Top PDF O administrador judicial na recuperação judicial e na falência

O administrador judicial na recuperação judicial e na falência

O administrador judicial na recuperação judicial e na falência

“Tão logo assumem a administração judicial de uma falência tem os autores desse artigo por procedimento, nos exatos termos da alínea “o”, do inciso III, do artigo 22 da Lei n° 11.101./05, solicitar, no interesse da massa, a expedição de uma série de ofícios que não foram contemplados no referido diploma, tais como, v.g, somente para mencionar alguns, para as instituições depositárias de ações do sistema TELEBRAS, ELETROBRAS, e outras, de cotas do FINOR, FINAM e outros fundos, para as instituições financeiras onde a falida possuía contas solicitando documentação relativa a essas contas para a análise das movimentações feitas e a recuperação de valores indevidamente descontados pelos bancos, aos Cartórios de Registro de imóveis das localidades onde possuía a falida ou seus administradores negócios, ao DETRAN para que informe acerca dos veículos da empresa, seus representantes legais e filiais, aos Cartórios de Protesto das localidades onde a falida possuía negócios, para se saber a data do primeiro protesto contra ela tirado para efeito da contagem do termo legal da falência e a propositura, se for o caso, de ação revocatória para a recuperação de ativo desviado, ao INPI para a obtenção de informações acerca das marcas e patentes de titularidade da falida, que dependendo da empresa, podem possuir valor expressivo, à Caixa Econômica Federal para que informe todas as contas lá existentes em nome da falida referentes aos ex-funcionários não optantes do FGTS e o saldo relativo aos depósitos recursais da Justiça do Trabalho que deverá vir para a massa falida, e à Delegacia da Receita Federal para que encaminhe as declarações de rendimento da falida e dos seus sócios gerentes ou diretores, a partir do exame das quais é possível obter um grande número de informações acerca do ativo que não consta de documentos, ofícios e certidões, etc.”. KUGELMAS, Alfredo Luiz e ARRUDA PINTO, Gustavo Henrique Sader de. Administrador judicial na recuperação judicial: Aspectos Práticos. In: DELUCCA, Newton de, e DOMINGUES, Alessandra de Azevedo (coord.). Direito
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A  DA ARBITRAGEM COM A FALÊNCIA E A RECUPERAÇÃO JUDICIAL  José Gabriel Lopes Pires Assis de Almeida, Matheus Sousa Ramalho

A DA ARBITRAGEM COM A FALÊNCIA E A RECUPERAÇÃO JUDICIAL José Gabriel Lopes Pires Assis de Almeida, Matheus Sousa Ramalho

D ES . M ANOEL P EREIRA C ALÇAS : Fundamenta-se a decisão recorrida ainda na indispensabihdade da intimação do Ministério Público para acompanhar o procedimento da arbitragem Mais uma vez, equivoca-se o douto sentenciante. Isto porque, ao contrário da previsão do artigo 210 do revogado Decreto-lei n° 7 661/45, que determinava a oitiva do representante do Ministério Público em todas as ações propostas pela massa ou contra ela, o veto ao artigo 4o da Lai n° 11 101/2005, cuja redação era similar à do antigo artigo 310 afasta a determinação de participação do representante do "Parquet" em todas as ações ern que a massa falida seja autora ou requerida Apenas quando o juiz constatar que há algum interesse público ou da atividade empresarial em geral é que deverá intimar o Ministério Público para se manifestar nos processos de falência, recuperação judicial ou causas conexas a eles Se não há exigência da participação obrigatória do Ministério Público em todas as ações judiciais em que a massa falida for autora ou requerida, da mesma forma, não é indispensável, nem cabível, a participação da referida Instituição nos procedimentos de arbitragem em que uma das partes seja a massa falida 56 .
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O contrato de trespasse como mecanismo de transferência do estabelecimento empresarial em procedimento de recuperação judicial ou falência e seus efeitos obrigacionais

O contrato de trespasse como mecanismo de transferência do estabelecimento empresarial em procedimento de recuperação judicial ou falência e seus efeitos obrigacionais

(Viação Aérea Rio-Grandense) (em recuperação judicial), não afasta a competência desta Justiça Especializada, a quem incumbe apreciar, em caráter exclusivo, os pedidos deduzidos na peça vestibular. O processamento da reclamação no juízo trabalhista não impede a incidência e aplicação de preceitos contidos na Lei de Falência e Recuperação de Empresas (Lei 11.101/2005), inclusive aqueles listados nas razões do recurso, se verificadas as respectivas hipóteses de incidência. Logo, não há de falar em competência do juízo da falência. Recurso de revista não conhecido. VARIG. SUCESSÃO. GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DECISÃO DO STF. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. Merece reforma a decisão regional que reconheceu a sucessão trabalhista quando se trata de caso de recuperação judicial envolvendo a empregadora VARIG S.A., em face da decisão do STF na ADI 3934/DF, com efeito vinculante (art. 102, § 2º, CRFB) no sentido de isentar os arrematantes dos encargos decorrentes da sucessão trabalhista. Exegese do que dispõe o parágrafo único do artigo 60 da Lei 11.101/2005. Precedentes do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de revista conhecido e provido. (TST - RR: 1490400220065060019, Relator: Augusto César Leite de Carvalho, Data de Julgamento: 12/02/2014, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 14/02/2014)
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Recuperação judicial de empresas: aspectos processuais e a responsabilidade do administrador judicial

Recuperação judicial de empresas: aspectos processuais e a responsabilidade do administrador judicial

O administrador judicial (que pode ser pessoa física ou jurídica) é o agente auxiliar do juiz que, em nome próprio (portanto, com responsabilidade), deve cumprir com as funções cometidas pela lei. Além de auxiliar do juiz na administração da falência, o administrador judicial é também o representante da comunhão de interesses dos credores (massa falida subjetiva), na falência. (...) Ele deve ser profissional com condições técnicas e experiência para bem desempenhar as atribuições cometidas por lei. Note-se que o advogado não é necessariamente o profissional mais indicado para a função, visto que muitas das atribuições do administrador judicial dependem, para seu bom desempenho, mais de conhecimentos de administração de empresas do que jurídicos. O ideal é a escolha recair sobre pessoa com conhecimentos ou experiência na administração de empresas do porte da devedora e, quando necessário, autorizar a contratação de advogado para assisti-lo ou à massa.
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Análise do funcionamento das varas de falência e recuperação judicial da comarca da cidade de São Paulo

Análise do funcionamento das varas de falência e recuperação judicial da comarca da cidade de São Paulo

Porém, com relação à estrutura das novas varas responsáveis pelo procedimento falimentar, é possível perceber que, em termos quantitativos, o movimento da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial é baixo se comparado às demais varas cíveis: de forma ilustrativa e de acordo com as estatísticas produzidas pelo Tribunal de Justiça, a partir dos relatórios mensais elaborados pelos juízes e encaminhados para a Corregedoria, em agosto de 2006 estavam em andamento na 1ª Vara de Falência e Recuperação Judicial, 586 processos, enquanto a média nas demais varas cíveis do Fórum Central é de 6.000 processos. É certo que esta discrepância possa ser justificável pela complexidade de um
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Análise do impacto do tempo despendido com recursos judiciais em processos de falência e de recuperação judicial

Análise do impacto do tempo despendido com recursos judiciais em processos de falência e de recuperação judicial

Nessas situações, questiona-se o caráter protelatório dos recursos, visto que os requisitos de admissibilidade são objetivos e o não atendimento a eles, na maioria das vezes, implica em retardamento dos processos falimentares e de recuperação judicial e, por consequência, influencia no custo indireto de falência. Vale destacar as decisões proferidas com o fundamento que o recurso interposto seria inadequado para discutir a matéria. No Quadro 1 os recursos possíveis nos processos falimentares e de recuperação foram apresentados. Assim, o recorrente deveria tão-somente analisar a legislação vigente e verificar o recurso cabível para o seu caso concreto. Interpor recurso diferente, também pode ser considerado como um procedimento que obsta a celeridade dos procedimentos falimentares e de recuperação.
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O ADMINISTRADOR JUDICIAL NA FALÊNCIA E NA RECUPERAÇÃO DE SOCIEDADES EMPRESÁRIAS NO BRASIL  Leonardo Da Silva Sant Anna

O ADMINISTRADOR JUDICIAL NA FALÊNCIA E NA RECUPERAÇÃO DE SOCIEDADES EMPRESÁRIAS NO BRASIL Leonardo Da Silva Sant Anna

O primeiro é pertinente à diligência demonstrada pelo administrador judicial e pela qualidade do trabalho devotado ao processo (o mais diligente e competente merece proporcionalmente mais). O segundo atenta à importância da massa, isto é, o valor do passivo envolvido, inclusive quantidade de credores (o administrador judicial de uma falência com passivo elevado, distribuído entre poucos credores, merece proporcionalmente menos que o de uma outra com passivo mais baixo, com muitos credores). O terceiro diz respeito aos valores praticados no mercado para trabalho equivalente. O derradeiro fator ponderável pelo juiz é o limite máximo da lei, fixado em percentual de 5% sobre o valor de venda dos bens na falência (LF, art. 24 e §1º).
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(IM)POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DAS REGRAS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DE FALÊNCIA ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA QUE ATUAM COMO AGENTES ECONÔMICOS

(IM)POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DAS REGRAS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DE FALÊNCIA ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA QUE ATUAM COMO AGENTES ECONÔMICOS

A questão abordada na pesquisa está ligada à possibilidade de aplicação das regras da falência e da recuperação judicial às sociedades de economia mista que atuam como agentes econômicos. A sociedade de economia mista é forma de intervenção do Estado na Economia por meio do exercício da administração pública indireta. Calcada em seu conceito mais básico, as sociedades de economia mista apresentam um amalgama de capital provindo do Estado e derivado de Particulares, atuando tanto na esfera da prestação de serviços públicos, quanto na economia enquanto presentes os critérios constitucionais que autorizam uma intervenção. Ademais, o regime jurídico que seguem está vinculado ao direito privado. Neste viés, bem como sob os pressupostos de que não poderiam ser destinatárias de privilégios diferenciados em relação às empresas da esfera privada, questiona-se: seria possível a aplicação das regras da recuperação judicial e da falência a estas entidades? Quais seriam os pontos de divergência? O presente trabalho tem por objetivo geral a proposição da análise da sociedade de economia mista como fonte de intervenção do Estado na Economia, especialmente quanto a atuação da mesma como agente econômico e suas consequências nos casos em que podem passar por dificuldades econômicas e necessidade de decretação de sua falência ou de sua recuperação judicial. Por este viés, procura-se estabelecer o seu grau de igualdade perante os demais agentes econômicos da esfera privada e em face do seu regime privado. De forma subsequente, buscará
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A LIMITAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DO ADMINISTRADOR JUDICIAL DA FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NA PERSPECTIVA DA PRESERVAÇÃO DA EMPRESA

A LIMITAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DO ADMINISTRADOR JUDICIAL DA FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NA PERSPECTIVA DA PRESERVAÇÃO DA EMPRESA

Administrador Judicial. Remuneração. Recuperação Judicial. Auxiliar do Juiz. Inteligência dos artigos 24 e 63, I, da LRF. Momento e critérios para fixação da remuneração total. Possibilidade do arbitramento ser realizado pelo Juiz, quando do deferimento do processamento da recuperação. Fixação do valor total, bem como da remuneração mensal, a ser paga pela sociedade empresária a título de adiantamento. Aplicação dos princípios constitucionais que limitam a remuneração dos membros e servidores do Poder Judiciário, sob a óptica dos postulados da proporcionalidade e razoalidade. Teto máximo: vencimentos de Desembargador de Tribunal de Justiça, haja vista que o administrador é auxiliar do Juiz estadual. Reserva de 40% do montante total devido, para ser paga ao administrador judicial após a prestação de contas e aprovação do relatório final (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Agravo de Instrumento n. 9036858- 04.2005.8.26.0000. Câmara Especial de Falências e Recuperações Judiciais de Direito Privado. Rel. Des. Pereira Calças. DJ 25/04/2007).
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A EMPRESA EM CRISE E O DIREITO DA CONCORRÊNCIA: A APLICAÇÃO DA TEORIA DA FAILING FIRM NO CONTROLE BRASILEIRO DE ESTRUTURAS E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DE FALÊNCIA

A EMPRESA EM CRISE E O DIREITO DA CONCORRÊNCIA: A APLICAÇÃO DA TEORIA DA FAILING FIRM NO CONTROLE BRASILEIRO DE ESTRUTURAS E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DE FALÊNCIA

O presente trabalho tem por objetivo estudar a teoria da failing firm e os seus fundamentos no ordenamento jurídico brasileiro. O tema permite discutir, no contexto do controle de atos de concentração realizado pelo CADE, a aplicação dos princípios da livre concorrência e da preservação da empresa. Buscou-se responder às seguintes indagações: (i) a teoria da failing firm tem aplicação no Brasil?; (ii) qual é o seu fundamento legal?; (iii) quais os requisitos para a sua adoção no ordenamento jurídico brasileiro?; (iv) é possível, na aplicação da teoria, haver conflito entre os princípios da preservação da empresa e da livre concorrência?; (v) caso exista conflito, há algum princípio que deva necessariamente preponderar?; (vi) quais critérios poderiam ser utilizados para solucionar o conflito?; (vii) finalmente, segundo o ordenamento jurídico brasileiro, compete ao CADE ou ao Poder Judiciário decidir os casos de atos de concentração oriundos de processos de falência ou de recuperação? Os requisitos exigidos para aplicação da teoria pelas autoridades de defesa da concorrência em outras jurisdições, sobretudo nos Estados Unidos e na União Europeia, foram ferramentas importantes de análise. São três os capítulos de desenvolvimento. No primeiro, serão estudados os princípios da livre concorrência e da função social da empresa como instrumentos para a promoção da dignidade humana. No segundo, será estabelecido o conceito de empresa em crise, será estudada a aplicação da teoria da failing firm em outras jurisdições, bem como se buscará diferenciá-la de temas correlatos. Finalmente, no terceiro capítulo, as decisões do CADE sobre o tema serão analisadas, bem como se buscará, a partir das ideias debatidas nos capítulos anteriores, estabelecer os requisitos para a adoção da teoria no Brasil. Além disso, serão abordados possíveis conflitos entre o procedimento de controle de atos de concentração e os procedimentos falimentares.
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LEI DE FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

LEI DE FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

§ 3 o Tratando-se de credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio, seu crédito não se submeterá aos efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os direitos de propriedade sobre a coisa e as condições contratuais, observada a legislação respectiva, não se permitindo, contudo, durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4 o do art. 6 o desta Lei, a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial.
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O abuso de direito na recuperação judicial

O abuso de direito na recuperação judicial

Diversos artigos da Lei 11.101/2005 evidenciam a aplicação do princípio da publicidade. Dentre eles, vale mencionar (i) o artigo 7º, parágrafo 2º, que dispõe que o administrador judicial fará publicar edital contendo a relação de credores, indicando o local, o horário e o prazo para acesso aos documentos que fundamentaram a elaboração da relação; (ii) o artigo 36, que dispõe que a assembleia-geral de credores será convocada pelo juiz por edital publicado no órgão oficial e em jornais de grande circulação nas localidades da sede e filiais do devedor, bem como que uma cópia do aviso de convocação da assembleia-geral deverá ser afixada de forma ostensiva na sede e filiais do devedor; (iii) o artigo 52, parágrafo 1º, que determina a expedição de edital, para publicação no órgão oficial, contendo o resumo do pedido de recuperação e da decisão que deferiu o processamento, a relação de credores, com o valor atualizado e a classificação de cada crédito, e os prazos para habilitação dos créditos e objeção ao plano de recuperação; (iv) o artigo 53, parágrafo único, que determina que o juiz ordenará a publicação de edital contendo aviso aos credores sobre o recebimento do plano de recuperação e fixando o prazo para objeções; (v) o artigo 60, que dispõe que a alienação judicial de filiais ou de unidades produtivas isoladas do devedor deverão observar as formalidades do artigo 142; e (vi) o artigo 142, que dispõe que a alienação de ativos será antecedida por publicação de anúncio em jornal de ampla circulação, facultada a divulgação por outros meios que contribuam para o amplo conhecimento da alienação.
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DO PARCELAMENTO DO DÉBITO TRIBUTÁRIO DO DEVEDOR EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

DO PARCELAMENTO DO DÉBITO TRIBUTÁRIO DO DEVEDOR EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

"Art. 57 - Após a juntada aos autos do plano aprovado pela Assembléia-Geral de credores ou decorrido o prazo previsto no artigo 55 sem objeção de credores, o devedor apresentará, em 30 (trinta) dias, comprovação do pagamento ou da suspensão da exigibilidade dos débitos tributários, nos termos dos artigos 151, 155-A, 191-A, 205 e 206 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional". O artigo 73 passaria a ter o inciso IV, determinando a decretação da falência durante o processo de recuperação judicial, se não forem apresentadas, tempestivamente, as certidões de que trata o artigo 57.
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O papel do judiciário na recuperação judicial

O papel do judiciário na recuperação judicial

Essa multidisciplinariedade da empresa representa uma mudança de mentalidade na forma de tratar empresas em dificuldades. Por exemplo, o credor acaba deixando de ser uma figura sem maior expressividade no sistema, como ocorria na concordata, muito embora ele pudesse pedir a falência da empresa. Hoje, com a lei de falência atual, o credor tem o poder de decidir o destino da empresa, na assembléia de credores – se ele tem visão de mercado, vai ver que a liquidação da empresa não é a melhor saída, não apenas para a própria empresa mas também para todo o mundo creditício, pelo que ele vai tentar fazer com que a empresa continue. Se esses credores forem os empregados, eles vão ver que manter a empresa pode significar manter a fonte de renda, o que para eles será melhor. Por exemplo, o credor com sensibilidade para a inviabilidade econômica do devedor em dificuldade , não vai ficar aumentando a inviabilidade continuando a dar crédito a esse devedor. Com tal atitude, o credor estará empurrando a situação insustentável do devedor para mais adiante, e isso vai acabar estourando para o juiz resolver, quando já não houver mais solução.
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Nova empresarialidade aplicada à recuperação judicial de empresas

Nova empresarialidade aplicada à recuperação judicial de empresas

O mínimo que se pode dizer nessa matéria é que o dualismo no qual se encerrou o nosso Direito Falimentar – proteger o interesse dos credores – não é o molde a propiciar soluções harmoniosas no pla- no geral da economia. O legislador parece desconhecer totalmente a realidade da empresa, como centro de múltiplos interesses – do empresário, dos empregados, dos sócios capitalistas, do empresá- rio. De nossa parte, consideramos que uma legislação moderna da falência deveria dar lugar à necessidade econômica da permanên- cia da empresa. A vida econômica tem imperativos e dependências que o Direito não pode, nem deve, desconhecer. A continuidade e permanência das empresas são um desses imperativos, por moti- vos de interesse tanto social, quanto econômico. 14
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A alienação de estabelecimento, como meio de recuperação judicial, e a inexistência...

A alienação de estabelecimento, como meio de recuperação judicial, e a inexistência...

17. A LRF é regida pelos princípios de maximização dos ativos, eficiência e celeridade do procedimento. A tentativa de restringir a forma de alienação do estabelecimento à hasta pública contraria os referidos princípios e, por si só, é irrelevante para o afastamento da sucessão nas dívidas. O Código de Processo Civil disciplina outras modalidades de alienação também sob supervisão judicial e que são preferíveis à hasta pública. Igualmente a Lei 11.101/2005, no tocante ao processo de falência, autorizou meios alternativos de transferência de bens. A partir de uma leitura sistemática e orientada aos princípios regentes da lei podemos sustentar que a previsão do art. 60 se satisfaz com qualquer forma de alienação que ocorra sob o auspício do Poder Judiciário.
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Planejamento estratégico para empresas concordatárias e em recuperação judicial

Planejamento estratégico para empresas concordatárias e em recuperação judicial

É fácil perceber que a nova lei, em sendo aprovada, irá exigir a elaboração de um plano não apenas para atender às exigências legais, mas também e, sobretudo, às demandas dos diversos atores envolvidos: controladores, trabalhadores, credores e governo. De fato, antecipando-se à nova lei, atualmente, juízes de diversas Varas Judiciais de Falências e Concordatas têm manifestado interesse em analisar o plano de reestruturação proposto pela empresa antes de deferir o processamento do pedido de concordata ou, até mesmo, antes de decidir pela decretação da falência da empresa. Tal procedimento é uma evidência do papel crescente que a administração vem ocupando numa área tradicionalmente abordada apenas pelo direito e pela contabilidade.
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A (im)possibilidade de sucessão obrigacional decorrente do trespasse nos casos de alienação judicial de  em recuperação judicial

A (im)possibilidade de sucessão obrigacional decorrente do trespasse nos casos de alienação judicial de em recuperação judicial

Os princípios constitucionais da livre iniciativa e da função social da empresa foram o substrato na feitura da nova Lei de Falência e de Recuperação de Empresas (Lei nº 11.101/05). A recuperação judicial foi um novo instituto criado pela Lei nº 11.101/05, em substituição à antiga concordata, a fim de satisfazer aos interesses de todos os envolvidos no cenário da empresa, momentaneamente, em crise. A não- transferência de responsabilidade nas obrigações quando do trespasse, destaque-se aqui as trabalhistas e as tributárias, é mais um estímulo para o investidor adquirir aquele estabelecimento. A impossibilidade obrigacional na alienação de estabelecimento empresarial em recuperação judicial revela-se como uma ferramenta viável na promoção do desenvolvimento social e econômico do País. A definição de conceitos, ora mais abrangentes, ora mais específicos, fez-se necessária para a correta delimitação da temática. Ademais, com embasamento em análise legislativa e jurisprudencial, delineou-se os contornos que o assunto vem tomando no Direito Civil, no Direito de Empresa, no Direito do Trabalho e no Direito Tributário.
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A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL PARA EMPRESAS

A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL PARA EMPRESAS

A presente pesquisa tem como objetivo analisar a importância da elaboração e execução do plano de recuperação judicial em empresas que estão nessa situação devido aos mais variados fatores, como crise econômica e má administração. Trata-se de uma pesquisa que destaca essa alternativa para se reerguerem a fim de evitar a falência. A pesquisa foi realizada de forma descritiva e qualitativa, na qual foram realizados estudos de caso e estudos bibliográficos que corroboram que as empresas, cada vez mais, têm recorrido a essa alternativa. Destacam-se também as ferramentas a serem utilizadas pela empresa a fim de se reestruturar, como melhor gestão de caixa e investimentos. A Recuperação Judicial está baseada na lei 11.101/2005, que “Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária”.
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Tributação na recuperação judicial: análise da possibilidade de incidência do imposto sobre operações de crédito (IOFCrédito) na novação da recuperação judicial

Tributação na recuperação judicial: análise da possibilidade de incidência do imposto sobre operações de crédito (IOFCrédito) na novação da recuperação judicial

Enfrenta-se um problema específico de Direito Tributário: a possibilidade de incidência do IOF-Crédito sobre a novação do art. 59 da Lei de Recuperações e Falência, denominada pela jurisprudência de novação sui generis da recuperação judicial. Para tanto, utiliza-se o método analítico-dedutivo, estabelecendo premissas abstratas e gerais, das quais derivam-se as conclusões da pesquisa. A princípio, no âmbito da teoria geral do direito, define a estratégia institucionalista: arcabouço teórico e léxico, sobretudo conforme propugnada por John Searle e sistematizada por Marcelo Lima Guerra como recurso epistemológico e metodológico para investigar a natureza dos institutos jurídicos; especificamente o instituto da novação. Define também a teoria da regra-matriz de incidência, utilizada para explicitar os aspectos necessários e suficientes da incidência de um tributo; especificamente, o IOF-Crédito. Volta-se então aos critérios específicos da regra-matriz do IOF-Crédito, de modo a firmar, tão precisamente quanto possível, o sentido da expressão “operações de crédito”; consolida, dessa forma, as premissas que consubstanciam a hipótese de incidência do tributo examinado. Investiga, outrossim, a natureza jurídica do instituto da novação criticamente, à luz de dois problemas: “problema do essencialismo jurídico” e “problema da ambiguidade típica dos fatos institucionais”, apresentados pela estratégia institucionalista. Conclui-se que o termo “novação” é ambíguo e apresentam-se no direito positivo três sentidos possíveis; conclui-se especificamente que a “novação sui generis da recuperação judicial” é na verdade um efeito da aprovação do plano de recuperação judicial. Examina-se, portanto, a natureza jurídica do instituto da recuperação judicial, de modo a aferir se esse fato pode se sujeitar à incidência do IOF-Crédito. Define-se também o critério de confronto entra a hipótese e o fato analisado, com base nos princípios da determinabilidade fática, função extrafiscal do IOF-Crédito e princípio da capacidade contributiva em sua dimensão objetiva. Conclui-se, por fim, que o IOF-Crédito não pode incidir sobre a aprovação do plano de recuperação judicial (tampouco sobre a novação, que é mero efeito desse fato).
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