Top PDF Morfo-anatomia comparada de espécies da subtribo Coutoubeinae (Chironieae - Gentianaceae).

Morfo-anatomia comparada de espécies da subtribo Coutoubeinae (Chironieae - Gentianaceae).

Morfo-anatomia comparada de espécies da subtribo Coutoubeinae (Chironieae - Gentianaceae).

RESUMO – (Morfo-anatomia comparada de espécies da subtribo Coutoubeinae (Chironieae - Gentianaceae)). O objetivo do trabalho é caracterizar a morfo-anatomia do corpo vegetativo de Deianira erubescens, Deianira pallescens, Deianira nervosa, Deianira chiquitana e Schultesia gracilis, visando fornecer subsídios à taxonomia e compreender algumas estratégias adaptativas. Coletaram-se amostras de indivíduos de Deianira no cerrado e de Schultesia no campo rupestre, MG. O material foi processado para observações em microscopia de luz. D. erubescens e D. pallescens apresentam folhas em rosetas e opostas cruzadas, concrescidas na base, ao longo do caule; D. chiquitana apresenta folhas concrescidas na base apenas na região proximal do caule e folhas opostas cruzadas livres; D. nervosa e S. gracilis apresentam folhas opostas cruzadas livres. No gênero Deianira são observadas raízes com crescimento secundário, sendo não usual em D. erubescens e D. nervosa e micorrizas arbusculares (MAs) do tipo Arum, exceto em D. nervosa; caule fi stuloso em D. pallecens; folhas anfi estomáticas e mesofi lo homogêneo, exceto em D. nervosa na qual são observadas folhas hipoestomáticas e mesofi lo dorsiventral. S. gracilis apresenta raízes com aerênquima e MAs do tipo Paris; caule prismático, alado, fi stuloso e folhas hipoestomáticas com mesofi lo homogêneo. Carac- teres anatômicos podem ser utilizados para distinção das espécies e podem contribuir para compreender estratégias adaptativas ao cerrado e campo rupestre. Palavras-chave: Anatomia, Deianira, Gentianaceae, Micorriza, Schultesia
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Morfo-anatomia comparada das folhas do par vicariante Plathymenia foliolosa Benth. e Plathymenia reticulata Benth. (Leguminosae - Mimosoideae).

Morfo-anatomia comparada das folhas do par vicariante Plathymenia foliolosa Benth. e Plathymenia reticulata Benth. (Leguminosae - Mimosoideae).

No córtex os cristais são mais abundantes em P. foliolosa; são encontrados no pulvino primário, pecíolo, raque, pulvino secundário e peciólulo (fi- guras 28 e 29); são menos freqüentes nas partes mais externas do córtex o que é mais notado no pulvino primário e raros no pulvino terciário e na raquila. Em P. reticulata, a localização dos cristais é a mesma, porém, a quantidade diminui conside- ravelmente, sendo mais freqüentes no pulvino pri- mário (figura 29). Nas duas espécies observa-se o fenômeno da redissolução dos cristais, acompa- nhado do processo de lignificação das paredes das células que contêm o cristal, o que é visto sobre- tudo no pulvino primário (figura 26), pecíolo e pulvino secundário. A lignificação destas paredes foi melhor evidenciada com a floroglucina sulfú- rica a 25%.
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Anatomia comparada dos órgãos vegetativos de espécies de Bulbophyllum seção Didactyle (Lindl.) Cogn. e Bulbophyllum seção Xiphizusa Rchb.f. (Orchidaceae).

Anatomia comparada dos órgãos vegetativos de espécies de Bulbophyllum seção Didactyle (Lindl.) Cogn. e Bulbophyllum seção Xiphizusa Rchb.f. (Orchidaceae).

Exoderme e endoderme uniestratificadas e com espessamento de parede, como nas espécies aqui avaliadas, são características comuns à subfamília Epidendroideae (Pridgeon 1982, Mohana Rao & Khasim 1987, Morris et al. 1996, Stern & Judd 2001, 2002, Aybeke 2012), não havendo diferença entre as seções de B. sect. Didactyle e B. sect. Xiphizusa. O espessamento em U, O ou ∩ (U invertido) na exoderme e espessamento na endoderme típicos de Bulbophyllum (Gravendeel et al. 2014) são semelhantes aos registrados para espécies da subtribo Dendrobiineae (Morris et al. 1996), bem como para outros grupos não relacionados próximos ao gênero Vanda Gaud. ex Pfitzer (Carlsward et al. 2006), espécies epífitas de Maxillaria e Miltonia regnellii (Dettke et al. 2007, 2008) e rupícolas como Pleurothallis rupestris (Scatena & Nunes 1996). O espessamento da parede da exoderme e endoderme foi considerado por Moreira & Isaías (2008) como uma adaptação ao hábito epifítico para evitar a evaporação da água da região cortical e cilindro vascular.
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FÓRMULA DENTÁRIA DA CUTIA ADULTA (Dasyprocta leporina)FRANZO, Vanessa Sobue; VULCANI , Valcinir Aloisio Scalla Vulcani; GRADELA, Adriana Gradela; LEIRA, Matheus Hernandes.

FÓRMULA DENTÁRIA DA CUTIA ADULTA (Dasyprocta leporina)FRANZO, Vanessa Sobue; VULCANI , Valcinir Aloisio Scalla Vulcani; GRADELA, Adriana Gradela; LEIRA, Matheus Hernandes.

Para a realização deste estudo foi utilizado um exemplar adulto de cutia pertencente ao Laboratório de Anatomia Comparada (LAC) da Faculdade de Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia (FAMEVZ) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), campos de Cuiabá.

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Anatomia comparada do lenho de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) e Tocoyena formosa (Rubiaceae) que ocorrem no cerrado e na caatinga

Anatomia comparada do lenho de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) e Tocoyena formosa (Rubiaceae) que ocorrem no cerrado e na caatinga

41 pequenas, pudemos observar que as camadas de crescimento apresentaram-se com larguras menores nos indivíduos do cerrado, ou seja, o ritmo de produção do xilema secundário é menor quando comparamos com os indivíduos da caatinga. É interessante notar que a porcentagem de produção de casca nos indivíduos do cerrado é o dobro da porcentagem de casca dos indivíduos da caatinga (16% de casca e 8% de casca, respectivamente). Dentre as adaptações das plantas que conferem resistência ao fogo, a espessura da casca é a mais importante, pois o que causa a morte da planta é a necrose do câmbio vascular. Portanto, o tempo que o fogo leva para atingir o câmbio in situ é uma função tanto da propriedade térmica, como, principalmente, da espessura da casca (Pinard & Huffman 1997). No trabalho realizado por Nefabas & Gambiza (2007) no qual eles observaram o efeito em longo prazo de diferentes frequências de queimada em espécies savânicas resistentes ao fogo, os autores observaram que as espécies que possuíam casca mais espessa sobreviveram por mais tempo ao fogo do que as que possuíam casca mais fina. Como o fogo é uma característica marcante da dinâmica de savanas mundiais (Lawes et al. 2011) e o cerrado apresenta em sua maior composição o bioma savânico, entendemos que a maior proporção de produção de casca nos indivíduos do cerrado seja uma resposta adaptativa de proteção contra o fogo. No caso dos indivíduos da caatinga, observamos uma largura maior das camadas de crescimento do xilema secundário e uma menor porcentagem de produção de casca. Isso demonstra que os indivíduos da caatinga estão investindo menos em produção de casca quando comparamos com os indivíduos do cerrado. Quando observamos a estrutura do xilema secundário é importante lembrar que a principal função desse tecido é a condução hídrica. Tendo em vista que a caatinga é um ambiente com baixa disponibilidade hídrica ao longo do ano, com presença de chuvas concentradas em um período curto, supomos que a resposta de produção maior de xilema secundário nesses indivíduos seja uma resposta adaptativa em relação à eficiência na condução hídrica, utilizando toda a água disponível nesse período de chuvas. Além disso, a caatinga não é um ambiente que apresenta frequência de queimadas como o cerrado, portanto, esses indivíduos não investem em produção grande de casca para proteção.
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Orchidaceae em um fragmento de Floresta Semidecídua de encosta na região sul do Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil.

Orchidaceae em um fragmento de Floresta Semidecídua de encosta na região sul do Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil.

A espécie pertencia anteriormente ao gênero Maxillaria, tendo sido posteriormente transferida para Mormolyca por Blanco et al. (2007). Estes autores propuseram a transferência para este gênero as espécies que pertenciam ao gênero Chrysocycnis e à seção Rufescens do gênero Maxillaria. Mormolyca rufescens possui ampla distribuição, com a ocorrência descrita para os Estados do AC, AM, PA, RR, RO, MA, PB, BA, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, SC e RS (Barros et al. 2013). O exemplar foi encontrado em agosto no dossel de uma árvore ao lado do curso d’água principal. A espécie pode ser reconhecida por apresentar pseudobulbos lisos e unifoliados, flores vermelhas a alaranjadas com o labelo trilobado apresentando máculas vinosas, lobos laterais dentados e terminal oblongo a retangular com o ápice truncado. 15. Octomeria juncifolia Barb. Rodr., Gen. Sp. Orchid. 2: 110. 1882.
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MONITORAMENTO DE ESPÉCIES E MORFO-ESPÉCIES EM SOLOS SUPERFICIAIS DE MATA ATLÂNTICA EM REGENERAÇÃO

MONITORAMENTO DE ESPÉCIES E MORFO-ESPÉCIES EM SOLOS SUPERFICIAIS DE MATA ATLÂNTICA EM REGENERAÇÃO

(úmido e seco), profundidade (cm) e atributos químicos como carbono orgânico, K, P, Ca e Al. Delimitou-se aleatoriamente parcelas amostrais de 1,68 ha onde foram coletados: amostras de solo, invertebrados associados a detritosfera e drilosfera e nove monólitos de solo por ambiente pelo método TSBF. Foram identificadas espécies de Oligochaeta e morfo-espécies de Arachnida, Chilopoda, Coleoptera e Diplopoda. A densidade de indivíduos e o índice de diversidade de Shanon (H) foram influenciados pelo ambiente de coleta e profundidade do solo (cm). As análises de ACP apontam correlação positiva entre os grupos com parâmetros químicos, profundidade do solo (cm) e mudança de ambiente. O aumento do teor de carbono orgânico e disponibilidade de macronutrientes favoreceram o aumento de espécimes. Os resultados indicam pela elevada frequência da espécie P. corenthurus (Oligochaeta Glossoscolecidae) e a baixa frequência da espécie Fimoscolex sp que as áreas têm em seu histórico perturbações ambientais.
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Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.) DC. - Myrtaceae.

Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.) DC. - Myrtaceae.

Analisando-se a morfologia e a anatomia foliar de Myrcia multiflora constata-se a ocorrência de características universalmente presentes na família Myrtaceae e outras indicativas da espécie em questão. Entre as primeiras, citam-se folhas simples, de bordo inteiro, com nervura marginal contínua, providas de cavidades oleíferas perceptíveis como pontos translúcidos (Cronquist, 1981; Barroso et al., 1984). Anatomicamente, a família caracteriza-se pela presença de cavidades secretoras de óleos essenciais adjacentes à epiderme, pela ocorrência de tricomas tectores unicelulares, de estômatos anomocíticos ou paracíticos e feixes vasculares bicolaterais (Solereder, 1908; Metcalfe & Chalk, 1950). A planta aqui estudada apresenta todas estas características, assinalando-se, entretanto, que os feixes vasculares observados na lâmina foliar são do tipo colateral, ficando a organização bicolateral restrita ao feixe da nervura mediana. Histoquimicamente, o mesofilo das Myrtaceae apresenta grande quantidade de taninos e lipídios (Solereder, 1908; Metcalfe & Chalk, 1950; Cronquist, 1981), o que foi confirmado no material estudado. As características peculiares da planta aqui estudada são discutidas a seguir, confrontando-as com as de outras espécies medicinais de Myrtaceae.
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Morfo-anatomia das folhas de Vernonia condensata Baker (Asteraceae), o "figatil".

Morfo-anatomia das folhas de Vernonia condensata Baker (Asteraceae), o "figatil".

Como anexos epidérmicos ocorrem dois tipos de tricomas glandulares, embora mais esparsos na face adaxial. Um destes tricomas mostra-se com pedúnculo formado por duas pequenas células, dando-lhe aparência séssil, e com a cabeça arredondada, glandular, constituída por duas células (figura 2 - C). O outro tipo de tricoma possui uma grande célula apical, conferindo-lhe o formato de um biruta (figura 2 - D), a qual se destaca com facilidade durante o processo de preparação das lâminas histológicas. Esta característica, mais que os tipos estomáticos, mostra-se relevante nas análises farmacognósticas, visto que os tricomas das Asteraceae são morfologicamente muito variados, amplamente distribuídos entre as espécies, podendo ser glandulares ou não 8 .
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Estruturas secretoras em espécies de leguminosas da subtribo Cassiinae (Fabaceae, Caesalpinioideae, Cassieae)

Estruturas secretoras em espécies de leguminosas da subtribo Cassiinae (Fabaceae, Caesalpinioideae, Cassieae)

Senna é um dos maiores gêneros da família Fabaceae, e juntamente com Cassia s.s. e Chamaecrista compõe a subtribo Cassiinae. Análises filogenéticas baseadas somente em dados moleculares tem se mostrado insuficientes para solucionar as relações entre os gêneros de Cassiinae. Deste modo, torna-se necessária a procura por informações a respeito de estruturas secretoras, de forma a complementar àquelas provenientes de dados moleculares. Coléteres são estruturas glandulares que produzem secreção de natureza mucilaginosa ou resinosa, e desempenham a função de proteção contra dessecação de órgãos em início de desenvolvimento. Com o objetivo de caracterizar anatômica e funcionalmente os coléteres presentes nos embriões e plântulas de Senna hirsuta, S. macranthera, S. obtusifolia, S. occidentalis e S. pentagonia, sementes foram coletadas, colocadas para germinar, e processadas segundo métodos usuais para microscopia de luz e eletrônica de varredura. Os coléteres localizam-se nas axilas dos cotilédones, no ápice do eixo do embrião ou da plântula. Não foi observada a presença de vascularização nestas estruturas. Os coléteres estão presentes no embrião antes da desidratação da semente, na plântula durante o processo de germinação e em plântulas de até sete dias, quando se tornam senescentes. Durante a germinação da semente, os coléteres apresentam um pico de secreção após 24 horas que as sementes foram colocadas para germinar; a secreção, que possui natureza péctica, forma um filme cobrindo a região da plúmula e as laterais do eixo do embrião e plântula. A presença de coléteres em embriões pode constituir uma adaptação à germinação em condições adversas de umidade, uma vez que o caráter mucilaginoso da secreção propicia a retenção de água, mantendo o embrião úmido, facilitando sua germinação. Dada a presença destas estruturas também em Chamaecrista, estudos sobre a ocorrência dos coléteres em embriões de espécies de Cassiinae devem ser ampliados, incluindo Cassia, para que possam ser avaliados tanto os aspectos fisiológicos e ecológicos da germinação das sementes, quanto o possível emprego deste caráter em análises filogenéticas.
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Morfo-anatomia da semente de Bauhinia monandra Kurz: (Leguminosae-caesalpinioideae).

Morfo-anatomia da semente de Bauhinia monandra Kurz: (Leguminosae-caesalpinioideae).

RESUMO - Bauhinia monandra, espécie popularmente conhecida na Amazônia como pata-de- vaca, é indicada entre outros usos como planta medicinal nessa região. Visando contribuir para um melhor conhecimento foram coletadas sementes dessa espécie do banco de germoplasma da EMBRAPA – CPATU, Amazônia Oriental, no estado do Pará. O estudo morfo-anatômico revelou sementes estenospérmicas, oblongas, base arredondada, margem inteira, ápice assimétrico, peril convexo pouco acentuado e hilo em forma de “V” na região apical. A testa é monocrômica, brilhante, lisa e constituída por dois estratos epidérmicos; linha lúcida presente. O endosperma é contínuo, espesso, adnato a testa. O embrião é axial e invaginado, apresenta dois cotilédones foliáceos e eixo embrionário com plúmula rudimentar e radícula imperceptível. Foram vistos grãos de amido no interior dos cotilédones.
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Morfo-anatomia foliar de Ocotea gardneri (Meisn.) Mez (Lauraceae-Lauroideae).

Morfo-anatomia foliar de Ocotea gardneri (Meisn.) Mez (Lauraceae-Lauroideae).

Os resultados da anatomia foliar de Ootea gardneri revelaram um conjunto de caracteres distintos para esta espécie, que podem auxiliar em sua identifi cação. Dentre estes, destaca-se o mesofi lo do tipo isobilateral, que não é usual na família Lauraceae, cujo parênquima paliçádico adjacente à epiderme abaxial é atípico, formado por células mais curtas que as dos estratos voltados para a epiderme adaxial. Pelo levantamento realizado na bibliografi a especializada, este é o primeiro relato de mesofi lo isobilateral em uma espécie de Lauraceae. Solereder (1908) e Metcalfe e Chalk (1972) descreveram o mesofi lo de Lauraceae como sendo do tipo dorsiventral, trabalhos mais recentes como Marques (2001), que estudou cinco espécies desta família, também relatam o mesofi lo com o padrão dorsiventral nas espécies estudadas.
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Anatomia floral de espécies de Cyperaceae (Poales)

Anatomia floral de espécies de Cyperaceae (Poales)

Para estudo da anatomia floral e vascularização das espiguetas, inflorescências foram desidratadas em série n-butílica para posterior infiltração e inclusão em historresina (Leica Historesin Embedding Kit, Nussloch, Alemanha) (Feder & O’Brien, 1968). Secções transversais foram feitas em micrótomo rotativo (Leica RM 2245, Nussloch, Alemanha), com espessura variando entre 6 a 10Pm, utilizando-se navalhas de aço descartáveis Leica. As secções foram coradas com ácido periódico – reativo de Schiff (PAS) e azul de toluidina (Feder & O’Brien, 1968) e montadas em lâminas permanentes com Entellan (Merck, Darmstadt, Alemanha). Os resultados foram documentados com imagens obtidas com o auxílio de um capturador (Leica DFC 450, Heerbrugg, Suiça) acoplado ao microscópio (Leica DM4000B, Wetzlar, Alemanha), utilizando-se o programa de digitalização de imagens LAS (Leica Application Suíte V 4.0.0).
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Anatomia foliar comparativa em espécies de guanxuma .

Anatomia foliar comparativa em espécies de guanxuma .

As espécies apresentaram lâmina foliar com espessura de 151,5, 179,9 e 183,1 µm em S. rhombifolia, S. spinosa e S. urens, respecti- vamente (Tabela 3). Não houve diferença estatística entre as espécies S. spinosa e S. urens quanto à espessura média da lâmina foliar, e na espécie S. rhombifolia o estádio V2 apresentou a menor espessura de lâmina foliar (Figura 3). As epidermes das três espécies são uniestratificadas, sendo a face adaxial mais espessa em relação à abaxial. Segundo Procópio et al. (2003b), Sida glaziovii possui as mesmas características em relação às faces da epiderme, porém a espessura média em ambas as faces é de 127,23 µm, observando- se que as folhas foram coletadas do terceiro ao quinto nó, quando elas estavam completamen- te expandidas. As espessuras das epidermes adaxial e abaxial não diferiram entre as espécies. Na espécie S. urens, o estádio V1 apresentou o menor valor da espessura em ambas as faces da folha (Tabela 4), enquanto na face adaxial não houve diferença signi- ficativa de espessura da parede celular entre S. rhombifolia e S. urens nas fases V1 e R.
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Anatomia foliar de espécies epífitas de Orchidaceae.

Anatomia foliar de espécies epífitas de Orchidaceae.

Nas Orchidaceae ocorrem inúmeras adaptações morfológicas e funcionais relacionadas ao epifitismo (Dressler 1981). Uma delas é a presença de epiderme multisseriada nas raízes, o velame, capaz de absorver água e sais minerais, reduzir a transpiração e oferecer proteção mecânica (Pridgeon 1986, Benzing 1987). Outra, é a ocorrência de pseudobulbos que armaze- nam água e auxiliam na manutenção do balanço hídrico da planta, em situações onde há pouca dispo- nibilidade desse elemento (Braga 1977, 1987). Em muitas espécies epífitas que carecem de pseudobulbos, por exemplo na subtribo Pleurothallidinae, o mesofilo possui células com espessamento espiralado, que armazenam água e evitam o colapso do tecido du- rante os períodos de dessecação (Pridgeon 1986, Scatena & Nunes 1996). Adaptações fisiólogicas também são observadas na família sendo comum a ocorrência de metabolismo CAM, que representa um eficiente mecanismo de economia hídrica (Coutinho 1970, Sanders 1979, Braga 1987).
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Anatomia ecológica foliar de espécies da caatinga

Anatomia ecológica foliar de espécies da caatinga

Em ambientes semiáridos a disponibilidade hídrica é o principal fator limitante para as espécies vegetais. Uma associação de características pode contribuir para a economia hídrica, entre elas as anatômicas. Os atributos anatômicos frequentemente relacionados com ambientes de restrição hídrica são denominados xeromorfos. As folhas são órgãos comumente expostos à incidência solar que apresentam grandes áreas de transpiração. Presume-se que as folhas das espécies da caatinga apresentem atributos morfológicos e anatômicos que lhes permitam suportar as condições de semiaridez do ambiente em que vivem. Desta maneira, foi realizada a coleta e processamento anatômico de acordo com técnicas usuais de folhas em treze espécies comuns na caatinga. As características xeromorfas observadas são possivelmente relacionadas com a economia hídrica. Foram distinguidos três grupos funcionais com relação a tais atributos. O primeiro (G1) composto por espécies caducifólias tardias com indumento denso. O segundo (G2) agrupa principalmente as caducifólias, e um elemento marcante foi a presença de mucilagem nas células epidérmicas. No terceiro (G3) estão as perenifólias e duas caducifólias tardias com folhas mais resistentes e cutícula espessa. Estes agrupamentos tiveram influência filogenética, entretanto algumas relações de proximidade não podem ser atribuídas unicamente ao parentesco. Isso pode indicar outras similaridades, provavelmente funcionais, com relação ao uso do principal fator limitante do semiárido nordestino: a água. As diversas maneiras de explorar um mesmo recurso sugerem diferenciação de nicho que origina os diferentes grupos, enquanto o compartilhamento de características pode refletir o número limitado de soluções adaptativas que direcionariam possíveis convergências responsáveis pelas características compartilhadas dentro de um grupo filogeneticamente distante.
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Confecção de uma coleção didática com o uso de órgãos suínos para aulas de anatomia comparada no Ensino Médio

Confecção de uma coleção didática com o uso de órgãos suínos para aulas de anatomia comparada no Ensino Médio

Vários estudos sugerem que é preciso rever o processo de ensino e aprendizagem da Biologia no espaço escolar, pois o modelo que vem sendo utilizado não favorece a necessária percepção e reflexão crítica do estudante. No modelo atual, o ensino de anatomia (morfologia macroscópica) do ser humano, nos níveis fundamental e médio, está baseado, principalmente, no conteúdo de livros didáticos, que trazem deficiências do ponto de vista pedagógico e, muitas vezes, conceitual. Além disso, os livros didáticos, em geral, se utilizam exclusivamente de modelos esquemáticos que distanciam o observador da realidade e não propiciam uma visão integrada do organismo e de suas funções. Sabe-se que as experiências concretas auxiliam os estudantes a confrontar suas concepções sobre a natureza da vida e oferecem oportunidades para obter e analisar analogias e modelos, levantar dados, construir e diversificar suas vivências perceptuais. Tais experiências concretas podem ser obtidas a partir de aulas práticas que visem o estabelecimento de significados para os diferentes temas e sua inter-relação. No intuito de proporcionar aulas práticas para o ensino da anatomia comparada, com ênfase no ser humano, no ensino básico, elaborou-se uma coleção biológica de caráter didático a partir de órgãos suínos. O procedimento consistiu em uma série de etapas que compreenderam desde a aquisição das peças anatômicas em frigoríficos, passando pela fixação em solução diluída de formol, pela dissecação e, finalmente, pela etapa de conservação em álcool 70° INPM. Posteriormente, a coleção foi devidamente etiquetada e armazenada. A coleção anatômica confeccionada foi depositada na instituição parceira, Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves – CETAN em Goiânia-GO, onde foi utilizada em aulas práticas. Verificou-se grande satisfação e motivação, em turmas de 1º e 2º anos do ensino médio, por parte dos estudantes que utilizaram a coleção nas aulas de anatomia humana. Constatou-se também o interesse dos professores em aprender as técnicas e poder replicar o material em outras instituições de ensino básico. Como produto final deste trabalho, foi elaborado um manual contendo as etapas, materiais necessários, desafios, dicas e propostas de aulas, de caráter investigativo, para que outros profissionais da educação possam replicar a coleção em suas instituições. As propostas de aulas investigativas se mostraram eficazes para introduzir o estudante ao letramento científico através do estímulo à observação, a proposição de hipóteses e confronto destas com as informações obtidas, além da estimular a escrita e o trabalho em grupo.
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Novos registros de espécies da subtribo Ecliptinae (Heliantheae - Asteraceae) para a Amazônia brasileira.

Novos registros de espécies da subtribo Ecliptinae (Heliantheae - Asteraceae) para a Amazônia brasileira.

A subtribo Ecliptinae é composta principalmente por indivíduos apresentando-se como ervas anuais ou perenes, arbustos ou pequenas árvores de folhas opostas, alternas ou basais, pecioladas ou sésseis; capítulos solitários ou dispostos em panículas axilares; capítulos geralmente heterógamos; brácteas involucrais em 2 a 4 séries; páleas presentes; flores do raio pistiladas ou estéreis, raramente ausentes; flores do disco perfeitas ou funcionalmente estaminadas; anteras de tecas geralmente negras; cipselas do raio, quando férteis, geralmente largas, triangulares a obcomprimidas; cipselas do disco comprimidas ou quadrangulares, paredes enegrecidas, sem estrias; pápus frequentemente com 2 aristas, algumas vezes com escamas formando um círculo de cerdas caducas ou mesmo ausentes (Robinson, 1981).
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Germinação e morfo-anatomia do desenvolvimento em Melocactus ernestii Vaupel e M....

Germinação e morfo-anatomia do desenvolvimento em Melocactus ernestii Vaupel e M....

A família Cactaceae contém de 1500 1800 espécies que apresentam adaptações morfológicas e fisiológicas à seca sendo um importante elemento fitogeográfico das regiões árida e semi árida. A distribuição, ilustrada na Figura 1, é restrita às regiões tropicais e subtropicais, de ocorrência quase que exclusiva na América, com exceção de representantes dos gêneros e encontrado na África e Sri Lanka (Gibson 1973; Barthlott 1983; Barthlott & Hunt 1993; Rojas – Arechiga & Vázquez – Yanes 2000).

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Universidade Federal de Pernambuco

Universidade Federal de Pernambuco

Foram registradas 18 espécies, das quais sete são novas para a ciência, dos gêneros Ctenanthe, Maranta, Monotagma, Stromanthe e Saranthe. Entre os principais caracteres morfo[r]

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