Top PDF Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Vernonia platensis (Spreng.) Less. (Asteraceae).

Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Vernonia platensis (Spreng.) Less. (Asteraceae).

Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Vernonia platensis (Spreng.) Less. (Asteraceae).

RESUMO – (Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Vernonia platensis (Spreng.) Less. (Asteraceae). Asteraceae possui cerca de 23.000 espécies e Vernonieae tem sua maior representatividade no Brasil, sendo Vernonia o maior gênero da tribo. Devido à ampla ocorrência nos Cerrados, V. platensis foi selecionada para a realização deste trabalho, que objetiva descrever a morfoanatomia e o desenvolvimento do pericarpo e da semente desta espécie, comparando os resultados com a literatura. O material coletado foi processado segundo técnicas usuais. O ovário é ínfero, bicarpelar, sincárpico, unilocular, com um óvulo anátropo, unitegumentado, tenuinucelado, formado em placentação basal. A parede ovariana é homogênea, com células mais densas perifericamente. O tegumento possui três regiões, destacando-se evidente endotélio. Na maturidade, a maioria das camadas colapsa, mantendo-se as fi bras mesocárpicas externas; o pápus duplo persiste formado por células lignifi cadas. A semente madura apresenta testa restrita a uma faixa de células colapsadas; o endosperma é celular, persistindo residualmente na maturidade, e o embrião exibe eixo hipocótilo-radícula axial, espesso e curto. Em apenas 40% das cipselas maduras analisadas, há sementes completamente desenvolvidas. As observações deste trabalho corroboram pesquisas anteriores com Asteraceae, mas destaca-se o papel nutritivo do tegumento no desenvolvimento seminal e a baixa produção de sementes em V. platensis.
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Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Byrsonima intermedia A. Juss. (Malpighiaceae).

Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Byrsonima intermedia A. Juss. (Malpighiaceae).

RESUMO – (Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Byrsonima intermedia A. Juss. (Malpighiaceae)). A morfologia e anatomia de muitas espécies do cerrado são desconhecidas, sendo os frutos e sementes ainda menos estudados. Assim, esse trabalho objetivou estudar morfoanatomicamente os frutos e sementes de Byrsonima intermedia, uma das espécies mais freqüentes dos cerrados de São Paulo, descrevendo-os ontogeneticamente. Verificou-se que o ovário é súpero, tricarpelar e trilocular, com um óvulo por lóculo; a epiderme externa é unisseriada, com cutícula espessa no ápice e delgada na base do órgão; o mesofilo ovariano é multisseriado, parenquimático e vascularizado; a epiderme interna é unisseriada, com células que se dividem precocemente. Os óvulos são subcampilótropos, bitegumentados, com nucelo projetado através da micrópila; hipóstase e epístase são observadas. Durante o desenvolvimento do pericarpo, as divisões celulares restringem-se à fase inicial do desenvolvimento, ocorrendo previamente à diferenciação seminal. O fruto maduro é do tipo drupóide, carnoso, com pirênio lenhoso formando três lóculos. O exocarpo é unisseriado; o mesocarpo externo é parenquimático, ocorrendo esclereídes dispersas na região apical do fruto; no mesocarpo interno ocorrem várias camadas de esclereídes alongadas em diversos sentidos; o endocarpo é multisseriado, com as esclereídes alongadas longitudinalmente. A origem meso-endocárpica dos tecidos lignificados deste pericarpo contraria a definição clássica dos frutos drupóides, que destaca apenas o endocarpo lenhoso. A semente apresenta tegumentos e endosperma reduzidos. O embrião tem eixo hipocótilo-radicular contínuo, com dois cotilédones enrolados em espiral.
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Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae), espécie de cerrado do Estado de São Paulo.

Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae), espécie de cerrado do Estado de São Paulo.

RESUMO – (Morfoanatomia e ontogênese do fruto e semente de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae), espécie de cerrado do Estado de São Paulo). Foram estudados os frutos e sementes de Styrax camporum Pohl. (Styracaceae), espécie arbórea típica dos cerrados brasileiros, objetivando descrever sua morfologia, anatomia e ontogênese. Amostras de frutos e sementes foram coletadas e processadas pelas técnicas convencionais. Os frutos em desenvolvimento foram enquadrados em quatro estádios: I – estádio inicial, caracterizado pelos ovários dos botões florais; II – ovário de flor pós-antese e frutos jovens; III – frutos pré-maturação; IV – frutos maduros. Verificou-se que o fruto é carnoso e monospérmico, com cálice persistente. O pericarpo apresenta exocarpo unisseriado, com tricomas estrelados lignificados e células de formato abaulado e tamanhos irregulares. O mesocarpo externo se constitui de tecido parenquimático multisseriado, alongado radialmente na maturidade. Feixes vasculares estão presentes no terço interno do mesocarpo. Apesar do fruto desta espécie ser classificado como drupa, observou-se que o mesocarpo interno e o endocarpo são compostos apenas por poucas camadas de fibras, não formando o pirênio com a dureza típica desse tipo de fruto; também não se observa o concrescimento do endocarpo com o tegumento. A semente é típica da família Styracaceae, ou seja, é unitegumentada, apresentando testa multisseriada e bastante espessa, sendo a exotesta unisseriada. Na mesotesta externa, verificam-se várias camadas de braquiesclereídes. Internamente a essas células, ocorrem diversos feixes vasculares, seguidos por numerosas camadas de células parenquimáticas, que contêm evidente reserva de substâncias lipídicas. O embrião é axial, reto e espatulado, constituído pelo eixo embrionário típico e cotilédones foliáceos.
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Morfoanatomia e ontogênese do pericarpo de Manihot caerulescens Pohl e M. tripartita Müll. Arg. (Euphorbiaceae).

Morfoanatomia e ontogênese do pericarpo de Manihot caerulescens Pohl e M. tripartita Müll. Arg. (Euphorbiaceae).

Figuras 24-29. Estágio IV. Fruto em maturação de Manihot caerulescens (24 à esquerda, 26, 28) e Manihot tripartita (24 à direita, 25, 27, 29). Secções transversais (25-29). 24. Frutos maduros (seta = projeção lateral). 25. Detalhe do exocarpo, evidenciando tricoma tector e cutícula espessa, e de parte do mesocarpo externo. 26. Região dorsal; notar tecido parenquimático mais frouxo em direção ao feixe dorsal (seta) e a pequena espessura do estrato esclerenquimático. 27. Região dorsal, destacando evidente tecido de separação e amplo estrato esclerenquimático. 28-29. Região do septo. (cs = cavidade seminal; es = estrato esclerenquimático; ex = exocarpo; fd = feixe dorsal; fi = fibras; fl = feixe lateral; se = semente; sp = septo; td = tecido de separação na região dorsal; ts = tecidos de separação; tt = tricoma tector). Barra = 1 cm (24), 500 µm (26-29), 50 µm (25). Figures 24-29. Stage IV. Fruit in maturation of Manihot caerulescens (24 left, 26, 28) and Manihot tripartita (24 right, 25, 27, 29). Transverse section (25-29). 24. Mature fruits (arrow = lateral projection). 25. Detail of the exocarp, evidencing non-glandular trichome and thick cuticle, and part of the outer mesocarp. 26. Dorsal region; note loose parenchyma in direction to the dorsal bundle (arrow) and the small thickness of the sclerenchymatous stratum. 27. Dorsal region, detaching evident separation tissue and large sclerenchymatous stratum. 28-29. Region of the septum. (cs = seed chamber; es = sclerenchymatous stratum; ex = exocarp; fd = dorsal bundle; fi = fiber; fl = lateral bundle; se = seed; sp = septum; td = separation tissue in the dorsal region; ts = separation tissue; tt = non-glandular trichome). Bar = 1 cm (24), 500 µm (26-29), 50 µm (25).
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Morfoanatomia e ontogênese do pericarpo de Schizolobium parahyba (Vell.) Blake (Fabaceae, Caesalpinioideae).

Morfoanatomia e ontogênese do pericarpo de Schizolobium parahyba (Vell.) Blake (Fabaceae, Caesalpinioideae).

Pela análise da literatura, encontram-se informações discrepantes a respeito da porção do pericarpo que acompanha a semente. Oliveira & Pereira (1984) consideraram a parte papirácea do fruto como meso-endocarpo. Bentham (1870), Gunn (1991), Garcia & Monteiro (1997), Barroso et al. (1999) descreveram esta estrutura como sendo somente o endocarpo. Por meio do estudo ontogenético aqui apresentado, conclui-se que a parte papirácea responsável pela dispersão da semente é o endocarpo como um todo, incluindo o estrato esclerenquimático externo e as células parenquimáticas internas, encontrando-se, apenas aleatoriamente, resíduos de células mesocárpicas.
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Morfoanatomia comparada e ontogênese do pericarpo de Bidens gardneri Baker e B. pilosa L. (Asteraceae).

Morfoanatomia comparada e ontogênese do pericarpo de Bidens gardneri Baker e B. pilosa L. (Asteraceae).

Figuras 9-15. Fruto jovem de Bidens gardneri (9, 10, 14) e Bidens pilosa (11-13, 15). Secções longitudinais (9, 11, 13, 15). Secções transversais (10, 12, 14). 9-10. Aspectos do pericarpo jovem, destacando tricomas; na figura 10, observar o detalhe da região indicada. 11. Detalhe do pericarpo, mostrando canal secretor. 12-13. Detalhes do pericarpo, já com a região mediana lignificada; notar o início da deposição de fitomelanina (asterisco). 14. Detalhe do pápus com secção transversal triangular, mostrando a presença de célula silicosa (seta) nos três ângulos. 15. Detalhe do pápus; notar que a célula silicosa constitui tricoma em formato de gancho (seta). (ca = canal secretor; cs = cavidade seminal; ex = exocarpo; fv = feixe vascular; me = mesocarpo externo; mi = mesocarpo interno; mm = mesocarpo mediano; pe = pericarpo; se = semente; tr = tricoma). Barra = 100 µm (11, 12), 75 µm (10, 13), 50 µm (9, 15), 25 µm (14).
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Morfoanatomia e ontogênese da sâmara de Pterocarpus violaceus Vogel (Fabaceae: Faboideae).

Morfoanatomia e ontogênese da sâmara de Pterocarpus violaceus Vogel (Fabaceae: Faboideae).

RESUMO – (Morfoanatomia e ontogênese da sâmara de Pterocarpus violaceus Vogel (Fabaceae: Faboideae)). Neste trabalho, os frutos e sementes de P. violaceus foram descritos morfoanatômica e ontogeneticamente, visando a verificar a origem da ala pericárpica e checar a ocorrência de poliembrionia, previamente descrita para outros gêneros da tribo Dalbergieae. Observou-se que o fruto é uma sâmara circular, de aspecto glabro e que a semente possui alguns caracteres típicos de Faboideae, especialmente os relacionados ao hilo. Foram caracterizados atomicamente seis estádios de desenvolvimento. A ala pericárpica origina-se da parede ovariana, por extensões dorso-ventral, apical e basal, produzindo uma estrutura achatada. Não foi possível encontrar poliembrionia, mesmo analisando-se grande número de sementes. Pôde-se também concluir que, no que se refere à estrutura do fruto, P. violaceus é filogeneticamente derivada com relação às outras espécies de Dalbergieae já registradas na literatura, devido à presença de fusão dos feixes ventrais do carpelo.
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Morfoanatomia comparada dos frutos em desenvolvimento de Vernonia brevifolia Less. e V. herbacea (Vell.) Rusby (Asteraceae).

Morfoanatomia comparada dos frutos em desenvolvimento de Vernonia brevifolia Less. e V. herbacea (Vell.) Rusby (Asteraceae).

Também merece destaque o caráter não multiplicativo do pericarpo das espécies estudadas. A proliferação de camadas no início do desenvolvimento é freqüente em vários tipos de fruto, embora seja mais ampla em pericarpos carnosos. Em frutos secos, a presença ou ausência de ampliação de camadas celulares no pericarpo está condicionada ao tipo de fruto e seu papel com relação à proteção e/ou dispersão da semente. Pericarpos protetores de frutos secos indeiscentes e pericarpos secos deiscentes tendem a ser multiplicativos, de modo que pode ocorrer a diferenciação de vários tecidos, em especial do esclerênquima, respectivamente realizando a proteção da semente ou atuando na deiscência. Em V. brevifolia e V. herbacea, a característica dispersão anemocórica é favorecida pela pequena dimensão do pericarpo, bem como pela compressão quase total das camadas de células de paredes delgadas, que conferem leveza ao diásporo, além do investimento na formação do pápus, estrutura especializada no transporte pelo vento (Pijl 1982).
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Desenvolvimento de óvulo, fruto e semente de Xyris (Xyridaceae, Poales)

Desenvolvimento de óvulo, fruto e semente de Xyris (Xyridaceae, Poales)

O desenvolvimento de óvulo, fruto e semente de espécies de Xyris foi estudado com a finalidade de identificar características com valor taxonômico para o gênero. Todas as espécies estudadas compartilham: óvulos ortótropos, bitegumentados e tenuinucelados, com micrópila formada pela endóstoma e exóstoma; presença de cutícula nos óvulos e nas sementes entre o nucelo/endosperma e o tegumento interno e entre os tegumentos interno e externo; endosperma helobial, amilífero; embrião reduzido, campanulado e indiferenciado; envoltório seminal formado por endotégmen taninífero, endotesta apresentando células com espessamento na parede periclinal interna e exotesta formada por células de paredes finas; opérculo micropilar, com origem nos tegumentos interno e externo. O pericarpo apresenta mesocarpo constituído por células contendo grãos de amido e exocarpo e endocarpo formados por células com espessamento de parede em “U”. Ocorrem diferenças quanto ao desenvolvimento do megagametófito, que é do tipo Polygonum em Xyris pilosa, X. pterygoblephara e X. subsetigera e do tipo Allium em X. asperula, X. cipoensis e X. nubigena, e quanto ao pericarpo, que apresenta células maiores em relação às demais no exocarpo em X. cipoensis, X. pilosa e X. subsetigera e no endocarpo em X. asperula, X. nubigena e X. pterygoblephara. O desenvolvimento do envoltório seminal e do pericarpo, bem como a origem do opérculo são detalhados aqui pela primeira vez. Xyris diferencia-se dos demais gêneros de Xyridaceae por apresentar óvulos ortótropos, desenvolvimento do megagametófito do tipo Allium e envoltório seminal constituído por endotégmen, endotesta e exotesta, corroborando a divisão da família em Xyridoideae e Abolbodoideae.
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'Tropical': uma nova seleção de tangerina 'Sunki'.

'Tropical': uma nova seleção de tangerina 'Sunki'.

Originária do Sul da China, a tangerina ‘Sunki’ (C. sunki Hort. ex Tan.), também conhecida como ‘Suenkat’ e ‘Sunkat’ (Hodgson, 1967), está entre os principais porta-enxertos disponíveis à satisfação dessa demanda. Indicada em combinações com copas de laranjas, tangerinas (C. reticulata Blanco) e pomelos (C. paradisi Macf.) (Pompeu Júnior, 1980), confere às mesmas um elevado vigor e boa produtividade de frutos (Salibe, 1978; Pompeu Júnior, 1980; Figueiredo et al., 1981 e 1997), sendo a qualidade destes compatível com a verificada em limão-‘Cravo’, conforme constatado por Salibe & Mischan (1978) em estudo envolvendo diferentes copas de laranjas-doces. Além disso, é tolerante à tristeza, ao declínio dos citros e à salinidade (Castle et al., 1993). Como principais restrições, apresenta alta suscetibilidade à gomose de Phytophthora (Aguilar-Vildoso & Pompeu Júnior, 1997; Carvalho et al., 1997) e um reduzido número de sementes por fruto (Moreira, 1996; Carvalho et al., 1997; Medrado, 1998), em torno de quatro a cinco. A Embrapa Mandioca e Fruticultura vem executando diversas ações de pesquisa dirigidas ao desenvolvimento de novos porta-enxertos, adaptados a condições de cultivo tropicais, compreendendo: hibridações controladas, de forma a explorar a ampla variabilidade genética existente em Citrus e gêneros afins (Soares Filho et al., 1997); introdução de novas variedades a partir de várias regiões do País e do exterior; seleção de clones nucelares, relacionados a porta-enxertos tradicionais, porém possuidores de características de interesse agronômico que os distinguem de seus padrões varietais. O presente trabalho refere-se a estudos pertinentes a esta última linha de pesquisa, baseados em avaliações dirigidas a diferentes seleções de tangerina ‘Sunki’, tendo como objetivo principal a identificação de indivíduos que se destacam pela produção de frutos com um número médio de sementes superior ao comumente verificado nesse porta-enxerto. Cabe acrescentar que, apesar de os clones nucelares serem, em princípio, geneticamente idênticos à planta que lhes deu origem, em citros, é comum a ocorrência de mutações (Frost & Krug, 1942; Soost & Cameron, 1975; Soost & Roose, 1996), possibilitando a identificação de variantes com características de interesse agronômico não presentes na planta- mãe.
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Desenvolvimento de óvulo, fruto e semente de espécies de Poaceae (Poales)

Desenvolvimento de óvulo, fruto e semente de espécies de Poaceae (Poales)

O desenvolvimento do primórdio de óvulo apresenta dois padrões em Angiospermas, bizonado e trizonado, segundo Bouman (1984). As espécies aqui estudadas apresentam primórdio de óvulo bizonado, que é o tipo menos freqüente e considerado derivado (Bouman 1984). Para as espécies de Bambusoideae observou-se que, apesar de possuírem primórdio bizonado, o óvulo apresenta nucelo desenvolvido em relação às demais espécies estudadas, além do óvulo e da semente apresentarem tamanho maior. Nas espécies de Pharus, atualmente pertencentes à Pharoideae, e antes incluídos em Bambusoideae, o óvulo também apresenta nucelo desenvolvido (Sajo et al. 2007). Em espécies de Ecdeiocoleaceae, grupo irmão de Poaceae, pertencente ao clado “graminídeo”, este caráter também foi relatado (Linder & Rudall 2005) e pode ser compartilhado entre as espécies das duas famílias.
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Acúmulo de macro e micronutrientes nas inflorescências e frutos da lichieira "Bengal".

Acúmulo de macro e micronutrientes nas inflorescências e frutos da lichieira "Bengal".

Destaca-se o acúmulo de Cu na semente em relação às outras partes, a contínua redução dos valores obtidos para o pericarpo e a ascensão pronunciada do acúmulo de Cu no arilo, durante o mês de dezembro (Figura 3). O Cu está envolvido na oxidação de fenóis, produzindo quinonas que formam compostos marrom- escuros pela polimerização quando o tecido onde se encontram é cortado e exposto ao ar (MENGEL & KIRKBY, 1987; KAYS, 1991). Isto pode estar relacionado com a alta concentração de Cu e o rápido escurecimento da semente verificado por NACIF (1997). A redução da concentração de Cu no pericarpo pode ser devida à degradação dos cloroplastos. Segundo BERGMANN (1992), 70% do Cu das folhas situa-se nestas organelas, agindo, provavelmente, como estabilizador contra a degeneração. No arilo, o aumento do conteúdo de Cu sugere que este elemento esteja envolvido na degradação de compostos fenólicos.O arilo foi o local de maior acúmulo de Cu e Zn no fruto. O pericarpo foi o local de maior acúmulo de Mn no fruto (Figura 3), provavelmente pelo fato do Mn estar relacionado com a pigmentação do fruto. O Mn, participante ativo da fotossíntese (MARSCHNER, 1995), tem importante papel na manutenção da atividade fotossintética do fruto. Na cultivar Brewster, o fruto é
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Morfoanatomia e histoquímica da semente de sororoca (Phenakospermum guyannense (Rich.) Endl. - Strelitziaceae).

Morfoanatomia e histoquímica da semente de sororoca (Phenakospermum guyannense (Rich.) Endl. - Strelitziaceae).

Phenakospermum guyannense (Rich.) Endl., conhecida popularmente como sororoca na região amazônica, ocorre em ambientes ombróilos, em lorestas inundáveis, ao longo dos rios e igapós, lorestas de terra irme, savanas amazônicas e campinas de areia branca (Black et al., 1950 apud Schnell, 1987). A espécie possui caule do tipo rizoma, e apresenta pseudocaule, folhas largas e uma grande inlorescência terminal (Dahlgren et al., 1985). Apresenta potencial ornamental, apesar de ser ainda pouco usada na composição de jardins. Na região amazônica, a semente tostada é utilizada para ins alimentares, e as folhas são usadas para cobrir taperas e envolver peixes durante o cozimento sobre brasas.
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Morfoanatomia da raiz tuberosa de Vernonia oxylepis Sch. Bip. in Mart. ex Baker - Asteraceae.

Morfoanatomia da raiz tuberosa de Vernonia oxylepis Sch. Bip. in Mart. ex Baker - Asteraceae.

RESUMO – (Morfoanatomia da raiz tuberosa de Vernonia oxylepis Sch. Bip. in Mart. ex Baker – Asteraceae). Várias espécies herbáceas e subarbustivas, nativas do Cerrado no Brasil, são geofitas, ou seja, sobrevivem ao período desfavorável de déficit hídrico e de baixas temperaturas, que muitas vezes coincide com incêndios, mantendo apenas a porção subterrânea. Vernonia oxylepis é uma dessas espécies e o objetivo desse estudo foi descrever a morfoanatomia da raiz tuberosa e a formação das gemas nessa raiz. Tal raiz é constituída de um eixo orientado perpendicularmente no solo, a partir do qual ramos aéreos são formados na porção proximal, situada ao nível do solo, ao longo do ciclo de vida da planta. Na porção proximal da raiz ocorre auto-enxertia da base dos ramos por ela emitidos. A raiz acumula lipídios e frutanos, apresenta ligeira contração e forma gemas reparativas; a formação das gemas adventícias se dá a partir do periciclo proliferado. Tais características poderiam ser associadas ao processo de adaptação da espécie às condições do Cerrado.
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A IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE: ÊXITOS E DESAFIOS

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Art. O currículo nas Escolas Municipais em Tempo Integral, respeitadas as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a Política de Ensino da Rede, compreenderá os [r]

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A PRODUÇÃO DA SAÚDE E A POPULAÇÃO DO CAMPO: UMA EXPERIÊNCIA NO ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA EM PERNAMBUCO – BRASIL

A PRODUÇÃO DA SAÚDE E A POPULAÇÃO DO CAMPO: UMA EXPERIÊNCIA NO ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA EM PERNAMBUCO – BRASIL

Este estudo objetiva analisar a produção da saúde no campo, a partir de vivências em assentamento rural, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), na Região Metropolitana de Recife, Pernambuco. O estudo é fruto de um projeto de extensão desenvolvido por residentes em saúde da família e saúde coletiva, que visava fomentar a visibilidade dessa população, vivenciando na prática o que é ser camponês, dialogando com a promoção à saúde, a educação popular e os princípios do Movimento em articulação. O Projeto foi construído com o setor saúde do MST-PE e teve duração de 12 meses, nos quais se trabalhou o Diagnóstico Rural Participativo, entre outras atividades em encontros quinzenais. A partir das vivências e da análise documental das relatorias e outros documentos, buscou-se sistematizar a produção da saúde no campo, colocando-a em análise. Foram identificadas três categorias principais: organização, incluindo o trabalho em grupo e identidade camponesa; produção da saúde, incluindo sua percepção e determinantes; identidade e lutas da população assentada. Como resultados, considerou-se que a organização e mobilização do assentamento enquanto movimento estão adormecidas, mesmo sendo potentes; que ainda se referenciam em modelos de saúde biomédicos, relacionando saúde com assistência médica e que ações de promoção da saúde ou educativas referenciadas na Educação Popular são poucas, mas podem ser desenvolvidas. A potência do Movimento e da articulação deste com as residências em saúde podem sinalizar na perspectiva de ressignificação da saúde nos assentamentos e da construção de outros projetos como a Residência em Saúde no Campo.
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A crise de 2005 e a social-liberalização do PT — Outubro Revista

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