporta consigo valores, linguagem e formas de resolver os problemas, que estão muitas vezes na origem das discordâncias entre os membros da equipa. (Cf. Abramson e Bronstein, 2008)
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Prevenção da sobrecarga de cuidadores informais no contexto de uma equipa de cuidados continuados integrados

Prevenção da sobrecarga de cuidadores informais no contexto de uma equipa de cuidados continuados integrados

24 de apoio psicológico, perspetivando o aumento do nível de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades de coping (Alves et al, 2015). O apoio psicoeducacional visa educar pessoas em risco de desenvolver sintomas físicos e mentais, através da informação, face às exigências normativas e / ou eventos de vida não normativos (Gladding, 2003). O objetivo da psicoeducação é ajudar os cuidadores a lidar com o isolamento social (partilha de experiências) regularizando seus sentimentos (Yacubian & Neri, 2001). As sessões em grupo favorecem as interações entre cuidadores, proporcionando um espaço para compartilhar emoções, experiências e dificuldades, encontrando algum alívio no apoio por pares com problemas semelhantes (Ponce et al., 2011). Ostwald, Hepburn, Caron, Burns e Mantell (1999) referem que as atividades psicoeducativas envolvem as características dos cuidadores (conhecimentos e habilidades) e recursos externos (apoio familiar, voluntariado e cuidados domiciliários). O aumento da informação sobre a doença e/ou eventos stressores, tem um impacto positivo nas estratégias de coping, dos cuidadores, e no auto-controlo (Fallahi, Sheikhona, Rahgouy, Rahgozar & Sodagari, 2013; Ponce et al., 2011; e Northouse, Katapodi, Song, Zhang & Mood, 2010). Por seu lado, apurámos que a eficácia das intervenções de apoio aos cuidadores informais, na redução da sobrecarga, está associada à existência de vários componentes, nomeadamente: intervenção duradoura (6 a 12meses); equipa multidisciplinar/interdisciplinar; colaboração interna para determinar necessidades reais; cooperação interprofissional; abordagem individualizada; profissionais especializados; acompanhamento contínuo (presencial e via telefónica); rede forte com conexões de proximidade; e competências interpessoais (Goeman et al., 2016). Em suma, a intervenção psicoeducativa visa aumentar a qualidade de vida dos cuidadores, bem como a dos destinatários dos cuidados, nomeadamente ajudando-os a lidar com a dependência do recetor de cuidados.
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Distribuição dos utentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados do Alentejo

Distribuição dos utentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados do Alentejo

Assim, para dar entrada nos serviços da RNCCI, os utentes são referenciados na rede de duas formas, se estiver internado num hospital do SNS ou através do CS (que envolve a comunidade no domicílio, hospital privado ou outro local de residência). A proposta de ingresso na RNCCI a partir do hospital é feita pela EGA que avalia as necessidades dos cuidados dos utentes. A referenciação a partir do CS pode ser feita através da envolvente médica - médico, enfermeiro ou assistente social. Após o processo de referenciação dar entrada na rede, por qualquer dos métodos, é apresentado à ECL. Esta equipa analisa o processo do utente e dá continuidade ao ingresso na rede, acompanhando-o até à alta deste, como podemos ver na figura 2 2 [8].
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Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados : o idoso, a alta e a capacidade funcional

Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados : o idoso, a alta e a capacidade funcional

Têm-se sido significativas as profundas mudanças no perfil demográfico das populações que explicam o fenómeno do envelhecimento. Segundo Guillemard (2003), o envelhecimento não é só um fenómeno demográfico, dado que, sendo portador de transformações sociais, económicas e culturais, constitui-se como fenómeno estruturante das nossas sociedades. É concomitante com os fenómenos migratórios, designadamente com o êxodo rural, com a redução do tempo de trabalho, com a implementação da segurança social, com a feminização do emprego são indissociável dos progressos em termos de saneamento básico, alimentação, escolarização, formação profissional e acesso a cuidados de saúde. No que se refere à melhoria das condições de saúde pública, fazem parte o controlo efectivo sobre doenças infecto-contagiosas e um melhor domínio sobre algumas patologias, devido aos avanços da ciência e da tecnologia, e à protecção social da velhice, o que correspondeu para a maioria dos países europeus à implementação do Estado de Providência.
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Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

O critério da aplicabilidade foi o que gerou maior discordância entre os participantes, nomeadamente no que dizia respeito ao planeamento da alta até 24 horas após a admissão do utente. As razões invocadas para as dificuldades na elaboração do plano de alta incluíam a escassez de recursos humanos, deficiências de competência técnica e indisponibilidade física, principalmente ao fim de semana e períodos e férias. Esta abordagem metodológica de validação do modelo permitiu a sua adaptação antes da implementação, melhorando a sua aplicabilidade e aceitação, ao levar em consideração as especificidades do ambiente interno e externo, bem como os constrangimentos do sistema organizacional (Yam et al., 2012). No cerne da questão está o ato de decidir qual o momento mais apropriado para a alta do utente. Se a alta for precoce, o utente corre o risco de ter depreciações do seu estado de saúde e, eventualmente, uma readmissão hospitalar, por outro lado, se for prolongada além do necessário existe um desperdício de recursos afetos a um utente que deles não necessita (Leeds, Sadiraj, Cox, Schnier & Sweeney, 2013).
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COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

É assim relevante assumir a Fisioterapia como parte integrante essencial dos sistemas de saúde e dar a conhecer a situação atual e as competências do Fisioterapeuta, enquanto elemento indispensável das equipas prestadoras de cuidados de saúde continuados. No que diz respeito à legislação, esta determina que o Fisioterapeuta integre a equipa de todas as Unidades de Internamento incluídas neste estudo, sendo facultativa a necessidade da sua presença nas Unidades de Dia e de Promoção da Autonomia, na Equipa de Gestão de Altas e na Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos. Como membro de uma determinada equipa dentro de qualquer das Unidades de Internamento, definidas e caracterizadas anteriormente, o Fisioterapeuta é obrigado por lei a contribuir para a constituição de um processo individual do utente, do qual devem constar: o registo de admissão, informações de alta, diagnóstico das necessidades, plano individual de intervenção, registo de avaliação semanal e eventual aferição do plano individual de intervenção.
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Qualidade de vida do doente internado na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Qualidade de vida do doente internado na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Quanto a cada uma das AVD, avaliadas pelo Índice de Barthel, Ferreira (2015) constatou que, quer no momento da admissão quer no momento de alta, o banho foi a AVD onde se verificou o maior grau de dependência com uma média ponderada de 0,02 e 0,15 respetivamente. Seguindo-se, por ordem decrescente de dependência, o subir e descer escadas (M=0,20 na admissão e M=0,30 na alta) e o controlo urinário (M=0,28 na admissão e 0,28 na alta). A alimentação foi onde se verificou maior grau de independência, também quer no momento de admissão que no momento de alta (M=0,54 e 0,73, respetivamente). Estes indicadores, juntamente com um conjunto de problemáticas associadas ao envelhecimento, representam uma fragilidade de QV muito acentuada e patenteiam a necessidade de cuidados de saúde e de apoio social integrado. Assim sendo, a valorização e integração do enfermeiro de reabilitação na equipa interdisciplinar, quer no apoio domiciliário, quer nas UCCI, revela-se essencial, objetivando promover uma melhoria dos sintomas, prevenir e tratar exacerbações recorrentes, retardar o declínio funcional, melhorar a performance nas atividades diárias e a QV.
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Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

No respeitante ao futuro destas Unidades, os profissionais identificaram 1) Expectativas positivas - “O governo poupa bastante dinheiro e alivia a taxa de ocupação nos hospitais, a intervenção é realizada por uma equipa multidisciplinar, em que todos os técnicos trabalham com o utente e estes serviços vêm colmatar o défice ao nível do apoio no domicílio” (P2, P10); e 2) Expectativas Negativas- “A maioria são casos sociais que rejeitam o utente, sendo a questão primordial o de não haver respostas sociais e o retorno ao domicílio ou resposta posterior é limitada, sendo que os utentes acabam por ficar institucionalizados” (P35); “Na maioria das ULDM do Algarve não existe uma sala específica para ginásio e muitas têm pouco espaço” (P9); “As horas de trabalho são insuficientes, o que dificulta o trabalho” (P2); “Há dificuldade na relação com as famílias e estas pensam que é um segundo hospital, não trazem medicação da alta hospitalar, e para além disso as famílias não conseguem prestar cuidados e as respostas são mínimas” (P32, P36); “A rede é insuficiente e as referenciações não são as mais eficazes devido a uma forma de gestão não adequada” (P33); “Existência de poucas vagas e não existe rotatividade entre as unidades e o facto de não poder ser internado um doente que não tenha qualquer probabilidade de melhoria” (P1); “Deverão existir mais respostas sociais e instituições de apoio, articuladas com as unidades e comparticipadas pela segurança social, e ainda um apoio domiciliário alargado” (P7).
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O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

Na prática o enfermeiro enfatiza a sua intervenção fornecendo orientações sobre a segurança e autonomia, reforçando as ideias através de informação escrita mencionada em catálogos, folhetos ou outro material de apoio que vá ao encontro da concretização do objetivo pretendido. Para além deste cuidado de enfermagem, sempre que se justifique, o enfermeiro referencia para outro profissional da equipa (médico, fisioterapeuta, técnico de serviço social ou outro). Esta conjetura justifica-se, porque atualmente uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar reforça a complementaridade de saberes e de todos os desafios que se colocam a cada profissão, os quais estão intimamente ligados ao binómio saúde-doença, particularmente no que diz respeito aos novos problemas de saúde relacionados com estilos de vida, envelhecimento e doenças crónicas. 16
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Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

A Equipa de Gestão de Altas (EGA) é uma equipa hospitalar multidisciplinar que prepara e gere as altas hospitalares dos utentes que necessitam de acompanhamento pós- hospital devido a problemas de saúde e sociais. Esta Equipa está sediada no hospital de agudos e deve incluir, um médico, um enfermeiro e um assistente social (Artigo 23.º do Decreto – Lei n.º 101/2006 de 6 de Junho). A EGA articula com as equipas terapêuticas hospitalares de agudos para o planeamento das altas hospitalares, com as equipas coordenadoras distritais e locais da Rede e com as equipas prestadoras de cuidados continuados integrados dos centros de saúde (Artigo 24.º do Decreto – Lei n.º 101/2006 de 6 de Junho).De acordo com Rodrigues (2009), a equipa intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos é uma equipa multidisciplinar do hospital de agudos, que possui formação em cuidados paliativos e tem um espaço físico próprio para o planeamento das suas ações e deve incluir, um médico, um enfermeiro e um psicólogo. Este tipo de equipa intra-hospitalar presta orientações diferenciadas em cuidados paliativos aos serviços do hospital, podendo ainda executar cuidados diretos e orientação para o plano individual de intervenção aos doentes internados em estado avançado.
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Inteligência Emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Inteligência Emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

No que respeita aos procedimentos de colheita de dados foi pedida a autorização à Coordenação Nacional da Rede nacional dos Cuidados Continuados Integrados, para realizarmos o estudo nas unidades de internamento da região Centro do país. A autorização foi deferida pela entidade acima referida, sob o nome da coordenadora Drª Inês Guerreiro, que nos sugeriu estabelecer articulação com a Equipa de Coordenação Regional do Centro – Coimbra. Em simultâneo, procedeu-se à colocação do instrumento de recolha de dados num formato de questionário on line que era acedido através de um link referido no e-mail enviado para as unidades.
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GESTÃO DA ALTA HOSPITALAR E REFERENCIAÇÃO PARA A REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS: UM ESTUDO DE CASO

GESTÃO DA ALTA HOSPITALAR E REFERENCIAÇÃO PARA A REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS: UM ESTUDO DE CASO

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) é a entidade gestora nacional da Rede. A coordenação regional é assegurada por cinco estruturas – Equipa Coordenadora Regional (ECR) que integram representantes das Administrações Regionais de Saúde (ARS) e dos Centros Distritais de Segurança Social. A nível local e de proximidade, a RNCCI é gerida pelas Equipas Coordenadoras Locais (ECL), equipas de natureza multidisciplinar, integrando, no mínimo, um profissional médico e de enfermagem (setor da saúde) e um técnico de assistência social (de preferência e proveniente do setor da segurança social) e, caso seja necessário, um técnico da autarquia local. Em 2013, as ECL eram 92, uma por ACES. A referenciação é efetuada pelas Equipas de Gestão de Altas (EGA) e equipas dos cuidados de saúde primários. Em 2013 existiam 83 EGA e 526 Equipas nos Centros de Saúde, bem como 25 Equipas Intra- hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos e 11 Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos (ACSS, 2014).
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O impacto dos processos cancelados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Região Norte

O impacto dos processos cancelados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Região Norte

Existem vários estudos que confirmam a necessidade de implementação de cuidados continuados em diversos países, sendo que em todos eles essa “Rede” apresenta características próprias e diferenciadas, definidas por políticas de saúde e necessidades encontradas também diferenciadas. Apontam-se a Noruega e Holanda (Gibson, 2006), bem como Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha (Comas-Herrera et al., 2003), onde se pode encontrar diferenças que mudam completamente a estrutura da prestação destes cuidados, nomeadamente o financiamento, o processo de referenciação, o tempo de internamento e mesmo o local de prestação de cuidados. No entanto, todos eles apontam na mesma direcção, reforçando este estudo quanto à necessidade de prestação de cuidados de saúde com uma gestão eficiente.
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Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

Política de saúde e de cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta em Serviço Social.

c) Plano de ação: na organização do plano de ação destacamos dois procedimentos chave para a inter- venção em cuidados continuados e no planeamento da alta: elaboração do plano individual de intervenção e a elaboração do plano individual de cuidados, este último é específico do Serviço Social. Em qualquer plano é importante ter presente as necessidades, os objetivos e os recursos. Os objetivos, tal como o diagnóstico social, estão sempre em aberto e decorrem da evolução da situação dos doentes, da família, da dinâmica processual da equipa e dos recursos disponíveis e necessários. A ideia é recompor e reformular os objetivos criando consensos, defendendo os interesses dos doentes. Os planos de intervenção e de cuidados sociais requerem objetivos exequíveis que tenham em conta a expetativa dos doentes e os recursos existentes ou a desenvolver. É da competência do Assistente social definir estratégias de ação e metodologias específicas para que o plano de intervenção social e de cuidados sociais se concretize. O plano de intervenção, assim como o plano de cuidados, inclui indicadores de avaliação. Estes indicadores questionam, por exemplo, a efetividade do diagnós- tico, dos objetivos, das ações, das metodologias, do processo de acompanhamento e dos impactos das mesmas. d) Acompanhamento, execução, avaliação: o acompanhamento e execução do plano de cuidados impli- cam supervisão de apoio ou suporte, administrativa ou burocrática (CARVALHO, 2012d). No plano de cuida- dos são concretizadas ações de apoio ou suporte pelo profissional de Serviço Social e pela equipa multidisciplinar. A supervisão das mesmas é efetuada por um coordenador ou chefe de equipa.
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Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Caracterização das equipas de cuidados continuados integrados, na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Equipa de ECCI está muito assente numa equipa de enfermagem, e nós sentimo-nos muitas vezes muito sozinhos em casa das pessoas. Muitas vezes é complicado ter apoio médico no domicílio, como estávamos a dizer, todos os médicos fazem parte da equipa de ECCI mas há muitos médicos que não têm, não mostram recetividade em realizar visitas domiciliárias, e muitas vezes as situações com que nós somos confrontados no domicílio nós tentamos... Tem que haver alguma resposta. (...) Se você vir, e nós temos utentes que já estão na rede há muitos anos, às vezes é uma das dificuldades que nós temos é conseguir dar altas em consciência às pessoas, e saber que elas não vão precisar do nosso apoio de ECCI mais à frente. E essas pessoas só têm avaliações de enfermagem, não têm avaliação de mais ninguém. (...) Interessa-me é fazer bons cuidados às pessoas, e nós muitas vezes questionamos até qual é que é a mais-valia que a ECCI dá, enquanto equipa de cuidados continuados integrados. Nós sentimos que é uma equipa de enfermeiros, como já lhe disse, e há muitos utentes, os que vêm referenciados pelo hospital nunca tiveram uma avaliação social, nunca tiveram uma avaliação médica, em casa. Muitas situações dos utentes que são medicados conforme a nossa avaliação, conforme aquilo que nós transmitimos ao médico de família e são medicados com base nisso, não são vistos, situações que às vezes um dos indicadores de qualidade - lá vai a tal estatística, que é prevenir um bocadinho os internamentos, que as pessoas não tenham internamentos hospitalares quer dizer, nós temos situações que as pessoas precisam urgentemente duma avaliação e é difícil de a ter também. (...) Mas é complicado, eu acho que é muito por esse motivo de nos sentirmos que estamos muito sozinhos, e que temos um peso de uma família toda e uma responsabilidade de uma família inteira sobre as costas. Visita de luto - Também não deveríamos ser nós só a fazer, também deveria (risos) ter o apoio do psicólogo mas pronto, vai tudo bater ao mesmo. Mas depois há uma outra questão, que é como é que nós registamos esse tipo de serviço, de intervenção que fazemos. GESTCARE porque aparece o óbito já não aparece. Em SCLINICO ou se abre o do cuidador e depois pode haver um (risco?) de uma intervenção dessas, que não está definida em SCLINICO da pessoa também pagar uma intervenção. (...) E depois sentir que todo aquele trabalho e todo aquele esforço que nós temos, que não nos ouvem, é frustrante, é frustrante. E depois sentirmos que ainda ficamos pior com as alterações que fizeram, de GESTCARE, e achar que algumas alterações que fizeram ainda refletem menos o que é o utente e o que é o nosso trabalho, e que é a nossa avaliação, isso é tudo...não nos ouvirem, acho que têm que ouvir as pessoas que estão no terreno
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A sustentabilidade e continuidade dos cuidados continuados em Portugal: implementação de uma unidade de cuidados continuados no Concelho de Sátão

A sustentabilidade e continuidade dos cuidados continuados em Portugal: implementação de uma unidade de cuidados continuados no Concelho de Sátão

A técnica utilizada para esta pesquisa e fundamentação do Projeto foi inicialmente exploratória descritiva. Passou pela consulta aos estudos realizados sobre o concelho e Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e através destes, proceder à recolha dos dados estatísticos mais relevantes. Posteriormente, foi realizada uma pesquisa descritiva, através de uma análise institucional à FEFA, consultando documentos internos, da sua estrutura, organização e viabilidade financeira. Para melhor compreender as necessidades da população, aplicou-se um questionário (anexo 1) aos autarcas do concelho de Sátão e aos representantes das respostas sociais da região. Assim foram enviados 15 inquéritos por questionário aos autarcas do concelho e tivemos 100% de retorno. Este instrumento foi composto por uma série de perguntas relativas à situação dos mais dependentes, no que diz respeito aos apoios sociais e de saúde, com o objetivo de compreender a relevância de uma nova resposta no concelho. Pretendeu-se com este modelo de análise obter resposta à pergunta de partida, através da recolha de dados que nos permitam analisar a falta de cuidados adequados aos mais dependentes em termos institucionais, assim como a ausência de apoio à terceira idade e por fim perceber a possível importância da implementação de uma Unidade de Cuidados Continuados no Concelho. Este instrumento permitiu ainda “garantir a credibilidade e fiabilidade da investigação na descoberta de eventuais paradoxos e contradições” (Coutinho, 2011, p. 299).
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