Top PDF O funcionamento da linguagem na esquizofrenia: um estudo lacaniano.

O funcionamento da linguagem na esquizofrenia: um estudo lacaniano.

O funcionamento da linguagem na esquizofrenia: um estudo lacaniano.

Já nos textos de Lacan, a partir dos anos 1970, a linguagem ganha outro estatuto, pois o simbólico já não tem o lugar de primazia, havendo uma íntima relação entre significante e gozo. Nesse momento, o gozo, que é o correlato da satisfação libidinal freudiana, já não está numa estreita relação com o imaginá- rio, mas sim com o significante e o real. É dentro desse contexto teórico que a indicação da esquizofrenia, no artigo O aturdito (1972), assinala uma posição da mesma como exterior ao laço social a partir da noção de discurso: “...o dito esqui- zofrênico ao ser apanhado sem a ajuda de nenhum discurso estabelecido” (LACAN, 1972/2003, p.475). O discurso vem cumprir uma função de articulação e arranjo entre a linguagem e o que resta fora dela, encarnado pelo objeto mais-de-gozar, índice do real. Essa função de arranjo, possibilitada pelo discurso, permite lidar me- lhor com o corpo, criando lugares e funções simbólicas estáveis para os órgãos que compõem uma estrutura de funcionamento unificado e não questionável constantemente. Nessa defesa do real pelo simbólico (MILLER, 1996), a relação do ser falante com a linguagem é de habitá-la e de fazer dela seu instrumento, conforme indica Lacan no artigo O aturdito.
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PERTURBAÇÕES DA LINGUAGEM E FUNCIONAMENTO PSICOSSOCIAL NA ESQUIzOFRENIA

PERTURBAÇÕES DA LINGUAGEM E FUNCIONAMENTO PSICOSSOCIAL NA ESQUIzOFRENIA

Nas avaliações efectuadas, verificou-se que o indivíduo entrou no gabinete eviden- ciando comportamentos reveladores de alguma tensão e ansiedade (por exemplo: questionando várias vezes seguidas a razão que o levava a estar ali), que foram dimi- nuindo ao longo da entrevista/avaliação. O vestuário e arranjo pessoal são cuidados e de acordo com a situação. S. permaneceu na posição de sentado durante as avalia- ções, com alguma agitação psicomotora (gestos inapropriados com as mãos, baloiçar do corpo). Durante a primeira avaliação raramente manteve contacto ocular directo, facto que veio a modificar-se na segunda avaliação, em que para além do utente man- ter contacto ocular apropriado, por vezes fixava o olhar por períodos de tempo redu- zidos. Mostrou-se colaborante, mas demonstrou alguma apatia, dado que evidenciou alguma indiferença durante a realização das provas de avaliação. Apresentou um hu- mor ligeiramente apático. O utente encontrava-se consciente e lúcido, orientado no espaço e no tempo. Apresentou uma mímica e actividade gestual pouco expressiva e por vezes ausente. Foram detectadas alterações da linguagem sobretudo no que diz respeito à componente da pragmática (observação baseada no Exame Psiquiátrico do Estado Mental de Trzepacz & Baker, 2001).
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Depressão minor e funcionamento intelectual do indivíduo com esquizofrenia, em ambiente ambulatório

Depressão minor e funcionamento intelectual do indivíduo com esquizofrenia, em ambiente ambulatório

A esquizofrenia, de um modo geral, é caracterizada por um quadro clínico de sintomas positivos e negativos, cuja evolução poderá levar o doente a ter uma menor capacidade de adaptabilidade ao meio em cada momento específico da sua vida. Essa adaptação depende da qualidade das suas aprendizagens, as quais poderão estar afectadas por défices na percepção, atenção, linguagem e/ou desorganização do pensamento e do discurso, resultando na incapacidade progressiva do doente poder manter as suas atividades da vida diária (Gejman & Sanders, 2012; Voineskos, Rogasch, Rajji, & Daskalakis, 2013).
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Nomeação e fluência verbal em portadores de esclerose múltipla

Nomeação e fluência verbal em portadores de esclerose múltipla

Lima e colaboradores (2008), em pesquisa, ratificaram a hipótese da heterogeneidade do funcionamento neuropsicológico na Esclerose Múltipla. Para os pesquisadores, os resultados indicam que o comprometimento motor e o cognitivo são dimensões independentes. Contudo, a matriz de correlação realizada indica a interdependência entre a cognição e o funcionamento motor. Em relação às variáveis sociodemográficas, os pesquisadores observaram que os resultados sugerem a ligação entre funcionamento cognitivo, idade e escolarização formal. Em relação às variáveis clínicas, os resultados relacionados à idade de início da doença e à duração da doença foram inconclusivos. Entretanto, o percentual de pacientes portadores da forma Remitente - Recorrente foi diretamente proporcional ao desempenho nos testes utilizados, em especial no PASAT. A forma clínica da doença parece ser variável prognóstica importante. Esse achado está de acordo com a literatura neuropsicológica em geral (ZAKZANIS, 2000): quanto menor o comprometido do funcionamento neurológico e neuropsicológico, maior o índice de portadores da forma Remitente-Recorrente.
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GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Importante destacar que a autora deste estudo iniciou sua trajetória como servidora pública da UFJF, lotada na Procuradoria Federal, onde pôde observar o gradativo aumento de desdobramentos relacionados a contratos de terceirização de mão de obra. No decorrer da pesquisa, contudo, em virtude da troca de equipe de gestão ocorrida na UFJF (com eleição do novo reitor e consequente reorganização interna), foi convidada a assumir a Coordenação de Contratos, posicionando-se, então, no foco da situação-problema ora analisada. Muito embora o novo cargo facilite o acesso às informações, há, por outro lado, o inconveniente de se estar diretamente atrelada ao imbróglio ora versado, bem como suas causas e consequências.
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O ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS DE TRÊS ANOS NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA: UM DESAFIO À GESTÃO DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS DE TRÊS ANOS NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA: UM DESAFIO À GESTÃO DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Há necessidade de pensar nessas crianças de forma diferenciada, principalmente na questão do movimento, (...) do tipo de atividades, algumas têm que ser direcionadas, do tempo, da linguagem que vai ser utilizada com elas, a forma de conversar de expressar, aquele olhar mais atento, porque por serem menores, nem sempre vão se expressar de forma verbal, oral, podendo utilizar gestos, expressões que o professor tem que estar mais atento. As crianças maiores verbalizam mais e os pequenos demonstram de outra forma. O professor tem que estar mais atento a essa outra forma de linguagem, tem que ter mais conhecimento da forma de expressão dessas crianças. Também os materiais, artefatos, brinquedos, utilizados com essa faixa etária também tem um diferencial, tudo tem que ser pensado e planejado de acordo com aquela faixa etária, (...) respeitando as questões motoras dessa idade, a forma de organizar as brincadeiras, os tipos de brincadeiras, que posso ou não organizar para aquela faixa etária, atividades e brincadeiras que sejam desafiadoras que tragam desafios para elas, mas que esses não sejam superior e nem inferior a idade, tudo tem que ser considerado no planejamento pro trabalho com as crianças pequenas. (COORDENADORA DA E. M. A, entrevista concedida em 30 de junho de 2014)
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O FUNCIONAMENTO DA MENTE HUMANA, LINGUAGEM E SURDEZ

O FUNCIONAMENTO DA MENTE HUMANA, LINGUAGEM E SURDEZ

A habilidade de repetir palavras faladas por outras pessoas, tão comum nas fases iniciais de aquisição de linguagem, é produto de um grupo de neurônios perissilvianos que estão localizados no hemisfério esquerdo e se responsabilizam pela reprodução de palavras após a estimulação recebida. Por exemplo, ao se falar a palavra papai, mesmo estando no interior de uma frase, a criança é capaz de identificar essa palavra e repeti-la posteriormente. Isso ocorre devido a relação que a criança faz a partir da observação dessa sequência de som em vários contextos, trata-se do princípio de aprendizagem usado pela criança ao aprender sua língua materna. Experimentos com ressonância magnética e outros equipamentos confirmam a hipótese de que as redes funcionais são ativadas quando há o input de uma palavra da língua, entretanto o mesmo não acontece quando se ouve uma pseudopalavra, ou seja, uma sequência de sons organizados que não formam exatamente uma palavra que faz parte da língua.
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GLAUCE REGINA MELLO DOS SANTOS ANDRADE UM NOVO CAMINHO NA CONSTRUÇÃO DA GESTÃO DO COLÉGIO ESTADUAL SOL NASCENTE

GLAUCE REGINA MELLO DOS SANTOS ANDRADE UM NOVO CAMINHO NA CONSTRUÇÃO DA GESTÃO DO COLÉGIO ESTADUAL SOL NASCENTE

Dessa forma, este capítulo será subdividido em seis seções. Na primeira, a formação da equipe gestora, por ser o primeiro elemento na linha de ação, o gestor é responsável pela organização escolar e a quem cabe zelar pelo bom funcionamento da instituição, principalmente na condução da gestão pedagógica. Para exercer plenamente sua atividade, precisa de competência técnica, bem como o corpo docente; na segunda seção, a linha de ação é o professor e o Projeto Político Pedagógico; na terceira, a linha de ação diz respeito ao resultado do desempenho dos estudantes nas avaliações com foco no resultado educacional; a quarta refere-se à cultura de avaliação que deve ser criada no âmbito da unidade escolar por meio de um sistema de monitoramento; a quinta aborda a gestão dos profissionais da educação em relação ao trabalho coletivo e a sexta, o cotidiano da comunidade escolar, em especial o relacionamento interpessoal.
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O Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil

O Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil

Mesmo no nosso país, significativas mudanças ocorreram nas duas últimas décadas, como a criação da Câmara Ambiental da Indústria da Construção do Estado de São Paulo; o estudo de índices de perdas de materiais em escala nacional financiado pela Finep; a elaboração da Resolução Conama 307 sobre os resíduos; e, mais recentemente, selos – ainda voluntários – de eficiência energética de edifícios dentro do âmbito do Procel, o Programa Nacional de Uso Racional da Água. Des- taca-se o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H), que promoveu a qualidade da construção e, consequente- mente, contribuiu para a sua sustentabilidade, como exemplo, facilitou a universalização das bacias sanitárias de baixo consumo de água. Pa- ralelamente, tivemos o lançamento, no mercado, de inúmeros produtos para a economia de água (torneiras automáticas, e as já citadas bacias sanitárias de baixo consumo) e de energia (lâmpadas fluorescentes compactas, aquecedores solares), além de cimentos de baixo teor de clínquer, madeiras certificadas e plantadas etc. Essas iniciativas são muito importantes, pois representam redução real dos impactos socio- ambientais e uma mudança de mentalidade na sociedade. No entanto, ainda falta ao País uma política sistêmica, pois essas iniciativas aten- dem parcialmente aos anseios da sociedade. Falta também ao governo, em todos os níveis, dar exemplos concretos: as obras públicas, inclusi- ve as habitacionais, ainda estão imunes a essa abordagem.
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RENATA MIRANDA DE FREITAS ALENCAR O PERCURSO DA ACESSIBILIDADE DOS SERVIDORES COM DEFICIÊNCIA NA UFJF

RENATA MIRANDA DE FREITAS ALENCAR O PERCURSO DA ACESSIBILIDADE DOS SERVIDORES COM DEFICIÊNCIA NA UFJF

Primeiramente, gostaria de agradecer pela sua disposição em realizar esta entrevista e expor que sua opinião é muito importante para a construção do estudo a que me proponho. Meu objetivo aqui é ouvir sua opinião sobre a acessibilidade na UFJF, buscando analisar possíveis entraves que os servidores com deficiência têm encontrado ao longo de suas carreiras dentro da instituição. Seu ponto de vista me ajudará a entender melhor o tema dentro do contexto da UFJF, por isso, mais uma vez obrigada pela sua participação. Antes de começarmos gostaria de saber se você tem alguma pergunta sobre o objetivo dessa pesquisa ou qualquer outra coisa?
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MARCIA PEREIRA DE ALMEIDA SOUZA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MARCIA PEREIRA DE ALMEIDA SOUZA

[...]19.2.ampliar os programas de apoio e formação aos (às) conselheiros (as) dos conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEB, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos regionais e de outros e aos (às) representantes educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas públicas, garantindo a esses colegiados recursos financeiros, espaço físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom desempenho de suas funções; 19.4.estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, assegurando-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por meio das respectivas representações [...] (BRASIL, 2014, p.83-84).
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Implicações da neurocognição e da auto-eficácia na predição do funcionamento psicossocial de pessoas com esquizofrenia

Implicações da neurocognição e da auto-eficácia na predição do funcionamento psicossocial de pessoas com esquizofrenia

Para procedermos à avaliação do funciona- mento psicossocial recorremos ao instrumento Life Skills Profile (LSP, de Rosen, Hadzi-Pavlovic, & Parker, 1989). Neste estudo, utilizamos a versão portuguesa autorizada (LSP-VP-39), desenvolvida por Rocha, Queirós, Aguiar, e Marques (2006). O LSP-VP-39 é um instru- mento de observação naturalista que compreende 39 itens, descritos comportamentalmente e de forma precisa (evitando o risco de avaliações globais ou abstractas), que são cotados numa escala que varia entre um e quatro, e no qual uma pontuação mais elevada reflecte melhores níveis de funcionamento psicossocial. Estes itens agrupam-se nas seguintes cinco dimensões chave, que serão consideradas neste estudo: Auto-cuidados (e.g., higiene, vestir, preparação de alimentos), Não-perturbação (e.g., comporta- mentos ofensivos, violência, intrusividade, controlo da zanga), Contacto Social (e.g., amizades, interesses e actividades interpessoais), Comunicação (e.g., competências conversa- cionais, gestualidade) e Responsabilidade (e.g., cooperação, responsabilidade com pertences pessoais, responsabilidade na toma de medicamentos). O estudo provisório desta escala apresenta valores satisfatórios de consistência interna, com um valor de Alpha de Cronbach de α=0,86 para a escala total e com valores nas cinco dimensões que variam entre α=0,65 (Responsabilidade) e α=0,82 (Contacto Social).
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IVAN SALES DOS SANTOS UM ESTUDO DE CASO SOBRE A VIOLÊNCIA ESCOLAR EM UMA ESCOLA DA COORDENADORIA DISTRITAL DE EDUCAÇÃO 7

IVAN SALES DOS SANTOS UM ESTUDO DE CASO SOBRE A VIOLÊNCIA ESCOLAR EM UMA ESCOLA DA COORDENADORIA DISTRITAL DE EDUCAÇÃO 7

O presente estudo investiga a implementação de ações de intervenção de uma escola estadual do Amazonas, a fim de diminuir os índices de violência existentes, tendo como ponto de partida uma iniciativa da Coordenadoria Distrital de Educação 7 (CDE7), órgão vinculado à Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino do estado do Amazonas (SEDUC/ AM). Esta dissertação buscou compreender se a intervenção atingiu resultados esperados e se ela modificou a rotina da escola, principalmente, no que tange à melhoria do clima escolar e dos resultados educacionais. O estudo, de caráter qualitativo, utilizou-se da pesquisa bibliográfica, da análise de documentos da escola, tal como o Livro de Ocorrência e, também, da aplicação de entrevistas semiestruturadas, buscando as percepções dos atores envolvidos quanto às práticas de violência no cotidiano escolar. Os dados encontrados foram analisados à luz, principalmente, de autores como Abramovay e Rua (2002), Elias (2011), Bourdieu (2001). A análise realizada neste trabalho provocou algumas conclusões, o que possibilitou à proposição de um Plano de Ação Educacional voltado para a mudança no cotidiano da escola e em suas relações, a fim de que a unidade escolar diminua os índices de violência nela apresentados. Buscamos, com isso, construir um arcabouço reflexivo entorno de uma escola estadual que apresentava alto índice de violência, visando atenuar essa realidade escolar.
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA M ARCELOF ERNANDOT ERENCE

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA M ARCELOF ERNANDOT ERENCE

quantidade de mata existente não permite queimadas de tal extensão, mas em municípios como Marabá, onde ainda há áreas de mata, há mesmo dificuldade de se respirar nesses meses[r]

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DA EXTENSÃO RURAL À CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONHECIMENTO: Um desafio para o desenvolvimento local

DA EXTENSÃO RURAL À CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONHECIMENTO: Um desafio para o desenvolvimento local

São resgatados alguns momentos expressivos de aproximação e tensão entre o campo popular e o Estado brasileiro com análise sobre o histórico da Extensão Rural e sua [r]

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Processos de construção do sentido na esquizofrenia: uma perspectiva cognitiva da linguagem

Processos de construção do sentido na esquizofrenia: uma perspectiva cognitiva da linguagem

A partir da segunda metade do século XX, passaram a ser consideradas não apenas uma visão de diagnose do paciente pelo psiquiatra, mas a própria visão do paciente sobre si, na construção de uma subjetividade. Nesse caminho, Novaes (1995) usa se de conceitos de uma Psicanálise lacaniana, aliados a uma Análise do Discurso de linha francesa, para refletir a respeito da construção/apagamento de um no a partir da fala de pessoas com esquizofrenia em contraposição a um documento oficial da área médica para diagnose dos indivíduos. Dá se, desse modo, uma aos sujeitos envolvidos na pesquisa, questionando se os rótulos outrora impostos, além dos valores sociais do que seria compreensível (sentido) ou não compreensível (não sentido), vistos como critérios discursivos usados para a prática de uma exclusão social sobre o sujeito esquizofrênico.
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O RETORNO DA TERRA

O RETORNO DA TERRA

Esta dissertação de mestrado discute as “retomadas de terras” levadas a cabo pelos Tupinambá da aldeia Serra do Padeiro, sul da Bahia, Brasil. Em definição sucinta, pode-se dizer que as retomadas consistem em processos de recuperação, pelos indígenas, de áreas por eles tradicionalmente ocupadas, no interior das fronteiras da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, já delimitada, e que se encontravam em posse de não-índios. Entre 2004 e 2012, os Tupinambá da Serra do Padeiro retomaram 22 fazendas e, a despeito das tentativas de reintegração de posse – com a realização de prisões de lideranças e prática de tortura contra os indígenas –, mantêm a ocupação de todas as áreas. Concebendo o território, a um só tempo, como pertencente aos “encantados” (classe de seres não humanos com os quais convivem os indígenas), construído pelos antepassados, e como condição de possibilidade de vida autônoma, os Tupinambá compreendem sua atuação como inscrita em uma história de longa duração. Nesse sentido, as retomadas são mais que “instrumentos de pressão”, destinados a fazer com que o Estado brasileiro concluísse o processo administrativo de demarcação da Terra Indígena. Essas formas de ação são parte de uma estratégia de resistência e luta pelo efetivo “retorno da terra”, categoria engendrada pelos Tupinambá, lastreada em suas concepções territoriais, e que será debatida neste estudo. Apesar de as retomadas serem reconhecidas pela literatura antropológica como uma prática disseminada entre os povos indígenas no Brasil, elas não têm sido objeto de estudos detidos. Tendo isso em vista, por meio de incursão etnográfica e pesquisa documental, buscou-se descrever e analisar o processo de retomada do território Tupinambá, com vistas a somar esforços na construção de um quadro analítico das formas contemporâneas de resistência indígena.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB INSTITUTO DE PSICOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA CLÍNICA PRIMEIRAS CRISES PSICÓTICAS: Identificação de pródromos a partir de pacientes e familiares

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB INSTITUTO DE PSICOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA CLÍNICA PRIMEIRAS CRISES PSICÓTICAS: Identificação de pródromos a partir de pacientes e familiares

No estudo proposto por Sartorius e cols. (1992), essa diferença também se apresenta em variadas faixas etárias. As mulheres, além de um início mais tardio, teriam um curso mais brando de adoecimento e melhor prognóstico (Mari, 2001; Mueser & McGurk, 2004). Isso é decorrente, ao menos em parte, do fato de as mulheres procurarem tratamento nos estágios mais precoces, o que representa menos chances de novas hospitalizações e maior possibilidade de tratamento apenas ambulatorial (Angemeyer & cols., 1990; Goldstein, 1988). Childres e Harding (1990) constataram, nas mulheres, melhor ajustamento e menor prejuízo de personalidade pré-mórbida. A DUP (duração da psicose não tratada) também seria maior nos homens e com previsão de pior funcionamento social e pensamentos estereotipados (Larsen & cols., 1996); sendo que os homens apresentariam início mais precoce (Angermeyer & Kuhn, 1988; Folnegovic & cols., 1990; Häfner & cols,1989; Nicole & cols., 1992).
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ANELORIA COSTA GADELHA DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL A: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A GESTÃO PEDAGÓGICA

ANELORIA COSTA GADELHA DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL A: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A GESTÃO PEDAGÓGICA

A pesquisa foi elaborada com os objetivos de: (i) investigar quais as dificuldades encontradas pela equipe pedagógica da Escola A no desenvolvimento das ações do PME; (ii) descrever o funcionamento do PME na escola; e (iii) propor ações que possam contribuir para o aprimoramento das ações do Programa na escola. A pesquisa de campo teve início em 2014 com o planejamento da pesquisa documental e bibliográfica, bem como com a elaboração dos roteiros de questionários e entrevistas semiestruturadas para a coleta de dados da pesquisa de campo. Para a elaboração desses roteiros 12 , foi considerada, principalmente, a questão norteadora da pesquisa – quais as dificuldades encontradas pela equipe gestora da Escola A para realizar a implementação do PME de modo a integrá-lo nas demais atividades de ensino da escola, considerando a atuação da gestão pedagógica nesse contexto? Assim, o presente trabalho foi realizado a fim de analisar a gestão pedagógica no desenvolvimento dos projetos pedagógicos na perspectiva de educação integral presente no Programa Mais Educação.
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PRÁTICAS DE GESTÃO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NA ESCOLA ESTADUAL JOAQUIM MAURÍCIO DE AZEVEDO DE JANAÚBAMG

PRÁTICAS DE GESTÃO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NA ESCOLA ESTADUAL JOAQUIM MAURÍCIO DE AZEVEDO DE JANAÚBAMG

administrar os recursos financeiros de uma escola não é tarefa fácil. É preciso avaliar muito bem onde aplicá-los de forma que tenham reflexos na qualidade do ensino e na aprendizagem dos alunos. Para isso, o planejamento de gastos deve estar em linha com o projeto político pedagógico (PPP). As metas e os objetivos definidos nesse documento indicarão como investir para garantir o funcionamento da instituição em condições satisfatórias. O conceito pode parecer óbvio, mas nem sempre é levado a sério. Mesmo com autonomia para gerir os recursos, muitas vezes a equipe gestora se depara com o dilema de onde aplicá-los. Para tanto, deve lembrar que as decisões têm de ser tomadas em conjunto com a comunidade escolar (FRAIDENRAICH, 2010, s/p).
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