Top PDF O direito disciplinar da função pública

O direito disciplinar da função pública

O direito disciplinar da função pública

Dezembro: (1) “Os alunos são responsáveis, em termos adequados à sua idade e capacidade de discernimento, pela componente obrigacional inerente aos seus direitos que lhe são conferidos no âmbito do sistema educativo, bem como por contribuírem para garantir aos demais membros da comunidade educativa e da escola os mesmos direitos que a si próprio são conferidos, em especial respeitando activamente o exercício pelos demais alunos do direito à educação.” (artigo 7.º); (2) “O aluno tem direito a: // a) [u]sufruir do ambiente e do projecto educativo que proporcionem as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico, para a formação da sua personalidade e da sua capacidade de auto- aprendizagem e de crítica consciente sobre os valores, o conhecimento e a estética; (…) // h) [s]er tratado com respeito e correcção por qualquer membro da comunidade educativa; // [v]er salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral” (artigo 13.º); (3) “O aluno tem o dever … de: // g) [c]ontribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de todos os alunos”; (4) “A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos no artigo 15.º ou no regulamento interno da escola, em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das actividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infracção disciplinar, a qual pode levar, mediante processo disciplinar, à aplicação de medida disciplinar” (artigo 23.º - itálico nosso); (5) As “finalidades das medidas disciplinares” são “pedagógicas e preventivas” e “sancionatórias”, visando as primeiras “a preservação da autoridade dos professores e, de acordo com as suas funções, dos demais funcionários, o normal prosseguimento
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Do exercício do poder disciplinar na administração pública

Do exercício do poder disciplinar na administração pública

entre eles o organizativo, fazendo depois o contraponto com o poder disciplinar laboral: “(...) O fundamento do poder e Direito disciplinar na função pública parece-nos resultar da junção do justificativo da disciplina (que é um fundamento inespecífico relativamente a uma «disciplina profissional e laboral», qual seja a garantia da prestação laboral em certa forma e da não perturbação do funcionamento dos serviços e organismos administrativos, com o intuito, relativamente ao Direito, de condicionamento do exercício do poder disciplinar como forma de protecção do trabalhador e com o facto de ser uma manifestação do poder sancionatório público. Se se apontam razões de política legislativa e de eficácia (inter alia, «a inadequação do sistema penal comum, pela sua lentidão, rigidez, benignidade das suas sanções ou, inversamente, pelo seu excessivo rigor ou conteúdo socialmente infamante») para ter sido outorgado à Administração Pública um poder sancionatório relativamente a infracções disciplinares que originariamente caberia aos tribunais por força do princípio da separação de poderes, então, uma vez deslocada esta parcela, específica do exercício de justiça, para intra-portas, ela deve assistir ou não deve perder as garantias que tem na fonte. O poder disciplinar exercido sobre os trabalhadores no âmbito das unidades empresariais cai fora daquele poder, partilhando apenas das duas primeiras dimensões. Derivando do poder de direcção da entidade patronal, traduz-se no poder desta aplicar, internamente, sanções aos trabalhadores da organização ou se mostre inadequada à correcta efectivação da relação de trabalho, reprimindo aquela ordem à reintegração em certo padrão de conduta.” (Cfr. NEVES, Ana Fernanda, Da relação jurídica de emprego público – Movimentos fractais, difernça e repetição, Coibra Editora, Coimbra, 1999, pp. 301-302).
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Medidas provisórias e suspensões preventivas no direito disciplinar administrativo | Julgar

Medidas provisórias e suspensões preventivas no direito disciplinar administrativo | Julgar

, para esse efeito, como entidades públicas». V. Entidades Privadas com Poderes Públicos, Coimbra, Almedina, 2005, pp. 1040-1041. Esta é, de resto, uma proposição que a doutrina parece aceitar como válida e que não sofre contestação. Nestes termos, cfr., por exemplo, J OSÉ C ARLOS V IEIRA DE A NDRADE , Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976, 4.ª Edição, Coimbra, Almedina, 2009, pp. 247 e 248, nota 40, J ORGE R EIS N OVAIS , «Os Direitos Fundamentais nas Relações entre Particulares, in Direitos Fundamentais – Trunfos Contra a Maioria, Coimbra, Coimbra Editora, 2006, p. 88. Um pouco hesitante referindo-se exclusivamente às «relações privadas de poder», J OSÉ DE M ELO A LEXANDRINO , Direitos Fundamentais, 2.ª Edição, Cascais, Principia, 2011, p. 106. Especificamente sobre as federações desportivas admitindo uma vinculação directa, embora com uma intensidade inferior à da entidade pública, cfr. J OSÉ DE M ELO A LEXANDRINO , «Direitos, Liberdades e Garantias na Relação Desportiva», in O Discurso dos Direitos, Coimbra, Coimbra Editora, 2011, pp. 344 e ss.
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A sindicância patrimonial como instrumento de apuração no direito administrativo disciplinar brasileiro

A sindicância patrimonial como instrumento de apuração no direito administrativo disciplinar brasileiro

A Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, surgiu no contexto legislativo pá- trio normatizando a improbidade admi- nistrativa anteriormente veiculada pela Carta Política de 1988. Assim, discipli- nou os atos de improbidade administra- tiva em três categorias. São elas: a) atos que importam em enriquecimento ilíci- to do agente público (art. 9º); b) atos que causam efetiva lesão aos cofres pú- blicos (art. 10); e c) atos que atentam contra os princípios da Administração Pública (art. 11).

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O devido processo legal no processo administrativo disciplinar MESTRADO EM DIREITO

O devido processo legal no processo administrativo disciplinar MESTRADO EM DIREITO

RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA TRIBUTÁRIA - SUBSTITUIÇÃO LEGAL DOS FATORES DE INDEXAÇÃO - ALEGADA OFENSA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA - INOCORRÊNCIA - SIMPLES ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA QUE NÃO SE CONFUNDE COM MAJORAÇÃO DO TRIBUTO - RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela lícito, ao Poder Judiciário, atuar na anômala condição de legislador positivo, para, em assim agindo, proceder à substituição de um fator de indexação, definido em lei, por outro, resultante de determinação judicial. Se tal fosse possível, o Poder Judiciário - que não dispõe de função legislativa - passaria a desempenhar atribuição que lhe é institucionalmente estranha (a de legislador positivo), usurpando, desse modo, no contexto de um sistema de poderes essencialmente limitados, competência que não lhe pertence, com evidente transgressão ao princípio constitucional da separação de poderes. Precedentes. - A modificação dos fatores de indexação, com base em legislação superveniente, não constitui desrespeito a situações jurídicas consolidadas (CF, art. 5º, XXXVI), nem transgressão ao postulado da não-surpresa, instrumentalmente garantido pela cláusula da anterioridade tributária (CF, art. 150, III, "b"). O Estado não pode legislar abusivamente, eis que todas as normas emanadas do Poder Público - tratando-se, ou não, de matéria tributária - devem ajustar-se à cláusula que consagra, em sua dimensão material, o princípio do "substantive due process of law" (CF, art. 5º, LIV). O postulado da proporcionalidade qualifica-se como parâmetro de aferição da própria constitucionalidade material dos atos estatais. Hipótese em que a legislação tributária reveste-se do necessário coeficiente de razoabilidade. Precedentes. 300 (Grifos nossos)
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Quesitação no procedimento do Tribunal do Júri e seus reflexos para o direito administrativo disciplinar

Quesitação no procedimento do Tribunal do Júri e seus reflexos para o direito administrativo disciplinar

Apresenta-se um estudo acerca da influência do novo procedimento de julgamento dos crimes dolosos contra a vida, e conexos, pelo Tribunal do Júri, em especial no que concerne à nova forma de quesitação submetida ao Conselho de Sentença. Como sói acontecer, o Poder Legislativo, ao editar a Lei n. 11.689/08, preocupou-se apenas com o Processo Penal, sem representar as consequências das alterações para os demais ramos do Direito. Analisando a nova forma de quesitação por ocasião da votação nos crimes processados pelo Tribunal do Júri, com a nova redação expressa do art. 483 do CPP, verifica-se que, em face de uma sentença absolutória, não será possível conhecer os fundamentos da decisão, implicando em uma grande dificuldade de o jurisdicionado, se militar do Estado demitido pelo fato motivador do processo-crime, por exemplo, pleitear sua reintegração à Instituição, nos termos do art. 138, § 3º, da Constituição do Estado de São Paulo. Diante dessa situação, tomando-se por metodologia a análise legal e doutrinária a conduzir o raciocínio indutivo, tentar-se-á demonstrar que a autonomia das esferas de responsabilização permitirá à Administração Pública Militar avaliar livremente a prova dos autos, decidindo, motivadamente pela reintegração ou não do demitido.
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Regime disciplinar diferenciado: análise sobre a  do instituto e a ofensa à função  da pena

Regime disciplinar diferenciado: análise sobre a do instituto e a ofensa à função da pena

Defesa. Ampla defesa. Estado democrático de direito. Direitos e garantias fundamentais. Princípio da ampla defesa. Princípio do contraditório. Defesa técnica deficiente. Alegações finais em que a defesa apenas pede a pena mínima. Ausência de defesa. Devido processo legal. Nulidade declarada. Considerações sobre o tema com citação de julgado do STF. CF/88, art. 5º, LIV e LV. A CF/88 constitui clara e inarredável opção pelo Estado Democrático de Direito, no qual os direitos e garantias fundamentais devem sempre prevalecer, dentre estes, alinhavados, os princípios da ampla defesa e do contraditório, erigidos à categoria de dogmas e pressupostos para a validade da prestação jurisdicional. Sob tal ótica, repugna aos anseios da sociedade a atuação defensiva meramente formal e desencadeada em ritmo burocrático, sem o postulado da defesa efetiva, traduzida na indispensável condução dialética do processo, em diligente contradição aos fatos e alegações suscitados na acusação. A defesa assim claudicante vulnera os interesses da sociedade democrática e impõe, de ofício e sem maiores indagações relativas à existência de prejuízos concretos, a decretação de nulidade processual, desde o momento em que se apresentar falho o patrocínio técnico do acusado no juízo penal. 17
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O concurso interno à luz do direito de acesso à função pública : um comparativo entre Brasil e Portugal

O concurso interno à luz do direito de acesso à função pública : um comparativo entre Brasil e Portugal

Há que se observar que os Tribunais do Trabalho eram competentes para dirimir os litígios relativos ao contrato individual de trabalho na Administração Pública, isso por força da disposição contida no art. 4º, n. 3, d, do ETAF, que excluía tal relação jurídica do rol das competências dos Tribunais Administrativos. No entanto, o art. 10º da Lei nº 59/2008 alterou expressamente o referido dispositivo do ETAF e, ao acrescentar na redação que “os litígios emergentes dos contratos de trabalho em funções públicas fazem parte da competência dos Tribunais Administrativos”, ampliou a delimitação da esfera de competência da jurisdição administrativa. Sobre a delimitação da esfera de jurisdição segundo os vínculos e regimes jurídicos do emprego público, vide: NEVES, Ana Fernanda. Contencioso da função pública I. In Temas e problemas de processo administrativo. 2ª ed. rev. e atual. Coor. Vasco Pereira da Silva. Intervenções do Curso de Pós-graduação sobre Processo Administrativo (“e-book”), ICJP, Lisboa, 2011, p. 261/267. Disponível em: <http://icjp.pt/sites/default/files/publicacoes/files/ebook_processoadministrativoii_ isbn_actualizado_jan2012.pdf>. Acesso em: 05/12/2011.
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A natureza jurídica da sindicância e seu papel no direito administrativo disciplinar

A natureza jurídica da sindicância e seu papel no direito administrativo disciplinar

Partindo do pressuposto de que a sindicância, na sua função original in- vestigativa, seria utilizada apenas em casos muito graves, rumorosos e so- mente se não houver, em princípio, in- dícios de quem seria o autor da irregu- laridade, propõe-se que, para as demais hipóteses – e se o caso é simples, mas a autoridade está em dúvidas sobre a conveniência da abertura de um proces- so administrativo disciplinar, pois não há, ainda, contornos precisos sobre os indícios de autoria e materialidade –, que a primeira juntada de informações sobre os fatos narrados na denúncia seja feita no âmbito da moderna solu- ção adotada pela CGU: a investigação preliminar.
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ABORDAGEM À LUZ DO DIREITO PROCESSUAL DISCIPLINAR  Alexandre Dos Santos Lopes

ABORDAGEM À LUZ DO DIREITO PROCESSUAL DISCIPLINAR Alexandre Dos Santos Lopes

As discussões que se seguiram aos comunicados científicos também foram muito profícuas e propiciaram debates interessantes a respeito de questões como discricionariedade administrativa, participação popular, arbitragem, responsabilidade do Estado, parcerias público-privadas, competências federativas, desenvolvimento, serviços públicos, direitos fundamentais, licitações, contratos públicos, modelos de gestão, processo administrativo e sistemas de controle da atividade pública. De forma dialética, alunos de graduação, mestrado e doutorado, bem como professores e profissionais com diferentes formações colocaram suas posições com respeito e mediante a adoção de uma perspectiva dialógica horizontal, ou seja, manifestando posições convergentes e divergentes de forma democrática.
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O direito administrativo próprio da função pública internacional : do estatuto jurídico à tutela jurisdicional efectiva

O direito administrativo próprio da função pública internacional : do estatuto jurídico à tutela jurisdicional efectiva

gozarem de uma imunidade judicativa resulta também das possíveis desigualdades de tratamento que poderiam existir para com os diferentes funcionários e agentes das organizações internacionais que estão localizados em várias partes do mundo. De facto, se os litígios fossem apreciados no âmbito do direito local da localização dos diferentes escritórios de representação espalhados pelo mundo (designadamente da ONU), tal implicaria que os funcionários fossem tratados de forma díspar conforme se encontrassem num país ou noutro, o que claramente seria atentador aos direitos e liberdades laborais dos funcionários, designadamente aos princípios da igualdade e não discriminação. Por outro lado, caso os litígios emergentes das relações entre as organizações e os seus funcionários fossem dirimidos perante os tribunais nacionais, tal poderia colocar em perigo o próprio direito do trabalho nacional. Porquanto, caso os funcionários das organizações internacionais fossem abrangidos pela mesma tutela do direito laboral nacional, é claro que tal levaria a uma evidente fragmentação e diferenciação do nível de proteção entre nacionais e funcionários internacionais. De facto, quer a nível substantivo quer a nível processual, as jurisdições nacionais poderiam conceder aos funcionários das organizações internacionais uma tutela diferente, com meios impugnatórios e probatórios díspares.
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A POLÍTICA PÚBLICA DO VALECULTURA E A FUNÇÃO PRESTACIONAL DO DIREITO FUNDAMENTAL À CULTURA  João Hélio Ferreira Pes

A POLÍTICA PÚBLICA DO VALECULTURA E A FUNÇÃO PRESTACIONAL DO DIREITO FUNDAMENTAL À CULTURA João Hélio Ferreira Pes

A classificação utilizada para analisar o direito fundamental à cultura, neste trabalho, é aquela que evidencia ser compatível com a sistematização dos direitos fundamentais vigentes no ordenamento jurídico brasileiro. Essa classificação é a que divide os direitos fundamentais em direitos de defesa e direitos a prestações. Tal divisão dos direitos fundamentais em dois grandes grupos é a adotada por Ingo Sarlet (2010, p. 162-207), à qual estão incorporados alguns elementos das classificações elaboradas ou defendidas por Robert Alexy (2008, p.193 et seq.) e José Carlos Vieira de Andrade (2004. p.178). Nessa classificação é observado o critério funcional dos direitos fundamentais, assim como aspectos relevantes da teoria de Georg Jellinek, que para Ingo Sarlet é onde se pode “encontrar uma das vertentes mais férteis para a obtenção de uma proposta classificatória cientificamente resistente, além de constitucionalmente adequa da” (SARLET, 2010, p.162). Dessa forma, analisa-se, no próximo tópico, a função prestacional do direito fundamental à cultura para verificar, posteriormente, um caso de implementação de direito a prestações, por meio da política pública, adotada pelo Estado brasileiro, conhecida como vale-cultura.
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O Erro Médico na Função Pública

O Erro Médico na Função Pública

O processo ético-profissional é um ato eminentemente administrativo, já que os Conselhos Regionais de Medicina são entidades julgadoras e disciplinadoras da classe médica, dotados de personalidade jurídica de direito público e constituindo em seu conjunto uma autarquia, pelo que emana do texto legal consubstanciado na Lei nº 3.268/57. O processo administrativo disciplinar esgota-se no âmbito da matéria disciplinar mesmo, não gerando efeitos de ordem civil ou penal, não impondo obrigação de reparação material do dano causado nem aplicando medidas de constrição à liberdade de ir e vir. Sua repercussão é ela toda no campo da moral e da atividade profissional. É na quebra da norma de conduta aceita pelos seus pares e pela sociedade que o médico, no exercício da
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Profissionalização da função pública no Brasil

Profissionalização da função pública no Brasil

A Administração Pública legitima-se quando age em conformidade com o interesse público. Neste contexto, a profissionalização da função pública constitui instrumento de legitimação da Administração Pública brasileira perante o povo: (i) primeiro, para garantir a observância do princípio da igualdade na escolha de seus agentes, a partir de critérios que possibilitem a aferição daqueles mais preparados para o exercício da profissão, e não num status atribuído em razão de um direito de nascença ou pela proximidade pessoal com os governantes; (ii) segundo, para dar cumprimento ao princípio da eficiência, de uma Admi- nistração capacitada a responder aos anseios coletivos mediante a prestação de serviços adequados.
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A tutela do direito transindividual à probidade administrativa frente a necessidade do trânsito em julgado para a perda da função pública

A tutela do direito transindividual à probidade administrativa frente a necessidade do trânsito em julgado para a perda da função pública

ordenamento, vinculando, inclusive, a atuação dos três Poderes, mormente o legislativo. 29 A moralidade administrativa, aqui encarada como sinônimo de probidade, é citada diversas vezes no texto constitucional, sendo uma delas, inclusive, localizada topograficamente no título reservado aos Direitos e Garantias Fundamentais, notadamente no art. 5º, inciso LXXIII. Em que pese tal previsão, a doutrina resiste ao reconhecido da probidade administrativa como norma de direito fundamental, uma vez que o dito dispositivo faria alusão, especificamente, a previsão da ação popular, mormente a legitimidade para ajuíza-la, de modo que não poderia a moralidade ser encarada como direito fundamental, sob o risco de alagar o seu conceito e, consequentemente, retirar a própria razão de ser da norma fundamental. 30
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Denúncia anônima no direito disciplinar à luz do princípio constitucional da vedação ao anonimato

Denúncia anônima no direito disciplinar à luz do princípio constitucional da vedação ao anonimato

É razoável a instauração imediata de Processo Administrativo Disciplinar com base em informações obtidas a partir de denúncia anônima? Há conflito com o princípio constitucio- nal da vedação ao anonimato? Quais as possíveis providências que a Administração Pública poderia ado- tar, de modo a garantir que o serviço público seja preservado de servidores descompromissados com a ética e o interesse público, e de outro lado, que denunciações inverídicas e des- cabidas sejam desconsideradas por quem detém o poder para apurar eventuais irregularidades?
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PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SUSPENSÃO DO PROCESSO E CONSENSUALIDADE

PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SUSPENSÃO DO PROCESSO E CONSENSUALIDADE

Art. 6º A proposta para celebração de TAC poderá ser feita de ofício ou a pedido do interessado. § 1º Em procedimentos disciplinares em curso, o pedido de TAC poderá ser feito pelo interessado à autoridade instauradora até cinco dias após o recebimento da notificação de sua condição de acusado. § 2º O pedido de celebração de TAC feito pelo interessado poderá ser indeferido com base em juízo de admissibilidade anterior que tenha concluído pelo não cabimento de TAC em relação à irregularidade a ser apurada. Art. 7º O TAC deverá conter: I - a qualificação do agente público envolvido; II - os fundamentos de fato e de direito para sua celebração; III - a descrição das obrigações assumidas; IV - o prazo e o modo para o cumprimento das obrigações; e V - a forma de fiscalização das obrigações assumidas. Parágrafo único. O prazo de cumprimento do TAC não poderá ser superior a 2 (dois) anos. Art. 8º A celebração do TAC será comunicada à chefia imediata do agente público, com o envio de cópia do termo, para acompanhamento do seu efetivo cumprimento. (BRASIL, 2017).
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Administração Pública, litigiosidade e juridicidade: a importância da Advocacia Pública para o exercício da função administrativa DOUTORADO EM DIREITO

Administração Pública, litigiosidade e juridicidade: a importância da Advocacia Pública para o exercício da função administrativa DOUTORADO EM DIREITO

LXXIII); que somente por lei específica pode ser autorizada a instituição de empresas públicas e sociedades de economia mista (art. 37, XIX), assim como a criação de suas subsidiárias e a sua participação em empresas privadas (art. 37, XX); a competência do Senado Federal para dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal, entre elas as empresas públicas e sociedade de economia mista (art. 52, VII); a circunstância de deputados e senadores com elas não poderem contratar, ressalvada a hipótese de o contrato obedecer a cláusulas uniformes (art. 54, I, “a”; e II, “a”), delas aceitar emprego remunerado (art. 54, I, “b”, e II, “b”), e nem patrocinar causas em que elas sejam interessadas (art. 54, II, “c”), sob pena de perda de mandado (art. 55, I); a obrigatoriedade da inclusão na lei orçamentária anual dos seus respectivos orçamentos de investimento (art. 165, p. 5º, II); a sua submissão aos ditames da responsabilidade fiscal (art. 169), inclusive condicionando a concessão vantagens, aumento de remuneração, a criação de empregos e funções, a alteração da estrutura de suas carreiras e a admissão ou contratação de pessoal à existência de prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes (art. 169, p. 1º, I); (ix) que o exercício de suas atividades econômicas pressupõe, além da sua sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas (art. 173, p. 1º, II), a sua função social e o estabelecimento de formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade (art. 173, p. 1º, I) (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo, cit., p. 201-203).
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Poder disciplinar e corrupção na função pública

Poder disciplinar e corrupção na função pública

2. Corrupção Estrutural ou Cultural, de elevada frequência e de baixos recursos. Esta é a corrupção “mais portuguesa”, quer pela sua extensão a todas as classes sociais, quer pela sua incidência em todos os níveis de governação. Os portugueses constroem, ao longo da sua vida, o capital social que lhes permitirá enfrentar as adversidades resultantes do modo como o poder político e o poder administrativo estão organizados. A “arte do desenrascanço” pressupõe um espírito de sobrevivência individual numa sociedade carente de confiança social e institucional, e redes de apoio familiares, de amizade ou partidárias fulcrais para o capital social de um indivíduo. É através destas redes informais de convívio que os cidadãos desenvolvem os contactos necessários para puxar os cordelinhos a seu favor ou a favor de um parente ou de um amigo. Este tipo de corrupção é menos susceptível de escandalizar a opinião pública. O nível de habituação a este tipo de práticas é indicativo da sua aceitação social. A cunha é uma norma na sociedade portuguesa;
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O direito administrativo disciplinar como instrumento de combate à corrupção

O direito administrativo disciplinar como instrumento de combate à corrupção

Apesar de todos esses agentes de- terem parcelas de decisão no âmbito da administração pública, atualmente não podem ser responsabilizados por meio de processos administrativos dis- ciplinares. Apesar de a Administração Pública se relacionar cotidianamente com tais profissionais, atuantes em sua estrutura, não há previsão nor- mativa para a responsabilização pes- soal de tais agentes. Existem casos onde o esquema de corrupção en- volve, além de servidores públicos, estes outros profissionais menciona- dos. Nada obstante, não existe pre- visão na Lei 8.112 para que esses ou- tros “agentes públicos” sejam respon- sabilizados e apenados perante a Ad- ministração Pública. De fato, a relação contratual do Estado não se dá com tais profissionais e sim com empresas ou organismos internacionais. Nada obstante, a realidade precisa ser con- siderada. Formalmente a relação é com as empresas, materialmente a re- lação se dá com tais profissionais.
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