Top PDF A perceção dos profissionais de saúde sobre o sistema de informação dos cuidados continuados integrados

A perceção dos profissionais de saúde sobre o sistema de informação dos cuidados continuados integrados

A perceção dos profissionais de saúde sobre o sistema de informação dos cuidados continuados integrados

No que ao layout diz respeito, o ambiente gráfico possuir um visual atrativo para o utilizador, a maioria dos utilizadores não se posicionam com a afirmação (54.9%), discordam (30.5%) e outros concordam (13.4%), como demonstrado na tabela 4.11. De acordo com a tabela 4.12, existem correlações significativas entre o ambiente gráfico possuir um visual atrativo para o utilizador e: a) o período de tempo que o profissional trabalha para a unidade, b) frequência que utiliza em média a aplicação, c) a plataforma ser de compreensão imediata, d) a satisfação com a forma que a informação é apresentada, e) a aplicação apresentar toda a informação que é necessária, f) a aplicação satisfazer as necessidades de atividade, g) o impacto que o ambiente de trabalho tem no desempenho, h) a opinião da performance do sistema, i) satisfação com a exatidão da informação, j) ocorrer falhas ou carências no sistema, k) conseguir atingir os objetivos propostos usando o sistema, l) facilidade de utilização, m) a aplicação ser segura, n) a aplicação ser fidedigna e de qualidade, o) a aplicação ser adequada para o trabalho, p) o grau de satisfação sobre o sistema na atividade profissional, (p<0.005). Estas correlações observadas oscilam entre baixa e moderada intensidade (-0.229 e 0.606).
Mostrar mais

151 Ler mais

A perceção dos profissionais de saúde sobre fontes de informação e sua influência na relação terapêutica

A perceção dos profissionais de saúde sobre fontes de informação e sua influência na relação terapêutica

Neste estudo evidencia-se a importância da aplicação da teoria da resolução dos problemas (Kim & Grunig, 2011) na avaliação das dinâmicas e dos contributos comunicacionais para a relação terapêutica, especialmente com pacientes com baixa literacia em saúde e a abordagem da capacitação dos profissionais de saúde no processo de comunicação ao paciente. De acordo com o objetivo de aferição da perceção dos profissionais de saúde sobre a importância das fontes de informação para a relação terapêutica, o estudo confirmou-se que existem fontes diferenciadas credíveis e não credíveis para ambos os públicos analisados: profissionais de saúde e pacientes. Tanto o profissional de saúde como o paciente devem recorrer a fontes de informação de confiança, credíveis e competentes. No entanto, sublinha-se que os profissionais de saúde têm uma relevância e responsabilidade acrescida na relação terapêutica, particularmente na gestão dos aspetos comunicacionais, sendo esta competência crucial para a orientação e motivação dos pacientes. É também relevante que o acesso à informação sobre saúde na internet acarreta vários riscos, em particular os pacientes com baixa literacia em saúde, necessitando por isso de ser vista como uma balança informativa com vários pesos, onde o profissional tem um papel crítico na orientação acertada para o objetivo de resolução dos problemas. Por conseguinte, recomenda-se que se exerça uma auditoria mais eficaz relativamente aos conteúdos em saúde para garantir a disponibilização online de informações de saúde de alta qualidade, permitindo aos profissionais de saúde direcionar os pacientes para essas fontes.
Mostrar mais

18 Ler mais

Perceção dos profissionais de saúde sobre o ruído em neonatologia

Perceção dos profissionais de saúde sobre o ruído em neonatologia

desenvolvimento cerebral. O ruído é um fator de stress para o recém-nascido, podendo-lhe causar interferência no ciclo de sono, com redução da qualidade do sono, verificando-se fragmentação e redução dos períodos de sono rapid eyes moviment (REM) (Mahmoodi, Arbabisarjou, Rezaeipoor, & Mofrad, 2016; Stafford et al., 2014). Por sua vez, pode contribuir para alterações das funções vitais, com aumento da probabilidade de ocorrência de episódios de apneia e, causar alterações no crescimento e desenvolvimento, dado a influência na produção de algumas hormonas como a hormona de crescimento que atinge os seus valores mais elevados durante o estado de sono ativo. Para além disso, ao interferir constantemente no ciclo de sono, o que acontece quando são verificados níveis de ruído superiores a 30 a 40 dB(A), e picos de ruído entre cinco a 10 e 10 a 15 dB(A) acima do nível de ruído base da unidade, estamos a condicionar as funções essenciais do sono que consistem na restauração da energia e homeostasia corporal, termorregulação e na capacidade para processar e consolidar informação, relacionando-se com a memória e a aprendizagem, bem como a lentificar o processo de recuperação clínica (Kuhn et al., 2013). Como refere Marques (2014, p.50), “o efeito do ruído no sono deve ser considerado como uma causa potencial de hipoxemia e fonte de morbilidade neonatal”.
Mostrar mais

227 Ler mais

A relação entre o Assistente Social e a família do doente crónico numa UMDRULDM de cuidados continuados integrados de saúde

A relação entre o Assistente Social e a família do doente crónico numa UMDRULDM de cuidados continuados integrados de saúde

12 repercussões na dinâmica familiar.O tipo de comunicação entre os seus membros e as condições em que esta se dá podem ser geradores de confusão entre as componentes, com risco de incrementar os níveis de ansiedade destes. Em outras ocasiões, as famílias organizam a sua comunicação através de um pacto de silêncio perante a informação diante do doente com o objetivo de evitar-lhe preocupações, mas nem sempre os resultados são bons. Se uma familia é emocionalmente instável, existe mais risco de descompensação do estado de ânimo e como consequência, de uma adaptação inadequada à doença. As defesas ou mecanismos defensivos como processos mentais protetores diante da ansiedade, ainda sendo muitas vezes necessários ou úteis provocam distorções na relação entre os membros da família e entre esta e os diferentes profissionais que os atendem. A experiência dos processos dolorosos e traumáticos podem incidir positiva ou negativamente na capacidade para enfrentar e adaptar- se à experiência de processos dolorosos e traumáticos. A frequência de histórias ou situações similares, especialmente se se produzirem numa forma fechada no tempo, coloca os familiares em situação de esgotamento e fragilidade emocional de forma a enfrentar-se a novos acontecimentos. As atitudes de desesperança modificam ou reduzem a capacidade familiar para cuidar. Os sentimentos de culpa e censura, conscientes ou inconscientes; o medo de perder aspetos de qualidade de vida; medo de sofrer e fazer sofrer os outros. A intervenção é dirigida de forma a evitar que o nível do impacto prejudique a dinâmica e harmonia familiar. “A doença é como um terrorista que surge à porta, irrompe pela casa fora, exigindo tudo o que a familia tem. ” Relvas (n.d). cit. Carvalho 2012, p.185).O desafio de viver uma doença na família é tanto maior quanto mais inesperadamente surgir, quanto maior gravidade apresentar na sua evolução e quanto maior grau de incapacidade trouxer ao individuo. Segundo Carvalho, M. (2012), o impacto sentido irá depender, maioritariamente das condições de vida da pessoa doente e da sua família (a nível sociofamiliar, habitacional, profissional e económico); da fase do ciclo vital do doente e da família; das características idiossincráticas da doença e das suas representações sociais; do processo de doença (forma de inicio, tratamento, evolução, duração e prognóstico); dos tratamentos e das expectativas face ao seu sucesso; da relação estabelecida com o sistema de saúde; das experiencias anteriores com processos de doença, significações pessoais e significações do contexto sociocultural que integram, da incapacidade associada à doença e da esperança de vida do doente.
Mostrar mais

229 Ler mais

Relevância e Acessibilidade à Informação em Cuidados Continuados: Opinião dos Enfermeiros das Equipas de Cuidados Continuados Integrados

Relevância e Acessibilidade à Informação em Cuidados Continuados: Opinião dos Enfermeiros das Equipas de Cuidados Continuados Integrados

Na Enfermagem, os rec ursos da informatizaç ão adicionaram à profissão mais eficiência, organizaç ão e versatilidade. Os Sistemas de Informação em Enfermagem (SIE) começ aram a ser definidos e implantados para apoiar e fac ilitar a atividade do enfermeiro em adquirir, armazenar e analisar dados dos utentes, com a finalidade de definir as necessidades e o planeamento do cuidado. Sendo o c uidado o foc o de atenç ão da Enfermagem, seus profissionais são responsáveis pela produç ão e gerenc iamento de informaç ões que influenc iam direta e indiretamente a qualidade e o resultado dos serviç os prestados. Um sistema de informação em saúde deve produzir informaç ões que possibilitem a tomada de decisões sobre as aç ões a serem implementadas, o ac ompanhamento das aç ões propostas e a avaliaç ão do impac to (efetividade) alc ançado sobre a situaç ão de saúde inic ial. A disponibilidade de informações para o enfermeiro que atua nas atividades relac ionadas c om os cuidados continuados, possibilita o ac esso a um c onjunto de ferramentas para realizar sua aç ão e prestar assistênc ia c om qualidade. Contudo, ainda existem dific uldades no ac esso a informaç ões úteis/relevantes de forma atempada para determinada ação ou planeamento do c uidado, de forma a assegurar a c ontinuidade deste. Já a literatura sobre os c uidados de enfermagem no domic ílio reflec te a natureza emergente desta área dos cuidados de saúde, pelo que se justific a a importânc ia da pesquisa sobre qual a informaç ão relevante para efeitos de c ontinuidade dos cuidados nas ECCI e conhecer quais as entidades/suportes onde esta informaç ão está disponível. Assim, e no âmbito do XVIII Curso de Mestrado em Ciênc ias de Enfermagem do ICBAS/UP pretendo realizar um estudo c om o objec tivo de identific ar a informaç ão que na perspec tiva dos enfermeiros que prestam cuidados domic iliários em c ontexto de cuidados c ontinuados integrados é relevante para efeitos da continuidade dos c uidados, a sua ac essibilidade, bem c omo quais os suportes onde esta informaç ão está disponível.
Mostrar mais

154 Ler mais

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em  equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

Assim, a interdisciplinaridade foi definida pelos entrevistados como a existência de vários profissionais de áreas diferentes numa mesma equipa, que trocam informação entre si, definem objetivos comuns de intervenção e mantêm uma relação positiva, pautada pelo entendimento e respeito pelo outro. No entanto, perante a apresentação de uma lista de conceitos relacionados com a interdisciplinaridade, a escolha dos entrevistados recaiu sobre a comunicação, a colaboração e a tomada de decisão partilhada. Se a comunicação já encontrava expressão na definição dada espontaneamente pelos entrevistados, a colaboração e a tomada de decisão partilhada são uma “novidade”. O facto de estes “novos” conceitos – colaboração e tomada de decisão partilhada – não terem surgido espontaneamente no discurso dos entrevistados, leva-nos a depreender que estão pouco conscientes e menos racionalizados pelos atores sociais, embora estes lhes sejam sensíveis. Percebemos que a valorização da interdisciplinaridade é transversal a todos os profissionais pelo facto de permitir uma compreensão integrada da realidade e dos problemas, contudo, verificamos também que é a partilha de um objeto comum que configura os maiores desafios para os profissionais.
Mostrar mais

158 Ler mais

Prevenção da sobrecarga de cuidadores informais no contexto de uma equipa de cuidados continuados integrados

Prevenção da sobrecarga de cuidadores informais no contexto de uma equipa de cuidados continuados integrados

exposição a stress, durante um determinado intervalo de tempo, relacionado com a prestação de cuidados, com várias repercussões: saúde física e mental, vida social e financeira. Pretendemos analisar artigos científicos, através da Teoria do Défice de Autocuidado de Enfermagem (TDAE) de Dorothea de Orem, relativamente às intervenções na sobrecarga de cuidadores informais de idosos dependentes na comunidade; averiguando como pode ser melhorado o papel dos enfermeiros, no apoio aos cuidadores e às pessoas cuidadas. Métodos: Realizámos uma revisão integrativa da literatura, mediante a pesquisa em base de dados eletrónica EBSCOhost, utilizando descritores Decs (língua portuguesa, espanhola e inglesa). Determinámos os seguintes critérios de inclusão: artigos de revisões sistemáticas, clínicas ou integrativas da literatura, estudos clínicos com e sem randomização, com texto completo, publicados entre 2013 e 2018. Resultados: Nesta revisão a maioria dos artigos incluídos são revisões sistemáticas de literatura, colocadas no nível 1.b (JBI Levels of Evidence, 2014) logo, podemos concluir que são estudos com evidência alta. A amostra final incluiu cinco revisões sistemáticas, duas experiências randomizadas controladas, um estudo quasi-experimental e um estudo observacional. Os resultados foram agrupados em cinco dimensões: I. - Sobrecarga dos cuidadores de idosos com demência; II. - Intervenções para cuidadores de pessoas com acidente vascular cerebral; III. - Intervenções sustentadas na Teoria do Défice de Autocuidado de Enfermagem; IV. - Evidências sobre as intervenções de apoio a cuidadores informais; e V. - Tipos de intervenções na sobrecarga dos cuidadores. Subdividimos a dimensão V em quatro categorias de intervenções: psicoeducacionais; psicoterapia-aconselhamento; multicomponente; e baseadas na tecnologia. Conclusões: Os resultados desta revisão demonstraram resultados positivos, da implementação de intervenções multidisciplinares, na sobrecarga, junto dos cuidadores informais, na comunidade. As intervenções de enfermagem, sustentadas na Teoria do Défice do Autocuidado de Enfermagem, particularmente no sistema de enfermagem educacional (apoio-educativo) evidenciam melhorias na saúde e no bem-estar dos cuidadores informais, reduzindo a sobrecarga subjetiva.
Mostrar mais

127 Ler mais

COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

COMPETÊNCIA EMOCIONAL NOS FISIOTERAPEUTAS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

Internacionalmente houve novo reconhecimento para a Fisioterapia: a Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT), representante dos Fisioterapeutas a nível mundial, tornou-se membro da Organização Mundial de Profissões de Saúde (WHPA) - organização internacional que representa os profissionais de saúde. Incluem-se nesta organização exclusivamente os organismos mundiais para Enfermeiros, Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e agora Fisioterapeutas. É uma profissão regulamentada 12 e estabelecida, com aspetos profissionais de exercício clínico e educação específicos, indicativos da diversidade de contextos sociais, económicos, culturais e políticos e constitui uma parte essencial na prestação de serviços no Sistema Nacional de Saúde. Atua em diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objetivo de avaliar, tratar, minimizar problemas, prevenir e curar as mais variadas disfunções. Presta cuidados a indivíduos e populações de forma a desenvolver, manter e restituir o máximo movimento e capacidade funcional ao longo do ciclo de vida. Isto inclui a prestação de serviços em circunstâncias onde o movimento e a função estão comprometidos pelo envelhecimento, lesão, doença ou fatores ambientais. Preocupa-se na identificação e na maximização da qualidade de vida e potencial de movimento dentro das esferas da promoção, prevenção, intervenção/ tratamento, habilitação e reabilitação, abrangendo o bem-estar físico, psicológico, emocional e social. Envolve a interação entre Fisioterapeutas, utentes/ clientes, outros profissionais de saúde, famílias, cuidadores e comunidades, num processo onde o potencial de movimento é avaliado e os objetivos são combinados, utilizando conhecimentos e competências clínicas únicas dos Fisioterapeutas.
Mostrar mais

130 Ler mais

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

Pensar nestas atividades profissionais a longo prazo é também motivo de constrangimento para estes indivíduos dado que, na sua opinião, quando atingirem os 60anos não serão capazes de satisfazer as exigências físicas e psicológicas que estas atividades têm. Pois, se por um lado com o envelhecimento ocorrem alterações da mobilidade articular e diminuição da força voluntaria máxima (Portugal, 2008, p. 18). Por outro lado, uma condição física desadequada torna a atividade profissional excessiva resultando, facilmente, em quadros dolorosos do sistema músculo-esquelético. (Moreira & Mendes, 2005). O que se encontra de acordo com os resultados do Quinto Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho onde se pode verificar que a sustentabilidade do trabalho está relacionada com a conciliação da vida do trabalho com a vida fora do trabalho, com a atualização das qualificações do trabalhador, a autonomia do trabalhador, assim como, com as repercussões das condições de trabalho na saúde a longo prazo. (Eurofound, 2011, p.8)
Mostrar mais

142 Ler mais

A Comunicação de más notícias numa unidade de cuidados continuados integrados

A Comunicação de más notícias numa unidade de cuidados continuados integrados

Os obstáculos à transmissão de informação em contexto de saúde podem ter origem quer no doente, quer no enfermeiro. Assim torna-se importante identificá-los e contorná- los. A ausência de questões por parte do doente, constitui um dos principais obstáculos, pois o enfermeiro não tem o feedback relativamente ao fato da informação transmitida ser ou não a mais adequada e se o doente fica mais ou menos informado. A experiência profissional pode ser também um obstáculo, pois esta não é sinónimo de maior competência a nível de comunicação. Um outro obstáculo à comunicação é o desacordo entre o doente, que pretende ter o máximo de informações relativamente à sua saúde e o profissional de saúde que se mostra relutante a fornecer certos dados, pois estima que podem ser indutores de ansiedade no doente. O tipo de linguagem utilizada é também um obstáculo muito frequente a uma comunicação eficaz. Uma linguagem tecnicista, linguagem própria aos profissionais de saúde dificultam a compreensão da mensagem transmitida e podem gerar angústia no doente e na família (Ribeiro, 2013).
Mostrar mais

110 Ler mais

Perceção dos enfermeiros acerca da qualidade dos cuidados de enfermagem em unidades de cuidados continuados

Perceção dos enfermeiros acerca da qualidade dos cuidados de enfermagem em unidades de cuidados continuados

O termo “Perceção” é frequentemente usado em diversos trabalhos académicos ”(…) no sentido de opinião ou atitude (…)” (Bacha, Strehlau & Romano, 2006, p.1). Este conceito ao longo do tempo tem sido estudado através de várias correntes: filosóficas, psicológicas, pelo comportamento do consumidor, entre outros. A definição do conceito de Perceção é extensa e assenta em diversas teorias, pelo que, se opta neste trabalho por fazer apenas uma breve definição do conceito de forma generalista, uma vez que, segundo Bacha, Strehlau & Romano (2006), o conceito ”(…) é mais utilizado no sentido formal de consciência, impressão ou intuição, de uma pessoa face a determinado assunto (…) definição para o termo destacado por Houaiss (2002) (…)”. A Perceção “diz respeito à interpretação que o sistema cognitivo tem a partir da sensação recebida” (Silva, Marinho, Silva, Bartelmebs & Silveira, 2014, p.51). Em contextos económicos, sociais e de marketing, por exemplo, tem assumido uma configuração crescente de conhecimento no atual mundo industrializado, uma vez que, as empresas desenvolvem estratégias de marketing orientadas para as opiniões dos consumidores. Para Sternberg (2000), citado por Figueiredo (2010, p.3) “(…) a perceção é um conjunto de processos pelos quais reconhecemos, organizamos e entendemos as sensações recebidas dos estímulos ambientais (…)”. Pode-se assim dizer que, para as ciências humanas, sociais e de saúde, compreender o que as pessoas pensam ou sentem sobre determinado assunto pode ser uma forma eficaz de criar estratégias de melhoria nas instituições.
Mostrar mais

110 Ler mais

A perspectiva do risco na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) em Portugal: uma reflexão de peritos e decisores em saúde.

A perspectiva do risco na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) em Portugal: uma reflexão de peritos e decisores em saúde.

Relativamente à análise de conteúdo das respos- tas declaradas nas entrevistas, utilizou-se a técnica de tratamento de informação que colocou os dados numa perspectiva diferente da sistematizada na fonte. Serviram para essa abordagem as opiniões de Demazière e Dubar (1997) que se referem à pos- tura analítica e da reconstrução do sentido e que permitem ao investigador a interpretação dos fatos narrados, admitindo a produção de categorias e pro- posições. Elegeu-se a proposta de Poirier, Valladon e Raubaut (1999) sobre entrevistas aprofundadas, tendo em conta os pressupostos elementares da abordagem de análise de conteúdo, visando uma sequência de operações que controlam a técnica utilizada. Assim, numa primeira fase, as entrevistas foram gravadas e, em seguida, transcritas integral- mente. Finalmente, foram redigidas em discurso coerente e abreviado, mantendo a fidelidade das declarações. Numa segunda fase as entrevistas foram impressas, para poderem ser anotadas por indução analítica, num formato com margens livres à esquerda e à direita. Procedeu-se à leitura concen- trada das mesmas e sublinharam-se a cores algumas frases do texto – cor verde para fatos e cor azul para frases ilustrativas. Desse exercício surgiram outros temas e novas problemáticas, que foram integradas na construção do documento – complementando e identificando, por meio do discurso, um quadro mais rico de problematização.
Mostrar mais

14 Ler mais

A educação para a saúde na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados : um estudo exploratório sobre as percepções de doentes e enfermeiros

A educação para a saúde na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados : um estudo exploratório sobre as percepções de doentes e enfermeiros

A estrutura formal do trabalho pretendeu favorecer a compreensão das percepções dos doentes e enfermeiros quanto às práticas de Educação para a Saúde na Rede, atendendo à multiplicidade de necessidades, experiências e desejos que estão presentes aquando da possibilidade de flexibilização do padrão auto-organizativo, permitindo às pessoas a mudança dos seus comportamentos. Perante uma situação tão complexa como o processo de reabilitação e num contexto (Rede) verificamos o predomínio do paradigma patogénico no seio dos doentes, uma vez que incidiram na prevenção da doença, no tratamento, no atenuamento das mesmas e atribuíram aos profissionais de saúde a maior parte da responsabilidade pelo processo de reabilitação. Consideramos que esta postura passiva e submissa da maioria dos doentes, seja efeito do Modelo Biomédico impregnado em algumas instituições, profissionais, cidadãos e comunidade em geral, a visão reducionista e mecanicista do Homem resultado de concepções de filósofos como Galileu, Descartes, Newton e Bacon (Carrondo, 2006: 33). Relacionado com a pedagogia bancária em que o profissional se encontra num nível superior ao doente e é o elemento dominador visto ser o detentor de todo o conhecimento. Também nas famílias, segundo os enfermeiros, salientamos a necessidade de fomentar o alfabetismo funcional dado que a maioria tem dificuldade em dominar as várias funcionalidades do ambiente em que se encontra. Nomeadamente, no que concerne os cuidados ao doente e a mobilização de recursos externos. Por outro lado, verificamos que os enfermeiros realçam o modelo biopsicossocial como orientador das suas práticas, atribuem aos aspectos psicológicos e sociais as causas e a evolução de doenças. Associam também os aspectos psicológicos do doente à adesão ao regime terapêutico.
Mostrar mais

168 Ler mais

O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

Na prática o enfermeiro enfatiza a sua intervenção fornecendo orientações sobre a segurança e autonomia, reforçando as ideias através de informação escrita mencionada em catálogos, folhetos ou outro material de apoio que vá ao encontro da concretização do objetivo pretendido. Para além deste cuidado de enfermagem, sempre que se justifique, o enfermeiro referencia para outro profissional da equipa (médico, fisioterapeuta, técnico de serviço social ou outro). Esta conjetura justifica-se, porque atualmente uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar reforça a complementaridade de saberes e de todos os desafios que se colocam a cada profissão, os quais estão intimamente ligados ao binómio saúde-doença, particularmente no que diz respeito aos novos problemas de saúde relacionados com estilos de vida, envelhecimento e doenças crónicas. 16
Mostrar mais

8 Ler mais

Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Gestão da alta hospitalar: referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Outro estudo que converge para as conclusões já apresentadas foi desenvolvido por Watkins et al. (2014), nos Estados Unidos da América, onde, devido à especificidade organizacional dos serviços de saúde, os profissionais clínicos podem ser penalizados se o internamento dos utentes divergir do tempo médio previsto. O cálculo da demora média esperada é baseado no tipo de patologia ou procedimento clínico. O estudo incidiu sobre os utentes traumatizados, uma vez que estes têm necessidades sociais que não estão presentes nos utentes com sinalização para cirurgia eletiva e que podem ser motivo de adiamento da alta. Nesta investigação salientaram-se como fatores presentes no prolongamento da alta a causa de admissão (destacaram-se os atropelamentos, com 2,3 dias, lesões perfurantes 2,9, acidentes de viação 1,4 e quedas 1,3), estadia na unidade de cuidados intensivos, grau de severidade da lesão e a necessidade de continuidade de cuidados após a alta. Já a idade não foi considerada um fator significativo, tendo-se verificado que a média de idade dos doentes com adiamento da alta era de 63 anos.
Mostrar mais

105 Ler mais

A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

A hidratação à pessoa em agonia em cuidados continuados integrados: perceção da equipa de saúde

O alívio do sofrimento deve ser sempre foco de atenção do profissional de saúde, nomeadamente do enfermeiro. Para que isto possa ocorrer, é fundamental que seja feito o controlo da dor “(…) podendo ser problemático se já não se conseguir estabelecer comunicação verbal. Neste contexto, é essencial estar atento aos de sinais de desconforto que possam surgir para que sejam adotadas medidas terapêuticas ajustadas, devendo também, ser adequadas as vias de administração dos fármacos” (Aguiar, 2015, p. 31). Sobre a melhoria do estado de consciência, é necessário ter presente que mais de metade dos doentes mantém a consciência até ao último dia de vida, mas à medida que o fim se aproxima, a disfunção neurológica torna-se mais evidente. Mas se “a maioria dos fármacos utilizados em Cuidados Paliativos pode causar alterações no estado de consciência, em particular quando ocorre insuficiência hepática ou renal” (Roque, 2010, p. 22), no caso da hidratação, no nosso estudo é apontado como uma melhoria ao estado de consciência do doente.
Mostrar mais

184 Ler mais

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Inteligência emocional dos profissionais de saúde da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Os questionários de auto-avaliação, auto-descrição ou auto-relato medem a inteligência emocional na óptica dos dois modelos de IE e representam um modo menos directo de avaliar a inteligência emocional, comparativamente aos testes de aptidões/competências. Neste tipo de instrumento, os indivíduos autodescreverem-se de acordo com as respostas a diversas afirmações (Alves, 2010; Woyciekoski & Hutz, 2010). Estes questionários baseiam-se na auto-análise, autoconhecimento e autoconceito. Assim, caso o autoconceito do indivíduo seja afinado, este tipo de instrumento constitui uma medida precisa da IE, no entanto, se o autoconceito do indivíduo for diminuto, a medida dará somente informação sobre o seu autoconceito e não sobre as suas aptidões (Mayer et al., 2000). Os questionários de auto-descrição apresentam algumas desvantagens como o facto de poderem refletir apenas o autoconceito do indivíduo e as suas perceções de desejabilidade, e não a sua verdadeira inteligência emocional (Alves, 2010; Woyciekoski & Hutz, 2010). Para além disso, os indivíduos podem adulterar as respostas com vista a uma impressão favorável (Ângelo, 2007). Todavia, os questionários de auto- descrição/auto-relato comportam algumas vantagens, pois são mais simples de gerir, possibilitam o acesso a experiências internas difíceis de aceder através de medições de aptidões e permitem a avaliação de processos conscientes relacionados com a inteligência emocional (Mayer et al., 2000). De acordo com Austin (2010), os testes de aptidões e os questionários de auto-avaliação têm uma correlação positiva. Para Alves (2010), exemplos deste tipo de instrumentos são o Trait Meta-Mood Scale, o EQ-i de Bar-On e o instrumento proposto por Wong e Law a partir da tetradimensionalização sugerida por Mayer e Salovey.
Mostrar mais

202 Ler mais

Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

(Biscaia,2006,N.º22,p.72). Os ACES têm que se integrar numa coerente lógica de organizações flexíveis com capacidade de adaptação. Para ser possível esta nuance houve a preocupação de que os Directores Executivos e os membros do Conselho Clínico tivessem acesso a formação específica, direccionada para as funções que iriam desempenhar neste novo conceito. ―Os centros de saúde nunca tiveram autonomia de gestão. O seu controlo administrativo foi sendo feito à distância a partir das sedes de distrito (pelos serviços sub-regionais das ARS). A reafectação dos recursos, meios e competências destes serviços de âmbito sub-regional é um processo que exige sensibilidade e visão estratégica. Esta reafectação será feita para os níveis local e regional consoante a natureza dos recursos e das competências em causa‖ (MCSP,2008,p.5), tudo isto é o resultado de várias reflexões baseadas na sua estrutura, nos processos e nos seus resultados. Esta (re)organização foi equitativamente redesenhada para ter a eficácia necessária, pois só desta forma os CSP terão efectividade, ou seja, chegar-se-á aos resultados desejados e com eficiência (óptima relação custo - benefício).‖Nesta perspectiva, alguns dos elementos mais comuns associados à boa governação são a centragem nas pessoas, a prestação de contas, a transparência, a participação dos cidadãos, a monitorização e avaliação regulares‖ (Ferreira & Raposo,2006,p.287).De facto,gestores e profissionais da saúde, devem compreender que qualquer serviço de saúde só tem uma razão de ser: o ―utente‖ para o atendimento das suas necessidades de uma forma cada vez mais efectiva, dignificando-o ao torná-lo mais responsável, e mais assertivo no que diz respeito à satisfação das necessidades dos seus utilizadores/ utentes.‖Desta forma, a boa governação na saúde significa considerar um conjunto de boas práticas que definem as regras do jogo relativamente à tomada de decisão, à implementação de soluções, à sua avaliação e monitorização e, consequentemente, à correcção no caso de eventuais desvios. Implicitamente estamos a falar da capacidade de implementar mudanças efectivas que permitam melhorar o sistema de saúde, respondendo às reais necessidades dos seus utilizadores e garantindo princípios de equidade e de igualdade‖ (Ferreira & Raposo,2006,p.287).
Mostrar mais

167 Ler mais

Cuidados continuados integrados: estudo de um caso

Cuidados continuados integrados: estudo de um caso

25 Contudo, várias ciências (Socióloga, Antropologia, Ciências de Saúde, etc.) tem vindo a levantar críticas sobre este conceito médico, actualmente entendesse que a doença não influencia somente o indivíduo, mas todas as pessoas que estão em contacto com ele, (família, amigos…) para além disso a doença não tem apenas consequências biológicas, mas também sociais (isolamento, preconceito…) e provoca muitas vezes mudanças no sistema social. É neste sentido que hoje se fala no conceito bio-psico-social, o que evidencia que a doença deve ser vista sob diferentes pontos de vista, de acordo com os diferentes factores que a influenciam, sendo eles os factores biológicos (predisposição genética e os processos de mutação que determinam o desenvolvimento corporal geral); os factores psicológicos (preferências, expectativas, medos, reacções emocionais…); e os factores socioculturais (a presença de outras pessoas, expectativas da sociedade e do meio cultural, influência do círculo familiar, etc.) (Myers, 2007).
Mostrar mais

123 Ler mais

Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

Rede nacional de cuidados continuados integrados do Algarve: perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde

Não obstante a dificuldade de emprego se verificar para muitos dos profissionais e o facto de estes saberem lidar com a doença, o profissional tem que conviver com a subjetividade inerente às relações humanas, pelo que, os sentimentos de insatisfação surgem da frustração pela casuística, o que pode provocar dificuldades de adaptação, desgaste físico e desgaste psicológico. Adicionalmente, os profissionais referiram como aspetos ligados ao acesso ao emprego, e face à atual crise do mercado de trabalho, a insatisfação relacionada à diminuta oferta e à falta de preparação académica. Se tivermos em conta a diferença na praxis do desempenho e a perceção dos recém formados e admitidos ao serviço, destaca-se a carência da especificidade do conhecimento e certificação científica para o desempenho da atividade. Contudo, perceciona-se uma imagem de cultura gerontológica voltada para uma vertente de interajuda e progressão na profissão, considerando-se positiva a relação psicológica do profissional com a atividade de desempenho (Kulkamp, Barbosa & Bianchini, 2008). Só numa perspetiva multidisciplinar é que se poderá abordar a relação triangular qualidade-satisfação-produtividade. Quanto às relações significativas no trabalho, estes profissionais identificaram a um bom ambiente de trabalho de Equipa e Autonomia profissional.
Mostrar mais

212 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados