Top PDF PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

PODER LOCAL E AUTARQUIAS LOCAIS: INSTITUCIONALIZAÇÃO E MODELOS PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO.

O autor apresenta, mais uma vez, a divergência deste entendimento, à luz da decisão constituinte e das opções acolhidas na CRA: por um lado, nada na Constituição autoriza a que o poder local, na sua expressão mais significati- va (as autarquias locais), possa não ser implementado numa parte do terri- tório nacional; pelo contrário, qualquer daquelas hipóteses traduziria ofensa ao princípio democrática, ao princípio da igualdade na esfera da participação política dos cidadãos e não menos ao princípio da autonomia local; por outro lado, é dificilmente sustentável a racionalidade quer da hipótese de adiar, para uma segunda fase, a criação de autarquias locais nas áreas mais desfavoreci- das do território nacional (o que redundaria numa dupla penalidade dessas comunidades, além da ofensa àqueles princípios), quer a hipótese de adiar nas áreas mais desenvolvidas (o que redundaria no absurdo da inibição do desen- volvimento, justamente onde se mostra mais exequível).
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Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Administração pública angolana: a estrutura organizativa à luz da Constituição de 2010

Finalmente, a par da CRA, a L. 17/10 de 29 de Julho (Lei da Organização e Funcionamento dos Órgãos da administração Local do Estado, inclui das autoridades tradicionais como membros do órgão de apoio consultivo, fazendo parte dos Conselhos: Provincial, Municipal e Comunal de Auscultação e Concertação Social, reforçando a efectiva cooperação entre o poder local público e as autoridades tradicionais na governação local. Os sobas, enquanto líderes comunitários, detêm conhecimento em matérias ligadas as crenças, hábitos e costumes dos antepassados, tornando-se interlocutores válidos junto dos órgãos públicos locais, facilitando a melhoria das políticas públicas que mais se adequam com as áreas territoriais que representam. Todavia, para concretização desse desiderato, a Assembleia Nacional, deverá legislar, cuja competência é absoluta (art. 164º al. f) da CRA) sobre a lei de bases do sistema de organização e funcionamento do poder local (as autarquias locais e as autoridades tradicionais) com primazia as primeiras, pois a sua institucionalização dela depende, enquanto que, as autoridades tradicionais são uma realidade histórica pré existente em relação ao Estado, desempenhando sempre o seu papel na base do direito consuetudinário.
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Os desafios das autarquias locais no desenvolvimento de Angola | The challenges of local authorities in the development of Angola

Os desafios das autarquias locais no desenvolvimento de Angola | The challenges of local authorities in the development of Angola

Em democracias institucionalizadas, um sistema de representação demo- crática depende, em última instância, da qualidade dos processos eleitorais que normalmente mobilizam a participação popular. A preferência pela representa- ção de grupos de interesse, de inspiração corporativa, como se assiste em An- gola, tem adiado a institucionalização da democracia municipal, assente num sistema eleitoral baseado na representação poporcional dos partidos ou de gru- pos de cidadãos. Urge a necessidade de debates públicos sobre as autarquias e leís que visam ditar as balizas para sua criação. É igualmente importante, tirar o maior proveito da experiência de outros países a quando da implementação das autarquias e, sobretudo, evitar os erros cometidos, para que o processo que doravante se almeja ver nascer em Angola seja um sucesso.
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Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

Balanço da implementação da Lei da Paridade em diferentes níveis de governo: análise longitudinal

expressão no poder local. Num contexto de pouco investimento por parte dos/as eleitores/as na procura de informação, o conhecimento prévio de um/a candidato/a pode colocá-lo em grande vantagem perante o eleitorado, sobrepondo-se, muitas vezes, à avaliação mais rigorosa do seu desempenho e até mesmo a preferências ideológicas. Além disso, as/os incumbentes beneficiam - pelo reconhecimento adquirido, pela experiência e pelos conhecimentos institucionais acumulados - de uma situação privilegiada na captação e gestão de recursos e de uma capacidade negocial com grupos de interesses. Este efeito, que resulta numa baixa circulação das elites locais, tende a prejudicar a participação das mulheres, na medida em que vai mantendo as/os incumbentes, maioritariamente homens, nas autarquias 13 .
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A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

A descentralização da administração da educação : as autarquias locais enquanto promotoras do programa das actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB

O presente relatório constitui o trabalho final do curso de mestrado em Ciências da Educação, área de especialização em Administração Educacional, na modalidade de projecto. O estudo realizado integra-se na temática da descentralização da administração da educação e, em particular, no processo de negociação e de transferência de competências entre o poder central e o poder local. Escolheu-se como analisador deste processo a implementação do Programa das Actividades de Enriquecimento Curricular no 1.º Ciclo do Ensino Básico na Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) tendo em vista: contextualizar a criação e a implementação deste programa no quadro do processo de descentralização em curso; identificar as relações entre o programa e as politicas locais de educação; descrever e caracterizar os procedimentos adoptados pelas autarquias locais na gestão deste programa. Com esse fim e do ponto de vista metodológico, adoptou-se uma abordagem de tipo naturalista com recurso à análise documental e a um conjunto de 13 entrevistas estruturadas que tiveram como destinatários os técnicos e os autarcas, de nove dos doze municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal em análise. Os resultados obtidos evidenciam que apesar do Programa das Actividades de Enriquecimento Curricular não ter sido uma medida verdadeiramente descentralizadora, a maioria dos municípios em causa não se limitou a ser um mero executor da política nacional. Verificou-se também que este programa se enquadra nas políticas locais de educação destes municípios, ainda que estas não se encontrem institucionalmente definidas. No que diz respeito aos procedimentos de gestão adoptados pelas autarquias em causa, salientamos o seu contributo para o desenvolvimento local.
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Autarquias locais e divisões administrativas em Portugal 1836-2013

Autarquias locais e divisões administrativas em Portugal 1836-2013

Os concelhos ou municípios foram um dos principais temas da investigação histórica de Joaquim Romero Magalhães, quer no contexto mais particularmente português, sobretudo através da obra O poder concelhio: das origens às Cortes Constituintes, Notas de história social, publicada em 1986 em colaboração com Maria Helena Cruz Coelho, quer no contexto do império colonial português, através de artigos como “Reflexões sobre a estrutura municipal portuguesa e a sociedade colonial brasileira”, publicado em 1985 na Revista de História Económica e Social, “Algumas notas sobre o poder municipal no império português durante o século XVI”, publicado em 1988 na Revista Crítica de Ciências Sociais, e “A rede concelhia nos domínios portugueses”, comunicação apresentada no congresso comemorativo dos 500 anos de elevação da Ribeira Grande a vila e publicada nas respetivas atas em 2008, quer mesmo no contexto latino-americano, no texto “Respeito e lealdade: poder real e municípios nas colónias hispânicas da América durante os séculos XVI e XVII”, publicado em 2006 como colaboração numa História do Municipalismo. Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico.
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A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

A heteronomia das Autarquias Locais na atribuição de apoios a empresas privadas

transcrever a informação disponível do Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional, I.P - IFDR, que entende que da definição constante do n.º 1, do artigo 107.º do TFUE decorrem, os seguintes critérios de caracterização: ”1.os auxílios concedidos pelos Estados ou provenientes de recursos estatais - define-se aqui o autor da concessão: o Estado no seu sentido mais lato (Órgãos de soberania -, Órgãos da Administração Pública, Central e Local) e alarga-se o âmbito mesmo para uma actuação indirecta, através de intermediários (mesmo privados), designados pelo Estado, para este efeito e usando para tal meios provenientes de recursos estatais; 2. independentemente da forma que assumam - define-se a natureza do auxílio, tratando-se para este efeito de qualquer forma que a ajuda proveniente de recursos estatais, venha a assumir, quer represente uma transferência financeira ou uma redução de encargos (ex: subvenções, empréstimos sem juros ou a juros reduzidos, bonificações de juros, garantias prestadas em condições especiais, abatimentos fiscais e parafiscais, fornecimento de bens ou serviços em condições preferenciais); 3. que favoreçam certas empresas ou certas produções - define os destinatários, como sendo empresas ou produções, significando que por um lado estamos perante uma acepção lata de empresa (pública ou privada) e, por outro lado, introduzindo a noção de que a concessão do auxílio é um acto discricionário (distinto assim das medidas gerais que se aplicam uniformemente a todos os operadores do conjunto dos sectores de actividade da economia), com um carácter selectivo e que, independentemente do objectivo que prossegue, configura uma vantagem para quem o recebe face aos demais concorrentes”. In http://www.ifdr.pt/content.aspx?menuid=182 e http://www.portalautarquico.pt/pt-PT/destaques/comunicacao-da- comissao-europeia-sobre-a-nocao-de-auxilio-estatal/ (consultados em 04 de junho de 2016).
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Um modelo para a melhoria da qualidade dos recursos humanos das autarquias locais

Um modelo para a melhoria da qualidade dos recursos humanos das autarquias locais

Após a fase revolucionária do 25 de Abril, em que os sindicatos tiveram acção preponderante na função pública, tem-se notado um evidente declínio do poder sindicalista do sector público: pela mudança de contexto político, pela constante perda de poder de compra dos trabalhadores, pela sucessiva divisão do poder autárquico com a formação de outras empresas públicas, contratação de empresas privadas para execução de serviços de manutenção, falta de inovação para novas formas de negociação salarial e outras recompensas e admissão de pessoal com contratos a prazo. Estas mudanças provocaram um declínio de reconhecimento dos funcionários. Este declínio foi acompanhado por uma consequente degradação das relações entre os parceiros sociais, que também ajudaram à degradação da motivação dos funcionários, ao contrário do que se podia esperar com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia e da propalada Reinvenção da Função Pública.
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Movimento operário, cordões industriais e poder popular no Chile — Outubro Revista

Movimento operário, cordões industriais e poder popular no Chile — Outubro Revista

Sustentamos que não se desenvolveu uma dualidade de poderes porque a maioria da classe operária seguia apegada ao legalismo, e não havia uma considerável parte desta tomando o controle do es- tado. Assinalamos, então, a embrionização a partir de onde começa- ria a possibilidade de uma dualidade de poderes, mas que devido ao “apoio crítico” da classe operária e dos cordões ao governo, oscila- va a consciência contraditória da classe trabalhadora e, além disso, potencializava o reformismo no movimento popular, havendo uma constante dúvida expressa “na medida em que caiba aos trabalhado- res”. Se temos que assinalar a subjetividade política, é possível dizer que, apesar de objetivamente os cordões industriais e a “revolução por baixo” lutarem contra o “reformismo pelo alto”, subjetivamente a maioria da classe operária sentia que aquele era seu governo, o que gerava um problema de identidade de classe e militância política para os trabalhadores: seguir o programa da Unidade Popular ou criar o poder popular?
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Contabilidade de custos nas autarquias locais da região centro de Portugal

Contabilidade de custos nas autarquias locais da região centro de Portugal

Consequentemente tornou-se importante criar mecanismos de regulação, para que as autarquias locais fundamentassem, do ponto de vista económico-financeiro, a criação das taxas que lançam. A aprovação do novo Regime Geral de Taxas das Autarquias Locais (lei nº53-E/2006 de 29 de dezembro) veio impor algum rigor neste domínio, fazendo com que as autarquias locais sejam obrigadas a fundamentar devidamente as suas taxas, aumentando assim a transparência e o rigor na atividade local. Deste modo, considera-se relevante para a população em geral, e também para o meio científico, avaliar se estão a ser cumpridas as regras impostas pelo POCAL e restante legislação relativamente à utilização da contabilidade de custos para a fixação das taxas, tarifas e preços.
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LEGITIMIDADE CULTURAL LOCAL NAS PRÁTICAS ESTRATÉGICAS DE PMES

LEGITIMIDADE CULTURAL LOCAL NAS PRÁTICAS ESTRATÉGICAS DE PMES

No universo organizacional, Meyer e Rowan (1983) defendem que as organizações funcionam mediante a incorporação de orientações previamente definidas e racionalizadas na sociedade, o que contribui para a legitimação de suas atividades e mesmo para a sua sobrevivência. DiMaggio e Powell (1983) sugerem que as mudanças organizacionais ocorrem não em virtude da eficiência operacional ou competição – ao contrário, muitas mudanças, como a burocratização, advêm de uma ação de similaridade na qual a eficiência não é o foco principal. Esta homogeneidade é fruto destes campos organizacionais altamente estruturados onde os atores agem racionalmente contra as incertezas e restrições. Estes autores argumentam ainda que as mudanças sociais ocorrem através de modelos considerados adequados. Este isomorfismo acontece a partir de três mecanismos formais ou informais: mimético, normativo e coercitivo. Para eles, as organizações tendem a tomar como modelo, em seu campo organizacional, outras organizações que elas percebem ser mais legítimas ou com melhor desempenho.
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A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

A descentralização de atribuições e competências para as autarquias locais em matéria de educação

Com a reforma em vigor no parque escolar nacional, os municípios são cada vez mais confrontados com a necessidade de garantir o transporte escolar de crianças e jovens em idade escolar. Desta feita, existe uma vasta legislação sobre esta matéria, da qual destacamos o Decreto-Lei nº 299/84, de 05/09, que veio assegurar a disponibilização do serviço de transporte entre o local de residência e os estabelecimentos de ensino a todos os alunos do Ensino Básico (1º, 2º e 3º Ciclo), bem como do Ensino Secundário, quando estes residam a mais de 3 ou 4 km dos estabelecimentos de ensino, respetivamente sem ou com refeitório; a Lei nº 159/99, de 14/09, que estabelece, nomeadamente no disposto no art.º 19º, o quadro de atribuições e competências das autarquias locais, relativamente à educação; a Lei nº 169/99, de 18/09, alterada pela Lei nº 5-A/2002, de 01/02 que, nos termos da alínea m) do nº 1, do art.º 64º atribui competência às câmaras municipais de organizar e gerir os transportes escolares; a Lei nº 13/2006, de 17/04, que veio definir o regime jurídico do transporte coletivo de crianças e jovens até aos 16 anos, de e para os estabelecimentos de educação e ensino, creches, jardins- de-infância e outras instalações ou espaços em que decorram atividades educativas ou formativas, designadamente os transportes para locais destinados à prática de atividades desportivas ou culturais, visitas de estudo e outras deslocações organizadas para ocupação de tempos livres, com implicações diretas nos transportes escolares.
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Business intelligence no suporte às autarquias locais e à sua gestão orçamental

Business intelligence no suporte às autarquias locais e à sua gestão orçamental

Este segmento é referente ao controlo do endividamento municipal. Este segmento é de grande importância devido a restrições no Regime Financeiro das Autarquias Locais que, entre outros pontos, define que o limite da divida total da Autarquia não pode ultrapassar em 31 dezembro de cada ano, 1,5 vezes da média da receita corrente líquida cobrada nos últimos três exercícios anteriores. Desta forma, a Autarquia pretende ter dados deste segmento de forma a ser possível medir a margem da situação atual e permitir acompanhar e desenvolver estrategicamente ações para resolver os seus problemas de endividamento.
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Proposta de um modelo para a disseminação da informação geográfica nas autarquias locais

Proposta de um modelo para a disseminação da informação geográfica nas autarquias locais

“Para que o SIG tenha sucesso deverá antes de mais existir um grupo responsável pela implementação do SIG que exerça uma gestão do sistema com poder em relação à organização e que tenha expectativas realistas face ao projecto. Depois é necessária uma grande competência de todos os participantes no processo e que se trabalhe em equipa dentro e entre os departamentos. Deve-se enfatizar as vantagens do SIG para os utilizadores e para toda a organização, desenvolvendo uma atitude positiva perante as alterações que se possam verificar dentro da organização. A qualidade dos dados e o acesso aos mesmos por todos os utilizadores deverá ser assegurada, bem como o facto de a tecnologia ser a mais adequada para os objectivos definidos. Pode-se afirmar que, segundo alguns autores, o êxito ou fracasso na implementação do SIG depende do programa aplicacional, configuração dos meios informáticos e da definição da estratégia de abordagem. Aspectos também importantes são o envolvimento aos diferentes níveis dos técnicos da entidade gestora e da eventual equipa de consultores internos ou externos e a transferência do saber entre a equipa de consultadoria e os futuros utilizadores do sistema” [Severino 2006].
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As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

As Tecnologias de Informação Geográfica na Sociedade da Informação

Um dos maiores desafios que se coloca às democracias, é o de vencer as tendências para o afastamento das pessoas da actividade pública e política. O contributo dos poderes locais para enfrentar com êxito esse desafio deverá assumir características únicas, apostando em tecnologias de crescente massificação, tornando o cidadão num agente de participação quase que on-line, isto é "permanentemente ligado" à actividade do seu território - o e- Citizen. Este conceito deverá ser plenamente conseguido na última fase de implementação de

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Conformidade da prestação de contas nas autarquias locais em Portugal: o caso das freguesias

Conformidade da prestação de contas nas autarquias locais em Portugal: o caso das freguesias

Contudo, o quadro de contas do POCAL não contempla uma classe 9, mas o sistema de contabilidade de custos constitui uma das suas diferenciações mais significativas face ao POCP, porque apesar de este reservar a classe 9 para a existência de uma contabilidade analítica, nesse diploma esta é apresentada de uma forma bastante vaga, revestindo-se de um carácter facultativo e não referindo o seu funcionamento. Ao contrário, o POCAL prevê a introdução da contabilidade de custos na contabilidade pública de forma efectiva, passando a ser obrigatória para o apuramento dos custos subjacentes à fixação dos preços das tarifas e taxas a praticar relativamente aos bens e serviços fornecidos pelas autarquias. A contabilidade analítica assume-se, assim, como uma vertente relevante da informação contabilística, como um instrumento relevante para apoiar a tomada de decisões dos gestores autárquicos (Caiado e Pinto, 2002; Feliciano, 2010).
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O Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública nas Autarquias Locais

O Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública nas Autarquias Locais

algumas dificuldades na utilização das fichas de avaliação. Com efeito, o Decreto-Lei n.º 121/2008, de 11 de julho, veio identificar e extinguir as carreiras e categorias cujos trabalhadores integrados ou delas titulares transitaram para as carreiras gerais de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional, assim como identificou as carreiras e categorias que subsistiam por impossibilidade de se efetuar a transição dos trabalhadores nelas integrados ou delas titulares para as carreiras gerais, nos termos da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro. Contudo, tendo em conta que se manteve em vigor o Sistema de Avaliação estabelecido na Lei n.º 10/2004, de 22 de março, para as autarquias locais, e que o pessoal das carreiras de operário e de auxiliar, nos termos do referido diploma era avaliado com base em ponderações diferentes nas componentes avaliativas (objetivos, competências e atitude pessoal), tendo passado a integrar a carreira de assistente operacional, questionou-se como proceder relativamente ao ano de 2009 e que fichas de avaliação deveriam ser utilizadas. Esta questão foi analisada em reunião de coordenação jurídica de 16 de março de 2009, tendo sido emitida a seguinte solução:
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A importância do Imposto Municipal sobre Imóveis e a autonomia das autarquias locais

A importância do Imposto Municipal sobre Imóveis e a autonomia das autarquias locais

O prédio em análise situa-se na união de freguesias de São Gonçalo de Lagos, antiga freguesia de Santa Maria, sendo esta composta por uma área que anda à volta dos 212,99 km² e que em 2011 tinha cerca de 31.049 habitantes. Neste concelho de Lagos a maioria da população ativa dedica – se à área do Turismo, como por exemplo a Restauração, Hotelaria, Alojamento Local e estabelecimentos de diversão noturna, visto esta zona ter várias praias. Têm como pontos de interesse a serem visitados o Museu, o Museu de Cera, o Mercado dos Escravos, a Espingardearia, a Fortaleza de Lagos, o Centro de Ciência Vivas, as e Igrejas de Santo António, a de São Sebastião e a Santa Maria, a Nossa Senhora dos Aflitos e a da Luz. Podendo fazer passeios de barco as grutas, passeios de avionetas para observação da baia, desportos aquáticos.
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A contratação pública para empreitadas de obras públicas sujeitas a concurso público: o caso do município de Albufeira

A contratação pública para empreitadas de obras públicas sujeitas a concurso público: o caso do município de Albufeira

O presente estudo incidiu sobre as empreitadas de obras públicas sujeitas a concurso público lançadas pela DEE da Câmara Municipal de Albufeira e visou compreender de que forma as autarquias respeitam o postulado na legislação nacional aplicável aos contratos públicos, isto é, em que medida os municípios nacionais cumprem a lei, no que concerne aos contratos públicos, e ainda, se o cumprimento do estipulado na lei seria a solução economicamente mais eficiente face ao investimento a realizar. Trata-se de um estudo de carácter exploratório, não se destinando à confirmação de hipóteses universais, mas sim aprofundar o conhecimento sobre os contratos públicos (mais especificamente os concursos públicos de empreitadas) num tipo particular de organização. O presente estudo de caso documenta e analisa a actividade de um pequeno grupo dentro da uma organização, acompanhado de uma breve descrição dos participantes na investigação, refere também quais as estratégias de recolhas de dados durante a investigação e a maneira como são tratados os dados e a estratégia utilizada.
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A consolidação de contas nas Autarquias Locais : o caso do Grupo Municipal da Maia

A consolidação de contas nas Autarquias Locais : o caso do Grupo Municipal da Maia

De acordo com o Regime Jurídico da Actividade Empresarial Local (Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto), “a actividade empresarial local é desenvolvida pelos municípios, pelas associações de municípios, e pelas áreas metropolitanas, através dos Serviços Municipalizados ou Intermunicipalizados e das empresas locais” (Lei n.º 50/2012, artigo 2.º). Os Municípios podem criar Serviços Municipalizados, os quais “integram a estrutura organizacional do município” (Lei n.º 50/2012, artigo 8.º). Estes “são geridos sob forma empresarial e visam satisfazer necessidades coletivas da população do município” (Lei n.º 50/2012, artigo 9.º). De acordo com o artigo 10.º desta Lei, o seu objeto poderá enquadrar- se numa ou mais das seguintes áreas prestacionais: abastecimento público de água, saneamento de águas residuais e urbanas, gestão de resíduos urbanos e limpeza pública, transporte de passageiros, e distribuição de energia elétrica em baixa tensão.
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