Top PDF Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação, concepções e avaliação em debate

Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação, concepções e avaliação em debate

Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação, concepções e avaliação em debate

Governo Federal, com auxílio dos Estados e Municípios para a melhoria da educação nas classes de alfabetização do ensino fundamental. Busca-se que, além da alfabetização, os estudantes vivenciem na escola, as práticas sociais de uso da leitura e escrita. Uma das formas de se alcançar a melhoria nessa etapa do ensino é promover uma formação docente na qual ocorram reflexões teórico-práticas sobre como possibilitar alfabetizar letrando. Perseguindo esse propósito surge o PNAIC no ano de 2012. Realizou-se uma pesquisa de campo com docentes da rede municipal de Chopinzinho/PR com o propósito de verificar as percepções dos professores a respeito da formação oferecida, pelo PNAIC, em Língua Portuguesa. Os resultados demonstram que as docentes entrevistadas aprovaram a formação recebida em razão dos conhecimentos novos e os que puderam ser revisados. No entanto, apontam que a referida formação está mais adequada à realidade de alguns contextos escolares no Brasil do que a outros. Pôde-se, perceber, a partir das entrevistas que os conhecimentos sobre como se trabalhar com os gêneros textuais nas classes de alfabetização ainda precisam ser reforçados entre os professores.
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ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PERCORRENDO O CAMINHO ATÉ O PACTO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PERCORRENDO O CAMINHO ATÉ O PACTO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

As avaliações processuais, debatidas durante o curso de formação, que podem ser desenvolvidas e rea- lizadas continuamente pelo professor junto aos educandos. A segunda mudança refere-se à disponibi- lização de um sistema informatizado no qual os professores deverão inserir os resultados da Provinha Brasil de cada criança, no início e no final do 2º ano e que permitirá aos docentes e gestores analisar de forma agregada essas informações e adotar eventuais ajustes. A terceira medida é a aplicação, junto aos alunos concluintes do 3º ano, de uma avaliação externa universal, pelo INEP, visando aferir o nível de alfabetização alcançado ao final do ciclo, e que possibilitará às redes implementar medidas e políticas corretivas. Também neste caso, o custo dos sistemas e das avaliações externas será assumido pelo Ministério da Educação. (BRASIL, 2013a).
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O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa em ação: revisão de literatura

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa em ação: revisão de literatura

abordam os seguintes aspectos: a utilização do material didático distribuído pelo Ministério da Educação, tanto no planejamento, como nas aulas dos professores alfabetizadores (ANTUNES et al., 2014; BARROS; PEREIRA, 2014; BOSCOLO; CAMPOS, 2014; CARDOSO; RODRIGUES, 2014); os recursos utilizados na formação de orientadores de estudo, como meio para melhorar a prática pedagógica e desenvolver, nos alunos, o gosto pela leitura (FIDELIS et al., 2014); o aprimoramento da atuação docente, com melhorias na organização das rotinas de trabalho, planejamentos, registros sobre a aprendizagem dos alunos, a avaliação, as atividades de leitura, a produção escrita e a exploração dos gêneros textuais, bem como a organização dos tempos e espaços da prática pedagógica (BOSCOLO; CAMPOS, 2014; KLEIN et al., 2016); os cadernos de memoriais de formação e as rodas de conversa, como instrumentos facilitadores para a formação de professores (VIEIRA, 2015); a segurança que o PNAIC proporcionou para trabalhar com alunos com dificuldades de aprendizagem (CARDOSO; CARDOSO, 2016); a relevância do PNAIC para o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores em consonância com outro programa já implantado em um município (TEDESCO, 2015); o PNAIC como uma política abrangente (SANTOS, P., 2015), na qual as vozes daqueles que organizam e que colocam o Programa em ação emergem, revelando que, apesar dos desafios, houve fortalecimento dos laços profissionais por meio de trocas de experiências. Além disso, a formação de professores tornou-se um processo mais contínuo (ALMEIDA, 2014; VIEIRA, 2015) e as Universidades, mais atuantes e preocupadas com essa formação (SOUZA; COSTA, 2015).
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Como anda o pacto? Implicações do programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) na formação de professores alfabetizadores

Como anda o pacto? Implicações do programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) na formação de professores alfabetizadores

A formação proposta pelo PNAIC centraliza-se em temáticas ligadas aos conceitos de formação em exercício, concepções de alfabetização e letramento, trajetória de profissionalização docente. O processo de formação se estende através do acompanhamento do trabalho realizado pelos alfabetizadores, mediante visitas regulares e uma série de tarefas, relatórios entre outros que deverão ser repassados para a coordenação local do programa. O PNAIC posiciona-se a favor do alfabetizar letrando considerando que, “Não se lê e se escreve no vazio. É preciso entender as práticas culturais, ser capaz de construir conhecimentos e participar de modo ativo [...] defendendo princípios e valores” (BRASIL, 2012. p. 26). Nesse sentido o programa nos convoca a perceber os sujeitos em uma perspectiva crítica e dialética, detentores de uma história e produtores de políticas mediantes as suas relações sociais, aproximando-se das teorias de Freire, quando o mesmo entende que todo estudante deve ser entendido como sujeito e respeitado por isso. Assim, alfabetizar letrando exige a organização de situações didáticas que privilegiem práticas sociais, ações nas quais usamos a escrita e a leitura no nosso dia a dia.
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O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa em ação: revisão de literatura

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa em ação: revisão de literatura

abordam os seguintes aspectos: a utilização do material didático distribuído pelo Ministério da Educação, tanto no planejamento, como nas aulas dos professores alfabetizadores (ANTUNES et al., 2014; BARROS; PEREIRA, 2014; BOSCOLO; CAMPOS, 2014; CARDOSO; RODRIGUES, 2014); os recursos utilizados na formação de orientadores de estudo, como meio para melhorar a prática pedagógica e desenvolver, nos alunos, o gosto pela leitura (FIDELIS et al., 2014); o aprimoramento da atuação docente, com melhorias na organização das rotinas de trabalho, planejamentos, registros sobre a aprendizagem dos alunos, a avaliação, as atividades de leitura, a produção escrita e a exploração dos gêneros textuais, bem como a organização dos tempos e espaços da prática pedagógica (BOSCOLO; CAMPOS, 2014; KLEIN et al., 2016); os cadernos de memoriais de formação e as rodas de conversa, como instrumentos facilitadores para a formação de professores (VIEIRA, 2015); a segurança que o PNAIC proporcionou para trabalhar com alunos com dificuldades de aprendizagem (CARDOSO; CARDOSO, 2016); a relevância do PNAIC para o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores em consonância com outro programa já implantado em um município (TEDESCO, 2015); o PNAIC como uma política abrangente (SANTOS, P., 2015), na qual as vozes daqueles que organizam e que colocam o Programa em ação emergem, revelando que, apesar dos desafios, houve fortalecimento dos laços profissionais por meio de trocas de experiências. Além disso, a formação de professores tornou-se um processo mais contínuo (ALMEIDA, 2014; VIEIRA, 2015) e as Universidades, mais atuantes e preocupadas com essa formação (SOUZA; COSTA, 2015).
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Ensino de ciências da natureza no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Ensino de ciências da natureza no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Portaria nº 867, de 04 de julho de 2012, com o intuito de alfabetizar as crianças até os oito anos, a partir do compromisso pactuado pelos sistemas de ensino que aderiram ao programa junto ao Governo Federal. O PNAIC é uma política de formação continuada de docentes que atuam no primeiro ciclo do ensino fundamental. Nesse contexto, buscamos analisar como o Ensino de Ciências Naturais se configura no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Em termos específicos, procuramos caracterizar a concepção do Ensino de Ciências da Natureza proposto no PNAIC e identificar as contribuições e limites da proposta do Ensino de Ciências no PNAIC. Para tanto, realizamos pesquisa do tipo documental, com abordagem qualitativa, a partir dos cadernos de formação continuada do PNAIC publicados em 2012, 2014 e 2015. O corpus empírico foi construído a partir da identificação e análise de conteúdo das trinta e oito práticas de ensino de Ciências, vinculadas nos cadernos de formação do PNAIC. De forma geral, as práticas de ensino analisadas apresentaram atividades diversificadas para abordar assuntos das Ciências da Natureza, como a leitura de textos, aula extraclasse, experimentos demonstrativos, jogos, pesquisa e busca em diferentes fontes de informação. Contudo, as estratégias que foram apresentadas e vinculadas no desenvolvimento de tais atividades, não coadunam plenamente com os direitos de aprendizagem da área de Ciência vinculados pelo próprio PNAIC, que propõe a compreensão procedimental e conceitual da ciência a partir da perspectiva atual que, por sua vez, constitui em uma produção humana e situada no contexto histórico, bem como a constituição das relações entre as compreensões com o conhecimento gerado e as implicações para a vida. As atividades apresentaram ausência de evidências do ensino de Ciências por investigação, que favoreçam a pesquisa, problematização e construção do conhecimento pelos discentes. As concepções de ensino e aprendizagem apresentadas nas atividades se vinculam as tendências tradicionais e do modelo redescoberta do ensino de Ciências da Natureza.
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Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: um estudo bibliográfico dos métodos governamentais de avaliação

Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: um estudo bibliográfico dos métodos governamentais de avaliação

Avaliações processuais, debatidas durante o curso de formação, que podem ser desenvolvidas e realizadas continuamente pelo professor junto aos alunos. Os professores terão acesso a um sistema informatizado onde deverão inserir os resultados da Provinha Brasil de cada criança, no início e no final do 2º ano. Através deste sistema, docentes e gestores poderão acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem de cada aluno de sua turma, e fazer os ajustes necessários para garantir que todos estejam alfabetizados no final do 3º ano do ensino fundamental. Ao final do 3º ano, todos os alunos farão uma avaliação coordenada pelo INEP. O objetivo desta avaliação universal será avaliar o nível de alfabetização alcançado pelas crianças ao final do ciclo. Esta será mais uma maneira da rede analisar o desempenho das turmas e adotar as medidas e políticas necessárias para aperfeiçoar o que for necessário. [...] O Ministério da Educação assume o custo dos sistemas e das avaliações externas (BRASIL, 2012, p. 18).
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Formação continuada de professores: reflexões sobre a participação no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Formação continuada de professores: reflexões sobre a participação no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

As discussões sobre avaliações tanto dos alunos quanto externa, com privilégio sobre os resultados foi foco de preocupação nas forma- ções. Essa temática exige estudo com rigor, profundidade e criticidade, permitindo que o processo avaliativo investigue as diferenças entre ler e compreender. Defendemos que a avaliação externa objetiva “melhorar” os índices educacionais em avaliações de larga escala, desempenhando papel pedagógico que possibilite maior aproveitamento no processo de ensino-aprendizagem. Essa resposta não virá a curto prazo, pois é preciso romper com os modelos, construir propostas político-pedagógicas que atendam demandas e interesses da população, bem como oportunizar aos professores refletir sobre suas práticas pedagógicas, inovando-as sempre.
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Alfabetização e letramento nas perspectivas do pacto nacional pela alfabetização na idade certa: um estudo de caso

Alfabetização e letramento nas perspectivas do pacto nacional pela alfabetização na idade certa: um estudo de caso

Todo esse processo e esta busca por uma alfabetização letrada irá ocorrer a partir da efetivação de três eixos de atuação: o primeiro desses eixos está centrado na Formação Continuada de Professores Alfabetizadores que será ministrado em 02 anos (curso presencial) par aos professores alfabetizadores. Este curso de 120 horas, será conduzido por professores de universidades públicas, com a participação de orientadores de estudo (professores municipais e estaduais); o segundo eixo diz respeito aos materiais didáticos e pedagógicos que serão enviados para as escolas considerando o número de turmas de alfabetização. Este material é constituído de livros didáticos com os respectivos manuais de orientação para os docentes; títulos pedagógicos complementares aos livros didáticos e dicionários de língua portuguesa, jogos pedagógicos de apoio à alfabetização, obras literárias e de pesquisa além de tecnologias educacionais de apoio à alfabetização. O terceiro eixo abrange três componentes essenciais: as avaliações processuais, discutidas durante o curso de formação. Por serem processuais, devem ocorrer de forma continuada; a disponibilização de um sistema para a inserção dos dados relativos a Provinha Brasil; uma avaliação externa, sob a responsabilidade do INEP.
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A abordagem da literatura na formação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC

A abordagem da literatura na formação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC

[...] voltada para a redefinição permanente das prioridades e planejamento contínuo do fazer pedagógico. As avaliações diagnósticas utilizadas para conhecer as crianças e detectar quais saberes elas já dominam são pontos de partida para planejar estratégias para aproximá-las da escola (BRASIL, 2012f, p.22). Entendendo essa relação íntima entre a avaliação e a enturmação, ainda se faz necessário que se busque também entender o que o Pacto defende quanto à progressão continuada, que segundo o caderno de apresentação, segue como terceiro elemento nessa proposta de alfabetização até os oito anos de idade. O projeto tem como consideração elementar que os três primeiros anos de escolarização no ensino fundamental, nesse documento chamado de ciclo de alfabetização, é:
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A formação continuada do professor alfabetizador nos cadernos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)

A formação continuada do professor alfabetizador nos cadernos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)

prática docente com diferentes dispositivos didáticos que ofereçam informações a respeito do processo de apropriação de conhecimento e possam orientar a prática, “a principal diferença no processo avaliativo, segundo essa perspectiva formativa reguladora são as suas funções diagnóstica, processual, descritiva e qualitativa” (BRASIL, 2012l, p. 28). A avaliação no ciclo de alfabetização igualmente objetiva analisar as estratégias de ensino e se a escola está favorecendo a aprendizagem para construir instrumentos de avaliação propícios. O uso da avaliação diagnóstica, por exemplo, permite ao professor traçar o perfil da turma, identificar os conhecimentos sobre o SEA e planejar o ensino de modo que as crianças avancem nas hipóteses de escrita. O quadro de registro de acompanhamento da aprendizagem, o diário de classe, os cadernos dos alunos, os portfólios, por exemplo, são instrumentos para a avaliação e permitem que o professor acompanhe os avanços de cada aluno nas diferentes áreas, além de possibilitar a avaliação sobre seus instrumentos e modos de avaliar, suas estratégias didáticas e posturas assumidas na sala de aula, contribuindo para reorganizar e diversificar ações, planejar o uso de materiais necessários que foram pouco utilizados, organizar o ambiente e conhecer os alunos, portanto, pensar como propiciar melhor a aprendizagem.
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A AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO NO CONTEXTO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA: RESPONSABILIZAÇÃO E CONTROLE.

A AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO NO CONTEXTO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA: RESPONSABILIZAÇÃO E CONTROLE.

Dessa concepção se desdobram eixos estruturantes e objetivos de aprendizagem que têm “como norte central a ideia de contemplar a inserção da criança em diferentes situações, nas quais ela possa pro- duzir e compreender textos orais e escritos, com diferentes propósitos” (LEAL, 2015, p. 32). A autora, no entanto, afirma que, nos cadernos de formação, duas compreensões teóricas de alfabetização se debatem: a primeira delas associa-a ao domínio do sistema de escrita; e a segunda concebe-a em sentido ampliado. Resende (2015), na análise dos cader- nos de formação do PFCPA, também identifica essa tensão. No entanto, enquanto essa última considera que esse conflito é resolvido pela predo- minância de uma concepção “racionalista e mecanicista” do domínio da língua, ou seja, pelo predomínio da primeira compreensão, Leal (2015) entende que ambas confluem para o princípio segundo o qual “a alfabe- tização na perspectiva do letramento é um processo em que, ao mesmo tempo, as crianças possam aprender como é o funcionamento do sistema de escrita alfabética, de modo articulado e simultâneo às aprendizagens relativas aos usos sociais da escrita e da oralidade” (LEAL, 2015, p. 34).
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OS DESAFIOS DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC) NO MUNICÍPIO DE RECIFE

OS DESAFIOS DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC) NO MUNICÍPIO DE RECIFE

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão estudado discorre sobre a formação continuada dos Professores Alfabetizadores a partir das ações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - Pnaic no município do Recife. Temos como objetivo geral conhecer as razões que levaram à baixa participação de Professores Alfabetizadores nas ações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) no município do Recife e elaborar um Plano de Ação Educacional (PAE) que contribua para sanar este problema. Para isto consideramos necessário apresentar e analisar a estrutura deste Programa no município do Recife nos anos de 2013 e 2014, com o fim de identificar os elementos que contribuíram para o seu adequado, ou não adequado, funcionamento no período demarcado nesta investigação. Assumimos como hipótese que a estrutura da formação proposta aos Professores, tanto a partir das orientações do Ministério de Educação e Cultura - MEC, quanto a partir da sua concretização no município do Recife, foi determinante para a adesão ou não adesão dos Professores na formação. Utilizamos como metodologia a pesquisa qualitativa, com ênfase no estudo de caso. Como instrumentos de pesquisa, utilizamos o questionário com questões objetivas e subjetivas, entrevistas e análises de documentos oficiais (relatórios dos Orientadores de Estudos, Portarias, Decretos, entre outros). O público alvo da nossa pesquisa foram os Professores Alfabetizadores que atuaram no ciclo de alfabetização nos anos de 2013 e 2014 e os Orientadores de Estudo que compuseram a equipe do Pnaic neste mesmo período.
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PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA: UMA POLÍTICA VINCULADA AO CAMPO ACADÊMICO

PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA: UMA POLÍTICA VINCULADA AO CAMPO ACADÊMICO

exigida também pelos investidores estrangeiros e pelas agências financeiras multilaterais” (BRESSER PEREIRA, 1998, p. 22). Estes elementos puderam ser vivenciados na prática na educação brasileira sob a justificativa da necessidade de força de trabalho qualificada. Portanto, vivemos uma época em que a educação existia para desenvolver na população competências para o mercado de trabalho, trazendo, assim, mudanças curriculares, de gestão e financiamento. Os currículos adotaram matriz de competências voltadas à formação ao trabalho e os estados e municípios precisaram assumir as responsabilidades com relação ao ensino fundamental, visto a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) 6 , implementada em 1998. Também foi desenvolvido um sistema nacional de avaliação, o qual contemplou novas modalidades de exames, como o Provão (Exame Nacional de Cursos) e o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Ambos objetivavam avaliar os egressos de cursos do ensino superior e do ensino médio. Tais exames, com objetivos declarados a avaliar o nível da aprendizagem dos alunos, possuem o objetivo oculto de ter referência do nível de aprendizado dos egressos para o mercado de trabalho (OLIVEIRA, 2009). A preocupação voltada à educação, portanto, se associava ao apelo à empregabilidade, levando a mudanças referentes à educação profissional, que passou a ser organizada em um sistema próprio em regras esclarecidas no Decreto nº. 2.208, de 1997. Uma das ações da reforma à educação profissional foi sua articulação com o ensino médio regular ao nível técnico.
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Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: uma análise de publicações na área da educação

Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: uma análise de publicações na área da educação

OTrabalho de Conclusão de Curso (TCC) trata do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), mais especificamente das publicações sobre este tema divulgadas na Biblioteca Científica Eletrônica em Linha (SCIELO) nos períodos de 2012, 2013 e 2014. O questionamento que embasa a constante discussão pode ser assim constituído: O que vem sendo enfatizado nas publicações sobre o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa no SCIELO no período de 2012, 2013 e 2014? Este estudojustifica-se pela intensa discussão que está sendo problematizada a partir da criação do PNAIC e também pelas contradições e dúvidas que são relativas ao mesmo. O texto busca traçar um levantamento das principais publicações, e suas ênfases, sobre o PNAIC, publicados no SCIELO. Para realização desse trabalho, foi desenvolvida pesquisa bibliométrica de caráter qualitativo/quantitativo, com a análise de 20 textos publicados no SCIELO. Como resultado pode ser considerado que, entre as publicações relativas ao tema, a ênfase maior pode ser sentida na explicação sobre o que é o PNAIC, como ele foi implantado e quais são os seus objetivos. Na sequência, estão as publicações que se referem à formação de professores através do programa e também aquelas que tratam das avaliações decorrentes do mesmo. O PNAIC aparece, predominantemente, como um acordo entre a União e os municípios para cumprir a meta de alcançar a média 6,0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) até o ano de 2022. Compromisso esse estabelecido a partir do Decreto nº 6.094/2007 do Programa de Metas Compromisso Todos pela Educação. No que se refere à formação de professores predomina aescrita sobre a necessidade de uma formação continuada de qualidade e sobre as bolsas oferecidas gratuitamente aosdocentes. Destacam-se também a Prova Brasil e a avaliação em ciclos sem a reprovação nos primeiros anos do Ensino Fundamental.A sentença conclusiva mais repetida nos textos se refere à importância do PNAIC e a necessidade de maior adesão ao mesmo por parte dos municípios.Assim, o PNAIC pode ser percebido, a partir das publicações analisadas, como um programa que está em fase de implantação devendo ser estudado e analisado para redimir possíveis dúvidas em relação ao seu propósito e, principalmente, devem ser observadas com atenção a relação do mesmo com as ênfases destacadas nas publicações na área da educação.
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SENTIDOS SOBRE FORMAÇÃO DOCENTE E CURRÍCULO NO ÂMBITO DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC)

SENTIDOS SOBRE FORMAÇÃO DOCENTE E CURRÍCULO NO ÂMBITO DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PNAIC)

na Universidade Nove de Julho, em São Paulo, no Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais, apresenta como objetivo analisar a prática pedagógica de docentes alfabetizadores(as) 4 a partir da formação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Tal pesquisa segue a perspectiva de identificar se ocorreram mudanças nas práticas pedagógicas dos professores em decorrência das formações. Parte do pressuposto de que a formação realizada pelo PNAIC promove mudanças na prática pedagógica dos professores por se constituir um “espaço dialógico” que fomenta a “reflexão sobre a práxis”. A análise dos dados se deu mediante a análise de conteúdo proposto por Bardin. Os resultados apontam o PNAIC como “uma intervenção necessária para o contexto brasileiro”, sendo percebida como válida pelos entrevistados, uma vez que fornece “instrumentalização teórico-prática” para os professores. Considera, por fim, que, apesar de necessária, a política não é suficiente para “a promoção efetiva da qualidade da educação”, uma vez que demanda outras ações tais como melhoria da infraestrutura, estímulo para a construção de propostas pedagógicas, bem como a valorização dos profissionais, além da existência de “projetos pedagógicos consistentes” e da consideração dos resultados da avaliação para o planejamento.
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Projetos e sequências didáticas nos relatos de experiência docente na formação do pacto nacional pela alfabetização na idade certa

Projetos e sequências didáticas nos relatos de experiência docente na formação do pacto nacional pela alfabetização na idade certa

1.Entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, com aprofundamento de estudos utilizando, sobretudo, as obras pedagógicas do PNBE do Professor e outros textos publicados pelo MEC; 2. Aprofundar a compreensão sobre o currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental e sobre os direitos de aprendizagem e desenvolvimento nas diferentes áreas de conhecimento; 3. Compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem; 4. Compreender e desenvolver estratégias de inclusão de crianças com deficiência visual, auditiva, motora e intelectual, bem como crianças com distúrbios de aprendizagem no cotidiano da sala de aula; 5. Conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (livros didáticos e obras complementares aprovados no PNLD; livros do PNBE e PNBE Especial; jogos didáticos distribuídos pelo MEC) e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados; 6. Planejar o ensino na alfabetização, analisando e criando propostas de organização de rotinas da alfabetização na perspectiva do letramento; 7. Compreender a importância de organizar diferentes agrupamentos em sala de aula, adequando os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos; 8. Criar um ambiente alfabetizador, que favoreça a aprendizagem das crianças; 9. Entender as relações entre consciência fonológica e alfabetização, analisando e planejando atividades de reflexão fonológica e gráfica de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC; 10. Compreender a importância da literatura nos anos iniciais do Ensino Fundamental e planejar situações de uso de obras literárias em sala de aula; 11. Conhecer a importância do uso de jogos e brincadeiras no processo de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética, analisando jogos e planejando aulas em que os jogos sejam incluídos como recursos didáticos; 12. Analisar e planejar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de alfabetização, assim como prever atividades permanentes, integrando diferentes componentes curriculares e atividades voltadas para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita (BRASIL, 2012c, p.31).
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Diversidade e inclusão no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: concepções de professores de um município do extremo norte do Espírito Santo

Diversidade e inclusão no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: concepções de professores de um município do extremo norte do Espírito Santo

Nos últimos anos, a alfabetização tem recebido especial atenção na tentativa de diminuição da taxa de analfabetismo, dentre as ações, destacamos o Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), cuja proposta é alfabetizar as crianças até os oito anos de idade. A pesquisa foi realizada com professores-cursistas do Programa no município de Pedro Canário/ES. Tivemos como objetivo geral deste estudo, analisar os conceitos de diversidade e inclusão presentes no PNAIC e as concepções de professores alfabetizados do Município de Pedro Canário sobre esses conceitos. A metodologia adotada para a realização do trabalho foi a abordagem qualitativa, através do método estudo de caso exploratório, cuja coleta de dados utilizou-se da análise documental de cinco Cadernos do PNAIC e da realização de entrevistas semiestruturadas com oito professores-cursistas. Os achados da pesquisa apontam para, discutidos a partir do referencial teórico selecionado: Vygotsky (1997, 2009, 2010) e Bakhtin (2011). Ao término das análises dos cadernos, percebemos que nos Cadernos de 2013 o tema Inclusão e Diversidade foi trabalhado em três cadernos como sinônimo de heterogeneidade, ou seja, pluralidade de gostos, gêneros, ideias e etc, no caderno de Educação Especial trabalhado no mesmo ano os apontamentos apresentados estão norteados em somente descrever as deficiências dos estudantes e o caderno trabalhado no ano de 2014, com foco à matemática, apresenta textos mais fluidos e um direcionamento mais claro do papel da Inclusão na alfabetização. Com relação às entrevistas, podemos perceber que a segregação ainda é forte nas salas de aula, embora a maioria das professoras souberam relatar a proposta de Inclusão e Diversidade presentes na formação do PNAIC, ainda há muito o que se trabalhar para que a proposta se concretize na sala de aula.
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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: diretrizes e implicações

Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: diretrizes e implicações

A formação no Pacto pela Alfabetização na Idade Certa tem como principal objetivo refletir, estruturar e melhorar a ação docente, no cotidiano da sala de aula, no primeiro ciclo da alfabetização, sob a perspectiva do letramento. Através do uso e da divulgação dos recursos didáticos e literários do MEC, os cursos voltados para os professores alfabetizadores pretendem refletir, também, sobre o currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental, definir os direitos de aprendizagem e desenvolvimento nas áreas da leitura, escrita e matemática, e promover instrumentos eficazes de avaliação, considerando a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais.
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Apropriações de concepções de leitura do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)

Apropriações de concepções de leitura do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)

Compreender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, a partir do aprofundamento de estudos baseados nas obras pedagógicas do PNBE do professor e publicados pelo MEC; aprofundar a compreensão sobre o currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental e sobre os direitos de aprendizagem e desenvolvimento nas diferentes áreas de conhecimento; analisar e planejar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de alfabetização, assim como prever atividades permanentes integrando diferentes componentes curriculares, atividades voltadas para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita; conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo MEC e planejar projetos e sequências didáticas em que tais matérias sejam usados; compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização; explorar a organização da unidade do material do Pnaic: texto 1: planejar para integrar saberes e experiências (Juliana de Melo Lima; Rosinalda Teles; Telma Ferraz Leal) – material do Pnaic; Utilizar como material de apoio: FERRAÇO, Carlos Eduardo (org.). Cotidiano escolar, formação de professores(as) e currículo. São Paulo: Cortez, 2005. p. 15‐41; GONTIJO, Cláudia Maria Mendes. Alfabetização na prática educativa escolar. Revista do professor. Belo Horizonte, 2006; Texto 2: Projetos didáticos: compartilhando saberes, compartilhando responsabilidades (Telma Ferraz Leal; Juliana de Melo Lima)
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