Top PDF Líquen plano oral (LPO): diagnóstico clínico e complementar.

Líquen plano oral (LPO): diagnóstico clínico e complementar.

Líquen plano oral (LPO): diagnóstico clínico e complementar.

Resumo: O líquen plano é uma desordem comum do epitélio escamoso estratificado que acomete as muco- sas oral e genital, a pele, as unhas e o couro cabeludo. O líquen plano oral (LPO) afeta mulheres de meia- idade e apresenta padrões e distribuição característicos, como estriações brancas, pápulas ou placas bran- cas, eritema, erosões e bolhas, que podem estar associadas a medicações e/ou materiais dentários no pacien- te. O diagnóstico clínico somente poderá ser feito se a doença apresentar padrões clássicos, como lesões concomitantes na mucosa oral e na pele. O diagnóstico laboratorial por meio do exame histopatológico se caracteriza pela presença de projeções do epitélio em forma de dentes de serra e corpos de Civatte, e pos- sibilita excluir condições de displasia e malignidade. A imunofluorescência direta é utilizada em suspeita de outras doenças, como pênfigo e penfigoide. O LPO é tratado com agentes anti-inflamatórios, principalmen- te, corticosteroides tópicos, e novos agentes e técnicas têm-se demonstrado eficazes. A transformação malig- na do LPO e sua incidência exata permanecem controversas. Este trabalho tem como objetivo apresentar, com base na revisão da literatura, a etiopatogenia, o diagnóstico clínico, exames complementares e compli- cações do LPO.
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POTENCIAL DE MALIGNIZAÇÃO DO LÍQUEN PLANO ORAL – REVISÃO CRÍTICA

POTENCIAL DE MALIGNIZAÇÃO DO LÍQUEN PLANO ORAL – REVISÃO CRÍTICA

Marzotto et al. (2012) referencia o ácido hialurónico (cuja função principal é ser cicatrizante para os tecidos) como uma mais valia uma vez que provaram que este ácido causa uma melhoria transitório em pacientes com LPO. O mesmo autor referencia também, a Ignatia (IA – obtida através de um extrato do feijão de Strychnos ignatii que apesar de venenosa em pequenas doses. pode servir como estimulante, laxante ou até mesmo como um homeopático utilizado na ansiedade e depressão sendo importante como tratamento complementar para o controlo da condição psicossocial nos pacientes com LPO). (Delavarian et al., 2010), (Giraldi et al., 2011)
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Estudo clínico e níveis de ansiedade em uma série de casos de líquen plano oral

Estudo clínico e níveis de ansiedade em uma série de casos de líquen plano oral

As características clínicas do LPO, principalmente no padrão reticular clássico, podem ser suficientes para seu diagnóstico. Porém, o exame histopatológico é indicado para confirmar o diagnóstico clínico, assim como excluir presença de displasia epitelial e sinais de malignidade (EISEN et al., 2005). A Organização Mundial de Saúde classifica o LPO como desordem potencialmente maligna, no entanto, sua associação com o carcinoma epidermóide oral (CEO) permanece polêmica (VAN DER WALL, 2009), pois alguns autores acreditam que não existem estudos científicos claros e suficientes para provar tal associação (GONZALES-MOLES; SCULLY; GIL-MONTOYA, 2008). O tratamento do LPO é essencialmente sintomático, e a manutenção de uma higiene oral adequada associada ao controle químico do biofilme pode exercer efeitos positivos no controle das lesões. O uso de diversos medicamentos, em especial os corticóides tópicos e sistêmicos, tem sido administrado com sucesso (ANURADHA et al., 2008; CARROZZO; THORPE, 2009).
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Líquen plano oral e o grau de ploidia de DNA determinado por citometria digital

Líquen plano oral e o grau de ploidia de DNA determinado por citometria digital

Mollaoglu, Cowpe e Lewis (2001) relatam o caso de um paciente com uma lesão com diagnóstico clínico de LPO em que foram realizadas sucessivas citologias esfoliativas e citometria digital para identificar o grau de ploidia do DNA e a medida da área nuclear. Após um período de 8 semanas houve elevação do grau de ploidia (presença de aneuploidia), e optaram pela biópsia incisional que evidenciou um carcinoma espinocelular. Os autores acreditam que a associação da citologia com a citometria por imagem do DNA não são substitutos para a biópsia, mas podem atuar como excelentes auxiliares e indicadores do momento ideal para a realização de biópsia. A combinação da avaliação citológica, citométrica e histológica em lesões pré-malignas, como o LPO, produz a mais alta porcentagem de diagnósticos precoces do câncer oral. Concluíram que a citologia quantitativa é um auxiliar útil e simples para o exame clínico dos pacientes cujas lesões orais estão sendo monitoradas regularmente durante um longo período de tempo.
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Líquen plano oral e vírus da Hepatite C: que relações?

Líquen plano oral e vírus da Hepatite C: que relações?

 Pele: aproximadamente 15-30% dos pacientes com LPO têm ou desenvolvem lesões cutâneas. (Scully, 2008; Sebastián, 1995) Na pele o LP é distinguível pela presença de pequenas papulas violáceas, poligonais, pruriticas e achatadas no topo que têm uma rede de linhas finas (estrias de Wickham) ou que se podem agrupar em placas. (Regezi, 2000) A sua localização mais característica é a superfície flexora dos antebraços e a região sacro lombar, submamária, inguinal e axilar. Normalmente desenvolvem-se poucos meses depois do LPO e, embora as alterações orais sejam mais constantes ao longo do tempo, observa-se que as lesões cutâneas correspondentes avançam e retrocedem e possuem curso clínico curto (1 a 2 anos). (Regezi, 2008) Também existe o líquen plano penfigóide (LPP), que é uma doença rara onde se combinam lesões bolhosas típicas de penfigóide com outras características do LP. O diagnóstico estabelece-se por clínica, histopatologia e ID. Clinicamente é característica a aparição de bolhas em zonas de pele de aparência normal, considerando este dado essencial para o diagnóstico. (Sebastián, 1995)
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Análise da resposta Th17 em líquen plano oral

Análise da resposta Th17 em líquen plano oral

No que tange ao diagnóstico definitivo das lesões de LP, um exame clínico acurado e avaliação histopatológica são necessários. Além disso, todas as formas clínicas do LPO devem ser monitoradas em períodos regulares para a possível detecção de quaisquer alterações displásicas em estágios iniciais (JAAFARI-ASHKAVANDI et al., 2011). Os critérios histopatológicos para diagnóstico da lesão incluem: a existência de uma banda de infiltrado inflamatório linfocítico no tecido conjuntivo subepitelial, degeneração da camada basal e ausência de displasia epitelial (WAN DER MEIJ; VAN DER WAAL, 2003). As lesões que apresentarem esses três critérios são consideradas como LPO típico na perspectiva histológica. No entanto, outros achados epiteliais comuns são hiperplasia, hiperceratose, acantose e a presença de ceratinócitos apoptóticos (FERNÁNDEZ-GONZÁLEZ et al., 2010). Estes ceratinócitos são chamados de corpos de Civatte e são células epiteliais degeneradas que são observadas como corpos eosinofílicos e ovóides, com sinais de condensação nuclear e por vezes circundados com um halo claro, na interface entre o epitélio e o tecido conjuntivo, nas camadas basal e parabasal (ACAY et al., 2006; BRANT; VASCONCELOS; RODRIGUES, 2008).
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Análise histopatológica comparativa entre líquen plano oral e cutâneo.

Análise histopatológica comparativa entre líquen plano oral e cutâneo.

relacionadas às características locais da mucosa na cavidade oral. Objetivos: Comparar as alterações histopatológicas do líquen plano oral (LPO) com as do líquen plano cutâneo (LPC), estudando os componentes do infiltrado inflamatório. Material e métodos: 59 biópsias (29 de LPO e 30 de LPC ) fixadas em formol e incluídas em blocos de parafina. Foi realizada análise semiquantitativa das alterações epidérmicas e dérmicas utilizando-se as colorações de hematoxilina-eosina e ácido periódico Schiff. Resultados: No LPC foram observados os aspectos clássicos de ortoceratose, hipergranulose em cunha e acantose em dente de serra. Tais aspectos diferem do LPO, no qual ortoceratose e camada granulosa espessada ocorrem com menos freqüência, observando-se aquisição destas camadas nos locais onde estão normalmente ausentes. Vacuolização e apagamento do limite epitélio-conjuntivo predominaram nas duas localizações (pele e mucosa oral), e linfócitos e histiócitos foram as células inflamatórias presentes em todos os casos. Conclusões: O conjunto de alterações clássicas como ortoceratose compacta, hipergranulose em cunha, acantose em dente de serra e vacuolização da basal, associadas a linfócitos em faixa superficial é diagnóstico de LPC. Para o LPO, no entanto, devem ser consideradas as características próprias da mucosa no local biopsiado, devendo ser valorizadas alterações mais sutis da camada córnea – leve ortoceratose – e aparecimento da camada granulosa em locais onde normalmente é ausente. Aspecto em cunha da hipergranulose é de ocorrência rara no LPO. Acantose em dente de serra é achado pouco freqüente no LPO, porém vacuolização basal está sempre presente associada a infiltrado linfocitário em faixa; plasmócitos podem acompanhar linfócitos no LPO, mas estão ausentes do LPC.
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Prevalência de Candida spp e xerostomia em pacientes com líquen plano oral. Um estudo...

Prevalência de Candida spp e xerostomia em pacientes com líquen plano oral. Um estudo...

Por isso, acompanhamento periódico é importante, devendo ser realizado de duas a quatro vezes por ano (Scully et al., 1998; Eisen, 2002; Rödström et al., 2004; Ingafou et al., 2006; van der Meij et al., 2007). Rajentheran et al. (1999) e Xue et al. (2005) recomendam acompanhamento dos pacientes com LPO por muitos anos. Eisen (2002) em seu estudo clínico afirmou a necessidade de controle periódico dos pacientes com LPO, pois de 723 pacientes acompanhados por um período de seis meses a oito anos, em 0,8% foi constatado o desenvolvimento de carcinoma epidermóide em sítios com diagnóstico de LPO. Para Mignona et al. (2001, 2007) o monitoramento regular e exame oral meticuloso em portadores de LPO devem ser realizados no mínimo três vezes por ano possibilitando a detecção de neoplasias malignas em fases iniciais obtendo-se assim, prognósticos mais favoráveis. Acompanhamento periódico de 402 pacientes, dos quais 246 mulheres e 156 homens com diagnóstico de LPO (realizado entre janeiro de 1988 a julho de 1999) até fevereiro de 2001 constatou que 7 mulheres (2,8%) e 2 homens (1,3%) desenvolveram carcinoma epidermóide (Gandolfo et al., 2004).
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Líquen plano oral associado a Hepatite C

Líquen plano oral associado a Hepatite C

Os pacientes envolvidos neste estudo que apresentaram lesões sugestivas de LPO receberam informações referentes ao diagnóstico, a natureza da doença, aos procedimentos que seriam realizados e a existência do protocolo de pesquisa. Aos pacientes que aceitaram participar do estudo foi solicitada autorização por escrito no Termo de Consentimento elaborado pela pesquisadora (Apêndices A e B). O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) aprovou a realização deste estudo em 19/05/2010 através do protocolo de número 28/10 (Anexo A), assim como o Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas (IIER) aprovou a realização deste estudo em 17/09/2008 através do protocolo de número 40/08 e parecer número 310/2008 (Anexo B).
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Líquen Plano Oral: lesão Pré-Maligna?

Líquen Plano Oral: lesão Pré-Maligna?

O acompanhamento regular de pacientes com LPO com displasia, deve ser realizado a cada dois ou três meses (Canto, et al., 2010). Já os pacientes com lesões liquenóides orais, facilmente confundíveis com LPO, devem ser observados pelo menos, duas vezes por ano, (Fatahzadeh et al., 2004), (Van der Meij et al., 2007), (Taghavi Zenouz et al., 2012), sendo que Zhang & Zhou (2007), Bombeccari, et al. (2011), (Bardellini et al. (2013), não referem término. Todavia, pacientes com lesões assintomáticas, de tipo reticular podem ser observados anualmente. O agravamento dos sintomas e a perda de homogeneidade da lesão devem ser avaliadas sempre que o paciente voltar. Caso isso ocorra, o acompanhamento deverá ser mais frequente e biópsias adicionais precisarão ser feitas (Canto, et al., 2010). Já que não existe meios efectivos de prever ou prevenir a malignização (Van der Wall, 2009), (Van der Meij et al., 2013). Depois de diagnóstico de malignização de LPO, recomenda-se exames de 2 a 6-9meses da cavidade oral e do pescoço, e 3 vezes por ano, após o diagnóstico de cancro de células escamosas (Mignogna et al., 2002).
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Lesões brancas bucais: Uma revisão de literatura Maria Fernanda Gazola

Lesões brancas bucais: Uma revisão de literatura Maria Fernanda Gazola

Segundo Eisen et al. (2002), os aspectos clínicos podem ser suficientes para se estabelecer o diagnóstico de líquen plano, se houver lesões bucais clássicas e lesões em pele. Porém, uma biópsia e análise histopatológica são sugeridas para confirmar o diagnóstico clínico e principalmente para excluir a presença de displasia e malignidade. A complicação mais importante do líquen plano oral é a desenvolvimento do carcinoma epidermóide. A frequência relatada de transformação maligna varia muito, entre 0,4% a mais de 5%, por isso há muita controvérsia entre a associação do líquen plano com carcinoma epidermóide (EISEN et al., 2002). Assim sendo, dada a incerteza sobre a natureza pré-maligna do líquen plano oral e ao fato de que a detecção precoce do câncer bucal resulta em uma melhor sobrevida, é fundamental monitorar todos os pacientes com líquen plano com cuidado e em longo prazo (EISEN et al., 2002).
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Líquen plano oral: a propósito de um caso clínico

Líquen plano oral: a propósito de um caso clínico

A patogénese do LPO é extremamente complexa e envolve uma possível apresentação de antigénio pelos queratinócitos do epitélio oral, podendo este ser de origem exógena ou endógena. Esta apresentação de antigénio é acompanhada por uma resposta inflamatória mista que envolve principalmente as células T, macrófagos e mastócitos, bem como as citocinas e moléculas citotóxicas associadas (Georgakopoulou et al., 2012). Vários tipos de células, proteínas de matriz extracelular e quimiocinas, contribuem para o início do LPO através da ativação de diferentes vias. A presença de células que envolvem migração e ativação de células T e morte dos queratinócitos produzem uma resposta imune antigénio-específica mediada por células; por outro lado, o desempenho das metaloproteinases da matriz, quimiocinas e mastócitos é responsável pela resposta imune inespecífica. Por último, autoanticorpos circulantes para a desmogleína 1 e 3 e a identificação de IgA e IgM sugerem um papel da imunidade humoral na patogénese do LPO (Payeras et al., 2013).
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Líquen plano oral.

Líquen plano oral.

Resumo: O líquen plano da mucosa oral (LPO) é afecção relativamente comum, que pode aparecer isolado ou associado ao líquen plano cutâneo, havendo, no entanto, significantes diferenças clínico- evolutivas: o LPO tende a ser crônico, recidivante e de difícil tratamento, levando a importante mor- bidade, principalmente em sua forma erosiva. Novas formas clínicas agressivas têm sido salientadas na literatura, como a forma gingivo-vulvar. Este artigo revisa a etiopatogenia, as formas clínicas, a diag- nose diferencial e laboratorial, a prognose e o tratamento do LPO, além de mencionar, brevemente, a experiência dos autores com esta enfermidade, vivida no Ambulatório de Estomatologia da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Palavras-chave: Líquen plano; Líquen plano bucal; Medicina bucal
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Manifestações orais associada ao papilomavírus humano (hpv) conceitos atuais: revisão bibliográfica .

Manifestações orais associada ao papilomavírus humano (hpv) conceitos atuais: revisão bibliográfica .

O papilomavírus (HPV) é um DNA vírus do grupo papovavírus, que é altamente transmissível sexualmente, sendo freqüente na região ano-genital e raro na mucosa oral. A sua implantação oral pode ser por auto-inoculação ou pelo contato oro-sexual. As manifestações orais associa- das ao HPV são: papiloma, condiloma acuminado, verruga vulgar, hiperplasia epitelial focal, leucoplasias, líquen plano e carcinoma. O diagnóstico é dado pelo exame da lesão e confirmado pela biópsia, com a identificação do tipo de HPV pelas técnicas de biologia molecular (captura híbrida e PCR). O tratamento, dependendo da lesão, pode ser clínico e/ou cirúrgico, obtendo assim a cura clínica, pois o vírus perma- nece no epitélio da mucosa mesmo após o tratamento.
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Líquen plano: caso clínico sobre a perspetiva dos cuidados de saúde primários

Líquen plano: caso clínico sobre a perspetiva dos cuidados de saúde primários

À observação mantinha as pápulas eritematoviolá- ceas identificadas em consulta prévia, com melhoria das lesões dos tornozelos, agora cicatriciais. Na glande conservava a placa descamativa e esbranquiçada pré- via. A cavidade oral não apresentava alterações visíveis. Analiticamente encontrava-se normal, sem positi- vidade dos resultados para as infeções sexualmente transmissíveis. Posto isto, excluiu-se sífilis secundária, tornando-se o LP a hipótese diagnóstica mais provável.

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População de células T CD8+ e Foxp3+ no líquen plano oral associado à infecção crônica...

População de células T CD8+ e Foxp3+ no líquen plano oral associado à infecção crônica...

Talvez o líquen plano oral associado à infecção crônica de hepatite C apresente mecanismos patogênicos distintos daqueles sabidamente conhecidos para outras manifestações, e que culminam com um quadro clínico piorado da doença. Por exemplo, no caso da crioglobulinemia mista associada ao vírus C, a comprovada infecção, ou estimulação crônica de linfócitos B, induz à expansão clonal e consequente formação de imunocomplexos circulantes, capazes de aderir à parede dos vasos, ocasionando uma série de sinais e sintomas característicos da desordem. De fato, o comprovado linfotropismo viral, seja na forma de infecção e/ou estimulação, suporta a relação causa/efeito para a crioglobulinemia mista associada ao vírus C. (20,21,23,45)
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Ceratoconjuntivite cicatricial bilateral associada a líquen plano: relato de caso.

Ceratoconjuntivite cicatricial bilateral associada a líquen plano: relato de caso.

Líquen plano pode apresentar-se com envolvimento ocu- lar, constituindo uma das causas de conjuntivites cicatriciais auto-imunes, tais como lúpus, sarcoidose e penfigóide cica- tricial. O diagnóstico é clínico, mas deve ser confirmado pela biópsia. O curso e prognóstico permanecem indefinidos. O tratamento deve ser baseado em imunossupressão.

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Avaliação da angiogênese em lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar

Avaliação da angiogênese em lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar

O pênfigo é uma doença autoimune individualizada pela formação de bolhas em pele ou em mucosas, que pode ser subclassificado em seis tipos: vulgar, vegetante, eritematoso, foliáceo, paraneoplásico e o IgA pênfigo. O pênfigo vulgar é o mais comum dos tipos de pênfigo, tratando-se de uma doença crônica mucocutânea autoimune de etiologia desconhecida que inicialmente se manifesta na forma de lesões intraorais, as quais se dispersam para outras membranas mucosas e pele. Essa doença é caracterizada por uma formação de bolhas ou vesículas de diâmetros variáveis que uma vez rompidas originam erosões superficiais irregulares de sintomatologia dolorosa, as quais logo são recobertas por um tipo de pseudomembrana e circundadas por um eritema difuso (AMORMINO; BARBOSA, 2010). É uma doença rara, a qual acomete apenas de 1 a 5 pacientes por milhão/ano (NEVILLE et al., 2009); e dentre as pessoas afetadas a maioria são mulheres adultas com idade entre 40 a 60 anos. As lesões do PV podem incidir qualquer sítio da cavidade oral, sendo que os mais comumente afetados são palato, mucosa jugal e lábios. O diagnóstico é geralmente baseado nas manifestações orais, entretanto é raro o paciente relatar a presença de bolhas ou vesículas intraorais devido à rápida ruptura do teto fino e friável das bolhas. Por isso a confirmação é fornecida por achados histológicos que mostram a presença de bolhas intraepiteliais, acantólise e células de Tzanck (DAGISTAN et al., 2008; NEVILLE et al., 2009; TAMGADGE et al., 2011).
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Análise de células T regulatórias FoxP3+ no líquen plano oral

Análise de células T regulatórias FoxP3+ no líquen plano oral

[, que é coordenada pela Profª. Drª. Márcia Cristina da Costa Miguel. Sua participação é voluntária, o que significa que você poderá desistir a qualquer momento, retirando seu consentimento, sem que isso lhe traga nenhum prejuízo ou penalidade. Essa pesquisa procura avaliar o perfil do infiltrado inflamatório na hiperplasia fibrosa inflamatória. Caso você decida aceitar o convite, não irá passar por nenhum procedimento clínico ou cirúrgico, não havendo qualquer desconforto. Apenas nos dará a oportunidade de manusear o material já recolhido durante biópsia realizada previamente, para que possamos estudar as características do infiltrado inflamatório nos diferentes tipos de líquen plano oral. Todas as informações obtidas serão sigilosas e seu nome não será identificado em nenhum momento. Os dados serão guardados em local seguro e a divulgação dos resultados será feita de forma a não identificar os voluntários.
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Estudo epidemiológico das doenças dermatológicas imunologicamente mediadas na cavidade oral.

Estudo epidemiológico das doenças dermatológicas imunologicamente mediadas na cavidade oral.

O líquen plano oral foi a dermatose mais frequen- temente observada, comparado às demais manifestações; Deve-se destacar a importância do conhecimento do cirurgião-dentista frente a tais doenças, tendo em vista que se trata de manifestações orais de ordem sistê- mica e que essas alterações podem representar o primei- ro sinal revelador das dermatoses em questão. Logo, o diagnóstico precoce e uma adequada terapia minimizam a disseminação destas doenças, levando a um melhor prognóstico e qualidade de vida para o paciente. ❑

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