Top PDF Plantas medicinais utilizadas na comunidade urbana de Muribeca, Nordeste do Brasil.

Plantas medicinais utilizadas na comunidade urbana de Muribeca, Nordeste do Brasil.

Plantas medicinais utilizadas na comunidade urbana de Muribeca, Nordeste do Brasil.

RESUMO – (Plantas medicinais utilizadas na comunidade urbana de Muribeca, Nordeste do Brasil). As modernas condições de vida das comunidades urbanas comprometem o uso e transmissão do conhecimento tradicional sobre plantas medicinais. Neste trabalho foi verifi cada a alteração provocada por treinamento sobre plantas medicinais de um grupo de seis moradoras da comunidade de Muribeca (Jaboatão do Guararapes, PE), comparando-as com vinte moradores com conhecimento adquirido tradicionalmente. A partir de 26 entrevistas semi-estruturadas foram calculados o Fator de Consenso dos Informantes (FCI) e a Importância Relativa (IR) das plantas citadas pelos dois grupos. As moradoras com treinamento no uso e manipulação citaram 70 espécies, das quais Petiveria alliacea L. e Ocimum selloi Benth. apresentaram os maiores valores de IR (2,0 e 1,6); os sistemas corporais mais indicados e respectivos FCI foram: doenças infecciosas (1,0), doenças das glândulas endócrinas, da nutrição e metabolismo (0,9) e do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo (0,89). Os moradores sem treinamento citaram 55 espécies, com maiores valores de IR para Cymbopogon citratus (DC) Stapf (2,0), Lippia alba (Mill.) N.E. Br. (2,0) e Mentha x villosa Huds. (1,8); os sistemas corporais mais indicados e respectivos FCI foram: doenças parasitárias (1,0), transtornos dos sistemas nervoso (0,79) e gastrintestinal (0,72). As espécies citadas são semelhantes, mas o treinamento infl uenciou a importância relativa e indicações de usos das plantas.
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Conhecimento e uso de plantas medicinais em uma comunidade rural no município de Cuitegi, Paraíba, Nordeste do Brasil

Conhecimento e uso de plantas medicinais em uma comunidade rural no município de Cuitegi, Paraíba, Nordeste do Brasil

De acordo com Lorenzi e Matos (2002), as pesquisas etnofarmacológicas registram o uso do chá da erva cidreira (Lippia alba (Mill.) N.E.Br.), tanto em função do sabor agradável, como também pelas propriedades calmante, analgésica, sedativa, ansiolítica e mucolítica. Segundo Tavares et al. (2011), o nome popular “cidreira” é utilizada para Lippia alba, mas é também utilizada em várias regiões do Brasil, para designar muitas outras espécies aromáticas e medicinais, pertencentes as mais variadas famílias botânicas, sendo principalmente o capim santo (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf.) o mais confundido. Muitos estudos etnobotânicos citam a erva cidreira (Lippia alba (Mill.) N.E.Br.), como nos resultados obtidos na comunidade urbana de Muribeca, Jaboatão dos Guararapes-PE, Nordeste do Brasil, desenvolvida por Oliveira et al. (2010), onde a referida espécie é citada no tratamento de diversas doenças relacionadas ao sistema nervoso, devido à ação calmante e analgésica.
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Plantas medicinais utilizadas na Comunidade Santo Antônio, Currais, Sul do Piauí: um enfoque etnobotânico.

Plantas medicinais utilizadas na Comunidade Santo Antônio, Currais, Sul do Piauí: um enfoque etnobotânico.

A riqueza de plantas medicinais citadas para o presente trabalho foi considerada elevada se comparado a algumas pesquisas. Por exemplo, Santos et al. (2007) encontraram 70 espécies medicinais e forrageiras numa vegetação típica de cerrado em Monsenhor Gil, Piauí. Abreu (2000) trabalhou com quilombolas Mimbó em Amarante, Piauí, registrou 73 espécies, sendo 48% usadas na terapia local. Já alguns resultados encontrados para o estado do Piauí foram semelhantes a este quanto a riqueza de espécies úteis e também registraram mais de 100 espécies. Numa comunidade do semi- árido pernambucano onde foi encontrado um total de 136 espécies medicinais (Silva et al., 2010). Oliveira et al. (2010) em Oeiras, Piauí, encontrou 167 espécies medicinais. Já Souza (2010) encontrou 211 espécies úteis e destacou a categoria medicinal em seu trabalho com comunidades pesqueiras da área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, Piaui. Observou-se ainda que a família botânica com mais destaque, apresentando maior número de indivíduos foi a Fabaceae. No Brasil é representada com 175 gêneros e 1500 espécies podendo ser encontrada em qualquer bioma (Lorenzi, 2008). Essa família está bem representada por elementos úteis em alguns estudos etnobotânicos (Franco et al., 2007; Santos et al., 2007; Monteiro et al., 2011). Em estudo com duas comunidades pernambucanas, Silva & Andrade (2005) inventariaram 334 espécies úteis das quais 169 são medicinais. A alta diversidade de espécies conhecidas pode ser reflexo da riqueza cultural da região. O nordeste brasileiro é composto por diferentes comunidades étnicas, como os ameríndios e quilombolas (descendentes de escravos africanos), cujas culturas distintas contribuíram fortemente para a diversidade local de plantas medicinais usadas, de acordo com Albuquerque et al. (2007b). Esse aspecto é explicado pela forte tradição nos processos de cura a partir de produtos vegetais por populações sertanejas (Diegues & Arruda, 2002), pois detém um profundo conhecimento da natureza e seus ciclos, reproduzindo seu estilo de vida historicamente adaptando-se aos nichos específicos locais (Diegues & Arruda, 2002).
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Potencial terapêutico e uso de plantas medicinais em uma área de Caatinga no estado do Ceará, nordeste do Brasil.

Potencial terapêutico e uso de plantas medicinais em uma área de Caatinga no estado do Ceará, nordeste do Brasil.

RESUMO: O presente trabalho visou o levantamento etnobotânico das plantas medicinais, veriicando a versatilidade das espécies utilizadas e o consenso de uso e/ou conhecimento entre os informantes, do Distrito de Aratama, no Município de Assaré, Ceará. As informações etnobotânicas foram obtidas através de entrevistas estruturadas e semi-estruturadas com os moradores locais. Foram citadas 116 espécies com ins medicinais pertencentes a 103 gêneros e 58 famílias com destaque para Fabaceae (10ssp.), Asteraceae (7spp.) e Lamiaceae (6spp.). Entre as espécies levantadas, Mentha spicata L., Rosmarinus oficinalis L., Allium sativum L., Bauhinia cheilantha (Bong.), Ximenea americana L., se destacaram como as mais versáteis dentro da comunidade. As indicações terapêuticas citadas foram agrupadas em 16 categorias de sistemas corporais, dos quais as Desordens mentais e comportamentais, as Afecções ou dores não deinidas, os Transtornos do sistema respiratório, as Doenças de pele e do tecido celular subcutâneo, e os Transtornos do sistema sensorial (ouvidos), mostram maior concordância entre os informantes na utilização de espécies para tratar um sistema corporal especiico. Os resultados mostraram elevada riqueza da lora medicinal presente na caatinga. Neste sentido, torna-se necessária a intensiicação de estudos que avaliem e consolidem as propriedades químicas e farmacológicas destas espécies.
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Plantas medicinais conhecidas na zona urbana de Cajueiro da Praia, Piauí, Nordeste do Brasil.

Plantas medicinais conhecidas na zona urbana de Cajueiro da Praia, Piauí, Nordeste do Brasil.

RESUMO: A utilização de plantas com ins medicinais para tratamento, cura e prevenção de doenças é considerada uma das mais antigas formas de prática medicinal da humanidade. O presente estudo teve como objetivo identiicar as espécies de plantas medicinais usadas dentro da comunidade de Cajueiro da Praia, Piauí, bem como a parte da planta utilizada, o modo de preparo, a sua importância relativa, o valor de uso e o consenso em relação às propriedades terapêuticas das espécies citadas. Foram aplicadas 12 entrevistas semiestruturadas com especialistas locais indicados, utilizando o método de amostragem por “bola-de-neve” e a técnica de “turnê-guiada” para coleta das espécies citadas. Análises quantitativas tais como Valor de Uso, Importância Relativa e Fator de Consenso dos Informantes foram associadas à análises qualitativas. As coletas botânicas seguiram a metodologia usual. Foram citadas 43 espécies, distribuídas em 24 famílias botânicas, sendo Lamiaceae a mais representada em número de espécies (oito espécies), seguida de Euphorbiaceae, Fabaceae, Myrtaceae e Rutaceae (todas com três). Chenopodium ambrosioides L. (mastruz) obteve o maior valor de uso (VU=1,58), sendo portanto, a planta com elevado potencial de uso para a comunidade. Quanto ao uso terapêutico, observou-se que um maior número de espécies foi indicado no combate à gripe, seguido por má digestão. O IR demonstrou que planta mais versátil foi Chenopodium ambrosioides L. (mastruz), com IR=2, referido em cinco categorias de uso e o FCI apontou que os sistemas corporais que apresentam maior importância local são: sistema circulatório (FCI=0,57), seguido por lesões e consequências de causas externas (FCI=0,50), sistema endócrino (FCI=0,50) e respiratório (FCI=0,40). No âmbito geral, veriicou-se que a diversidade de plantas medicinais conhecida e a obtenção das plantas na comunidade estudada sugerem uma correlação entre uso/conhecimento de plantas medicinais e disponibilidade das mesmas; que a lora medicinal é representada, em boa parte, por plantas exóticas cultivadas nos quintais e que a transmissão do conhecimento tradicional feito localmente e por via oral demonstra uma herança cultural na cidade.
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Levantamento etnobotânico das plantas medicinais utilizadas pela comunidade de Inhamã, Pernambuco, Nordeste do Brasil.

Levantamento etnobotânico das plantas medicinais utilizadas pela comunidade de Inhamã, Pernambuco, Nordeste do Brasil.

Dentre as espécies listadas na Tabela 1 algumas foram pesquisadas do ponto de vista fitoquímico e farmacológico, com ação farmacológica comprovada, como C. citratus, Lippia alba (Mill.) N. E. Br. e P. barbatus (Vale et al., 2002; Gazola et al., 2004; Costa, 2006). Outras, como Jatropha gossypiifolia L., apesar de terem ação medicinal comprovada, devem ser reavaliadas por apresentarem risco de toxidade crônica, como apontam Mariz et al. (2010). Chenopodium ambrosioides é mencionada em vários estudos sobre plantas medicinais como uma das principais espécies citadas por entrevistados, indicada como antiinflamatória, peitoral, estomáquica, antituberculosa, béquica e vulnerária, abrangendo transtornos relacionados com diferentes sistemas corporais. O suco integral desta planta costuma ser aplicado localmente nos casos de contusão e suas folhas - secas ou frescas - são também usadas em comunidades rurais como repelentes de piolhos, pulgas e carrapatos. Seu uso popular é muito antigo e a espécie está inscrita na Farmacopéia
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Uso e diversidade de plantas medicinais da Caatinga na comunidade rural de Laginhas, município de Caicó, Rio Grande do Norte (Nordeste do Brasil).

Uso e diversidade de plantas medicinais da Caatinga na comunidade rural de Laginhas, município de Caicó, Rio Grande do Norte (Nordeste do Brasil).

Durante as coletas das partes vegetais utilizadas na fabricação dos remédios, verificou-se que exis tem rituais que são cumpridos metodicamente pelos coletores para que o remédio funcione. Na coleta da raiz do xique-xique (Pilosocereus gounellei), só se pode coletar três raízes e estas têm que estar voltadas para o nascente do sol. Ao se fazer o banho contra manchas na pele com a raiz da cabeça-de-negro (Apodanthera congestiflora), necessita-se saber o sexo da planta para poder fazer a devida correspondência com o paciente; já no preparo da lavagem de queimaduras com a água das raspas do juazeiro (Ziziphus joazeiro), recomenda-se a retirada de nove conchas de espumas para descarte antes de banhar os locais atingidos. Esses rituais que aparentemente são sem importância ao senso comum e que não são explicados pelos informantes quando estes são questionados, devem ser testados em laboratório para a comprovação de sua eficácia.
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Plantas medicinais usadas em uma comunidade do Noroeste do Rio Grande do Sul, Brasil

Plantas medicinais usadas em uma comunidade do Noroeste do Rio Grande do Sul, Brasil

Estudos etnobotânicos contribuem para a descoberta de bioprodutos de interesse farmacológico e para a conservação dos recursos biológicos. Desta forma, objetivou-se realizar o levantamento das plantas medicinais utilizadas em um município da mesorregião noroeste do Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu através de entrevistas semiestruturadas, por amostragem não probabilística (n=70), executada no período de junho a dezembro de 2015, sendo coletadas informações socioculturais e etnobotânicas. Essas foram analisadas com o auxílio de índices quantitativos como o Valor de Uso da espécie (UVs) e da família (FUV), para a inferência das espécies e famílias botânicas mais importantes. Foram relatadas 105 espécies, distribuídas em 42 famílias. As espécies mais importantes foram Cymbopogon citratus, Plectranthus barbatus e Malva sylvestris. Para as famílias, sobressaíram-se Malvaceae, Poaceae e Amaranthaceae. Com os resultados do presente estudo, constata-se que as plantas medicinais são um importante recurso para a prevenção de doenças e a manutenção da saúde da população no município, bem como, expande o estudo sobre a flora regional, pouco conhecida.
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Levantamento das plantas medicinais utilizadas por usuários de três unidades de saúde pública do município de Vilhena – RO

Levantamento das plantas medicinais utilizadas por usuários de três unidades de saúde pública do município de Vilhena – RO

RESUMO: A pesquisa teve como objetivo realizar o levantamento sobre o uso tradicional das plantas medicinais pelos usuários de três Unidades de Saúde Pública do Município de Vilhena – RO. A coleta das informações foi obtida por meio de entrevistas abertas e estruturadas, realizadas individualmente com 77 pessoas. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram: pessoas que frequentam as unidades de saúde, utilizam plantas medicinais e que aceitaram participar desta pesquisa, concordando com o termo de comprometimento. Foram questionados dados como: fontes de aprendizado sobre as plantas medicinais, suas indicações terapêuticas, as partes das plantas mais utilizadas e o modo de uso para cada planta. Com os dados obtidos, foi elaborada uma listagem com todas as informações sobre as plantas: seus respectivos nomes populares, nome científico, parte da planta utilizada, indicação terapêutica e modo de uso, totalizando 321 espécimes, com 73 espécies, distribuídas em 40 famílias. Asteraceae foi à família mais representativa com 12 espécies. De acordo com as informações detalhadas sobre a morfologia das plantas e a referência do nome popular, a espécie mais citada foi o boldo (Plectranthus barbatus Andrews) 20%, seguido de cidreira (Cymbopogon citratus (DC.). Stapf) com 17%. Em relação às indicações terapêuticas, a maior concentração foi para os problemas estomacais e gastrites. As folhas tanto frescas quanto secas, apresentaram uma maior indicação em relação à parte da planta utilizada. Em referência ao modo de preparo, o chá obtido por infusão ou decocção, foi o mais utilizado. A pesquisa demonstrou que as pessoas entrevistadas acreditam na eficiência das plantas medicinais, desde que utilizadas corretamente.
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Levantamento etnobotânico de plantas medicinais utilizadas pelos moradores do povoado de Manejo, Lima Duarte - MG.

Levantamento etnobotânico de plantas medicinais utilizadas pelos moradores do povoado de Manejo, Lima Duarte - MG.

A forma de preparo correto das plantas medicinais deve ser levado em consideração devido aos diferentes óleos essenciais voláteis presentes nas folhas, flores e outros órgãos da planta, segundo Almassy Júnior et al. (2005). O Eugenol, presente na alfavaca, é o composto responsável pelas ações biológicas (Matos, 2000). A forma de preparo mais utilizada no povoado de Manejo é o chá, por infusão, corroborando com os estudos de Corrêa Junior et al. (1994) e Kffuri (2008). A maceração, banhos, inalação, pomada e cataplasma são as demais formas de uso. Grande parte dos entrevistados afirmou que faz uso das plantas medicinais sempre que é preciso, e também por acreditar que elas não fazem mal à saúde. Sempre que alguém na família adoece e o problema é considerado de menor gravidade, a primeira atitude é recorrer aos chás, xaropes e outros. Caso o tratamento inicial não obtenha bons resultados, o médico é então procurado. Esta forma de agir também foi observada no município de Santo Antônio de Leverger, no Mato Grosso, por Amorozo (2002). Não é hábito a utilização das plantas associadas aos medicamentos industrializados, por temerem que essa associação cause algum dano ao organismo, confirmando os dados obtidos por Menon- Miyake et al. (2004).
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Plantas medicinais utilizadas em comunidades rurais de Oeiras, semiárido piauiense.

Plantas medicinais utilizadas em comunidades rurais de Oeiras, semiárido piauiense.

RESUMO: O estudo foi realizado no período de fevereiro de 2007 a maio de 2008, em vinte e uma comunidades rurais do município de Oeiras (07º00’54’’S e 42º08’06’’W), localizadas em área de transição vegetacional Caatinga/Cerrado, onde predomina a Caatinga. Objetivou-se conhecer as plantas tradicionalmente utilizadas pela população com fins terapêuticos. As coletas botânicas seguiram metodologia usual e os exemplares identificados foram incorporados ao acervo do Herbário Graziela Barroso (TEPB). Como procedimento metodológico realizou-se entrevistas semi-estruturadas com formulários padronizados a 20 moradores indicados por líderes comunitários locais como pessoas de reconhecido saber, que acompanharam as coletas. As espécies citadas foram agrupadas em de17 categorias de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados quantitativos foram obtidos através do cálculo da Importância Relativa (IR) para cada espécie e do Fator de Consenso dos Informantes (FCI). Assim, identificou-se 167 etnoespécies, distribuídas em 59 famílias botânicas e 143 gêneros, sendo 65,86% nativas. As famílias com maior representatividade em número de espécies foram a Leguminosae (28) e a Euphorbiaceae (18). Os gêneros mais representativos foram Croton L. (9), Senna Mill. (5), Jatropha L. e Solanum L. (4). Caesalpinia ferrea Mart., Ximenia americana L., Myracrodruon urundeuva Allem. e Lippia alba L., obtiveram os maiores valores de IR de 1,79; 1,86; 1,21; 1,14; respectivamente. Salienta-se a elevada frequência de usos terapêuticos destas espécies, concentradas no tratamento dos transtornos do sistema respiratório (56 espécies) e das doenças infecciosas intestinais, hepáticas e helmintíases (65), sendo gripe e diarréia as doenças mais citadas. A folha é a parte do vegetal mais utilizada na medicina caseira local (31,5% dos casos) e as formas de preparo mais utilizadas são a decocção (32,2% dos casos) seguida por infusão (23,8%). Estes dados possibilitam inferir que os moradores das comunidades rurais possuem conhecimento acerca das plantas utilizadas como medicinais, especialmente as nativas.
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Plantas medicinais : cultivo em quintais pela população de um município do semiárido piauiense, nordeste do Brasil

Plantas medicinais : cultivo em quintais pela população de um município do semiárido piauiense, nordeste do Brasil

Na visão de Rocha e colaboradores (2010), os quintais facilitam as ações antropogênicas, principalmente no que se refere a procriar condições de sobrevivência nos períodos de seca do sertão nordestino, onde algumas plantas perdem suas folhas e outras chegam a morrer. Para Amorozo (2002) o hábito de cultivar plantas em quintais nas zonas urbanas permite formar através da união de vários espaços plantados, como praças e parques, ilhas de vegetação que contribuem para a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos.
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Utilização das principais plantas medicinais em uma comunidade rural.

Utilização das principais plantas medicinais em uma comunidade rural.

o estudo tornou possível verificar que a comu nidade de Pitanga da Estrada ' faz uso de plantas medicinais, sendo prática com u m na maioria das pesqu isadas como alternativa á med icina alopática institucionalizada , deficitária na comunidade. Constatamos, ainda, uma variedade de plantas medicinais que essa população utiliza , porém o uso popular de algumas plantas d ifere do referencial pesqu isado, como também em relação á pate da planta que é utilizada, levando-nos a q uestionar se a referida com u nidade con hece as reais indicações terapêuticas das plantas utilizadas ou se essa prática empírica necessita de u ma validação científica como forma de comprovar a eficácia do seu uso popular.
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Levantamento da diversidade e uso das plantas medicinais utilizadas por moradores do município de Puxinanã, PB, Brasil

Levantamento da diversidade e uso das plantas medicinais utilizadas por moradores do município de Puxinanã, PB, Brasil

Foram entrevistados 42 moradores (Fig. 3: A-C) que apresentaram experiências com a utilização de plantas medicinais. A coleta de dados ocorreu através da aplicação de questionário semiestruturado, sócio-cultural e ambiental (ver apêndice), nos dias 03 e 04 de março de 2012, nos horários de 8h às 12h e de 14h às 17h.Os dados específicos da comunidade foram levantados e traçados os perfis para a realização dos estudos etnobotânicos, de acordo com os pressupostos de Martin (1995) e Alexiades (1996), complementados com os subsídios constantes dos trabalhos de Moran (1990), Di Stasi (1996), Ribeiro (1996) e Sousa (1993). Foram tomados dados etnobotânicos sobre as principais plantas medicinais, baseados nos seguintes procedimentos: 1) Aproximação inicial da comunidade; 2) Identificação das pessoas na faixa etária de 25 a 85 anos que realmente detêm as informações sobre as plantas medicinais da região; 3) Associação entre o uso destas plantas e o nível socioeconômico dos usuários; 4) Relações das plantas medicinais homem-ambiente; 5) Informações sobre a maneira de uso e as indicações terapêuticas atribuídas pelos usuários a cada planta. Outros dados etnobotânicos foram obtidos com base em levantamento de herbário, através do exame da coleção do Herbário Lauro Pires Xavier
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Plantas medicinais como opção terapêutica em comunidade de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

Plantas medicinais como opção terapêutica em comunidade de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

Apesar da maior parcela abandonar o uso das plantas medicinais após a prescrição médica alopática, deve-se destacar um resultado importante: a renda familiar mensal não inluenciou na decisão quanto à continuidade do uso de planta medicinal. Isto demonstra que a escolha do uso das plantas medicinais, como linha terapêutica, perpassa mais pela questão cultural que pela questão inanceira do indivíduo. Tal procedimento foi também observado no estudo de Visbiski et al. (2003), em que uma pessoa atingida por uma doença busca primeiramente a cura por meio dos remédios caseiros e, como segunda opção, procura por um proissional de saúde. Contudo, este agente acaba por priorizar a prescrição de medicamentos alopáticos, uma vez que o modelo hegemônico de formação não enfatiza as práticas integrativas e complementares na assistência à saúde.
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Plantas medicinais utilizadas pela população atendida no "Programa de Saúde da Família", Governador Valadares, MG, Brasil.

Plantas medicinais utilizadas pela população atendida no "Programa de Saúde da Família", Governador Valadares, MG, Brasil.

Entre as pessoas que utilizam as plantas medicinais com freqüência, 59% freqüentaram o ensino fundamental, 14%, o ensino médio, 22% eram analfabetas, e apenas 2% freqüentaram a universidade. Estudos realizados em países de primeiro mundo demonstram uma prevalência do uso de fitoterápicos e outras terapias complementares entre indi- víduos com alto nível de escolaridade e renda (Harnack et al., 2001), o que também tem sido observado nos últimos anos em países em desenvolvimento como o Brasil (Ribeiro et al., 2005). No entanto, a divergência dos resultados obtidos neste trabalho se justifica pelo fato de que a popu- lação estudada foi aquela que busca o Sistema Público de Saúde e, portanto, possui menor nível de escolaridade e renda, como observado por Costa e Facchini (1997).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE BIOTECNOLOGIA PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIOQUÍMICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE BIOTECNOLOGIA PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIOQUÍMICA

As folhas e raízes são utilizadas no tratamento de diversas patologias, devido as suas propriedades antidispéptica, diurética e anti-inflamatória, capaz de combater furunculoses, abcessos, dermatoses purulentas, acne, eczemas, gota, reumatismo, amigdalite, dor de garganta, artrite, erupções cutâneas, e vários problemas de pele, sudorífico, purificador do sangue e auxiliar no tratamento de diabetes (CHAN et al., 2011). A principal indicação da bardana é para doenças crônicas da pele, graças à presença de compostos eficientes sobre bactérias Gram positivas como estafilococos e estreptococos, e em afecções do tipo furunculose e acne; permitindo a cicatrização de muitas feridas e ulcerações (CHAN et al., 2011; TESKE, 1994). Além disso, possui propriedades diuréticas e sudoríficas que auxiliam processos reumáticos e gotosos, como a eliminação de ácido úrico, uma marcante ação depuradora de sangue, estimula a secreção biliar e é hipoglicemiante (GRASES et al., 1994).
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<b>Plantas medicinais: estudo etnobotânico dos distritos de Toledo e produção de material didático para o ensino de ciências</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i2.920

<b>Plantas medicinais: estudo etnobotânico dos distritos de Toledo e produção de material didático para o ensino de ciências</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i2.920

O que torna o conhecimento tradicional de interesse para ciência é porque se trata do relato verbal da observação sistemática de fenômenos biológicos feito por pessoas, muitas vezes iletradas, mas certamente algumas tão perspicazes quanto os cientistas. Dentro deste contexto, o projeto Estudo Etnobotânico de Plantas Medicinais da Região de Toledo, Estado do Paraná teve como proposta principal catalogar e identificar plantas medicinais utilizadas pela população construindo um acervo de exemplares da flora regional, resgatando e registrando, dessa forma, a cultura medicinal da população. Também, elaborar um material informativo, na forma de uma cartilha, destinado às crianças do Ensino Fundamental, visando trabalhar alguns conceitos de Ciências Naturais (Química, Biologia e Matemática) e também conscientizá-las a respeito dos perigos causados pelo uso indevido de plantas medicinais. Pretende-se também provocar interação entre a Universidade e a Comunidade, proporcionando trocas recíprocas para ambas.
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Estudo etnobotânico na educação básica

Estudo etnobotânico na educação básica

Existem evidências, segundo Tisserand (Ibid., p. 24) que “uma das primeiras formas  registradas  de  tratamento  com  plantas  medicinais  é  a  defumação,  usada  frequentemente  para  afugentar  os  maus  espíritos  das  pessoas  doentes”.  Tais  defumações  se  davam  com  a  queima de plantas aromáticas, as quais muitas tinham propriedades alucinógenas. Com este  grupo  de  vegetais  buscava‐se  uma  aproximação  da  alma  do  doente  com  a  natureza,  a  essência  ou  o  grande  espírito,  em  cerimoniais  e  rituais  de  magia,  proferidas  sempre  pelos  xamãs,  feiticeiros  ou  sacerdotes  locais.  A  cada  descoberta,  poderes  especiais  eram  atribuídos  às  plantas  medicinais,  sendo  ofertadas  aos  astros  ou  deuses  e  o  cultivo  e  a  colheita, só poderia ser realizada por indivíduos considerados “sagrados” por sua sociedade  ou  grupo,  geralmente  do  sexo  masculino  considerado  predestinado  pelos  deuses  para  tais  tarefas. 
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Prospecção etnofarmacológica de plantas medicinais utilizadas pela população remanescente de quilombolas de Rolim de Moura do Guaporé, Rondônia, Brasil

Prospecção etnofarmacológica de plantas medicinais utilizadas pela população remanescente de quilombolas de Rolim de Moura do Guaporé, Rondônia, Brasil

José Palahv Gavião (2015) identificou 24 plantas de uso medicinal do povo Gavião, da aldeia Cacoal, município de Ji-Paraná. No trabalho, relata que os indígenas não têm a preocupação de registrar os modos de preparo das plantas medicinais, nomenclaturas e tipos de doenças que podem ser combatidas. Relatou ainda que há várias plantas (pavara) e são consideradas medicinais pelo povo, usadas com diversos fins. Por exemplo, estímulo e atração de caças, venenos mortais, uso em casos sentimentais, fortalecimento e crescimento de órgãos com maior energia de realização das atividades. Esse fato revela que o uso das plantas vai muito além da cura de doenças, sendo utilizado também nas atividades cotidianas, como forma de prevenção de doenças e de manter o equilíbrio e a saúde do corpo.
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