Top PDF O clássico Edgar Allan Poe

O clássico Edgar Allan Poe

O clássico Edgar Allan Poe

que viveu em um casulo narcisista de tormento, teve uma vida repleta de tragédias e a margem da miséria. Sua icção, tão espetacularmente guiada por temas de horror, sugere que suas histórias tenham sido originadas em seus sonhos mais recônditos. Nela o leitor se defronta com funerais prematuros, assassinatos movidos por vingança e múltiplos desvios de personalidade. Levando-se em consideração a proporção de toda a sua obra, Poe matou mais mulheres que Shakespeare, porém ele as mata e elas ainda assim retornam. Elas assombram, porém perdoam. Elas nascem umas das outras e se mesclam novamente na morte. Amadas ou odiadas, vivas ou mortas, elas são objeto de intensa devoção.
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“AH! UM CORVO POUSOU EM MINHA SORTE!”: BREVES APROXIMAÇÕES ENTRE AUGUSTO DOS ANJOS E EDGAR ALLAN POE

“AH! UM CORVO POUSOU EM MINHA SORTE!”: BREVES APROXIMAÇÕES ENTRE AUGUSTO DOS ANJOS E EDGAR ALLAN POE

RESUMO: Partindo de uma entrevista de Augusto dos Anjos (1884 – 1914) para Licínio dos Santos, em que o poeta paraibano afirma sua admiração por “Shakespeare e Edgar Poe”, este trabalho tem por objetivo rastrear, brevemente, a visão desses escritores no poeta paraibano – em especial a relação com Edgar Allan Poe (1808 – 1849), no tocante a alguns temas e construções realçadas em seu clássico ensaio “A Filosofia da Composição”. O próprio ato criador, imagético e textual, que emana da poesia de Augusto dos Anjos, mais até mesmo do que podemos supor através de suas crônicas e cartas, reafirma a aproximação com Poe e o fado terrível da vida humana – e o que daí advém da sanha insaciável da Morte (destino último de todos nós).
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O HORROR E O DUPLO NO CLÁSSICO E NO CONTEMPORÂNEO: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CONTOS WILLIAM WILSON DE EDGAR ALLAN POE E JANELA SECRETA, JARDIM SECRETO DE STEPHEN KING

O HORROR E O DUPLO NO CLÁSSICO E NO CONTEMPORÂNEO: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CONTOS WILLIAM WILSON DE EDGAR ALLAN POE E JANELA SECRETA, JARDIM SECRETO DE STEPHEN KING

Abstract: The present study proposes a comparative reading between the works William Wilson (1839) of Edgar Allan Poe and Secret Window, Secret Garden (1992) of Stephen King, inasmuch as the two stories approach thematic exploration and because they belong to the fantastic genre. In addition we propose to reflect on the aesthetics of horror in the texts, being the first one belonging to the nineteenth century, and the second a contemporary work. In order, to subsidize the proposed reflections, we will seek contributions in the works of H.P.Lovecraft about the subject of the Cosmic Horror; in Freudian conceptions respecting the double theory “Doppelgänger”; and Tânia Franco Carvalhal and Sandra Nitrini concernig the notions of Comparative Literature.
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O culpa é dos narradores: os contos fantásticos de Edgar Allan Poe

O culpa é dos narradores: os contos fantásticos de Edgar Allan Poe

and the bridal chamber made for Rowena” (“The Marriage Group” 97). De facto, embora a moderação, ou a “median law”, seja o critério principal do julgamento estético da decoração para o narrador de “Philosophy of Furniture”, o quarto ideal, que se apresenta ao seu “mind's eye”, saturado de “crimson and gold” como está, padece ainda daquele exagero pouco clássico que caracteriza os seus interiores e lhe valeu a fama de decadente. Para além disso, o rigor obsessivo com que a decoração evita linhas rectas não interrompidas, ou o seu cruzamento, especialmente em ângulos rectos, a luz directa, especialmente a do sol, superfícies demasiado regulares ou espelhos que mostrem a quem está sentado o próprio rosto, parecem revelar uma sensibilidade neurasténica, que se manifesta no elenco de méritos negativos. Também nisso decadente, o narrador defende o gosto moderado das ameaças a que representa, nos Estados Unidos antebellum, o parvenu, que prefere o mais caro e o mais brilhante ao objecto de bom gosto, reveladores também de um sentimento de classe que também faz parte do feixe de características que definem aquilo a que se chama decadentismo. A censura atinge, em parte, o viúvo de Ligeia que, tecnicamente, é um novo rico que enriqueceu com a morte da primeira esposa, adquirindo depois um nome pelo casamento com uma aristocrata arruinada. Mas há idiossincrasias na decoração do quarto onde põe a segunda esposa que não permitem considerá-la acumulação sem critério de novidades escolhidas por razão da sua “flashiness” ou “greater cost” (385), que seriam, esses sim anunciadores de uma uniformização anti-artística do “carácter” da sala.
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A construção do indivíduo à luz do outro em “A queda da Casa de Usher”, de Edgar Allan Poe

A construção do indivíduo à luz do outro em “A queda da Casa de Usher”, de Edgar Allan Poe

„ RESUMO: A Concepção de identidade tem sido largamente discutida nas culturas ocidentais desde o limiar do Iluminismo no século dezoito. Entretanto, antes do advento do Multiculturalismo no final do século vinte quando a construção das identidades alcançou uma diversidade de expressões, esta questão sofreu uma transformação de monta no século dezenove, especialmente durante o Romantismo, cuja forma era caracterizada por um indivíduo centrado em si mesmo, apesar das tentativas de se levar a alteridade em conta. Portanto, o objetivo deste ensaio é enfocar a identidade das principais personagens de “The fall of the House of Usher”, de Edgar Allan Poe, e as suas interações uns com os outros, bem como com o ambiente onde estão inseridas. Para atingir este objetivo, a Semiótica, com uma pequena ajuda da Psicanálise Freudiana, proverá suporte teórico para as análises que se seguem.
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CONTAMINAçõES FECUNDAS: TRAçOS DE EDGAR ALLAN POE EM ANTERO DE qUENTAL E EM EçA DE qUEIRóS

CONTAMINAçõES FECUNDAS: TRAçOS DE EDGAR ALLAN POE EM ANTERO DE qUENTAL E EM EçA DE qUEIRóS

função da importância que o paradigma indiciário, segundo Carlo Ginzburg, adquire nalgu- mas partes dessa obras (as escritas por Eça) e em função da sintonia dos autores da Geração de 70 com as correntes filosóficas e científicas europeias da época – incluindo a popula- ridade, entre os escritores, de ciências e pseudociências como a grafologia, a fisiognomia lavateriana, a paleontologia de Cuvier, em suma, o que Pessoa designou por “Microsophie: The Science of the Minute” (Pessoa 167). Nesse sentido, as “deduções de fantasia” por parte de uma personagem de O mistério da estrada de Sintra em torno de um longo cabelo louro, que conduzem à construção de um perfil de mulher, foram entendidas como um exercí- cio parodístico da paixão demonstrada por Balzac pela fisiognomia. 10 Procurou-se, assim, mostrar que a leitura dessa narrativa de mistério como policial resulta, sobretudo, de dois motivos: de uma leitura anacrónica da obra em função de teorias sobre o género elaboradas no século XX e dos inúmeros expedientes realistas que encontramos no tratamento do “mis- tério” central que aí tem lugar. Não há senão afinidades pontuais entre o folhetim redigido conjuntamente por Eça e Ramalho e a famosa trilogia detectivesca de Poe (como existem com outras obras oitocentistas europeias). O mistério da estrada de Sintra, que na sua paródia ao folhetim romântico ainda se deixa por ele contagiar, pouco tem a ver com a vertente cerebral, analítica, não romanesca, da trilogia detectivesca de Poe, onde, como os irmãos Goncourt bem cedo notaram, as pessoas importam bem menos do que as coisas. Ou, nas palavras dos autores, após a leitura dos três famosos contos dedutivos:
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Edgar Allan Poe e James Thurber: um diálogo bakhtiniano art lbgonçalves

Edgar Allan Poe e James Thurber: um diálogo bakhtiniano art lbgonçalves

Todo texto, segundo Mikhail Bakhtin, é construído a partir da absorção e transformação de outros textos. As lei- turas de um texto, portanto, podem ser tantas quantas forem seus leitores, pois cada um trará para o texto seus textos anteriores. O novo texto dialoga com eles e se enriquece com novas dimensões. Em “Sr. Preble se livra da mulher”, de Thurber, vemos que “O gato preto” de Poe traz para a histó- ria de Thurber um novo interesse e proporciona uma nova percepção, contribuindo para reforçar-lhe o humor.

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Biblioteca pública, identidade e enraizamento: elaborações intersubjetivas ancoradas em torno da Luiz de Bessa

Biblioteca pública, identidade e enraizamento: elaborações intersubjetivas ancoradas em torno da Luiz de Bessa

Porque eu saia da escada e já caía direto nos livros. (risos). A criatura [a bibliotecária] sabia o tipo de livro que eu gostava, ela me tratava por você, ela era perfeitamente prosa, era como se ela fosse da minha casa. Por exemplo, eu lembro um dia que ela me apresentou “A carta roubada do Edgar Alan Poe”, foi o primeiro livro do Edgar Alan Poe que ela me apresentou e ela ainda me apresentou com altas recomendações falando assim: “agora que você acabou de ler todos os livros de Agatha Christie, você vai ler a carta roubada; esse autor aqui você vai achar o máximo” (risos), então essa proximidade e o fato de o espaço ser menor, me deixava menos constrangido, não é só o fato de eu ir junto com os meus colegas, ate porque nos últimos, no último um ano e meio, eu ia praticamente sozinho, era só eu, o caminhãoSbiblioteca deixou de ir pra lá porque tinha pouca gente indo, então eu ia praticamente sozinho pro caminhãoSbiblioteca. É..., mas a diferença do lugar, essa coisa vasta, toda grande, toda imensa, e aquele lugar onde eu... eu me sentia menos constrangido. [...] Eu me lembro que essa relação foi muito importante pra eu me aproximar de, de um professor que depois foi diretor do Cefet. A experiência com o caminhãoSbiblioteca foi tão significativa na minha vida e ela impactou na minha presença todos os dias dentro da biblioteca do Cefet (risos) que era um pouco menos constrangedora do que a Biblioteca Pública Estadual, porque nela eu podia entrar, olhar os livros que eu quisesse, tinha as três pessoas da biblioteca que estavam continuamente dando suporte e eu poderia recorrer a elas sempre que eu precisava e era um pouco a mesma..., a mesma experiência que eu tive no caminhãoSbiblioteca. [...] Se eu pudesse eu teria um caminhãoS biblioteca dentro da minha casa (risos). Mas assim, eu falava com ele [com o professor do Cefet] que não tem jeito, então assim... o que eu posso fazer é aproveitar e me aproximar da biblioteca que eu tenho. [...] Aí eu falei com ele que eu tinha virado consultor da UNESCO e que tava trabalhando na implantação de um sistema nacional de cultura, que eu tinha virado escritor, aí ele ficou todo empolgado. Então, não foi dentro do ambiente da biblioteca
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Ilha Desterro  vol.70 número1

Ilha Desterro vol.70 número1

É importante ressaltar que a opção pela intermidialidade para fundamentar nossa argumen- tação se justiica pelas escolhas criativas que pudemos encontrar no próprio ilme. Em he Raven, não somente a vida e a obra de Poe são merecedoras de um olhar crítico mais atento: as próprias circunstâncias (de ordem econômica, técnica, institucional) que permearam o fazer literário do escritor são bastante signiicativas na narrativa fílmica. A partir da intermidialidade, propomos, então, pensar sobre como he Raven, na condição de produto da mídia cinema, constitui-se substancialmente em relação à mídia literatura e sua paisagem midiática em tempos de Poe; buscaremos, ainda, na esteira da intermidialidade, conjugar a materialidade da mídia literária com os meios social, intelectual e com os dispositivos de difusão de tal época. Cabe-nos, por im, reletir sobre como as incursões intermidiáticas em um produto de mídia como he Raven podem iluminar questões relativas a uma cultura hollywoodiana e seus “suportes de inscrição, circulação e consumo” (JUSTINO, 2014, p. 21).
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Duplo, imagem e reino do simulacro: "William Wilson", de Edgar Allan Poe

Duplo, imagem e reino do simulacro: "William Wilson", de Edgar Allan Poe

Notemos, de início, que esse nome “falso”, mas “não muito diferente do verdadeiro”, a um só tempo corrói a equação nome próprio-identidade, instaurando o reino do simulacro, e inviabiliza a distinção mesma verdadeiro/falso. Ultrapassa igualmente a oposição entre nobre e vulgar. Quanto ao tema da vontade, ressalte-se que o narrador enfatiza a rivalidade com relação a seu homônimo, o único que não se submete às suas vontades, o espectro que, por vezes, se confunde com a consciência do protagonista – tal como sugere a própria epígrafe do conto, extraída de William Chamberlayne: “Que dirá dela? Que dirá a terrível consciência, esse espectro no meu caminho?” (POE, 2008, p. 234). Em determinada passagem, por exemplo, William Wilson reconhece que seu rival lhe insinuava conselhos muito superiores à sua idade, sábios e sensatos. Admite, inclusive, que seria um homem melhor e, por isso, mais feliz, se tivesse seguido as recomendações de seu homônimo (POE, 2008, p. 242).
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ASPECTOS DA NARRATIVA INDICIÁRIA NO CONTO "O HOMEM DAS MULTIDÕES" DE EDGAR ALLAN POE

ASPECTOS DA NARRATIVA INDICIÁRIA NO CONTO "O HOMEM DAS MULTIDÕES" DE EDGAR ALLAN POE

O olhar do narrador é transformado pela iluminação da cidade. A luz lançada pelos lampiões a gás transforma todas as formas ao alcance dessa luz, excitando ainda mais a percepção do narrador. As luzes da cidade, assim como as vidraças do café, são como lentes que ampliam o modo de visão deste narrador, ou situam-se como uma passagem para um novo modo de ver o mundo, o modo indiciário. Para Tzvetan Todorov, os contos de Poe desenvolvem-se dentro de um método dedutivo, como, por exemplos (além do texto estudado por nós), nos textos “A cartas roubada” e “Os crimes da rua Morgue”, nele o autor “[...] descreve os fragmentos de uma totalidade; e no interior desses fragmentos ainda escolhe o pormenor [...]” (TODOROV, 1980, p. 164) .
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Edgar Allan Poe e Machado de Assis: confluências literárias no século XIX

Edgar Allan Poe e Machado de Assis: confluências literárias no século XIX

Os primeiros fatos que chamam a atenção do narrador são a magreza e a fraqueza excessiva do ancião, que podem ter um correlato com seu estado de convalescença. Ele não diz explicitamente que está fraco ou magro, mas o fato de ainda estar levemente adoecido pode apontar para estas condições. Outro aspecto digno de destaque é a pequena distância mantida pelo narrador em relação ao velho: ele o acompanha bem de perto, como se fosse uma espécie de sombra, e faz questão de não atrair a sua atenção: “foi necessária muita cautela de minha parte para mantê-lo ao alcance sem atrair-lhe a atenção. Felizmente, usava eu um par de galochas e podia andar em perfeito silêncio. Em momento algum percebeu ele que eu o observava” (POE, 2001, p. 398). O que estaria por trás desta necessidade de se esconder tanto do homem das multidões? Durante a perseguição, é como se o narrador estabelecesse um estranho vínculo com o ancião, baseado na observação unilateral de seus atos e em uma característica que é comum aos dois: a dificuldade de ficar só. Se o velho fica entristecido ao perceber que as ruas se esvaziam e logo muda de direção, o narrador, por estar convalescendo, também não quer ficar sozinho, também quer usufruir dos prazeres e dos perigos oferecidos pela turba. Assim, pode-se afirmar que o velho é uma projeção de sua identidade, pois os dois têm interesse por tudo e por todos os que circulam no espaço urbano.
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Literatura itinerante, l’absence d’oeuvre, e capital simbólico:  o caso de Edgar Allan Poe

Literatura itinerante, l’absence d’oeuvre, e capital simbólico: o caso de Edgar Allan Poe

A ênfase no valor cultural do resgate francês de Poe deve, hoje e após Bourdieu, ser também compreendida em termos do acúmulo de valor simbólico que ocorre quando um texto qualquer viaja para um espaço simbólico nacional altamente valorizado e, tendo nesse local ampliado o seu valor pela prática de uma leitura seletiva, migra para outras regiões na forma de capital expandido. É o capital simbólico acumulado na cultura francesa do final do século XIX e início do século XX que, como centro cultural influente e propulsor, conduz a obra de Poe para além das fronteiras francesas em direção à Europa e à América Latina. Como mostra a coletânea recente editada por Lois Davis Vines e dedicada ao estudo da influência de Poe em vários países e regiões do planeta, o escritor norte-americano transforma-se rapidamente, a partir de sua morte em 1849, no grande literato representativo da América da primeira metade do século XIX. Não é pouca coisa, particularmente quando se considera que essa posição superior não se justificaria, em termos de valor literário, quando a obra de Poe é justaposta à de Melville ou Hawthorne. A coletânea de Vines revela a recepção entusiasta de Poe na maior parte dos países europeus e além. Marcou presença significativa na Rússia, na Alemanha, na Bélgica, na Itália, na Hungria, na Espanha, em Portugal, no Brasil, no Japão, na China, na Índia. E é igualmente significativa a sua influência em escritores maiores: Dostoiévski, Kafka, Fernando Pessoa, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Carlos Fuentes, entre outros. Vines não exagera, portanto, quando caracteriza Poe como um “escritor para o mundo” (VINES, 1999, p. 1).
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Arq. NeuroPsiquiatr.  vol.72 número6

Arq. NeuroPsiquiatr. vol.72 número6

of depression could also have been triggered by countless environmental factors related to his family, including dis- ease, death and financial hardship. Reports that Poe was extremely sensitive to alcohol, with exacerbated behavioral changes, resulted in a diagnosis of pathological intoxication being suggested 4 . The hallucinatory symptoms observed

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LLEGADA Y ARRAIGO DE EDGAR ALLAN POE EN JAPÓN: DE LA TRADUCCIÓN AL FENÓMENO DE MASAS

LLEGADA Y ARRAIGO DE EDGAR ALLAN POE EN JAPÓN: DE LA TRADUCCIÓN AL FENÓMENO DE MASAS

Poco conocido en Occidente, pero crítico reputado en Japón, cuyas obras han tenido eco en tiempos posteriores, fue Shimamura Hōgetsu (1871-1918), quien en 1895 publicó un ensayo dedicado a la novela de detectives, sin duda motivado por la pujanza que los relatos de Poe estaban teniendo entre los lectores de la época. Ese mismo año se realiza una traducción al japonés de The Bells, y un año más tarde se traduce el relato The Cask of Amontillado (1846); y antes de que termine el siglo, en 1899, se hará lo propio con Berenice (1835) y The Premature Burial (1844), publicado en Japón en 1900. Todos muy del gusto japonés, todos fácilmente incluibles en la antología de relatos sobrenaturales y de miedo que es Otogi Boko, del monje budista Asai Ryōi (¿-?-1691), que vio la luz en la “diabólica” fecha de 1666.
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Morte para ser lembrada. Topografias melancólicas e imagens de esquecimento em poemas de Edgar Allan Poe.

Morte para ser lembrada. Topografias melancólicas e imagens de esquecimento em poemas de Edgar Allan Poe.

Uma das características marcantes nas poesias de Poe é a relação entre estado de espírito e descrição espacial, como se o sentimento fosse topográfico, quer dizer, o estado de espírito da voz poética é revelado a partir da representação espacial. O cinzento funerário, por exemplo, é uma alusão ao luto por causa de uma perda. Ele (o luto) é enfatizado pela folhagem crispada e fanada que morria. A evocação do mês de outubro (em inglês, October), refere-se ao mês de queda das folhas, do outono, da morte e do fim de um ciclo natural. É por esse motivo que o outono também é conhecido, nos EUA, como Fall (verbo cair), em referência à queda das folhas secas. O eu lírico afirma que certa vez estava vagueando por Weir, sozinho com Psique (pode ser a representação do amor que ainda sentia, mas também pode ser a sua consciência), em desconsolo e com o peito vulcânico, ou seja, em atividade explosiva, como se a saudade se derramasse do âmago:
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Um trabalho de sombra e fogo: 'Metzengerstein', de Edgar Allan Poe, adaptado por Roger Vadim

Um trabalho de sombra e fogo: 'Metzengerstein', de Edgar Allan Poe, adaptado por Roger Vadim

No conto, o tema central da narrativa é a rivalidade entre as duas casas nobres, poderosas e vizinhas: “As famílias Berlifitzing e Metzengerstein tinham estado em desacordo durante séculos. Jamais se viram duas casas tão ilustres reciprocamente azedadas por uma inimizade tão mortal” (Poe 10). A origem deste ódio perdeu-se no início dos tempos, mas permanece inscrita numa profecia, outro tema recorrente nas narrativas góticas: “Um grande nome tombará de uma queda terrível quando, como o cavaleiro do cavalo, a mortalidade de Metzengerstein triunfar sobre a imortalidade de Berlifitzing” (Poe 10).
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ANTERO DE QUENTAL, UM JOVEM POETA-LEITOR DE EDGAR ALLAN POE E CHARLES BAUDELAIRE

ANTERO DE QUENTAL, UM JOVEM POETA-LEITOR DE EDGAR ALLAN POE E CHARLES BAUDELAIRE

Em Do inglês de Edgar Poe 2 , Antero de Quental faz referência ao poema O corvo, recortando dele alguns termos (daí o título da composição, em que a preposição inicial de indica a origem dos recortes), como a reconhecida expressão “Nunca mais” que a ave agourenta repete incansavelmente no decorrer do versos de Poe. O poeta português cria uma analogia entre Lenore, mulher ausente que faz o poeta Poe sofrer, e a mulher cuja partida Antero lamenta em seu poema; por isso Antero recupera do texto matricial a idéia da “ave eterna de dor” (QUENTAL, 1926, p. 130), a fim de também simbolizar a
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“O mistério de Marie Rogêt”, de Edgar Allan Poe: a linguagem e a representação da mulher

“O mistério de Marie Rogêt”, de Edgar Allan Poe: a linguagem e a representação da mulher

Abstract: The short story “The Mystery of Marie Rogêt”, by Edgar Allan Poe, published in 1849, is the second detective story of this North American writer. Like the other stories of the genre, it tells the story of a crime against a woman; besides, this crime is a murder, similar to Poe’s first detective story, “The Murders in the Rue Morgue.” Despite these similarities, there are some interesting peculiarities in the narrative treatment of the victim in “The Mystery of Marie Rogêt.” The main peculiarity is related to the language used to describe her corpse and other particulars related to the crime, which tends to a spectacularization of her body and death. It is also interesting to observe the diferences between the language used in the short story and the one used by the newspapers in the times when the story was published — since it was written based on the real murder of a young New Yorker called Mary Rogers. By studying this language, the objective is to reveal the resources through which such spectacularization is created and its effect on the creation of meaning in the short story.
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