Top PDF O gênero Monnina (Polygalaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Monnina (Polygalaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Monnina (Polygalaceae) na Região Sul do Brasil.

Subarbustos decumbentes a eretos, 20-70 cm alt., xilopódio não observado. Caule densamente piloso, tricomas longos e simples ou curtos, glandulares; ramificado, com intensa ramificação basal, mediana e terminal. Folhas pecioladas, pecíolo 1-2 mm compr., estes sem nectários extraflorais; folhas dispostas em toda a extensão do caule, membranáceas; densamente pilosas, tricomas glandulares; elípticas a obovadas, lâminas com 10-45×3-20 mm; ápice emarginado, mucronado, obcordado, retuso e apiculado; base atenuada; bordo irregular ciliado. Brácteas decíduas, lanceolado-subuladas ou triangulares, 2-3,5 mm compr., pilosas, margem ciliada. Bractéolas decíduas, curto-ovadas, até 1 mm compr., pilosas, margem ciliada. Racemos 4-30 cm compr. Flores 4-5,5 mm compr., azuis, pedicelos 1-2,5 mm compr., densamente pilosos, sem nectários extraflorais. Sépalas externas glanduloso-pilosas, ápice agudo, margem ciliada; uma sépala lanceolada ou ovada, 2-2,8 mm compr.; duas sépalas ovadas, largo-ovadas ou lanceoladas, 1,8-2,1 mm compr.; sépalas internas pilosas na região dorsal mediana, largo-obovadas, espatuladas, suborbiculares ou orbiculares, 3,7-5 mm compr., ápice arredondado, cuculado, base atenuada. Pétalas laterais pilosas, pilosidade na parte interna basal, elíptico-assimétricas, 3,2-4,5 mm compr., ápice arredondado; carena 4-5,5 mm compr., ápice cuculado, levemente trilobado, amarelo. Ovário elíptico ou largo- elíptico, glabro. Fruto noz bisseminada, 4,5-5,5× 2,7-3,2 mm, obovada a cordada, glabra, reticulada, foveolada.
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O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

Polygala adenophylla ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. No Brasil é restrita à região Sul do Brasil, sendo encontrada apenas nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Trabalhos anteriores realizados com a família Polygalaceae (Wurdack & Smith 1971, Marques 1979) não citaram P. adenophylla para o Estado de Santa Catarina, e durante a realização deste trabalho também não foram encontrados registros desta espécie para o Estado. Essa situação pode ser explicada por uma possível carência de esforço de coletas ou pela atual alteração dos ambientes. Os poucos exemplares de P. adenophylla coletados no Paraná são datados das décadas de 1950 e 1960 e não há registros de coletas atuais, enquanto que no Rio Grande do Sul esta espécie é de distribuição ampla e pode ser facilmente encontrada nos mais diversos ambientes. A inexistência de coletas em Santa Catarina e os escassos e antigos registros para o Paraná podem sugerir que este táxon não ocorra mais nestes Estados, ficando restrito ao extremo Sul do Brasil e países vizinhos. Pode ser encontrada em campos rupestres, arbustivos ou graminosos, beira de estradas, topos de morros graníticos, em solos pedregosos, secos ou úmidos. Floresce e frutifica em todos os meses do ano.
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Diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da região Sul do Brasil: uma análise com micro dados.

Diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da região Sul do Brasil: uma análise com micro dados.

É importante observar que nessa categoria se encontra a maior parte dos estudos empíricos sobre discriminação. Nela se integra o presente trabalho, em cujo modelo utilizado para mensurar os diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da Região Sul do Brasil está implícita a hipótese da discriminação de um grupo de indivíduos que possuem produtividades iguais, mas recebem salários diferentes ou tratamento diferenciado, seja por causa de sua raça, sexo ou origem, sem que tais características tenham efeito sobre sua produtividade. Assim, após fazer um breve resumo sobre como a discriminação vem sendo tratada pelos economistas, a seguir é descrito o procedimento empregado na sua mensuração.
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Câncer de mama: mortalidade crescente na Região Sul do Brasil entre 1980 e 2002.

Câncer de mama: mortalidade crescente na Região Sul do Brasil entre 1980 e 2002.

O câncer de mama é apontado como o tipo de câncer mais prevalente no mundo. No Brasil, as taxas de mor- talidade por câncer de mama continuam elevadas, observando-se diferenças inter-regionais. Foi realiza- do um estudo ecológico de série temporal (1980-2002) na Região Sul, com dados anuais do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS), pa- ra avaliar o comportamento do coeficiente de morta- lidade por câncer de mama, padronizado por idade. Utilizou-se regressão linear simples e múltipla para estimar as taxas de mortalidade e as diferenças entre os três Estados. O Rio Grande do Sul parte de um pa- tamar mais elevado e apresenta maior taxa média de mortalidade (14,45), sendo significativamente dife- rente (p < 0,001) quando comparado com Santa Cata- rina (8,93) e Paraná (9,95). Observou-se um aumento anual de 0,47 óbito na taxa de mortalidade por câncer de mama, independente do Estado. Conclui-se que há uma tendência similar de aumento da mortalidade por câncer de mama nos três Estados da Região Sul, com índices significativamente maiores no Rio Grande do Sul, enfatizando-se a importância da identificação dos fatores relacionados a esse quadro alarmante e o estabelecimento de medidas efetivas a fim de reverter esses números.
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Distribuição geográfica e escoamento da produção de biocombustíveis da região sul do Brasil

Distribuição geográfica e escoamento da produção de biocombustíveis da região sul do Brasil

A agroindústria brasileira se destaca no cenário mundial, o país é o segundo maior produtor de soja e também o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, sendo estas, as duas principais matérias-primas para a produção de biocombustíveis do país. O objetivo desta pesquisa concentrou-se na análise do escoamento da produção de biocombustíveis da Região Sul do Brasil. Partiu-se da espacialização das usinas cadastradas na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, sobrepondo as ferrovias e as principais rodovias federais presentes nos três estados. De acordo com a agência, a região possui 48 usinas cadastradas em sua plataforma, das quais, 35 estão localizadas no Paraná, 12 no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina. Conforme analisado, o modal rodoviário é o mais utilizado na Região Sul para o transporte de biocombustíveis, seguido pelo modal ferroviário.
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Alstroemeriaceae na Região Sul do Brasil.

Alstroemeriaceae na Região Sul do Brasil.

Alstroemeriaceae compreende ervas perenes eretas ou volúveis, rizomatosas de folhas geralmente ressupinadas. É encontrada em quase todos os tipos de hábitats, de florestas a brejos e até desertos. A família está representada na Região Sul do Brasil pelo gênero Alstroemeria L., incluindo 9 espécies: Alstroemeria albescens M.C.Assis, A. amabilis M.C.Assis, A. apertiflora Baker, A. cunha Vell., A. inodora Herb., A. isabelleana Herb., A. malmeana Kraenzl., A. psittacina Lehm., A. sellowiana Seub. ex Schenk, e pelo gênero Bomarea Mirb. incluindo apenas a espécie B. edulis (Tussac) Herb. Neste trabalho são apresentadas nova sinonimização, chaves de identificação, descrição das espécies, ilustrações e comentários.
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O gênero Merremia (Convolvulaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Merremia (Convolvulaceae) na Região Sul do Brasil.

Merremia Dennst. ex Endl. compreende aproximadamente 60 espécies, amplamente distribuídas nos trópicos e subtrópicos de ambos os hemisférios. Das 14 espécies do gênero conhecidas para o Brasil, nove foram confirmadas para a Região Sul: M. cissoides (Lam.) Hallier f., M. digitata (Spreng.) Hallier f. var. digitata, M. digitata var. elongata (Choisy) D.F.Austin & Staples, M. dissecta (Jacq.) Hallier f., M. hassleriana (Chodat) Hassl., M. macrocalyx (Ruiz & Pav.) O’Donell, M. tomentosa (Choisy) Hallier f., M. tuberosa (L.) Rendle e M. umbellata (L.) Hallier f. São fornecidos chave de identificação, descrições morfológicas, dados de distribuição geográfica, hábitat e ilustrações dos táxons. Merremia hassleriana constitui uma nova ocorrência para o Paraná.
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Parasitismo de Gallus Gallus (Linnaeus, 1758) por espécies de Phthiraptera em criações coloniais na região sul do Rio Grande Do Sul, Brasil.

Parasitismo de Gallus Gallus (Linnaeus, 1758) por espécies de Phthiraptera em criações coloniais na região sul do Rio Grande Do Sul, Brasil.

Este estudo foi realizado com o objetivo de conhecer os piolhos (ordem Phthiraptera: Subordens Amblycera e Ischnocera) infestantes de galinhas de criações coloniais no Sul do Rio Grande do Sul. Cinquenta fêmeas adultas foram examinadas, de 10 propriedades rurais localizadas em 5 dife- rentes municípios. As aves foram eutanasiadas e posteriormente lavadas com água e detergente para coleta dos ectoparasitos através de filtragem por passagem em tamis com malha de 150 µm, separando-se em sedimento e sobrenadante, os quais foram preservados em etanol 70% até os processos de triagem e identificação. Cerca de 19.437 piolhos foram examinados e apresentaram a seguinte composição específica: os resultados indicam que a fauna de Phthiraptera em galinhas caipiras na região é composta por: Menopon gallinae (85,9%), Goniodes dissimilis (6,1%), Lipeurus caponis (3,0%), Goniocotes gallinae (2,5%), Menacanthus pallidus (2,1%) e Menacanthus stramineus (0,1%). Constatou-se que todas as aves examinadas estavam parasitadas por uma ou mais espé- cies de Phthiraptera, com predomínio de infestações múltiplas e moderadas (101 a 1.000 piolhos/ ave). M. gallinae é a espécie mais prevalente e abundante (100% das aves parasitadas e média de 334,1 espécimes/ave). O grau de infestação das aves variou entre as propriedades, com médias de 41,2 a 680 piolhos/ave.
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O gênero Collaea DC. (Leguminosae, Papilionoideae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Collaea DC. (Leguminosae, Papilionoideae) na Região Sul do Brasil.

Material selecionado: BRASIL. Paraná: Castro, estrada do Cerne, Rio Cunhaporã, 14/X/1968, fl., G. Hatschbach 20072 (HB). Mangueirinha, BR-449, Km- 22, 26°20’06,3”S 52°07’01,6”W, 18/XII/2006, fl ., G. B. Ceolin 111 (ICN). Palmas, em direção a Mangueirinha, 26º21’40,4”S 52º06’04,0”W, 18/XII/2006, fl .fr., G. B. Ceolin 121 (ICN). Ponta Grossa, Parque de Vila Velha, 18/X/1961, fl ., G. Pabst 5958 & E. Pereira 6131 (HB). Santa Catarina: Campos Novos, BR-282, 27°21’30,0”S 51°19’27,0”W, 1263 m, 10/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 051 et al. (ICN). Capão Alto, BR-116, Km-274, 27°59’02,2”S 50°31’04,6”W, 11/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 061 et al. (ICN). Capinzal, entrada da cidade, 13/IX/1963, fl ., R. Reitz & R. M. Klein 16197 (HBR, FLOR). Lages, indo para Capão Alto, BR-116, cerca de 20m antes da ponte sobre o Rio Caveiras, 27°52’31,3”S 50°24’13,7”W, 11/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 060 et al. (ICN). São Joaquim, São Francisco Xavier, 1200 m, 4/II/1963, fl ., R. Reitz 6674 (HBR). Rio Grande do Sul: Alegrete, Cerro do Tigre, X/1985, fl ., M. Sobral et al. 4425 (ICN). Bom Jesus, indo para São José dos Ausentes, 06/I/1988, fl ., A. Zanin 89 (ICN). Porto Alegre, Morro do Osso, 15/IX/1995, fl ., R. S. Rodrigues 356 (ICN). São Francisco de Assis, 19/XII/2000, fl ., S. T. S. Miotto & R. L. C. Bortoluzzi 843 (ICN).
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O gênero Bulbophyllum (Orchidaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Bulbophyllum (Orchidaceae) na Região Sul do Brasil.

1,9–3,5 cm, elíptica a oblonga, ápice obtuso a agudo. Inflorescência 19–36 flores; escapo 20,3–38 cm compr.; raque 12,6–25,1 cm compr., ereta a pêndula. Sépalas verdes com pontuações purpúreas; sépala dorsal 8–10 × 3–4,5 mm, lanceolada, 3-nervada, margem glabra, ápice agudo; sépalas laterais 8–10,5 × 3–4 mm, lanceoladas, 3-nervadas, margem glabra, ápice agudo; pétalas 3–4 × 1–2 mm, linear- lanceoladas, brancas com pontuações purpúreas, 1-nervadas, margem pilosa, ápice agudo; labelo 4,5– 5 × 2–4 mm, lobo mediano orbicular, lobos laterais orbiculares, purpúreo, calo com sulco, margem inteira, pilosa, tricomas da margem apical maiores que os da face, ápice truncado, explanado, liso. Material selecionado: SANTA CATARINA: Bombinhas, 4.V.2010, fl., W.S. Mancinelli & L. Ceolin 1217 (UPCB). Bulbophyllum meridense ocorre no Peru, na Venezuela e no Brasil (BA, ES, MG, PE, SC). No sul do Brasil a espécie foi encontrada somente em Santa Catarina, na Floresta Ombrófila Densa, entre altitudes de 1 a 300 m. Floresce entre os meses de abril e dezembro. Assemelha-se a B. peri Schltr. e B. tripetalum Lindl., porém os tricomas longos do labelo e ápice truncado do lobo mediano diferenciam esta espécie.
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Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil

Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil

Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil. A análise de coleções herborizadas, literatura especializada e trabalhos de campo revelaram a ocorrência de 75 táxons correspondentes a 36 espécies, quatro subespécies e 35 variedades para o gênero Senna na Região Centro-Oeste. Os estados do Mato Grosso e Goiás foram os mais representativos com 26 e 25 espécies, respectivamente, seguidos pelo Mato Grosso do Sul e Distrito Federal com 23 e 18 espécies cada. Doze espécies foram comuns aos quatro estados da região estudada, cinco (S. corifolia, S. neglecta, S. pentagonia, S. rostrata e S. uniflora) foram encontradas apenas em Goiás, cinco (S. macrophylla, S. latifolia, S. paraensis, S. quinquangulata e S. tapajosensis) no Mato Grosso, duas (S. hilariana, S. paradictyon) no Mato Grosso do Sul, e S. septemtrionalis no Distrito Federal. São apresentadas chaves, ilustrações com caracteres diagnósticos dos táxons e comentários sobre a distribuição geográfica deles. Palavras-chave: Fabaceae, diversidade, Domínio Cerrado, taxonomia.
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Helmintos do cachorro do campo, Pseudalopex gymnocercus (Fischer, 1814) e do cachorro do mato, Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) no sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Helmintos do cachorro do campo, Pseudalopex gymnocercus (Fischer, 1814) e do cachorro do mato, Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) no sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

zoonóticas. Considerando-se que suínos selvagens podem se infectar e albergar metacercárias, atuariam como hospedeiros intermediários ou paratênicos de A. alata (SLAVICA et al., 2002) e servindo de fonte de infecção tanto para os canídeos silvestres como para o homem. Situação semelhante pode ocorrer na região em estudo, onde o javali (Sus scrofa ferus) encontra-se disseminado, podendo atuar como fonte de infec- ção. Parasitismo por A. heterolecithodes foi encontrado so- mente em C. thous e com baixa prevalência geral, 2,5%. Este trematódeo apresenta baixa especificidade pelos hospedeiros, já tendo sido encontrado parasitando uma ampla gama de gru- pos zoológicos (PAULSEN et al, 1999; DIGIANI, 2000). O diagnóstico do parasitismo por A. caninum e Strongyloides sp. pode ser explicado pela presença do hospedeiro preferen- cial Canis familiaris na área de captura dos animais. Nesta região é cultural e funcional, o uso de cães no manejo de cam- po com os rebanhos ovino e bovino, o que determina que es- tes animais se desloquem em habitat dos canídeos silvestres, havendo uma sobreposição de nichos entre espécies de canídeos silvestres e domésticos (DOTTO, 2001) e com isso a possibilidade de infecção cruzada entre os hospedeiros, as- sim como pelas próprias fezes, que tem sua dispersão maximizada pela característica comportamental de demarca- ção de território com fezes e urina (COOPER, 2003). Exis- tem, relativamente, poucos trabalhos sobre a helmintofauna de canídeos silvestres na Região Neotropical e nenhum autor até o momento relatou a presença do gênero Molineus Cameron, 1923. Segundo Durette-Desset e Chabaud (1981) o gênero Molineus parasitaria carnívoros de várias partes do mundo e também primatas não humanos neotropicais. A pre- valência de C. hepatica (10%) foi observada em canídeos adultos, possivelmente, causada pelo aumento da exposição a ovos embrionados e também devido ao regime alimentar des- tes animais, que inclui pequenos roedores e seus cadáveres (CROWELL et al. 1978). O parasitismo por Centrorhynchus sp. (Luhe, 1911) apresentou prevalência geral de 2,5%. É um acantocéfalo com grande número de espécies (PETROCHENKO, 1971) e está presente em outro hospedei- ro da região em estudo, Didelphis albiventris com prevalên- cia de 40% (MÜLLER, 2005). A ocorrência de parasitos iden- tificados em nível de Filo Acanthocephala e do gênero Centrorhynchus em Canideos silvestres é justificada pela di- eta dos hospedeiros que, apesar de serem nominados como carnívoros, apresentam uma dieta onívora, incluindo uma gran- de quantidade de vertebrados e invertebrados que podem atu- ar como hospedeiros intermediários ou paratênicos de acantocephalos (GOLDBERG; BURSEY, 2003; DOTTO, 2001; JÁCOMO, 2004).
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Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

O objetivo desta pesquisa foi analisar os contextos geográficos de mortalidade por suicídio no Brasil e a capacidade de resposta dos serviços de saúde mental. No Brasil, em um período de quinze anos (1997 a 2011), foram registrados mais de cento e vinte mil suicídios; quantidade muito superior a outros tipos de mortalidades com maior evidência nas políticas públicas e na mídia. A abordagem metodológica foi predominantemente quantitativa, tanto pelas limitações da pesquisa na escala nacional quanto pela disponibilidade de dados oficiais e atualizados, como, por exemplo, os dados de morbimortalidade no DATASUS (Ministério da Saúde), e sócio-demográficos no IBGE. A construção de um banco de dados geográfico da saúde mental brasileira e o emprego de técnicas bioestatísticas foram fundamentais para etapa analítica e para elaboração dos mapas, dos gráficos e das tabelas. A revisão sistemática da literatura possibilitou a identificação dos fatores protetores e predisponentes ao suicídio, a análise comparativa e o desenvolvimento teórico- metodológico do trabalho. A interdisciplinaridade, a análise multiescalar e o emprego da estatística espacial viabilizaram a identificação de contextos geográficos com mal-estar/ bem-estar psicossociais. A distribuição espaço-temporal dimensionou a magnitude do suicídio como importante problema de saúde pública. Os perfis sociodemográficos (gênero, faixas etárias, cor, estado civil, escolaridade e local de ocorrência) nacional e da região com suicídio endêmico no Sul do Brasil permitiram a diferenciação regional do suicídio; a inversão do efeito protetor da população de cor preta e a vulnerabilidade da população indígena (quando comparados os resultados da escala nacional e regional), a construção de geoindicadores e índice de saúde mental, a identificação dos grupos mais vulneráveis ao suicídio, as respectivas proporções populacionais e a necessidade da regionalização a partir das interações espaciais como contribuições para viabilizar a implementação de programas de intervenção. A presente pesquisa, predominantemente exploratória e descritiva, contribui para inserir a saúde mental na agenda de pesquisa da Geografia da Saúde brasileira e coloca a discussão sobre os poucos trabalhos que discutem o suicídio nas Ciências Humanas e Sociais no país.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Desse modo, foi possível ao governo brasileiro pagar a Imbel pelas bombas BFG-920 de 375 kg de tritonal, equivalente à norte-americana MK-84; o Brasil pode adquirir novos AMX à Embraer para o uso da Força Aérea Brasileira enquanto transferia prontamente os seus para a Força Aérea Boliviana. Como os bolivianos já possuíam pilotos experimentados no uso de jatos AT-33 Shooting Star, não houve a menor necessidade da transferência de pessoal militar brasileiro. Ao contrário da Venezuela, o Brasil fez questão em manter uma atitude respeitosa frente à soberania boliviana. Os pilotos bolivianos vinham ao Brasil para o treinamento, depois do que cruzavam novamente a fronteira já pilotando o próprio avião transferido. Isso permitiu a renovação da frota de AMX que, com os novos modelos incorporados com aviônicos avançados, estendeu sua vida útil para 2040. O sistema passou a ser utilizado por outros ramos. Todo equipamento disponível e em condições de uso passou a ser transferido enquanto seu valor era aplicado na aquisição de congêneres novos. Foi assim que o Brasil deu início à substituição de Cascavéis e Urutus por Rooikats e de seus velhos obuseiros 155 mm norte-americanos pelos G6-52L Sul-Africanos. Foi graças ao artifício de considerar os gastos militares como investimento que foi possível alavancar o início de uma cooperação militar efetiva com a África do Sul genericamente já prevista no âmbito dos acordos IBAS 99 , devido às aquisições de material bélico.
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OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

Para isto, o país precisa ampliar as discussões a respeito do novo marco regulatório e do destino final dos rendimentos petrolíferos. Faz-se necessário a construção de mecanismos de re- investimento das rendas obtidas com um produto finito, em outros setores produtivos, preferencialmente em na geração de energia limpa, que permita ao país consolidar sua posição de potência energética mesmo após o fim do petróleo do pré-sal. Isto pode ser viabilizado direcionando-se os recursos do pré-sal diretamente no processo de desenvolvimento tecnológico e produtivo para viabilizar a transição para a “Era pós-petróleo”. O futuro Fundo destinado a captar os recursos do pré-sal, pode muito bem ser um Fundo para investimento em energia limpa, para garantir a construção de uma nova civilização da “Era pós-petróleo”. Com apenas uma parte dos recursos do pré-sal destinados ao Fundo Social, investidos em tecnologias de uso múltiplo, meios produtivos e infra-estrutura de energia limpa, desde que estas economizem ou substituam o petróleo, gerando energia, emprego e renda, de forma mais diversificada, descentralizada e sustentável. A síntese deste processo estaria no planejamento estratégico para a ampliação da Segurança Energética de longo prazo do Brasil, integrando extensas cadeias produtivas e de fornecedores de equipamentos e serviços para a exploração petrolífera e geração de energia mais limpa, em cooperação com seus vizinhos sul-americanos.
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VIZENTINI 2007 OBrasil,oMercosuleaintegraçãodaAméricadoSul

VIZENTINI 2007 OBrasil,oMercosuleaintegraçãodaAméricadoSul

Com o processo de impeachment do presidente Collor, sua renúncia e o estabelecimento do governo Itamar Franco (de 1992 a 1995), bem como pelos resultados predominantemente negativos e a frustração decorrente da aliança com Washington e da estratégia neoliberal de desregulamentação da economia, privatizações e abertura passiva (sem compensações) ao mercado internacional, era natural uma mudança de rumos mais acentuada na política externa. A nova diplomacia procurava manter os desacordos com os EUA num baixo perfil, confrontando apenas os problemas pontuais. Fernando Henrique Cardoso afirmou em 1993, quando era Ministro das Relações Exteriores que “é verdade que os EUA individualmente são nosso maior parceiro. Mas uma integração privilegiada com eles seria impossível, dado que o próprio dinamismo e a própria vitalidade das nossas importações para o mercado norte-americano, onde enfrentamos não raro muitas restrições. Os EUA não abrem seu mercado para o Brasil. Não é o Brasil que tem as chaves das portas para a América do Norte”.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

A idéia da construção de um gasoduto entre a Bolívia e o Brasil remonta à Conferência de Paz da Guerra do Chaco em 1938. Combalida pela guerra, interessava à Bolívia fontes de recursos externos que, se planejava, poderiam ser obtidos pela exportação de hidrocarbonetos para o Brasil, país com quem mantinha, à época, boas relações diplomáticas em decorrência do apoio tácito que por ele lhe foi prestado durante a guerra. Durante a Conferência, chegou-se à formulação do Acordo de Roboré, por meio do qual o Brasil recebia direitos por vinte anos de exploração e importação dos hidrocarbonetos bolivianos. No entanto, até 1958, quando o acordo estava prestes a caducar, nada de efetivo havia-se realizado. O governo revolucionário de Paz Estenssoro, então, a fim de aumentar sua receita externa para amenizar suas dificuldades econômicas doméstica, pressiona o Brasil para que o acordo tivesse realização material. Novas negociações têm início levando à assinatura das Notas Reversais ao Acordo de Roboré. Contudo, o acordo não recebeu ratificação por parte do parlamento brasileiro, em virtude da grande celeuma interna que provocou em um momento de intenso nacionalismo econômico. Durante o governo militar brasileiro, estudou-se novamente a viabilidade da construção de um gasoduto entre Brasil e Bolívia em razão do aumento da vulnerabilidade energética do país, seguindo o primeiro choque do petróleo, sem que novamente se alcançasse algo de concreto. A outra opção que veio a se apresentar à Bolívia foi a exportação de gás para a Argentina, ainda na década de 1970. Uma vez que a Argentina já tinha um mercado de gás bem desenvolvido, as exportações bolivianas serviam apenas para complementar a oferta doméstica, em volumes não muito significativos. 35
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O Brasil e o Mundo: a política externa e suas fases

O Brasil e o Mundo: a política externa e suas fases

Para escapar à acen- tuada dependência frente aos Estados Unidos e para barganhar termos mais favoráveis para essa relação, o Brasil ampliou sua diplomacia para outros pólos capitalist[r]

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A Guerra do Chaco

A Guerra do Chaco

Madeira, todo o comércio das regiões do Beni, Madre de Dios e Orton, na Bolívia, e facilitar a ligação com La Paz, como tinha igualmente o objetivo de reduzir e eliminar a dependência em relação aos rios da Bacia do Prata, que tornava bastante vulneráveis o transporte de mercadorias e as comunicações com os Estados de Mato Grosso, Goiás, parte de São Paulo e Paraná, no oeste brasileiro. Sua construção, já tentada, desde 1874, pelo Coronel norte-americano George Earl Church, começou, oficialmente, em 1907 e as obras – a extensão dos trilhos por 364 km até Guajará-Mirim – só terminaram cinco anos depois, em 1912, a um custo de milhares de mortos, vitimados pela malária, flechas, feras e outras adversidades das selvas. O ramal até Villa Bella não foi estendido porque, nesse ínterim, a Bolívia, em conseqüência da queda do preço da borracha no mercado internacional, manifestou ao Brasil interesse na modificação do seu traçado, objeto então de três protocolos (1901, 1912 e 1925), que malograram, levando os dois países a, em 25 de dezembro de 1928, celebrarem o Tratado de Limites e Comunicações Ferroviárias. E qualquer avanço na execução do projeto não houve. Pelo contrário, o projeto que conforme o Protocolo de 1925 fixara, visava à ligação Corumbá – Santa Cruz de la Sierra, substituído fora por outro, de importância econômica inferior, ao mesmo tempo em que impunha à Bolívia o compromisso de executar “um plano de construções ferroviárias”, tão difuso quanto irrealizável, porquanto ela não dispunha dos recursos necessários à consecução de semelhante empreendimento 52 .
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Uso, ocupação das terras e banco de dados geográficos da metade sul do Rio Grande do Sul.

Uso, ocupação das terras e banco de dados geográficos da metade sul do Rio Grande do Sul.

Foram integrados ainda ao BDG os dados dos municípios na forma de três instrumentos públicos de gestão territorial: 1) Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul (RIO GRANDE DO SUL, 1994a), fórum de discussão e de decisão, que objetiva a promoção do desenvolvimento regional, harmônico e sustentável, por meio da integração dos recursos e das ações de governo na região; 2) Associação dos Municípios da Zona Sul (AZONASUL, 2006), que objetiva realizar ações integradas, visando ao desenvolvimento econômico, social e cultural da região, e promover levantamentos e estudos voltados ao desenvolvimento regional; e 3) Comitê da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim (RIO GRANDE DO SUL, 1994b), o qual objetiva a gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos por meio da implementação dos instrumentos técnicos de gestão, da negociação de conflitos e da promoção dos usos múltiplos da água, integrando ações governamentais. Por fim, visando analisar espacialmente a distribuição das diferentes classes de uso e ocupação, foram utilizados diferentes procedimentos em ambiente de SIG: consultas espaciais a partir das informações geocodificadas e dos dados vetoriais via linguagem SQL (Linguagem de Consulta Estruturada), operadores de contexto, operadores matemáticos e avaliações estatísticas. Alguns resultados foram analisados considerando informações do Atlas Socioeconômico do RS de 2005 e do Censo Agropecuário de 2006, por serem estudos com datas próximas às da maioria das datas das imagens de satélites utilizadas.
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