Top PDF O presente da leitura: beleza e contradição.

O presente da leitura: beleza e contradição.

O presente da leitura: beleza e contradição.

Tenso e lúdico, trata-se de um jogo de enganos proposto pelo autor. O prazer provocado pela aceitação de um ritmo está, na prosa rosiana, nesse “permanente engano”, já que o leitor é preparado para algo que só se realiza através de paradoxos. Esse é um dos fenôme- nos estudados por Wolfgang Iser. Ele afirma que na leitura ocorre um processo dialético entre protensão (espera do que está por vir) e retenção (memória do que já foi apresentado): para ele, “no pro- cesso de leitura interagem incessantemente expectativas modifica- das e lembranças novamente transformadas”. Se há uma expectativa de leitura de encontrar paratextos no livro escolhido para a leitura (índice, título, nome do autor, gênero, epígrafe), a multiplicação desses limiares do texto e sua problematização já apontam para a necessidade de uma postura mais atenta. Além disso, provoca o choque constante entre protensão (o esperado da significação des- ses paratextos) e retenção (o que foi retido pelo leitor do que real- mente aconteceu nesse processo de leitura).*
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A Real Beleza: uma análise discursivo-crítica do corpo diferente presente na campanha Dove

A Real Beleza: uma análise discursivo-crítica do corpo diferente presente na campanha Dove

No início dos anos 1990, a ADC se consolidou como disciplina e deu origem a algumas vertentes de estudos críticos que, dependendo do olhar dado à relação texto e contexto (social), ganham um nome diferente. Algumas dessas vertentes são: (i) a Linguística Crítica Sistêmica, que está ligada à abordagem sistêmico-funcional desenvolvida por M.A.K. Halliday; (ii) a Semiótica Social, representada por Kress e van Leeuwen, que trabalham com textos multimodais; (iii) a mudança social e mudança no discurso, representado por Norman Fairclough, que investiga as relações entre mudança sóciocultural e o discurso, postulando uma consciência crítica acerca do uso da linguagem, que seria um dos pilares do ensino regular; (iv) o exame sócio cognitivo, que tem como representante van Dijk, que estuda a reprodução do preconceito étnico no d iscurso e na comunicação; (v) o método histórico cognitivo, representado por Ruth Wodak; (vi) as análises da leitura, representada por Utz Maas, que trabalha com discursos institucionalizados e públicos; (vii) a Escola Duisburg, representada por Siegfried Jager (SOUZA, 2012).
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Presente histórico: uma leitura de Boca de Chafariz, de Rui Mourão

Presente histórico: uma leitura de Boca de Chafariz, de Rui Mourão

Se para as testemunhas oculares as coisas se passam assim, para os vivos a cegueira é quase absoluta, e acrescida da consciência dessa cegueira, o que, de qualquer forma, pode ser um alento ou um tormento. Dois dos mais importantes personagens do presente são homens envolvidos com a recuperação do passado: o restaurador Jair Afonso Inácio e o historiador por vocação Tarqüínio J. B. de Oliveira. O primeiro tem aguda consciência do problema básico de sua profissão e o coloca de forma muito clara quando conta a história de uma mulher que fora muito bela na juventude e que, na velhice, faz uma operação plástica incentivada pelo marido. Depois da operação, o que se vê, evidentemente, é uma beleza muito diferente daquela beleza original da juventude. Além de tudo, essa beleza provoca nela uma mudança de atitude. Em poucas palavras: ela passa a se ver e, portanto, a agir, de forma diferente. A conclusão do restaurador é a seguinte:
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A integração precária e a resistência indígena na periferia da metróple

A integração precária e a resistência indígena na periferia da metróple

Desta forma, percebe-se um processo de mudança na vida da comunidade, sendo que uma leitura possível sobre este processo realizado através da contradição integração/desintegração se faz baseada no texto “O ato da troca material” de Lefebvre (1976-1978) 140 , é de que o Estado produz (cria e delimita) um espaço, a Terra Indígena, para isso utiliza leis e normas criadas por ele mesmo, que vai em contraposição ao espaço produzido pelo uso e apropriação definidos pela cultura da sociedade indígena, uma vez que fragmenta o território Guarani Mbya. Desta forma, em um primeiro momento o que se tem é um “deslizamento fora da consciência da relação social entre os ‘sujeitos’, isto porque “a ‘coisa’ adquire uma tal importância que ela reduz, dissimulando-a, a relação entre os sujeitos”, a coisa neste caso pode ser entendida do ponto de vista da comunidade como o uso da terra enquanto que para o Estado é a produção da Terra Indígena, o que leva a um outro momento. Este segundo momento é traduzido como um “acordo entre os ‘cambistas’”, em que se tem “um contrato ou quase-contrato que declara a aceitação dos termos da troca, isto é da equivalência”, o que leva a identificar como iguais Terra Indígena, uso da terra e território. Porém, o que se tem é uma “coação inerente a troca, que implica na aceitação, em razão da desigualdade dos termos”, no caso de se ter algum problema de “aceitação” com o espaço que foi produzido para comunidade e que visou somente suas residências e procurar outros espaços para que configure pelo uso da comunidade, “rapidamente se impõe a presença de uma polícia, de um tribunal, de uma autoridade religiosa e/ou política, que impeça as discussões inevitáveis”. Trata-se da “equivalência dos não-equivalentes”, ou melhor, há “o esmagamento do desigual, do diferente, do conteúdo, isto é, a equalização do desigual e a equivalência, tal é a lei da forma e a sua força fundamental, ela mesma fundamento do poder em geral e em particular do poder político”.
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O camponês como mistificação

O camponês como mistificação

ator e sujeito da história social permite levantar questões como cristalização e descristalização de classe, coalizões de classes temporárias, retiradas, vitórias e derrotas. A luta de classes significa, neste nível, não apenas uma contradição objetiva de interesses, mas uma confrontação real de organizações específicas, palavras de ordem e homens. Um geração depois, os camponeses, historicamente reais, gradualmente tomaram o lugar de seus congêneres conceituais, analíticos e abstratos “em si”, à medida que os escritos e os feios de Lênin se tornavam maduros, politicamente mais profundos, mais fortes na confrontação decisiva e mais perto da vitória. Algum dia, uma história similar sobre Mão e Tito também será escrita. Quando a análise política imediatamente relevante reconheceu o lugar dos camponeses, estes se transformaram, de derivações e deduções, em exércitos e atores; e, simultaneamente, admitiu-se, cada vez mais, a autonomia analítica relativa da classe com relação ao(s) modo(s) e/ou sociedade a que se vincula. Os camponeses tornaram-se, de fato, uma classe, mesmo “dentro de um país capitalista” – citando o Lênin pós-1906. 43
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O braço armado da mundialização — Outubro Revista

O braço armado da mundialização — Outubro Revista

No momento em que seus exércitos atacavam a Sérvia, a Otan promovia uma reunião de cúpula pelo cinqüentenário de sua criação (cúpula de Washington, abril de 1999). Quem tomar conhecimento da resolução adotada poderá medir até que ponto seus países membros são conscientes dos desafios apresentados pelo novo “contexto global” (item 24 da reso- lução). O adjetivo “global” oferece, por assim dizer, as vantagens da impre- cisão. A leitura da resolução indica que este termo inclui uma dupla extensão das missões. O direito de intervenção é afirmado não apenas dentro, mas, doravante, fora da zona euro-atlântica, virtualmente em todos os países do planeta que possam ameaçar os membros da Otan. Além do mais, um engajamento militar da Otan não é mais apenas concebido como uma resposta a uma ameaça militar, mas pode ser justificado por um largo espectro de riscos que conduzem à intervenção militar nos países que “enfrentam sérias dificuldades políticas, econômicas e sociais” (item 20 da resolução).
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Da música ao ruído: Shostakovich e o problema da emancipação feminina durante ao Grande Terror (1936) — Outubro Revista

Da música ao ruído: Shostakovich e o problema da emancipação feminina durante ao Grande Terror (1936) — Outubro Revista

Como explicar, entretanto, tamanho vigor na crítica elaborada pelo Partido e tamanho destaque dado a ela, que ocupou nada menos do que o editorial do principal jornal partidário, (responsável pela síntese da linha partidária geral e pelo papel de educação da base partidária)? Quais são os elementos implícitos, recalcados, presentes no editorial; e de que maneira participaram tais elementos da reorientação crítica sobre a obra de Shostakovich? Em suma: qual o caráter radicalmente político e ameaçador ao regime, notado pelos dirigentes comunistas, presente em Lady Macbeth...?
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O USO DAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO PELOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO ESTADO DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O USO DAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO PELOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO ESTADO DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O fortalecimento das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) é hoje um dos grandes investimentos públicos da Secretaria de Educação Básica (SEDUC) do Estado do Ceará. A maioria das escolas estaduais está equipada com inúmeros equipamentos tecnológicos, desde computadores com acesso a internet até projetores e softwares educacionais. Diante de um mundo como esse, em que a tecnologia está cada vez mais presente no nosso cotidiano e o fluxo de informação é mais rápido, seria natural pensar que cada vez mais alunos e professores estejam inseridos nesse universo do letramento digital. No entanto, o que se percebe é que mesmo diante dessa nova realidade, que exige dos profissionais do magistério uma nova abordagem metodológica e um novo olhar sobre seu fazer pedagógico, ainda há um enorme contingente de profissionais da educação à margem desse processo. O objetivo desse Plano de Ação Educacional (PAE) é, portanto, investigar a situação do professorado e da gestão escolar das escolas públicas da rede estadual de Fortaleza em relação ao conhecimento que possuem sobre TICs e sobre a utilização dessas novas tecnologias a partir de uma perspectiva de mudança de paradigma educacional. Essa investigação foi realizada em duas escolas da rede pública estadual do Ceará, as maiores em número de alunos da capital cearense, e com resultados diferentes no Sistema Permanente de Avaliação da Educação do Ceará (SPAECE). A pesquisa teve como foco a construção de um panorama que permitiu tomar conhecimento do apoio dado pela gestão escolar à inserção das TICs na rotina escolar, à habilidade técnica dos profissionais da escola no manuseio desses equipamentos e do quanto e de que forma as TICs são usadas como ferramentas pedagógicas. Para fundamentar os dados dessa pesquisa utilizo principalmente as análises
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SILVANA MARIA CAIXÊTA A FORMAÇÃO DE GESTORES DE ESCOLA E O DESENVOLVIMENTO DO PERFIL DA GESTÃO PEDAGÓGICA: O CASO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE UNAÍMG

SILVANA MARIA CAIXÊTA A FORMAÇÃO DE GESTORES DE ESCOLA E O DESENVOLVIMENTO DO PERFIL DA GESTÃO PEDAGÓGICA: O CASO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE UNAÍMG

De acordo com o Consed (2011), o cursista deve ter em mente os pressupostos básicos que sustentam a formulação do Progestão, tanto do ponto de vista do gerenciamento qua[r]

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OS DESAFIOS DA GESTÃO FINANCEIRA E PRESTAÇÃO DE CONTAS ESCOLAR: O CASO DA REGIONAL SERRANA II/SEEDUC – RJ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

OS DESAFIOS DA GESTÃO FINANCEIRA E PRESTAÇÃO DE CONTAS ESCOLAR: O CASO DA REGIONAL SERRANA II/SEEDUC – RJ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O presente trabalho se constitui como um estudo de caso sobre o gerenciamento dos prazos para as prestações de contas dos recursos estaduais recebidas e destinadas aos programas educacionais nas escolas da rede estadual de ensino na área de abrangência da Regional Serrana II, localizada na cidade de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. O objetivo desta pesquisa foi analisar o gerenciamento dos prazos para as prestações de contas das verbas estaduais recebidas e destinadas aos programas educacionais nas escolas da rede estadual de ensino na área de abrangência da Regional. O intuito é apontar para a SEEDUC/RJ as considerações encontradas, a fim de provocar a reflexão e a implantação de novas políticas públicas que minimizem as dificuldades apresentadas pelos gestores. O arcabouço teórico contempla temas relacionados à descentralização, gestão financeira e prestação de contas na área pública, boas práticas de governança, tipos de gestão: administrativa, pedagógica e relacional. Foram analisadas, para isso, as legislações que norteiam a elaboração das prestações de contas dos recursos estaduais. Considerou-se, também, os instrumentos produzidos e utilizados pela Coordenação Financeira, como o checklist, a planilha de acompanhamento de entrega das prestações de contas e a planilha de faróis. Para comprovar os dados levantados na pesquisa de maneira mais qualitativa, além do questionário aplicado aos 77 diretores escolares, foram feitas entrevistas com roteiro semiestruturado com 4 diretores entre estes 77. A partir do estudo de caso sobre as boas práticas das atividades administrativa e financeira, fundamental para o funcionamento efetivo das escolas estaduais da Regional Serrana II, buscou-se alternativas para a proposição de novas ações que viabilizassem um melhor gerenciamento dos prazos e configurassem mecanismos eficientes para a elaboração das prestações de contas, a fim de que a maioria das escolas, no âmbito da Regional, pudessem cumprir os prazos estipulados pela SEEDUC- RJ.
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GESTÃO DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO: O CASO DO CAMPUS DA UFJF EM GOVERNADOR VALADARES

GESTÃO DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO: O CASO DO CAMPUS DA UFJF EM GOVERNADOR VALADARES

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão estudado discutiu a gestão da informação e a gestão do conhecimento no campus da UFJF implantado na cidade de Governador Valadares (UFJF-GV) no segundo semestre de 2012. O objetivo geral do trabalho é analisar os processos e possíveis entraves na gestão da informação e gestão do conhecimento na UFJF-GV. Os objetivos específicos são: descrever os processos e dificuldades da gestão da informação e da gestão do conhecimento organizacional no campus da UFJF em Governador Valadares; analisar os processos e possíveis entraves na gestão da informação e na gestão do conhecimento na UFJF-GV; propor um Plano de Ação Educacional (PAE) para aprimorar os processos de gestão da informação e gestão do conhecimento organizacional adotados no campus da UFJF em Governador Valadares. A partir das observações no cotidiano profissional e da elaboração do relatório trienal de autoavaliação da Comissão Própria de Avaliação (CPA) foram verificados diferentes problemas que demonstram pouca organização em relação às informações e ao conhecimento organizacional. Desta forma, assumimos que o processo de expansão da UFJF nos últimos anos ocorreu de forma pouco organizada, propiciando o surgimento de inúmeros problemas, que a prática de gestão na unidade não observa a importância da informação e do conhecimento na sociedade contemporânea e a unidade não lança mão das metodologias de GI e GC no cotidiano organizacional. Para desenvolvimento do trabalho, utilizamos uma pesquisa qualitativa, buscando analisar como ocorre a gestão da informação e a gestão conhecimento no campus e os principais obstáculos. Como instrumentos utilizamos pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas semiestruturadas com servidores que atuam nas atividades fim e meio e um questionário aplicado aos chefes de departamentos e coordenadores dos cursos ofertados na unidade. Como resultado da pesquisa, observamos que o processo de implantação do campus se deu em um contexto complexo e de pouco planejamento, acarretando inúmeros problemas, entre os quais destacam-se as dificuldades de gestão da informação e do conhecimento. Entre os atores entrevistados, observa-se a percepção da importância da informação e do conhecimento como ativos valiosos para a unidade e a urgente necessidade de sistematizar os processos de gestão da informação e de gestão do conhecimento organizacional. Por fim, propomos uma série de ações com objetivo de implementar a gestão da informação e a gestão do conhecimento na UFJF, iniciando pelo campus GV.
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O RETORNO DA TERRA

O RETORNO DA TERRA

No mesmo sentido, ainda que tenha estabelecido algo como uma “base” de pesquisa no sítio de seu Lírio e dona Maria, no centro da aldeia, desenvolvi grande parte de minhas atividades ta[r]

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JOHNATAN RAZEN FERREIRA GUIMARÃES COORDENADAS DO POSSÍVEL: O LUGAR DA VIOLÊNCIA E A LEGITIMIDADE DA OCUPAÇÃO DE TERRAS NA ADI 2.213-0

JOHNATAN RAZEN FERREIRA GUIMARÃES COORDENADAS DO POSSÍVEL: O LUGAR DA VIOLÊNCIA E A LEGITIMIDADE DA OCUPAÇÃO DE TERRAS NA ADI 2.213-0

No posfácio ao livro Violências, de Slavoj Žižek, o cientista político brasileiro Mauro Iasi nos lembra que a ideologia produz efeitos reais no mundo, as representações ideológicas da realidade geram consequências sobre o Real. A consideração sobre o caráter concreto das construções discursivas não implica em abolir a existência de uma ordem de objetividade no mundo, mas sim em “enfatizar a disputa pela constituição de um determinado real” (ŽIŽEK, 2014). Os distintos discursos sobre a apropriação da terra tentam estabelecer as coordenadas para a operacionalização da noção de violência, que em nossa cultura política determina a aceitabilidade da ação. No espaço das místicas, os integrantes do MST constroem de forma coletiva uma leitura sobre o mundo que é sua arma na disputa política por reconhecimento. Em sua narrativa, eles desenham a luta pela terra como uma herança de 500 anos de luta, um contínuo histórico que une indígenas, negros, populações tradicionais e os camponeses Sem Terra. Por sua vez, as elites brasileiras são percebidas como o produto de 500 anos de expropriação e acumulação (STÉDILE; FERNANDES, 1999).
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A HEGEMONIA DO AGRONEGÓCIO E O SENTIDO DA REFORMA AGRÁRIA PARA AS MULHERES DA VIA CAMPESINA KELLI CRISTINE DE OLIVEIRA MAFORT

A HEGEMONIA DO AGRONEGÓCIO E O SENTIDO DA REFORMA AGRÁRIA PARA AS MULHERES DA VIA CAMPESINA KELLI CRISTINE DE OLIVEIRA MAFORT

1) a reforma agrária como política essencial de desenvolvimento justo, popular, solidário e sustentável, pressupondo mudança na estrutura fundiária, democratização do acesso à terra,[r]

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JOSÉ SOBREIRO FILHO O MOVIMENTO EM PEDAÇOS E OS PEDAÇOS EM MOVIMENTO: DA OCUPAÇÃO DO PONTAL DO PARANAPANEMA À DISSENSÃO NOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS CAMPONESES

JOSÉ SOBREIRO FILHO O MOVIMENTO EM PEDAÇOS E OS PEDAÇOS EM MOVIMENTO: DA OCUPAÇÃO DO PONTAL DO PARANAPANEMA À DISSENSÃO NOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS CAMPONESES

Apesar de grandes contribuições também é possível que ao importar e/ou usar alguns conceitos ou termos de vindos de outras ciências importar limitações crônicas e que, portanto, não somente culmine em uma visão insustentável quanto também parcelaria (leia-se diminuta). Embora Santos (2008) aponte que Giddens tenha sarcasticamente feito uma crítica à condição dos geógrafos, na atualidade denota-se o crescente uso do conceito de território pelos sociólogos e também a confusão feita por muitos destes. Ou seja, cresceu não somente o uso do conceito de território na Sociologia, mas também a visão sociológica sobre o conceito de território. Contudo, esta visão da Sociologia sobre o território, em sua maioria, limita-o a uma concepção meramente sociológica onde a leitura fundamental é a relação homem-sociedade e, portanto, o secundariza ou o sinonimiza com o conceito de espaço, tal como realiza o sociólogo Schneider (2005), chegando inclusive a ponto de usá-lo somente como pano de fundo ou termo para designar espaço de conflito ou de identidade. Tanto adequações quanto criações/construções são fundamentais nestes casos, ou seja, visto que há contribuições de diversas ciências é fundamental realizar tanto uma compreensão mais profunda quanto também adequações para evitar equívocos, sobretudo, em questões conceituais. Chamamos a atenção para tal circunstância porque via de regra tal visão fragmentária e até mesmo confusamente percebida pode contribuir para a realização de uma leitura errônea, incompleta e no caso de movimentos socioespaciais/socioterritoriais fragmentária e unidimensional. Neste sentido, podemos afirmar também que da mesma maneira o importar desatento e desconhecido das estrutura da Sociologia como ciência é recíproca pela Geografia.
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A poesia de Yeda Prates Bernis

A poesia de Yeda Prates Bernis

Autorretrato tão fiel como esse só poderia resultar de autoexame muito lúcido. Embora o poema seja escrito na terceira pessoa, é o “eu” da Poetisa que aí se retrata. Com efeito, Yeda aí está, inteira, com seu canto emocionado, sua leitura poliglota, sua ternura por todos os seres, suas crenças ingénuas, sua coragem de discutir verdades feitas, seu amor à música e sua fala transparente, que lhe revela a alma. Ao final, o retrato todo, às vezes contraditório, se resume numa “alegria infeliz”, verdadeiro oximoro psíquico, se assim se pode dizer, onde sentimentos opostos de uma alma inquieta buscam seu ponto de harmonia. Encontrarão um dia esse ponto? Que importa? Vale a beleza do poema.
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O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL MATTA MACHADO

O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL MATTA MACHADO

de leitura. Nos projetos de leitura, cada turma tem o seu projeto de leitura, então os alunos tem a possibilidade de ler, e essa leitura, faz a leitura por prazer e há um momento em que ele vai na verdade se colocar, participar da culminância do projeto. Então o projeto de leitura é um projeto que nós realizamos todos os anos e todos os alunos participam, há uma troca de livros, há uma troca de experiência entre os alunos, eu participo também como contadora de histórias, eu vou a sala de aula, eu faço, geralmente eu participo da abertura do projeto e da finalização porque é um momento único, que eu gosto de vivenciar, que é contar história, dizem que eu conto muito bem, não sei (risos), mais assim eu tenho o prazer de me caracterizar, de ir contar a história e na verdade assim, viver aquele momento com os alunos. As famílias também são convidadas a participar, então é um projeto assim que nós temos durante o mês nos organizamos, quando temos uma data comemorativa propomos aos professores, uma hora do conto com os livros literários que são lidos pelos alunos e organizamos isso na escola, então os pais são convidados, a comunidade pode participar, então os projetos de leitura, a meu ver, é projeto que é mais forte na escola.
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O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O RENDIMENTO EDUCACIONAL¹

O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O RENDIMENTO EDUCACIONAL¹

Pretende-se então tes- tar a viabilidade de estimar as taxas de fluxo no ensino regular fundamental (promoção, reten- ção e evasão) utilizando os dados provenientes da Pesquisa Naciona[r]

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[Resenha a:] MARANHÃO, Carlos. Roberto Civita. O dono da banca. A vida e as ideias do editor da Veja e da Abril. SP, Companhia das Letras, 2016. — Outubro Revista

[Resenha a:] MARANHÃO, Carlos. Roberto Civita. O dono da banca. A vida e as ideias do editor da Veja e da Abril. SP, Companhia das Letras, 2016. — Outubro Revista

A biografia de Roberto Civita nas suas primeiras dezenas de páginas parece que não vai passar de uma hagiografia. Elogios e admiração transparecem a todo momento. Mas o texto surpreende. Não que passe a ser crítico, mas por ser um trabalho bem feito, muito rico, de grande valor para qualquer pesquisador da história da imprensa brasileira recente. É uma leitura envolvente, sobretudo para quem conhece um pouco do universo sobre o qual a trajetória do biografado vai se desenvolver, a história da revista Veja, seus bastidores, suas

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O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DOSAS TRABALHADORESAS DA SERICICULTURA NO PARANÁ

O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DOSAS TRABALHADORESAS DA SERICICULTURA NO PARANÁ

A sericicultura, criação do bicho-da-seda para a produção de casulos de seda, é uma atividade que se inclui no complexo agroindustrial da seda, monopolizado por uma empresa no Brasil. É realizada por pequenos agricultores e suas famílias. Estudos internacionais evidenciam a ocorrência de agravos relacionados a essa atividade. No Brasil inexistem estudos sobre a saúde desses trabalhadores. A presente pesquisa teve como objetivo compreender o processo saúde-doença dos trabalhadores da sericicultura do Paraná. Foi realizada análise qualitativa por meio de observações, entrevistas e grupo focal. Foram entrevistados nove sericicultores dos municípios de Arapongas e Diamante do Sul, no Paraná. O grupo focal foi realizado com quatro entrevistados do município de Arapongas. O tratamento dos dados se deu a partir da identificação dos elementos que correspondiam às instâncias do singular, do particular e do geral tendo como fio condutor a categoria processo de trabalho, que permitiu fazer a inter-relação com o processo saúde- doença. O modo de vida das famílias se caracteriza por dificuldade de desenvolvimento de linhas de produção autônomas, acesso difícil a crédito público, falta de assistência técnica pública para outras linhas de produção, renda sazonal, desenvolvimento de várias atividades para composição da renda. No processo técnico de trabalho há o contato com substâncias químicas tóxicas, jornadas prolongadas de trabalho, situações de sofrimento e risco de acidente com fogo e serpentes. Foram referidas como queixas e agravos: cansaço físico, dor nas costas, laringite crônica, falta de ar, gastrite, irritação nos olhos, dores de estômago, estresse e preocupação. É urgente o monitoramento da saúde dos sericicultores e suas famílias. Há falta de informação aos trabalhadores sobre cargas, processos de trabalho e efeitos a saúde. Cabe aos profissionais do SUS o desenvolvimento de estratégias de comunicação de risco. Há necessidade de estudos sobre o trabalho infantil e adolescente no sistema integrado de produção. Situações relacionadas a acidentes com serpentes e com fogo precisam ser monitoradas.
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