Top PDF Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Physarales.

Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Physarales.

Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Physarales.

RESUMO – (Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, Sergipe, Brasil: Physarales). Visando contribuir com informações sobre a diversidade de Myxomycetes em florestas úmidas e savanas Neotropicais, foram inventariadas as espécies de Physarales associadas a diferentes microhabitats no Parque Nacional Serra de Itabaiana, Sergipe, Brasil (10º40’52’’S e 37º25’15’’W, 180-670 m, 7966 ha). Durante 20 meses consecutivos foram efetuadas coletas de esporocarpos e de amostras de vários tipos de substratos a serem utilizados na preparação de 590 câmaras-úmidas. Coleções representativas do material estudado foram depositadas no Herbário UFP, com duplicatas no herbário MA - Fungi. A abundância e a constância de cada espécie foram determinadas. Apresenta-se uma lista comentada das sete espécies de Didymiaceae e 24 espécies de Physaraceae identificadas e sua distribuição no Brasil. As Physarales estão presentes em todos os microhabitats analisados, esporulando na estiagem e na estação chuvosa; fimícolas e suculentícolas foram registradas apenas em câmara-úmida. As espécies mais abundantes foram Physarum viride (Bull.) Pers., P. stellatum (Massee) G.W. Martin e P. cinereum (Batsch) Pers. Exceto Diachea silvaepluvialis M.L. Farr, P. cinereum e Physarum roseum Berk. & Broome, todos os táxons constituem primeira referência para Sergipe. Diderma rugosum (Rex) T. Macbr., Didymium dubium Rostaf. e Physarum pulcherrimum Berk. & Ravenel estão sendo referidas pela primeira vez para o Brasil.
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Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Trichiales.

Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Trichiales.

RESUMO – (Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Trichiales). Como parte do levantamento da mixobiota de Sergipe foram avaliadas a abundância e constância das Trichiales encontradas em diferentes microhabitats e níveis altitudinais no Parque Nacional Serra de Itabaiana (10º40’52”S e 37º25’15”W; 7.966 ha). Dois tipos fi sionômicos predominam: fl orestas úmidas encontradas na margem de riachos e áreas abertas com solos arenosos, cobertos por gramíneas, ciperáceas, cactáceas, bromeliáceas e arbustos. Esporocarpos foram coletados durante dois anos (19 excursões); madeira em decomposição, folhedo, casca de árvores vivas e fezes de Sylvilagus brasiliensis L. foram coletados e montadas 590 câmaras-úmidas. Dez espécies foram identifi cadas: Arcyria cinerea (Bull.) Pers., A. denudata (L.) Wettst., A. obvellata (Oeder) Onsberg, Hemitrichia calyculata (Speg.) M. L. Farr, H. minor G. Lister, H. serpula (Scop.) Rostaf. ex Lister, Metatrichia vesparia (Batsch) Nann.-Bremek. ex G. W. Martin & Alexop., Perichaena chrysosperma (Curr.) Lister, P. depressa Lib. e Trichia affi nis de Bary. Trichiales foram encontradas em todos os microhabitats, predominando as lignícolas e foliícolas. Três espécies fi mícolas foram registradas: A. cinerea, H. minor e M. vesparia. As espécies mais constantes e abundantes foram A. cinerea, A. denudata e H. calyculata, as quais foram encontradas em diferentes altitudes (180-670 m). É fornecida a descrição de cada espécie e sua distribuição geográfi ca no Brasil. A. denudata, A. obvellata, H. calyculata, P. chrysosperma e T. affi nis são novas referências para Sergipe, elevando para 58 o número de espécies de Myxomycetes registradas para esse estado.
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Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Stemonitales.

Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Stemonitales.

RESUMO – (Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Stemonitales). Como parte do inventário da mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, Sergipe, Nordeste do Brasil (10º40’52’’S e 37º25’15’’W, 180-670 m.s.m., 7.966 ha), avaliou-se a riqueza, abundância e constância das Stemonitales presentes em diferentes microhabitats e níveis altitudinais. Esporocarpos foram coletados durante 20 meses consecutivos, desde abril/2002 até dezembro/2003; amostras de substratos foram também coletadas para cultivo em câmara-úmida. Coleções do material estudado foram depositadas no Herbário UFP. Foram identificadas 14 espécies de Stemonitidaceae, pertencentes aos gêneros Collaria, Comatricha, Lamproderma, Stemonitis e Stemonitopsis. As espécies foram organizadas em ordem alfabética em uma lista comentada e apresenta-se sua distribuição geográfica no Brasil. Representantes da ordem estiveram presentes em todos os microhabitats analisados, predominando as lignícolas, seguidas das foliícolas. Stemonitis flavogenita foi a única espécie areícola, comportando-se também como suculentícola. Nos cultivos em câmara-úmida, registrou-se uma espécie fimícola (Comatricha mirabilis) e três suculentícolas (Collaria arcyrionema, Comatricha laxa e Stemonitis fusca). As espécies mais abundantes foram S. fusca (constante), Stemonitis smithii, Stemonitis axifera e Stemonitis splendens (acessórias), presentes nos diferentes níveis altitudinais. Exceto C. mirabilis, todos os gêneros e espécies constituem primeira referência para o estado de Sergipe.
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Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Liceales.

Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Liceales.

RESUMO – (Mixobiota do Parque Nacional Serra de Itabaiana, SE, Brasil: Liceales).Visando ampliar o conhecimento sobre a distribuição dos Myxomycetes nos Neotrópicos e trazer as primeiras informações sobre a mixobiota sergipana, efetuou-se um estudo sobre as espécies de Liceales ocorrentes na Reserva Ecológica Serra de Itabaiana, SE (10º40’52’’S e 37º25’15’’W, 180-670 m alt.), que apresenta diferentes fisionomias vegetacionais. Esporocarpos e amostras de substrato para cultivo em câmara-úmida foram coletados entre abril/2002 e dezembro/2003, em 19 excursões (quatro dias cada) realizadas em diferentes estações do ano. Exsicatas representativas do material estudado encontram-se depositadas no herbário UFP (Universidade Federal de Pernambuco, Recife). Cinco gêneros foram registrados, pertencentes às famílias Cribrariaceae (Cribraria, 6 spp.), Liceaceae (Licea, 1 sp.) e Reticulariaceae (Lycogala, 3 spp., Reticularia, 1 sp., Tubifera, 4 spp.). Todos os táxons constituem primeira referência para o estado de Sergipe. A distribuição de Tubifera dimorphoteca Nann.-Bremek. & Loer. está sendo ampliada na América do Sul, citada pela primeira vez para o Brasil.
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Mixobiota de Floresta Atlântica: novas referências de Physarales para o Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil.

Mixobiota de Floresta Atlântica: novas referências de Physarales para o Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil.

Os estudos realizados no Nordeste do Brasil registraram a ocorrência de 21 espécies de Didymiaceae, pertencentes aos gêneros Diachea, Diderma e Didymium e 40 espécies de Physaraceae, distribuídas nos gêneros Badhamia, Badhamiopsis, Craterium, Fuligo, Physarella e Physarum (Cavalcanti 2002, Cavalcanti et al. 2006a). Alguns estados têm a mixobiota melhor conhecida, como a Bahia, com as primeiras coletas realizadas no início do século XX (Torrend 1915), e Pernambuco, cuja mixobiota está sendo estudada desde o inal da década de 1940 (Batista 1949). Os primeiros estudos no Piauí foram realizados no inal dos anos 1990 e, atualmente, estão registradas para este estado todas as subclasses e ordens de Myxomycetes, com nove famílias e 54 espécies, incluindo 18 espécies de Physarales (Cavalcanti et al. 2006b). Inventário recentemente concluído no Parque Nacional Serra de Itabaiana permitiu os primeiros registros de Myxomycetes para Sergipe, com representação de todas as subclasses e ordens de Myxomycetes, com 27 espécies de Physarales (Bezerra et al. 2008).
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Caracterização do material combustível superficial no Parque Nacional Serra de Itabaiana - Sergipe, Brasil.

Caracterização do material combustível superficial no Parque Nacional Serra de Itabaiana - Sergipe, Brasil.

Com relação às fitofisionomias de Campos Graminosos, a baixa quantidade de material combustível da classe MS1 e a ausência de materiais nas classes MS2 e MS3 sugere que os incêndios sejam de pequeno porte e queimem rapidamente todo o estoque de material combustível, já que são os materiais mortos mais grossos (MS2 e MS3), responsáveis pelo aumento do tempo de residência do fogo (BATISTA, 1990). Considerando-se que a mínima quantidade de material combustível nos Campos Graminosos necessária para propagar um incêndio florestal está entre 2 a 2,5 t/ha (HÉLY et al., 2003), a variabilidade espacial da carga presente nos Campos Graminosos do Parque Nacional Serra de Itabaiana pode comprometer a propagação do fogo em algumas áreas. Entretanto, a grande maioria das parcelas estudadas (88%) apresentou carga suficiente ( > 2 t/ha) para propagarem incêndios (Figura 2).
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Florística e estrutura da vegetação arbustivo-arbórea das Areias Brancas do Parque Nacional Serra de Itabaiana/Sergipe, Brasil.

Florística e estrutura da vegetação arbustivo-arbórea das Areias Brancas do Parque Nacional Serra de Itabaiana/Sergipe, Brasil.

Em estudo nas restingas do Nordeste do Estado da Bahia, Pinto et al. (1984) descrevem a itoisionomia dos “tabuleiros costeiros”, nela ocorrem os principais gêneros citados para as Areias Brancas do Parque Nacional Serra de Itabaiana – Poaceae (Axonopus, Paspalum, Trachypogon); Arecaceae (Attalea, Bactris, Syagrus); Polygonaceae (Coccoloba); Fabaceae (Diptychandra, Cassia, Stryphnodendron); Rutaceae (Esenbeckia); Dilleniaceae (Curatella); Apocynaceae (Hancornia, Himatanthus ), dentre outros. Das espécies encontradas nas Areias Brancas do Parque Nacional Serra de Itabaiana, 32% estão citadas na listagem da Flora das Restingas do Nordeste da Bahia (Pinto et al. 1984). Na listagem das espécies de fanerógamas das Restingas de Pernambuco (Zickel et al . 2007) está proporção é de 26%.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

Área de estudo – O Parque Nacional Serra de Itabaiana (PNSI) (Fig. 1.1), situado a cerca de 40 km de Aracaju, capital do Estado de Sergipe, Nordeste do Brasil (ICMBio 2016), apresenta-se como uma zona de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga (Carvalho & Vilar 2005) e abriga diversas fitofisionomias, a depender do relevo e do solo no qual se encontram (Vicente et al. 2005). Inserido nos municípios de Areia Branca, Itabaiana, Laranjeiras, Itaporanga d'Ajuda e Campo do Brito, possui uma área aproximada de 8000 ha, constituída de três serras residuais – Cajueiro, Comprida e de Itabaiana, esta última o ponto mais alto da unidade de conservação (659 m) – bem como solos rasos (neossolos litólicos distróficos) na região de escarpa e topo das serras, e profundos e lixiviados (neossolos quartzarênicos) nas partes mais baixas (ICMBio 2016). O clima da região, segundo Classificação de Köppen, é do tipo As’, clima tropical com estação seca de verão e moderado excedente hídrico de inverno, com índice hídrico de Thorntwaite (Im) entre -1,3 e -8,8 (Sergipe 1978).
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Lycophyta e samambaias do Parque Nacional da Serra do Itajaí, Vale do Itajaí, SC, Brasil.

Lycophyta e samambaias do Parque Nacional da Serra do Itajaí, Vale do Itajaí, SC, Brasil.

o Parque Nacional da Serra do Itajaí (PARNASI) foi criado pelo Decreto Presidencial de 04 de junho de 2004, com 57.475 ha (figura 1) tendo sua sede (27°01’38”S e 49°05’54”W) localizada em blumenau, e abrange ainda outros oito municípios de Santa catarina. A vegetação que o cobre pertence ao bioma Mata Atlântica, região fitoecológica da Floresta Ombrófila Densa, formações Submontana, montana e Altomontana, segundo o Plano de manejo do Parque (Gruener 2008). Esta vegetação foi submetida em grande parte a intenso processo histórico de exploração madeireira resultando em um mosaico de floresta primária e floresta secundária avançada. Em menos de 10% da área do parque houve corte raso da floresta com fins agrícolas ou pecuários.
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A técnica de cluster como ferramenta para a gestão ambiental.

A técnica de cluster como ferramenta para a gestão ambiental.

Resumé: La gestion environmentale, au Brésil, est faite dans une tentative de s’adapter aux nouveux temps. Par consequence, on cherche des iniciatives capables de faciliter la gestion d’une unité de conservation. Le system de partenariat s’est transformé dans un outil efficace pour les managers dans le processus de gestion des parcs nationaux. Les nouvelles approches ont permi d’améliorer le concept de gestion. La gestion partagée est un des modéles utilisés par les manegers des parcs, et parmi plusieurs, le Parque Nacional da Serra da Capivara est le seule qui utilise ce modéle. Cet approche a permis, d’une part, d’identifier les problémes existentes et, d’autre part, d’en atténuér en utilisant des mesures durables de gestion.
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Memorial Ambiental da População Rural da Zona de Amortecimento do Parque Nacional da Serra da Canastra - MGLucas Guida SOARES, Renato Luiz Grisi MACEDO, Jozbio Esteves GOMES, Joema Souza Rodrigues PVOA

Memorial Ambiental da População Rural da Zona de Amortecimento do Parque Nacional da Serra da Canastra - MGLucas Guida SOARES, Renato Luiz Grisi MACEDO, Jozbio Esteves GOMES, Joema Souza Rodrigues PVOA

Desprovidos de estudos preliminares sobre as condições físicas e sociais da região, o extinto órgão denominado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), atual Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), delimitou a área a ser parque sem consultar a população nativa, baseando-se unicamente em razões técnicas. Este fato gerou o início de uma série de conflitos entre a população nativa e IBDF, conflitos estes que foram muito bem explicitados por Oliveira (1992).

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Carrapatos (Acari: Ixodidae) em mamíferos silvestres do Parque Nacional da Serra da Canastra e arredores, Minas Gerais, Brasil.

Carrapatos (Acari: Ixodidae) em mamíferos silvestres do Parque Nacional da Serra da Canastra e arredores, Minas Gerais, Brasil.

Neste trabalho, destacam-se também um grande número de amostras coletadas de canídeos silvestres, sendo elas compostas por ninfas de Amblyomma sculptum Berlese, 1888. Esta espécie pertence ao complexo Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787), que recentemente foi desmembrado em seis espécies válidas, dentre elas, A. sculptum como único representante na região Sudeste do Brasil (NAVA et al., 2014). Os resultados do presente trabalho indicam uma forte associação carrapato- hospedeiro existente entre ninfas de A. sculptum e canídeos silvestres, estando de acordo com estudos prévios de lABRUNA et al. (2005) e MARTINS et al. (2012), que demonstraram ninfas desta espécie de ixodídeo, publicado como A. cajennense, frequentemente encontradas em canídeos silvestres provenientes de várias regiões do país. As demais associações carrapato-hospedeiro (Tabela 1) foram previamente relatadas em diferentes trabalhos em
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Estrutura da comunidade de anfíbios do Parque Nacional da Serra da Bocaina, São Paulo, Brasil

Estrutura da comunidade de anfíbios do Parque Nacional da Serra da Bocaina, São Paulo, Brasil

Em teoria, a similaridade nos sinais acústicos das espécies pode estar relacionada com a filogenia e/ou com adaptações ao ambiente. Porém, nenhum estudo até hoje testou empiricamente a importância relativa da filogenia e do ambiente na evolução de sinais acústicos. Assim, buscamos responder as seguintes questões: i) Qual a importância relativa da filogenia e dos fatores ambientais no canto dos anuros? ii) A sobreposição nos parâmetros do canto é maior do que o esperado ao acaso nas espécies que co- ocorrem? Durante 18 meses, foram realizadas amostragens em 13 ambientes lênticos do Parque Nacional da Serra da Bocaina, para obtenção dos dados de ocorrência espacial e temporal das espécies, e para gravação dos cantos de anúncio. Analisamos cinco parâmetros espectrais e dois temporais do canto de 16 espécies registradas. Verificamos que há um forte sinal filogenético no canto dos anuros, ao passo que o ambiente teve pouca influência nestes atributos, evidenciando que o canto é um atributo conservado ao longo da filogenia e com pouca plasticidade na resposta ao ambiente. Este padrão é provavelmente devido aos limites filogenéticos existentes nos caracteres morfológicos que modulam o canto. Além disso, verificamos que há uma conservação dos parâmetros espectrais relacionado ao microhábitat utilizado, que deve ter sido influenciado pela fidelidade no uso do microhábitat como sitio de canto. As espécies que co-ocorrem temporalmente não possuem necessariamente o canto mais dissimilar, porém as espécies que co-ocorrem espacialmente tendem a ter cantos diferentes, evidenciando que as espécies com canto semelhante tendem a diferir no uso do hábitat. Esses resultados corroboram a hipótese da partilha do espaço acústico, o que favorece a comunicação entre os anuros nos coros reprodutivos.
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Briófitas do centro urbano de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

Briófitas do centro urbano de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO - (Briófitas do centro urbano de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil). No centro urbano de Caxias do Sul foram selecionadas três áreas de estudo, com maior ou menor influência antrópica e onde a vegetação encontra-se em diferentes graus de preservação. Foram encontrados 159 táxons, pertencentes a 87 gêneros e 47 famílias. Anthocerotophyta está representada por duas famílias, dois gêneros e três espécies. Marchantiophyta, por 16 famílias, 29 gêneros e 63 espécies e Bryophyta por 29 famílias, 56 gêneros e 93 espécies, sendo que destas, duas estão representadas por variedades e por uma subespécie. As famílias com maior riqueza específica foram Lejeuneaceae, Fissidentaceae, Orthotrichaceae, Sematophyllaceae, Bryaceae, Pottiaceae, Metzgeriaceae, Dicranaceae e Plagiochilaceae. Comparando com os demais estudos de briófitas urbanas desenvolvidos no Brasil, Caxias do Sul apresentou o maior número de táxons. Entre as três áreas estudadas no centro urbano, observou-se maior similaridade entre as duas áreas onde a vegetação encontra-se em melhor estado de conservação, diferenciando-se da área onde a antropização é maior.
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Estudo de genética populacional no Pato-Mergulhão, Mergus octosetaceus

Estudo de genética populacional no Pato-Mergulhão, Mergus octosetaceus

Diversas populações de espécies ameaçadas vêm sendo devastadas pelo homem em toda a Terra. Inúmeras espécies tiveram suas populações diminuídas rapidamente no último século, algumas até o ponto de extinção. A diversidade genética é necessária para que qualquer espécie mantenha seu sucesso reprodutivo, sua resistência às doenças e sua habilidade para se adaptar às mudanças ambientais. O Pato-Mergulhão é uma das aves mais raras da Américas, sendo classificada como criticamente ameaçada, tanto na Lista das Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna Brasileira, quanto na Lista Vermelha Mundial. O objetivo desse trabalho foi avaliar a diversidade genética Pato- Mergulhão nas principais populações remanescentes (Parque Nacional da Serra da Canastra, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e Serra do Salitre) do Pato- Mergulhão, bem como analisar as relações de parentesco entre os indivíduos. Para alcançar estes objetivos foram utilizados 6 loci microssatélites, em 82 amostras. Os marcadores moleculares do tipo microssatélites têm sido amplamente utilizados em estudos de genética de populações por serem altamente variáveis, portanto, são ferramentas importantes nos estudos de espécies ameaçadas.
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Papilionoideae (Leguminosae) do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil.

Papilionoideae (Leguminosae) do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil.

RESUMO - (Papilionoideae (Leguminosae) do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil). O Parque Nacional da Serra da Canastra localiza-se no sudoeste de Minas Gerais (20º00’-20º30’S e 46º15 ’ -47º00’W) e apresenta ca. de 40% de sua área coberta por campos rupestres. Foram registradas 41 espécies de Papilionoideae reunidas em 23 gêneros e oito tribos: Phaseoleae (Camptosema, Centrosema, Clitoria, Collaea, Eriosema, Erythrina, Galactia, Periandra e Vigna), Dalbergieae (Andira, Dalbergia, Machaerium, Platypodium, Poiretia, Stylosanthes e Zornia), Sophoreae (Acosmium e Bowdichia), Crotalarieae (Crotalaria), Desmodieae (Desmodium), Genisteae (Lupinus), Millettieae (Platycyamus) e Swartzieae (Swartzia). Os gêneros mais representativos em número de espécies foram Galactia (com cinco espécies), Andira, Eriosema, Vigna e Zornia, com três espécies cada um. Os gêneros Centrosema, Collaea, Crotalaria, Lupinus, Periandra e Stylosanthes foram representados por duas espécies, e os demais gêneros por uma espécie cada. A distribuição geográfica de Eriosema prorepens Benth., Lupinus subsessilis Benth. e Periandra gracilis H.S. Irwin & Arroyo foi ampliada neste trabalho. São apresentadas chaves para identificação, descrições e dados sobre a distribuição geográfica das espécies e táxons infra-específicos.
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INVENTÁRIO DAS ESPÉCIES VEGETAIS NA SERRA DA CANASTRA, PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA, MINAS GERAIS, BRASIL Otacílio Antunes Santana

INVENTÁRIO DAS ESPÉCIES VEGETAIS NA SERRA DA CANASTRA, PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA, MINAS GERAIS, BRASIL Otacílio Antunes Santana

Estudos florísticos, fitossociológicos e fitogeográficos têm sido de extrema importância para avaliar a diversidade do Cerrado lato sensu, considerando variações na escala tanto espacial como temporal. A densidade das espécies é um fator importante a ser considerado para a diferenciação entre fisionomias e definição de estratégias para proteção das populações (Líbano & Felfili 2006). No Brasil, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9.9850/ 2000) possui uma modalidade de Unidade de Proteção Integral, que é o Parque Nacional, com o objetivo básico de preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica, beleza cênica, e diversidade biológica. Nestas unidades é possível a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. No Brasil estão cadastrados 54 Parques Nacionais, em uma área de 17.493.010 hectares, importante área natural protegida (MMA 2009).
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Efetividade da gestão do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil: uma avaliação temporal

Efetividade da gestão do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil: uma avaliação temporal

Esta mudança frequente de gestor é observada não apenas para o PARNA Serra da Capivara, que durante o período da pesquisa possuiu pelo menos 4 gestores diferentes, mas também para a maioria das UCs brasileiras, afetando o conhecimento acerca da unidade e, por conseguinte, as informações prestadas necessárias para executar a metodologia RAPPAM. Dentro desta perspectiva, Ervin (2003) argumenta sobre a qualidade das informações prestadas pelos gestores e administradores, que precisam ser adequadas para prover dados suficientes para a análise, implicando no valor de efetividade da gestão. Além disto, outras limitações desta metodologia são apresentadas por Veenvliet e Sovinc (2009) como o questionário não permitir uma análise aprofundada das respostas, obtendo-se apenas o valor final de efetividade, e ignorando as perguntas com respostas negativas, que merecem mais atenção por parte da gestão; não existir a opção de resposta “não conheço/sei” no questionário; e existir questões duplamente negativas, que podem induzir a um mal entendimento do sentido da pergunta por parte do respondente.
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Notas sinonímicas em Lepturini sul-americanos (Coleoptera, Cerambycidae, Lepturinae).

Notas sinonímicas em Lepturini sul-americanos (Coleoptera, Cerambycidae, Lepturinae).

Material examinado. BRASIL, fêmea (holótipo de O. flavocinctus) (MNHN). Bahia: Encruzilhada (Motel da Divisa, Estrada Rio-Bahia km 965), 3 machos, 4 fêmeas (MNRJ). Espírito Santo: Barra de São Francisco (Córrego do Itá), macho, 2 fêmeas; Colatina, fêmea; Linhares, 4 machos, 4 fêmeas; (Parque Sooretama), 5 machos, 7 fêmeas (MNRJ). Minas Gerais: Passa Quatro, macho (holótipo de O. tristis) (MZSP); Pedra Azul, 5 machos, 5 fêmeas; Santana do Riacho (Parque Nacional Serra do Cipó), 2 machos (MNRJ). Rio de Janeiro: Barra de São João, 7 machos, 2 fêmeas; Itatiaia (700 m), fêmea (holótipo de O. latifasciata) (MZSP). Rio de Janeiro (Corcovado), macho; (Floresta da Tijuca), 3 machos, 3 fêmeas (MNRJ). São Paulo: Peruibe, fêmea; São Paulo (Jabaquara), 6 machos, 8 fêmeas (MNRJ).
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LEVANTAMENTO DA BRIOFLORA DE UMA MATA DE GALERIA NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ, MG - BRASIL

LEVANTAMENTO DA BRIOFLORA DE UMA MATA DE GALERIA NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ, MG - BRASIL

The Serra do Cipo has attracted the interest of many researchers over the years because of its unique characteristics, among them, because it is the site of transition between the Cerrado and Atlantic Forest. The sampled area of Serra do Cipo in this study is located along the Gallery Forest córrego Três Pontinhas, coordinates 19°16'00" S and 43°32'49" W, altitude of 1,188 meters. The objective of this study was to survey the Division Bryophyta in gallery forest of stream Três Pontinhas in the National Park of Serra do Cipo, MG. A collection was held during the month of November 2009. A second collection was conducted in July of 2011, and both samples followed the methodology of collecting random samples being collected from all visible material. In total 176 herbarium specimens were examined. Were inventoried 15 families, 26 genera, 43 species and 4 varieties. The families with the largest number of species were: Leucobryaceae (10 species), Sematophyllaceae (9 spp.) and Calymperaceae (6 spp.). Fissidentaceae had 3 spp., Bryaceae, Pylaisiadelphaceae, Pottiaceae and Orthotrichaceae had 2 spp. each and Brachytheciaceae, Cryphaeaceae, Fabroniaceae, Helicophyllaceae, Hypnaceae, Polytrichaceae and Sphagnaceae had only 1 sp. each family. Was recorded three new records for the state of Minas Gerais. Descriptions, keys and illustration are presented.
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