Top PDF Gestão e implementação das Políticas Públicas na Educação: identificando oportunidades e limites para implementação de políticas com base no sistema de motivação

Gestão e implementação das Políticas Públicas na Educação: identificando oportunidades e limites para implementação de políticas com base no sistema de motivação

Gestão e implementação das Políticas Públicas na Educação: identificando oportunidades e limites para implementação de políticas com base no sistema de motivação

A motivação é fundamental para realização de qualquer ação, haja vista que, a motivação é fator interno que impulsiona o querer, o fazer e perseverar até o fim, sendo assim, fator crucial para fomentar as políticas públicas. Portanto, a motivação se mostra como um desafio para a gestão pública escolar, devido a dificuldade de manter alunos, professores e comunidade envolvida devidamente motivados e ainda se manter motivado, enquanto gestor. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa concentra-se em compreender a gestão dos atores na implementação de politicas públicas na educação no município de Patos-PB, a partir da motivação, identificando assim, as oportunidades e limites que influenciam no processo de gestão. Para tanto, foi realizada uma pesquisa teórica e documental, na busca de informações primárias relevantes e em seguida, foi realizada uma entrevista com os gestores das escolas públicas municipais de Patos que são situadas na zona urbana na tentativa de coletar dados relacionados ao problema da pesquisa. A partir disto, os resultados foram analisados quantitativa e qualitativamente para que fosse possivel discuti-los e obter uma visão mais detalhada sobre o problema. Como resultado, foi interessante notar que a motivação já era tida como fator estrategico pela maioria dos gestores entrevistados, além de alguns outros fatores que estão apresentados nas contribuições do trabalho.
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Ativismo ministerial na implementação de políticas públicas

Ativismo ministerial na implementação de políticas públicas

A pesquisa tem por objetivo a análise das justificativas e das particularidades da atuação do Ministério Público na promoção de políticas públicas. As linhas iniciais tratam da evolução e expansão da teoria geral dos direitos fundamentais, nos planos internacional e nacional, que culminaram com a criação de um Estado social preocupado com a realização de ações positivas, objetivando o bem-estar comunitário. Nesta linha, percebe-se que, após o desenvolvimento irregular da democracia brasileira, a Constituição Federal de 1988 não só erigiu um Estado socialmente responsável como edificou um sistema de garantias em que se destaca a ampliação significativa das atribuições do Ministério Público, que passou a assumir posição de destaque quanto à defesa dos direitos coletivos, permitindo, no mesmo passo, que seus membros realizassem a sindicância das ações estatais, em especial das políticas públicas, corrigindo os rumos destes processos administrativos na presença de má gestão ou inação do administrador público quando do patrocínio dos direitos fundamentais. Este ativismo ministerial, mesmo diante dos obstáculos e limites apresentados ao seu exercício, tem apresentado um crescente aumento de ações que culminaram, nos últimos dez anos, com um representativo número de decisões judiciais e medidas extrajudiciais que apontaram a correção de políticas e ações públicas nas áreas da saúde, educação, habitação e meio ambiente. Neste processo de vigilância e ação, destaca-se o importante papel dos demais atores sociais, especialmente do cidadão, responsável pela maioria das denúncias que movimentam as iniciativas do Ministério Público e podem ser efetivadas através de um significativo elenco de instrumentos judiciais e extrajudiciais, destacando-se, entre estes últimos, o novel procedimento promocional que permite a ouvida e participação dos envolvidos na realização de políticas públicas, viabilizando uma solução colegiada e até mesmo consensual do impasse havido perante a administração pública. Diante dessas iniciativas, o ativismo ministerial se consagra como movimento de características próprias, direcionado ao garantimento dos direitos fundamentais, sobretudo quando não são visados pelas ações estatais que deveriam, sem qualquer desvio de prumo, contribuir para a realização do Estado Democrático de Direito idealizado na Constituição Federal, mas ainda busca sua plena concretização no mundo dos fatos.
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Ativismo ministerial na implementação de políticas públicas

Ativismo ministerial na implementação de políticas públicas

A pesquisa tem por objetivo a análise das justificativas e das particularidades da atuação do Ministério Público na promoção de políticas públicas. As linhas iniciais tratam da evolução e expansão da teoria geral dos direitos fundamentais, nos planos internacional e nacional, que culminaram com a criação de um Estado social preocupado com a realização de ações positivas, objetivando o bem-estar comunitário. Nesta linha, percebe-se que, após o desenvolvimento irregular da democracia brasileira, a Constituição Federal de 1988 não só erigiu um Estado socialmente responsável como edificou um sistema de garantias em que se destaca a ampliação significativa das atribuições do Ministério Público, que passou a assumir posição de destaque quanto à defesa dos direitos coletivos, permitindo, no mesmo passo, que seus membros realizassem a sindicância das ações estatais, em especial das políticas públicas, corrigindo os rumos destes processos administrativos na presença de má gestão ou inação do administrador público quando do patrocínio dos direitos fundamentais. Este ativismo ministerial, mesmo diante dos obstáculos e limites apresentados ao seu exercício, tem apresentado um crescente aumento de ações que culminaram, nos últimos dez anos, com um representativo número de decisões judiciais e medidas extrajudiciais que apontaram a correção de políticas e ações públicas nas áreas da saúde, educação, habitação e meio ambiente. Neste processo de vigilância e ação, destaca-se o importante papel dos demais atores sociais, especialmente do cidadão, responsável pela maioria das denúncias que movimentam as iniciativas do Ministério Público e podem ser efetivadas através de um significativo elenco de instrumentos judiciais e extrajudiciais, destacando-se, entre estes últimos, o novel procedimento promocional que permite a ouvida e participação dos envolvidos na realização de políticas públicas, viabilizando uma solução colegiada e até mesmo consensual do impasse havido perante a administração pública. Diante dessas iniciativas, o ativismo ministerial se consagra como movimento de características próprias, direcionado ao garantimento dos direitos fundamentais, sobretudo quando não são visados pelas ações estatais que deveriam, sem qualquer desvio de prumo, contribuir para a realização do Estado Democrático de Direito idealizado na Constituição Federal, mas ainda busca sua plena concretização no mundo dos fatos.
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A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DOS MUNICÍPIOS DE ILHÉUS E ITABUNA - BA

A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DOS MUNICÍPIOS DE ILHÉUS E ITABUNA - BA

Nesse sentido, utilizamos uma metodologia qualitativa de natureza exploratória, por meio do método hipotético-dedutivo, o qual se preocupa em analisar o mundo a partir de uma teoria subsidiária em que reside o programa de pesquisa ou o paradigma, e também se direciona para as questões empíricas das observações e dos dados coletados. Lakatos e Marconi (2003, p. 95) analisam que o método hipotético-dedutivo proposto por Popper (1975) tem como primeira etapa o surgimento do problema. No presente caso, buscou-se investigar a implementação das políticas educacionais para Educação Infantil nos municípios de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, cuja etapa seguinte do método é revelada pela elaboração de hipóteses. Sendo assim, ao observar a realidade pesquisada, de acordo com o que é captado à primeira vista pela experiência, ainda na forma do real aparente, podemos construir nossas hipóteses a respeito do objeto, sobretudo pela falta da oferta de vagas e a garantia de infraestrutura física para a Educação Infantil nos espaços da pesquisa. Assim, conjecturamos que os municípios investigados no período selecionado para o estudo (1996-2017), eram carentes de políticas públicas de atendimento às especificidades da Educação Infantil e, por isso, fomos a campo para comprovar ou refutar nossas hipóteses.
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INTERSETORIALIDADE: um modelo de gestão necessário na implementação das políticas sociais

INTERSETORIALIDADE: um modelo de gestão necessário na implementação das políticas sociais

Sendo assim, apesar dos avanços promovidos por meio da aprovação da PNAS/2004 e da NOB/SUAS – 2005, o caráter assistencialista e clientelista da política de assistência social presente nas suas raízes, permanece na atualidade, onde as políticas sociais e principalmente a política de assistência social se constituem instrumentos de administração da pobreza “sem qualquer perturbação à concentração da riqueza, coletivamente produzida e apoderada por poucos neste país” (LEITE, 2011, p.7). Ocorrendo assim, um retrocesso, ou seja, uma volta ao passado, que de acordo com Behring (2008) a assistência social não era concebida como um direito, mas na lógica do favor e do clientelismo.
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Por uma agenda brasileira de estudos sobre implementação de políticas públicas

Por uma agenda brasileira de estudos sobre implementação de políticas públicas

A primeira temática tem a ver com os desafios colocados pelo modelo federativo brasileiro, que combina autonomia e interdependência entre entes federativos em contexto de altas heterogeneidades e desigualdades e propostas de universalização de políticas. Pesquisas como de Arretche (2004), Menicucci e Marques (2016), Lima e D’Ascenzi (2017), Souza (2017) e Bichir, Brettas e Canato (2017) têm demonstrado as particularidades do federalismo brasileiro em diversas políticas e suas consequências em termos de provisão de serviços e redução de desigualdades. Compreender processos de implementação de políticas desenhadas nacionalmente e sua apropriação local é um dos temas importantes para a agenda nacional. O crescimento de políticas nacionais, seja dentro de sistemas unificados (como SUS e SUAS) ou de políticas de incentivo e indução, traz particularidades para se pensar a implementação, na medida em que há formulação centralizada (com variados graus de padronização) e espaços para adaptação local (Santos Nunes, 2017). Compreender essa cadeia de atores envolvidos em processos decisórios e como as decisões sobem e descem é mais um objetivo que reforça o tema nessa agenda.
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POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO NA ATUALIDADE

POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO NA ATUALIDADE

O diretor pode ser um colaborador para que, na soma dos esforços, possa, com a comunidade, implantar e desenvolver práti cas e ações democráti cas que contribuam para as decisões coleti vas fortalecedoras da parti cipação efeti va da comunidade no processo de gestão da escola. Inferimos da discussão acima que o diretor, em uma perspecti va gerencialista de gestão, é a autoridade suprema que faz cumprir as ordens governamentais, sem muito diálogo; para isto, basta ter competência técnico-administrativa. Em uma gestão democrática o diretor é o coordenador do processo, mas não o sujeito mais importante, pois a comunidade inteira é muito importante. Nessa perspectiva de gestão não basta somente ter competência técnica para exercer a função de diretor, além da competência técnica faz-se necessário ter competência política. Tais competências são adquiridas ao longo do processo, por meio da prática cotidiana, mas, também, por meio dos processos formativos na área de atuação.
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Modelo de políticas para implementação de sistema de gerência de redes corporativas

Modelo de políticas para implementação de sistema de gerência de redes corporativas

representam políticas de informações.O CIM define objetos genéricos os quais são elementos do sistema gerenciados, lógicos e elementos físicos, sistemas, serviços, usuários, etc. Fornecem separações e representações de entidades envolvidas num ambiente gerenciado incluindo suas propriedades, operação e parcerias. DAMIANOU, Nicodemus: London, (2002) As especificações dos modelos de informações são importantes para habilitar caminhos comuns para especificação das políticas. Uma vez que independente das tarefas de especificação das políticas atuais, não se resolve o problema da especificação das políticas necessárias. Além do PCIM do IETF, estão sendo definidos um modelo de informação para representar as políticas que administram, gerenciam, e controlam o acesso para os recursos de QoS para gerenciamento de Integrated and Differentiated Services – Diffservices. A filosofia do IETF é que as políticas de negócios expressadas em linguagens de alto nível, combinadas com a topologia da rede e a metodologia de QoS a ser seguida, serão refinadas para o modelo de políticas de informações, os quais podem então ser mapeadas para um número de diferente configurações de redes. Fabricantes seguindo o IETF estão usando ferramentas gráficas para especificar políticas num formato tabular e automático para transformação para o PCIM. DAMIANOU, Nicodemus: London, (2002).
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A implementação de Políticas Públicas de Educação: o caso do Programa Mais Educação no Município de Patos, PB

A implementação de Políticas Públicas de Educação: o caso do Programa Mais Educação no Município de Patos, PB

A construção de políticas públicas tem sido fator de grande importância, no cenário atual, apresentando relações muito conflituosas entre as partes envolvidas. O Estado como um todo atua de forma a amenizar os conflitos, devendo dedicar suas energias e atenções às questões que preocupam os atores políticos de diferentes âmbitos, os mesmos que influenciam diretamente e indiretamente na formação da agenda de políticas públicas. Portanto para Höfling (2001, p.30) apud Matias Pereira (2012, p. 204), “políticas públicas são formas de interferência do Estado, visando à manutenção das relações sociais de determinada formação social”. Implementar sistemas para avaliar políticas públicas sociais, é essencial para o desenvolvimento de programas e projetos que pretendem melhorar os indicadores educacionais no Brasil, como o IDEB avaliar, corrigir rumos e acrescentar novos elementos aos programas permite o aprimoramento das políticas públicas sociais.
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PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS COMO INSTRUMENTO DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS COMO INSTRUMENTO DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

VIII de PPP atentem para as diversas variáveis que influenciam o projeto até mesmo antes de ele nascer, considerando as instituições formais criadas para disciplinar o jogo e as organizações criadas para atuarem como jogadores e, claro, todo o ambiente institucional em que tal projeto será inserido, incluindo as instituições formais preexistentes e as que surjam em decorrência. Não se pode importar conceitos vencedores de realidade institucional distintas do Brasil sem um estudo detalhado do ambiente brasileiro. Isso não combina com o açodamento oriundo da falta de planejamento na administração pública nacional. Constatou-se que se os modelos de PPP buscaram aproximar as contratações públicas de instrumentos de mercado, eles não se encaixam ao modelo de relação entre custos de governança e níveis de especificidade dos ativos. Em outras palavras, por ser ativos muito específicos, PPPs deveriam resultar em menores custos quando realizadas pela própria administração pública no mecanismo de governança hierárquica, ou no máximo governança híbrida. Embora fosse esperado que PPPs reduzissem os custos totais de implementação, a escassez de projetos com resultados concretos no Brasil impede uma avaliação holística e os custos de transação da fase de projeto tendem a afastar o gestor público das PPPs, consideradas soluções melhores, mas muito demoradas e complexas.
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Políticas públicas e desenvolvimento: a implementação do sistema municipal de cultura em Campina Grande - PB

Políticas públicas e desenvolvimento: a implementação do sistema municipal de cultura em Campina Grande - PB

O presente estudo objetiva descrever e analisar o Sistema Municipal de Cultura em Campina Grande. Trata-se de uma investigação acerca das ações de gestão para a implantação e o funcionamento no âmbito local do Plano Nacional de Cultura, previsto no artigo 215 da Constituição Federal e criado pela Lei n° 12.343/2010. Nele, a cultura é considerada em suas expressões simbólica, econômica e cidadã. Partiu-se da premissa de que a plena realização da política cultural depende da implantação de um modelo sistêmico de gestão cooperativa entre os entes federativos: União, Estado e Municípios, até o dia 02 de dezembro de 2020. Fez-se a identificação da estrutura do sistema local e detalhou-se os organogramas, as atividades desenvolvidas e as competências legais e institucionais da Secretaria de Cultura; do Conselho de Política Cultural; da Conferência de Cultura; do Plano de Cultura; e do Sistema local de Financiamento à Cultura. Tomou-se como hipótese norteadora que a desarticulação entre os entes federados, e o consequente atraso na adoção dos sistemas de cultura, podem gerar perdas substanciais no âmbito da Política Nacional de Cultura, ocasionando impactos negativos no desenvolvimento social, cultural e econômico do país. Para a verificação da hipótese a presente dissertação realizou uma pesquisa descritivo-analítica, realizada por meio de um levantamento bibliográfico e documental, que apresenta dados de natureza qualitativa e quantitativa acerca do objeto pesquisado, tendo como referências principais as contribuições de Chauí (2012), Furtado (1984), Rubim (2007) e Sen (2000). Concluiu-se que o Sistema Municipal de Cultura de Campina Grande encontra-se incompleto e, portanto, não cumpriu a meta número 1 do Plano Nacional de Cultura.
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Cooperação e Coordenação na Implementação de Políticas Públicas: O Caso da Saúde.

Cooperação e Coordenação na Implementação de Políticas Públicas: O Caso da Saúde.

A proposta de construção de um sistema regionalizado no âmbito da saúde permite testar algumas hipóteses relativas à possibilidade e às condições para implantação de políticas sociais homogêneas em con- texto federativo, o que demanda a construção de arranjos cooperativos e de formas de coordenação. Este artigo teve como objetivo analisar o grau de implementação da “regionalização cooperativa” em uma amostra de estados e produzir uma interpretação para as diferenças entre eles, particularmente entre as suas regiões de saúde, a partir da identificação de fatores de dois níveis: no primeiro, foram considera- dos fatores estruturais que consideram os recursos que afetam a capa- cidade de prestação de serviços de saúde de âmbito regional e que são precondição para a cooperação entre municípios; e, no segundo, consi- derou-se a atuação do estado no processo de regionalização. Apesar de o desenho institucional da proposta de regionalização do sistema de saúde ter potencial para obter a cooperação dos entes federados e prover mecanismos de coordenação do processo, fatores estruturais de âmbito regional e fatores políticos-gerenciais relacionados à atuação do nível estadual de governo afetam o processo. Se o primeiro conjunto de fatores é menos suscetível de ser afetado diretamente pela ação in- tencional dos gestores públicos, o segundo chama atenção para as es- colhas dos gestores estaduais no escopo de suas prerrogativas e de sua autonomia federativa.
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A corte interamericana de Direitos Humanos e a implementação de políticas públicas brasileiras

A corte interamericana de Direitos Humanos e a implementação de políticas públicas brasileiras

[...] a soberania continua a ser concebida de duas maneiras distintas: como sinônimo de independência, e assim tem sido invocada pelos dirigentes dos Estados que desejam afirmar, sobretudo ao seu próprio povo, não serem mais submissos a qualquer potência estrangeira; ou como expressão de poder jurídico mais alto, significando que, dentro dos limites da jurisdição do Estado, este é que tem o poder de decisão em última instância, sobre a eficácia de qualquer norma jurídica. É óbvio que a afirmação de soberania, no sentido de independência, se apoia no poder de fato que tenha o Estado, de fazer prevalecer sua vontade dentro de seus limites jurisdicionais. A conceituação jurídica de soberania, no entanto, considera irrelevante, em princípio, o potencial de força material, uma vez que se baseia na igualdade jurídica dos Estados e pressupõe o respeito recíproco, como regra de convivência. Neste caso, a prevalência da vontade de um Estado mais forte, nos limites da jurisdição de um mais fraco, é sempre um ato irregular, antijurídico, configurando uma violação de soberania, passível de sanções jurídicas. E mesmo que tais sanções não possam ser aplicadas imediatamente, por deficiência de meios materiais, o caráter antijurídico da violação permanece, podendo servir de base a futuras reivindicações bem como à obtenção de solidariedade de outros Estados.
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Comunicação estratégica para a mudança social no contexto da implementação de políticas públicas

Comunicação estratégica para a mudança social no contexto da implementação de políticas públicas

O segundo componente é o de mobilização de recursos sociais. Este componente é definido como "... Ia concertación voluntaria, intensa y sostenida de los recursos y esfuerzos de instituciones sociales claves en respaldo y provecho de un program a de acción de alta prioridad y claro beneficio para Ia m ayoria de los ciudadanos de un p a ís .”18 Ele engloba, os programas de informação e imagem, com uso preponderante de comunicação massiva e a presença permanente do produto social que está sendo promovido como centro de referência para os diversos veículos massivos de comunicação; seu principal objetivo é informar, educar e outorgar legitimidade do produto social na opinião pública e a sua conseqüente pressão em favor da implantação de políticas públicas relacionadas a esse produto social. A intençjio principal é a de conjugar todos os possíveis áliados sociais intersetoriais para aumentar a percepção e a demanda a respeito de uma determinada intervenção de desenvolvimento social.
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Cooperação Estado-municípios na implementação e avaliação de políticas públicas de Educação: exemplo de Minas Gerais

Cooperação Estado-municípios na implementação e avaliação de políticas públicas de Educação: exemplo de Minas Gerais

O Ensino Fundamental na rede estadual foi reorganizado e, com isso, criado o Ciclo Inicial de Alfabetização, abrangendo os primeiros três anos de escolari- zação. Em parceria com o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – CEALE –, da Faculdade de Educação da UFMG, foram produzidos quatro cadernos de orientação aos professores, de caráter eminentemente prático, para orga- nização do trabalho de alfabetização. Com mais tempo para ensinar e para aprender, os professores passaram a ter melhores condições de planejar seu trabalho com as crianças.

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Implementação de políticas públicas: o plano Brasil sem miséria no município de Curitiba

Implementação de políticas públicas: o plano Brasil sem miséria no município de Curitiba

A Constituição Federal de 1988 representou um marco para a sociedade brasileira, transformando a dinâmica democrática, as relações econômicas e sociais do país, além de reconhecer diversos direitos sociais e estabelecer alguns objetivos da República como o de construir uma sociedade livre, justa e solidária, e de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais. De acordo com tais objetivos, o governo federal lançou em 2011 o Plano Brasil Sem Miséria (BSM), com o intuito de superar a extrema pobreza no país. No entanto, enfrentar um fenômeno multifacetado e complexo como a pobreza não é tarefa trivial, exige ações intersetoriais, integradas e que dialoguem com as diversas realidades locais do país. É a partir do contexto complexo de novos arranjos institucionais, de esforço de ação intersetorial e de articulação federativa que este estudo se insere. Para tanto, estabeleceu- se como objetivo geral de pesquisa analisar o processo de implementação do BSM no município de Curitiba. Assim, por meio de pesquisa documental e qualitativa – com entrevistas semi-estruturadas e observação participante – buscou-se atingir os seguintes objetivos específicos: i) analisar a organização institucional e política dos programas de combate à pobreza no município; ii) analisar as relações e funções dos agentes públicos envolvidos no processo de implementação dos programas; e iii) analisar as oportunidades e ameaças no enfrentamento à pobreza e extrema pobreza. Dessa forma, verificou-se que tanto o BSM, quanto seu análogo municipal o Projeto Curitiba Sem Miséria (CSM), estão inseridos dentro de um contexto mais amplo de proteção social formado, principalmente, pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e o Programa Bolsa Família (PBF). Tais estruturas
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Experiências recentes de implementação e análise de políticas públicas no campo da cultura

Experiências recentes de implementação e análise de políticas públicas no campo da cultura

A avaliação do LPP foi iniciada em dezembro de 2005 e visava abranger os 152 Pontos de Cultura selecionados pelo primeiro edital e ativos naquele momento. O levantamento de informações foi reali- zado através de formulário enviado eletronicamente (uma pesquisa de abrangência censitária à distância). As respostas começaram a ser processadas em abril de 2006, quando foi atingida a marca de 100 respondentes (número estabelecido previamente como mínimo a ser alcançado). A pesquisa contou também com 20 visitas técnicas aos Pontos. É importante ressaltar que vários deles ainda não haviam conseguido se conveniar com o MinC ou iniciar as atividades e que as bases de dados do próprio Ministério sobre a gestão do próprio Programa possuía um grande número de inconsistências. A pesquisa tinha como objetivo geral a avaliação e o monitoramento do Progra- ma, buscando entender o alcance e o impacto da iniciativa e como objetivos específicos:
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Levantamento de oportunidades para implementação para indústria de base tecnológica

Levantamento de oportunidades para implementação para indústria de base tecnológica

possíveis acidentes. Os materiais a usar para o combate de incêndios serão o monóxido de carbono, químico seco ou espuma de álcool. Devem existir pelo menos duas saídas de emergência para os operadores em cada unidade de processamento. Todos os operários deverão ter treino e capacidade técnica e prática de operação, manutenção e combate a situações de emergência. Nesta indústria, um técnico de segurança qualificado, deverá ser responsável pela gestão preventiva dos diversos sectores. Enquanto actuação integrada, nas práticas de gestão, deverão ser programadas Auditorias Internas a nível do Ambiente, da Qualidade e da Segurança. Para além do controlo electrónico, deverão ser feitas vistorias periódicas ao processo para garantir que o que está a ser lido na sala de controlo corresponde ao que está realmente a acontecer. Na fábrica a implementar ter-se-á em conta os seguintes aspectos de segurança: Eficaz armazenamento dos produtos; Máquinas e ferramentas; Condições de organização (layout); Equipamento de Protecção Individual (E.P.I.); Equipamentos que operam a altas temperaturas e pressões; Condições de ambiente físico (iluminação, temperaturas extremas, vapores, poeiras, poluição sonora, entre outros). Reduzindo os acidentes de trabalho poderão ser eliminados problemas que afectam o trabalhador e a produção. Para tal, é de elevada importância que tanto os empresários (que têm obrigação de fornecer boas condições de higiene e segurança no local de trabalho, maquinaria segura e equipamentos adequados) como os trabalhadores (aos quais cabe a responsabilidade de desempenhar o seu dever com o menor perigo possível para si e para os colegas de trabalho) estejam comprometidos com uma mentalidade de Prevenção de Acidentes. Os locais de armazenamento devem ter as características citadas no ponto de armazenamento. Devem-se eliminar todas as fontes de ignição, chamas e não fumar na área de risco, assim como, isolar o vazamento de todas as fontes de ignição. Por sua vez, a instalação fabril deve ter ventilação local onde os processos assim o exigirem. O trabalhador deve utilizar equipamentos de protecção individual para evitar o contacto directo com reagentes ou produtos. A realização das diversas operações deve respeitar as regras de segurança e higiene industrial, bem como o protocolo de trabalho a ser elaborado pela empresa para as diversas operações e equipamentos.
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Formulação e implementação de políticas públicas saudáveis: desafios para o planejamento e gestão das ações de promoção da saúde nas cidades.

Formulação e implementação de políticas públicas saudáveis: desafios para o planejamento e gestão das ações de promoção da saúde nas cidades.

A incorporação do “enfoque por problema” supõe a identificação e seleção de problemas que podem ser analisados de distintos ângulos, como é o caso dos problemas de saúde, contribuindo para a identificação e articulação das ações a serem realizadas por cada instituição envolvida no seu enfrentamento e solução. A base teórico-metodológica dessa concepção reside no “fluxograma situacional” (Matus, 1993), instru- mento de análise que permite uma abordagem multi- referencial aos problemas de saúde, particularmente aqueles cuja determinação transborda o âmbito de ação do sistema de serviços de saúde. O desenvolvi- mento de processos de análise desse tipo de proble- ma tanto possibilita o estabelecimento de um diálogo entre os sujeitos envolvidos quanto permite a identi- ficação da contribuição que cada instituição ou “se- tor” pode vir a aportar na intervenção sobre seus de- terminantes e condicionantes (Teixeira e Paim, 2000). No que diz respeito ao processo de planejamento cabe ressaltar que a compreensão dos diversos mo- mentos que o constituem — o momento explicativo, o momento normativo, o momento estratégico e o mo- mento tático-operacional — desafia o tempo cronoló- gico e remete à pluralidade de tempos (técnico e polí- tico) e simultaneamente à pluralidade de dimensões do(s) sujeito(s) que planeja(m) e se conecta com a pluralidade de instituições que compõem os vários “setores” da ação governamental envolvidos em um esforço de planejamento intersetorial.
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