Top PDF O papel do advogado no direito da família e das crianças | Julgar

O papel do advogado no direito da família e das crianças | Julgar

O papel do advogado no direito da família e das crianças | Julgar

28 Em Inglaterra existem, ainda hoje, duas profissões legais distintas: o barrister e o solicitor. Os primeiros são os que são aceites nas associações profissionais (bar), usam cabeleiras em julgamento e são identificados como sendo “os pensadores do direito”. Detêm competência em todas as jurisdições e, nas mais pequenas, podem ter a concorrência dos solicitors. Os solicitors são tidos como uma profissão jurídica inferior aos barristers, não podem litigar nos tribunais superiores e têm um papel intermediário entre os barristers e os clientes. Preparam as provas, interrogam as testemunhas e tratam das despesas e da cobrança de honorários. Para maiores desenvolvimentos, cf. L AMY , António Sousa, Advogados …., ob.cit., pp. 71 ss..
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A utilização dos meios consensuais de resolução de conflitos em Direito de Família e o papel da Defensoria Pública MESTRADO EM DIREITO

A utilização dos meios consensuais de resolução de conflitos em Direito de Família e o papel da Defensoria Pública MESTRADO EM DIREITO

Começou com quase duas horas de atraso e o juiz estava com muita pressa: ele entrou na sala, nem se apresentou e já foi falando sobre o caso. Também percebi que ele estava com pressa porque quando eu comecei a contar o ocorrido ele enfiou a cabeça dentro daquele monte de papel do processo e ficou virando as páginas para frente e para trás. Parei de falar por um instante e ele disse: ‘pode falar que eu estou ouvindo!’. Comecei novamente a falar sobre o que eu queria e ele disse que era para eu chegar logo no ponto; continuei um pouco inseguro e ele esclareceu que eu estava falando sobre coisas que não eram ‘objeto da lide’. Não entendi muito bem, mas avancei falando e definitivamente fui interrompido porque o ponto que eu deveria falar era aquele do processo: era para falar do valor que o advogado pediu; quando eu comecei a falar do dinheiro ele começ ou a ler ‘de novo’ o caso; capotou o processo para um lado e para o outro sem prestar atenção no que eu estava falando. Percebi que ele realmente estava com pressa e não ia me ouvir. Parei de falar. Eu havia me preparado muito e tinha todo o tempo do mundo para contar o caso e buscar uma solução. No fundo eu até entendi que para o juiz eu era só mais um número. Para mim, resolver o caso com meu vizinho era realmente muito importante.
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O papel do médico de família como advogado do doente: caso clínico de endocardite

O papel do médico de família como advogado do doente: caso clínico de endocardite

Cerca de uma semana após a alta, o doente recorreu à consulta com a sua médica de família, sendo referen- ciado às especialidades de neurologia e medicina física e reabilitação com vista à recuperação funcional. Ainda em maio de 2014 voltou à consulta, para renovação de CIT, constatando-se que apresentava algumas dificulda- des em lidar com a situação e os défices funcionais ine- rentes, pelo que foi pedido o apoio da psicologia. Durante este mês teve, como complicações, anemia hemolítica (atribuída à válvula mecânica) e novo episódio de AVC (ressonância magnética apresentava sinais de enfarte is- quémico cortico-subcortical parietal direito em fase su- baguda, associado a pequenas áreas de transformação hemorrágica cortical, bem como várias lesões isquémi- cas não recentes). O doente manteve os tratamentos de fisioterapia, com recuperação parcial. No entanto, em dezembro de 2014, a avaliação neuropsicológica ainda identificou defeitos nos processos de atenção sustenta- da e dividida, baixa iniciativa verbal semântica e fonoló- gica, diminuição da iniciativa grafomotora, dificuldade na realização de operações aritméticas mais complexas por cálculo mental, a par de baixa flexibilidade mental; o doente é autónomo nas atividades de vida diárias bá- sicas, embora com alterações cognitivas que interferem na realização de tarefas de maior complexidade.
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O direito das crianças a uma família: perceções acerca da medida de acolhimento familiar

O direito das crianças a uma família: perceções acerca da medida de acolhimento familiar

25 confidencialidade de todos os elementos relativos à sua vida íntima, pessoal e familiar, a ter contactos com o gestor de processo e com os profissionais envolvidos no seu processo de promoção e proteção, com a CPCJ, com o MP, com o tribunal e com o seu advogado, em condições de confidencialidade, para esclarecimento de dúvidas, apresentação de reclamações e queixas ou qualquer outra forma da manifestação da sua vontade, acesso à informação do seu processo de promoção e proteção, tendo em consideração a sua idade e capacidade de compreensão (nos termos do n.º 4.º do artigo 88.º da LPCJP), privacidade e intimidade, usufruindo, de acordo com a sua idade e maturidade, de um espaço próprio, dos seus pertences, bem como à reserva da sua correspondência, contactos telefónicos ou outros meios de comunicação, a permanecer na mesma FA durante o período de execução da medida, salvo se houver decisão de transferência que melhor corresponda ao seu superior interesse, ao seu projeto de vida, a acolhimento, sempre que possível, em FA próxima do seu contexto familiar e social de origem, à não separação de irmãos em AF, exceto se o seu superior interesse o desaconselha, à manutenção regular, e em condições de privacidade, de contactos pessoais com a família de origem e com as pessoas com quem tenha especial relação afetiva, à continuidade em várias áreas da sua vida, como os contextos educativos, culturais, desportivo, bem como interesses, rotinas próprias ou gostos pessoais, à atribuição de apoios, pensões e prestações sociais a que tenha direito, à atribuição de dinheiro de bolso, de acordo com a idade, à participação na vida familiar e social da FA.
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Castigos corporais na educação das crianças | Julgar

Castigos corporais na educação das crianças | Julgar

penal, as quais, devido à falta de mérito da pena apenas eliminam o injusto penal. Assim, a supressão do direito de correção no direito civil não impede que se admita que o injusto penal se exclui, porque a intromissão do estado na família aparece como politico-criminalmente inoportuna. Isso leva a que, ainda que admitindo sem sombra de dúvida que os castigos físicos estão proibidos no direito da família, se evite uma criminalização da família, vide, ROXIN, (nota 27), p. 236-237. De acordo com a nossa posição, vide, SOTTOMAYOR, (nota 19), refere que “A convicção dos tribunais em considera r este direito uma causa de exclusão da ilicitude, mais não significa do que um vestígio cultural da antiga patria potestas do Direito Romano, que criou um entendimento das relações pais-filhos, como relações de domínio” e também o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, numa decisão de Setembro de 1998, que condenou o Reino Unido a pagar uma indeminização a um menino inglês vítima de castigos corporais pelo padrasto, na medida em que a legislação inglesa permitia – e ainda permite - a aplicação de castigos moderados na educação dos menores, vide, Abolishing corporal, (nota 25), p. 12-14.
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O papel da família no bem-estar subjetivo das crianças

O papel da família no bem-estar subjetivo das crianças

entrevistadas referir que são consideradas neste processo, o número não é tão expressivo como em questões anteriores. Os resultados obtidos com esta questão apontam para os objetivos deste trabalho, nomeadamente a importância de as crianças serem ouvidas, no espaço familiar e pelos adultos, em geral, de serem valorizadas enquanto sujeitos ativos, atores sociais e cidadãos, com capacidade de ver e descrever o seu mundo, expressar os seus pontos de vista e participar no seu processo de bem-estar. Este pressuposto está, aliás, explícito na Convenção dos Direitos das Crianças, que aborda o direito de as crianças participarem nas decisões sobre os assuntos que afetam as suas vidas. Quando o fazem, as crianças tornam-se sujeitos intervenientes no mundo que as rodeia.
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O papel da Autoridade Central na Convenção da Haia de 1980 | Julgar

O papel da Autoridade Central na Convenção da Haia de 1980 | Julgar

É apresentada a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, enquanto Autoridade Central Portuguesa para a Convenção da Haia de 1980, de 25 de Outubro, sobre os aspetos civis do rapto internacional de crianças. É explicada a intervenção da Autoridade Central nos casos de pedido de regresso da criança e de pedidos de exercício do direito de visitas, quer enquanto entidade requerente quer enquanto entidade requerida. É referida também a utilização do Regulamento (CE) nº. 2201/2003, de 27 de Novembro, nos casos que envolvem Estados-Membros da União Europeia. Finalmente são apresentados alguns dados estatísticos relativos à intervenção da Autoridade Central Portuguesa nas situações abrangidas pela Convenção da Haia de 1980.
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Relevância das (outras) soluções plausíveis  da questão de direito | Julgar

Relevância das (outras) soluções plausíveis da questão de direito | Julgar

Sendo impugnado o saneador-sentença, a intervenção do tribunal superior não versa sobre uma pronúncia de facto. O tribunal da Relação, estando em causa, por exemplo, o primeiro erro referido, não altera o pretérito julgamento livre de um facto (da competência das instâncias), de provado para não provado, pois nunca ocorreu tal julgamento (no sentido acima apontado). O tribunal superior, adotando diferente critério normativo (de direito probatório), limita-se a constatar que não existe base suficiente para a decisão de direito – está em falta, total ou parcialmente, o julgamento de facto nos exatos termos impostos pelas normas de direito probatório. É indispensável a constituição (ou ampliação) da fase factual necessária ao julgamento de direito, o que obriga à realização do julgamento dos fundamentos alegados. Assim, desestimando o enquadramento da decisão pelo regime vertido no art. 615.º, basta-nos reconhecer que a errada escolha de um critério normativo impediu a causa de adquirir a base factual necessária ao julgamento de mérito, ferindo a decisão antecipada com a nulidade prevista na parte final da al. c) do n.º 2 do art. 662.º.
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FAMÍLIA ACOLHEDORA E A PRESERVAÇÃO DO DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

FAMÍLIA ACOLHEDORA E A PRESERVAÇÃO DO DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O acolhimento institucional se diferencia do acolhimento em família acolhedora quanto a metodologia e à natureza jurídica, sendo a segunda considerada outra forma que não a institucionalização, ambos são modalidades de atendimento integral de proteção social especial de alta complexidade do Suas (Sistema Único de Assistência Social). Cumprem a finalidade de acolher e oferecer proteção integral aos menores quando necessitam ser afastados temporariamente do convívio familiar de origem, sendo ausente a proteção e cuidado dispensada pela família (VALENTE, 2013).
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A concentração de competências nos processos de rapto internacional de crianças | Julgar

A concentração de competências nos processos de rapto internacional de crianças | Julgar

Assim, o actual modelo de reorganização judiciária assumiu como objectivo estratégico, entre outros, a instalação da jurisdição especializada a nível nacional mas, com o alargamento da base territorial das circunscrições judiciais, “a oferta de especialização para cada comarca em matéria de família e menores” procurou ser “adequada não só ao volume processual expectável para os municípios integrados na comarca mas, sobretudo, à respectiva dimensão geográfica, às frequentes deslocações e, também à inadequada oferta de transportes públicos” cingindo a delimitação da competência territorial”, “em certos casos, apenas a alguns municípios da comarca” (preâmbulo do Decreto-Lei n.º 49/2014, de 27 de Março).
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O papel do AdvogadoGeral da União no controle abstrato de : curador da lei, advogado público ou parecerista?

O papel do AdvogadoGeral da União no controle abstrato de : curador da lei, advogado público ou parecerista?

De acordo com este entendimento divergente, e tomando por base o trecho acima transcrito, haveria duas hipóteses que afastariam o dever imposto ao Advogado-Geral da União pelo art. 103, §3° da Constituição, a saber: (i) quando a norma fosse manifestamente inconstitucional e (ii) quando a norma já tivesse sido declarada inconstitucional, em controle difuso, pelo próprio STF. Deve-se ressaltar que, embora eventualmente possam coincidir, são hipóteses, a rigor, distintas, pois, enquanto esta última envolve um fato – a existência de declaração de inconstitucionalidade pelo STF em controle difuso –, impondo ao Advogado-Geral da União o simples dever de apontar o julgado, a primeira hipótese envolve um juízo de valor acerca da constitucionalidade da norma, o que poderia implicar a imposição ao Advogado-Geral da União do dever de justificar, por meio de argumentação jurídica, que se trata de norma manifestamente inconstitucional. Esta distinção deve ser ressaltada, sobretudo, em razão de um outro ponto que se pode extrair da manifestação dos Procuradores da República, acompanhada pelo Ministro Paulo Brossard, a saber: que nestes casos “deve ser reconhecido o direito do Advogado-Geral da União não se manifestar sobre o mérito”, o que, como afirmado anteriormente, não parece se confundir com o direito de defender a inconstitucionalidade da norma através de parecer jurídico. Se, em tese, é possível conciliar este direito (de não se manifestar sobre o mérito) com a primeira hipótese, não parece tão simples conciliá-lo com a segunda, onde o Advogado-Geral da União talvez tivesse que demonstrar, de forma argumentativa, a manifesta inconstitucionalidade da norma impugnada, pois, a despeito do que o qualificativo “manifesta” poderia sugerir, trata-se necessariamente de uma avaliação subjetiva. Como admitir então que o Advogado-Geral da União “não se manifeste” sobre a norma por entender que se trata de “norma manifestamente inconstitucional” ou, nas palavras dos referidos Procuradores da República, por estar “plenamente convencido da ilegalidade do ato”? Deve o Advogado-Geral da União expor as razões de seu convencimento? Não estaria, neste caso, “manifestando-se sobre o mérito”? E também oferecendo um autêntico “parecer” pela inconstitucionalidade da norma? E se o fizesse, seria com a autonomia de um jurista (a partir da sua livre convicção jurídica)? Ou ofereceria este “parecer” na condição de advogado público da União federal, defensor dos interesses desta entidade federativa?
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O ensino do Direito no Brasil e os limites e contradições na atuação do advogado público.

O ensino do Direito no Brasil e os limites e contradições na atuação do advogado público.

É bem verdade que a nova Carta não supera as contradições que caracterizam a sociedade brasileira nos marcos do modo capitalista de produção, tendo consagrado como valor fundamental, ao lado e em contraposição ao trabalho, a livre iniciativa, isto é, os interesses do capital. Escolha que se refletiu no capítulo dedicado à Educação, no qual, após declarar que a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família e deve ser desenvolvida com a colaboração da sociedade, e que o ensino deve observar os princípios da igualdade de acesso e permanência na escola, da liberdade de aprender e ensinar, do pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, os parlamentares constituintes elevaram à categoria de princípio a coexistência de instituições públicas e privadas (art. 206, III), assegurando que o ensino é livre à iniciativa privada, desde que cumpridas as normas gerais da educação e avaliação de desempenho pelo poder público (art. 209, I e II).
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O direito de regresso da seguradora  nos acidentes de viação | Julgar

O direito de regresso da seguradora nos acidentes de viação | Julgar

Assim, como impressivamente se afirmava no Acórdão do STJ de 14 de janeiro de 1997 (Colectânea de Jurisprudência (S) vol. V-I, p. 57), “se o direito de regresso da seguradora não existe em relação a todo e qualquer condutor que provoque por culpa sua o acidente, e porque o direito de regresso se situa dentro do campo das sanções civis reparadoras, a lógica jurídica e o equilíbrio do sistema jurídico importam a adopção da conclusão segundo a qual não pode aquele direito ser estendido a consequências que não têm a ver com as circunstâncias especiais que o motivam. Isto quer dizer que o direito de regresso apenas deverá abranger os prejuízos que a seguradora suportou e que têm nexo causal com aquelas circunstâncias; não basta que resultem da condução; impõe-se que sejam, por exemplo, consequência típica adequada de uma condução por condutor alcoolizado… ”.
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CREDENCIAMENTO DO ADVOGADO AO PORTAL DO ADVOGADO - SERVIÇOS DO PROCESSO ELETRÔNICO

CREDENCIAMENTO DO ADVOGADO AO PORTAL DO ADVOGADO - SERVIÇOS DO PROCESSO ELETRÔNICO

intransferível e de sua inteira responsabilidade, habilitando-o(a) a todos os serviços relativos ao processo eletrônico disponíveis no Portal do Advogado, com acesso pelo site do Tribunal de Justiça – www.tjse.jus.br , de logo manifestando ciência sobre os termos da Resolução no. 037/2006 e da Lei Federal 11.419/2006, a primeira dispondo sobre a instituição e disciplina do processo virtual no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis do Poder Judiciário do Estado de Sergipe; a segunda dispondo sobre a informatização do processo judicial.
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O Princípio da Proteção ao Denunciante: Parâmetros Internacionais e o Direito Brasileiro | Julgar

O Princípio da Proteção ao Denunciante: Parâmetros Internacionais e o Direito Brasileiro | Julgar

Tipicamente, denunciantes (whistleblowers) são empregados, ou pessoas de alguma forma envolvidas com o trabalho interno de uma organização, e que se depararam com informações sobre irregularidades ou perigo para o público, tais como atividades criminosas, danos ou ameaças para a saúde pública ou para o meio ambiente, casos de transgressão, abuso de autoridade, corrupção ou má administração, e decidem levar essas informações ao conhecimento de quem de direito (ARTICLE 19, 2013). Esse princípio se aplica, especialmente, ao local de trabalho, tanto no setor público como no setor privado. No entanto, não é necessário para a sua caracterização que o denunciante esteja numa relação do tipo tradicional empregador-empregado, senão que compreende prestadores de serviço, consultores, estagiários, voluntários, ou qualquer outro tipo de vínculo, mesmo que este já tenha cessado (ex-empregados, por exemplo).
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O direito constitucionalmente garantido dos cidadãos à tutela jurisdicional efectiva | Julgar

O direito constitucionalmente garantido dos cidadãos à tutela jurisdicional efectiva | Julgar

Nestes termos, a imposição constitucional de um due process of law envolve, no quadro da margem de conformação conferida ao legislador, a efectividade do direito de defesa, por aplicação das garantias do contraditório e da igualdade de armas, e de um direito de participação activa no processo. Um processo equitativo postula, por isso, a efectividade do direito de defesa no processo, bem como dos princípios do contraditório e da igualdade de armas, pelo que cada uma das partes deve poder exercer uma influência efectiva no desenvolvimento do processo, devendo ter a possibilidade, não só de apresentar as razões de facto e de direito que sustentam a sua posição, antes de o tribunal decidir questões que lhes digam respeito, mas também de deduzir as suas razões, oferecer as suas provas, controlar as provas do adversário e tomar posição sobre o resultado de umas e outras.
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Mediação de conflitos e o direito fundamental à razoável duração do processo | Julgar

Mediação de conflitos e o direito fundamental à razoável duração do processo | Julgar

Em seguida – e em se tratando especificamente da mediação e da conciliação, como meios de contribuir para uma solução de litígios mais célere e eficaz –, faz-se uma breve análise de sua aplicação na Argentina, cujo ordenamento prevê a mediação preliminar obrigatória há mais de 18 anos. A Lei nº 24.573/1995 estabeleceu a previsão da obrigatoriedade da mediação prévia por um prazo de cinco anos; nesse prazo, “la ciudadanía y los abogados modificarían sus patrones culturales (adversos a la autocomposición), y, por el otro, el Estado desarrollaría su proyecto de renovación total de la manera de hacer justicia” (GIANNINI, 2014, p. 379-405). No entanto, conforme constata Gianini (2014), findo o prazo, nem uma coisa nem outra havia ocorrido, o que ocasionou mais duas prorrogações da obrigação. Em 2010, a Lei nº 26.589 regula a mediação obrigatória de forma definitiva, sendo a tarefa de mediador exclusiva ao advogado com no mínimo três anos de experiência.
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Medidas provisórias e suspensões preventivas no direito disciplinar administrativo | Julgar

Medidas provisórias e suspensões preventivas no direito disciplinar administrativo | Julgar

e o Direito Privado , Coimbra, Almedina, 2017, pp. 245 e ss. Registe-se, porém, a posição de J ORGE M IRANDA que qualifica as federações desportivas como associações públicas. Cfr. “As Associações Públicas no Direito Português”, in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Volume XXVII (1986), p. 75. V., a este respeito, o artigo 19.º da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, designado doravante como LBAFD (LBAFD = Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro) e os artigos 10.º e ss. do Regime Jurídico das Federações Desportivas, designado, doravante, como RJFD (RJFD = Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, na redacção da Lei n.º 101/2017, de 28 de Agosto). As federações desportivas sujeitas a este regime englobam «clubes ou sociedades desportivas, associações de âmbito territorial, ligas profissionais, se as houver, praticantes, técnicos, juízes e árbitros, e demais entidades que promovam, pratiquem ou contribuam para o desenvolvimento da respectiva modalidade», cfr. artigo 14.º LBAFD e o artigo 2.º RJFD. As ligas profissionais devem ser reconduzidas a associações de clubes, sociedades desportivas e – quando tal esteja previsto legalmente e nos estatutos das ligas profissionais – outros agentes desportivos que exercem poderes públicos por delegação das federações unidesportivas de uma determinada modalidade na qual exista uma competição profissional. Cfr. os artigos 22.º, n.º 1, 3 e 4, da LBAFD e 27.º, n.º 2 e 3, do RJFD. Finalmente, não se pode ignorar que no exercício dos poderes públicos as federações se encontram vinculadas directamente aos direitos fundamentais. Como denota P EDRO G ONÇALVES : «(…) independentemente do modus de legitimação da sua acção, as entidades particulares, na medida em que desenvolvam uma acção pública, encontram-se vinculadas pelos direitos fundamentais nos mesmos termos das entidades públicas, devendo, portanto, ser tratadas
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Direito, Família e Violência

Direito, Família e Violência

O pai constrangeu suas fi lhas ao permitir que com elas fossem praticados atos libidinosos diversos da conjunção car- nal. A mãe das crianças trabalhava como diarista em período integral e, algumas vezes, deixava suas fi lhas com o pai, que trabalhava esporadicamente como auxiliar de pedreiro. Após as vizinhas alertarem a mãe, esta o denunciou. O magistrado responsável pelo processo pediu o encaminhamento dos autos ao Setor Psicossocial Forense do Tribunal de Justiça, a fi m de que fosse realizado estudo do caso. A conclusão do relatório psicossocial foi que as crianças vivenciaram situações de violência sexual, perpetrada pelo pai, além de serem expostas, durante a união de seus pais, a episódios de alto grau de violência. Em abril de 2005, o juiz da vara proferiu sentença, condenando o pai das crianças a nove anos, cinco meses e 22 dias de reclusão, sendo o regime de cumprimento da pena integralmente fechado. Foi negado o direito de apelar em liberdade.
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