Top PDF LINGUAGEM, NOVA RETÓRICA E VIOLÊNCIA VERBAL NAS REDES SOCIAIS

LINGUAGEM, NOVA RETÓRICA E VIOLÊNCIA VERBAL NAS REDES SOCIAIS

LINGUAGEM, NOVA RETÓRICA E VIOLÊNCIA VERBAL NAS REDES SOCIAIS

Como já aludido anteriormente, uma das formas de tratar essa questão, pelo viés do uso da linguagem compreendida como expressão do pensamento, está relacionada com a identificação da necessidade de se “ensinar a pensar” ou, mais precisamente, com o lançar mão do raciocínio lógico nas práticas de leitura e escrita de mensagens nas redes sociais. Esse entendimento precisa ser problematizado para que se avalie sua contribuição no debate acerca dos desafios educacionais que a violência verbal nas mídias digitais impõem.

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Reflexões para a análise da violência verbal

Reflexões para a análise da violência verbal

Este artigo propõe uma reflexão sobre o modo de abordar a análise da vio- lência verbal. Há violências de todo tipo, dirigidas a todo tipo de pessoas. Em uma disciplina de corpus, como as Ciências da Linguagem, o estudo de uma questão implica começar por uma exploração do material da lin- guagem a partir do qual será cons- truído o corpus. Trata-se de observar o que se diz na mídia, o que circu- la nas redes sociais, blogs, fóruns, tweets, etc. e o que se ouve nas con- versas, a fim de registrar o que se chama de discurso ordinário. Estudos sobre a violência verbal, considerando as situações de comunicação, a identi- dade dos atores e o contexto cultural, deveriam permitir evitar globalizar o fenômeno, mesclar as situações de emprego, fazer julgamentos genera- lizantes a partir de casos particula- res. Esses estudos deveriam permitir compreender melhor o que acontece nas relações sociais e nas relações de força que as permeiam, relações de força constitutivas da identidade dos indivíduos.
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O cálculo do esquecimento: o papel de mediação das redes sociais na produção de violência

O cálculo do esquecimento: o papel de mediação das redes sociais na produção de violência

Segundo o autor (CASTELLS, 2003), apesar de surgir em um contexto militar, as pesquisas que deram à internet o seu formato atual tiveram autonomia de desenvolvimento, estando vinculadas a centros de pesquisas acadêmicos. A lógica de criar uma nova forma de comunicação por meio de computadores rapidamente se expandiu para seu uso na sociedade civil. Já no início da década de 1990, haviam provedores privados comerciais de internet oferecendo conexão, a partir de onde houve grande crescimento do alcance da internet. A velocidade na expansão dessa rede é atribuída a sua estrutura de funcionamento baseada em uma arquitetura descentralizada, de múltiplas camadas, redundância de função e protocolos de comunicação abertos, passíveis de alteração por qualquer um com acesso à linguagem de programação, permitindo a adição de novos terminais e capacidade ilimitada de reconfiguração. Castells (2003) afirma ainda que a internet se desenvolveu com base em uma lógica libertária, de defesa da liberdade como valor central e crítica ao lugar do Estado, que limitaria o movimento das liberdades individuais e assim, do mercado. A descentralidade pretendida pela internet se apoia na defesa da concorrência e não-intervenção, o que esclarece problemáticas que se manifestam na atualidade com relação à manipulação e uso dos dados que circulam para fins econômicos e políticos sem regulação.
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Discursos sobre violência sexual contra a mulher no webjornalismo e nas redes sociais

Discursos sobre violência sexual contra a mulher no webjornalismo e nas redes sociais

55 A violência física não configuraria hegemonia por si só, uma vez que uma agressão sem uma razão lógica que a suporte dá abertura para questionamentos e reações e, enquanto é inegável que a ordem social da masculinidade hegemônica e do patriarcado ainda sejam consideradas inerentes às sociedades atuais, além de a visão androcêntrica e a dominação masculina não necessitarem de justificativas para exercerem seu poder (BOURDIEU, 1999), os movimentos feministas trabalharam (conforme explicitado no início deste capítulo) com muito afinco em favor da desconstrução dos valores patriarcais naturalizados, transformando pesquisas em políticas públicas na busca pela equidade de gêneros sociais (CARNEIRO, 2015). Com isso, foram capazes de modificar a estrutura sólida e resistente onde antes se encontrava o patriarcado, criminalizando ações que antes eram consideradas naturais e intrínsecas à natureza das relações de gênero social. Com isso, tornou-se necessário que os praticantes de atos de violência contra a mulher, que ainda ocorrem de maneira generalizada tanto no Brasil quanto no mundo, encontrassem novos discursos capazes de justificar sua existência. No próximo tópico, portanto, analisarei as formas de legitimação da violência, concentrando-me especificamente naquela de cunho sexual, ponto central desta pesquisa.
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LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL MANIFESTANDO SENTIDOS: ANÁLISE DA CAPA DA REVISTA CONEXÃO LITERATURA 2017

LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL MANIFESTANDO SENTIDOS: ANÁLISE DA CAPA DA REVISTA CONEXÃO LITERATURA 2017

113 As identidades são socialmente construídas, autoconscientes, narrativas contínuas que os indivíduos desempenham, interpretam e projetam nas roupas, movimentos corporais, ações e linguagens. O emprego da identidade ocorre na companhia de outras pessoas face a face ou em um modo mediado eletronicamente – com quem, indivíduos em posições variadas compartilham crenças, motivações, valores, atividades e práticas. As identidades são sobre negociação de novas posições do sujeito no entrecruzamento do passado, presente e futuro. [...] Há relações desiguais de poder para lidar com os diferentes capitais – econômicos, culturais e sociais – que tanto facilitam e restringem as interações com outras pessoas em diferentes comunidades de prática com que os indivíduos se envolvem em suas vidas. Finalmente, as identidades estão relacionadas a diferentes categorias tradicionalmente demográficas, como etnia, raça, nacionalidade, migração, gênero, classe social e língua. (BLOCK, 2007, p. 27)
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Redes sociais, mulheres e corpo: um estudo da linguagem fitness na rede social Instagram

Redes sociais, mulheres e corpo: um estudo da linguagem fitness na rede social Instagram

Fischler (idem, p. 362-369) fala dos movimentos que levam a mulher a ser mais e mais obcecada com a magreza: a mulher como objeto de consumo e de uso da moda e a juvenilização extrema, a mulher que não pode envelhecer. Nesse sentido o autor pondera que o corpo feminino seria sempre um objeto sem sujei- to, sem identidade, adequado ao consumo, colocando ainda uma outra oposição importante: a mulher perfeita versus a mulher mãe ou, como Fischler pondera, a mulher reprodutiva x mulher produtiva. Valoriza-se nessa imagem das redes sociais a mulher perfeita, a imagem almejada, nelas causa estranheza uma foto de uma mulher grávida – logo aparecerá o comentário “não parece você!”. É nesse sentido que aparecem os discursos de celebridades que postam suas fotos nas redes sociais, magras, mesmo pouco tempo após terem um bebê.
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Modelos psicolinguísticos de produção da linguagem verbal oral

Modelos psicolinguísticos de produção da linguagem verbal oral

Psycholinguistic models of verbal language production face at the difficulty of formalizing the mental representations that govern pragmatic intentions for producing an oral text, as well as that of the essential concepts, both with the function of guiding textual planning. Such difficulty poses challenges to experimental designs that may falsify working hypotheses (POPPER, 2004, p. 41-43). Most of psycholinguistic models of oral verbal language production refer to the opening of a topic and not to the ongoing dialogue, following the speech of an interlocutor. I refer to precursors from neurology, such as Broca (2004) and Wernicke ( CAMPOS FILHO, 2002-2003) , and examine the psycholinguistic models, starting with Fromkin’s (1973) pioneer one. I dwell more deeply on that of Levelt and colleagues (1999) and mention the more recent contributions (ROELOFS; FERREIRA, 2017).The examples are all adapted to Brazilian Portuguese. I conclude with the hypothesis that, as the processing levels become lower, with closed paradigms, constituted by a smaller number of elements, the processes are automated and encapsulated. This approach is in line with Fodor’s (1983) proposal, who divided mental processes into horizontal (the so-called creative) and vertical (compulsory and modular) processes.
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Argumentação e linguagem: da retórica à concepção de discurso como prática social

Argumentação e linguagem: da retórica à concepção de discurso como prática social

Dessa forma, quando se reflete sobre a constituição do discurso argumentativo não se podem menosprezar, conforme sugere Perelman (1999, p. 16), as con- dições psíquicas e sociais a partir das quais é construído o verdadeiro objeto de estudo da argumentação, a saber, as formas pelas quais os indivíduos são influenciados por meio do discurso, ou, dito de outra maneira, a intensidade de adesão do auditório a certas teses. Ao ressaltar que a demonstração lógica difere da argumentação justamente por aquela, contrariamente a esta, não se interessar pela gênese dos elementos fornecidos pelo construtor dos objetos de predicação em causa, é que os as- pectos psíquico-sociais da linguagem argumentativa assumem esse papel pre- ponderante na obra de Perelman (1999). Nas palavras de Perelman (1999, p. 16), toda a argumentação visa à adesão dos espíritos e, por isso mesmo, pressupõe a existência de um contato intelectual (grifo do autor). Assim, quando se tra- ta, por exemplo, do domínio discursivo político, submerge, na busca da persu- asão e do convencimento, aquilo que é vivenciado, conhecido ou reconhecido e compartilhado pelas partes, ou seja, pelos sujeitos, instituições e contextos que o constituem.
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A natureza da interface linguagem audiovisual-linguagem verbal no discurso publicitário : uma abordagem cognitivista

A natureza da interface linguagem audiovisual-linguagem verbal no discurso publicitário : uma abordagem cognitivista

Já pela TR, teoria na qual o objetivo comum indispensável entre o comunicador e o receptor é a comunicação, o viés dessa análise será através do efeito contextual, que é a base da noção da relevância, ou seja, o resultado da relação entre os benefícios contextuais (benefício) e o esforço do processamento cognitivo (custo). Quanto maior o custo de processamento menor a relevância da suposição; em contrapartida, quanto menor o custo do processamento maior a relevância da suposição. Tendo em vista esses conceitos, será utilizado, como ponto inicial dessa etapa, a análise feita sobre as seqüências das cenas conforme a seção da análise sob o ponto de vista das teorias da comunicação inferencial. Em regra, os efeitos contextuais são alcançados quando uma nova informação é processada e sobreposta às antigas, resultando numa alteração no ambiente cognitivo anterior. Os resultados dos pontos de vista dos espectadores e da intenção comunicativa do diretor de cena, se cruzadas com essas possíveis suposições detectadas, podem ser melhores analisadas e interpretadas. Os efeitos contextuais detectados da seqüência B para A foram os seguintes:
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Vulnerabilidades à saúde na adolescência: condições socioeconômicas, redes sociais, drogas e violência.

Vulnerabilidades à saúde na adolescência: condições socioeconômicas, redes sociais, drogas e violência.

Os dados referentes à composição quantitativa de suas relações sociais de amizade indicaram, ainda, que 76,7% dos participantes têm grupo de amigos com número superior a sete integrantes, sendo essa proporção maior entre os adolescentes do sexo masculino (78,8%). Entretanto, quando se questionou sobre solidão, 21,7% relataram já haver experimentado frequentemente esse sentimento, sendo maior esse percentual entre as adolescentes (30,7%), quando comparado aos escolares do sexo masculino (13,2%), (p=0,000). Da mesma forma, maior proporção de adolescentes do sexo feminino (21,9%) declarou ter vivenciado situação de insônia frequente, devido a preocupação com questões do cotidiano.
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Violência simbólica e redes sociais no facebook: o caso da fanpage "Diva Depressão".

Violência simbólica e redes sociais no facebook: o caso da fanpage "Diva Depressão".

É importante notar que nessas práticas observamos o processo de construção da violência simbólica, descrito por Bourdieu (1991), onde as vítimas não se reconhecem enquanto vítimas. Elas se percebem enquanto estigmatizadores e não como estigmatizados, mesmo que estejam estigmatizando a si ou ao seu grupo como um todo. A própria ação de tomar pra si a postagem da fanpage e republicá-la, por exemplo, pode ajudar a construir a ideia de que o sujeito, aquele que reproduz o discurso, é a “diva”, é o “normal”. Outro efeito do discurso é a sua naturalização diante do cotidiano. Ele passa a ser percebido como algo “natural”, normal, cuja graça reside no fato de dizer aquilo que os sujeitos gostariam de dizer e comentar para os demais, publicando em seus perfis e repassando as mensagens. Assim, quais seriam as principais estratégias utilizadas para que o discurso perpetue o estigma nos sites de rede social a partir dos exemplos estudados neste artigo?
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Comunicação não-verbal: reflexões acerca da linguagem corporal

Comunicação não-verbal: reflexões acerca da linguagem corporal

A comunicação não-verbal exerce fascínio sobre a humanidade desde seus primórdios, pois envolve todas as manifestações de comportamento não expressas por palavras, como os gestos, expressões faciais, orientações do corpo, as posturas, a relação de distância entre os indivíduos e, ainda, organização dos objetos no espaço. Pode ser observada na pintura, literatura, escultura, entre outras formas de expressão humana. Está presente no nosso dia-a-dia mas, muitas vezes, não temos consciência de sua ocorrência e, nem mesmo, de como acontece 4,5,13,14 . A comunicação não-verbal, entendida como ações ou processos que têm significado para as pessoas, exceto a expressão verbal, é classificada por KNAPP 8 em: paralinguagem (modalidades da voz), proxêmica (uso do espaço pelo homem), tacêsica (linguagem do toque), características físicas (forma e aparência do corpo), fatores do meio ambiente (disposição dos objetos no espaço) e cinésica (linguagem do corpo).
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INTERSEMIOSE ENTRE A LINGUAGEM VISUAL E VERBAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA

INTERSEMIOSE ENTRE A LINGUAGEM VISUAL E VERBAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Seus textos permaneceram dobrados e guardados até o último encontro, quando foram comparados com a análise feita sobre a mesma obra, depois da experiência da oficina. Estudaram as relações entre as diferentes linguagens e as analogias entre elas. Após, foram descritos os elementos constitutivos da linguagem, mostrando textos em distintas linguagens e estabelecendo- se analogias entre textos verbais e visuais. Constatou-se que o grupo tinha dificuldade de manter a concentração; o período foi reduzido a quarenta e cinco minutos semanais. Ainda pediram exercícios lúdicos, de coordenação motora e outros para agilizar a memória.
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As ONG nas redes sociais – A tendência de uma nova forma de acesso ao espaço público

As ONG nas redes sociais – A tendência de uma nova forma de acesso ao espaço público

admite ser cada vez mais difícil e mais competitivo e a conhecimento público das atividades desenvolvidas pelas instituições é um fator determinante. Os Internet podem ter um peso significativo na divulgação do trabalho desenvolvido pela ONG, mas são também um recurso que muitas vezes garante o respeito pelos direitos cívicos, nomeadamente em situações de catástrofe humanitária ou políticas. As redes sociais desempenham hoje um papel importante nestes procedimentos de comunicação já que são um meio gratuito de exposição e interação direta com o público. A gratuitidade, facilidade de gestão, e de acesso aos recursos, para promover a comunicação das ONG nestas redes, tornam estes veículos de comunicação especialmente interessantes na estratégia das organizações. Mas que representatividade têm estas instituições nas redes sociais? Como comunicam com o público e que relevância atribuem a este meio de comunicação? Estas As ONG nas redes sociais – A
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redes sociais

redes sociais

Observando as redes sociais como interdependentes umas das outras, é palusível perceber que todas as pessoas estariam interligadas umas às outras em algum nível. O sociólogo Stanley Milgram, na década de 60, foi o primeiro a realizar um experimento para observar os graus de separação entre as pessoas. ([Dégene e Forsé, 1999], [Buchanan, 2002]; [Barabasi, 2003] e [Watts, 2003]). Ele enviou uma determinada quantidade de cartas a vários indivíduos, de forma aleatória, solicitando que tentassem enviar a um alvo específico. Caso não conhecessem o alvo, as pessoas eram solicitadas então, a enviar as cartas para alguém que acreditassem estar mais perto dessa pessoa. Milgram descobriu que, das cartas que chegaram a seu destinatário final, a maioria havia passado apenas por um pequeno número de pessoas. Isso indicaria que as pessoas estariam efetivamente, a poucos graus de separação umas das outras Isso indiciaria que estaríamos, efetivamente, vivendo em um "mundo pequeno".
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Open Linguagem e redes sociais: o facebook como espaço de aprendizagem da língua portuguesa para alunos surdos

Open Linguagem e redes sociais: o facebook como espaço de aprendizagem da língua portuguesa para alunos surdos

A internet é hoje um dos meios de difusão de mensagens mais acessíveis e, desse modo, sua linguagem se propagou e se tornou globalizada. Nesse contexto, também, insere-se o Facebook, uma rede social que pode fornecer aos alunos surdos a oportunidade de apresentar suas ideias, conduzir discussões on-line e colaborar de forma efetiva para o aprendizado do ensino de língua portuguesa a partir do uso das tecnologias digitais contemporâneas. Assim, esta pesquisa se propõe a contribuir para dimensionar alguns aspectos das dinâmicas de inclusão dos alunos surdos, através do uso do Facebook. O uso dessa rede social, apresenta-se como uma das possibilidades que pode contribuir com o letramento digital e mais especificamente, com a prática da leitura e da escrita do público-alvo em tela. O objetivo específico é apresentar esses mecanismos como um aliado dos educadores nas diversas salas de aula desse país. A pesquisa enquadra-se no processo etnográfico, baseado no modelo descritivo e exploratório, já que após o experimento, utilizou-se tais métodos para a organização e interpretação dos resultados, analisando o uso do Facebook, com participação efetiva dos alunos surdos e do professor pesquisador. Durante as participações foram observadas as postagens, as publicações e as interações ocorridas com outros usuários. Diante de tudo isso, pode-se afirmar que a interação estabelecida através do Facebook encurta distâncias, transpõe barreiras e inaugura um modo totalmente inédito de estabelecer a comunicação entre internautas no ciberespaço. Durante a pesquisa percebeu-se que o Face estabeleceu uma nova maneira de se comunicar pela internet. Confirmando, assim, seu papel de disseminador de conhecimentos múltiplos e diversificados.
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Redes sociais, redes de sociabilidade.

Redes sociais, redes de sociabilidade.

Essa espécie de memorando da trajetória indi- vidual pelo Facebook pode assumir variados graus de publicidade. Fica a critério do utilizador fazer uma escolha pelo acesso autorizado apenas a ami- gos ou, no outro extremo, pela irrestrita abertura do conteúdo, ou, ainda, pela intermediação dos amigos em comum, situação em que também os ami - gos de amigos ficam aptos a apreciar os conteúdos disponibilizados. No último caso os amigos em co- mum abrem caminho para a descoberta de possíveis afinidades entre indivíduos com quem já firmaram algum tipo de ligação. E as possibilidades de iden- tificação entre os indivíduos, cada um com suas idiossincrasias, se ampliam na mesma medida em que cresce a riqueza de detalhes pela qual cada um se expressa. Tais identificações podem ocorrer no compartilhamento de fotos dos filhos ou de um fim de semana deleitável, como também na comunhão de um gosto musical e até mesmo na solidariedade de um estado de humor momentâneo. Uma vez esbo- çados pontos de afinidade entre dois indivíduos, fica facultada a formação de um novo elo fundado em homofilia (Watts, 2009; Boyd, 2009). Mas, para tanto, é imprescindível que os integrantes das redes sociais levem adiante o investimento na ligação, o que envolve um convite para iniciar uma amizade, como também um comprometimento com os ami-
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A máquina retórica de Barthes: mitologia e conotação nas redes digitais.

A máquina retórica de Barthes: mitologia e conotação nas redes digitais.

A economia e a sociologia estudaram intensivamente o fenômeno do conhecimento na sociedade ocidental, tentando revelar os segredos dos países desenvolvidos para aplicá- los nos países menos afortunados. Era impostergável estender a nova ordem, e assim nasceu, no discurso político dos EUA, o conceito de Exclusão Digital (Digital Divide) (CLINTON; GORE, 1996), que culminou em uma cruzada dos idealistas digitais dos países desenvolvidos para resgatar as populações subdesenvolvidas da escuridão. No entanto, alguns estudiosos intuíam que a Sociedade das Redes tinha custos. A tecnologia das Novas Mídias assim como ampliava alguns canais perceptivos da consciência sensível, também amputava outros (MCLUHAN; PIGNATARI, 1969); incrementavam-se as brechas de conhecimento (DONOHUE, TICHENOR; OLIEN, 1975); concentrava-se e acrescentava-se o poder das elites (BROCKMAN, 1996; HINDMAN, 2010). A tecnologia digital podia sobrecarregar cognitivamente a sociedade e criar uma teologia técnica (LÉVY, 1994; LÉVY, 1999), brindando capacidades sem clarificar alvos, mantendo-nos cativos da nossa natureza de bestas virtuais (SERRES, 2003). A tecnologia informática, assim como era oferecida, não era economicamente viável, estruturalmente possível ou socioculturalmente aceitável em múltiplas sociedades (KENNY, 2002).
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Redes transnacionais de movimentos sociais na América Latina e o desafio de uma nova construção socioterritorial.

Redes transnacionais de movimentos sociais na América Latina e o desafio de uma nova construção socioterritorial.

mais (Degenne; Forsé, 1994), e foi amplamente re- visada e ampliada em estudos já clássicos como o de Castells (1996), no qual, em seus três volumes sobre a Era da Informação, o autor defende que as redes constituem a nova morfologia social de nos- sas sociedades (em rede), uma morfologia que su- põe uma fonte de drástica reorganização das rela- ções de poder, contribuindo para modificar, de forma substancial, a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura. Para Castells, tudo é rede, razão pela qual abrange, no mesmo marco epistêmico, vários ti- pos de redes, desde os mercados de bolsas de va- lores até o tráfico de drogas, passando também pelos movimentos sociais, em que o autor catalão não é capaz, por exemplo, de apresentar um cená- rio fundamental de tensão ou conflito entre as re- des de produção do discurso neoliberal (as quais, segundo ele, naturalizam e estendem as redes à sociedade) e as redes de resistência, como podem ser aquelas tecidas pelos movimentos sociais lati- no-americanos contra de uma integração regional sob o esquema neoliberal. Como recorda Prado (2001, p. 104), é evidente que, para combater o neoliberalismo, é necessário estar na sociedade em rede e na rede (Internet), mas, no caso das redes de movimentos sociais, não se trata unicamente de estar na rede, mas sim de utilizar a rede para enfrentar o adversário e (ou) inimigo.
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Sororidade nas redes sociais: elas de mãos dadas numa ciranda contra a violência sobre as mulheres?

Sororidade nas redes sociais: elas de mãos dadas numa ciranda contra a violência sobre as mulheres?

Essa experiência subjetiva de união entre mulheres almeja alcançar a eliminação da competitividade entre mulheres alimentada pela sociedade machista, portanto ações de sororidade buscam construir uma concepção de que todas as mulheres são irmãs uma das outras e não inimigas e que juntas, de mão dadas, possam lutar contra as desigualdades sociais e violências enfrentada por todas diariamente. O conceito de sororidade almeja, pois, influenciar as mulheres a serem mais solidárias com outras mulheres no sentido de construir uma união que permita o combate a todas as formas de opressão e violência. É também o anseio de que todas as mulheres se percebam como participantes de um coletivo que busca igualdade para todas as pessoas. Garcia e Souza (2015) assumem o conceito de sororidade como ferramenta de empoderamentos das mulheres, sendo a luta feminina uma tentativa pelo coletivo de romper com uma forma de violência contra as mulheres praticada pelas próprias mulheres, por não terem consciência de suas relações de companheirismo com a outra. (Garcia e Souza, 2015: 1003). Parece, no entanto, poder detetar-se nestas perspetivas uma visão um pouco essencialista e utópica de união entre mulheres, as quais estão muitas vezes separadas por localizações de poder como etnia, religião, estatuto... que poderão por em risco esse sentimento de solidariedade entre mulheres. Admite-se pois que o conceito de sororirdade necessite também de maior complexificação e aprofundamento.
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