Top PDF Maneiras de ser, maneiras de sentir do indivíduo hipermoderno.

Maneiras de ser, maneiras de sentir do indivíduo hipermoderno.

Maneiras de ser, maneiras de sentir do indivíduo hipermoderno.

Mauss, em texto de 1921 dedicado à “expressão obrigatória dos sentimen- tos”, esboçou questões que se colocam hoje com insistência. Urge que o retome- mos, pois sua leitura permite repensar a questão da pessoa e as maneiras de ser e de sentir do indivíduo contemporâneo (1950/1983). 22 Observava então Mauss: “Toda espécie de expressão oral dos sentimentos [...] é em essência não um fenômeno exclusivamente psicológico, ou fisiológico, mas fenômenos sociais, marcados eminentemente pelo signo da não espontaneidade e da mais perfeita obriga- ção” (1950/1983, p.269). Se Mauss admitia que os ritos mais simples que estu- dara “não têm um caráter completamente público e social”, notava, no entanto, que “lhes falta em alto grau todo caráter de expressão individual do sentimento experimentado de forma puramente individual” (1950/1983, p.272).
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O sujeito diante da aceleração e da ilimitação contemporânea.

O sujeito diante da aceleração e da ilimitação contemporânea.

A ampliação dos fluxos tecnológicos, com sua velocidade e crescente aceleração, tem acompanhado e até mesmo provocado a emergência de um mundo líquido e doravante globalizado, em que real e virtual, profundamente imbricados, tendem a ser desprovidos de limites. A construção do sujeito na modernidade bem como as condições da vida psíquica e social foram, assim, profundamente perturbadas. As condições contemporâneas são dominadas por fluxos sensoriais e informacionais contínuos que, estimulando e até mesmo impondo a instantaneidade e a imediatidade, embaraçam a possibilidade de temporização e de reflexão ao longo do tempo. Esses fluxos provocam efeitos sobre as maneiras de ser, de viver, de pensar os modos de representação de si e do outro e ainda sobre as maneiras de sentir e de perceber: ao exercer uma pressão contínua sobre os indivíduos, provocam a perda de critérios estáveis e o princípio de limites tangíveis ou, pelo menos, perceptíveis no espaço e no tempo. Os fluxos contínuos levam o indivíduo a formas de propriedade de si ilimitadas, ao mesmo tempo em que induzem um estreitamento do espaço interior: induzem uma insegurança psíquica e social profunda e, além disso, formas de angústia inéditas.
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FERNANDO PESSOA E O SEU DUPLO ASTROLÓGICO

FERNANDO PESSOA E O SEU DUPLO ASTROLÓGICO

Voltamos a sentir a temática astrológica quando relemos os seguintes passos Pessoa- nos: “…viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo-quando o homem se ergue a este píncaro está livre, como em todos os píncaros está só, como em todos os píncaros está unido ao céu…”.(op.cit, p.151).

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A perseguição aos judeus e as maneiras de contá-la: «Memórias duma nota de banco»

A perseguição aos judeus e as maneiras de contá-la: «Memórias duma nota de banco»

Resumo: Num percurso seminal de cunho especulativo, investigam-se derivações dos procedimentos narrativos empregados pelo romancista português Joaquim Paço d’Arcos em Memórias duma nota de banco (1962), particularmente, no que diz respeito ao cap. 3, em que se apresenta o episódio envolvendo a personagem Madame Koehler, judia idosa convertida em vítima do Holocausto. Notadamente à luz de fontes críticas sobre a obra (A. Quadros, O. Mendes, O. Grossegesse e A. A. Dória) e das considerações de H. White sobre representação no discurso histórico, comentam-se passagens do romance. Tendo-se em conta o estudo de W. Kayser sobre o grotesco, percebe-se que a nota de banco humanizada, responsável pela narração do romance, acaba por conferir à narrativa um tom que não evidencia a comiseração de que as personagens humanas pudessem ser alvo.
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Início e fim do século XX: maneiras de fazer educação física na escola.

Início e fim do século XX: maneiras de fazer educação física na escola.

humanos; educação física como produtora de uma raça forte e enérgica; como celeiro de atletas; como terapia psicomotora; como aprendizagem motora; como promotora da saúde; como produtora e veiculadora da cultura corpo- ral de movimentos socialmente criada. Algumas dessas maneiras de repre- sentar a educação física foram indicadas inicialmente em outro texto, escri- to em parceria com a professora Eustáquia Salvadora de Sousa (cf. Sousa e Vago 1997a e também Vago 1997). Ao indicá-las, registro que considero ne- cessário ampliar estudos que procurem pela materialidade dessas (e de ou- tras) representações nas práticas escolares em instituições distintas, públi- cas e privadas, em todos os níveis do ensino, em vários estados e municí- pios. O enraizamento escolar de educação física é resultado do esforço de problematização de seu ensino que os estudantes e o professorado da área vêm realizando, como são indicativas a vasta produção de literatura acerca da educação física na escola; a organização política e científica de estudan- tes e professores(as); a qualificação acadêmica em programas de especiali- zação, mestrado e doutorado; a publicação de periódicos; a realização de en- contros, seminários e congressos, como os promovidos pelo Colégio Brasi- leiro de Ciências do Esporte (CBCE), exemplos de um intenso movimento para problematizar, produzir, ampliar e socializar o conhecimento da área. 14. Do já citado programa de ensino prescrito pela reforma de 1906, tem-se hoje,
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Relatório de Estágio para obtenção do grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico Orientador: Doutor José Paulo Gomes Brazão

Relatório de Estágio para obtenção do grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico Orientador: Doutor José Paulo Gomes Brazão

Nas diversas áreas curriculares, não se descurou de experiências escolares e não escolares das crianças, que serviram como ponto de partida, estímulo e motivação para o desenvolvimento de atividades lúdic o didáticas, na certeza de “que não adianta criar uma situação agradável na sala de aula se o aluno não está interessado em aprender” (Piletti, 1993, p.25). Ora, compreende-se então o particular interesse das crianças na realização do concurso de consolidação que, a par da articulação entre áreas e conteúdos, fomentou a recolha e interpretação de informações sobre o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo das crianças (Serrão & Carvalho, 2009). O certo é que esta e outras estratégias vieram colmatar o uso quase exclusivo dos manuais de Português, Matemática e Estudo do Meio. Não querendo, de modo algum, rejeitar ou contestar a sua importância, a verdade é que aliados a um modo de fazer pedagogia transmissiva encaram a criança como um ser passivo e subordinado. Porém, e porque não foi possível romper (por completo) com o uso do manual, optou-se por conotá- lo com diversos materiais, pois, “se por um lado a manipulação de material pode permitir a construção de certos conceitos, por outro lado, pode servir, também, para a representação de modelos abstractos permitindo, assim, uma melhor estruturação desses conceitos” (Ministério da Educação, 2004, p.169).
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O Que a História Registrou Sobre Paulo, Corinto: a Igreja e as mulheres no Século I

O Que a História Registrou Sobre Paulo, Corinto: a Igreja e as mulheres no Século I

Segundo Richter Reimer (1995), se trilharmos as pegadas dos teólogos da Igreja antiga Crisóstomo e Orígenes, observa-los-emos se referindo à Priscila como “a grande missionária artesã, conhecida e louvada em todo o mundo cristão da época”. Um ponto positivo relevante a ser destacado é que Priscila trabalhava junto com Paulo e não subordinada a ele. Ela era colaboradora de Paulo e também assumia liderança no serviço missionário. Outro ponto é que ela e seu marido representavam “uma célula também de resistência ao sistema reinante” (RICHTER REIMER, 1995, p. 97). Isso comprova que homens e mulheres podem trilhar suas caminhadas de formas igualitárias.
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<b>A educação estética ambiental do olhar e do escutar do estranhamento à criação<b>

<b>A educação estética ambiental do olhar e do escutar do estranhamento à criação<b>

autor reforça a ideia de que “[...] o que realmente tem valor é o que eu vivo, o que eu sinto, o lugar que me encontro, meu ser enamorado, e não a ilusão de viver em uma ecolália mundial” (GUATTARI, 1998, p. 47). Também, a ideia de que a humanidade tem que defender sua própria existência e a de todas as espécies viventes, ou melhor, das espécies corporais e, paralelamente, lutar pela preservação das espécies incorporais, como a poesia que representa a perspectiva de ordem estética. Encontramos, nesse ponto, ressonância, por acreditarmos na educação do sensível, dos sentimentos através da poesia. Defendemos também a importância dessa educação que possibilita o desvio de situações cristalizadas e abre diálogo enriquecedor que extrai o que há de belo e potencial das experiências de vida. Nesse sentido, se para a mentalidade pós-moderna o bom é o que está no mercado, e falar de mercado é se referir à forma de poder que ele estabelece, o desafio consiste em criar novas formas de poder de mercado, uma vez que o capitalismo mundial não tem consciência política para assumir a solução de problemas ecológicos, por exemplo. Para que o pensamento ecológico não recaia nas formações políticas tradicionais, portanto, faz-se necessário forjar novas micropráticas políticas, sociais, psicoanalíticas, estéticas, conforme mostraremos a seguir.
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TI MatA12 nov2014 V1 RS

TI MatA12 nov2014 V1 RS

Na segunda hipótese, uma das faces concorrentes no vértice A vai ser numerada com um número par. Há 4 opções para a escolha do número par e há 3 opções para a escolha da face onde vai ser colocado. Portanto, existem 4 × 3 maneiras diferentes de escolher e colocar um número par numa das faces que concorrem no vértice A . Para cada uma destas maneiras, há 3 A 2 maneiras diferentes de escolher e colocar dois dos três números ímpares disponíveis nas faces concorrentes no vértice A , ainda não numeradas. Finalmente, para cada maneira de numerar as faces concorrentes no vértice A , há 4! formas de distribuir os restantes números pelas faces ainda não numeradas. Portanto, existem
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Erradicação da poliomielite: razões e maneiras de pôr em prática : uma análise teórica

Erradicação da poliomielite: razões e maneiras de pôr em prática : uma análise teórica

A Saúde Global deve ser construída com base no respeito mútuo entre diferentes tipos de conhecimento, um desejo comum pela descoberta, uma troca de ideias sobre futuros possíveis e uma visão da saúde como um bem público global. (Nichter, 2011:175, tradução da autora) Este trabalho em prol da saúde global começa em casa e no contacto com as comunidades, como aqui tentámos demonstrar. Mais do que uma imposição de programas externos e autoritários, de inspiração quase militar como as primeiras tentativas de erradicação do século XX e estilo à la Fred Soper (Stepan, 2011), os programas de erradicação devem dialogar e trabalhar com as comunidades procurando responder às suas dúvidas e anseios e ajudando-os, nesta área específica da saúde, a afirmar-se como cidadãos, como nos lembram Emily Martin e Anne-Marie Moulin quando nos mostram a crescente importância da cidadania médica e da afirmação do indivíduo na tomada de decisão em saúde.
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Estágio de docência: a arte como intercessora na experimentação de outras maneiras de pensar

Estágio de docência: a arte como intercessora na experimentação de outras maneiras de pensar

Em nossas experiências de estágio, não buscamos resultados que pudessem ser medidos, mas que criassem intervenções provocadoras de fissuras nas linhas pedagógicas nas quais nos movimentamos, borrando conceitos que pareciam estar construídos pelas alunas. Percebemos que as intervenções propostas conseguiram criar um espaço para a problematização do pensamento, deslocando os envolvidos de suas posições e possibilitando desacomodações e, quem sabe?, novas composições. Estas, no entanto, nos fogem ao controle, já que “[...] nunca se sabe de antemão como alguém vai aprender” (DELEUZE, 2006b, p. 237).
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Feminismos web: linhas de ação e maneiras de atuação no debate feminista contemporâneo.

Feminismos web: linhas de ação e maneiras de atuação no debate feminista contemporâneo.

Bañón, 2013; Bosch, s/a; Haché, Cruells e Bosch, 2013 ), por vezes, produzindo um contencioso entre fazer ou não distinção entre ciberfeminismo social e ciberfeminismo estético. Argumento que a noção de ciberfeminismo pode ser situada como fenômeno de um período, como um determinado estilo que marca parte do debate sobre feminismos, tecnologia e internet. No Brasil, o tema dos ciberfeminismos tem paralelos com a discussão internacional, embora apareça pouco com este nome. É verdade que talvez seja possível aglutinar temas que frequentemente aparecem sob a alcunha e/ou o debate dos ciberfeminismos, por exemplo, discussões sobre mulheres hakers, programadoras, medias-labs, software livres, etc. Para ver os conteúdos e temáticas que este debate veicula numa compilação de textos de autores/as de Brasil, Argentina e Espanha, cf. Natansohn, 2013.
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Aprofundando a compreensão da aprendizagem docente.

Aprofundando a compreensão da aprendizagem docente.

A. A relação epistêmica com o saber: diz respeito à relação com o saber enquanto um objeto do mundo a ser apropriado e compreendido; um saber dotado de objetividade, consistência e estrutura independentes; um saber “existente em si mesmo”, “depositado em objetos, locais e pessoas” e imerso em um “universo de saberes distinto do mundo da ação, das percepções e das emoções” (CHARLOT, 2000, p. 69). B. A relação pessoal com o saber: diz respeito à “relação de identidade com o saber”; o saber enquanto objeto que faz sentido, que é parte da história pessoal do sujeito, de sua vida e de suas expectativas (CHAR- LOT, 2000, p. 72); é o saber enquanto objeto de desejo, de interesse; o saber que o sujeito “gosta” e que o faz mobilizar-se à sua procura. C. A relação social com o saber: diz respeito ao fato que o sujeito nasce inscrito em um espaço social, ocupando uma posição social objetiva que lhe definem o contexto inicial em que ele vai se relacionar com o saber; nesse meio o saber possui valores dados pela comunidade em que o sujeito vive, recebendo o impacto das expectativas e aspirações de outros com relação a ele. (CHARLOT, 2000, p. 73)
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IDEB: O CASO DE SUCESSO DE UMA ESCOLA DO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

IDEB: O CASO DE SUCESSO DE UMA ESCOLA DO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) existe desde 2008 e foi criado com o objetivo de promover uma análise do desempenho dos alunos da rede pública do Rio de Janeiro nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática do 4° ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. Instituído pela Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, o programa tem como finalidade monitorar o padrão de qualidade do ensino e colaborar com a melhora da qualidade da educação. Os resultados de avaliações em larga escala como o SAERJ apresentam informações importantes para o planejamento de medidas em todos os níveis do sistema de ensino e funcionam como subsídio para ações destinadas a garantir o direito do estudante a uma educação de qualidade. O SAERJ compreende dois programas de avaliação: o Programa de Avaliação Diagnóstica do Desempenho Escolar e o Programa de Avaliação Externa. Embora com perspectivas diferentes, os resultados dessas avaliações são complementares e, para que possam fazer a diferença na qualidade da educação oferecida, devem ser integrados ao cotidiano do trabalho escolar. (RIO DE JANEIRO, c2011b).
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM EDUCAÇÃO: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO ALINE CORALIM AZEVEDO PINTO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM EDUCAÇÃO: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO ALINE CORALIM AZEVEDO PINTO

A adolescente mostra, em sua fala, o quanto considera importante o aluno ser participativo na escola. Ao mesmo tempo, ela indica que, muitas vezes, os alunos não são ouvidos. Nesse sentido, critica a equipe gestora por privá-los de muitas oportunidades interessantes e passíveis de serem alcançadas: “Não ouve muito os alunos, tem muita coisa aberta, sabe? A gente pedia e eles não deixavam, porque a diretora não deixava!” Infeliz com a situação, Gabriela tomou a iniciativa de propor a formação de um grêmio estudantil, com o objetivo de permitir aos alunos espaço para opinar e sugerir mudanças para a escola. O grêmio, segundo ela, também asseguraria a representação dos alunos na escola. Essa proposta levou a um movimento de luta por mudanças por parte dos alunos. Lamentavelmente, porém, possivelmente por falta de supervisão e orientação de adultos, o grêmio estudantil não chegou a ser concretizado: “A gente juntou agora, no último ano, e conversou com a diretora e os alunos interessados e eles fizeram o grêmio. Mas não tinha chapa concorrendo, eram só uns alunos que queriam...” Mas outras reivindicações foram atendidas: “Umas das coisas que a gente pediu e ela deixou, foi a feira cultural que aconteceu, mas foi só um semestre .”
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Os movimentos para um devir improvisador: narrativas sobre a vivência de uma dançarina improvisadora

Os movimentos para um devir improvisador: narrativas sobre a vivência de uma dançarina improvisadora

Um jogo para a “com-posição” meta-estável da convivência que emergiu do encontro entre dois modos de fazer e duas inquietações que revelaram ser apenas uma. Uma: a inquietação acerca de como viver juntos, considerando que o aparato de que dispomos para isso foi todo articulado em torno da obsessão pelo separado, pelo controle, pelo saber. A inquietação acerca de como não ter uma ideia, e assim prescindir da decisão controlada, controladora ou controlável, disponibilizando- nos para tomar uma “des-cisão”: entre humanos e não- humanos, sujeitos e objetos, eu e o entorno, pessoa e acontecimento, teoria e prática, pensamento e ação, agência e passividade, ética e estética e tantos dos outros opostos-complementares replicantes que sustentam a nossa visão de mundo (Fiadeiro & Eugénio, 2013) 25 .
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Selenoproteínas: Seril-tRNA Sintetase e as selenoproteínas do Trypanosoma brucei

Selenoproteínas: Seril-tRNA Sintetase e as selenoproteínas do Trypanosoma brucei

obtidos no MPL quando retomados no Brasil, impossibilitou-nos de dar continuidade nas tentativas de resolução da sua estrutura tridimensional pela difração de raio-X a partir de cristais obtidos pela técnica de cristalização. Apesar desta infelicidade, uma parceria virtuosa entre IFSC/USP-MPL foi estabelecida, o que gerou algumas matérias em mídias, como mostrado em anexo 2. Apesar da parceria com o Dr. José Fernando Ruggiero Bachega ficamos impossibilitados de resolver a estrutura por homologia da TbSelT com resultados confiáveis, já que o Score obtido era desfavorável, uma vez que as estruturas disponíveis no banco de dados apresentavam uma baixa porcentagem de homologia. Experimentos realizados com o gene sem as regiões transmembrânicas foram interrompidos após a clonagem em vetor pTZ57 e precisam ser retomados pelo grupo de pesquisa, já que não tínhamos mais tempo hábil para finalizar esses experimentos. Como perspectivas futuras para está proteína, são sugeridas novas tentativas de reprodução dos resultados conseguidos no MPL, e se possível, reproduzi-los lá, assim como utilizar kits específicos para cristalização de proteínas de membrana. Reproduzir os experimentos para a formação de proteoliposomas agora com o detergente DDM e tentar analisar se SelT faz ligação com cálcio, como descrito em outros organismos. 90 Uma vez que estes experimentos mostram-se muito promissores para
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Acolá é uma herançazinha que meu avô deixou: maneiras de pertencer à Comunidade do Bonitinho

Acolá é uma herançazinha que meu avô deixou: maneiras de pertencer à Comunidade do Bonitinho

É importante ressaltar que seu Carmélio era considerado irmão de seu Antônio Gomes, inclusive pelos filhos deste, ou seja, pelos próprios netos consanguíneos do fundador. O parentesco, por manifestar uma relação social, não deve ser empregado apenas no seu sentido biológico de pai para filho consanguíneo ou apenas entre parentes consanguíneos, mas que as relações de afinidade podem bem ultrapassar as relações estritas ao “vinculo de sangue” (AUGÉ, 1978) e construir socialmente a identificação de quem é parente (neste caso irmão) e de quem não é. E relações de casamento podem manifestar relações recíprocas. Desse modo, verifiquei que seu Carmélio tornou-se herdeiro do território dos Gomes no qual seus filhos e netos possuem roçado. A amizade entre o filho caçula do fundador e seu Carmélio é bastante firme. Seu Carmélio nomeou seu filho primogênito e atual presidente da “Associação da Fazenda do Bonitinho”, de Antônio Gomes da Rocha. Nota-se que os primeiros nomes fazem alusão ao nome de seu irmão adotivo Antônio Gomes dos Santos, da mesma forma, o nome do filho primogênito de Antônio Gomes dos Santos é José Gomes dos Santos, fazendo alusão a José Gomes da Rocha.
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Maneiras de pensar e de agir de idosos frente às questões relativas à funcionalidade/incapacidade.

Maneiras de pensar e de agir de idosos frente às questões relativas à funcionalidade/incapacidade.

Compreender o sentido e o significado de uma condição de saúde é uma das tarefas do pesquisador que estuda a área sob o ponto de vista sócio antropológico. Embora se saiba que quaisquer modelos explicativos formulados pelo pesquisador jamais esclarecerão completamente o processo saúde/doença, demonstraremos nesse artigo as maneiras de pensar e de agir dos idosos entrevistados sobre a questão da funcionalidade/ incapacidade (disease). No grupo estudado, os ido- sos falaram de suas experiências (illness) a partir de dois principais signos referenciados: “Dou conta/ Não dou conta” e “Dar trabalho”.
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Maneiras criativas de não gostar de Bakhtin: Lydia Ginzburg e Mikhail Gasparov.

Maneiras criativas de não gostar de Bakhtin: Lydia Ginzburg e Mikhail Gasparov.

Paralelos podem ser traçados entre o tipo formalista de autodistanciamento de Ginzburg e a exterioridade de Bakhtin ou vnenakhodimost ’ (cf. EMERSON, 2005b). Mais interessantes, no entanto, são as diferenças. Ao “assumirem uma posição exterior”, os agentes em ambos os paradigmas buscam acesso a um todo unificado não disponível para o autor isolado. Mas o autor de Bakhtin “assume uma posição exterior” para gerar um excedente de visão que facilita o desenvolvimento livre do herói. Isto é, nas palavras de Bakhtin, uma “elisão amorosa de si mesmo do campo da vida da personagem” [liubovnoe ustranenie sebya iz polia zhizni geroia] (BAKHTIN, 2003, p.13) 38 . Tal exterioridade é permeada por compostura, muita atenção ao detalhe, simpatia e confiança, pois somente nessas condições um posicionamento artístico pode criar a vida. O autodistanciamento de Ginzburg é em todos os sentidos um dispositivo de sobrevivência mais agitado, necessário para preservar a identidade do sujeito quando o ambiente perdeu seu sentido ético – e não obstante nenhum absoluto moral existe. Sua maior realização nesse gênero foram suas semiautobiográficas Notes of a Blockade Person 39 [Zapiski blokadnogo cheloveka], escritas da perspectiva de um solitário e faminto residente da Leningrado sitiada ao longo dos mais obscuros meses da II Guerra Mundial 40 . É significativo que o alter-ego masculino de Ginzburg , “En” (também chamado de “Otter” / l'autre), encontre uma salvação temporária em um ritual
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