Top PDF Leucocoprinus Pat. (Agaricaceae, Basidiomycota) no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS,Brasil.

Leucocoprinus Pat. (Agaricaceae, Basidiomycota) no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS,Brasil.

Leucocoprinus Pat. (Agaricaceae, Basidiomycota) no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS,Brasil.

Comentários: a espécie é caracterizada por apresentar basidioma amarelado, píleo de consistência carnosa com margem plicada e basidiósporos com poro germinativo evidente. Segundo Candusso & Lanzoni (1990), L. birnbaumii tem sido mencionada em muitos trabalhos pela beleza particular, não apresentando dificuldades em sua determinação. De acordo com Pegler (1983), esta espécie poderia ser confundida com L. sulphurellus Pegler pela pigmentação amarelada do basidioma. No entanto, L. sulphurellus é facilmente diferenciado pela coloração azul-esverdeada brilhante das lamelas quando machucadas, presença de pleurocistídios, basidiósporos menores (6-7×3,7-4,5 µm) e por não apresentar margem do píleo plicada-estriada. Recentemente, Capelari & Gimenes (2004) descreveram para o Brasil L. brunneoluteus, espécie próxima de L. birnbaumii, diferindo macroscopicamente por apresentar umbo castanho-escuro distinto, coloração das escamas castanha e consistência membranácea do basidioma, lembrando a consistência de L. fragilissimus. Segundo Franco-Molano et al. (2000), L. birnbaumii é muito tóxica e a ingestão deve ser evitada. Apesar de não ter sido coletada muitas vezes no Parque Estadual de Itapuã, é considerada espécie comum (Vellinga 2001) e típica de clima tropical a subtropical, ocorrendo nos dias quentes e úmidos do outono (Wright & Albertó 2002). No Brasil, foi citada para o Sudeste (Capelari 1989; Grandi et al. 1984; Pegler 1997) e para a região Sul (Albuquerque et al. 2006; Meijer 2001; 2006; Sobestiansky 2005).
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Padrões de interações mutualísticas entre espécies arbóreas e aves frugívoras em uma comunidade de Restinga no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

Padrões de interações mutualísticas entre espécies arbóreas e aves frugívoras em uma comunidade de Restinga no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

RESUMO – (Padrões de interações mutualísticas entre espécies arbóreas e aves frugívoras em uma comunidade de Restinga no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil). Padrões de interação entre aves frugívoras e espécies arbóreas, com suas variações sazonais, foram determinados em uma mata de Restinga. Foram feitas observações visuais e capturas da avifauna, ao longo de um ano, estimando-se a conectância do sistema mutualístico e o índice de importância das espécies. Também foi elaborada a rede de interações do sistema e feita a análise da variação das interações entre as estações do ano. Foram registradas 18 espécies animais e 11 vegetais interagindo, com uma conectância de 25,3%. Turdus amaurochalinus e T. rufiventris apresentaram maior número de visitas, interagiram com a maioria das espécies arbóreas e tiveram o maior índice de importância, sendo caracterizadas como as principais dispersoras em potencial. Ocotea pulchella e Myrsine spp. foram registradas com os maiores números de eventos de consumo de frutos pelas aves. No entanto, Ficus organesis interagiu com mais espécies dispersoras, além de ter a maior importância na dieta das aves. Observaram-se variações na quantidade de eventos de frugivoria ao longo do ano, com um aumento significativo na primavera. Além disso, verificou-se um aumento nas espécies frugívoras durante a primavera e verão, bem como no número de espécies arbóreas visitadas nessas estações.
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Riqueza de formigas de solo na praia da Pedreira, Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brasil.

Riqueza de formigas de solo na praia da Pedreira, Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brasil.

ABSTRACT. Richness of ground-dwelling ants in the Praia da Pedreira, Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brazil. Aiming to improve the knowledge on the Brazilian biodiversity, especially the ant fauna of Rio Grande do Sul State (Southern Brazil), this survey was conducted in the Praia da Pedreira, a site of Intensive Use of the Parque Estadual de Itapuã. Ground-dwelling ant species were surveyed for three environments in the beach (native forest, rock bar and sand bar), during 12 months (April/2000 - March/2001). Collections resulted in 60 species belonging to 24 genera, 18 tribes and eight subfamilies (Dolichoderinae, Ecitoninae, Ectatomminae, Formicinae, Heteroponerinae, Myrmicinae, Ponerinae and Pseudomyrmecinae). According to the first order jackknife estimator, the native forest area presented the greatest richness (S est = 37.5), followed by rock bar (S est = 8.9) and sand bar (S est = 5.9). Only Acromyrmex laticeps, Crematogaster sp. and Solenopsis invicta were common to all three environments. This paper presents the first record of Pachycondyla crenata and Pachycondyla laevigata (Ponerinae) occurrence in the Rio Grande do Sul State.
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A ocorrência do mutualismo facultativo entre Dyckia maritima Backer (Bromeliaceae) e o cupim Cortaritermes silvestrii (Holmgren), Nasutitermitinae, em afloramentos rochosos no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS.

A ocorrência do mutualismo facultativo entre Dyckia maritima Backer (Bromeliaceae) e o cupim Cortaritermes silvestrii (Holmgren), Nasutitermitinae, em afloramentos rochosos no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS.

RESUMO – (A ocorrência do mutualismo facultativo entre Dyckia maritima Backer (Bromeliaceae) e o cupim Cortaritermes silvestrii (Holmgren), Nasutitermitinae, em afloramentos rochosos no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS). A presença de colônias de C. silvestrii é comum nos lajeados existentes em Itapuã. Na estação Morro da Grota 1 , 92,0 % dos termiteiros situados na rocha exposta e em ilhas de vegetação estão associados a D. maritima. Esta convivência ocorre em 31,2 % das ilhas na qual esta bromélia se faz presente. Nas ilhas, a comparação entre os substratos aonde D. maritima vegeta, o solo litólico húmico existente sob o manto do musgo Campylopus spp. e o substrato constituído pelo cupinzeiro indica que este último possui os teores mais elevados dos nutrientes P, K, Ca, Mg, Zn e Mn, maior CTC e maiores teores de partículas finas, principalmente o silte. O estabelecimento de D. maritima sobre os termiteiros de grande porte aumenta o seu valor de cobertura em ilhas de vegetação quando comparado com ilhas sem termiteiros ou com termiteiros de pequeno porte em áreas entre 2,7 a 8,0 m 2 . Este fato
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A comunidade de abelhas (Hymenoptera, Apoidea) em áreas florestais do Parque Estadual de Itapuã (Viamão, RS): diversidade, abundância relativa e atividade sazonal.

A comunidade de abelhas (Hymenoptera, Apoidea) em áreas florestais do Parque Estadual de Itapuã (Viamão, RS): diversidade, abundância relativa e atividade sazonal.

RESUMO. A comunidade de abelhas (Hymenoptera, Apoidea) foi estudada no Parque Estadual do Itapuã, município de Viamão, no que diz respeito à diversidade, abundância relativa e atividade sazonal. As abelhas foram coletadas sobre as flores em duas áreas florestais, durante dois dias consecutivos por área, quinzenalmente, das 8 h às 18 h. No total, foram capturadas 3.306 abelhas pertencentes a 95 espécies das cinco famílias ocorrentes no Brasil. Dentre elas, Apidae foi a família mais abundante (2.860 indivíduos) e mais diversificada (36 espécies), seguida de Halictidae com 308 indivíduos e 26 espécies. Comparações realizadas com a fauna de abelhas de outras comunidades revelaram uma baixa diversidade na região estudada. Representantes de Apidae e Halictidae foram encontrados o ano todo nas flores, com uma redução gradual de atividade em março e abril quando foi registrado o menor índice de precipitação e temperaturas mais altas do ano. PALAVRAS-CHAVE. Abelhas, fenologia, riqueza.
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Florística e estrutura do componente arbóreo de matas de Restinga arenosa no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

Florística e estrutura do componente arbóreo de matas de Restinga arenosa no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

RESUMO – (Florística e estrutura do componente arbóreo de matas de Restinga arenosa no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil). Para ampliar o conhecimento sobre as matas de Restinga arenosa no Rio Grande do Sul, foi realizado o estudo florístico e fitossociológico do componente arbóreo de cinco capões de Restinga do Parque Estadual de Itapuã. Neste estudo comparativo foi usado o método de parcelas, incluindo todos os indivíduos com DAP mínimo de 5 cm e totalizando uma área de 1,02 ha. A composição florística resultou em uma riqueza total de 31 espécies, 26 gêneros e 20 famílias, considerando os cinco capões juntos. A densidade total arbórea nos capões teve uma média de 1.023 ind/ha. A família com a maior riqueza de espécies foi Myrtaceae e, entre as espécies com maior valor de importância, foram encontradas Sebastiania serrata (Baill. ex Müll. Arg.) Müll. Arg. e Ficus organensis Miq. A diversidade específica foi baixa, variando de 1,08 a 2,38 nats.ind -1 . Os resultados obtidos indicam a existência de diferenças na composição e na estrutura arbórea dos capões que podem
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Padrões morfológicos de diásporos de árvores e arvoretas zoocóricas no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

Padrões morfológicos de diásporos de árvores e arvoretas zoocóricas no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil.

RESUMO – (Padrões morfológicos de diásporos de árvores e arvoretas zoocóricas no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil). Diásporos são as unidades de dispersão das plantas e sua morfologia está relacionada a adaptações às estratégias de dispersão e estabelecimento. Neste estudo, foram avaliadas características morfológicas de diásporos de 64 espécies de árvores e arvoretas adaptadas ao consumo por vertebrados, no Parque Estadual de Itapuã, sul do Brasil, com o objetivo de relacionar características relevantes para a dispersão, como tamanho, formato e cor dos diásporos, com aspectos relacionados ao estabelecimento de plântulas, como massa e quantidade de sementes. Foram considerados dispersos por vertebrados aqueles diásporos que apresentaram estruturas carnosas. O comprimento médio dos diásporos das espécies analisadas foi 1,7 ± 1,67 cm (N = 1.402). Baseando-se em um diagrama de ordenação, produzido com o comprimento e massa dos diásporos e número e massa de sementes por diásporo, as espécies foram separadas em quatro grupos morfológicos. Espécies com poucas sementes por diásporo foram associadas à dispersão por aves, mamíferos ou estratégias mistas; a presença de muitas sementes de massa elevada foi associada à síndrome de mamaliocoria; e grande número de sementes de pequena massa e tamanho, à síndrome mista. O grupo com maior riqueza (35 espécies) foi aquele com diásporos pequenos e poucas sementes, potencialmente aptos à dispersão por aves e com maior proporção em massa de sementes por diásporo.
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SYSTEMATICS, MORPHOLOGY AND PHYSIOLOGY Thrips Species (Thysanoptera) Collected at Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brazil

SYSTEMATICS, MORPHOLOGY AND PHYSIOLOGY Thrips Species (Thysanoptera) Collected at Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brazil

ABSTRACT - The order Thysanoptera comprises mostly phytophagous or fungivorous species, with a few species that are predators. Recent studies have emphasized the diversity of behavioural patterns amongst these diminutive insects. From the 5,500 species known worldwide, about 10% are recorded from Brazil, mostly tropical areas. In this work we surveyed the Thysanoptera fauna of a southern locality, 800 km south of the Tropic of Capricorn. The study site was “Parque Estadual de Itapuã” (30°22´S 51°02´W), Viamão, RS, and thrips were sampled from wild flowers, branches, grass and litter, from June 1999 to May 2001. A total of 83 species in 32 genera was found, but only 29 of these species could be identified, emphasizing the poor knowledge of the insect fauna of southern Brazil.
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Thysanoptera: plantas visitadas e hospedeiras no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brasil.

Thysanoptera: plantas visitadas e hospedeiras no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brasil.

ABSTRACT. Thysanoptera: visited and host plants at Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS, Brazil. The scientific knowledge about the association of Thysanoptera with native or cultivated plants in the Neotropical region is practically nonentity. This work aimed at identifying the thrips species and the plants visited by them or used as hosts in a Conservation Unit, the “Parque Estadual de Itapuã” (30°22’S 51°02’W), Viamão, Rio Grande do Sul, Southern Brazil. Between June 1999 and May 2001, branches (n=1,274), flowers (n=774) and grass tussocks (n=596) were systematically sampled at 20 points in four standardized transects. A total of 72 plant species belonging to 26 families were identified, 60 of those were registered as host plants. From a total of 9,602 thrips specimens, 4,900 (50%) were registered in flowers, 3,764 (39%) in branches and 938 (10%) in grass tussocks. For 6,533 of the specimens (4,480 immatures and 2,053 adults), it was possible to identify the plant on which they were collected. Of a total richness of 61 species of thrips, 35 were recorded in flowers, 36 in branches and 14 in grass tussocks. The most abundant thrips species and the plant species that showed the higher thrips diversity are commented upon.
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SPECIES COMPOSITION AND STRUCTURE OF THYSANOPTERA COMMUNITIES IN DIFFERENT MICROHABITATS AT THE PARQUE ESTADUAL DE ITAPUÃ, VIAMÃO, RS

SPECIES COMPOSITION AND STRUCTURE OF THYSANOPTERA COMMUNITIES IN DIFFERENT MICROHABITATS AT THE PARQUE ESTADUAL DE ITAPUÃ, VIAMÃO, RS

Although thrips are known as inhabitants of flowers, they are also abundant and diverse in other microhabitats. There is an information gap concerning them, especially related to the native fauna in southern Brazil. The structure and composition of the thysanopteran community in different microhabitats was studied at the “Parque Estadual de Itapuã” (30° 22’ S 51° 02’ W), RS, southern Brazil. Between June 1999 and May 2001, branches (n = 1,274), flowers (n = 774), grass tussocks (n = 596) and leaf litter (n = 603) were sampled systematically in 20 points of four trails (T1 - Pedreira beach, T2 - Araçá beach, T3 - Lagoinha, and T4 - Grota hill). We found 2,197 adult thrips determined in 73 species in 41 genera, of which 37 could be nominated. Four families are represented, Thripidae, Phlaeothripidae, Heterothripidae and Merothripidae, with the first the most abundant (N = 1,599) and with the highest species richness (S = 32). The highest thrips abundance occurred in flowers N = 1,224 and the highest number of exclusive species occurred in the leaf litter (27). Frankliniella rodeos Moulton, 1933, Frankliniella gemina Bagnall, 1919 and Smicrothrips particula Hood, 1952 comprise 49.4% of the total sampled. Regarding T2, we obtained the highest abundance (N = 935) and highest species richness (S = 43). The composition of the faunas in each kind of environment proved very particular.
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Biodiversidade de aranhas de solo em uma área de restinga do Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil

Biodiversidade de aranhas de solo em uma área de restinga do Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil

No Brasil, a abordagem sistemática e taxonômica de aracnídeos datam desde o do século XIX, com o estudo do material coletado de maneira aleatória pelos primeiros Naturalistas viajantes que por aqui passaram. Dentre os pesquisadores brasileiros que mais se destacaram nesta área figuram: Bücherl (1949, 1959), Mello-Leitão (1923 b), Soares (1944), Soares & Soares (1946) e Soares & Camargo (1948). Como já foi mencionado, estes trabalhos tratavam apenas da classificação das novas espécies e do registro das já conhecidas para as áreas em que estes efetuavam colecionamento de material ou das quais recebiam material por doação, não tendo pois um cunho ecológico.
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Estudo comparado da taxocenose de peixes em dois ambientes aquáticos do Parque Estadual de Itapuã, sul do Brasil.

Estudo comparado da taxocenose de peixes em dois ambientes aquáticos do Parque Estadual de Itapuã, sul do Brasil.

Figura 9. Gráficos de dispersão obtidos através da análise de correspondência canônica (ACC), para taxocenose de peixes da praia das Pombas, Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS (Cond., condutividade; Pluv., pluviosidade; Fotop., fotoperíodo; Oxig., oxigênio; Temp. água, temperatura da água; Temp. ar, temperatura do ar; Afas, Astyanax fasciatus; Ajac, Astyanax jacuhiensis; Calb, Cyanocharax alburnus; Clep, Crenicichla lepidota; Cpun, Crenicichla punctata; Cvog, Cyphocharax voga; Gbra, Geophagus brasiliensis; Hoan, Homodiaetus anisitsi; Lanu, Loricariichthys anus; Lgro, Lycengraulis grossidens; Lobt, Leporinus obtusidens; Odont(jov), Odontesthes jovens; Ojen, Oligosarcus jenynsii; Orob, Oligosarcus robustus; Pbon, Pachyurus bonariensis; Pmac, Pimelodus maculatus; Pnig, Parapimelodus nigribarbis; Rcad, Rineloricaria cadeae; Rstr, Rineloricaria strigilata; Sjac, Schizodon jacuiensis).
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Feeding habit of Eigenmannia trilineata Lopez Castello, 1966 (Teleostei: Sternopygidae) of Parque Estadual de Itapuã, RS, Brazil

Feeding habit of Eigenmannia trilineata Lopez Castello, 1966 (Teleostei: Sternopygidae) of Parque Estadual de Itapuã, RS, Brazil

Este estudo objetiva descrever o hábito alimentar de uma população da espécie de peixe elétrico Eigenmannia trilineata do Sul do Brasil, através da variação das freqüências mensais dos índices de repleção (IR), hepatossomático (IHS), fator de condição (FC) e análise da dieta da espécie, além da comparação dos resultados obtidos com fatores abióticos. Foram coletados 428 exemplares entre os meses de junho/2002 e maio/2003 com o auxílio de rede do tipo puçá e um detector de peixe elétrico. Os conteúdos estomacais foram analisados utilizando três métodos de mensuração: freqüência de ocorrência de itens alimentares, composição percentual por tipo de presa e índice de importância alimentar. E. trilineata apresentou microcrustáceos e insetos autóctones como alimentos principais. Os adultos (machos maiores que 63,5 mm e fêmeas maiores que 80,5 mm) tiveram pequena alteração em sua dieta durante o período reprodutivo e ingeriram uma maior variedade de itens do que os juvenis. O IR dos machos apresentou picos antes e depois do período reprodutivo, obtendo correlação significativa com o IHS, fato este não verificado para as fêmeas. O fator de condição foi mais influenciado pelo peso do estômago nos machos e das gônadas nas fêmeas. Não foi identificada correlação entre fatores abióticos e a atividade alimentar da espécie.
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Banco de sementes de espécies arbóreas em floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil.

Banco de sementes de espécies arbóreas em floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil.

ao solo. Essas sementes podem permanecer latentes por períodos prolongados no solo, vindo a germinar assim que encontrarem condições propícias, constituindo um componente importante no banco permanente de sementes (Foster & Janson 1985, Roizman 1993). A estacionalidade climática é identificada como uma das pressões seletivas que determinam a frutificação sazonal das plantas em comunidades (Morellato 1995). A pouco pronunciada sazonalidade climática na área pode definir um padrão contínuo de frutificação (Morellato et al. 2000), refletido na semelhança do banco entre estações. Grombone-Guaratini & Rodrigues (2002) citam a ocorrência de valores de densidade sem diferenças significativas nas duas amostragens do banco de sementes do solo realizadas no mesmo ano, mas diferem de uma amostragem feita no ano anterior, provavelmente Tabela 4. Distribuição do número de indivíduos recrutados por espécie no banco de sementes do solo (BSS 1; BSS 2), por tipo de tratamento, em uma floresta estacional no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS.
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Biologia reprodutiva de Pyrocephalus rubinus (aves: Tyrannidae) no sul do Brasil

Biologia reprodutiva de Pyrocephalus rubinus (aves: Tyrannidae) no sul do Brasil

Os Campos do sul do Brasil estão na região Neotropical e fazem parte de dois domínios biogeográficos, o Amazônico e o Chaquenho, representados pelas províncias do Paraná (PR, SC e norte do RS) e Pampeana (sul do RS), respectivamente (Overbeck et al 2009). O limite entre essas províncias mais ou menos corresponde ao paralelo 30º de latitude sul, o mesmo limite que separa os biomas Mata Atlântica e Pampa na classificação brasileira (IBGE 2004). Na Província Pampeana, isto é, na metade sul do estado e áreas adjacentes do Uruguai e Argentina, a precipitação média anual é baixa (ca. 1200 –1600 m), bem como a temperatura média anual (13-17ºC), a vegetação campestre predomina, com muitas espécies herbáceas, arbustivas e de arvoretas coexistindo na matriz de gramíneas. A maior parte da flora tem origem Chaquenha, mas também há espécies dos domínios Amazônico e Andino-Patagônico (Overbeck et al 2009).
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Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

2-8), havendo várias propostas de denominação de seus tipos. Andrade & Sousa (1995) dividiram o Parque em quatro formações básicas: campo graminoso, campos rupestres (Fig. 5), campo com arbustos e arvoretas (com predominância da Asteraceae conhecida como candeia – Vanillosmopsis erythropappa Schult. Bip.) e capões de mata. Salimena-Pires (1997) diferenciou seis tipos vegetacionais: campos rupestres (senso estrito), campo rupestre arborizado (Fig. 6), campo gramíneo-lenhoso, mata de galeria, Floresta Estacional Semidecidual Montana e brejo estacional. Rodela (1998) apresentou uma divisão em sete tipos vegetacionais no Parque: remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual Montana, Floresta Ombrófila Densa Altimontana, mata ciliar (Fig. 7) e capão de mata, cerrado de altitude, campo rupestre, campo herbáceo-graminoso e campo encharcável. As florestas do interior do PEIB foram estudadas por M.A. Fontes (dados não publicados), demonstrando que devem ser classificadas como Florestas Ombrófilas Densas ou nebulares; esse autor reconheceu duas fisionomias distintas: 1) mata alta, onde se destacam duas áreas denominadas “Mata Grande” e “Matinha”, com cerca de 94 e 30 ha, respectivamente, perfazendo mais de 30% da cobertura total de florestas do PEIB, com árvores de até 25 m, e 2) mata baixa, onde há predominância de “candeia”, com árvores alcançando até 12 m.
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Pteridófitas do Parque Estadual do Jacupiranga, SP, Brasil.

Pteridófitas do Parque Estadual do Jacupiranga, SP, Brasil.

A flora de pteridófitas do Parque Estadual do Jacupiranga apresenta diversas peculiaridades, sendo que algumas das espécies encontradas são citadas aqui pela primeira vez para o Estado de São Paulo. São elas: Stigmatopteris ulei (Christ) Sehnem, conhecido antes apenas nos Estados de Santa Catarina e Paraná (Sehnem 1979; Moran 1991), Thelypteris paranaensis Salino, antes só citado para o Estado do Paraná (Salino 2002) e Diplazium rieddelianum (Bong. ex Kuhn) Kuhn ex C. Chr., citado anteriormente no Brasil apenas para Santa Catarina e Minas Gerais (Sehnem 1979). Além disso, o número de espécies encontrados no PEJ é bastante alto, e está relacionado à existência de enorme diversidade de condições físicas, climáticas e edáficas, às diferentes formações vegetacionais - desde formações de regiões montanas até as formações características da planície litorânea - e todos os diferentes microhábitats associados a essas condições.
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Estudo taxonômico e ecológico dos Ichneumonidae (Hymenoptera, Ichneumonoidea) em área de mata atlântica em diferentes estágios sucessionais, no Parque Estadual da Serra Do Mar, São Luiz do Paraitinga, SP, Brasil

Estudo taxonômico e ecológico dos Ichneumonidae (Hymenoptera, Ichneumonoidea) em área de mata atlântica em diferentes estágios sucessionais, no Parque Estadual da Serra Do Mar, São Luiz do Paraitinga, SP, Brasil

Pronoto apresentando estriações horizontais na parte inferior formando um dente anteriormente na estrutura, epomia forte com extremidade superior quase atingindo a margem dorsal do pronoto. Mesoscuto convexo e densamente pontuado, com lobo mediano fortemente arredondado na porção anterior e demarcado por notaules superficiais e rugosos que se estendem até a parte posterior; escutelo convexo com pontuações profundas, com carenas laterais fortes. Mesopleura lisa centralmente, com estriações na parte superior e pontuações, pelos e estriações na parte inferior, esternaule demarcado, carena epicnemial forte se estendendo até a proeminência subalar (Fig. 42). Metapleura (Fig. 42) e propódeo (Fig. 43) reticulados. Pernas anteriores, médias e posteriores com pilosidade densa e curta, coxa posterior delgada, 3,8 vezes tão longa quanto larga, garras tarsais posteriores, curvadas e pectinadas. Asa anterior com nervura 2+3 rs-m 0,6 vezes tão longa quanto a abscissa de M entre 2+3 rs-m e 2 m-cu, abscissa de Cu1 entre 1m-cu e Cu1a 0,5 vezes tão longa quanto Cu1b; asa posterior com a primeira abscissa de Rs 0,7 vezes tão longa quanto 1rs-m.
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Composição florística e estrutura da regeneração natural do Parque Estadual do Espinilho, RS.

Composição florística e estrutura da regeneração natural do Parque Estadual do Espinilho, RS.

Para o levantamento florístico e análise fitossociológica da regeneração natural das espécies arbóreas que existem no Parque do Espinilho, utilizou- se uma unidade amostral permanente de 4ha (200x200m) já instalada previamen te, subdividida em 400 subunidades de 100m² (10x10m). No presente estudo, for am avaliadas 60 subun idades sorteadas aleatoriamente, considerando-se erro de amostragem de no máximo 20% a 95% de probabilidade. Nessas subunidades, todos os indivíduos de espécies arbóreas presentes na regeneração natural com altura mínima de 30cm e com diâmetro ao nível do solo (DNS), tomado a ±03cm em relação ao solo, inferior a 9,5cm foram amostrados.
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Fernanda Ayumi Teshima ECOLOGIA DAS ASSEMBLEIAS DE PEIXES DO PARQUE ESTADUAL DO JURUPARÁ (PEJU, SP)

Fernanda Ayumi Teshima ECOLOGIA DAS ASSEMBLEIAS DE PEIXES DO PARQUE ESTADUAL DO JURUPARÁ (PEJU, SP)

Além dos represamentos, o parque abriga pelo menos 14 espécies de peixes não nativas, reconhecidas até 2010. Oito são nativas de outras bacias hidrográficas brasileiras (e.g., Alto Paraná, Paraná-Paraguai e Amazônica) e seis são espécies exóticas invasoras (e.g., carpas, tilápias e black- bass) (São Paulo 2010). A presença destas espécies provavelmente é resultante de escapes de pisciculturas ou peixamentos realizados diretamente nos corpos d'água das represas. Neste estudo, também capturamos um exemplar de M. anguillicaudatus, originária do leste asiático e provavelmente introduzida por aquaristas (Gomes et al. 2011). Uma análise do conteúdo estomacal do exemplar capturado revelou uma dieta essencialmente invertívora, o que pode ser preocupante se resultar em competição alimentar com outras espécies invertívoras nativas, como Characidium spp. e Trichomycterus spp. (Gomes et al. 2011). Aumentar o esforço amostral e realizar monitoramentos periódicos é necessário para verificar se esta ocorrência foi um evento isolado em nossas coletas ou se há indícios de estabelecimento de uma população desta espécie exótica nos riachos da bacia do Rio Ribeira de Iguape. Aumentar o esforço amostral ou ampliar a área de estudo também pode melhorar as análises de raridade, pois algumas espécies apresentaram somente um exemplar capturado (A. ribeirae, B. microcephalus e P. transitoria).
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