Top PDF Imunopatologia da dermatite de contato alérgica.

Imunopatologia da dermatite de contato alérgica.

Imunopatologia da dermatite de contato alérgica.

F IGURA 1: Mecanismo da sensibilização e elici- tação da dermatite de contato alérgica. Na fase aferente, os haptenos penetram na pele e se ligam a proteínas teciduais tornando-se antígenos (Ag) completos. Esses antígenos são captados e processados pelas células dendríti- cas (CD) que passam a apresentá-los acoplados a moléculas do MHC na superfície da mem- brana celular. As CD migram para os linfonodos regionais onde apresentam o antígeno para os LT. Os LT que reconhecem o antígeno apresen- tado são ativados. A penetração dos antígenos na pele também determina a liberação de gli- colípides endógenos que são apresentados pelas CD para os linfócitos T NK (LT NK). Os LT NK liberam IL-4 que estimula os linfócitos B tipo 1 a produzir IgM. Frente a um novo conta- to, a interação da IgM com o complexo antígeno-proteico leva à ativação do comple- mento que induz à liberação de fatores quimiotáticos e inflamatórios dos mastócitos e células endoteliais. Os LT ativados migram para a pele e interagem com as CD e queratinócitos, que carregam o antígeno, levando à DCA
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Fisiopatologia da dermatite de contato alérgica: papel das células T CD8 efetoras e das células T CD4 regulatórias.

Fisiopatologia da dermatite de contato alérgica: papel das células T CD8 efetoras e das células T CD4 regulatórias.

que é a barreira mais externa do corpo humano, a pele é a primeira a entrar em contato com fatores químicos e físicos provenientes do meio ambiente. De acordo com os mecanismos fisiopatológicos envolvidos, podem-se distinguir dois tipos de der- matite de contato. A dermatite de contato irritati- va é decorrente dos efeitos tóxicos e pró-inflama- tórios de xenobióticos capazes de ativar a imunida- de inata da pele. A dermatite de contato alérgica requer a ativação da imunidade adquirida antíge- no-específica levando ao desenvolvimento de célu- las T efetoras, que são mediadoras da inflamação cutânea. É caracterizada por eritema, pápulas e vesículas, seguidas de ressecamento e descama- ção. 1-3
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Efeito da fisalina e, isolada da Physalis angulata, em modelos de dermatite de contato induzida por tpa e oxazolona em camundongos

Efeito da fisalina e, isolada da Physalis angulata, em modelos de dermatite de contato induzida por tpa e oxazolona em camundongos

alternados durante 10 dias, a FIS E, por via tópica, nas doses 0,125; 0,25 e 0,5 mg/orelha, reduziu, de forma significativa, o edema de orelha, em 19, 23 e 30,3%, respectivamente, enquanto a Dexa (0,05mg/orelha) reduziu em 32,6 %. FIS E (0,125;0,25 e 0,5 mg/orelha,por via tópica) e a Dexa(0,05mg/orelha) reduziram a atividade tecidual da MPO em 30; 38,8; 50,8 e 56,6%, respectivamente. A administração oral da FIS E (3, 10 e 30 mg/kg), reduziu, de forma significativa, o edema de orelha crônico, em 8; 14,8; 17 %, respectivamente, e a Dexa (1 mg/kg) reduziu em 20,7 %.Nas mesmas doses, a FIS E e a Dexa reduziram a atividade da MPO em 43,1; 54,5 ;59,3 e 65 %,respectivamente. O modelo de dermatite de contato induzida por oxazolona (OXA, 1%/orelha), provocou uma hiperplasia epidérmica onde o INF- teve papel crucial. A FIS E, por via oral e tópica, reduziu de forma significativa, a hiperplasia epidérmica do 7° ao 19° dia de observação. A FIS E (0.5 mg/orelha, por via tópica) diminuiu os níveis de IFN- em 43,5% e a Dexa (0.05 mg/orelha, via tópica) em 37,5%.Os resultados encontrados, comprovados pelo estudo histológico, demonstram o efeito antiinflamatório da Fisalina no modelo de dermatite de contato alérgica crônica. Concluímos que a Fisalina E demonstrou atividade antiinflamatória, por via tópica e oral, nos modelos de dermatite de contato induzida por TPA e oxazolona em camundongos, possivelmente através da interação com receptores de glicocorticóides.
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Dermatite alérgica sazonal em ovinos.

Dermatite alérgica sazonal em ovinos.

Como os sinais clínicos, a epidemiologia e as alterações histológicas encontradas nessa condição são típicos de hipersensibilidade tipos I e IV e baseado no fato de que as ovelhas afetadas são efetivamente picadas por mosquitos, assume-se que esses artrópodes sejam responsáveis pela doença, mesmo desconhecendo a patogenia do processo (YERUHAM et al., 2000). Em eqüinos, sabe-se que a hipersensibilidade decorre da exposição a antígenos presentes na saliva dos mosquitos, sendo necessário um certo tempo de contato antes que o animal desenvolva o quadro alérgico e apareçam as lesões (MELLOR, 1974).
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Dermatite alérgica de contato a medicamentos de uso tópico: uma análise descritiva.

Dermatite alérgica de contato a medicamentos de uso tópico: uma análise descritiva.

Um fato interessante a ser destacado foi a presen- ça prévia de eczemas de contato por outros agentes etio- lógicos, como esmalte de unhas, cimento e borracha, cujo diagnóstico não foi realizado inicialmente, o que levou ao uso de medicamentos tópicos de maneira inad- vertida e causou a sensibilização secundária. Outras der- matoses, como psoríase, líquen simples crônico, eczema numular e dermatite atópica, também serviram de base para a DAC pelos medicamentos tópicos.

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Secundary metabolites from species of Anacardiaceae.

Secundary metabolites from species of Anacardiaceae.

Espécies deste gênero também são conhecidas por provocarem dermatite alérgica de contato (DAC) muito severa, contraída por manuseio ou ingestão de partes das plantas. Na América do Norte[r]

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Dermatite alérgica sazonal em ovinos deslanados no nordeste do Brasil.

Dermatite alérgica sazonal em ovinos deslanados no nordeste do Brasil.

A prevalência da doença é variável, podendo ser de 4% a 6% até 60% a 80% (Ordeix et al. 2000, Ferreira 2007). Neste trabalho o percentual de animais afetados nos anos 2008 e 2009 foi de 17,5% e 32,5%, respectivamente, seme- lhante à prevalência observada por Souza et al. (2005) que foi de 10% a 50%, que detectaram, também, um aumento de animais afetados no ano sequencial. O aumento de casos clínicos durante o ano de 2009 pode ser devido á ocorrên- cia de condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento de mosquitos ou a presença de novos animais susceptíveis. Em casos de hipersensibilidade tipo I, as lesões podem ocorrer somente após o segundo contato com o alérgeno (Abbas et al. 2008). Como resultado da eliminação dos ani- mais que tinham sido afetados anteriormente houve uma marcada diminuição da morbidade em 2010. Esses resul- tados sugerem que uma das principais formas de controle da enfermidade é a eliminação dos animais susceptíveis. Marti et al. (1992) em um estudo em equinos sugere que a hipersensibilidade dermal por alérgenos é inluenciada pela hereditariedade. Em conseqüência, a eliminação de animais susceptíveis leva a uma diminuição da ocorrência da doença (Corrêa et al. 2007).
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Dermatite de contato em idosos.

Dermatite de contato em idosos.

tivos, e 10, negativos. Nos adultos, 436 apresentaram testes positivos, e 145, negativos. A diferença entre os grupos em relação ao número de testes positivos e negativos foi estatisticamente significante (p= 0,02). Demonstrou-se maior freqüência de sensibilização nos idosos às seguintes substâncias - sulfato de níquel (p=0,001), perfume-mix (p=0,004), neomicina (p=0,0008), nitrofurazona (p=0,02), prometazina (p=0,03) e benzocaína (p=0,007). C ONCLUSÕES - A dermatite alérgica de contato nos idosos é comum como em outras faixas etárias. As substâncias

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Avaliação do teste de contato com aeroalérgenos em pacientes com dermatite atópica.

Avaliação do teste de contato com aeroalérgenos em pacientes com dermatite atópica.

de não é o único fator que contribui para a positivi- dade do TCA, mas este teste poderá identificar a sen- sibilização aos ácaros da poeira doméstica, que têm a possibilidade de estimular a reação imunológica tardia, associada ao desencadeamento ou piora das lesões eczematosas na DA, e sustenta o conceito de que o IgE e os linfócitos T estão envolvidos na fisio- patologia desta doença, assim como o conceito de que a DA não é somente uma doença com disfunção de barreira cutânea e pele seca, mas também uma doença alérgica. 18

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Frequência da dermatite de contato ocupacional em ambulatório de alergia dermatológica.

Frequência da dermatite de contato ocupacional em ambulatório de alergia dermatológica.

dermatite de contato irritativa, e a cronicidade favoreceu a sensibilização aos contactantes. Ao se comparar com o grupo de pacientes testados no mesmo período e sem quadro de dermatite ocupacional, notou-se maior número de testes positivos naqueles com dermatite ocupacional, contribuindo para afirmar que a dermatite alérgica de contato é comum nos portadores de DCO. Alguns estudos demonstram maior frequência de DAC relacionada com a profissão. 14 É provável que a

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Jackson S. de Vasconcelos2 , Temístocles S. de Oliveira Neto2

Jackson S. de Vasconcelos2 , Temístocles S. de Oliveira Neto2

As doenças dermatológicas alérgicas mais comuns in- cluem a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), a dermatite atópica (DA), a hipersensibilidade alimentar (HA) e a dermatite alérgica de contato (DAC). A DAPP ca- racteriza-se por ser uma doença alérgica pruriginosa, em que as lesões, nos cães, localizam-se com maior frequência na região lombossacra, dorsocaudal, na base da cauda, perí- neo e na face caudomedial das coxas (Hargis & Ginn 2013). No exame histopatológico predomina infiltrado de eosinó- filos e células mononucleares na derme superficial (Gross et al. 2005). A DA é uma doença inflamatória e prurigino- sa da derme, predisposta geneticamente (Halliwell 2009). A face, focinho, carpos, extremidades distais, orelhas e as regiões ventrais são as áreas mais acometidas nos cães, e caracterizam-se histologicamente por discreta inflamação mononuclear perivascular na derme superficial (Gross et al. 2005).
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Associação de urticária de contato e dermatite alérgica de contato à borracha.

Associação de urticária de contato e dermatite alérgica de contato à borracha.

Paciente do sexo feminino, 40 anos, branca, bióloga, natural e procedente de São Paulo (SP). Há quatro anos, compareceu ao serviço de dermatologia com dermatite eczematosa das mãos, quando foi sub- metida a testes epicutâneos, que se mostraram negati- vos. Foi feito o diagnóstico de dermatite de contato por irritação primária nas mãos, sendo tratada com corticosteróides tópicos e emolientes, além da reco- mendação do uso de luvas com proteção de tecido.

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Descrição de um surto de lepidopterismo (dermatite associada ao contato com mariposas) entre marinheiros, ocorrido em Salvador, Estado da Bahia

Descrição de um surto de lepidopterismo (dermatite associada ao contato com mariposas) entre marinheiros, ocorrido em Salvador, Estado da Bahia

A palavra lepidóptero, do grego lepis, idos e ptera significa asa escamosa. Os acidentes desencadeados pelo contato com as formas adultas aladas de mariposas não são comuns, ao contrário dos acidentes pelas formas larvárias ou lagartas 7 8 . O quadro

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SEEG 4.0 Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 1970 - 2015

SEEG 4.0 Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 1970 - 2015

Emissões e Remoções de Carbono no Solo Não Contempladas no Inventário Nacional.. Inclui...[r]

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RESUMO Objetivo: Investigar se existe associação entre ideação suicida (IS) e doenças alérgicas

RESUMO Objetivo: Investigar se existe associação entre ideação suicida (IS) e doenças alérgicas

Quanto às limitações do nosso estudo, a identificação de IS e depressão não foi confirmada por meio de um instrumento preciso. Utilizamos o BDI-II, que já foi validado em múltiplas ocasiões; no entanto, essa ferramenta só determina a presença de IS nas últimas duas semanas, e isso pode refletir a presença de fatores psicológicos desencadeantes além da influência da alergia na IS. Com o propósito de não superestimar a freqüência de IS, excluímos adolescentes e adultos idosos de nosso estudo, uma vez que a proporção relatada de IS nessas faixas etárias é maior. Portanto, nossos resultados devem ser interpretados com cautela em relação à idade. Da mesma forma, destacamos o fato de que os resultados deste estudo refletem o comportamento de indivíduos altamente selecionados que também foram recrutados em um hospital que atende a população geral de uma área onde a maioria dos pacientes tem baixo nível socioeconômico. Outra limitação foi a desproporção de gênero dos grupos rinite alérgica e asma alérgica quando comparados com o grupo controle. Outros tipos de variáveis, tais como desemprego, tabagismo, consumo de álcool, Tabela 5. Associação entre ideação suicida e depressão
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Quadro clínico e tratamento da dermatite da área das fraldas: parte II.

Quadro clínico e tratamento da dermatite da área das fraldas: parte II.

1. Dermatite da área das fraldas irritativa primária Caracteriza-se por apresentar lesão eritematosa confluente, brilhante, que varia de intensidade ao longo do tempo. Pode manifestar-se através de pápulas erite- matosas associadas a edema e leve descamação. Atinge, tipicamente, as regiões de maior contato com a fralda e é caracteristicamente conhecida como “dermatite em W”. As pregas são, geralmente, poupadas, e os locais mais acometidos são superfícies convexas das nádegas, coxas, parte inferior do abdômen, púbis, grandes lábios e escroto (Figura 1). A candidose é considerada a princi- pal complicação da dermatite, e, quando ocorre simulta- neamente, o eritema se intensifica e surgem lesões papu- lopustulosas satélites. 8 Quando o eritema começa a
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Rev. Soc. Bras. Med. Trop.  vol.18 número2

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.18 número2

Imunopatologia do baço na leishmaniose visceral... Carvalho EM, D ’Oliveira Jr.[r]

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Adenomatose erosiva do mamilo.

Adenomatose erosiva do mamilo.

Resumo: A adenomatose erosiva do mamilo é uma complexa proliferação benigna mamária que pode ser confundida com neoplasias malignas da mama. A apresentação típica cursa com descarga mamária, eritema, erosão e formação de crostas. O processo é geralmente assintomático e de instalação insidiosa. A adenomatose erosiva do mamilo pode ser confundida com condições benignas, como a dermatite de contato, psoríase e infecções, mas seu principal diagnóstico diferencial é a Doença de Paget. O tratamen- to é cirúrgico e o prognóstico, excelente.

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Prurido do traje de banho: relato de seis casos no Sul do Brasil.

Prurido do traje de banho: relato de seis casos no Sul do Brasil.

O prurido do traje de banho ou seabather’s eruption é uma dermatite intensamente pruriginosa que ocorre em áreas do corpo cobertas por trajes de banho e áreas de dobras cutâneas após exposição à água do mar. Seu primeiro relato médico foi realizado por Thomas em 1939, na Flórida 5 . Segundo Williamson e

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Citologia nasal na abordagem da rinite alérgica e não alérgica

Citologia nasal na abordagem da rinite alérgica e não alérgica

A fisiopatologia da Rinite Alérgica baseia-se no conhecido processo iniciado por um estímulo alérgico desencadeante, a que se sucede uma interacção entre alergéneo e as IgE mastocitárias e uma resposta rápida mediada por histaminas. Se o estímulo for continuado, a inflamação alérgica perpetuar-se-á. A Citologia Nasal detecta então a presença de um infiltrado intenso de eosinófilos e mastócitos intimamente relacionado com a exposição alérgica e a sintomatologia. Nos casos em que se dá um contacto persistente com um estímulo fraco, a sintomatologia será leve mas a inflamação também persistirá e neste contexto verifica-se um predomínio de neutrófilos. Relativamenta ao caso específico dos pólenes, um dos alergéneos mais comuns presentes na natureza, a Figura 5 (7) – Exemplos citológicos de amostras
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