Top PDF Musicoterapia e doença de Alzheimer: um estudo com cônjuges cuidadores

Musicoterapia e doença de Alzheimer: um estudo com cônjuges cuidadores

Musicoterapia e doença de Alzheimer: um estudo com cônjuges cuidadores

A demência é uma síndrome que afeta a memória, comportamento e as atividades de vida diária, e é uma das maiores causas de dependência entre pessoas idosas. Muitas vezes, o principal cuidador do idoso com demência é o cônjuge, e este pode carregar um fardo significativo comprometendo também a qualidade da relação. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do trabalho com canções em musicoterapia na relação conjugal de quatro casais, nos quais um dos cônjuges é diagnosticado com doença de Alzheimer em fase inicial ou moderada. O trabalho foi realizado no modelo de estudo de casos múltiplos, por se tratar de um tema pouco explorado, possibilitando um levantamento mais detalhado do processo. Foram aplicadas a Anamnese e a Ficha Musicoterapêutica para coletar informações iniciais, seguidas de 12 sessões de musicoterapia, uma vez por semana. Antes e ao fim das sessões foram aplicadas entrevistas com roteiro semiestruturado, e o conteúdo das entrevistas foi interpretado por meio da análise de conteúdo de Bardin. Também se avaliou, dentro da perspectiva do cuidador, a satisfação com as relações familiares e de amizade e a qualidade do relacionamento conjugal antes e depois da doença. Os resultados sugerem que as intervenções possibilitaram momentos prazerosos, com benefícios principalmente para o cuidador. Depoimentos indicaram que as intervenções ofereceram ferramentas para que o cuidador pudesse lidar melhor com os sintomas comportamentais do cônjuge com demência, beneficiando a qualidade da relação conjugal. Apesar do número limitado de participantes, espera-se contribuir com a reflexão acerca das possibilidades de cuidado e com diretrizes para a aplicação mais assertiva de estratégias dentro do contexto estudado.
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MUSICOTERAPIA NA ABORDAGEM DO PORTADOR DE DOENÇA DE ALZHEIMER

MUSICOTERAPIA NA ABORDAGEM DO PORTADOR DE DOENÇA DE ALZHEIMER

Neste estudo estão expostos temas referentes à abordagem musicoterapêutica junto a pacientes portadores da doença de Alzheimer. O conhecimento das possibilidades comunicativas que essa prática oportuniza àqueles que estão perdendo seu patrimônio afetivo, cognitivo e cultural e que passa pelo entendimento do significado da música e da musicoterapia. Tal entendimento oferece-se como ferramentas capazes de amenizar quadros de isolamento e de desorientação estabelecidas no processo evolutivo dessa doença. Para tanto, buscou-se articular assuntos que tratam da música e da musicoterapia às especificidades da doença e da interação social com a pessoa que experimenta a falência da sua capacidade de integrar-se ao meio social. Dados de uma pesquisa que indicam as ações e interações de um grupo de idosos no decorrer de quarenta sessões de musicoterapia aproximam a prática à teoria que vêm a concretizar as propostas aqui exploradas.
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MUSICOTERAPIA PARA IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER:  UMA REVISÃO INTEGRATIVA

MUSICOTERAPIA PARA IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

O presente trabalho buscou identificar a possível relação entre a utilização da musicoterapia em pacientes com Doenças de Alzheimer (DA) e possibilidades de melhoras nos sintomas clínicos que a DA apresenta. Para isto foi realizado um estudo descritivo, do tipo revisão integrativa utilizando as bases de dados BVS, PubMed e Scielo. Como critérios de inclusão estavam os artigos terem sido publicados entre 2015-2019, serem do tipo quantitativo e que relacionassem diretamente a utilização da musicoterapia e sua possível interferência em algum aspecto clínico da DA. Ao todo foram encontrados 1054 artigos e após aplicação dos critérios de exclusão e inclusão, que são descritos no método, restaram apenas quatro para serem analisados na íntegra. Emergiram três categorias: a) heterogeneidade do perfil dos idosos participantes; b) Benefícios da musicoterapia em aspectos cognitivos gerais e específicos; c) Benefícios da musicoterapia em aspectos emocionais. Por meio deste estudo foi possível perceber que este recurso terapêutico está ganhando maior visibilidade, entretanto ainda se mostra necessária pesquisas mais aprofundadas na área que busquem detalhadamente os efeitos cognitivos e emocionais que a musicoterapia pode proporcionar a idosos com DA em um período de médio e longo prazo, visto que a maior parte dos estudos foca nos resultados imediatos.
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Danças circulares em cuidadores familiares de idosos com doença de Alzheimer: um estudo controlado e randomizado

Danças circulares em cuidadores familiares de idosos com doença de Alzheimer: um estudo controlado e randomizado

Cuidadores de idosos com demência apresentam mais problemas de saúde mental quando comparados a não cuidadores. Este estudo apresenta as danças circulares (DC) como uma modalidade terapêutica com potencial para trazer benefícios para o bem-estar de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer (DA). As DC são realizadas com os participantes em círculo, de mãos dadas, com músicas e coreografias tradicionais e contemporâneas de várias nações e culturas. Objetivo: Avaliar se uma sessão de DC melhora os estados de ânimo de cuidadoras de idosos com DA. Métodos: Estudo quase experimental com um grupo pré-teste e pós-teste. Um total de 15 cuidadoras familiares (60,20±7,05 anos) respondeu uma escala de estado de ânimo antes e após uma sessão de dança circular de 60 minutos. Informações sociodemográficas, o Mini Exame do Estado Mental, a Escala de Sobrecarga de Zarit e a Escala de Depressão Geriátrica foram coletados para caracterizar a amostra. Um teste t pareado foi usado para verificar a mudança nos estados de ânimo após a sessão de dança, com nível de significância de p<0,05. Resultados: Imediatamente ao final da sessão, houve aumento significativo nos estados positivos e redução significativa nos estados negativos, com maior ênfase nos adjetivos ―feliz‖, ―agradável‖, ―calmo‖ e ―tímido‖. Conclusão: Uma única sessão de DC é capaz de influenciar positivamente os estados de ânimo de cuidadoras familiares de idosos com doença de Alzheimer, mostrando-se uma intervenção promissora para a saúde mental. Os profissionais de saúde podem considerar esse tipo de intervenção quando o objetivo for melhorar os estados de ânimo.
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ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À SOBRECARGA DE CUIDADORES DE PACIENTES PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER

ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À SOBRECARGA DE CUIDADORES DE PACIENTES PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Introdução: A sobrecarga do cuidador pode culminar no desenvolvimento de doenças agudas e crônicas e, consequentemente, no uso de diversas medicações, tornando-o tão doente quanto o idoso com Alzheimer. Portanto, a avaliação do nível de sobrecarga do cuidador aponta uma direção mais efetiva para o profissional quanto às orientações de cuidado. Objetivo: Analisar os fatores associados aos níveis de sobrecarga de cuidadores de portadores da doença de Alzheimer, fundamentados na Escala de Zarit. Materiais e método: Trata-se de um estudo transversal, realizado com 70 cuidadores. Os dados foram coletados no ambulatório de demência de um hospital terciário, por meio de formulário. Utilizou-se o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) para a análise estatística. Para avaliar a associação entre a variável dependente (nível de sobrecarga) e as independentes (características socioeconômicas e presença de doenças e/ou sintomas após ser cuidador), os testes utilizados foram razão de verossimilhança e qui-quadrado. Para comparação entre as médias utilizou- se t-Student. Resultados: Verificou-se associação entre os níveis de sobrecarga e as variáveis grau de parentesco (p=0,049), escolaridade (p=0,029), renda familiar e renda per capita (p=0,007), se adquiriu doença (p=0,004) e sintomas físicos após ser cuidador (p=0,030). As médias de participação financeira (p=0,018), renda familiar (p<0,001) e renda per capita (p<001) foram maiores naqueles que tiveram menor intensidade de sobrecarga. Conclusões: A identificação dos fatores que influenciam na sobrecarga do cuidador subsidia o planejamento de intervenções para a prevenção de doenças e a promoção da saúde, contribuindo para melhoria da sua qualidade de vida.
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Relação entre a qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com doença de alzheimer com aspectos socioeconômicos familiares e a gravidade da doença

Relação entre a qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com doença de alzheimer com aspectos socioeconômicos familiares e a gravidade da doença

A terceira fase foi a coleta dos dados por meio da busca ativa dos pacientes com DA e seus respectivos cuidadores, que seguiu este roteiro: A - Realizou-se junto as equipes de ESF’s um mapeamento prévio dos pacientes com DA, com elaboração de um cronograma de visitas, para que um profissional da equipe acompanhasse os pesquisadores durante a apresentação do estudo e do termo de consentimento livre e esclarecido exigidos pela Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466/12, aos cuidadores que participaram, buscando respeitar os aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos; B - Durante as visitas ficou acordado entre os pesquisadores e os entrevistados o melhor horário para a coleta dos dados em sua residência, em um espaço indicado pelo entrevistado que lhe proporcionasse melhor conforto e privacidade, evitando qualquer interferência na rotina do entrevistado.
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Estudo qualitativo sobre cuidadores informais de pessoas idosas com doença de Alzheimer

Estudo qualitativo sobre cuidadores informais de pessoas idosas com doença de Alzheimer

A qualidade dos cuidados é outro aspeto importante no cuidado informal, uma vez que alguns cuidadores acreditam que os doentes são melhor tratados e mais estimulados no conforto do seu lar do que em qualquer outro sítio: “Porque acho que é no carinho do lar e com o amor da família que estes doentes conseguem estar e prolongar-lhe a vida. Eu creio e posso afirmá-lo, que se ele estivesse entregue a outros cuidados, ele não estaria cá. Já tem muitos anos de doença…ele reage à minha voz, a outras pessoas não reage, e comigo, ri. Ele esteve internado este mês, e nas refeições que eu não podia estar presente, ele era alimentado à seringa, eu chegava, dava-lhe à colher e ele comia, ficava toda a gente parva. Portanto, ele reage à minha voz, à voz das filhas, do neto…e portanto, aqui é que ele está bem. Não quer dizer que se ele estivesse noutros cuidados não estivesse bem, mas não acredito que ele tivesse o carinho e a atenção que tem aqui… que eu estou atenta às infeções, às diferenças de humor, a tudo…atenta à respiração, se é preciso fazer máscaras, se não é. Estou 24h sob 24h com ele, que eu durmo no mesmo quarto e tudo.” (S7P1); “(…) Penso, penso não. Tenho a certeza que ela me reconhece, a mim e ao meu pai e a várias pessoas. E julgo que está mais bem tratada assim, do que noutro sítio. E também mais estimulada.” (S10P1).
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Qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer

Qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer e relacioná-la ao Índice de Katz dos pacientes e ao escore do Inventário de Depressão de Beck dos cuidadores. Métodos: O estudo foi desenvolvido no Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo/ Hospital São Paulo. A amostra foi constituída, respectivamente, por 118 cuidadores e seus pacientes com doença de Alzheimer (DA). As informações coletadas nos prontuários dos pacientes foram sociodemográficas e mórbidas, Índice de Katz e Miniexame de estado mental (MEEM). Os dados do cuidador, obtidos por questionários, foram sociodemográficos e mórbidos , o SF – 36 e o Inventário de Depressão de Beck (IDB). Resultados: Os escores mais comprometidos do SF -36 dos cuidadores foram: vitalidade (56,8) e os físicos e emocionais com 58,1, respectivamente. Houve correlação negativa entre o IDB do cuidador e o índice de Katz dos pacientes; entre o SF – 36 e o IDB e as correlações positivas entre os escores do SF -36 e Índice de Katz e entre os domínios deste índice e os escores do MEEM. Conclusão: A qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com DA mostrou-se alterada, podendo comprometer os cuidados por eles prestados e, evidenciou piora quando a capacidade funcional do idoso esteve mais comprometida.
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Gritos de silêncio: na voz dos familiares cuidadores de portadores da doença de Alzheimer

Gritos de silêncio: na voz dos familiares cuidadores de portadores da doença de Alzheimer

SILVA, Maria Betânia Maciel da. Gritos de Silêncio: na voz de familiares cuidadores de Portadores de Doença de Alzheimer. 2007. f. Dissertação (Mestrado) Programa de Pós- Graduação em Enfermagem – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007. O presente trabalho trata-se de uma investigação em torno do cuidado vivenciado pelos familiares de portadores de doença de Alzheimer no domicílio. Justifica-se desenvolver este estudo pela necessidade de conhecer como os familiares cuidadores vêm desempenhando o papel de cuidador e quais os caminhos construídos por eles para a realização do cuidar de um familiar portador de DA. Trata-se, portanto, de um estudo de natureza analítica e abordagem qualitativa, tendo como norteador a história oral temática. Para sua realização, o trabalho teve como colaboradores nove familiares cuidadores de portadores de doença de Alzheimer que participam do grupo de familiares cuidadores de portadores de doença de Alzheimer, no bairro de Candelária, Natal /RN. Os depoimentos foram obtidos através da entrevista semi estruturada, as quais foram agendadas previamente e contou com o consentimento dos familiares cuidadores. Nesse sentido, a análise foi realizada partindo da literatura existente sobre o assunto. A partir da agregação das informações, foram definidos três eixos temáticos norteadores, e destas, as subcategorias de análise. O primeiro eixo temático enfoca o movimento de rito de passagem, quando o familiar torna-se cuidador de um portador de DA. A segunda categoria aborda as formas de ajuda que o familiar cuidador busca, na perspectiva de promover o cuidado do seu ente querido e de si próprio. Constatou-se que entre essas formas de ajuda, o familiar portador precisa contar com uma rede de suporte, envolvendo os serviços de saúde, com equipes multiprofissionais, bem como com uma melhor articulação entre os familiares e colaboradores. A dimensão da fé e da espiritualidade também foi observada como aspecto importante no processo de suporte emocional para estes familiares. No terceiro eixo temático, foram analisadas as perspectivas de lutas e conquistas na busca pelo direito à saúde e qualidade de vida dos portadores de DA e seus familiares cuidadores, contemplando inclusive, seus sonhos e suas esperanças.
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Open Representações sociais de idosos e cuidadores sobre a doença de Alzheimer

Open Representações sociais de idosos e cuidadores sobre a doença de Alzheimer

por idosos sem a doença de Alzheimer sobre a doença de Alzheimer em que os idosos falam sobre a DA; o terceiro artigo identifica as RS construídas por cuidadores de acometidos pela DA sobre a DA. Considerações finais: As RS construídas pelos cuidadores de pessoas com a DA observam-se dimensões subjetivas com conteúdos positivos e negativos. Diferem essas RS apreendidas nas falas dos idosos, com conteúdos próximos para descreverem a doença, expressam sentimentos de tristeza em muitas situações, assim como observam tais sentimentos nos familiares envolvidos. O comportamento dos idosos com a doença e suas palavras verbalizadas agressivamente influi no ato de cuidar deixando-os estressados. O grau de dependência do idoso sob seus cuidados associado ao abandono por parte de familiares e amigos têm implicações no estilo de vida do cuidador familiar que tem que se dedicar com mais afinco as suas atividades laborais, e por outro lado, quando há associação com restrições financeiras abandonam o lazer. Aspectos positivos foram relatados como o crescimento pessoal e afetivo desenvolvido no cuidar. Este estudo contribui para a reflexão e subsídio para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas aos idosos e cuidadores; serve de estímulo para o incremento de capacitações profissionais abordando as necessidades apresentadas acerca da doença de Alzheimer.
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Perfil dos cuidadores de idosos com doença de Alzheimer de uma cidade do interior de Minas Gerais

Perfil dos cuidadores de idosos com doença de Alzheimer de uma cidade do interior de Minas Gerais

Antes minha filha ajudava, vinha uma vez por se- mana, mas agora ela mudou e ninguém mais vem (C 5). Às veiz minha cunhada vem, mais ela também traba- lha, então num é sempre que ela pode, coitada... (C 21). Sobre o tempo que exercem a função de cuidador, 13 (59,1%) afirmam ser entre dois e dez anos, 6 (27,3%) há menos de dois anos e 3 (13,6%) há mais de dez anos. Entre os participantes deste estudo, 11 (50%) re- ferem possuir tempo livre para o desenvolvimento de atividades próprias, como fazer caminhada ou ginásti- ca, ir à igreja, passear com familiares e amigos, cuidar da própria saúde e da aparência. Entretanto, os demais participantes afirmam não ter tempo para atividades que lhes sejam prazerosas, dado este preocupante, visto que podem desencadear sentimentos de abandono e isola- mento. As falas abaixo expressam esses sentimentos:
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Cuidadores de idosos com doença de Alzheimer: variáveis sociodemográficas e da saúde...

Cuidadores de idosos com doença de Alzheimer: variáveis sociodemográficas e da saúde...

As manifestações da doença de Alzheimer geram múltiplas e progressivas demandas de cuidado. A sobrecarga decorrente pode ser responsável pela manifestação de doenças somáticas e de depressão e alterar a capacidade resiliente do cuidador. O estudo teve como objetivo identificar o perfil, as variáveis sociodemográficas, de saúde e a presença de depressão de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer e sua associação com indicadores de resiliência. Trata-se de pesquisa exploratório- descritiva em que os dados foram coletados no Ambulatório de Neurologia Comportamental do Hospital das Clínicas e no Ambulatório de Neurogeriatria do Centro de Saúde Escola, ambos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no período de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010. A amostra constou de 101 cuidadores de ambos os sexos, maiores de 18 anos, consanguíneos ou não e que exerciam a função do cuidado com o mesmo idoso há pelo menos um ano. Utilizou-se o Inventário de Depressão de Beck e a Escala de resiliência para caracterizar o perfil do cuidador. Os resultados referentes à identificação dos sujeitos, dados de saúde e do cuidado foram submetidos à análise estatística descritiva, associando os indicadores de resiliência pelo teste exato de Fisher. Os dados do IDB foram classificados segundo escore de rastreamento e foi realizada análise qualitativa das questões do teste. O escore final da Escala de Resiliência foi analisado em tercis (baixo, médio e alto) para encontrar os indicadores de resiliência. Os resultados evidenciaram que 59% dos idosos eram do sexo feminino, 85% estudaram até quatro anos e 48% estavam acima dos 75 anos. Quanto ao estadiamento da demência, 43,5% apresentaram demência moderada; apenas três idosos não apresentaram prejuízo cognitivo ao Mini Exame do Estado
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Características de idosos com doença de Alzheimer e seus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria.

Características de idosos com doença de Alzheimer e seus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria.

A coleta dos dados foi realizada no período de agosto a novembro de 2004. Os cuidadores foram contatados a partir das consultas médicas ambulatoriais do serviço de Neurogeriatria e, após serem avaliados quanto aos critérios de inclusão eram convidados a participar do estudo, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para descrever as características dos idosos e de seus cuidadores, foi utilizada uma icha informativa para registro dos dados sociodemográicos, a Escala de Atividades Básicas da Vida Diária (AVDS), para caracterizar o grau de dependência dos idosos e a escala de sobrecarga de cuidadores de pessoas com demência. 7 Para avaliar o nível socioeconômico
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Perfil de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer associado à resiliência.

Perfil de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer associado à resiliência.

Vale destacar que 82 idosos deste estudo apresentavam prejuízos cognitivos graves ao se- rem avaliados pelo MEEM. Na avaliação do CDR, que veriica as inluências dessas perdas cognitivas na capacidade para realizar adequadamente as atividades da vida diária, 52 idosos apresentavam maior prejuízo, indicando que alguns, mesmo tendo prejuízos cognitivos graves, naquele mo- mento, necessariamente, não estavam precisando de auxílio para determinadas tarefas. No entanto, a evolução da doença ocorre e, certamente, os cui- dadores, em algum momento, irão ampliar suas tarefas para o cuidado.
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O cuidado na doença de Alzheimer: as representações sociais dos cuidadores familiares.

O cuidado na doença de Alzheimer: as representações sociais dos cuidadores familiares.

Este estudo aborda as representações de cuidadores familiares de idosos com Alzheimer considerando o cuidado à luz da Teoria das Representações Sociais. Objetiva observar e identiicar as representações dos cuidadores familiares sobre o cuidado e analisar como inluenciam em suas práticas de cuidado. É do tipo empírico, exploratório, qualiquantitativo e utiliza como método o Discurso do Sujeito Coletivo. Participaram 21 cuidadores familiares de idosos com Alzheimer, sendo 24% homens e 76% mulheres, com faixa etária de 32 a 69 anos. Sobre o suporte fa- miliar, 57% airmaram possuir ajuda de parentes no cuidado com o idoso e 42 % declararam cuidar sozi- nhos deles. Quanto à renda, 24% airmaram que era confortável, 63%, que era razoável. Quanto à ajuda de proissionais, 63% airmaram não possuir qual- quer tipo de ajuda em casa e 38% possuíam ajuda, mas frequentemente relacionada aos serviços do- mésticos. Emergiram as seguintes representações sociais: o cuidado como prisão; como missão; como desarmonia de identidades sociais e como gratidão. As representações atreladas às ideias de prisão e desarmonia de identidades acrescentam ansiedade, estresse e insegurança à vida dos cuidadores. Foram encontradas representações sobre o cuidado, sendo ao menos duas delas representações negativas, as- sociando o cuidado às ideias de prisão e desarmonia de identidades sociais. Não foi possível alcançar de forma direta suas repercussões sobre a prática de cuidado pela ausência de observação da rotina de cuidado durante esta pesquisa.
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Psicoterapias fenomenológico-existenciais e doença de Alzheimer: reflexões e possibilidades no tratamento da família e dos cuidadores da pessoa portadora de Alzheimer

Psicoterapias fenomenológico-existenciais e doença de Alzheimer: reflexões e possibilidades no tratamento da família e dos cuidadores da pessoa portadora de Alzheimer

RESUMO: O presente artigo pretende, através de pesquisa bibliográfica e de estudo de caso, provocar reflexões, a partir de produções da ciência psicológica com bases fenomenológico-existenciais, sobre o tratamento das pessoas envolvidas com a doença de Alzheimer. Sabe-se que a Psicologia Humanista e a Gestalt-terapia, apesar de apresentarem bases epistemológicas relativamente similares à proposta da psicoterapia fenomenológico-existencial, têm suas divergências relacionadas ao método de abordagem de seus psicoterapeutas. Sendo a doença de Alzheimer uma demência cada vez mais recorrente no mundo entre os idosos, a maior parte das abordagens psicológicas tenta se adaptar às novas demandas de seus clientes de acordo com seus arcabouços teóricos. Estudos sobre o tratamento do Alzheimer e a melhora do quadro clínico, nessas abordagens, são incipientes e reduzidos.
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Cuidadores familiares de idosos com doença de Alzheimer em uma intervenção psicoeducacional.

Cuidadores familiares de idosos com doença de Alzheimer em uma intervenção psicoeducacional.

Quanto ao grau de parentesco, filhos e cônjuges avaliam de forma diferente a situação de cuidar, como já comentado. Observou-se que outros parentes cuidadores (irmãos, netos e sobrinhos) foram aqueles que tiveram aumento de benefícios em todos os domínios estudados. Ao realizar o teste qui-quadrado, verificou-se que 80% dos cuidadores “outros” dividem a tarefa de cuidar com alguém e 90% dos cuidadores cônjuges não dividem essa tarefa (p=0,01). Esse resultado explica o aumento dos benefícios nos domínios psicológico, social e físico entre os “outros”, à medida que receber o apoio de outrem facilita a realização das atividades de cuidado e diminui o comprometimento total do papel de cuidador, trazendo menor sobrecarga física, emocional e mais tempo para dedicação a outras tarefas.
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Impacto da doença de Alzheimer nos cuidadores informais: perceção da sobrecarga e a qualidade de vida

Impacto da doença de Alzheimer nos cuidadores informais: perceção da sobrecarga e a qualidade de vida

O objetivo desta investigação foi verificar o impacto da doença de Alzheimer (DA) nos cuidadores informais, nomeadamente autoavaliação da saúde, perceção da sobrecarga e a qualidade de vida. O estudo foi constituído por 51 cuidadores informais DA, maioritariamente mulheres, com idades compreendidas entre os 51 e os 77 anos. Os participantes responderam ao Questionário de Autoavaliação de Saúde e do Bem-Estar Físico; Escala da Sobrecarga do Cuidador de Zarit; Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde. Os resultados evidenciaram uma associação negativa entre os cuidadores informais de DA com maiores índices de alterações cognitivas e de comportamento, e os níveis de autoavaliação de saúde em geral e a qualidade de vida. Por outro lado, verificou-se uma correlação positiva entre os cuidadores informais de DA com maiores índices de alterações cognitivas e de comportamento e a perceção de sobrecarga do CI. Concomitantemente, observou-se uma associação positiva entre os níveis de autoavaliação de saúde em geral e a qualidade de vida, contrariamente uma associação negativa com a perceção da sobrecarga. Por fim, os resultados demonstraram um efeito mais elevado da qualidade de vida nos CI mais preparados, comparativamente aos CI menos preparados, porém indicam um efeito mais elevado da perceção de sobrecarga nos CI menos preparados, quando comparados com os CI mais preparados. O presente estudo contribui para dar relevância à autoavaliação de saúde por parte dos cuidadores informais de DA uma vez que esta foi uma variável pouco analisada e sendo uma medida relacionada com a saúde física e psicológica, torna-se pertinente verificar a sua associação com o bem-estar e a perceção de sobrecarga, de modo a acrescentar informações importantes para a compreensão deste fenómeno.
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Qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer.

Qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer.

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer e relacioná-la ao Índice de Katz dos pacientes e ao escore do Inventário de Depressão de Beck dos cuidadores. Métodos: O estudo foi desenvolvido no Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo/ Hospital São Paulo. A amostra foi constituída, respectivamente, por 118 cuidadores e seus pacientes com doença de Alzheimer (DA). As informações coletadas nos prontuários dos pacientes foram sociodemográficas e mórbidas, Índice de Katz e Miniexame de estado mental (MEEM). Os dados do cuidador, obtidos por questionários, foram sociodemográficos e mórbidos , o SF – 36 e o Inventário de Depressão de Beck (IDB). Resultados: Os escores mais comprometidos do SF -36 dos cuidadores foram: vitalidade (56,8) e os físicos e emocionais com 58,1, respectivamente. Houve correlação negativa entre o IDB do cuidador e o índice de Katz dos pacientes; entre o SF – 36 e o IDB e as correlações positivas entre os escores do SF -36 e Índice de Katz e entre os domínios deste índice e os escores do MEEM. Conclusão: A qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com DA mostrou-se alterada, podendo comprometer os cuidados por eles prestados e, evidenciou piora quando a capacidade funcional do idoso esteve mais comprometida.
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Testemunhos de Cuidadores Informais de familiares com Doença de Alzheimer em Corpus Latente da Internet

Testemunhos de Cuidadores Informais de familiares com Doença de Alzheimer em Corpus Latente da Internet

Resumo: O aumento da perspetiva de vida tem possibilitado avanços à população mundial, contudo, no que diz respeito a saúde, essa realidade tem tornado as pessoas mais suscetíveis às doenças incapacitantes, como a Doença de Alzheimer (DA). Neste contexto, verifica-se cada vez mais a necessidade de cuidar do outro, destacando-se o cuidado exercido pelos Cuidadores Informais (CI) enquanto familiares, amigos e vizinhos, que despendem esta tarefa de uma forma espontânea e sem formação profissional. Centrados nesta realidade, a partir de um estudo qualitativo, apresentamos as vivências de CI sobre o ato de cuidar de um familiar com a DA, através de 20 testemunhos em Corpus Latente da Internet, disponibilizados no site de uma Associação Portuguesa. Concluiu-se que os relatos dos CI contribuem para a compreensão da prestação de cuidados às pessoas com DA e evidencia-se a carência de apoio, de informação e ações interventivas para a melhoria do bem-estar do CI.
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