Top PDF Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas.

Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas.

Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas.

RESUMO – (Ocorrência de Fungos Micorrízicos Arbusculares em resíduo da mineração de bauxita revegetado com espécies arbóreas). Avaliou-se a ocorrência de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) em tanques contendo resíduo da mineração de bauxita cultivados com espécies arbóreas inoculadas com Glomus clarum Nicol. & Schenck e Gigaspora margarita Becker & Hall na fase de viveiro. Acacia holosericea A. Cunn. ex G. Don juntamente com Sesbania virgata (Cav.) Pers. ou uma mistura de várias espécies foram transplantadas em tanques contendo resíduo de bauxita. Coletaram-se amostras de resíduos em agosto/1998 (estação seca) e abril/ 1999 (estação chuvosa), extraíram e identificaram-se os esporos de FMAs. Determinaram-se a densidade dos esporos de FMAs, a densidade relativa, a freqüência de ocorrência de cada espécie por período de amostragem e o índice de abundância e freqüência (IAF). A densidade dos esporos e a diversidade das espécies de FMAs foram baixas sob ambas as coberturas. Um maior número de esporos de Glomus clarum, e alto IAF, foram detectados no substrato cultivado com Acacia holosericea e Sesbania virgata na época seca. Isto também ocorreu em ambas as áreas na época chuvosa. Não foram encontrados esporos de Gigaspora margarita em ambas as áreas, nas duas épocas. Independentemente da inoculação, verificaram-se esporos de Archeospora leptoticha (Schenck & Smith) Morton & Redecker, Entrophospora colombiana Spain & Schenck, Acaulospora mellea Spain & Schenck e Glomus macrocarpum Tulasne & Tulasne em abundância.
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Ocorrência de fungos micorrízicos arbusculares em áreas revegetadas após mineração de bauxita em Porto Trombetas, Pará.

Ocorrência de fungos micorrízicos arbusculares em áreas revegetadas após mineração de bauxita em Porto Trombetas, Pará.

A recuperação das áreas com histórico de mineração teve início com a distribuição de uma camada de horizonte superficial orgânico, de aproximadamente 20 cm de espes- sura, sobre o subsolo de aproximadamente oito metros de profundidade, exposto após a extração de bauxita. A revegetação foi feita com o plantio de mudas de apro- ximadamente 100 espécies arbóreas nativas, incluindo, de- pendendo do ano, até quatro espécie exóticas (Salomão et al., 1997). Na produção de mudas, foram usadas semen- tes, coletadas na própria região, de espécies dos gêneros Ambelania, Anacardium, Andira, Aniba, Annona, Apeiba, Bowdichia, Brosimum, Caryocar, Cassia, Copaifera, Couma, Dalbergia , Dimorphandra , Diplotropis , Endopleura, Enterolobium, Eshweilera, Goupia, Guatteria, Hymeneae, Hymenolobium, Inga, Iryanthera, Jacaranda, Lacmellea, Laetia, Lecythis, Leucaena, Licania, Luhea, Naucleopsis, Ocotea, Oenocarpus, Peltogyne, Platymiscium, Protium, Psidium, Sacoglotis, Sclerolobium, Senna , Sesbania, Spondias, Stryphnodendron, Swartzia, Tachigali, Tapirira, Taralea, Trattinickia, Vataira, Vismia. O substrato empregado foi o horizonte superficial orgâni- co da floresta primária (Lapa, 2000), o qual continha inóculos naturalmente provenientes do campo.
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Eficiência de fungos micorrízicos arbusculares isolados de solos de áreas de mineração de bauxita no crescimento inicial de espécies nativas.

Eficiência de fungos micorrízicos arbusculares isolados de solos de áreas de mineração de bauxita no crescimento inicial de espécies nativas.

entre comunidades de fungos nativos, pois isso confere vantagens para estes em relação aos FMAs exóticos (Saggin-Júnior & Siqueira, 1996; Rajan et al., 2000; Enkhtuya et al., 2000), uma vez que já estão adaptados ao ambiente. Entretanto, a exemplo do que ocorre com outras relações biológicas, a eficiência dos FMAs sofre grande influência ambiental, necessitando de avaliações específicas e abordagem caso a caso. Por causa dessas dificuldades, estudos em condições controladas nem sempre permitem extrapolações para condições de campo, mas são indicativos do comportamento relativo de diferentes isolados com determinadas espécies vegetais e representam uma etapa inicial no processo de seleção de isolados eficientes para aplicação no campo, incluindo viveiros florestais. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência simbiótica e a colonização micorrízica por isolados de FMAs, oriundos de solos de áreas mineradas de bauxita em campo e serra de Poços de Caldas, MG, no crescimento inicial de espécies arbóreas pioneiras e secundárias em um solo de baixa fertilidade.
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Respostas de Acacia mangium Willd e Sclerolobium paniculatum Vogel a fungos micorrízicos arbusculares nativos provenientes de áreas degradadas pela mineração de bauxita na Amazônia.

Respostas de Acacia mangium Willd e Sclerolobium paniculatum Vogel a fungos micorrízicos arbusculares nativos provenientes de áreas degradadas pela mineração de bauxita na Amazônia.

enquanto as que apresentaram os maiores valores para esses parâmetros (Tab. 3 e 4) indicaram estarem mais adaptadas a essas áreas. No entanto, algumas espécies de FMA foram encontradas nos estádios iniciais da sucessão, como Acaulospora foveata, A. tuberculata e Glomus claroideum, enquanto outras surgiram apenas em estádios sucessionais mais avançados (Tab. 3). Esta característica, que relaciona a distribuição de espécies como uma função do tempo da sucessão vegetal, também foi registrada por Caproni et al. (2003). Entretanto, com o tempo de revegetação, diferentes espécies de plantas influenciam em mudanças na composição da comunidade de FMA (Gaur et al. 1998). Glomus macrocarpum destacou-se das demais espécies em todas as áreas avaliadas, apresentando os maiores valores para o IAF e para o NPI (Tab. 3 e 4). Os resultados mostraram que houve relação positiva entre esses parâmetros para G. macrocarpum, indicando grande capacidade de adaptação desta espécie nas áreas em processo de recuperação. O amplo predomínio desta espécie, destacando-se em todos os estádios da sucessão como espécie pioneira, indica a existência, até os quatro anos, de nível elevado de perturbação. Ao longo da sucessão, entretanto, observa-se redução relativa de sua população, sugerindo que este ambiente evolui à condição de maior estabilidade. Tal fato sugere que esta espécie deva ser testada quanto ao seu uso como inoculante de espécies arbóreas, uma vez que se estabelece bem em ambientes em recuperação e perturbados. Com isso, mudas mais responsivas à micorrização, como o tachi, podem ser favorecidas pela presença de espécies pioneiras de FMA nativos na aquisição de P para o crescimento inicial em áreas degradadas.
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Fungos micorrízicos arbusculares em solos de área de mineração de bauxita em reabilitação.

Fungos micorrízicos arbusculares em solos de área de mineração de bauxita em reabilitação.

selecionaram-se 17 áreas em Cambissolo distrófico para as amostragens. Foram selecionadas oito áreas no campo, com vegetação original típica de campo tropical, composta por espécies herbáceas e arbustivas, e nove áreas na serra mais montanhosa e com cobertura vegetal original tipo capoeira e mata. As áreas mineradas foram reabilitadas, mediante a semeadura de gramíneas e leguminosas herbá- ceas e plantios de mudas de bracatinga, de espécies arbóreas nativas e de Eucalyptus saligna, atualmente com diferen- tes idades (Tabela 1). As amostras de solo e de raízes de cada área foram coletadas no inverno, no verão e na prima- vera, dentro de três transectos de 4x25 m, na profundidade de 0-10 cm, num total de três amostras compostas por área, formadas por dez subamostras cada. Cada área foi considerada um tratamento (com três repetições formadas pelas três amostras compostas), e utilizou-se o delinea- mento inteiramente ao acaso, dentro de cada época de amostragem.
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Fungos micorrízicos arbusculares em estéril revegetado com Acacia mangium, após mineração de bauxita.

Fungos micorrízicos arbusculares em estéril revegetado com Acacia mangium, após mineração de bauxita.

A identificação das espécies de FMAs foi feita segundo Schenck e Perez (1988) e descrição morfológica disponível na internet, na página da International Culture Collection of Arbuscular Mycorrhizal Fungi (INVAM http://invam.caf.wvu.edu). As características taxonômicas foram interpretadas em microscópio óptico com iluminação de campo-claro e objetiva de imersão. Os caracteres taxonômicos incluíram número e tipo de camadas das paredes dos esporos e sua reação ao reagente de Melzer; características das paredes internas, quando presentes; morfologia da hifa de sustentação do esporo; e variação da cor e tamanho dos esporos. Análise dos dados
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Diversidade de fungos micorrízicos arbusculares em pomar orgânico no semiárido cearense.

Diversidade de fungos micorrízicos arbusculares em pomar orgânico no semiárido cearense.

BAREA, J.M. et al. Ecological and functional roles of mycorrhizas in semi-arid ecosystems of Southeast Spain. Journal of Arid Environments, v.75, p.1292-1301, 2011. Disponível em: <http:// www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0140196311001844>. Acesso em: 23 out. 2012. doi: 10.1016/j.jaridenv.2011.06.001. CARRENHO, R. Influência de diferentes espécies de plantas hospedeiras e fatores edáficos no desenvolvimento de fungos micorrízicos arbusculares (FMA). 1998. 226f. Tese (Doutorado em Biologia) – Curso de Pós-graduação em Biologia, Universidade Estadual Paulista, SP.
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Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares nos manejos convencional e orgânico...

Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares nos manejos convencional e orgânico...

A relação raiz/parte aérea varia com a espécie e a fase de crescimento da planta e com as condições ambientais (Klepper, 1991). A disponibilidade de nutrientes minerais, principalmente nitrogênio e fósforo, pode provocar alterações no crescimento e morfologia da raiz e na distribuição do sistema radicular no substrato. O crescimento da raiz aumenta nos locais com maior disponibilidade desses nutrientes comparado a sítios com menor disponibilidade, e leva ao decréscimo da relação da massa da matéria seca de raiz/ parte aérea (Marschner, 1995). A colonização micorrízica tem mostrado esse mesmo efeito sobre a relação raiz/parte aérea quando comparadas plantas micorrizadas com não micorrizadas (Marschner, 1995). No entanto, as plantas de limão 'Cravo' colonizadas por FMAs nativos dos dois sistemas de produção apresentaram maior relação de massa da matéria seca de raiz/parte aérea (Tabela 4). Talvez essa tendência descrita por Marschner tenha sido observada em plantas anuais. Logo depois da emergência das plantas anuais, a relação raiz/parte aérea é mais alta que nas fases posteriores de desenvolvimento, pois a parte aérea vai sendo favorecida. Em plantas perenes adultas essa relação é mais difícil de ser avaliada. Porém, em geral, fazendo comparações nos primeiros meses de idade, as plantas perenes possuem maior relação de massa da matéria seca do sistema radicular/parte aérea que as plantas anuais (Klepper, 1991). Esses e outros fatores, como hormônios (Spiegel-Roy & Goldschmidt, 1996), competição por compostos fotossintetizados (Graham & Eissenstat, 1994) e diferenças entre isolados de fungos micorrízicos (Fidelibus et al., 2001) influenciam a resposta da planta à simbiose e podem modificar a relação raiz/parte aérea. As plantas de limão 'Cravo' cultivadas no solo orgânico, mesmo afetadas no seu crescimento, mantiveram a relação raiz/parte aérea igual a das plantas no solo natural convencional (Tabelas 3 e 4). Sugere-se que os FMAs de ambos os sistemas de produção que estavam colonizando as plantas durante esse experimento são espécies promotoras do crescimento de raízes, como observado por Fidelibus et al. (2001), em limão 'Volkameriano'.
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Interação entre fungos micorrízicos arbusculares e ácido indolbutírico sobre o desenvolvimento vegetativo de plântulas do porta-enxerto de pessegueiro 'Aldrighi'.

Interação entre fungos micorrízicos arbusculares e ácido indolbutírico sobre o desenvolvimento vegetativo de plântulas do porta-enxerto de pessegueiro 'Aldrighi'.

Plantas inoculadas com G. etunicatum apresentaram os maiores incrementos, seguidas pelas inoculadas com G. clarum e G. margarita. A aplicação de AIB não modificou a área foliar e a biomassa fresca e seca das plantas testemunhas, mas quando a aplicação foi feita em plantas inoculadas com FMAs, as mesmas tiveram a sua área foliar e as suas biomassas fresca e seca incrementadas, mesmo no caso das plantas inoculadas com G. margarita. Conforme Bee & Anderson (1998) a regulação do desenvolvimento da simbiose micorrízica pode ser conseguida através da modificação dos níveis endógenos de fito- hormônios, pela regulação dos níveis de auxinas no fungo e/ou hospedeiro. Kaldorf & Ludwig-Müller (2000) relatam que modificações no balanço hormonal das plantas, em função do estabelecimento da associação micorrízica, têm sido descritas em diversas espécies vegetais, tanto monocotiledôneas como dicotiledôneas, em função da capacidade dos FMAs de biossintetizar esses fito- hormônios, o que, segundo Péret et al. (2008), estimula o desenvolvimento dos vegetais. Por outro lado, conforme observam Cavalcante et al. (2002), a capacidade dos FMAs de regular o balanço hormonal e promover o crescimento dos vegetais está intimamente ligado ao aumento da área foliar, pois esse parâmetro define a taxa de fotossíntese realizada pela planta e a produção de
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Inoculação de fungos micorrízicos arbusculares e adubação na formação e pós-transplante de mudas de cinco espécies arbóreas nativas do sul do Brasil.

Inoculação de fungos micorrízicos arbusculares e adubação na formação e pós-transplante de mudas de cinco espécies arbóreas nativas do sul do Brasil.

A inoculação de FMA deve ser praticada na formação das mudas para garantir o estabelecimento da simbiose (Zangaro & Andrade 2002). Plantas inoculadas com FMA crescem mais rápidas, exigem menos insumos e toleram mais o estresse do transplante para o campo, características muito importantes em espécies destinadas à recuperação ambiental (Saggin Junior & Siqueira 1996). O mutualismo que caracteriza a simbiose entre a raiz e o FMA proporciona à planta hospedeira melhor desenvolvimento devido, principalmente, ao aumento na absorção de nutrientes, especialmente o P, maior resistência ao estresse hídrico e aos patógenos do solo (Schiavo & Martins 2002; Lynch & Ho 2005). Assim, o conhecimento da capacidade das mudas das espécies arbóreas nativas em formar micorrizas e beneficiar-se das mesmas, torna-se essencial quando se pretende o sucesso nos projetos de revegetação (Zangaro et al. 2000). Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de FMA no crescimento, inicial no viveiro e pós-transplante no campo, de cinco espécies arbóreas nativas do sul do Brasil, produzidas em tubetes com substrato agrícola comercial, enriquecido ou não com fertilizantes.
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Efeitos do glifosato sobre microrganismos simbiotróficos de soja, em meio de cultura e casa de vegetação.

Efeitos do glifosato sobre microrganismos simbiotróficos de soja, em meio de cultura e casa de vegetação.

O crescimento do tubo germinativo dos esporos ger- minados foi igualmente inibido pelo glifosato (Figura 2), tendo obedecido à mesma ordem dos efeitos observa- dos para germinação. Destaca-se a alta sensibilidade do G. etunicatum. Os resultados mostram que as espé- cies azigospóricas (G. margarita e S. heterogama) fo- ram mais tolerantes que a clamidospórica, aqui repre- sentada pelo G. etunicatum. Como esta é a espécie de Glomus de maior ocorrência nos agrossistemas com culturas anuais, no Sudeste brasileiro (Siqueira et al., 1989), o uso generalizado do glifosato pode causar mu-
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Dependência e resposta de mudas de cedro a fungos micorrízicos arbusculares.

Dependência e resposta de mudas de cedro a fungos micorrízicos arbusculares.

A fim de minimizar o fato de um FMA apresentar diferentes magnitudes de eficiência simbiótica, de acor- do com a variável analisada, os FMA testados foram enquadrados em categorias de eficiência baseados em mais de uma variável, conforme proposto por Saggin Júnior & Siqueira (1995), tendo-se obtido a média da eficiência simbiótica com a altura e matéria seca da parte aérea (Tabela 3). Assim, G. clarum foi categorizado como de alta eficiência em promover o crescimento do cedro, e os demais classificados como de baixa eficiên- cia. Essa categorização é relativa e se baseia na com- paração entre os FMA testados, o que não significa que um dos FMA categorizados como de baixa eficiência não seja o mais eficiente, em comparação a outros fun- gos não testados aqui, ou em outra situação com outras espécies vegetais.
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Diversidade e função de fungos micorrízicos arbusculares em sucessão de espécies hospedeiras.

Diversidade e função de fungos micorrízicos arbusculares em sucessão de espécies hospedeiras.

Resumo – O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do pré-cultivo de diferentes espécies vegetais e de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) na esporulação, colonização e crescimento da braquiária cultivada em sucessão, em casa de vegetação. As plantas cresceram em vasos com uma mistura esterilizada de Latossolo Vermelho distrófico muito argiloso e areia de rio lavada, na proporção de 2:1 (v/v). Inicialmente, foram testados nove tratamentos: seis espécies vegetais micotróficas, uma espécie não micotrófica (nabo‑forrageiro), um tratamento com Urochloa decumbens e um controle sem planta. Todos receberam uma mistura de oito espécies de FMA. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com dez repetições. Foram avaliadas a esporulação e a colonização micorrízica da Urochloa decumbens, a partir de propágulos de FMA remanescentes dos cultivos das seis espécies micotróficas e da espécie não microtrófica. Houve diferença entre as plantas hospedeiras quanto à percentagem de colonização micorrízica e produção total de esporos, tendo sido identificados cinco dos oito isolados estudados. Glomus clarum foi o FMA dominante na maioria dos tratamentos, seguido de Scutellospora heterogama e G. etunicatum. A espécie vegetal em pré-cultivo da braquiária não teve efeito na diversidade de FMA, tendo sido a espécie de fungo o fator efetivo para a composição de isolados fúngicos.
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Ocorrência de micorrizas arbusculares e da bactéria diazotrófica Acetobacter diazotrophicus em cana-de-açúcar.

Ocorrência de micorrizas arbusculares e da bactéria diazotrófica Acetobacter diazotrophicus em cana-de-açúcar.

desinfestados superficialmente e estourados. Porém, apenas um único isolamento positivo das três espécies foi feito a partir de esporos nativos esterilizados, e no caso de A. diazotrophicus só houve crescimento positivo nos vasos de cultivo ino- culados com a bactéria. Por outro lado, outra espé- cie de bactéria diazotrófica, A. lipoferum, de ocor- rência mais generalizada e considerada como um endófito facultativo, foi isolada de esporos lavados ou desinfestados. Já a espécie Klebisiela spp., que possui uma ocorrência mais generalizada, foi observada em todas as amostras de rizosfera de batata. Esses autores sugeriram que os métodos de desinfestação superficial não são capazes de eliminar 100% dos microorganismos associados aos esporos, e que esta microbiota poderia estar localizada nas incrustações das paredes e hifas de sustentação ou mesmo no lúmem dos esporos, como observado por Bianciotto et al. (1996). Também devemos ressaltar que no trabalho de Paula et al. (1993), foi aplicado o método tradicional de isolamento a partir de meio de cultivo e que outros métodos cujo número mínimo de detecção seja inferior a 100 células por mL (nível mínimo do método de MacCrady) podem ajudar a esclarecer a colonização dos esporos por bactérias, como no trabalho de Bianciotto et al. (1996). Quanto ao tipo de tratamento aplicado na desinfestação dos esporos, foi observado que o tratamento utilizando álcool 70% (método 4) acarretou uma rápida oxidação dos esporos enquanto os métodos utilizando hipoclorito de sódio tenderam a descolori-los. Os métodos 1, 2, 3 e 4 utilizados neste trabalho, foram empregados em ensaios que exigiam uma desinfestação completa dos esporos, pois estes foram usados posteriormente em ensaios gnotobióticos.
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FUNGOS ARBUSCULARES E ECTOMICORRÍZICOS EM ÁREAS DE EUCALIPTO E DE CAMPO NATIVO EM SOLO ARENOSO

FUNGOS ARBUSCULARES E ECTOMICORRÍZICOS EM ÁREAS DE EUCALIPTO E DE CAMPO NATIVO EM SOLO ARENOSO

Depois disso, o solo foi semeado com Brachiaria brizantha, utilizando-se uma alta densidade de semeadura, visando a forçar o desenvolvimento do sistema radicular. Aplicaram quinzenalmente 20 mL de solução nutritiva de Hoagland e Arnon (1951) modificada por Jarstfer e Sylvia (1992). Após 4 meses, coletou-se uma amostra de 50 g de solo para a extração de esporos de FMAs, seguindo-se o método de Gerdemann e Nicolson (1963), e os esporos foram identificados conforme suas características morfológicas (Schenck e Pérez, 1987; INVAM, 2001), e determinou-se o índice de diversidade de espécies das áreas avaliadas. Para a determinação da diversidade, utilizou-se o Índice de Diversidade de Shannon (Clifford e Stephenson, 1975).
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CRESCIMENTO DE LEGUMINOSAS ARBÓREAS EM RESPOSTAS A INOCULAÇÃO COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES WITH ARBUSCULAR MYCORRHIZAL FUNGI

CRESCIMENTO DE LEGUMINOSAS ARBÓREAS EM RESPOSTAS A INOCULAÇÃO COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES WITH ARBUSCULAR MYCORRHIZAL FUNGI

Grande parte das leguminosas apresentam uma elevada produção de biomossa com um significativo aporte de folhas ao solo. Estimativas na Região Nordeste indicam que 5,8 t/ha/ano de material de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), podem retornar ao solo (SUASSUNA, 1982). Em condições climáticas similares, a Leucaena leucocephala, contribui com um aporte na ordem de 10t/ha/ano (SANDHU et al., 1990 ). Em sistema de sombreamento para café na América Central, a Erythrina sp. contribuim com um aporte de até 13,5 t/ha/ano de material vegetal ( GLOVER & BEER, 1986 ). Desta forma as espécies fixadoras de nitrogênio podem apresentar uma significativa melhoria na fertilidade do solo.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DO SOLO GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA JULIETTE FREITAS DO CARMO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DO SOLO GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA JULIETTE FREITAS DO CARMO

pesados em plantas só tem sido relatada mais recentemente em trabalhos como o de Garg e Sing (2017), esses autores, trabalhando com feijão, observaram os efeitos individuais da ação do silício e de FMA, assim como a interação dos fatores na atenuação dos estresses causados por cádmio (Cd) e zinco (Zn) nessas plantas. Segundo esses autores, os resultados obtidos permitem inferir que a aplicação combinada (silício e micorrizas) proporciona maximização dos efeitos positivos e que eles ocorrem devido ao aumento na absorção do silício favorecida por ação desses fungos, resultando em uma maior tolerância das plantas aos metais.
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PRODUÇÃO DE MUDAS DE Acacia mangium Willd NODULADAS E MICORRIZADAS EM DIFERENTES SUBSTRATOS

PRODUÇÃO DE MUDAS DE Acacia mangium Willd NODULADAS E MICORRIZADAS EM DIFERENTES SUBSTRATOS

Embrapa Agrobiologia, indicava a utilização de um substrato que consistia de uma mistura contendo, em volume: 10% de fosfato de rocha, 30% de areia, 30% de solo argiloso e 30% de composto orgânico ou esterco curtido. Essa composição era formulada na produção de todas as mudas de espécies arbóreas, produzidas no campo experimental da Embrapa Agrobioogia. Com o passar do tempo, devido a alguns resultados satisfatórios do uso de composto orgânico em outras atividades paralelas de pesquisas no campo experimental, houve uma certa empolgação subjetiva em aumentar a composição volumétrica do teor do composto que chegou a casa dos 70%. Visualmente esse incremento não correspondeu, para as mudas de leguminosas fixadoras de nitrogênio, a um aumento de qualidade das mesmas e, em algumas espécies, foi observado exatamente o oposto.
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APLICAÇÃO DO RESÍDUO DA MINERAÇÃO DE BAUXITA EM CANA-DE-AÇÚCAR

APLICAÇÃO DO RESÍDUO DA MINERAÇÃO DE BAUXITA EM CANA-DE-AÇÚCAR

Com a adição do resíduo de bauxita ao solo houve um acréscimo nos teores de fósforo na folha até a dose de 125 t ha -1 , sendo que doses superiores diminuem a absorção desse nutriente pela cultura (Figura 2b). O aumento na absorção de fósforo pode ser explicado pelo aumento da disponibilidade desse nutriente no solo. O resíduo de bauxita, pobre em fósforo, aumentou a disponibilidade do nutriente no solo em função da elevação do pH. Com o aumento de fósforo nesse solo, a cada incremento do resíduo, maior foi à absorção pela planta. Segundo Raij (1991), o teor de fósforo mínimo adequado na parte colhida da cana-de-açúcar é de 0,08 g kg -1 , e os teores encontrados neste experimento são bem superiores, mas o excesso de fósforo, segundo o mesmo autor, não provoca desordens nutricionais na planta, já que o “consumo de luxo” é transferido para os polifosfatos e outros fosfatos, sem afetar o crescimento.
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Interações entre fungos micorrízicos arbusculares e a microbiota de solos

Interações entre fungos micorrízicos arbusculares e a microbiota de solos

A cana-de-açúcar é uma das culturas de destaque no Brasil e elevadas produtividades são alcançadas devido às práticas culturais e doses crescentes de fertilizantes, que podem afetar a microbiota dos solos e reduzir a sua biodiversidade. A comunidade microbiana do solo é importante para manutenção dos cultivos de cana-de-açúcar, pois dentre várias de suas funções está a transformação e ciclagem de nutrientes. Fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) se associam a comunidade microbiana e com a maioria das plantas cultivadas, sendo que o desenvolvimento e manutenção desta associação são influenciados pelo manejo do ecossistema e pelas interações dos FMAs com outros microrganismos do solo. Neste trabalho foram avaliadas as interações de três espécies de FMAs (Dentiscutata heterogama, Rhizophagus clarus e Gigaspora rosea) inoculadas em solo com diferentes composições de comunidades microbianas. Estas comunidades constituíram um gradiente de diversidade formado pela metodologia de ‘diluição para extinção’, que gerou diluições microbianas seriadas (10 -1 , 10 -3 , 10 -6 e 10 -9 ) a partir da microbiota natural do solo. Nestes tratamentos, foram inoculados esporos de cada FMA de interesse em sistemas separados e foram avaliadas as taxas de colonização micorrízica (%CM) de raízes de cana-de-açúcar, além das comunidades de fungos e bactérias do solo, amostradas aos 30, 60 e 120 dias de cultivo. As taxas de %CM obtidas com inoculação de R. clarus e Gi. rosea apresentaram variações quanto ao período de amostragem e gradiente de comunidades microbianas. No entanto, R. clarus apresentou-se mais responsivo as variações na composição das comunidades microbianas encontradas nas diluições, com maiores taxas de %CM na presença de maior biodiversidade microbiana (menores diluições). Em contrapartida, as taxas
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