Top PDF As Macrófitas aquáticas como berçário para a Ictiofauna da Várzea do Rio Amazonas.

As Macrófitas aquáticas como berçário para a Ictiofauna da Várzea do Rio Amazonas.

As Macrófitas aquáticas como berçário para a Ictiofauna da Várzea do Rio Amazonas.

Potamorhina altamazonica Potamorhina latior  Psectrogasler amazônica  Psectrogaster rutiloides  Cynodontidae Rhaphiodon vulpinus  Erythrinidae Hoplerythrinus unitaeniatus  Hoplias mal[r]

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COMPOSIÇAO, ABUNDÂNCIA E PESCA DA ICTIOFAUNA COMO INDICADORES DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE DOIS LAGOS DE VÁRZEA NO BAIXO RIO AMAZONAS (BRASIL)

COMPOSIÇAO, ABUNDÂNCIA E PESCA DA ICTIOFAUNA COMO INDICADORES DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE DOIS LAGOS DE VÁRZEA NO BAIXO RIO AMAZONAS (BRASIL)

Nos lagos de várzea, a presença de macrófitas aquáticas em sua área é de extrema importância para os recursos aquáticos que ali habitam, sendo que durante o período das cheias as macrófitas representam em média 75% da área de águas abertas (BAYLEY, 1989). As partes submersas das macrófitas aquáticas formam um habitat complexo, composto de raízes e caules, que são colonizados por algas e invertebrados (JUNK, 1973). Este habitat representa um importante refúgio para os peixes, especialmente contra predadores (GOULDING, 1980; SANTOS, 1982; JUNK et al., 1983; ARAUJO-LIMA et al., 1986; HENDERSON e HAMILTON, 1995; ARAUJO-LIMA e GOULDING, 1997; CRAMPTON, 1999; SÁNCHEZ-BOTERO e ARAUJO-LIMA, 2001). Os lagos de várzea desempenham um papel fundamental no ciclo de vida das espécies de peixes, migradoras ou não, atuando como área de berçário essencial para a sobrevivência de larvas e crescimento dos juvenis como fonte de alimento e como abrigo para várias espécies (COX-FERNANDES e PETRY, 1991; LOWE- MCCONNEL,1999).
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Assembleias de peixes associadas aos bancos de macrófitas aquáticas em lagos manejados da Amazônia Central, Amazonas, Brasil.

Assembleias de peixes associadas aos bancos de macrófitas aquáticas em lagos manejados da Amazônia Central, Amazonas, Brasil.

O co-manejo dos recursos pesqueiros que vem sendo desenvolvido pelos ribeirinhos da Amazônia têm a preocupação de assegurar ambientes adequados para a conservação dos estoques. Esta estratégia de co-manejo é baseada em regras de acesso e uso dos recursos pesqueiros. Nesse estudo, foi investigada a influência do tipo de uso de lagos (preservados e manejados para subsistência) e a sua distância do rio (próximos e distantes) na estrutura das assembleias de peixes associadas aos bancos de macrófitas aquáticas em lagos de várzea, Amazônia Central. Os peixes foram capturados na cheia com rede de cerco em seis lagos com distância do rio variando de 0,87 a 10,9 km. Nas macrófitas aquáticas e capins flutuantes dos lagos foram capturados um total de 623 exemplares de peixes, distribuídos em 56 espécies. A análise de covariância (ANCOVA) indica que o co-manejo dos lagos e distância não influenciaram significativamente nos atributos ecológicos das assembleias (abundância, riqueza, peso total, diversidade de Shannon-Weaver, diversidade Berger-Parker, equitabilidade e dominância). A análise de similaridade (ANOSIM) também mostrou que não existe diferença na composição de espécies entre os tipos de lago. Estes resultados sugerem outros fatores, como o pouco tempo de manejo efetivo, a agricultura como sendo a principal atividade econômica de subsistência, inexistência de pescarias em larga escala que produzam alterações ambientais significativas e a existência de um fator ecológico de grande intensidade, o pulso de inundação, sobrepondo a outros de menor intensidade.
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Uso sustentável de macrófitas no tratamento de efluentes: uma revisão sistemática

Uso sustentável de macrófitas no tratamento de efluentes: uma revisão sistemática

Eichhornia crassipes é uma espécie aquática flutuante livre, nativa da América do Sul, distribuída nas regiões tropicais e subtropicais, podem se reproduzir sexuadamente por sementes, que permanecem viáveis durante anos no sedimento de mananciais, ou também se reproduzem de forma assexuada por meio de estolões (Reddy & Sutto, 1984). Essas macrófitas apresentam elevado nível de reprodução, podendo aumentar sua área de cobertura em 15% ao dia, e podendo dobrar a cada seis ou sete dias (Hoyer et al., 1996). Por este motivo, são utilizadas em tratamento de efluentes pois captam nutrientes e outras substâncias da massa líquida de forma bastante eficiente (Singhal & Rai, 2003).
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Potencial alelopático de macrófitas aquáticas de um estuário cego.

Potencial alelopático de macrófitas aquáticas de um estuário cego.

O local de coleta, o estuário do Rio Massaguaçu (Ca- raguatatuba-SP, Brasil) (23º37’20’’S e 54º21’25’’O), é um estuário cego, separado do oceano por uma barra de areia. Em março de 2009, coletamos de forma assistemática folhas adultas, sem sinais de predação ou doenças, de 25 espécies de macrófi tas aquáticas em diferentes estágios fenológicos (Tab. 1). Secamos as folhas à 45ºC em estufa de circulação forçada até a estabilização das massas. Trituramos em moinho e estocamos a -10ºC em bolsas plásticas até o uso. Preparamos extratos aquosos 10% (p/v) com os pulverizados das folhas secas e água destilada. Colocamos por 5 minutos em agitador magnético (22ºC) e após acondicionamento à 6ºC durante 12 horas, fi ltramos a vácuo em papel fi ltro (3 μm). Fizemos diluições de 5, 2,5 e 1,25% em água destilada a partir da solução resultante (10%) e testamos os seus efeitos sobre a germinação de alface (Lactuca sativa L., cultivar Grand Rapids). Os vouchers das espécies testadas foram depositados no Herbário do Departamento de Botânica da Universidade Federal de São Carlos.
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LEVANTAMENTO FITOGEOGRÁFICO DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS FLUTUANTES LIVRES DOMINANTES EM SISTEMAS PALUSTRES MARGINAIS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO CLARO, EM RIO CLARO – SP

LEVANTAMENTO FITOGEOGRÁFICO DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS FLUTUANTES LIVRES DOMINANTES EM SISTEMAS PALUSTRES MARGINAIS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO CLARO, EM RIO CLARO – SP

[...] a definição ou conceito de planta aquática é assunto controverso, variando entre autores. Fasset (1966), Cook (1974) e Irgang & Gastal (1996) consideram aquática a planta cujas partes fotossinteticamente ativas estão permanentemente ou por alguns meses, cada ano, submersas ou flutuantes e que são visiveis a olho nu. Para Martins & Carauta (1984), é a planta que vive na água ou sobre a água, e o termo ecológico correspondente é hidrófito. Irgang & Gastal (1996) englobam em macrófitas aquáticas as plantas de margens que têm relação com água em abundância. Segundo Esteves (1988), macrófita aquática já é o termo consagrado, adotado pelo International Program of Biology,e é o mais adequado para plantas que habitam desde brejos até ambientes verdadeiramente aquáticos. Na Flórida, para uso oficial, há quatro categorias de plantas de ambiente úmido: aquática obrigatória, molhada obrigatória, molhada facultativa (mais para ambiente úmido do que para o seco) facultativa e a de terra alta. (POTT & POTT, 2000 p. 35)
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Levantamento da fauna de macroinvertebrados associados à macrófitas aquáticas

Levantamento da fauna de macroinvertebrados associados à macrófitas aquáticas

Diversos fatores propiciam o crescimento e, consequentemente, a produção de biomassa das macrófitas aquáticas, entretanto, os de origem antrópica como: excesso de nutrientes provenientes de fontes como o esgoto doméstico, erosão de terras agrícolas, resíduos industriais, são os mais preocupantes. A disseminação em desequilíbrio, resulta em um fluxo de água muito lento, além disso, com a morte devido a competitividade, a matéria orgânicase deposita no fundo da água ea decomposição por bactérias aeróbias reduzem o oxigênio da água, limitando a biodiversidade aquática (Mitchell, 1974).
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Tratamento de efluentes de carcinicultura por macrófitas aquáticas flutuantes.

Tratamento de efluentes de carcinicultura por macrófitas aquáticas flutuantes.

RESUMO - Avaliou-se neste estudo a eficiência de sistemas compostos de duas espécies de macrófitas aquáticas flutuantes (Eichhornia crassipes e Pistia stratiotes) no tratamento de efluentes gerados por um viveiro de manutenção de reprodutores de camarões-canela (Macrobrachium amazonicum). Os sistemas de tratamento foram constituídos de 12 unidades experimentais com as macrófitas aquáticas e três sem plantas (controle). Foram analisadas amostras da água de abastecimento do viveiro de criação de camarões-d’água-doce, do efluente gerado e dos efluentes tratados. A remoção de nutrientes não diferiu significativamente entre as duas espécies vegetais. As maiores remoções foram obtidas para fósforo total (41,9% pelo controle; 71,6% por E. crassipes; 69,9% por P. stratiotes; 72,5% por E. crassipes + P. stratiotes e 72,1% por P. stratiotes + E. crassipes) e para turbidez (30,6% pelo controle; 80,2% por E. crassipes; 75,2% por P. stratiotes; 79,8% por E. crassipes + P. stratiotes e 81,5% por P. stratiotes + E. crassipes). As macrófitas aquáticas foram eficientes na remoção de nitrogênio e fósforo dos efluentes de criação de M. amazonicum.
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EDINILSON MATOS CAVALCANTE O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA ORGANIZACIONAL NUMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO DA REDE ESTADUAL DO AMAZONAS

EDINILSON MATOS CAVALCANTE O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA ORGANIZACIONAL NUMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO DA REDE ESTADUAL DO AMAZONAS

Portanto, esta pesquisa delimita o seu campo de investigação ao processo de construção e implantação do PPP numa instituição educacional do interior do Estado do Amazonas, a partir de uma análise da sua relação com o fazer pedagógico da escola, considerando sua importância tanto nos processos de planejamento quanto nos administrativos. Foi estabelecido, então, como questionamento que orienta a pesquisa, a seguinte questão: como as ações gestoras de uma escola de Coari-AM podem aprimorar o uso do PPP de forma colaborativa, tendo como foco a construção de um instrumento de mudança organizacional? Neste sentido, foi delimitado como objetivo geral da pesquisa investigar como o Projeto Político Pedagógico da escola estudada tem se refletido nas ações da gestão pedagógica e estrutura organizacional. Para dar conta de atender ao objetivo explicitado, foram propostos também três objetivos específicos, quais sejam:
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Um novo senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo — Outubro Revista

Um novo senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo — Outubro Revista

Para tornar pensáveis a instituição e as reformas por ela encaminha- das, a consideração da relação da educação com as doutrinas de segurança é um tema chave. Infelizmente, com a pueril crença no fim das ideologias, esta conexão cada vez é menos considerada no debate educacional. A investiga- ção dos acordos educacionais do Brasil com os Estados Unidos e do modo de atuação do Banco Mundial e da Unesco permite evidenciar que a preocupa- ção com a segurança é constante. Esta inquietação está no âmago tanto da doutrina da contra-insurgência da Aliança para o Progresso de Kennedy, Johnson e Rostow, quanto no cerne da ideologia da globalização, conforme veiculada pelo Banco Mundial e pelos teóricos da sociedade do conhecimen- to. Ao considerar apenas a dimensão estritamente instrumental da educação (habilidades e qualificação requeridas) face à dinâmica do capital, o pensa- Roberto Leher Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente da Adufrj–Ssind
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ENILDO BELTRÃO DE OLIVEIRA O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PEDAGÓGICA, DEMOCRÁTICA E DE PARTICIPAÇÃO PARA UMA ESCOLA ESTADUAL DO AMAZONAS

ENILDO BELTRÃO DE OLIVEIRA O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PEDAGÓGICA, DEMOCRÁTICA E DE PARTICIPAÇÃO PARA UMA ESCOLA ESTADUAL DO AMAZONAS

The present dissertation is the result of a research work developed within the scope of the Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) of the Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). The case of management studied is related to the reality of the Escola Estadual N.S. do Bom Socorro (fictitious name), of the city of Barreirinha, state of Amazonas, that does not have its Political-Pedagogical Project (PPP), which, for the researcher, is a serious management problem. The objectives of the present study were defined for the discovery of the reasons why the school researched, which exists for more than three decades, still did not have a PPP. The main hypothesis was the problem of the lack of a PPP in that unit of education as a serious management problem. For this purpose qualitative research was used as methodology and as instruments the semi structured interview to educational actors, which are, teachers of pedagogical support and teachers. Chapter 1 of the dissertation deals with the description of the case itself, pointing to historical aspects of the PPP in Brazil and in Amazonas, besides talking about the context of the school in research, the educational network and the importance and significance of the PPP for a educational institution. Chapter 2 discusses the theoretical basis, whose structure is built from the defense of democratic management within the school context, passing through the meaning and valorization of the PPP, including with respect to the culture and the organization climate of the school. In this same chapter the methodological course is presented until the appropriation of the results of the research, its analysis and articulation with the thematic axes of the case under study: Democratic and Participatory School Management, and the School‟s Political- Pedagogical Project. Finally, chapter 3 brings to the bulge of the dissertation an intervention proposal, an Educational Action Plan built from the results obtained in the research, which requires concrete action to give meaning to all research work within a dynamic and dialectical process of theory with practice and vice versa. In the case in question the project will culminate in a proposal for the effective construction of the PPP of the researched school, with a view to democratic and participatory management.
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Comunidade de macrófitas aquáticas em uma lagoa temporária no semiárido brasileiro: variações estruturais e coexistência de espécies

Comunidade de macrófitas aquáticas em uma lagoa temporária no semiárido brasileiro: variações estruturais e coexistência de espécies

As plantas que ocorrem em ambientes como as lagoas temporárias do semi- árido brasileiro apresentam adaptações à sazonalidade da presença de água (JUNK; WANTZEN, 2004; BOVE et al., 2003). Nesses ambientes observa m-se plantas anuais e plantas que resistem a fase seca (BOVE et al., 2003). Bove et al. encontraram em um ambiente temporário costeiro grande número de espécies ruderais, o que indica que a alta produção de sementes é uma das estratégias utilizadas por essas plantas, para sobreviver à escassez de água. Ressalta-se que as macrófitas aquáticas apresentam grande capacidade de adaptação e amplitude ecológica possibilitando que algumas espécies sejam encontradas em ambientes diferentes (ESTEVES, 1988). Esteves cita a espécie Ranunculus circinatus como exemplo da amplitude ecológicas das macrófitas, pois esta espécie ocorre em ambientes de água doce até aqueles com variadas concentrações de salinidade. Bove et al. (2003) destaca m que espécies tidas como exclusivamente aquáticas como Nymphaea ampla , Nymphaea amazonum e Nymphoides indica foram encontradas ocorrendo em solo úmido ainda em floração.
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Decomposição de macrófitas aquáticas em reservatórios com diferentes graus de trofia

Decomposição de macrófitas aquáticas em reservatórios com diferentes graus de trofia

principalmente por grupos capazes de tolerar as condições ambientais de degradação da qualidade da água (Moreno & Callisto, 2004; Baptista, 2008). Mudanças na composição e estrutura da comunidade de invertebrados em ambientes com diferentes estados de conservação também foram observadas por Pascoal et al. (2005), que registraram menor riqueza e maior densidade de organismos em trechos de rios onde a qualidade da água é comprometida pela degradação ambiental. Isto pode ser reforçado do ponto de vista trófico, onde a densidade de coletores-catadores associados aos detritos foi maior no reservatório eutrófico, provavelmente devido à maior disponibilidade de matéria orgânica particulada fina, comum neste ambiente (Pope et al., 1999). A ocorrência de coletores é comum durante a decomposição de macrófitas aquáticas (Nelson, 2011) e, neste trabalho, este grupo foi encontrado em grandes densidades, representado principalmente por Oligochaeta (tolerantes à poluição - Moreno & Callisto, 2004). Pascoal et al. (2005) encontraram maior densidade de coletores associados aos detritos em locais poluídos, com Oligochaeta compondo até 65% da comunidade. No presente estudo, a comunidade de invertebrados no reservatório eutrófico parece ter sido estruturada pelos coletores-catadores, uma vez que os Oligochaeta corresponderam a 74% e 62% dos organismos associados à T. domingensis e E. crassipes, respectivamente.
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Inventário e dinâmica da sucessão de macrófitas aquáticas no sistema lacustre do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil

Inventário e dinâmica da sucessão de macrófitas aquáticas no sistema lacustre do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil

RESUMO (Sensoriamento remoto aplicado ao estudo da dinâmica da sucessão de macrófitas aquáticas no sistema lacustre do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil). O sistema lacustre do Vale do Rio Doce foi originado no período quaternário sob influência de um provável movimento epirogenético positivo, o que ocasionou o represamento de cursos d’água formando diversas lagoas. Estas consistem em unidades isoladas, perenes, de formas dendríticas, tamanhos variados, originalmente oligotróficas e circundadas por matriz florestal. A sucessão de plantas aquáticas consiste em um processo natural, que ocasionalmente culmina no desenvolvimento de ilhas flutuantes, potenciais causadoras de assoreamento e eutrofização de corpos d'água. Entretanto, apesar de natural, a ocorrência dessa vegetação pode estar relacionada a processos antrópicos, caso estes favoreçam a proliferação de macrófitas aquáticas. O presente trabalho objetivou identificar dentre os ambientes aquáticos pertencentes ao sistema lacustre do Vale do Rio Doce em Minas Gerais, aqueles que apresentam ilhas flutuantes, além de relacionar a ocorrência desse tipo de vegetação à degradação da floresta no entorno dos corpos d'água, bem como estimar a área ocupada pelas ilhas flutuantes durante as duas últimas décadas. Para isso, uma imagem Ikonos e imagens Landsat provenientes do sensor Thematic Mapper, selecionadas entre vinte anos, foram utilizadas para compor mosaicos da área de estudo, permitindo localizar e quantificar os ambientes aquáticos, mapear e calcular a superfície ocupada por ilhas flutuantes através da classificação da área referente ao espelho d’água das lagoas. Concluiu-se que a ocorrência de ilhas flutuantes no referido sistema lacustre esteve relacionada à supressão da floresta no entorno dos ambientes aquáticos, ocorrendo em cerca de 100 lagoas. A área ocupada por ilhas flutuantes cresceu ao longo de vinte anos em 67% das lagoas analisadas demonstrando a influência dessa vegetação sobre o equilíbrio do ecossistema. Porém, nas demais lagoas (33%) houve aumento do espelho d’água, resultado que pode ser atribuído à resolução das imagens utilizadas no estudo, por não permitir detectar fragmentos menores de ilhas flutuantes, ou a outros fatores naturais de maior complexidade.
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Avaliação comparativa das perdas de água por evapotranspiração em mesocosmos colonizados por diferentes macrófitas aquáticas

Avaliação comparativa das perdas de água por evapotranspiração em mesocosmos colonizados por diferentes macrófitas aquáticas

Considerando o possível “efeito-oásis” que ocorreu nos mesocosmos, a pertinência dos resultados obtidos reside nas comparações entre os mesocosmos colonizados com diferen- tes espécies e não nos valores absolutos obtidos. Assim, todos os dados foram expressos pelas relações entre as perdas de água nos mesocosmos com macrófitas (EVTi) e as perdas na testemunha sem macrófitas (EVi). A análise de variância dos dados foi realizada pelo teste F, e as comparações das médias, pelo teste de Tukey.

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PREDITORES AMBIENTAIS, ESTRUTURA ESPACIAL E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA POTENCIAL DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS INVASORAS NO RIO SÃO FRANCISCO, BRASIL

PREDITORES AMBIENTAIS, ESTRUTURA ESPACIAL E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA POTENCIAL DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS INVASORAS NO RIO SÃO FRANCISCO, BRASIL

Acreditamos que o fator espaço possa exercer relevante influencia na ocorrência de macrófitas aquáticas submersas em ecossistemas que apresentam represamento em cascata, sendo a limitação da dispersão dessas plantas influenciadas principalmente pelas barreiras físicas desses ecossistemas. Essa constatação ratifica a necessidade da inferência do fator espacial na modelagem ecológica de macrófitas aquáticas. Acreditamos que a absorção e assimilação de fosfato inorgânico e, consequentemente, a concentração total de fósforo exercem grande influência na ocorrência de macrófitas aquáticas submersas como E. densa em ambientes lênticos e semi-lóticos, o que ainda não havia sido apontado nos estudos sobre preditores ambientais da ocorrência de macrófitas aquáticas de hábito submerso, desenvolvidos em reservatórios de regiões subtropicais (Bini et al. 2005; Souza et al. 2009). A condutividade elétrica da água e/ou pH também parecem predizer com certo grau de exatidão o ajuste de macrófitas submersas para ambientes com baixa vazão, sobretudo quando os modelos preditores consideram as variáveis transparência e turbidez, o que já havia sido reportada para ecossistemas de regiões subtropicais (Bini et al. 2005; Souza et al. 2009). Regiões com pequenas variações latitudinais apresentam pequenas oscilações bioclimáticas (pluviosidade e temperatura), as quais parecem não influenciar na ocorrência e/ou distribuição de E. densa, o que pode futuramente representar um padrão para outras espécies de macrófitas aquáticas submersas. Vale ressaltar que a indefinição dos preditores bioclimáticos na nossa seleção de modelos representa um contrassenso aos estudos com plantas terrestres, que apontam essas variáveis como sendo bons preditores. Entretanto, grande parte desses estudos foi desenvolvido em escala regional, ou seja, maior que a nossa escala de observação. Acreditamos que o reconhecimento dos preditores ambientais e da relevância do fator espacial nos padrões de ocorrência de macrófitas invasoras como E. densa poderão futuramente auxiliar o manejo dessas populações. Vale ressaltar que esse estudo é pioneiro na investigação da partição explicada por preditores ambientais ou fator espaço perante a ocorrência macrófitas aquáticas.
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SAÚDE AMBIENTAL E CONDIÇÕES DE BALNEABILIDADE EM COLEÇÃO HÍDRICA DO MÉDIO RIO DOCE (MG)

SAÚDE AMBIENTAL E CONDIÇÕES DE BALNEABILIDADE EM COLEÇÃO HÍDRICA DO MÉDIO RIO DOCE (MG)

O objetivo deste trabalho foi avaliar a saúde ambiental de cinco lagoas: da Prata, do Pau, Vermelha, Silvana e Nova, em uma região do Médio Rio Doce no Estado de Minas Gerais, Brasil. Foram avaliadas a composição e a distribuição de macroinvertebrados bentônicos relacionados com a presença de parâmetros biológicos (grupo coliforme), físicos (temperatura) e químicos (oxigênio dissolvido ― OD, condutividade, pH, potencial de redução) em cada uma das lagoas mencionadas. As amostragens de macroinvertebrados foram realizadas entre dezembro de 2007 e janeiro de 2009. Os táxons identificados foram analisados a partir de índices de diversidade Shannon- Wiener (H’), uniformidade Pielou (e), Biological Monitoring Working Party (BMWP), Average Score Per Taxon (ASPT), índice biótico de família (IBF) e análise de componentes principais (ACP). Fatores como a abundância das famílias Thiaridae e Physidae, OD, o potencial de redução, a pluviosidade, a presença de macrófitas aquáticas e a contaminação da água por coliformes foram os parâmetros que mais influenciaram na distribuição e composição da assembleia de macroinvertebrados e nas condições de balneabilidade das lagoas estudadas.
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Diversidade de macrófitas aquáticas em áreas úmidas do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Rio Grande do Sul

Diversidade de macrófitas aquáticas em áreas úmidas do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Rio Grande do Sul

Um total de 32 áreas úmidas foi selecionado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (Figuras 1 a 4). As áreas representaram os diversos ambientes encontrados no parque, áreas úmidas permanentes e intermitentes, áreas úmidas naturais em matriz de campo e na região litorânea do parque, bem como, áreas com alguns impactos por atividades humanas (invasão de pinus, pastoreio do gado e manejo da barra). As 16 áreas úmidas na região litorânea do parque foram amostradas bimestralmente entre outubro de 2007 e agosto de 2008, e as 16 áreas úmidas na matriz de campo e invasão de pinus foram amostradas trimestralmente entre outubro de 2007 e outubro de 2009. A riqueza de macrófitas aquáticas foi quantificada com base na riqueza acumulada durante o período amostral (2007-2009). A identificação baseou-se em bibliografia especializada (Amaral et al. 2008, Irgang & Gastal 1996, Kissman 1997, Kissman & Groth 1999, 2000, Lorenzi 2000, Pott & Pott 2000) e chaves taxonômicas específicas para famílias e gêneros. A classificação taxonômica seguiu o sistema de classificação APGII (Angiosperm Phylogeny Group - APG, 2003) e os nomes científicos foram confirmados pela base de dados do Missouri Botanical Garden (2010). As plantas foram classificadas segundo as formas biológicas de acordo com Pedralli (1990). Os táxons foram classificados de acordo com a freqüência de ocorrência nas áreas úmidas, sendo: constante (90 – 100%), freqüente (50 – 89%), comum (10 – 49%) e raro (menos de 10%).
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Química da àgua e macrófitas aquáticas de rios e igarapés na Bacia Amazônica e nas àreas adjacentes ()

Química da àgua e macrófitas aquáticas de rios e igarapés na Bacia Amazônica e nas àreas adjacentes ()

Paralelamente, foi anotada a ocorrência de macrófitas aquáticas. também nas águas pobres em eletrólitos, podem ser observadas di· ferenças nítidas em dependência da [r]

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A seleção de macrófitas aquáticas com potencial para remoção de metais-traço em fitorremediação

A seleção de macrófitas aquáticas com potencial para remoção de metais-traço em fitorremediação

A maioria das pesquisas que compara wetlands construídos de escoamento subsuperficial plantados e não plantados para o tratamento de efluentes mostra um efeito significativo e positivo da presença das macrófitas na a remoção de poluentes. De fato, o papel das macrófitas como um componente essencial em WC está bem estabelecido. Por exemplo, as macrófitas oferecem uma grande área superficial para a fixação e crescimento de microrganismos e fornecem carbono orgânico e oxigênio na rizosfera. Entre outras funções estão a redução da velocidade do escoamento, a estabilização do leito filtrante e a manutenção da condutividade hidráulica. Apesar de os benefícios da presença das macrófitas já terem sido repetidamente demonstrados ainda não está claro se há diferenças significativas em eficiências de remoção entre as espécies de plantas de diferentes formas de vida e tamanho (Brisson e Chazarenc, 2009). Ainda que várias pesquisas demonstrem que existam estas diferenças, ainda não é possível generalizar as capacidades específicas de cada espécie vegetal.
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