Top PDF Ocorrência do gênero Conostomum Sw. (Bartramiaceae) no Brasil.

Ocorrência do gênero Conostomum Sw. (Bartramiaceae) no Brasil.

Ocorrência do gênero Conostomum Sw. (Bartramiaceae) no Brasil.

(Ocorrência do gênero Conostomum Sw. (Bartramiaceae) no Brasil). Esta é a primeira ocorrência do gênero Conostomum para o Brasil, detectado durante a revisão de material do herbário SP para estudo de Bartramiaceae. A espécie Conostomum macrotheca Herz. está amplamente distribuída nas áreas frias e de altitude do globo. Esta planta apresenta gametófi tos pequenos e é diferenciada das demais espécies da família ocorrentes no Brasil pelos fi lídios dispostos em 3-4 fi leiras.

2 Ler mais

Ambientes de ocorrência e flora acompanhante do gênero Himatanthus em Alcântara, Maranhão, Brasil

Ambientes de ocorrência e flora acompanhante do gênero Himatanthus em Alcântara, Maranhão, Brasil

Babaçuais: Ainda na terra firme, a palmeira babaçu (Orbignya phalerata Mart.) tornou-se, em muitos pontos, também dominante na fitofisionomia. Trata-se também de uma floresta secundária, que substitui a f loresta tropical subperenif ólia anteriormente existente. Os babaçuais constituem uma cobertura vegetal que vem sofrendo acelerado processo de devastação, pela perda de seu valor econômico (extração e venda de amêndoas para a produção de óleo) quanto pelo fato de se localizar em áreas propícias à ocupação. Orbignya phalerata Mart., é a espécie de maior distribuição, de maior v ariação morfológica e de maior importância econômica. Ocorore em parte da Bolívia, Suriname e no Brasil, no Estado do Maranhão (encontra-se em 60% da área de ocorrência), Piauí, Ceará, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará. A área total de ocorrência do babaçu no Brasil é estimada em 15,4 milhões de hectares. A área de cobertura do babaçu no Maranhão, levantamento de 1980, foi de 10,3 milhões de hectares (MIC/STI, 1982). Com a descaracterização de v ários ambientes onde originalmente não ocorre o babaçu, como as matas de galeria, restingas e várzeas, esta palmeira avança também sobre estes ambientes.
Mostrar mais

9 Ler mais

Confirmação da ocorrência do gênero Oplismenopsis (Poaceae) no Brasil.

Confirmação da ocorrência do gênero Oplismenopsis (Poaceae) no Brasil.

Recentes coletas de O. najada, realizadas pelos autores do presente artigo, bem como a localização de dois exemplares da espécie depositados no herbário ICN da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e incorretamente identificados como pertencentes aos gêneros Panicum L. e Hymenachne P. Beauv., comprovaram a ocorrência desta espécie hidrófila no Brasil.

4 Ler mais

Ocorrência do gênero Marasmius Fr. (Tricholomataceae, Agaricales) na Reserva Biológica Walter Egler, Amazonas, Brasil.

Ocorrência do gênero Marasmius Fr. (Tricholomataceae, Agaricales) na Reserva Biológica Walter Egler, Amazonas, Brasil.

O gênero Marasmius Fr. (Tricholomataceae, Agaricales) compreende fungos comumente conhecidos como cogumelos. São cosmopolitas, mas muito mais numerosos em corpos de frutificação e espécies nas regiões tropicais do que em regiões temperadas ou frias. Ocorrem mais freqüentemente sobre madeira ou folhas mortas ou vivas e mais raramente entre musgos ou gramíneas no solo. O presente trabalho teve como objetivo de estudo os representantes do gênero Marasmius Fr. ocorrentes na Reserva Biológica Walter Alberto Egler, município de Rio Preto da Eva, Amazonas. As coletas foram realizadas no período de dezembro de 2000 a junho de 2001 e seguiu-se a metodologia usual para identificação de Agaricales. Foi estudado um total de nove espécies: Marasmius bellus, Marasmius haedinus var. haedinus, Marasmius cf. leoninus, Marasmius cf. mazatecus, Marasmius cf. ruber, Marasmius cf. setulosifolius, Marasmius tageticolor, Marasmius cf. variabiliceps var. variabiliceps e Marasmius sp. Os táxons Marasmius cf. mazatecus, Marasmius cf. setulosifolius e Marasmius cf. variabiliceps var. variabiliceps são citados pela primeira vez para o Brasil. Com exceção de M. tageticolor Berk, as demais espécies são citadas pela primeira vez para a Reserva Walter Egler. São apresentadas descrições morfológicas, chave para identificação dos taxa e ilustrações.
Mostrar mais

10 Ler mais

Neobala Oman (Homoptera, Cicadellidae, Neobalinae): descripton of two new species.

Neobala Oman (Homoptera, Cicadellidae, Neobalinae): descripton of two new species.

o gênero Neobala Oman, 1936 está composto por oito espécies: N. Descreve-se duas novas espécies: N. itaumiensis sp.n., ambas com ocorrência no Brasil. O material estudado pertence a[r]

6 Ler mais

Número cromossômico e conteúdo de DNA nuclear em espécies do gênero Amaranthus (Amaranthaceae).

Número cromossômico e conteúdo de DNA nuclear em espécies do gênero Amaranthus (Amaranthaceae).

Em torno de 60 espécies são classificadas botanicamente como Amaranthus (Tourn.) L., das quais 10 são de ocorrência comum nas lavouras brasileiras, onde são consideradas plantas invasoras com o nome comum de caruru. Essas espécies têm como centro de origem a América Tropical, mas são empregadas na alimentação humana e animal em várias partes do mundo (Kissman & Groth 1999, Carvalho et al. 2008). No Brasil, o consumo pela população se restringe a alguns grupos étnicos e a populações rurais, uma vez que essas plantas são tidas como hortaliças não convencionais, embora apresentem alto valor nutritivo, com destaque para proteínas, vitaminas e minerais (Amaya-Farfan et al., 2005).
Mostrar mais

4 Ler mais

Julie Henriette Antoinette Dutilh

Julie Henriette Antoinette Dutilh

No Espírito Santo foram encontradas as duas espécies do gênero Hypoxis com ocorrência mencionada para o Brasil (Funez et al. 2016; Dutilh 2017). Hypoxis atlantica Funez, Hassemer & J.P.R. Ferreira, descrita ao final de 2016, teve seu registro confirmado para o estado. Hypoxis decumbens L. é uma planta encontrada em diferentes ambientes naturais e, por seu comportamento invasor, comum em ambientes antropizados e urbanos. Apesar disso, revelou-se subcoletado no estado, sendo representando por pouco mais de dez coletas em todo o Espírito Santo.

6 Ler mais

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária, v. 5, n.10, p. 5-64, ago. 2010 44 Por outro lado essas transformações se projetam na produção, onde o processo de reprodução da parceria ganha contornos interessantes. Encontramos na região de Itaici (Indaiatuba) uma área relativamente nova de cultura da uva, que em função de condições naturais (pouca ocorrência de geadas) tem permitido aos pequenos produtores (2 ha) auferir renda diferencial. Eles colocam seu produto no mercado em fins de outubro e novembro, quando a área antiga (Jundiaí) só coloca em fins de dezembro e janeiro. Aí encontramos a típica produção mercantil, com o produtor controlando produção e comercialização e retendo parte significativa da renda da terra, que tem possibilitado acumulação significativa. A partir do momento em que esse pequeno produtor alcança níveis de ganhos elevados, ele deixa de trabalhar diretamente a terra e substitui o trabalho familiar pelos parceiros (meeiros) que entram com o trabalho e o proprietário com as despesas de manutenção e custeio da produção. No final da safra cada qual vende a sua parte (o que às vezes é feito pelo proprietário, que nestes casos, recebe a taxa de comercialização também) e deduz-se as despesas adiantadas pelo proprietário, dividindo ao meio a sobra. A participação do meeiro no que se refere à renda da terra diferencial, no caso de Itaici, tem permitido a sua transformação num segundo momento, em proprietário. Mas, há também os casos em que o meeiro continua meeiro na propriedade de outrem, e contrata meeiro para trabalhar na sua propriedade que, via de regra, não está em Itaici, mas nas novas áreas de expansão da uva: Elais Fausto, Porto Feliz, etc., pois, em Indaiatuba o preço da terra torna proibitiva a sua compra pelos meeiros e mesmo pelos pequenos proprietários.
Mostrar mais

60 Ler mais

Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

O objetivo desta pesquisa foi analisar os contextos geográficos de mortalidade por suicídio no Brasil e a capacidade de resposta dos serviços de saúde mental. No Brasil, em um período de quinze anos (1997 a 2011), foram registrados mais de cento e vinte mil suicídios; quantidade muito superior a outros tipos de mortalidades com maior evidência nas políticas públicas e na mídia. A abordagem metodológica foi predominantemente quantitativa, tanto pelas limitações da pesquisa na escala nacional quanto pela disponibilidade de dados oficiais e atualizados, como, por exemplo, os dados de morbimortalidade no DATASUS (Ministério da Saúde), e sócio-demográficos no IBGE. A construção de um banco de dados geográfico da saúde mental brasileira e o emprego de técnicas bioestatísticas foram fundamentais para etapa analítica e para elaboração dos mapas, dos gráficos e das tabelas. A revisão sistemática da literatura possibilitou a identificação dos fatores protetores e predisponentes ao suicídio, a análise comparativa e o desenvolvimento teórico- metodológico do trabalho. A interdisciplinaridade, a análise multiescalar e o emprego da estatística espacial viabilizaram a identificação de contextos geográficos com mal-estar/ bem-estar psicossociais. A distribuição espaço-temporal dimensionou a magnitude do suicídio como importante problema de saúde pública. Os perfis sociodemográficos (gênero, faixas etárias, cor, estado civil, escolaridade e local de ocorrência) nacional e da região com suicídio endêmico no Sul do Brasil permitiram a diferenciação regional do suicídio; a inversão do efeito protetor da população de cor preta e a vulnerabilidade da população indígena (quando comparados os resultados da escala nacional e regional), a construção de geoindicadores e índice de saúde mental, a identificação dos grupos mais vulneráveis ao suicídio, as respectivas proporções populacionais e a necessidade da regionalização a partir das interações espaciais como contribuições para viabilizar a implementação de programas de intervenção. A presente pesquisa, predominantemente exploratória e descritiva, contribui para inserir a saúde mental na agenda de pesquisa da Geografia da Saúde brasileira e coloca a discussão sobre os poucos trabalhos que discutem o suicídio nas Ciências Humanas e Sociais no país.
Mostrar mais

226 Ler mais

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Os autores Ramos Filho (2008) e Vieira (2011) destacam que os movimentos camponeses que compõem a Via Campesina Internacional no Brasil são o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). E junto a esses, é possível identificar outro três movimentos aliados 9 , mas que por não possuir uma base camponesa, compõem a Via Campesina Brasil (VIEIRA, 2011). São os seguintes movimentos: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e a Pastoral da Juventude Rural (PJR).
Mostrar mais

25 Ler mais

Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

No Brasil existem organizações que realizam painéis de consumidores utilizando diferentes tecnologias de pesquisa. A característica central desses painéis é a de ser uma pesquisa contínua ao longo do tempo, com uma cole- ta de dados periódica, em geral semanal ou diária, junto a um conjunto de mesmos domicílios e indivíduos, com emissão também periódica, em geral mensal, de relatórios de resultados abrangendo um elevado número de pos- síveis indicadores de comportamento do mercado consumidor. Dadas essas características, um painel de consumidores revela a evolução temporal do mercado de consumo como um todo e de diferentes categorias de produ- tos e de marcas. Assim, análises de dados relativas a uma pesquisa dessa natureza possibilitam compreender o comportamento de compra dos con- sumidores de um dado produto ou de uma dada marca. Permitem enten- der mudanças observadas no comportamento do consumidor em relação às compras que o domicílio realizou ao longo de um período ou, inclusive para determinados tipos de produto em que o consumo é individual, com- preender o comportamento dos moradores desses domicílios em relação às compras realizadas, tanto em relação ao ato de consumir dentro quanto fora do domicílio. Para isso, a amostra de um painel deve ser planejada de forma tal que represente uma dada população geodemográfica. Esses painéis de consumidores são extremamente importantes não apenas para fazermos uma segmentação evolutiva do mercado ao longo do tempo como também para avaliarmos o posicionamento das marcas que competem den- tro de uma mesma categoria de produto.
Mostrar mais

49 Ler mais

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

Uma exceção notável a essa regra foi a retomada, em 2017, das atividades do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC). O fórum é um órgão da sociedade civil des- tinado a fazer a interlocução com o governo federal e presidido pelo próprio Presiden- te da República. Criado durante o governo FHC, o colegiado teve um papel ativo nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, mas perdeu relevância durante a administração Dilma Rousseff. Após o impeachment, o FBMC ficou acéfalo durante seis meses, até o ex-deputado federal Alfredo Sirkis ser nomeado secretário-executivo, no final de 2016. O conjunto de relatórios analíticos do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa-SEEG, do Observatório do Clima, captura os efeitos iniciais da crise sobre as emissões brasileiras no ano de 2015 e traça um panorama sobre sua evolução desde 1970 à luz das políticas públicas que têm impactado positiva ou negativamente essas emissões. Este relatório síntese também discorre sobre o rumo da governança climáti- ca no Brasil entre 2015 e meados de 2017 e faz recomendações com vistas a embasar o avanço das políticas de adaptação, mitigação e desenvolvimento limpo no país.
Mostrar mais

80 Ler mais

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

A análise da utilização dos serviços de saúde no Brasil no período 1998-2008 sugere uma melhora, principalmente na área do cuidado primário. Essa melhora ocorreu tanto no aumento das taxas de utilização como na redução das desigualdades sociais especialmente para os indicadores de consulta médica e consulta odontológica. No Brasil, o IC relativo à utilização de consultas médicas reduziu de 0,07 para 0,04, um decréscimo de cerca de 50%. Ao padronizar por idade e sexo, observou-se uma diminuição da desigualdade favorável aos ricos. Esse resultado reflete a estrutura etária mais envelhecida dos grupos de maior renda. Por outro lado, a inclusão das medidas que controlam para o estado de saúde aumentou a desigualdade social, evidenciando as piores condições de saúde dos indivíduos mais pobres 30,31,32 .
Mostrar mais

22 Ler mais

GÊNERO DIPLAZIUM SW. (DRYOPTERIDACEAE, PTERIDOPHYTA) NO ESTADO DO PARANÁ, BRASIV

GÊNERO DIPLAZIUM SW. (DRYOPTERIDACEAE, PTERIDOPHYTA) NO ESTADO DO PARANÁ, BRASIV

Frondes 63-72 cm compr., indumento da face abaxial da raque, raquíolas e costas, bem como na base e ao longo de toda a extensão do pecíolo, formado por escamas, iguai[r]

19 Ler mais

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
Mostrar mais

44 Ler mais

Estratégias de reprodução social

Estratégias de reprodução social

Portanto, as negociações em torno das alternativas de ocupação do espaço físico e social marcaram e impregnaram a proposição de modos de vida orientados por valores cuja elaboração tornou possível a legitimidade da coexistência política e cultural. Modos de vida que também reafi rmam o direito à luta pela autonomia, emblematizada pela célebre referência à vida na fartura. Ora, tudo isso, relembramos, fora construído no contexto de imposição de formas de dominação objetivadas com base na grande produção. Por esse motivo, a vida segundo a lógica expropriatória objeti- vada na grande propriedade foi concebida como destruidora da dignidade social. A honra estava (assim e inclusive) pautada pela defesa do acesso à alimentação, todavia em condições socialmente concebidas como adequa- das à reprodução saudável do trabalhador e dos membros de sua família. Dessa forma, no Brasil, os produtores agregados pela forma de orga- nização camponesa estão presentes como atores sociais que participaram e participam da construção da sociedade nacional. Esse reconhecimento não se funda tão-somente em uma dimensão politizada de defesa dessa visibilidade social. Ele também se explica pelos princípios de constituição das formas hegemônicas de organização da produção social. Destacaremos três dimensões desse protagonismo. Em primeiro lugar, o campesinato representa um pólo de uma das mais importantes contradições do capital no Brasil, que consiste em sua incapacidade de se “libertar” da propriedade fundiária. O signifi cado que a propriedade da terra tem até hoje, como um elemento que ao mesmo tempo torna viável e fragiliza a reprodução do capital, gera uma polarização (de classe) entre o proprietário concentrador de terras (terras improdutivas) e aquele que não tem terras sufi cientes. Desse fato decorrem duas conseqüências principais. Por um lado, essa contradição não é residual na sociedade brasileira, constituindo-se um dos pilares de sua estrutura social; por outro, a principal luta dos camponeses é pela construção de seu patrimônio, condição sine qua non de sua existência. Essa luta foi e continua sendo muito forte em diversos momentos e sob as mais variadas formas. Ela tem um caráter eminentemente político e corresponde ao que se costuma chamar o “movimento camponês”.
Mostrar mais

337 Ler mais

A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo

A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo

A década de 1970 no Brasil foi marcada pelas “lutas e resistências coletivas, em busca do resgate de direitos da cidadania cassada e contra o autoritarismo vigente” (GOHN, 2001:53-54). É um período de organização dos movimentos sociais, bem como da luta pela democracia. No campo educacional, sobressaem as iniciativas de educação popular através da educação política, da alfabetização de jovens e adultos, da formação de lideranças sindicais, comunitárias e populares. Por parte de alguns setores de algumas igrejas, houve um comprometimento com os movimentos sociais e com as lutas e organizações dos trabalhadores tanto no meio urbano, quanto rural. É nessa década, por exemplo, que surge a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização da Igreja Católica, mas com participação de outras igrejas, em defesa dos posseiros, na luta pela reforma agrária e pela permanência na terra.
Mostrar mais

10 Ler mais

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

É curioso que os proponentes do MRAM, de modo geral, tenham adotado o discurso da complementariedade entre a sua proposta e o “modelo tradicional”, uma vez que, seguindo o seu próprio raciocínio, não se consegue explicar por que se precisa complementar o que, em tese, é caro demais e não funciona. Depois de condenarem politicamente o tal “modelo tradicional” a uma posição marginal e residual, por que razão o mesmo deveria ser “complementado”? Não é difícil perceber que a própria lógica desse discurso, toda estruturada sobre a suposta negatividade “genética” do modelo desapropriacionista, anula a retórica da complementariedade. Além disso, há um problema de fundo nesse tipo de formulação. Se já é discutível fazê-lo para outras sociedades, como é possível, no Brasil, sustentar seriamente a tese da falência do tal “modelo tradicional” de reforma agrária, se o mesmo nunca foi levado adiante de maneira substantiva? Não é difícil perceber que o pressuposto do discurso do BM ⎯ reproduzido por inúmeros intelectuais brasileiros, muitos dos quais outrora ligados à esquerda ⎯ era (e continua sendo), no mínimo, equivocado.
Mostrar mais

26 Ler mais

Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Agrícola S/A, Ceres Consultoria S/C Ltda, Cetip S/A – Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, CGG Trading S/A, CHS do Brasil Grãos e Fertilizantes Ltda, CMA Consultoria, Métodos e Assessoria Mercantil S/A, CNH Latin América Ltda, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Companhia de Tecidos Norte de Minas – COTEMINAS, Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano – COMIGO, Cooperativa Agropecuária e Industrial – COTRIJAL, Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé Ltda . – COOxUPÉ, Cooperativa Central de Crédito do Estado de São Paulo – SICOOB São Paulo, Demarest & Almeida Advogados, Dow AgroSciences Industrial Ltda, Du Pont do Brasil S/A, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, Evonik Degussa Brasil Ltda, FMC Agricultural Solutions, Gaia Agro Securitizadora S/A, Globo Comunicação e Participações S/A, Guarani S/A – Usina Cruz Alta, Guarani S/A – Usina Andrade, Guarani S/A – Usina Mandu, Guarani S/A – Usina São José, Guarani S/A – Usina Severinia, Guarani S/A – Usina Tanabi, Guarani S/A – Usina Vertente, Ibá – Indústria Brasileira de árvores, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – InpEV IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, John Deere Brasil S/A, Justino de Morais Irmãos S/A – JUMIL, Lazzarini Moretti Sociedade de Advogados, Malteria do Vale S/A, Máquinas Agrícolas Jacto S/A, Maubisa Agricultura S/A, Monsanto do Brasil Ltda, O Telhar Agropecuária Ltda, Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, Logo PwC Ultra Small Bordeaux Bright, Pricewaterhous e Coopers Auditores Independentes, Radar Propriedades Agrícolas S/A, RAIZEN, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal – SINDIVEG, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal – SINDAN, SJ Brazil Agropecuária N .1 Ltda, SLC Agrícola S/A, Sollus Gestora de Terras Ltda, Syngenta, TIBA AGRO, União da Indústria de Cana–de–Açúcar – ÚNICA, União dos Produtores de Bioenergia – UDOP, Usina Alto Alegre S/A – Açúcar e álcool, Vanguarda Agro S/A . Disponível em: http://www .abag .com .br . Acesso em: 05/07/14 .
Mostrar mais

296 Ler mais

Show all 10000 documents...