Top PDF NOVAS RELIGIOSIDADES E A PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

NOVAS RELIGIOSIDADES E A PROMOÇÃO  DA CULTURA DE PAZ

NOVAS RELIGIOSIDADES E A PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

reconhecer que há um notável campo de experimentação, onde cada qual es- colhe onde, como e do que participar, sem inclusive considerar fatores de tra- dição o que confere ao movimento, uma significativa diferença da categoria de Religião. Há uma mudança de visão de “homem unidimensional” para “ho- mem universal” refletido na abertura para diferentes níveis de realidade e pela aproximação com os movimentos de cunho artístico-cultural, com valorização da poesia, cantos, danças e músicas repletas de magia e mistérios. Ao contrá- rio, o “homem unidimensional” apodera-se da razão como guia de suas condu- tas, seu universo pessoal é desposado de superstição, poesia, mitos e mística. Há uma sede de experimentar “Deus” em seu universo mais íntimo e profundo. A ma- gia ressurge por meio de sua relação com a natureza de maneira a perceber e envolver-se com seus mistérios, tornando esta experiência, um processo de reencantamento de seu próprio universo pessoal e de promoção da paz. E qual é a visão de Deus para as novas religiosidades? O que parece fazer mais sen-
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PROTAGONISMO INFANTIL E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ: UM ESTUDO SOCIOCULTURAL CONSTRUTIVISTA

PROTAGONISMO INFANTIL E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ: UM ESTUDO SOCIOCULTURAL CONSTRUTIVISTA

Esta pesquisa orientou-se no sentido de investigar como crianças da 4ª série do Ensino Fundamental de uma instituição pública, os seus professores e a equipe técnico- administrativa concebem, promovem e vivenciam a participação (ou protagonismo) infantil no contexto escolar. No caso das crianças, a questão foi investigada através da análise de uma seqüência de atividades planejadas para levá-las a co-construir procedimentos educativos-culturais para a promoção da paz na escola, coerentes com a construção de uma cultura de paz e orientadas à transformação social. Para tanto, foi realizada uma revisão da literatura, sobre a construção histórico-cultural da infância, os últimos estudos acerca do protagonismo infantil, promoção da paz e dos elementos conceituais centrais da abordagem sociocultural construtivista. A estratégia metodológica se baseou na realização de oito sessões semi-estruturadas, em ambiente escolar, com 16 sujeitos crianças e 11 sujeitos adultos, alunos e profissionais da escola, respectivamente. Os procedimentos da pesquisa foram realizados com o objetivo de possibilitar a mais livre expressão de crianças e adultos sobre o protagonismo infantil, seus pontos de vista, valores, desilusões e conquistas. As atividades procuram possibilitar o exercício desse protagonismo por parte das crianças durante o processo de pesquisa no diagnóstico dos seus problemas mais imediatos em relação à violência e ao que poderiam propor, negociar e executar, no processo de solução dessas questões. A tarefa de elaborar uma campanha para a promoção da paz na escola consistiu em oportunidade para verificar a emergência de concepções de paz e de infância por parte das crianças. Foram, também, utilizados, ao longo do trabalho empírico, procedimentos como a elaboração de um trabalho fotográfico pelas crianças e a realização de entrevistas com sujeitos adultos e crianças. A análise dos dados construídos se deu no sentido de avançar na compreensão dos processos de construção
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Processo de socialização e promoção da Cultura de Paz na perspectiva de policiais militares.

Processo de socialização e promoção da Cultura de Paz na perspectiva de policiais militares.

Essa dificuldade para perceber o conflito como sendo positivo ou importante está direta- mente relacionada com a dificuldade de pensar e vislumbrar uma Cultura de Paz a partir de ações concretas por eles promovidas ou mediadas. Se o conflito é sempre negativo, então deve ser elimi- nado e, assim, tem-se a paz. No entanto, os estu- diosos sobre a paz afirmam que o conflito é algo inerente ao ser humano e à sociedade, ambos em desenvolvimento. Onde existe relação ele, neces- sariamente, estará presente (Jares, 2002). Os con- flitos podem ser de grande importância para a pró- pria promoção do desenvolvimento humano, parti- cularmente aqueles que os especialistas consideram como tipicamente construtivos (Valsiner & Cairns, 1992). Assim, constituem algo essencial para o aprimoramento das relações entre os seres huma- nos e para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária, democrática e plural.
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A promoção da cultura de paz nas escolas: a ótica das juventudes

A promoção da cultura de paz nas escolas: a ótica das juventudes

Uma importante contribuição para esse estudo vem a partir dos resultados do trabalho da autora Kelma Matos (2003) que realizou extensa pesquisa com jovens em escolas de Fortaleza. Ressalto uma das problemáticas com relação aos jovens por ela apontada “De fato, eles parecem ‘invisíveis’ para as políticas públicas, nas suas demandas e sugestões, em oposição ao que é ressaltado nos media, em que são frequentemente expostos como perigosos e desordeiros” (MATOS, 2003, p.50). Um aspecto relevante do trabalho dessa autora diz respeito à sua opção metodológica, a qual possibilitou trazer o foco para a fala dos jovens. Situação ainda pouco encontrada e que adoto nesse estudo. Sendo assim, acredito que será oportuno interrogá-los sobre o modo como estes compreendem o conceito de paz, o seu papel e o da escola sobre a promoção da cultura de paz. Nessa direção, ressalto como necessário pautar, qualquer que seja a proposta de trabalho com os jovens a partir do interesse em descobrir o que estes têm a falar, colaborando com a confirmação da sua condição de sujeitos concretos e capazes.
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A prevenção da violência e promoção da cultura de paz: o papel da saúde pública

A prevenção da violência e promoção da cultura de paz: o papel da saúde pública

Para o sucesso das ações de prevenção também é necessário atuar em todos os níveis: local, nacional e global (OMS, 2002). No nível local, as ações devem ser coletivas, envolvendo instituições de educação e ensino, da saúde e assistência social, associações, grupos formais e informais e lideranças comunitárias e juvenis, dentre outros, como parceiros fundamentais. As ações preventivas na comunidade são essenciais para a redução regional dos riscos de violência e promoção da cultura de paz. A estruturação de grupos de trabalho e comissões com representantes de cada área pode fortalecer essa atuação conjunta. Além disso, programas em pequena escala e projetos pilotos podem ser importantes fontes de ideias e informações sobre essa temática.
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Uma proposta de modelagem de política pública para a redução da violência escolar e promoção da Cultura da Paz.

Uma proposta de modelagem de política pública para a redução da violência escolar e promoção da Cultura da Paz.

Neste ponto, indicaremos como a ação de governo deve encaminhar os itens que compõem a Política de Redução da Violência e Promoção da Cultura da Paz, deste a identificação do foco a ser seguido até a estruturação de rede de ação, visando a consumar as políticas setoriais necessárias para o sucesso do programa. As propostas a seguir estão estruturadas para políticas públicas capitaneadas pela Secretaria de Estado de Educação, mas podem ser adaptadas para que uma Secretaria Municipal de Educação as desenvolva. Esta seqüência de ações foi exaustivamente discutida com representantes dos atores cita- dos e cada ação definida foi considerada possível e necessária pelos representantes dos órgãos. Por sua vez, o questionário de avaliação institucional da violência foi construído como proto-documento e discutido com diversos gestores educacionais de diferentes níveis de ensino a fim de estabelecer (1) a sua validade na coleta de informação para decisão e (2) sua capacidade de servir como orientador qualitativo da discussão do tema nas unidades escola- res junto à comunidade escolar. O preenchimento coletivo do referido instrumento favorece o conhecimento das experiências de todo o corpo escolar, proporciona a discussão do tema entre os diferentes atores e estimula a busca de soluções às demandas apresentadas.
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PROTAGONISMO JUVENIL NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DA CULTURA DA PAZ EM UMA CIDADE DO INTERIOR DA BAHIA

PROTAGONISMO JUVENIL NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DA CULTURA DA PAZ EM UMA CIDADE DO INTERIOR DA BAHIA

O crescimento da violência constitui-se como objeto de estudo de vários pesquisadores da saúde coletiva, a fim de compreender seus determinantes e identificar grupos e populações de risco, colaborando para o controle dos processos e dinâmicas geradores do fenômeno. O elevado número de óbitos e lesões em pessoas jovens tem produzido prejuízos econômicos e sociais para o país, evidenciando a necessidade de se conhecer as circunstâncias de ocorrência dos agravos e estabelecer ações que possam reduzir as taxas de morbimortalidade por causas violentas. Este artigo trata-se de um relato de experiência de extensão que objetiva disseminar ações de enfrentamento da violência entre estudantes, educadores e outros profissionais envolvidos com a escola e a comunidade com vistas à formação de agentes multiplicadores da paz social e também estimular a produção de tecnologias sociais para a prevenção da violência e promoção da cultura da paz nas escolas da rede pública e privada de Feira de Santana. As intervenções realizadas por uma equipe multiprofissional basearam-se em oficinas e feiras abordando os temas: violência, cultura da paz, cidadania, solidariedade, drogas, saúde, convívio social e protagonismo juvenil e capacitação dos alunos para produção de materiais educativos voltados para a prevenção da violência e promoção da cultura de paz. Como produtos de tais ações notou-se-se: melhorias na relação entre professores e alunos; redução das ocorrências de vandalismo e violência na escola; redução do número de advertências e suspensões e engajamento de alunos vistos como indisciplinados em ações construtivas na escola.
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Bullying no contexto escolar : prevenção da violência e promoção da cultura da paz na perspectiva de  adultos e crianças

Bullying no contexto escolar : prevenção da violência e promoção da cultura da paz na perspectiva de adultos e crianças

Discutir os conflitos e o bullying com as crianças é o caminho para se construir relações sociais benéficas ao desenvolvimento humano na escola. Segundo Valsiner e Cairns (1992), o conflito traz consigo o potencial de transformar o todo em uma nova estrutura ou, em outras palavras, no desenvolvimento, caso seja trabalhado de forma positiva. Lapponi (2011) assevera que o manejo dos conflitos, porém, não significa se adaptar a eles, mas ser flexível e aceitar o diferente, com foco na interdependência, na união e no bem-estar da comunidade escolar em geral. Dessa maneira, trabalhar os conflitos significa admitir a existência do bullying, não tentar doutrinar as crianças por meio de palestras sobre regras, mas procurar práticas eficazes para atingir crenças, valores e construir novas formas de relacionamento e de interação, considerando o modo como as pessoas lidam umas com as outras. Opezzo (2011), por exemplo, considera a comunicação um ato criativo capaz de promover um espaço de interação e negociação contínua. Ouvir as crianças e construir com as crianças estratégias para evitar e resolver casos de bullying pode, por conseguinte, promover mudanças importantes nas crenças, nos valores e nos comportamentos, tornando a convivência entre pares, e entre adultos e crianças, mais construtiva e capaz de proporcionar melhores condições de aprendizagem e manifestações de criatividade.
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reflexões a partir do pensamento de Arendt e de Kant  Eduardo Jose Bordignon Benedetti

reflexões a partir do pensamento de Arendt e de Kant Eduardo Jose Bordignon Benedetti

[...] uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados: No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional; No pleno respeito e na promoção de todos os Direitos Humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos; Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras; No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento; No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens; No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação; Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz 19 .
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LYZANDRA GOMES SANTOS OLIVEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LYZANDRA GOMES SANTOS OLIVEIRA

A violência está cada vez mais crescente na cidade de Fortaleza, no cotidiano e, consequentemente, nas escolas. Este estudo utilizou uma abordagem qualitativa, avaliando as contribuições de um projeto de intervenção de Yoga e Valores Humanos na promoção da Cultura de Paz na escola pública municipal Professor Martinz de Aguiar, na cidade de Fortaleza. A amostra do estudo foi composta por um grupo de 10 alunos, de ambos os sexos, do sexto ano do ensino fundamental. Para a coleta dos dados, aplicou-se uma entrevista semiestruturada com os alunos ao final da Intervenção, interpretada por meio da análise do conteúdo de Bardin. Através do depoimento dos alunos, foi percebido que vários benefícios foram adquiridos com a participação no projeto: mais tranquilidade, melhora na concentração, diminuição da agressividade e bem estar físico. Concluiu-se que o Projeto de Intervenção de Yoga contribuiu para que os participantes levassem valores como a paz, o amor e o respeito ao próximo para suas vidas.
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"Casa dos Direitos" na Guiné-Bissau: uma aposta partilhada de cooperação numa cultura de Direitos Humanos como chave para a construção da paz e a realização dos Direitos

"Casa dos Direitos" na Guiné-Bissau: uma aposta partilhada de cooperação numa cultura de Direitos Humanos como chave para a construção da paz e a realização dos Direitos

Este é um processo de real criação de espaços de diálogo entre os diversos sectores da sociedade guineense, do Estado à Sociedade Civil, dando um contributo já reconhecido, no país e no exterior, para uma cultura de paz e de promoção dos direitos humanos – mesmo, ou sobretudo, nos períodos mais complexos da vida do país.

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Apontamentos para se pensar ações de prevenção à violência pelo setor saúde.

Apontamentos para se pensar ações de prevenção à violência pelo setor saúde.

A violência tem sido um dos fenômenos contemporâ- neos que, além da inquietude social que provoca, cau- sa um contingente substancial de vítimas todos os anos. Medidas de prevenção da violência e de promo- ção de uma cultura da paz têm sido propostas pelos organismos internacionais como a Organização Mun- dial da Saúde e a Unesco. O Brasil tem investido esfor- ços nos últimos anos em uma série de legislações e normativas na área da saúde, direcionadas para a pre- venção da violência e promoção da saúde, que aten- dem às recomendações internacionais e avançam de forma mais substancial do que vinha sendo proposto até então pelo setor saúde. Este artigo apresenta es- sas proposições e suas recomendações e reflete sobre os desdobramentos dessas medidas, diante do ques- tionamento da necessidade de o setor saúde melhorar a humanização do cuidado oferecido por seus profis- sionais. Levanta os desafios para a capacitação de os profissionais de saúde atenderem as medidas propos- tas e aproveita para, a luz de Hannah Arendt, refletir sobre os conceitos de violência, poder, autoridade, força e vigor.
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O enfrentamento da violência na estratégia saúde da família : uma proposta de intervenção

O enfrentamento da violência na estratégia saúde da família : uma proposta de intervenção

Trata-se de um relato de experiência acerca das ações e dos principais resultados de um projeto de pesquisa-ação, realizado na zona da mata pernambucana, voltado para a prevenção da violência na atenção básica de saúde. Realizou-se, primeiramente, o diagnóstico situacional seguido pela sensibilização da comunidade e dos profissionais que compõem as equipes de saúde da família. Em seguida, ocorreram oficinas de trabalho pautadas na metodologia problematizadora, com enfoque na identificação precoce e adequado encaminhamento das pessoas em situação ou risco de violência. As ações desenvolvidas contribuíram para promoção da cultura da paz, fortalecimento da rede social de apoio para o enfrentamento da violência local, formação crítica dos discentes, bem como, para a construção de um modelo de atenção que prioriza a qualidade de vida da comunidade.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA LIVIA MARIA DUARTE DE CASTRO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA LIVIA MARIA DUARTE DE CASTRO

Este estudo teve como objeto práticas de Educação para a Paz que ocorreram a partir da formação em Cultura de Paz dos educadores pertencentes à rede pública municipal de ensino de Fortaleza, os quais atuavam desempenhando a função de técnicos, formadores e coordenadores da modalidade Educação de Jovens e Adultos. Buscou-se contribuir com formação em Cultura de Paz, por meio de conhecimento teórico e prático, com novas iniciativas e ações voltadas à promoção dessa cultura. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi investigar como se desenvolvem, a partir do processo formativo, as possibilidades de práticas para uma Educação para a Paz. Fundamentamo-nos por meio do apoio teórico de autores, como Jares (2002, 2007), Guimarães (2005, 2006) e Matos (2008, 2010, 2011, 2014, 2015, 2016), que discutem sobre a temática em questão. Dentre as possibilidades de pesquisa relacionadas ao enfoque qualitativo, utilizamos a pesquisa-ação (THIOLLENT, 1988). Agregamos, também, à metodologia de oficinas, um recurso que favorece melhores diálogos e vivências, facilitando, assim, a compreensão teórica e, ainda, a educação a distância por meio do uso de um ambiente virtual de aprendizagem, e de outras ferramentas associadas às novas tecnologias. Como procedimento metodológico, lançamos mão da técnica observação participante, tendo como instrumentos de coleta questionário, entrevista e registros do diário de campo durante a formação mensal e a distância. Os resultados obtidos indicam que a formação realizada contribuiu para uma aprendizagem teórica e prática, as quais reverberaram em ações concretas em três distritos de educação. A pesquisa apontou ser necessário pensarmos e, sobretudo, buscarmos a efetivação de ações e políticas permanentes que visem ao desenvolvimento das ações voltadas à promoção da paz. Destacou-se que tal trabalho favorece aprendizagens que estimulam ações transformadoras nos espaços educativos, e, também, na maneira que passamos a atuar no mundo. Ressaltamos que foram valiosas as trocas durante o desdobramento das ações, mas, em especial, no processo formativo, no qual pudemos registrar as compreensões e elaborações conceituais dos participantes acerca da temática.
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Cad. saúde colet.  vol.25 número2 X cadsc 1414

Cad. saúde colet. vol.25 número2 X cadsc 1414

Introdução: Este artigo propõe-se analisar programas de prevenção à violência com o objetivo de identificar as concepções que orientam o desenvolvimento desses programas e a relação com a promoção da cultura de paz. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa aportada no referencial teórico-metodológico da análise de discurso crítica. Foram considerados para análise documentos online referentes a sete programas de prevenção da violência e promoção da cultura de paz desenvolvidos em Belo Horizonte - Minas Gerais. Resultados: A análise permitiu identificar uma cadeia de expressões nos objetivos dos programas que revelam aspectos ideológicos das políticas públicas cuja finalidade é a redução de incidências de eventos relacionados à violência. O discurso de promover uma cultura como mudança de paradigma e a fruição entre as pessoas aparece em alguns programas, no qual o fortalecimento de uma cultura de respeito aos direitos humanos e à cidadania está presente nas propostas. Em relação ao público-alvo dos programas, nota-se a focalização em segmentos caracterizados por faixas etárias mais jovens, com menor escolaridade. Conclusão: Embora haja uma relevância na implementação de programas de prevenção, ainda persistem desafios que lhes são subjacentes aos aspectos ideológicos, políticos e práticos para construir a perspectiva da cultura de paz. Palavras-chave: promoção da saúde; violência e políticas públicas.
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Movimentos cristãos e promoção da paz

Movimentos cristãos e promoção da paz

Neste plano se deve entender o papel emergente das ONGs religiosas como a Catholic Relief Services (CRS – NCCB/USCC), fundada em 1943 como braço internacional da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, e que, na sequência do genocídio do Ruanda (1994), tem vindo a realizar, em nome da Igreja Católica norte- americana, trabalho de análise social inspirada nos princípios da justiça e da paz aplicada a vários projectos internacionais; em Marrocos na prevenção de conflitos tendo como epicentro o terrorismo vinculado à questão da cultura indígena berbere; nas Filipinas, apoiando o diálogo inter-religioso na região de Mindanao; na Croácia, no apoio às vítimas da guerra na ex-Jugoslávia; em Timor-Leste em associação com as Comissões Justiça e Paz na iniciativa de Reconciliação e Diálogo; no Chade, Kosovo, Bósnia-Herzegovina, empenhada na construção de pontes de diálogo pela consolidação da paz; organizando workshops orientados para o treinamento na resolução de conflitos na Colômbia, El Salvador, Kosovo, Peru, Filipinas, Ruanda; e promovendo em conjunto com a Caritas Internationalis e o Conselho Pontifício para a Justiça e Paz encontros intercontinentais sobre a matéria, como o que se realizou (2000) em Maputo (USIP – Special Report 69: catholic contributions to International Peace. Washington D.C, 2001).
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Mídia e diferentes dimensões da Accountability

Mídia e diferentes dimensões da Accountability

Nesse sentido, os media desenvolvem um papel crucial como fórum para o debate cívico. As vozes dos líderes de movimentos sociais que combatem a violência e defendem os direitos humanos criticam o problema da violência policial, caracterizando-o como endêmico. Politizam também a questão da violência urbana, ampliando as perspectivas éticas e morais para se compreender o problema. Nas palavras de Mansbridge (1999, p. 215), “politizar [...] é trazer [a questão] à atenção do público, como algo que o público deve discutir enquanto coletividade, com a perspectiva de uma possível mudança”. Agindo de uma maneira relativamente independente, as associações cívicas ainda contribuem para a busca ativa de soluções. Por exemplo, após o episódio do ônibus 174, várias demonstrações populares em cidades de todo o país foram cobertas pelos meios de comunicação de massa. Uma instituição não-governamental (Sou da Paz) organizou uma campanha nacional (“Basta! Eu quero paz”) estruturada em três principais frentes: (i) promoção de debates, em todo o país, sobre vários aspectos da violência, reunindo especialistas, assim como consultores, associações de bairro e líderes de comunidades pobres; (ii) organização de ações de mobilização social em prol do desarmamento e do controle radical do uso de armas de fogo (pelos criminosos, pela polícia e pela população em geral); (iii) desenvolvimento de mecanismos para a cooperação entre o sistema de segurança pública e a sociedade civil, através de ações comunitárias. Vozes de atores críticos que combatem a violência diariamente, incluindo aquelas organizações cívicas localizadas em bairros pobres, providenciam um conhecimento prático para processar o problema da violência urbana.
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A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E MELHORIA DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E MELHORIA DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

(2009) sobre motivação e reconhecimento do trabalho docente. A fim de tratarmos de todas as questões que surgiram ao longo do trabalho, sintetizamos, a seguir, os objetivos de cada um d[r]

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CULTURA, ARTE E COMUNICAÇÃO

CULTURA, ARTE E COMUNICAÇÃO

Neste sentido, interessa registrar que se entendermos todo artefato artístico como uma atividade de cultura, como um produto da cultura, não cabe dizer que ele é produto de um único indivíduo, de uma mente que estivesse “fora da socieda- de”, como em geral é tratada essa questão. Ao senso comum, que em geral é a opinião das classes dominantes, parece que o artista não faz parte de uma sociedade, não faz parte da espécie humana; o artista parece, como falava Aristóteles, um “eleito da natureza”. Esta visão, revela um preconceito, um conceito deformado, uma má intelecção do que de fato seja a realidade. É um preconceito por razões muito concretas: se observarmos o modo pelo qual o artista se manifesta, veremos que isto sempre se realiza mediante uma linguagem que é comum a todos nós. Quando o[a] poeta faz um poema, por mais lindo que seja, ele ou ela o fazem com uma matéria que é comum a todos nós. Não foi o [a] poeta que inventou a linguagem, ele pode ter criado belíssimas imagens, pode ter toda uma forma pessoal, particular, de utilizar a linguagem para produzir as imagens, mas, de qualquer forma, esse poeta faz parte da sociedade em que todos nós vivemos. Ele não é um elemento isolado de nossa sociedade.
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CONHECIMENTOS ORDINÁRIOS, CURRÍCULO E CULTURA: ARTES DE FAZER NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA

CONHECIMENTOS ORDINÁRIOS, CURRÍCULO E CULTURA: ARTES DE FAZER NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA

Pensando no contexto do acampamento e de demais comunidades do campo que vivem nessas mesmas condições, ou seja, que vivem a compressão das áreas rurais pelo crescimento [r]

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